‘4 FORMAS INADEQUADAS DE LIDAR COM A RAIVA’

Artigo publicado originalmente no site A Mente é Maravilhosa,
em 13/01/2019.

A raiva não desaparece sozinha, nem por magia. Quando sentimos essa emoção invasiva, é muito importante expressá-la da maneira adequada. Caso contrário, podemos acabar ficando doentes.

Lidar com a raiva de maneira inadequada é um costume que pode provocar consequências desastrosas. A raiva é uma dessas emoções invasivas que, muitas vezes, nos leva a fazer besteiras. Acabamos falando ou fazendo alguma coisa que nos prejudica e/ou prejudica as pessoas que amamos.

Infelizmente, por vezes, a raiva é vista de forma mais ou menos positiva. O chefe que grita ou o pai rígido podem acreditar que suas explosões de humor são uma demonstração de seriedade ou compromisso.

No entanto, a raiva descontrolada dificilmente gera algo positivo. Pelo contrário, machuca, fere e acaba gerando mais raiva e ressentimento nos outros. Por isso é tão importante aprender a lidar com a raiva.

Não se trata de não senti-la, porque a raiva, assim como todas as emoções, é uma reação legítima em muitos casos. O importante é não deixar que assuma o controle. Ou seja, não deixar a emoção ditar o que é preciso fazer. A seguir, vamos apresentar quatro maneiras inadequadas de lidar com a raiva.

  1. A contenção absoluta, uma forma inadequada de lidar com a raiva

A contenção absoluta nunca é um caminho válido para lidar com a raiva, nem com outras emoções. Negar o que se sente, aprisionar, evitar ou tentar ignorar o que sentimos não é adequado. Nenhuma repressão é positiva.

Essa energia que pretendemos asfixiar dentro de nós mesmos sempre retorna em forma de outro sintoma físico ou psicológico. Assim, o melhor caminho não é morder os lábios e tentar seguir em frente como se nada tivesse acontecido.

O que podemos fazer é pensar em um primeiro momento para evitar que ocorra uma dessas explosões de raiva. Assim, evitamos que se voltem contra nós ou contra quem amamos. A serenidade dará lugar a um cenário mais propício para expressar a emoção.

  1. Descarregar a raiva sobre si mesmo

Uma das consequências de reprimir a energia que acompanha a raiva é que ela acaba explodindo dentro de nós. As emoções não se diluem, nem desaparecem sozinhas. Quando não as gerimos, acabam se transformando em algo indesejado. É comum que essa raiva que guardamos, posteriormente, se transforme em uma agressão contra nós mesmos.

A depressão muitas vezes encobre uma raiva reprimida. A raiva está aí, mas em vez de se dirigir a quem a causou, se volta contra nós. É nesse momento que aparecem as recriminações e o ressentimento.

Também é possível que surjam enxaquecas, vertigens e outros sintomas físicos. Não devemos perder de vista a fonte da raiva. O que fez com que esse sentimento aparecesse?

  1. Adotar atitudes passivo-agressivas

As atitudes passivo-agressivas são aquelas nas quais as palavras, os gestos ou os atos denotam raiva, mas esta não é expressada diretamente. Pelo contrário, é ocultada.

São colocados enfeites ou véus que amenizam a raiva, mas não a canalizam nem a solucionam. O exemplo mais típico são as indiretas. A pessoa diz, mas não diz.

Lidar com a raiva dessa maneira não é adequado porque gera confusão, tanto para você quanto para os outros. A pessoa não consegue manifestar abertamente o incômodo, mas também não fica completamente quieta.

O problema é que isso pode dar lugar a uma prorrogação desnecessária do conflito ou a novas fontes de problemas.

  1. Descontar a raiva em pessoas inocentes

A raiva, às vezes, gera redes de agressão que são completamente irracionais. Vamos supor que um chefe fique incomodado de alguma maneira com sua funcionária. Ela não responde, mas quando conversa com seu namorado, se mostra contrariada e o recrimina sem razão. O namorado não responde, mas guarda um certo incômodo dentro de si. Por isso, chega em casa e se mostra excessivamente intolerante com seu irmão mais novo, com quem acaba gritando. A criança não responde, mas brinca de forma brusca com o animal de estimação para atenuar a raiva que está sentindo.

Dessa maneira, forma-se um círculo de agressões, sem que em nenhum ponto o sentimento seja administrado de maneira adequada. Alguém completamente inocente pode acabar sofrendo as consequências de uma má gestão emocional. Como se pode ver, isso deteriora os vínculos sem nenhuma necessidade.

Aprender a lidar com a raiva é muito importante para criar ambientes saudáveis e relações mais construtivas. O adequado é sempre expressar nossos incômodos para a pessoa que os causou. Manifestar abertamente que repudiamos um tratamento injusto, sem consideração ou pouco respeitoso.

Fazer isso depois de ter recuperado a serenidade – se for impossível falar, coloque tudo no papel, sem filtros – é de grande ajuda.

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Para ler na íntegra, acesse:
https://amenteemaravilhosa.com.br/4-formas-inadequadas-lidar-com-a-raiva/

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Tem interesse pelo assunto? conheça:

QUANDO A RAIVA DÓI
Acalmando a tempestade interior
Autores: Peter D. Rogers, Matthew McKay e Judity Mckay
SUMMUS EDITORIAL

A raiva tem um preço alto, nem sempre justificado. As causas muitas vezes se diluem, restando apenas feridas e mágoas., distanciamento, amargura e profunda autodesvalorização. Este é um guia-prático para pessoas que queiram lidar com sua raiva, que se cansaram do desgaste físico e emocional que ela provoca, que buscam formas melhores de expressar suas insatisfações e problemas.

 

‘MACHISMO É DOENÇA, DIZ ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSICOLOGIA’

O assunto foi um dos temas de ontem do Em Pauta, da GloboNews. Assista em http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos/v/machismo-e-doenca-diz-associacao-americana-de-psicologia/7299352/

Conheça o livro da psicanalista Malvina Muszkat, mencionado no programa:


O HOMEM SUBJUGADO

O dilema das masculinidades no mundo contemporâneo
Autora: Malvina E. Muszkat
SUMMUS EDITORIAL

Neste livro, a autora Malvina Muszkat, propõe que se repense o fenômeno da violência sob a perspectiva da subjetividade masculina na dinâmica dos relacionamentos, de forma a buscar maneiras mais eficientes de se promover o dialogo e evitar o confronto. Transitando por áreas como antropologia, sociologia, mitologia e psicanálise, Malvina mostra como a imagem da masculinidade foi construída ao longo dos séculos e de que forma os homens foram proibidos de demonstrar seus medos e fraquezas.

‘A DESCOBERTA DE QUE NOSSO HEMISFÉRIO CEREBRAL ESQUERDO FALA POR NÓS’

Artigo de Luciano Melo, publicado originalmente em sua coluna
na Folha de S. Paulo, em 11/01/2019.

Cientista ajudou na superação da teoria de que todas as áreas cerebrais participam de todas atividades do órgão

Um senhor de meia-idade subitamente parou de falar normalmente. Ainda assim, conseguiu chamar a atenção de sua esposa. A mulher o levou ao hospital, porque estava claro que se tratava de algo sério. O atendimento foi rápido, e o médico responsável percebeu que o paciente compreendia tudo o que lhe era dito. A fala do enfermo era sofrível, monossilábica, lenta, sem frases e produzida com grande esforço. Trocava letras em sílabas, trocava sílabas em palavras. O paciente também não conseguia dar nome aos objetos que lhe eram sucessivamente apresentados. Sua escrita era tão deficiente quanto seu discurso.

Não foi difícil para o médico perceber que o homem estava com um problema conhecido como afasia de Broca. O termo afasia vem do grego e significa dificuldade em falar. O nome homenageia o antropólogo, anatomista e cirurgião francês Paul Pierre Broca.

Após avaliar um idoso que deixara de falar subitamente, Broca descreveu em 1861 o distúrbio de linguagem que levaria o seu nome. Ao avaliar o cérebro de seu paciente, notou a existência de lesão no lobo frontal do hemisfério esquerdo. Em outras necropsias que realizou em pacientes com os mesmos sintomas, viu danos nas mesmas regiões nos respectivos lobos frontais.

Assim, o anatomista, foi o primeiro a concluir que determinada parte do encéfalo possuía função específica para a linguagem. E disse que uma pequena parte do lobo frontal esquerdo era responsável por organizar frases, emitir palavras e dar fluência à fala. Assim, o médico anunciou: nós falamos com o hemisfério esquerdo!

A região do lobo frontal esquerdo que Broca se referiu foi batizada com seu nome.

O cientista auxiliou a medicina a superar a teoria holística cerebral, que afirmava que todas as áreas cerebrais participavam de todas as atividades do órgão. Dessa forma, uma lesão encefálica afetaria todas as funções cognitivas igualmente e cada região cerebral seria capaz de realizar todo e qualquer processo mental, desde o reconhecimento de um som específico à capacidade de saber que aquele borrão desenhado pelo seu filho é um tigre.

A hipótese holística imperava naquela época. Era a soma de conceitos que rejeitavam que a mente poderia ser reduzida à atividade encefálica, que o cérebro de qualquer pessoa poderia ser exercitado e treinado, que não existia alma física. Era defendida pelo clero e pela aristocracia europeia daquele século.

Broca promoveu um rompimento. E inaugurou a neuropsicologia, a ciência do processo mental, um campo de conhecimento que evoluiu e pelo qual podemos compreender funções cerebrais complexas por meio de exames, como ressonâncias funcionais. Assim, podemos estudar o cérebro vivo de forma segura.

Voltemos ao nosso paciente do parágrafo inicial, que foi submetido a ressonância de encéfalo. As imagens, porém, não revelaram problema algum em todo o cérebro, ainda que os sintomas persistissem.

Estaríamos diante de uma exceção a Broca?

A avaliação prosseguiu e revelou um tumor que comprimia a carótida esquerda, artéria que nutre a área de Broca, entre outras partes cerebrais. O sangue que chegava a essa região era escasso, por isso a disfunção da linguagem.

O motivo pelo qual outras funções cerebrais não foram afetadas, como seria o esperado, ficou como mistério não resolvido. O tumor era um linfoma, e o paciente foi tratado e curado. Sua fala se recuperou por completo. E os conceitos que vieram com Paul Pierre Broca ajudaram a resolver um grande problema.

Luciano Melo – Médico neurologista, escreve sobre o cérebro, seus comandos, seus dilemas e as doenças que o afetam.
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Para ler na íntegra, acesse https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2019/01/a-descoberta-de-que-nosso-hemisferio-cerebral-esquerdo-fala-por-nos.shtml

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

CÉREBRO ESQUERDO, CÉREBRO DIREITO
Autores: Sally P. Springer, Georg Deutsch
SUMMUS EDITORIAL

Já considerado um clássico no estudo das potencialidades cerebrais. Em uma edição atualizada, os autores apresentam as descobertas básicas na área da assimetria cerebral, procurando separar os fatos comprovados daquilo que é mera especulação. Escrito para um público amplo, apresenta conclusões científicas de forma clara para o leigo, sem comprometer a precisão e a complexidade dos tópicos analisados.

 

‘A ÚNICA COISA QUE A DRAMATURGIA NÃO PODE FAZER É ENTEDIAR’

O escritor e dramaturgo Doc Comparato fala com Tânia Morales, do programa CBN Noite Total, sobre a criação de roteiros nos dias atuais e o lançamento da nova versão, atualizadíssima, de seu livro Da criação ao roteiro – Teoria e Prática. Ouça abaixo.

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Para saber mais sobre o livro, acesse:
https://amzn.to/2rKuuKM

DOC COMPARATO: UMA AULA SOBRE PERSONAGENS – ÚLTIMA PARTE (6)

Uma aula sobre personagens, dividida em 6 partes, com o mestre Doc Comparato.
Parte 6 – Antagonista e Protagonista.

Conheça o novo Da criação ao roteiro – Teoria e Prática, à venda nas melhores livrarias físicas e virtuais do Brasil: https://www.gruposummus.com.br/summus/livro/9788532311139

Para assistir às partes anteriores (1 – O Roteiro e suas Etapas, 2 – Como criar um personagem3 – A Alma4 – O Batismo e 5 – A Composição), acesse:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLWBZMIEw-unatnlK2tRTUqdrsqPzd8vCg

‘LUTO: PRESSÃO PARA BUSCAR A FELICIDADE ATRAPALHA A SUPERAÇÃO DE UMA MORTE’

Matéria de Simone Cunha e Veridiana Mercatelli, publicada no Universa,
do UOL, em 02/12/2018.

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“Após o enterro do meu pai, senti uma dor inexplicável, chorei por semanas. Ele era tudo para mim”, conta Priscila Janaína Pereira, 40 anos, auxiliar administrativo, que perdeu o pai em decorrência de um câncer, há 11 anos. Ela conta que, durante esse período, teve muitos momentos de revolta, pois o pai era seu alicerce. Mas precisou amadurecer na marra: “Tive uma gestação de risco, meu filho nasceu com insuficiência respiratória, sopro e hipoglicemia. Tive hemorragia e depois depressão pós-parto. Há três anos, passei por um outro problema e fui percebendo que uma dor supera a outra. Não esqueci o meu pai, mas saí do luto”.

De acordo com a psicóloga Sarah Vieira Carneiro, que estuda o luto há mais de dez anos, a dificuldade em lidar com a perda está ligada à rejeição a situações adversas. A ideia de que é preciso buscar a felicidade o tempo todo, tão comum na cultura ocidental, contribui para isso. “O enlutado é aquele a quem devemos evitar, não só porque não sabemos o que dizer a ele, mas porque ele nos remete às nossas mais profundas fragilidades”, avalia a especialista. Segundo Sarah, vivemos em uma sociedade incapaz de digerir pequenas frustrações: “É por isso que ficamos pasmados diante da morte e do luto e realizamos todas as manobras para mantê-los à distância”.

Há várias formas de vivenciar

Apesar de ser doloroso, é importante lembrar que o luto não é um obstáculo a ser superado. Para Maria Helena Pereira Franco, coordenadora do Laboratório de Luto (LELu) da PUC-SP, essa é uma vivência muito importante. “O luto precisa ser vivido, é uma experiência dolorosa, mas que possibilita uma construção de identidade e de significados importante”, explica.

A intensidade do sofrimento que a situação provoca depende de vários fatores, como a qualidade da relação mantida com a pessoa que se foi. “Além da dor, da falta, pode haver outras questões que não ficaram bem resolvidas, como arrependimentos”, comenta.

Um ponto bastante relevante é a condição em que se deu a separação: se houve uma morte violenta ou súbita, por exemplo, a superação pode ser mais difícil.

Para Andréa Copcinksi, 46 anos, chef confeiteira, a morte repentina do pai, há 21 anos, foi um trauma terrível. “Se não fosse minha mãe, acho que estaríamos perdidos. Ela juntou nosso medo de viver sem meu pai e transformou em força”, conta. Na época, Andréa não pensou em buscar ajuda para superar a perda, mas acredita que o processo poderia ter sido menos doloroso se houvesse agido de forma diferente: “Creio que um profissional teria nos auxiliado a viver os anos seguintes com menos ansiedade. Mas descobri que a gente aprende a conviver com a saudade, com a ausência, mas guarda no coração esse monte de amor que não pode mais dar”.

É preciso cuidado para não adoecer

Um luto que ocasiona muito sofrimento ou se prolonga pode levar à depressão em pessoas com predisposição à doença. A literatura acerca do tema sugere que o luto pode durar até dois anos. Porém, Sarah defende que, em um mundo com experiências tão diversas, pode ser um desrespeito ao enlutado impor-lhe um prazo para voltar a sorrir: “Não podemos acreditar que pessoas reajam às perdas de modo universal. Cada perda é única, com características e tempo próprios”.

De qualquer forma, quando o luto se torna um peso, impedindo que aquele que fica retome a própria vida, é essencial buscar ajuda. “Em princípio, a pessoa deveria ser avaliada por quem entende de luto. Algumas manifestações do luto são semelhantes às da depressão e o diagnóstico pode ser equivocado. Nem sempre o luto precisa ser medicado. Precisa ser entendido, avaliado, para se pensar a melhor conduta”, alerta a especialista da PUC.

Sandra Paton, 48, secretária executiva, perdeu o marido subitamente, com um infarto fulminante, há dois anos. “Tudo ficou escuro, perdeu o brilho e o sabor. Fiquei alguns dias em estado de choque. Muitos amigos por perto, mas não via nem ouvia direito”, fala. Reviver o assunto ainda causa muita dor, mas, para enfrentar a perda, ela decidiu buscar ajuda em um grupo religioso: “Encontrei a paz e o entendimento da morte. Percebi que estava superando o luto quando consegui contar a minha história sem chorar”.

Segundo a psicóloga, cercar-se de pessoas que entendem seu sentimento e respeitem o seu tempo e as suas reações é essencial. Poder falar é importante para transgredir a perda: “Quando a morte vem, desestabiliza tudo: não sabemos mais em quem acreditar, questionamos nossas relações, nossa fé, nossas crenças”. Ela diz que, nesse processo de ver tudo de ponta cabeça, podemos descobrir coisas únicas sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre nós mesmos. “O crescimento não é uma regra, mas existe uma certa sabedoria no luto, aquele conhecimento que só tem quem colocou tudo em xeque, passou tudo a limpo e pode escolher ser diferente”, avalia Sarah.

Processo de aceitação também é singular

Falar sobre o luto com um pouco mais de naturalidade pode auxiliar no processo de aceitação. “Há coisas que não podemos controlar, estão fora da nossa linha de ação: a morte é a maior delas”, diz Sarah. Por isso, a ausência de sofrimento não significa falta de sentimento pela perda. “Perdi meu irmão em um assalto, com um tiro na cabeça. Não chorei, fiquei meio em choque. Sou de Manaus, mas estou em São Paulo há 15 anos e sempre imaginei que teria de fazer uma viagem para enterrar alguém, porém, jamais imaginei que pudesse ser meu irmão”, fala Adriana Chaves, 40 anos, editora de livros.

Ao retornar, ela mergulhou no trabalho. Como não convivia com o irmão há algum tempo, a ficha demorou a cair. Em São Paulo, a vida continuava na mesma rotina. “Certo dia, ouvi uma música que me lembrava muito ele, e me atentei que já fazia um ano que meu irmão havia partido. Fui para o banheiro e chorei sem parar. No dia seguinte, fiquei bem e acredito que foi o fim do meu luto”.

Maurício Serafim explica que o luto só termina, de fato, quando se aceita a perda. “No momento em que você volta a se amar, a cuidar de si, volta a viver”, garante. O cuidado com as outras pessoas que ficaram também é um sinal de superação. Mãe de gêmeas, a jornalista Marley Galvão, 47 anos, perdeu uma das filhas em 2011. “A Letícia apresentou uma grave infecção e não resistiu. A Isabela perdeu 80% do encéfalo e, hoje, faço de tudo para mantê-la bem. Creio que nunca me dei o direito ao luto pelo fato de a minha outra filha ter ficado com muitas sequelas. Tenho que seguir em frente, pois não consigo pensar em perdê-la também”, afirma.

Para ler na íntegra, acesse: https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/02/luto-e-processo-doloroso-mas-tambem-transformador.htm

 

Conheça os livros publicados pela Summus que têm a psicóloga Maria Helena Pereira Franco, uma das fontes da matéria, entre os autores:

 

FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
Autores: Maria Cristina Lopes de Almeida AmazonasAirle Miranda de SouzaDanielle do Socorro Castro MouraDurval Luiz de FariaElizabeth QueirozGabriela GolinGeórgia Sibele Nogueira da SilvaJanari da Silva PedrosoJosé Ricardo de Carvalho Mesquita AyresMaíra R. de Oliveira NegromonteVera Regina R. RamiresMaria Helena Pereira FrancoMaria Julia KovácsMaria Lucia C. de Mello e SilvaMaria Thereza de Alencar LimaRoberta Albuquerque FerreiraRosane Mantilla de SouzaSilvia Pereira da Cruz BenettiSoraia SchwanTereza Cristina C. Ferreira de Araújo

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

A INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM EMERGÊNCIAS
Fundamentos para a prática
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
Autores: Cristina Foloni Delduque da CostaKarina Kunieda PolidoJulia Schmidt MasoJosé Paulo da FonsecaIsabela Garcia Rosa HispagnolIara Boccato AlvesGabriela CasellatoEster Passos AffiniEleonora JaburLilian Godau dos Anjos Pereira BiasotoCristiane Corsini PrizanteliClaudia Gregio CukiermanCibele Martins de Oliveira MarrasAriana OliveiraAna Lucia ToledoAdriana Silveira CogoAdriana Vilela Leite CésarViviane Cristina TorlaiLuciana MazorraLuiz Antonio ManzochiMarcelo M. S. GianiniMaria Angélica Ferreira DiasMaria Helena Pereira FrancoMaria Inês Fernandez RodriguezMariangela de AlmeidaPriscila Diodato TorolhoRachel Roso RighiniReginandréa Gomes VicenteRégis Siqueira RamosSamara KlugSandra Regina Borges dos SantosSandra Rodrigues de OliveiraSuzana Padovan

Este livro reúne experiências e reflexões sobre um campo de atuação novo no Brasil: o atendimento psicológico a pessoas em situações de emergência e desastre. Diversos especialistas abordam a importância de cuidar dessas pessoas e os procedimentos e técnicas mais indicados em cada caso. A saúde mental do psicólogo e os efeitos do transtorno de estresse pós-traumático também são analisados.

O RESGATE DA EMPATIA
Suporte psicológico ao luto não reconhecido
Organizadora: Gabriela Casellato
Autores: Valéria TinocoSandra Rodrigues de OliveiraRosane Mantilla de SouzaRegina Szylit BoussoPlínio de Almeida Maciel JrMaria Helena Pereira FrancoGabriela CasellatoDéria de OliveiraDaniela Reis e SilvaCristiane Ferraz PradeAna Cristina Costa Figueiredo

O tema do luto não sancionado é pouco abordado na literatura clínica. Neste volume, profissionais da área de saúde preenchem essa lacuna tratando de temas como aborto espontâneo, infidelidade conjugal, aposentadoria, morte de animais de estimação, perda de familiares por suicídio e o luto de cuidadores profissionais. Estratégias para lidar com a perda e os transtornos psiquiátricos decorrentes dela também fazem parte da obra.


VIDA, MORTE E LUTO
Atualidades brasileiras
Organizadora: Karina Okajima Fukumitsu
Autores: Leo PessiniAna Catarina Tavares LoureiroAvimar Ferreira JuniorDaniel Neves ForteDaniela AchetteElaine Gomes dos Reis AlvesElaine Marques HojaijElvira Maria Ventura FilipeEmi ShimmaFernanda Cristina MarquettiGabriela CasellatoGilberto SafraGláucia Rezende TavaresKarina Okajima FukumitsuTeresa Vera GouveaMarcello Ferretti FanelliMarcos Emanoel PereiraMaria Carlota de Rezende CoelhoMaria Helena Pereira FrancoMaria Julia KovácsMaria Luiza Faria Nassar de OliveiraMayra Luciana GaglianiMonja Coen Roshi Monja Heishin Nely Aparecida Guernelli NucciPatrícia Carvalho MoreiraPedro Morales Tolentino LeiteProtásio Lemos da Luz

Esta obra visa apresentar os principais cuidados e o manejo em situações-limite de adoecimento, suicídio e processo de luto, bem como reitera a visão de que, toda vez que falamos sobre a morte, precisamos também falar sobre a vida. Escrito por profissionais da saúde, este livro multidisciplinar atualiza os estudos sobre a morte, o morrer, a dor e o luto no Brasil. Destinado a psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais etc., aborda temas como: espiritualidade, finitude humana, medicina e cuidados paliativos; cuidados e intervenções para pacientes cardíacos, oncológicos e portadores de doença renal crônica; intervenção na crise suicida; pesquisas e práticas sobre luto no Brasil e no exterior; luto não autorizado; as redes de apoio aos enlutados; a tanatologia na pós-graduação.

DOC COMPARATO: UMA AULA SOBRE PERSONAGENS – PARTE 5

Uma aula sobre personagens, dividida em 6 partes, com o mestre Doc Comparato.
Parte 5 – A Composição.

Assista e não perca a última parte: na quinta-feira, 06/12, postaremos a Parte 6 – Antagonista e Protagonista.

Conheça o novo Da criação ao roteiro – Teoria e Prática, à venda nas melhores livrarias físicas e virtuais do Brasil: https://www.gruposummus.com.br/summus/livro/9788532311139

Para assistir às partes 1 – O Roteiro e suas Etapas, 2 – Como criar um personagem3 – A Alma 4 – O Batismo, acesse:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLWBZMIEw-unatnlK2tRTUqdrsqPzd8vCg

DOC COMPARATO: UMA AULA SOBRE PERSONAGENS – PARTE 4

Uma aula sobre personagens, dividida em 6 partes, com o mestre Doc Comparato.
Parte 4 – O Batismo.

Assista e fique atento: na segunda-feira, 03/12, postaremos a Parte 5 – A Composição.

Conheça o novo Da criação ao roteiro – Teoria e Prática, à venda nas melhores livrarias físicas e virtuais do Brasil: https://www.gruposummus.com.br/summus/livro/9788532311139

Para assistir à Parte 1 – O Roteiro e suas Etapas, Parte 2 – Como criar um personagem e Parte 3 – A Alma, acesse:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLWBZMIEw-unatnlK2tRTUqdrsqPzd8vCg

‘EXISTE UM ‘PRAZO DE VALIDADE’ PARA O LUTO? ATÉ QUANDO ELE É NORMAL?’

Matéria de Gabriela Ingrid, publicada no Do UOL VivaBem, em 27/11/2018.

“Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?”

O luto é um processo que ocorre em todos os seres humanos quando há uma perda. Sofremos microlutos todos os dias, com expectativas, desejos que não se realizam, ideias que não dão certo. Mas existem os lutos maiores, como uma morte, a perda de emprego, de oportunidades. Em casos menores, nós vamos lidando com isso, superando e a vida continua. Quando se trata de perdas mais graves, como a morte de um filho, uma migração forçada ou até uma amputação, a sensação é mais intensa e demorada.

Um período de três meses a um ano é a media de duração do luto, mas pode chegar a até dois anos. Se a tristeza não diminui e o indivíduo não consegue retomar a vida, fica o tempo todo se sentindo culpado e infeliz, o problema se torna um luto patológico. Nesse caso, a depressão pode entrar em jogo e a busca por ajuda profissional, como tratamento psiquiátrico ou psicoterapêutico, pode ajudar.

É importante ressaltar que uma pessoa que sofre uma perda tão grande, como a de um filho, nunca vai esquecer essa situação. Ela vai se lembrar, principalmente em datas especiais, como aniversários. Mas isso tem que ser natural, sem tanta dor. Ela tem que trabalhar o luto até conseguir aceitar a realidade. E não pense que seguir em frente é algo controlável. É um processo inconsciente e pessoal que implica na necessidade de se adaptar ao mundo sem essa pessoa. Costuma-se dizer que a perda é para sempre e, neste sentido, sempre seremos afetados por ela. Mas o luto não é para sempre, ou seja, sempre é possível se organizar após uma perda.

Fontes: Valéria Ulbricht Tinoco, mestre e doutora pelo Programa de Psicologia Clínica da PUC-SP, cofundadora, professora e supervisora do instituto de psicologia Quatro Estações, especializado no atendimento a pessoas enlutadas; Roosevelt Cassorla, médico psiquiatra e psicanalista, analista didata da SBPSP (Sociedade Brasileira Psicanálise de São Paulo) e professor titular da Unicamp.

Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/11/27/existe-um-prazo-de-validade-para-o-luto-ate-quando-ele-e-normal.htm

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Valéria Ulbricht Tinoco é uma das coautoras no livro Resgate da empatia, da Summus. Conheça-o:

O RESGATE DA EMPATIA
Suporte psicológico ao luto não reconhecido
Organizadora: Gabriela Casellato
Autores: Valéria TinocoSandra Rodrigues de OliveiraRosane Mantilla de SouzaRegina Szylit BoussoPlínio de Almeida Maciel JrMaria Helena Pereira FrancoGabriela CasellatoDéria de OliveiraDaniela Reis e SilvaCristiane Ferraz PradeAna Cristina Costa Figueiredo
SUMMUS EDITORIAL

O tema do luto não sancionado é pouco abordado na literatura clínica. Neste volume, profissionais da área de saúde preenchem essa lacuna tratando de temas como aborto espontâneo, infidelidade conjugal, aposentadoria, morte de animais de estimação, perda de familiares por suicídio e o luto de cuidadores profissionais. Estratégias para lidar com a perda e os transtornos psiquiátricos decorrentes dela também fazem parte da obra.

 

DOC COMPARATO: UMA AULA SOBRE PERSONAGENS – PARTE 3

Uma aula sobre personagens, dividida em 6 partes, com o mestre Doc Comparato.
Parte 3 – A Alma.

Assista e fique atento: na quinta-feira, 29/11, postaremos a Parte 4 – O Batismo!

Conheça o novo Da criação ao roteiro – Teoria e Prática, à venda nas melhores livrarias físicas e virtuais do Brasil:
https://www.gruposummus.com.br/summus/livro/9788532311139

Para assistir à Parte 1 – O Roteiro e suas Etapas e Parte 2 – Como criar um personagem, acesse:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLWBZMIEw-unatnlK2tRTUqdrsqPzd8vCg