“VOCÊ NA TELA” NA II FEIRA DO LIVRO DA UNESP

Alex Moletta, autor da Summus, participou da programação cultural da II Feira do Livro da Unesp com a palestra “Você na tela – Criação audiovisual para a internet”, tema de seu novo livro. Veja abaixo o vídeo reportagem sobre o evento, publicado no canal do autor no YouTube.

 

Para conhecer o MaisVideomundo, canal de Alex Moletta, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCAag4aa-G8cA22kM0ULk2jw


Para saber mais sobre o livro recém lançado:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/9788532311191

 

ATENÇÃO! Os interessados no tema terão uma nova oportunidade para assistir à palestra “Você na tela”. Alex Moletta estará na Unibes Cultural, em São Paulo, no dia 25 de junho, à noite. Acompanhe as informações por nossas redes sociais.

‘SEJA AMIGO DA SUA VOZ’

No dia 16 de abril é celebrado o “Dia Mundial da Voz”. A data, iniciada no Brasil em 1999, passou a ter expressão internacional a partir de 2003 com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

Saiba mais sobre a campanha da SBFa deste ano no site https://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/

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Neste Dia Mundial da Voz, conheça os livros do Grupo Editorial Summus sobre o tema:

ESTÉTICA DA VOZ
Uma voz para o ator
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Escrito de forma simples e objetiva, este livro promove um encontro entre o teatro e a fonoaudiologia, analisando a criação teatral do ponto de vista da voz e da fala. Abordando desde o processo respiratório até o aquecimento vocal, a obra é útil para profissionais da voz que atuam nas mais variadas áreas.

 

O PODER DA VOZ E DA FALA NO TELEMARKETING
Treinamento vocal para teleoperadores
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Atualmente, é fundamental que os operadores de telemarketing sejam capacitados, especialmente no que diz respeito ao treinamento fonoaudiológico. Este livro mostra que, se bem orientados, os teleoperadores serão mais produtivos e não terão problemas de saúde associados ao uso excessivo/incorreto da voz, além de sofrerem menos com o estresse diário. Obra dedicada a fonoaudiólogos, profissionais de RH, ergonomistas e médicos do trabalho.

 

TRABALHANDO A VOZ
Vários enfoques em fonoaudiologia
Autora: Léslie Piccolotto Ferreira
SUMMUS EDITORIAL

Este livro nos traz diversas abordagens no trabalho com a voz. Ensina a tirarmos o maior proveito da expressão pela voz, sem cansaços ou afonias, além de mostrar trabalhos relativos ao uso da voz no teatro, para professores e todos os que precisam da voz como instrumento de trabalho. Possui também capítulos de prevenção e tratamento dos diversos distúrbios da voz.

VOZ – PARTITURA DA AÇÃO
Autora:
Lucia Helena Gayotto
PLEXUS EDITORIAL

O ator em cena revela uma relação profunda entre seus recursos vocais e a situação vivida pelo personagem. Assim, a voz pode e deve interferir, modificar a situação e realizar-se como ação vocal. Para estudar essa ação vocal a autora criou uma partitura vocal para registrar os recursos vocais aplicados ao personagem, e, a partir daí, desenvolveu ferramentas para a elaboração da voz, em diferentes situações cênicas. O livro, fundamental na área teatral, amplia tais possibilidades, também para outros profissionais que utilizam a voz em seu dia-a-dia: conferencistas, locutores etc.

‘EXPOSIÇÃO ABDIAS NASCIMENTO: UM ESPÍRITO LIBERTADOR NO MAC NITERÓI (RJ)’

O IPEAFRO atua como correalizador, junto ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, da exposição dedicada a produção artística de Abdias Nascimento (1914-2011), pintor, poeta, dramaturgo e um dos maiores ativistas dos direitos da população negra brasileira. De 13 de abril a 4 de agosto de 2019, Abdias Nascimento: um espírito libertador apresentará ao público 36 obras criadas nas décadas de 1960 a 1990. Grande parte de suas pinturas diz respeito aos orixás e são constantes em suas imagens as presenças de Exu, Iemanjá, Xangô, Ogum e Oxossi, entre outros. Serão expostos alguns documentos como cartazes, matérias jornalísticas e fotografias. A curadoria é de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca, que disponibilizaram em primeira mão para o IPEAFRO, o seu texto que traz, por exemplo, informações de como chegaram ao título da exposição.

Além da individual de Abdias Nascimento no salão principal, o MAC Niterói vai abrir outras duas exposições: O país ocupado, da coleção João Sattamini, que conta com obras de Antonio Dias (1944-2018), Antonio Manuel (1947- ), Ivan Serpa (1923-1973) e Rubens Gerchman (1942-2008); e Farol, do dominicano Engel Leonardo, também com curadoria de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca. Dois desses artistas eram amigos e colaboradores de Abdias. Ivan Serpa doou um quadro de sua autoria ao Museu de Arte Negra, projeto do Teatro Experimental do Negro dirigido por Abdias. Rubens Gerchman conviveu com Abdias no exílio novaiorquino, e um de seus quadros da exposição no MAC , Exu Black Power, é dedicado nominalmente ao Gerchman. Além disso, as obras apresentadas nas duas exposições foram produzidas no mesmo período histórico.

A exposição no MAC coincide com a mostra Abdias Nascimento, a Arte de um Guerreiro, que o  IPEAFRO realiza no Centro de Artes da Maré (CAM), favela Nova Holanda, Rio de Janeiro, com visitação até o dia 14 de junho. Na abertura, no dia 14 de março de 2019, homenageamos Carolina Maria de Jesus, Abdias e Marielle Franco. Veja informações e fotos da abertura da exposição.  Realização do IPEAFRO em parceria com a Redes da Maré. Apoio do Itaú Cultural. Cooperação: Criola, Editora Perspectiva, 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo e FOPIR.

 

SERVIÇO

Exposições: Abdias Nascimento: um espírito libertador; O país ocupado; Farol
Local: MAC Niterói – Mirante da Boa Viagem, sem número, Boa Viagem, Niterói
Abertura: 13 de abril de 2019, sábado, às 10h. O museu abre às 10h, quem quiser ver a exposição pode ir nesse horário. Mas o evento de abertura é das 14h às 18h; a equipe do IPEAFRO estará presente nesse horário
Término: 4 de agosto de 2019
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h | A bilheteria fecha 15 minutos antes
Ingressos: No dia da abertura, basta se identificar como convidado para a exposição que é automaticamente oferecida gratuidade. Durante a temporada, R$ 10 (inteira). Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia (R$ 5).  Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais, moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes de bicicleta. Na quarta-feira, a entrada é gratuita para todos
Informações: (21) 2620-2400 | mac@macniteroi.com.br | | facebook.com/macniteroi.oficial

Reprodução de texto enviado pelo IPEAFRO em 10.04.2019.

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Quer saber mais sobre Abdias Nascimento? Conheça o livro da Coleção Retratos do Brasil Negro:

ABDIAS NASCIMENTO
Retratos do Brasil Negro
Autora: Sandra Almada
SELO NEGRO EDIÇÕES

Dramaturgo, ator, acadêmico, político, artista plástico, poeta. Abdias Nascimento pertence à elite dos grandes intelectuais engajados nas lutas libertárias dos negros em âmbito mundial – e também na difusão do pan-africanismo. Esta biografia recupera a vida e a obra de Abdias, resgatando as origens da combatividade desse militante respeitado nacional e internacionalmente, para quem o racismo é “a forma assumida pela opressão que mantém na miséria milhões de africanos e afrodescendentes”.

Esta obra faz parte da Coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. O objetivo da Coleção é abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. Para conhecer os outros volumes da coleção, acesse: https://bit.ly/2X3b1mi

 

‘VOCÊ SABE QUE MÉDICO PROCURAR PARA RESOLVER PROBLEMAS CAPILARES?’

Publicado no Blog da Adriana Vilarinho, no UOL Universa,
em 08/04/2019.

Nos últimos anos tem crescido muito a procura por tratamentos capilares. Mas no que eles consistem? Quem está apto a fazê-los? Vamos ‘começar pelo início’: você sabe o que é tricologia?

A tricologia é a área da dermatologia (especialidade médica) que estuda os fios de cabelo, o couro cabeludo e os pelos. A tricologia abrange o diagnóstico e tratamento dos distúrbios que afetam essas estruturas, como queda e quebra dos fios, inflamações, infecções e doenças do couro cabeludo.

Na prática, muitas vezes, uma simples queixa de queda de cabelo pode ser a manifestação secundária de alguma afecção na tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, doenças reumatológicas, entre outras. Por isso é tão importante a avaliação de um médico nesses casos.

A queixa mais comum nessa área é a de queda de cabelo e a calvície (tanto masculina quanto feminina). O dermatologista é responsável por identificar a causa, por meio da história (anamnese) e exame clínico durante a consulta médica e, se necessário, ainda solicitar exames complementares, para então chegar ao diagnóstico e plano de tratamento adequado.

Além da queda de cabelo, a tricologia também abrange tratamentos para perda de cabelos após quimioterapia, trata danos aos fios de cabelo causados por tratamentos e procedimentos estéticos químicos e físicos (como tinturas colorações e alisamentos) trata bem como de afecções no couro cabeludo, psoríase, micoses e foliculites, entre outras).

Atualmente devido a grande procura, a tricologia é uma área que atrai muitos interessados. No mundo inteiro tem crescido significativamente o número de pesquisas e descobertas de novos protocolos de tratamentos médicos nessa área. Se você tem problemas capilares, não deixe de conversar com seu dermatologista.

Para ler na íntegra, acesse:
https://adrianavilarinho.blogosfera.uol.com.br/2019/04/08/voce-sabe-que-medico-procurar-para-resolver-problemas-capilares/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, publicados pela MG Editores:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.


SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de for20ma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.

‘NÃO VACINAR PODE CAUSAR IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS’

Matéria de Luiza Tiné publicada originalmente no Blog da Saúde,
do UOL VivaBem, em 08/04/2019.

Sabia que no dia Mundial da Saúde o tema de destaque é imunização? Há 50 anos, o Brasil registrava, todos os anos, cerca de 100 mil casos de sarampo e 10 mil casos de poliomielite. Nessa época, o país ainda não tinha um programa de vacinação definido pelo Ministério da Saúde, e apenas alguns estados ofereciam vacinas, o acesso era limitado, principalmente para as crianças. O impacto familiar, social, econômico e no sistema de saúde era grande.

Para entender melhor, os hospitais tinham enfermaria só para cuidar desses pacientes infectados por essas doenças, que atualmente são prevenidas por meio da vacinação disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). “À medida que o programa de imunização do Ministério da Saúde foi se estruturando e se fortalecendo, sendo reconhecido mundialmente pela oferta de vacinas gratuitas, a população foi se vacinando, entendendo a importância, e doenças contagiosas foram erradicadas”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues.

Hoje o Brasil não tem mais casos de pólio, de difteria e coqueluche, graças ao programa de imunização. A coqueluche, por exemplo, traz sequelas irreversíveis. “Faz com que a criança fique internada na UTI, e ela pode ir a óbito três dias depois de ter sido contaminada. Então, você imagina a sobrecarga para a família que vai ter que cuidar para sempre dessa pessoa”, conta Carla.

Além disso, uma consequência da redução no número de crianças vacinadas são as sequelas e a sobrecarga para os serviços de saúde que deixarão de atender outras doenças para cuidar dessas que podem ser evitadas por meio da vacinação. “A vacina além de ser um mecanismo de proteção, evita o adoecimento, e sequelas irreversíveis como cegueira, surdez, paralisia infantil”, alerta a coordenadora.

Impactos familiar

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. Mas como explicar isso para sociedade, que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas? Sabemos que as pessoas podem escolher, mas o problema é que, será que todas sabem que quando a cobertura vacinal cai, podem surgir epidemias?

Foi o que aconteceu no Estado do Amazonas ano passado. “Nós tivemos agora um surto de sarampo que tiveram ocorrência de mais de 10 mil casos, com 13 mortes em crianças menores de 5 anos. Crianças que poderiam estar conosco, poderiam ter um futuro pela frente e não estão não mais com a sua família, porque não foram devidamente vacinadas” , relata a coordenadora.

Segundo a infectologista Karen Morejon, membro do Comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a nova geração de pais não viu ou não vivenciou os casos de sarampo porque foi vacinada quando criança. “Eles não sabem da gravidade da doença”, alerta a infectologista.

Morejon destaca ainda, que ao não levar uma criança para se vacinar, os responsáveis estão tirando a chance dela se proteger. “Protejam o bem que mais amam. O bem que o pai e a mãe mais ama é o filho. Vacinar uma criança é um ato de amor”, orienta Karen. Ela lembra que todas as vacinas necessárias são oferecidas pelo SUS.

Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância das campanhas e do combate aos movimentos antivacinas. “No caso do sarampo, o desenvolvimento neurológico é afetado, que vai afetar o desenvolvimento cognitivo dela para o resto da vida, ou seja, essa criança, ela vai ter dificuldade de aprendizagem, ela pode ter outros problemas de saúde que podem inclusive levar a morte, é isso que a população precisa entender”, comenta Domingues.

Impactos Social

Diante dessas preocupações, os que pensam que o problema é unicamente combater as doenças, estão totalmente equivocados, o impacto econômico e social é assustador. “Quando temos um surto as pessoas deixam de visitar nosso país, ou seja, o turismo diminui, os eventos internacionais tendo menos circulação de dinheiro no momento em que mais precisamos”, comenta Domingues.

Quando uma a população deixa de ser vacinada, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação de agentes infecciosos. E quando isso vai se multiplicando, não comprometem apenas quem deixou de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Além disso, Carla Domingues explica as consequências econômicas. “Quando uma pessoa fica doente ela tem que parar de trabalhar, ela vai deixar de ir ao serviço. Se ela tem uma carteira assinada ela vai ficar no INSS, se ela não tem, naquele período que ela está doente, vai deixar de ter a sua remuneração”, explica.

Olhando para a causa

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde passou a olhar com mais cuidado o problema da baixa cobertura vacinal. “Há um movimento para resgatar a credibilidade da vacina e fazer com que a população entenda todos esses problemas pela falta de vacina”, alerta Carla. Para ela, o próprio sucesso do programa de imunização erradicando as doenças, fez com que os pais deixassem de vacinar seus filhos achando que as crianças não pegariam mais as doenças.

Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes.

 

Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/08/nao-vacinar-pode-causar-impactos-sociais-e-economicos.htm

 

Saiba mais sobre o assunto com o livro:

VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

 

‘DORMIMOS CADA VEZ MENOS, E ISSO TRAZ IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE’

Publicado no Blog de Luiz Sperry, no UOL Viva Bem, em 01/04/2019.

O sono é o primeiro a ser sacrificado. Entre os estímulos vertiginosos que se apresentam na contemporaneidade, cada vez mais no virtual e menos no real, é bem verdade, o sono vai sendo encurtado por ambas as bordas. Nunca se dormiu tão tarde, embora já se tenha madrugado mais. De fato não vivemos numa época propícia para se dormir.

Não deixa de ser curioso que isso ocorra justamente numa época em que as pessoas saem tão pouco de casa. As supostas comodidades, como os serviços de streaming, tornaram hábitos como o cinema deveras obsoletos. E mesmo um passado próximo, como as locadoras que abundavam até o final do século passado, parece há anos-luz de distância da nossa realidade atual. A cena em que a Capitã Marvel despenca dentro de uma loja da Blockbuster me trouxe uma nostalgia assustadora.

E mesmo a noite, que era uma criança, envelheceu. Os mais novos, que sempre tiveram mais energia e menos compromissos, já não saem tanto como antes. Alguns dizem que a balada está morrendo e a culpa, claro, é dos millenials. Mas estas questões envolvem uma série de fatores sociológicos que as rixas geracionais sempre simplificam de maneira porca. A começar pelo modo que as pessoas se conhecem e interagem entre si. Há pouco mais de 10 anos era muito improvável que as pessoas se conhecessem através da internet ou por aplicativos de celular. Nem havia propriamente aplicativos. Se você queria conhecer alguém tinha que ser na raça. E isso demandava um monte de tempo, dinheiro e álcool. Hoje em dia é impensável sair, beber e dirigir como minha geração fazia. A civilização sempre cobra um preço.

As cidades se tornaram grandes e o transporte não acompanhou. Tudo é um pouco mais longe e mais difícil do que era antes. Mais cheio, mais caro. Não é de se estranhar que as pessoas fiquem cada vez mais tempo dentro de casa. Mas também estão quase sempre conectadas. O fato de passarmos a maior parte do tempo olhando para uma tela bem de pertinho acabou por afetar nosso funcionamento biológico e comportamental. Quase todas as pessoas desenvolveram algum grau de miopia funcional em decorrência do uso prolongado (excessivo?) de dispositivos eletrônicos que fazem com que nossos olhos passem o tempo todo fixando pontos muito próximos a eles.

O nosso sono também se prejudica por isso. Sabemos que a luminosidade no período noturno inibe a nossa produção de melatonina, que é o principal hormônio regulador do sono e do ritmo circadiano. A melatonina é importante não apenas no adormecer, mas também no despertar. De modo que o uso desses aparelhos muito frequentemente leva a uma desorganização da estrutura do sono. Porque não basta dormir. O sono deve ter todas suas fases, incluída ai a fase REM, onde ocorrem os sonhos. Além de dormir, é preciso sonhar.

Sabemos que a produção de melatonina diminui com a idade. Não é de se estranhar pois, que os idosos durmam menos. Não é de se estranhar pois, que com o envelhecimento da população, a qualidade do sono em geral venha piorando. Uma evidência a esse respeito é o consumo brutal de medicações para dormir. E inclusive, suprema graça, da própria melatonina que já não produzimos de forma suficiente. Estamos nos tornando velhinhos insones, ligadaços na tela do celular. E isso não é culpa dos millenials.

Para ler na íntegra, acesse:
https://luizsperry.blogosfera.uol.com.br/2019/04/01/dormimos-cada-vez-menos-e-isso-traz-implicacoes-para-a-saude/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro da MG:

DURMA BEM, VIVA MELHOR
Autores: Stella TavaresPedro Paulo Porto JuniorPedro Luiz Mangabeira AlbernazMárcia CarmignaniAndrea Pen Mangabeira Albernaz

Quando os problemas de sono se repetem com frequência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.

 

‘A LINGUAGEM CORPORAL DO MEDO’

Artigo publicado no portal A Mente é Maravilhosa,
em 25/03/2019.

A linguagem corporal do medo se manifesta, em primeiro lugar, nas microexpressões faciais. Sobrancelhas ligeiramente levantadas, a testa franzida e a boca entreaberta são sinais inequívocos de que o medo está dentro de uma pessoa.

Embora sentir medo seja normal e perfeitamente legítimo, há situações nas quais exteriorizá-lo não favorece nossos interesses. Uma situação de entrevista de emprego, por exemplo, ou de uma palestra em público. Infelizmente ou felizmente, existe uma linguagem corporal do medo que muitas vezes revela o que está acontecendo em nosso interior.

Embora não exista um dicionário para interpretar a linguagem corporal do medo, as pessoas são dotadas de um tipo de radar que nos permite ler seus sinais. Não se trata de uma interpretação racional do todo. Simplesmente intuímos que alguém está com medo e, de forma inconsciente, agimos em conformidade. Ou seja, desconfiamos de quem desconfia de si mesmo ou temos uma sensação de maior poder ao perceber a vulnerabilidade no outro.

É importante conhecer a linguagem corporal do medo. Se a conhecermos, talvez possamos ter um maior controle sobre ela. Em princípio, obtemos dois benefícios: um, captar o medo dos outros, mesmo que não o expressem abertamente. E dois, administrar a nossa própria atitude e postura para não permitir que o medo se projete se não desejarmos. Estas são as bases dessa linguagem.

Microexpressões no rosto

O rosto talvez seja o elemento mais expressivo da linguagem corporal do medo. É no rosto que o temor se reflete primeiro. Às vezes o gesto é muito evidente, em outras é dissimulado, mas aparece. Por outro lado, o fato de ser mais ou menos evidente depende em muitos casos da intensidade da emoção.

De qualquer maneira, há gestos que são bastante fáceis de identificar. O primeiro é levantar um pouco as sobrancelhas, ao mesmo tempo que a testa permanece tensa. Se o medo vier após uma surpresa, o movimento das sobrancelhas será mais evidente. Se for uma situação que gera temor, mas não há surpresa, vai prevalecer a tensão na testa.

Também é comum que as pálpebras inferiores se mantenham tensas. Ao mesmo tempo, a boca ficará um pouco entreaberta, e os cantos da boca ficarão repuxados para trás. Em geral, é como se o rosto todo sofresse uma contração para trás. Como se houvesse algo que estivesse puxando o rosto, ao mesmo tempo em que há uma resistência a esse movimento.

A postura e a linguagem corporal do medo

A postura também é um elemento muito importante na linguagem corporal do medo. Em geral, quando estamos assustados, nossos músculos ficam tensionados e adotamos posturas nas quais nossos órgãos vitais fiquem protegidos. A primeira coisa que acontece é que nos curvamos (ocupando menos espaço). Esta é uma expressão que denota o desejo de nos refugiarmos em nós mesmos em prol da autoproteção.

A insegurança, o nervosismo e a ansiedade são manifestações do medo. Esses três estados costumam ser revelados quando são realizados movimentos rápidos ou compulsivos. Uma pessoa que tem dificuldade para se manter quieta é uma pessoa que não está tranquila. Quando o medo é muito forte, é provável que os movimentos também sejam mais bruscos ou torpes.

Da mesma maneira, é comum que uma pessoa com medo cruze os braços. Este gesto é um sinal de defesa. A pessoa gera um tipo de barreira que a protege e a separa do mundo. Essa barreira também pode ser uma manifestação do desejo de se preservar, rejeitando o alheio.

Outros gestos delatores

Ainda há outros gestos e expressões que fazem parte da linguagem corporal do medo. Por exemplo, o olhar. O nervosismo faz com que o olhar fique evasivo, ao mesmo tempo em que aumenta a frequência do piscar de olhos. Mas se o que uma pessoa sente é medo, puro e simples, em geral mantém os olhos imóveis, o olhar fixo e quase não pisca. É um mecanismo ativado com o temor. Seu objetivo é não perder de vista aquilo que parece ser ameaçador.

Por outro lado, as mãos também fazem parte da comunicação e expressam emoções. Em relação ao medo, não são uma exceção. Quando uma pessoa sente medo, costuma retorcer e entrelaçar as mãos. Também é frequente o ato de cerrar os punhos ou ocultar as mãos. Não deixar as extremidades à mostra é um ato instintivo de defesa, pois são um alvo comum dos ataques no mundo animal.

 

Em geral, quando uma pessoa está assustada, tende a realizar movimentos curtos, rápidos e erráticos. E quando a pessoa está verdadeiramente apavorada, acontece o contrário: fica paralisada. No primeiro caso, a pessoa não fica quieta. No segundo, ela se mantém estática, com o corpo encolhido e inclinado para trás. Basicamente, é assim que funciona a linguagem corporal do medo.

Para ler na íntegra, acesse: https://amenteemaravilhosa.com.br/a-linguagem-corporal-do-medo/

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Tem interesse por linguagem corporal? Conheça os livros do especialista Paulo Sergio de Camargo, publicados pela Summus:



LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais

Esta é a mais completa obra sobre o tema já publicada no Brasil. Ricamente ilustrada, aborda todos os aspectos da comunicação não verbal. Além disso, ensina o leitor a identificar quando alguém está mentindo e dá dicas de como usar a linguagem corporal a seu favor nas entrevistas de emprego.

 

NÃO MINTA PRA MIM! PSICOLOGIA DA MENTIRA E LINGUAGEM CORPORAL

Fruto de mais de 15 anos de pesquisa sobre o tema, este livro trata da linguagem corporal e, especialmente, da mentira. O objetivo é revelar ao leitor um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política. O tema é tratado tanto do ponto de vista científico como do prático, com exemplos do dia a dia das pessoas, mostrando desde os motivos pelos quais elas mentem à identificação da mentira por meio da observação da linguagem corporal. O autor não imprime um tom moralista, mas defende que não se constrói algo bom com base na mentira.

 

LIDERANÇA E LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para identificar e aperfeiçoar líderes

Nos últimos anos, o tema da linguagem corporal disseminou-se extraordinariamente pelo Brasil, quer pela publicação de novos livros e artigos, por entrevistas na mídia ou pelo surgimento de bons profissionais na área. No setor empresarial, é crescente a contratação de especialistas em linguagem corporal para treinar e avaliar líderes.

Profundo estudioso do assunto, coach e palestrante de sucesso, Paulo Sergio de Camargo oferece neste livro ferramentas práticas para entender o poder da linguagem corporal e utilizá-la para exercer a liderança de modo eficaz.

‘MUDANÇAS DE HUMOR NÃO TORNAM VOCÊ BIPOLAR: VEJA COMO IDENTIFICAR A DOENÇA’

30Matéria de  Simone Cunha, publicada originalmente no
UOL VivaBem, em 22/03/2019

Sentir-se eufórico em um momento motivado por uma situação, um elogio, ou até mesmo acordar de bem com a vida e depois estar cabisbaixo e sem pique para nada são emoções naturais que permeiam a vida de qualquer pessoa. Portanto, é um erro chamar de ‘bipolar’ qualquer indivíduo que apresente um humor instável, afinal a oscilação emocional é algo normal e, não necessariamente, um sinal de doença.

A bipolaridade caracteriza-se pela oscilação de humor, no entanto, essas mudanças não ocorrem de uma hora para a outra: “Os episódios de humor no transtorno bipolar são longos, questão de dias a semanas, e os episódios de depressão podem durar meses”, explica Leonardo de Almeida Sodré, médico Psiquiatra, PhD e professor adjunto da Universidade Federal de Brasília (UnB).

Decifrando a doença

A bipolaridade é um transtorno de humor que pode se apresentar de maneiras e intensidades diferentes. Em geral, trata-se de uma predisposição a apresentar episódios de humor depressivos e outros que apresentam sintomas de humor exaltado, que pode ser eufórico ou irritado. Essas euforias são chamadas de hipomania ou mania (a depender da intensidade), podendo ter duração de quatro a sete dias, pelo menos. “É um transtorno crônico, que pode ainda ter episódios mistos, caracterizados por sintomas dos dois tipos”, diz Carolina Hanna, psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês.

De acordo com Doris Hupfeld Moreno, do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo, o transtorno bipolar tem mais de um tipo. O mais grave é o tipo I que acomete 1% da população geral, sendo mais raro. “Nessas condições aparecem alucinações, sintomas paranoides (desconfiança), delírios de grandeza (acreditar ser uma pessoa famosa que teria dons que na realidade não possui) ou religiosos (achar-se um enviado por Deus, com poder de salvar pessoas)”, exemplifica.

Atingindo 5% da população geral, no tipo II acontecem hipomanias durante a vida, alternadas com períodos de depressão. Os sintomas da hipomania são os mesmos da mania, mas a pessoa não tem delírios ou outros sintomas da psicose. O tipo I acomete igualmente homens e mulheres, e o tipo II é mais frequente no sexo feminino.

Existe também a ciclotimia que começa na infância/adolescência e se caracteriza por sintomas leves de hipomania e depressivos alternados, durante pelo menos dois anos.

Como reconhecer a doença?

O paciente tem mais facilidade de perceber-se doente quando está no episódio depressivo da doença. E é nessa fase, que muitos portadores de transtorno bipolar procuram o tratamento. Os principais sintomas durante os episódios de depressão são:

  • Tristeza profunda;
  • Apatia;
  • Alterações de sono;
  • Esquecimentos;
  • Falta de sentido para a vida;
  • Ideação suicida, em casos extremos

Já no estado maníaco a pessoa se sente muito mais agitada e ativa, mas de uma forma descontrolada. Essa fase costuma vir acompanhada de uma perda da crítica sobre o próprio quadro. Para ajudar nessa autoavaliação, Moreno sugere observar algumas situações bem específicas em sua história de vida:

  • Episódios em que trabalhava horas a fio, mais que o normal;
  • Realizava exercícios físicos mais que o habitual, custando a se cansar;
  • Fases em que gastava mais, bebia mais, sentia maior necessidade de sexo.

“O transtorno bipolar é uma doença que vai e volta. Pode desaparecer espontaneamente por algum tempo, até anos, mas volta. Por isso, exige atenção e tratamento contínuo”, diz a especialista.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/22/mudancas-de-humor-nao-voce-tornam-bipolar-veja-como-identificar-a-doenca.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro do psiquiatra Teng Chei Tung:

 

ENIGMA BIPOLAR
Conseqüências, diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar
Autor: Teng Chei Tung
MG EDITORES

O transtorno bipolar é uma patologia cada vez mais comum – e, infelizmente, ainda mal compreendida. Este livro, escrito por um psiquiatra, esclarece e desmistifica os sintomas da doença, suas fases, os sintomas, as estratégias de tratamento mais modernas e os tipos de medicamento disponíveis. Fala, ainda, da importância do apoio do médico e da família no bem-estar do paciente.

 

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‘ANTES DE CURAR O CORPO, MEDICINA INDIANA BUSCA TRATAR A ALMA’

Texto de Patrícia Brito, publicado no blog Namastê,
na Folha de S. Paulo, em 22/03/2019

 

A mesma cultura védica onde surgiu a ioga também nos deixou, há cerca de 7.000 anos, o conhecimento do Ayurveda, ou a ciência da vida –reconhecida na Índia como um dos sistemas oficiais da ciência médica, praticada ao lado da medicina moderna como um meio de se alcançar a boa saúde e a longevidade.

Com mais ênfase na prevenção de doenças e na compreensão de suas causas do que no tratamento dos sintomas, a medicina indiana considera que a saúde humana é resultado da constante interação existente entre corpo, mente e alma (ou consciência).

O Ayurveda entende que o corpo físico-mental é formado por uma combinação de três humores biológicos, os chamados “doshas”. São eles: “vata”, “pitta” e “kapha”, que correspondem, respectivamente, aos elementos ar, fogo e água. Cada um desses elementos, por sua vez, correspondem a características físicas e psicológicas presentes no organismo.

Uma pessoa com predominância de “vata”, por exemplo, tem propensão a estar em movimento, tendência à agitação mental e facilidade para acúmulo de gases. Já alguém constituído principalmente por “pitta” tem a função digestiva trabalhando em excesso, com facilidade a desenvolver distúrbios gástricos, tendência ao calor e ao temperamento “esquentado”. O “kapha”, por sua vez, ligado ao elemento água, tende a ser mais emotivo e apresentar excesso de líquidos e muco no corpo.

Segundo esse sistema, cada pessoa nasce com uma combinação diferente entre os três “doshas”, onde pode haver predominância de um ou dois deles, ou ainda equidade entre os três. Mas quando a proporção natural de um indivíduo é alterada, surgem os desequilíbrios que podem resultar em doenças.

Um dos objetivos do Ayurveda, portanto, é harmonizar os elementos “vata”, “pitta” e “kapha” no organismo. Isso não significa necessariamente mantê-los na mesma proporção, mas restabelecer a composição natural de cada indivíduo.

Para tanto, vale-se das propriedades terapêuticas de ervas e alimentos, além da criação de uma rotina adequada a cada constituição individual e que pode incluir, além de dieta, atividades corporais, massagens com óleos, meditação e mantras, entre outras práticas.

Cada vez mais conhecida no Ocidente, apesar de não ser considerado aqui uma medicina oficial como na Índia, o sistema médico do Ayurveda foi retratado no documentário “O Médico Indiano”, de Jeremy Frindel, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros.

PROPÓSITO ESPIRITUAL

Apesar da importância da alimentação equilibrada e de uma rotina adequada à constituição de cada indivíduo, terapeutas ayurvédicos acreditam que isso ainda não é suficiente para restabelecer e sustentar um estado de saúde no longo prazo.

Para o professor e terapeuta americano David Frawley, a primeira etapa de um tratamento é a compreensão de que cada vida tem um propósito espiritual e um papel no desenvolvimento da humanidade, e que viver sem harmonia com esse propósito pode se refletir em desequilíbrios na mente e no corpo.

“Isso implica buscar o caminho espiritual da forma que mais se aplica à natureza de cada um”, afirma no livro “Ayurvedic Healing” (Tratamento Ayurvédico). “Chamamos esse processo de primeiro tratar a alma, lembrando que por alma, em ioga, entendemos nossa consciência interior”.

Para a medicina indiana, se somos uma combinação de matéria, mente e consciência, as doenças devem ser entendidas como resultantes não apenas de fatores fisiológicos, mas também mentais e espirituais. Por isso, quem segue os ensinamentos do Ayurveda enxerga nas doenças um alerta e um convite para refletir sobre suas escolhas de vida e atitudes de forma mais ampla.

Segundo Frawley, as doenças podem ser um sinal de maus hábitos do corpo, mas também podem indicar que estamos desperdiçando nossa energia espiritual. Ele recomenda, portanto, não apenas tratarmos as doenças, mas usá-las como meio para nos observarmos e identificar de onde surge nosso desequilíbrio. “Quando alcançamos essa comunhão com nossa consciência interior, recuperamos a harmonia e a disposição para superar todas as dificuldades externas”, afirma no livro.

DE QUEM É A CULPA

Outra regra básica do Ayurveda é a compreensão de que não podemos responsabilizar ninguém mais pelo nosso bem estar, a não ser nós mesmos. Os médicos e terapeutas são vistos, nesse sistema, como profissionais com um papel temporário de nos trazer de volta ao ponto onde podemos nos cuidar adequadamente.

O entendimento é o de que devemos assumir a responsabilidade pela nossa própria saúde, em vez de deixá-la apenas nas mãos de médicos ou remédios. “Não há substituto para uma vida equilibrada. Isso não pode ser comprado por preço algum, e ninguém mais pode nos oferecer”, escreve Frawley.

“Um dos problemas da cultura moderna é que ela nos priva de tempo para cuidarmos de nós mesmos. Encontramo-nos num processo de gastar energia, mas não de renová-la. Entretanto, se realmente valorizamos nosso bem-estar, vamos encontrar esse tempo. A responsabilidade é nossa e não há ninguém que possamos culpar se não fizermos esse esforço.”

Para ler na íntegra, acesse: https://namaste.blogfolha.uol.com.br/2019/03/22/antes-de-curar-o-corpo-medicina-indiana-busca-tratar-a-alma/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

CORPO E AYURVEDA
Fundamentos ayurvédicos para terapias manuais e de movimento
Autores: Walkyria Giusti DambryMaria Inês Marino
SUMMUS EDITORIAL

Destinado especialmente a fisioterapeutas, massoterapeutas, professores de ioga e terapeutas corporais e ayurvédicos, este livro apresenta as bases da tradicional medicina indiana aplicadas à fisioterapia convencional. Partindo de sua ampla experiência na área da saúde e do movimento, Maria Inês Marino e Walkyria Giusti Dambry escreveram uma obra atual, didática e esclarecedora, que simplifica o entendimento dos fundamentos védicos para a utilização no atendimento profissional de pacientes com diversos tipos de queixas. A apresentação de casos clínicos facilita ainda mais essa compreensão, permitindo que os terapeutas alcancem resultados de tratamento cada vez mais eficazes e duradouros.

 

‘OS CUIDADOS PARA PROTEGER A SAÚDE MENTAL DE QUEM VIVE TRAUMAS’

Texto parcial de matéria de João Fellet, BBC News,
publicada no UOL em 15/03/2019

 Enlutados pelo massacre de quarta-feira na escola Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), sobreviventes, amigos e parentes dos mortos devem ser acompanhados para que não desenvolvam transtornos mentais associados a traumas, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Nos EUA, onde massacres em escolas são frequentes, um estudo apontou que 29% das testemunhas desses ataques sofrem transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) – um transtorno de ansiedade que pode gerar sintomas vários meses ou anos após o incidente.

Profissionais de saúde mental alertam que sintomas semelhantes podem acometer até mesmo quem não tem qualquer relação com as vítimas, mas se expôs a fotos e vídeos do ataque nas mídias sociais ou na imprensa. Eles dizem que as pessoas abaladas, assim como vizinhos da escola e outros moradores de Suzano, também devem ser acolhidas e ajudadas a superar o luto coletivo causado pela tragédia.

A Prefeitura de Suzano disse à BBC News Brasil que a Secretaria de Estado da Saúde enviou dois psiquiatras e um psicólogo a Suzano para atender sobreviventes e familiares das vítimas. Segundo a prefeitura, os profissionais estão trabalhando ao lado de uma equipe local do Caps (Centro de Atenção Psicossocial), unidade do SUS especializada em saúde mental.

Reações a eventos traumáticos

O psiquiatra Higor Caldato, especialista em Psicoterapias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que, nos dias seguintes ao evento, sobreviventes e pessoas próximas das vítimas costumam vivenciar sentimentos de estresse agudo, choque, tristeza e lamentação.

Nesse período, diz Caldato, é essencial que eles sejam acompanhados por profissionais de saúde mental para que possam dar vazão às emoções em sessões de terapia e não se refugiem em comportamentos nocivos, como compulsões alimentares ou o consumo abusivo de álcool.

Ele afirma que pessoas que estejam sob ansiedade extrema e com dificuldade para se expressar podem precisar de medicação para atenuar os sintomas e tirar mais proveito da terapia.

Segundo o psiquiatra, se os sentimentos negativos persistirem por mais de um mês e estiverem associados a outros fatores, como pesadelos, medo e sintomas depressivos, é possível que o transtorno de estresse pós-traumático tenha se instalado.

A condição, que também costuma exigir tratamento medicamentoso, pode causar grandes impactos na vida do afetado por um longo período. Com frequência, o transtorno é acompanhado por problemas para dormir, dificuldade para se concentrar e sentimentos de isolamento, irritação e culpa.

‘Crescimento pós-traumático’

Para Caldato, o caminho para evitar o quadro é usar o episódio violento para reforçar relações e comportamentos positivos, estimulando o que ele chama de “crescimento pós-traumático”.

“O mais importante é dar apoio psicológico para que as pessoas possam enxergar a tragédia por outro ângulo – para que se sintam amparadas, protegidas, possam se cuidar, valorizar mais a vida e a família, ter urgência em buscar a felicidade.”

Segundo a psicóloga Maria Helena Franco, até quem não estava presente no massacre e não tem qualquer relação com as vítimas pode sofrer seus impactos quando exposto a imagens, notícias ou relatos sobre o evento. Essa reação é conhecida como trauma vicário ou estresse traumático secundário.

“Tem um fio que nos une que é a empatia, a questão humana. Todo mundo fica tocado, assustado. Não é um impacto menos importante e ele deve ser visto e considerado”, afirma Franco, que coordena o Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto da PUC-SP, onde é professora titular de Psicologia.

Segundo Franco, o primeiro passo para superar o trauma vicário é aceitar o sofrimento provocado pelo massacre.

“Quando você está sofrendo mas entra num raciocínio de que não deveria sofrer pois não estava lá, não conhecia ninguém, você impossibilita que o sentimento seja elaborado. Só que não, ele continua ali, na mente.”

Luto coletivo

Ela diz que alguns grupos estão mais sujeitos a esse quadro, como bombeiros ou profissionais de saúde que lidam com pessoas traumatizadas. “É preciso que eles estejam preparados para trabalhar com crises, com sofrimento intenso, com luto. Porque eles também podem chegar a um limite e até adoecer.”

Franco afirma que também merecem atenção vizinhos da escola e outros moradores de Suzano.

“De repente Suzano, uma cidade pacata, ficou associada ao massacre – alguns passaram a se referir ‘ao drama de Suzano’. É uma marca, uma ferida, e isso é sério. O tecido social sofreu um rombo.”

Ela diz que, além dos atendimentos individuais, o trauma precisa ser trabalhado de maneira coletiva. “É importante pensar em formas de unir os alunos, as escolas, as várias comunidades envolvidas. É daí, do coletivo, que virá a força de reconstrução.”

Estresse Traumático Secundário

Em artigo publicado em 2018 pela Vanderbilt University (EUA), o pesquisador Chad Buck, PhD em Psicologia Clínica, diz que os sintomas do trauma vicário ou estresse traumático secundário são semelhantes aos do TEPT, mas menos intensos.

Segundo ele, a condição pode envolver fadiga crônica, tristeza, raiva, exaustão emocional, vergonha, medo e desconexão, entre outros sentimentos.

Segundo Buck, embora os estudos sobre esse distúrbio enfoquem profissionais de saúde mental, outras pessoas podem desenvolver os mesmos sintomas.

“Quem já vivenciou eventos semelhantes, tem TEPT pré-existente ou outras questões de saúde mental tem maior risco de sofrer uma acentuação dos sintomas e o desenvolvimento de estresse traumático secundário”, diz o psicólogo.

‘Divisor de águas’

Para Maria Helena Franco, o massacre será “um divisor de águas” para os alunos sobreviventes. “Há uma situação muito particular que agrava a situação: eles são ao mesmo tempo sobreviventes e testemunhas. São duas experiências muito fortes.”

Franco afirma que o acompanhamento dos jovens deve levar em conta os registros sensoriais vinculados a traumas, como barulhos, cheiros, cenas e movimentos.

“O cuidado precisa ser voltado para os registros que, se não forem tratados, vão ficar.” Segundo ela, o acompanhamento tem de durar vários anos. “É um trabalho de longuíssimo prazo.”
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Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/bbc/2019/03/15/os-cuidados-para-proteger-a-saude-mental-de-quem-vive-traumas.htm

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A psicóloga Maria Helena Pereira Franco é autora de vários livros que abordam o luto, todos publicados pela Summus Editorial. Conheça abaixo alguns::

 

FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
Autores: Maria Cristina Lopes de Almeida Amazonas, Airle Miranda de Souza, Danielle do Socorro Castro Moura, Durval Luiz de Faria, Elizabeth Queiroz, Gabriela Golin, Geórgia Sibele Nogueira da Silva, Janari da Silva Pedroso, José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres, Maíra R. de Oliveira Negromonte, Vera Regina R. Ramires, Maria Helena Pereira Franco, Maria Julia Kovács, Maria Lucia C. de Mello e Silva, Maria Thereza de Alencar Lima, Roberta Albuquerque Ferreira, Rosane Mantilla de Souza, Silvia Pereira da Cruz Benetti, Soraia Schwan, Tereza Cristina C. Ferreira de Araújo

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

 

A INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM EMERGÊNCIAS
Fundamentos para a prática
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
Autores: Cristina Foloni Delduque da Costa, Karina Kunieda Polido, Julia Schmidt Maso, José Paulo da Fonseca, Isabela Garcia Rosa Hispagnol, Iara Boccato Alves, Gabriela Casellato, Ester Passos Affini, Eleonora Jabur, Lilian Godau dos Anjos Pereira Biasoto, Cristiane Corsini Prizanteli, Claudia Gregio Cukierman, Cibele Martins de Oliveira Marras, Ariana Oliveira, Ana Lucia Toledo, Adriana Silveira Cogo, Adriana Vilela Leite César, Viviane Cristina Torlai, Luciana Mazorra, Luiz Antonio Manzochi, Marcelo M. S. Gianini, Maria Angélica Ferreira Dias, Maria Helena Pereira Franco, Maria Inês Fernandez Rodriguez, Mariangela de Almeida, Priscila Diodato Torolho, Rachel Roso Righini, Reginandréa Gomes Vicente, Régis Siqueira Ramos, Samara Klug, Sandra Regina Borges dos Santos, Sandra Rodrigues de Oliveira, Suzana Padovan

Este livro reúne experiências e reflexões sobre um campo de atuação novo no Brasil: o atendimento psicológico a pessoas em situações de emergência e desastre. Diversos especialistas abordam a importância de cuidar dessas pessoas e os procedimentos e técnicas mais indicados em cada caso. A saúde mental do psicólogo e os efeitos do transtorno de estresse pós-traumático também são analisados.