‘SABE O QUE É INCESTO EMOCIONAL? VEJA SE VOCÊ FOI VÍTIMA E MUDE ESSE PADRÃO’

……………………………………..Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no portal Universa, do UOL, em 04/10/2018

 

O incesto emocional não tem a ver com sexo. Porém, é um tipo de interação que confunde os limites entre o adulto e a criança de uma maneira psicologicamente inadequada e que tem consequências tão devastadoras quanto um abuso físico. Nem sempre é algo intencional. “Muitos pais e mães sequer se dão conta do que estão fazendo”, diz a psicóloga e psicopedagoga Elizabeth Monteiro, autora do livro “A Culpa É da Mãe – Reflexões e Confissões Acerca da Maternidade” (Ed. Summus). Trata-se de um processo inconsciente. Para entender melhor do que se trata, vale conhecer quais são as situações mais recorrentes:

Situação 1: a criança é colocada no papel de confidente

Em casais onde o diálogo é complicado ou quando a relação entre os dois não anda bem, o incesto emocional ocorre quando um dos dois passa a tratar o filho como ouvinte de reclamações e desabafos. “Quando um casal enfrenta problemas, os filhos podem não ter maturidade para entender o que está acontecendo. E, com frequência, saber detalhes da situação mais machuca do que ajuda”, fala a psicóloga Dora Lorch, autora de “Como Educar Sem Violência” (Ed. Summus). “Vou dar o exemplo do pai que trai a mãe: ele foi infiel à mulher, não aos filhos, mas em alguns relatos parece que o pai traiu os filhos ao se relacionar sexualmente com outra pessoa. Será? Será que desejar viver com outro alguém faz dele um pai menos carinhoso com os filhos?”, indaga.

Ouvir certas confidências faz a criança se sentir usada e aprisionada, mesmo que ela não se dê conta disso. Outro comportamento comum é desprezar a diferença de idade e a hierarquia e tratar essa criança como se fossem amigos, e não mãe/pai e filho. Isso acontece entre pais e mães que querem participar dos programas dos filhos de uma maneira invasiva. “Na vida familiar, é preciso haver uma hierarquia e um certo distanciamento para permitir que o filho cresça e se desenvolva como pessoa”, diz Dora.

Situação 2: a criança vira substituta de um parceiro

Ou seja, o pai ou a mãe transfere para a criança a atenção e o carinho que gostaria de receber do par. Atinge com maior frequência com filhos do sexo oposto e quando a mãe ou o pai é solitário. “Os recém-divorciados podem sentir a ausência do parceiro intensamente. Com aspectos de seus filhos lembrando-os do ex, a ocorrência de incesto emocional pode ser aumentada”, informa Monica Pessanha, psicopedagoga e psicanalista infantil e de adolescentes, informa Monica Pessanha, psicopedagoga e psicanalista infantil e de adolescentes, de São Paulo (SP).

“Pela dificuldade de lidar com a família fragmentada, muitos genitores buscam refazer o imaginário da família ideal ‘readaptando’ a criança para a função de marido/pai ou esposa/mãe. Em determinados casos, um dos pais até projeta na criança a expectativa de que ela possa ser o marido ou a esposa perfeita que não tiveram”, comenta Silvia Malamud, psicóloga clínica especializada em terapia de casais e família, também da capital paulista.

Silvia diz que, como tanto crianças como adolescentes têm necessidades emocionais relacionadas às suas idades, o peso dessas demandas costumam afetar drasticamente sua futura vida emocional e afetiva. “Volta e meia recebo em meu consultório jovens em estados depressivos severos, com perda de interesse pela vida, pelos estudos e por tudo o que poderia auxiliá-los em seus rumos de vida adulta independente. Eles sequer alimentam a esperança de serem eles mesmos pela árdua missão que têm de substituir os pais”, relata a terapeuta.

Até mesmo casais que vivem juntos podem virar reféns desse mecanismo sufocante quando não são conectados emocionalmente e levam uma vida automatizada mais voltada para fora do que para dentro. “Nesse padrão de funcionamento, muitos pais acabam sendo permissivos além da medida, permitindo que filhos durmam entre o casal, por exemplo, num contexto que, muitas vezes, ativa ainda mais a desconexão da dupla, promovendo outros tipos de conexões psicológicas não saudáveis”, explica Silvia.

Situação 3: o filho como “propriedade” dos pais

“Ela é a princesinha do papai”, “Ele é o namoradinho da mamãe”, “Só vai namorar depois que fizer 20 anos”, “Se aparecer algum(a) vagabundo(a) aqui na porta, eu boto para correr”… Frases tidas como carinhosas, em princípio, podem apenas sinalizar superproteção. No entanto, o que muitos pais e mães expressam sem se dar conta, na verdade, é um sentimento nocivo de posse e ciúme. No futuro, a probabilidade de atrapalharem os relacionamentos amorosos dos filhos é muito grande.

Segundo Silvia Malamud, há pais e mães que criam seus filhos para lhe fazerem companhia e não deixam que se relacionem com amigos. “Eles morrem de medo do mundo e obrigam os filhos a viver sob seus medos, em condomínios fechados e círculos sociais restritos, viabilizando a diversão apenas pela internet. Sei de adultos cujos pais nunca permitiram que fossem dormir na casa de amigos ou parentes. Não por achar a casa ou os pais dos amigos inadequados, mas por puro medo deles saírem de perto e se verem frente à sua própria solidão, de perderem o controle”, completa.

Outra forma de incesto emocional é a invasão de privacidade, quando os pais querem exercer sua autoridade entrando e saindo quando bem quiserem de seus quartos e banheiros.

Da sensação inicial de poder à autoestima em frangalhos

De acordo com Monica Pessanha, o incesto emocional tem maior poder na primeira infância, pois a criança vive com os pais uma fusão emocional que até os dois anos de idade é importante para sua sobrevivência saudável. “Mas, quando os pais não se desligam, essa criança poderá criar no futuro uma incapacidade de se ligar intimamente a uma vida saudável com um parceiro adulto”, avisa.

As crianças podem se sentir importantes ou especiais porque são os confidentes escolhidos pelos pais. “Embora provavelmente saibam que estão sendo tratadas de forma diferente das crianças ao redor, a sensação de maturidade pode ser estimulante. Elas também podem sentir-se úteis ou mesmo poderosas, pois são elas quem orientam seus pais durante uma jornada adulta. Porém, mesmo se sentindo bem, ao longo dessa jornada com os pais, há o risco de a criança começar a apresentar problemas emocionais”, observa Monica.

Para Dora Lorch, em muitos casos, os filhos se sentem amados e valorizados sem perceber o alto preço que estão pagando por esse amor. “A questão é que esse comportamento vai minando a autoestima e semeando a dúvida sobre suas qualidades, opiniões e, por fim, sobre a maneira como a pessoa vê a realidade. Ela fica vulnerável e fragilizada”, pontua.

Quem eu sou? Crianças vítimas do incesto emocional nunca se sentem livres para serem quem são. “É como se os pais tivessem lhes tirado a possibilidade de solidificar a própria identidade”, diz Monica. Como esses danos não são facilmente detectados, podem emergir na adolescência ou na vida adulta através de distúrbios alimentares, autoagressão (cortes como forma de autopunição), uso de drogas e depressão em diversos níveis com risco de suicídio.

O problema mais fácil de identificar, porém, é a dificuldade em estabelecer relacionamentos afetivos saudáveis e duradouros. “Muitos filhos são orientados, de modo camuflado ou direto, para que tomem cuidado nos seus relacionamentos por conta dos sofrimentos causados pelas escolhas erradas dos pais. O aviso ‘subterrâneo’, portanto, é que o ideal seria que permanecessem atados ao papel de maridos e esposas desses pais, esses, sim, os parceiros ‘ideais’. Como consequência, ou os relacionamentos são fadados ao fracasso ou essas pessoas sequer pensam em ter algo mais consciente e muitas vezes nem buscam”, afirma Silvia.

E há, ainda, quem se torna alvo fácil de parceiros abusivos, perpetuando a dinâmica tóxica e doentia que vivia na família.

Mudança difícil

Quebrar esse padrão é árduo e complexo. “Sei de casos em que os filhos só conseguiram se libertar e viver como queriam depois da morte dos pais”, diz Elizabeth Monteiro. Na opinião da psicopedagoga, libertar-se é difícil porque essas pessoas cresceram sob o peso da culpa e das chantagens emocionais. “Ao longo da vida, muitas quiseram cortar o vínculo doentio, mas são poucos, de fato, os que conseguem cortar. As sensações de ingratidão e de ter uma dívida com os pais fala mais alto. Além disso, os filhos assumem o papel complementar dessa trama: os pais precisam dominar e eles acabam precisando ser dominados”, afirma.

Já Silvia Malamud destaca que não é raro que a identidade dos filhos desse tipo de abuso fique ‘misturada’ com a do pai ou a da mãe. “Daí, na vida adulta, existe enorme dificuldade em se saber onde um começa e o outro termina. Por conta desse desarranjo, há a dificuldade de impor limites. Como a identidade está baseada na lealdade para com os pais, a vítima ora se sente onipotente, ora se percebe com receio de ser rejeitada se não cumprir com a identidade planejada para ela. Portanto, sentimentos de inferioridade e de não pertencimento sempre serão pano de fundo”, diz.

Por mais difícil que seja, e na maior parte das vezes o processo exige uma terapia, as pessoas precisam se esforçar para estabelecer limites saudáveis com os pais. “Elas têm que trabalhar para recuperar seu senso de identidade, afastando-se de se colocar no papel de cuidador em seus relacionamentos. E isso não é fácil. É um problema para ser tratado a longo prazo, e quase sempre em um processo terapêutico, até porque o incesto emocional é devastador devido à natureza indireta e encoberta do trauma”, aponta Monica.

Para acessar na íntegra: https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/10/04/sabe-o-que-e-incesto-emocional-veja-se-foi-vitima-e-nao-perpetue-o-padrao.htm

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Conheça os livros das psicólogas Elizabeth Monteiro e Dora Lorch, mencionados na matéria:


A CULPA É DA MÃE
Autora:
Elizabeth Monteiro
SUMMUS EDITORIAL

Neste livro emocionante e catárquico, a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro relata suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Partindo das relações familiares na época de sua avó e passando pela própria infância, ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso. Prefácio de Lya Luft.

Para ver outros livros dessa autora, acesse https://amzn.to/2NnkcJ0

 

COMO EDUCAR SEM USAR A VIOLÊNCIA
Autora:
Dora Lorch
SUMMUS EDITORIAL

Toda criança precisa compreender o mundo em que vive, e pais e educadores devem fornecer exemplos diários de boa conduta e agir de maneira coerente com o que dizem. Mas muitos optam pela violência e pela humilhação para ” ensinar”. Agindo assim, criam seres humanos sem capacidade crítica e também violentos. Usando a psicologia para falar de birras, medos, mentiras, vergonha, inconsciente e brincadeiras, a autora constrói um singelo manual de boas maneiras – para os pais. Prefácio de Ruth Rocha.

‘7 PASSOS PARA DRIBLAR A ANSIEDADE TÍPICA DE INÍCIO DE RELACIONAMENTO’

Medo de gostar muito, de ser rejeitado, de não ter os sentimentos correspondidos ou de descobrir que o crush promissor não passa de uma roubada são comuns em todo começo de relação.

Na ânsia de fazer um relacionamento dar certo, no entanto, muita gente acaba metendo os pés pelas mãos. Resultado: etapas atropeladas e expectativas frustradas. Inspire-se nas sugestões abaixo para driblar a ansiedade típica do início.

1 – Cuidado com as idealizações

Segundo a psicóloga Mariana Uchôa, coautora do site “Coaching e Terapia”, não há mal algum em fazer planos e ter expectativas de construir um relacionamento feliz e saudável. “Há pessoas que mal começam a se relacionar e já se imaginam de mãos dadas com o par, aposentados, em uma casa de campo com filhos, netos e cachorros”, afirma. É um problema, ainda, se você projeta no outro aquilo que espera de um par ideal. “Isso só gera ansiedade. Em vez de olhar para quem é essa pessoa de verdade, você tenta encaixá-la em suas fantasias”, fala Adelsa Cunha, psicóloga e coautora do livro “Por Todas as Formas do Amor” (editora Ágora).

2 – Mantenha a espontaneidade

Por mais tentador que seja encarnar um personagem que você acredita ser sedutor e atrativo, não há nada mais interessante do que deixar a espontaneidade agir. “Manter a imagem ensaiada gera muita apreensão e não favorece em nada a construção de um vínculo real”, diz Marina Simas de Lima, consultora de relacionamento do Match Group LatAm, detentor de aplicativos e sites de relacionamento.

3 – Analise os pontos em comum e os divergentes

Dê tempo para ver a pessoa como ela realmente é. Converse bastante, troque ideias, repare como ela age e reage diante de circunstâncias negativas (um pedido que veio errado no restaurante ou um atraso seu em um compromisso, por exemplo). Analise quais características agradam e quais as chatices que você terá de relevar ou não. Mas lembre-se: dificilmente você mudará algo, a não ser que o outro queira.

4 – Não abra mão da individualidade

“É importante ter os próprios projetos, amigos e viagens. Não é saudável nem necessário parar toda a vida por causa da entrada dessa pessoa na sua vida. Fazer isso, além de aumentar a ansiedade, gera perda de identidade”, diz Marina.

5 – Não deposite sua felicidade nas mãos da pessoa

Evite olhar para ela como se fosse a tábua de salvação de uma vida amarga e solitária. Ela é só outro ser humano cheio de dúvidas e inseguranças como você. “Um amor serve para colorir mais a vida, e não para dar sentido a ela”, afirma Adelsa.

6 – Respeite seus limites desde o início

Por querer agradar e atender às expectativas alheias, muitas vezes, fazemos coisas que nem gostamos ou queremos fazer. “Deixar claro o que não agrada logo de cara é importante para que haja uma relação verdadeira. Se quem você é de verdade não agrada, é porque a relação não deve continuar. Não permita que a ansiedade te leve a fazer coisas contra sua vontade”, fala Mariana.

7 – Não se deixe levar pelos palpites

Tome cuidado para que a intromissão de amigos e parentes não aumente ainda mais o nível de ansiedade. Mesmo que ouça frases do tipo “essa pessoa não quer nada sério” ou “você vai acabar se machucando”, é você quem pode e deve definir os próximos passos. Claro que conselhos de pessoas queridas não devem ser desperdiçados. “Porém, segui-los o tempo todo à risca pode gerar muita tensão”, diz Mariana. Uma bela filtrada no que ouve e uma boa dose de cautela no que faz são passos seguros.

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 31/01/2018. Para lê-la na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2018/01/31/7-passos-para-driblar-a-ansiedade-tipica-de-inicio-de-relacionamento.htm

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Saiba mais sobre o livro da psicóloga Adelsa Cunha:

POR TODAS AS FORMAS DE AMOR
O psicodramatista diante das relações amorosas
Organizadores: Adelsa Cunha e Carlos Roberto Silveira
Autores: Suzana Modesto DuclósCarlos CalventeCarlos Roberto SilveiraDalmiro M. BustosElisabeth Maria Sene- CostaEni FernandesIrany B. FerreiraMaria do Carmo Mendes RosaMaria Luiza Vieira SantosRosilda AntonioAdelsa Cunha
EDITORA ÁGORA

Esta obra amplia as reflexões sobre o amor, trazendo para o leigo informações sobre o tema e permitindo-lhe identificar-se com o conteúdo abordado. Além disso, sensibiliza o psicoterapeuta sobre a repercussão, em sua prática clínica, de conceitos e preconceitos relacionados às diferentes formas de amar. Entre os temas abordados estão homo e bissexualidade, amor na terceira idade, amores adolescentes e a dor do rompimento amoroso.

 

‘CIÚME NORMAL OU DOENTIO? AVALIE COMO VOCÊ AGE EM 5 SITUAÇÕES DO COTIDIANO’

Em pequenas doses, sentir ciúme em uma relação amorosa é natural. No entanto, há quem perca o controle, mesmo sem motivos concretos.

A maneira como cada um de nós reage determina se o que sentimos é saudável ou merece atenção, como apontam os exemplos a seguir.

Situação 1: o par está dedicando muita atenção a alguém

Normal
Há uma sensação de desconforto. A pessoa que não faz a linha ciumenta apenas vai reclamar se realmente for deixada de lado. Ou se, depois de analisar as evidências, concluir que o entusiasmo do par está, de fato, além da conta. Mesmo assim, o comum é que se aproxime para participar da conversa de maneira cordial. E, quando o casal estiver a sós, aí, sim, é hora de ter uma conversa honesta e sem ameaças, para poder esclarecer as coisas, antes de tomar qualquer atitude.

Fora de controle
Vítima de uma fantasia constante de que pode er alvo de traição e abandono, a pessoa interpreta de cara que o par está dando em cima de alguém e, sem pensar, questiona o que está acontecendo de forma agressiva e descontrolada.

Situação 2: seu amor tem uma amizade especial

Normal
Pode até pintar um ciumezinho da pessoa por ela ter feito parte do passado do seu amor e, juntos, os dois terem compartilhado várias histórias e aventuras. Porém, a amizade não é vista como uma ameaça ao relacionamento.

Fora de controle
Ciumentos patológicos não hesitam em fazer chantagens do tipo “ou pessoa ou eu”. Na cabeça deles, houve um envolvimento no passado ou ainda deve haver. Esse tipo de insegurança pode detonar uma relação promissora ou fazer com que seja vivida à base de mentiras e omissões, já que o par pode passar a esconder que continua a manter contato com o amigo.

Situação 3: discussão de relacionamento

Normal
Por mais que ambos estejam tensos, existe o mínimo de respeito na conversa, que ocorre sempre quando estiverem a sós.

Fora de controle
Acontece na forma de monólogo, ou melhor, de barraco. Gritos e acusações não têm momento certo para acontecer. Quando a raiva sobe à cabeça, qualquer local é propício. Depois do escândalo, em geral, há a ressaca moral na forma de remorso e pedidos de desculpas.

Situação 4: ansiedade sobre o futuro da relação

Normal
Existe o medo de perder a pessoa amada para um terceiro elemento, mas é transitório e baseado em fatos. O maior desejo é preservar o relacionamento, pois há a vontade de compartilhar a vida com o par.

Fora de controle
Caracteriza-se por ser exagerado, sem motivo aparente que o provoque, deixando o ciumento absolutamente inseguro e transformando-o em um cerceador da liberdade do outro. Parece que só o par pode dar sentido à vida da pessoa.

Situação 5: a vida, de modo geral, do par

Normal
Há o interesse genuíno de saber como foi o dia do outro. Como a pessoa preza a própria individualidade, encara com naturalidade o fato de que o outro tenha interesses e hobbies próprios. Às vezes, uma ou outra coisinha –como um comentário de alguém em uma rede social– provoca uma pontada de ciúme, mas qualquer dúvida ou ansiedade é discutida pelo casal.

Fora de controle
A relação vira uma espécie de investigação, com checagem de celulares e ligações recebidas constantemente, que e-mails recebeu e por qual motivo, com quem falou e sobre o que, onde está e a que horas volta… Atrasos ou demora em responder mensagens no WhatsApp são motivos de desconfiança e gritaria. Os questionamentos são intermináveis e, por mais que a pessoa se explique, o ciumento nunca se dá por satisfeito.

Fontes: Andrea Lorena Stravogiannis, psicóloga, neuropsicóloga e colaboradora do Programa de Transtornos do Impulso do IPq-USP (Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo); Eduardo Ferreira-Santos, psiquiatra, psicoterapeuta e autor do livro “Ciúme – O Lado Amargo do Amor” (editora Ágora); Poema Ribeiro, psicóloga e sexóloga, e Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, de São Paulo.

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 12/01/2018. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2018/01/12/ciume-normal-ou-doentio-avalie-como-voce-age-em-5-situacoes-do-cotidiano.htm

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Saiba mais sobre o livro do psiquiatra e psicoterapeura Eduardo Ferreira Santos:

CIÚME
O lado amargo do amor
EDITORA ÁGORA

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

TODOS TÊM MEDO DA FELICIDADE, DIZ PSIQUIATRA FLÁVIO GIKOVATE

Em entrevista ao portal UOL, o psicoterapeuta Flávio Gikovate esmiúça os mecanismos do medo, que paralisa as conquistas, e fala como é possível modificar o modo de agir. Segundo ele, todo mundo teme a felicidade e costuma sabotá-la. Leia a entrevista na íntegra: http://goo.gl/C4bLrQ

Por que é tão difícil mudar, mesmo quando sabemos que determinados hábitos ou atitudes nos são prejudiciais? Que mecanismos estão por trás da nossa resistência à mudança e como entendê-los para, então, desmantelá-los? No livro Mudar – Caminhos para a transformação verdadeira, da MG Editores, Gikovate vai ao âmago dessas questões. 50109O psicoterapeuta não apresenta fórmulas prontas nem conselhos fáceis.  Percorrendo os caminhos que moldam o indivíduo – a biologia, a cultura e a personalidade –, o autor leva-nos a refletir sobre a capacidade que todos temos de mudar.

“É preciso ousar, tentar realizar os sonhos que elaboramos. Quem não acha que terá condições de ousar e tratar de perseguir seus sonhos não deve construí-los”, afirma Gikovate. Segundo ele, viver sem sonhos pode ser triste, mas mais doloroso é tê-los e não persegui-los. “Isso é muito mais terrível que tentar e fracassar. No fim das contas, todo processo de mudança deveria ter como objetivo principal o crescimento pessoal, tanto emocional como moral. Aqueles que alcançarem esse patamar saberão muito bem o que desejam fazer da vida e terão coragem, disciplina e determinação para ir atrás de seus sonhos.”

No livro, Gikovate analisa os obstáculos que enfrentamos quando nos propomos a mudar um comportamento e aponta caminhos para vencer os entraves. A vontade pessoal e a autoanálise são ingredientes fundamentais, mas a razão também tem papel primordial: o que de fato queremos mudar? Quem desejamo-nos tornar? Estaremos dispostos a abrir mão da estabilidade para alcançar nossos objetivos? Conseguiremos suportar a dor das perdas imediatas para gozar de benefícios em longo prazo?

Tecendo considerações acerca de como nos tornamos aquilo que somos, o autor contempla todas as possibilidades sem se deixar aprisionar por nenhuma das hipóteses teóricas que povoaram o território da psicologia do século XX. “Penso que só podemos chamar de ciência um sistema aberto e eternamente incompleto, no qual hipóteses e ideias vêm e vão, sendo sempre substituídas por outras mais abrangentes”, diz. Para ele, todo saber é temporário, sendo isso particularmente verdadeiro num terreno como o da psicologia.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Mudar

 

“QUEBRAR A CARA” É FUNDAMENTAL PARA QUE O ADOLESCENTE AMADUREÇA

Em entrevista ao portal UOL, a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando adolescentes em tempos difíceis (Summus Editorial), fala da importância de dar espaço ao jovem para que ele aprenda a lidar com situações difíceis. “Crescer envolve sofrimento, porque muitas coisas a gente só aprende quebrando a cara. Com os adolescentes, não é diferente”, afirma. Para ler a reportagem na íntegra, acesse: http://goo.gl/trmCUY

10645Numa época em que reina a falta de limites e os jovens são vistos como irresponsáveis, o diálogo entre pais e filhos é fundamental. Para a psicóloga, nunca foi tão importante dar exemplos. No livro, ela revela que o jovem precisa de modelos seguros para enfrentar a árdua etapa da adolescência. Já os pais devem parar de estigmatizar os filhos, oferecendo-lhes a oportunidade de mostrar seu valor. “O objetivo do livro é resgatar a dignidade do adolescente que é discriminado pelos próprios pais”, afirma a autora.

Baseada em sua experiência como psicóloga, psicopedagoga e mãe, a autora fala da necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, incentivar a autonomia deles. O amor parental não é estático. Ele muda com o tempo, conforme os filhos crescem. Por isso, segundo Elizabeth, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar os adolescentes.

O livro é resultado de um trabalho que durou seis anos. Nesse período, ela colheu experiências em seu consultório e observou, em diferentes lugares e momentos, o comportamento de pais e adolescentes. “Trata-se de uma constatação de tudo que eu vivo”, revela a psicóloga.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1191/Criando+adolescentes+em+tempos+dif%C3%ADceis

É PRECISO DIZER A VERDADE SOBRE A MORTE ÀS CRIANÇAS

A psicóloga Maria Aparecida Mautoni, coautora do livro Conversando sobre o luto (Editora Ágora), foi entrevistada pelo site UOL. Na reportagem, ela afirma que é a partir do diálogo que a criança começa a entender o que é a morte e como lidar com ela. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/NmtjJx.

A perda de um ente querido pode ser uma experiência devastadora. Num tempo em que o fato de sentir tristeza é visto com maus olhos, fica cada vez mais difícil lidar com a morte e falar sobre ela. O fato de não expressar a dor, porém, pode trazer graves consequências aos enlutados. O livro traz alguns depoimentos e inúmeras dicas para lidar com a perda. 20116Ao longo da obra, as psicólogas Edirrah Gorett Bucar Soares e Maria Aparecida, especialistas em luto, abordam a teoria do apego, explicam como falar sobre a morte com as crianças, oferecem orientações para superar a perda de forma saudável e propõem reflexões a médicos, psicólogos e cuidadores.

“Consideramos fundamental dividir experiências – principalmente porque somos profissionais que convivem com a morte do outro e, em consequência, com a perda”, afirmam as autoras. Em linguagem simples e direta, o livro é dirigido a todos aqueles que perderam um ente querido e a profissionais de saúde que lidam com a morte no cotidiano. “O luto é um processo solitário e individual. Nosso objetivo é ajudar a iluminar o caminho da elaboração do luto das pessoas que estão na escuridão e dar pistas sobre o caminho aos enlutados, a suas famílias e aos profissionais da saúde”, complementam.

Dividida em seis capítulos, a obra aborda questões como apego e perda, a maneira de ajudar os enlutados, o luto da criança, além de morte e luto no contexto hospitalar. Segundo as autoras, em pleno século 21, são poucos os pais que conseguem dizer a seus filhos que a morte é inevitável e irreversível. Os educadores também demonstram dificuldades de explanar em sala de aula o tema morte, sendo o assunto considerado tabu até nos hospitais. Segundo as autoras, é preciso conversar sobre morte de forma esclarecedora. “Para ajudar as crianças após a perda, é preciso oferecer carinho, compreensão, amor, respeito, acolhimento e escuta”, afirmam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1344/Conversando+sobre+o+luto

DIFICULDADE DE DIZER ‘NÃO’ ESTÁ LIGADA À NECESSIDADE DE AGRADAR

O site UOL publicou ampla matéria sobre a dificuldade que as pessoas têm de dizer “não”. A reportagem entrevistou a psicóloga Maria de Melo, autora do livro A coragem de crescer (Editora Ágora). Segundo ela, quando falamos um não, “sentimos que falhamos nesse projeto maluco de sempre agradar”. Leia a matéria na íntegra: http://goo.gl/sJSrpf

20115O caminho da evolução pessoal nem sempre é suave, mas pode ser amenizado com instrumentos como o autoconhecimento, a intuição e a capacidade de superar dificuldades. O grande dilema é: como acessar e utilizar essas ferramentas no cotidiano? No livro, Maria de Melo se dirige àqueles que buscam entender melhor a si mesmos e aos que os cercam, usando principalmente os sonhos para despertar a consciência de cada um.

Não se trata, porém, de um livro de autoajuda – no sentido mais superficial do termo. A ideia é nos fazer enxergar nossas fontes de energia, nossos talentos únicos. Mostrando que nem sempre a racionalidade e a lógica são as respostas, a autora utiliza os sonhos como um canal de comunicação intuitivo e natural. Segundo ela, ao nos revelar a linguagem do psiquismo, os sonhos iluminam não apenas os dilemas ou as oportunidades que atravessamos no momento, mas também a forma como nossa alma encara essas situações. “Nos sonhos estão refletidos os lados mais intrincados da vida e também os caminhos mais valiosos para uma consciência maior do que se passa”, diz a psicoterapeuta.

Dividida em quatro partes, a obra pretende compor esse mutirão de esperança na criação de um novo campo de transformação emocional. “Os sonhos são bússolas sensíveis que apontam constantemente a direção que estamos tomando, na vida pessoal e no planeta. Também podem revelar com muita antecedência o padrão de funcionamento que nos levará a adoecer, sugerindo como mudá-lo. Assim, temos de aprender a entendê-los, conhecer seus códigos de acesso”, afirma a autora nos capítulos em que demonstra como se tornar um bom sonhador.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1336/Coragem+de+crescer,+A

 

PROFISSIONAIS DE CRECHES NÃO ESTÃO PREPARADOS PARA FORMAR LEITORES

Os docentes e responsáveis pelas bibliotecas de creches e berçários públicos não estão preparados para desenvolver atividades de formação de leitores com as crianças de 0 a 3 anos, segundo matéria publicada no site UOL nesta semana. As autoras do livro Corpo, atividades criadoras e letramento, da Summus Editorial, Marina Teixeira de Souza Costa, Daniele Nunes Henrique Silva e Flavia Faissal de Souza, participaram da reportagem dando dicas de brincadeiras que podem melhorar a capacidade de leitura. Leia a íntegra: http://goo.gl/cT0nSm

A criança aprende a escrever bem antes de manusear o lápis para juntar as letras. O corpo é o grande protagonista nessa fase inicial de contato com o letramento e a alfabetização. Por meio dele, a criança narra, cria, brinca, desenha e, finalmente, escreve. Essa é a discussão central do livro, que é o segundo volume da coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil. O objetivo das autoras é ampliar o debate sobre o papel do corpo nas atividades criadoras, mostrando que a aquisição da escrita não se restringe aos exercícios psicomotores.

“A obra auxilia o professor da educação infantil a melhor qualificar sua percepção acerca dos processos criativos correntes em sala de aula. As pesquisadoras indicam como o corpo da criança participa do processo de simbolização que 10885antecede a escrita formal. Assim, por meio de sugestões de atividades, o docente pode criar situações pedagógicas que incluam o corpo, a escrita, o faz de conta, a narrativa e o desenho”, afirma Daniele, coordenadora da coleção, lembrando que episódios de sala de aula, sugestão de leituras e exercícios complementam o livro.

Dividido em seis capítulos, o livro trata da aquisição da escrita, fundamentado na perspectiva histórico-cultural, destacando o papel do corpo nas atividades criadoras infantis; as leituras e escritas de mundo que a criança realiza antes da escrita sistematizada.

Aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil são discutidos na obra, enfatizando a importância da criança vivenciar os processos simbólicos em diferentes atividades, em que o corpo se revela como protagonista. Assim, de uma pesquisa feita em uma escola de educação infantil, teoria e prática se entrelaçam para uma melhor compreensão dos processos simbólicos das crianças pequenas e sua relação com o corpo e o letramento.

“De modo geral, o debate que levantamos nessa investigação busca promover uma discussão sobre os processos simbólicos implicados nas atividades criadoras infantis e sua relação com as práticas de letramento e alfabetização”, afirmam as autoras. Para elas, brincar, narrar, desenhar e escrever são experiências essenciais para o desenvolvimento infantil e, portanto, não podem ser vistos de forma subalterna às ações de escrever e ler, como tradicionalmente tratou a escola. “Criar histórias, vivenciar personagens, produzir grafias, entre outras atividades, é escrever e ler o mundo circundante”, complementam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1327/Corpo,+atividades+criadoras+e+letramento

UOL INDICA A LEITURA DO LIVRO “ALONGUE-SE”

O espaço Boa Forma do site UOL sugeriu a leitura do livro Alongue-se (Summus Editorial), de Bob Anderson, na reportagem intitulada “Idade avançada não é obstáculo para correr, afirmam especialistas”, publicada nesta segunda (27 de janeiro). A jornalista Gretchen Reynolds, do The New York Times, afirma que em muitos casos o exercício de alto impacto pode ser benéfico para quem está na meia idade ou além. O site indica exercícios de alongamento para fazer antes e depois da corrida. Leia a íntegra da reportagem: http://goo.gl/uiNHT3.

Consolidando um sucesso de três décadas, o livro Alongue-se ganhou edição revista, atualizada e ampliada em 2013. A obra traz novas séries de exercícios – para fazer no escritório, no dia a dia ou antes/depois de praticar esportes. Com cerca de mil ilustrações, agora em duas cores e que facilitam a compreensão das instruções, a obra permite que qualquer pessoa incorpore o alongamento em sua rotina. Especialista em alongamentos mais conhecido do mundo, Anderson é responsável pela introdução do conceito de alongamento no Brasil, na década de 1980.

10882A edição comemorativa dos 30 anos da publicação da obra traz dez novas séries de alongamentos para pessoas que trabalham em escritório e no computador, dicas de ergonomia e prevenção de lesões por esforços repetitivos, além da descrição de quatro tipos de exercícios, inclusive o dinâmico para atletas. “O alongamento é uma atividade suave, simples, que pode ser executada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora”, afirmam os autores. A nova edição contém 150 alongamentos com instruções simples, indicada também para médicos, profissionais de saúde, terapeutas corporais e fisioterapeutas na prescrição de exercícios para pacientes.

O alongamento, segundo Anderson, é o importante elo entre a vida sedentária e a vida ativa. Mantém os músculos flexíveis, prepara para o movimento e ajuda a realizar a transição diária da inatividade para a atividade vigorosa sem tensões excessivas. Para ele, o método é especialmente importante para aqueles que correm, andam de bicicleta, jogam tênis ou se dedicam a outras atividades desgastantes, que provocam tensão e rigidez. De acordo com o especialista, alongando-se antes e depois de exercícios físicos é possível manter a flexibilidade e evitar lesões comuns, como problemas nos joelhos causados por corridas e dor nos ombros ou nos cotovelos provocada pela prática do tênis.

O alongamento, segundo Anderson, é o importante elo entre a vida sedentária e a vida ativa. Mantém os músculos flexíveis, prepara para o movimento e ajuda a realizar a transição diária da inatividade para a atividade vigorosa sem tensões excessivas. Para ele, o método é especialmente importante para aqueles que correm, andam de bicicleta, jogam tênis ou se dedicam a outras atividades desgastantes, que provocam tensão e rigidez. De acordo com o especialista, alongando-se antes e depois de exercícios físicos é possível manter a flexibilidade e evitar lesões comuns, como problemas nos joelhos causados por corridas e dor nos ombros ou nos cotovelos provocada pela prática do tênis.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1329/ALONGUE-SE

UOL DESTACA O LIVRO “ALONGUE-SE”

O site UOL publicou na última quarta-feira, 31 de julho, uma reportagem destacando o livro Alongue-se, da Summus Editorial. A matéria fala do aniversário dos 30 anos do título, com edição revisada, atualizada e ampliada, em que o autor do livro, o norte-americano Bob Anderson, especialista em alongamentos mais conhecido do mundo, traz dez novas séries de alongamentos. Leia a íntegra: http://goo.gl/d2RDTg.

Consolidando um sucesso de três décadas – com 3,5 milhões de exemplares vendidos e traduzido em 23 idiomas – , a edição revista, atualizada e ampliada traz novas séries de exercícios – para fazer no escritório, no dia a dia ou antes/depois de praticar esportes. Com cerca de mil ilustrações, agora em duas cores e que facilitam a compreensão das instruções, a obra permite que qualquer pessoa incorpore o alongamento em sua rotina. Desenvolvido por Bob Anderson em parceria com a ilustradora Jean Anderson, o livro foi responsável pela introdução do conceito de alongamento no Brasil, na década de 1980.

A edição comemorativa dos 30 anos da publicação da obra traz dez novas séries de alongamentos para pessoas que trabalham em escritório e no computador, dicas de ergonomia e prevenção de lesões por esforços repetitivos, além da descrição de quatro tipos de exercícios, inclusive o dinâmico para atletas. “O alongamento é uma atividade suave, simples, que pode ser executada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora”, afirmam os autores. A nova edição contém 150 alongamentos com instruções simples, indicada também para médicos, profissionais de saúde, terapeutas corporais e fisioterapeutas na prescrição de exercícios para pacientes.

O alongamento, segundo Anderson, é o importante elo entre a vida sedentária e a vida ativa. Mantém os músculos flexíveis, prepara para o movimento e ajuda a realizar a transição diária da inatividade para a atividade vigorosa sem tensões excessivas. Para ele, o método é especialmente importante para aqueles que correm, andam de bicicleta, jogam tênis ou se dedicam a outras atividades desgastantes, que provocam tensão e rigidez. De acordo com o especialista, alongando-se antes e depois de exercícios físicos é possível manter a flexibilidade e evitar lesões comuns, como problemas nos joelhos causados por corridas e dor nos ombros ou nos cotovelos provocada pela prática do tênis.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1329/ALONGUE-SE