‘FRANÇA PROÍBE PALMADAS E DISCUTE EQUILÍBRIO ENTRE RIGOR E TOLERÂNCIA’

Uns dizem que castigo físico não traz benefício; outros, que a autoridade dos pais está sendo minada

Matéria de Lucas Neves, publicada originalmente na Folha de S. Paulo,
em 15/07/2019

A aprovação da chamada “lei antipalmada” pelo Senado da França, no começo deste mês, reavivou o debate no país sobre o ponto de equilíbrio entre repressão violenta e tolerância excessiva na criação de filhos.

O texto, que entrou em vigor na última quinta (11), interdita as chamadas “violências educativas ordinárias”, estabelecendo que a autoridade dos pais deve ser exercida sem agressões físicas ou psicológicas. Esta última provisão passará a ser lida durante cerimônias de casamento civil celebradas nas prefeituras do país.

Trata-se de uma medida eminentemente simbólica. A lei não fixa punições para pais ou professores que continuem dando palmadas e tapas em crianças ou gritando com elas —é comum, nas ruas francesas, ver adultos repreendendo com veemência (dedo em riste e voz tonitruante) traquinagens ou manhas mirins. Já existiam, é claro, sanções para episódios de agressão grave e/ou continuada.

A França se tornou o 56º país a proscrever castigos físicos em crianças. O primeiro, em 1979, foi a Suécia, seguida pouco depois por vizinhos escandinavos. No Brasil, a legislação antipalmada data de 2014.

A sociedade francesa é conhecida pelo rigor em métodos e práticas educativas, um modelo esmiuçado em best-sellers como “Crianças Francesas Não Fazem Manha”, de Pamela Druckerman. Mas há quem defenda que é hora de rever esse paradigma.

“Saímos de uma concepção de educação que embutia uma violência inata, segundo a qual cabia aos pais ‘adestrar’ as crianças para a vida adulta”, diz a socióloga Christine Castelain-Meunier, da EHESS (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais).

“Na Idade Média, a punição era bem-vista porque o corpo não contava. A ideia era usar os castigos físicos para domesticar a alma”, afirma a pesquisadora, que lança em setembro “L’instinct paternel” (o instinto paterno). “Ainda bem que saímos disso.”

A filósofa Anne-Sophie Chazaud não mostra o mesmo entusiasmo pela lei, ainda que pense ser inaceitável “o uso cotidiano da violência como instrumento de educação e disciplina”. Segundo ela, porém, “um tapinha ou palmada eventual não é grave, talvez seja até indispensável para avançar na vida”.

Na visão da analista, que prepara um livro sobre a liberdade de expressão, a lei marca uma intrusão na esfera privada e incrimina a priori os pais. “Ela interdita todos os subterfúgios a que sabemos que os pais recorrem para construir sua autoridade”, observa Chazaud. “E quem vai dizer o que configura violência? Há hoje pais que consideram que obrigar uma criança a dar bom dia ou a pedir desculpa é uma agressão.”

Na visão dela, “há muito angelismo e imaturidade” no debate sobre a criação infantil.

“Uma corrente da psicologia acha que tudo é negociável [na relação entre pais e filhos], que sociedade e família são a mesma coisa”, afirma. “Mas a família não é uma democracia. Não há simetria entre pais e filhos, uns são responsáveis pelos outros, sustentam-nos.”

Aí se toca no nervo, aponta a filósofa: a ideia de assimetria é inadmissível na pós-modernidade. “Educação não é só diversão, não é ser amigo da criança. Que bom que somos carinhosos, mas fazer o bem não significa não punir quando preciso.”

Chazaud se exaspera com a atenção dada ao assunto e “à moralização da vida privada”, em detrimento do combate aos “reais maus-tratos contra crianças abandonadas e mulheres, por exemplo”.

Ela culpa o que chama de “esquerdismo cultural” pela proeminência do debate em torno da palmada. “A criança, dentro dessa perspectiva, representa uma das minorias cujos direitos se deve proteger. Mas ela não é isso. A infância é transitória. A criança existe para ser progressivamente integrada à comunidade adulta por meio da educação.”

O resultado disso, na leitura da filósofa, é a imposição de uma tirania doméstica capitaneada pelos pequenos, que impõem a todos seu comportamento e seus caprichos.

A pertinência da imagem é contestada por Castelain-Meunier. “Dizemos que a criança virou rainha porque, na sociedade de consumo, pode escolher o que quer: o chocolate, a batata frita. Mas isso é ser um consumidor, não um monarca”, pondera.

A socióloga afirma que as expectativas e cobranças direcionadas à cria são significativas. “Pedimos muito a elas: ter boas notas, tocar bem instrumentos, mostrar aptidão para esportes.”

“Deveríamos lhes dar mais chances de desenvolver suas competências, adaptando o currículo escolar às características da pós-modernidade e incluindo, por exemplos, cursos de vídeo e histórias em quadrinhos [obsessão francesa] no currículo das crianças e aulas sobre como criar empresas no dos adolescentes.”

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S. Paulo ou UOL), acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/07/franca-proibe-palmadas-e-discute-equilibrio-entre-rigor-e-tolerancia.shtml

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

COMO EDUCAR SEM USAR A VIOLÊNCIA
Autora: Dora Lorch
SUMMUS EDITORIAL


Toda criança precisa compreender o mundo em que vive, e pais e educadores devem fornecer exemplos diários de boa conduta e agir de maneira coerente com o que dizem. Mas muitos optam pela violência e pela humilhação para “ensinar”. Agindo assim, criam seres humanos sem capacidade crítica e também violentos. Usando a psicologia para falar de birras, medos, mentiras, vergonha, inconsciente e brincadeiras, a autora constrói um singelo manual de boas maneiras – para os pais. Prefácio de Ruth Rocha.

‘METADE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES SE SENTE INSEGURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS’

Matéria de Júlia Barbon, publicada originalmente
na Folha de S.Paulo, em 26/06/2019.

Bullying e violência foram apontados como motivo por alunos em pesquisa feita por ONG

NOVA IGUAÇU (RJ)

Aos 13 anos de idade, Marina decidiu parar de estudar. A gota d’água foi o dia em que teve que se esconder em um posto de saúde ao ser perseguida a caminho da escola. Mas ela já vinha acumulando o peso de outras violências que via e vivia no colégio.

“Chupeta de baleia”, “perereca zoiuda” e “esquisitona” eram alguns dos apelidos que escutava frequentemente por ser “gordinha” e ter olhos grandes. Um professor chegou a dizer que ela tinha um grau de autismo por não entender a matéria, outra jogava o apagador nos alunos.

Uma vez por mês, discussões entre colegas terminavam em confusão ou até briga física. “Esse tipo de coisa acumulou, e perdi a vontade de estudar”, diz ela, hoje aos 17 anos e cursando o 2º ano do ensino médio, porque perdeu um ano na escola.

O sentimento de adolescentes como Marina —seu nome foi trocado para preservar sua identidade— foi alvo de uma pesquisa lançada recentemente que mostrou que 52% dos estudantes da rede pública não se sentem seguros no colégio, principalmente meninas e negros.

A ONG Visão Mundial, que tem projetos na área da infância e adolescência, entrevistou 3.814 alunos de 9 a 17 anos em agosto e setembro de 2018, em 67 escolas públicas de sete municípios onde atua no país, sobretudo no Nordeste.

Isso inclui as capitais Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Recife (PE), além das cidades de Nova Iguaçu (na zona metropolitana do Rio de Janeiro), Canapi e Inhapi (em AL, com 18 mil habitantes) e Governador Dix-Sept Rosado (no sertão do RN, com 12 mil moradores).

 “A informação sobre violência contra a criança ainda é muito precária no Brasil. Os dados vêm basicamente do Disque 100 [do governo federal] e da saúde, e eles são muito importantes para criar políticas públicas”, ressalta Karina Lira, especialista em proteção à infância da ONG.

O pior resultado apareceu na cidade de Marina, Nova Iguaçu, que fica na Baixada Fluminense, uma das regiões mais violentas do estado. Ali, 68% dos estudantes se sentem inseguros no ambiente escolar, índice bem acima da média.

 “A escola, que deveria ser esse espaço de formação cidadã e diálogo, acaba sendo o espaço onde eles presenciam conflitos. Isso não significa que ela seja a causa do problema, mas é preciso entender que ela está inserida num contexto de violência urbana, doméstica e exclusão social”, diz Lira, lembrando que mais da metade das vítimas de homicídio no país têm entre 15 e 29 anos.

Na região onde Marina mora, por exemplo, atuam tanto o tráfico como a milícia. Nos períodos em que os dois grupos estão em guerra, os alunos passam dias sem poder ir ao colégio. “Eu sinto cheiro de maconha dentro da minha própria casa, os caras ficam fumando bem em frente”, conta a jovem.

Um terço dos estudantes que responderam à pesquisa já teve aulas canceladas por tiroteios ou outros riscos externos. A mesma proporção também já foi alvo ou vivenciou efeitos da violência urbana, assim como já sofreu ameaças de abuso físico no colégio.

Já as brigas entre alunos são frequentes para 84% dos entrevistados. É o que Bernardo, 14, chama de “gritaria”: “Bate-boca durante a aula acontece quase diariamente”, diz ele, que também teve o nome preservado. O medo de se envolver e apanhar era frequente quando mais novo, na escola particular onde estudava.

“Me zoavam por causa do meu jeito, da minha voz, por sempre andar com meninas, e às vezes por eu tirar notas boas. Era ‘bichinha, menininha, baitola’. Eu fingia que estava ignorando, mas o psicológico ficava muito abalado.”

Ele chegou a passar seis meses inventando desculpas para faltar ao colégio. Se trancava no banheiro dizendo que estava com dor de barriga, esperando a van passar, até que um dia não aguentou mais e desabafou para os pais. “Eu era muito novo pra esse tipo de peso.”

Os impactos imediatos e futuros da violência na fase escolar podem ser múltiplos: dificuldade na aprendizagem e disciplina, problemas para estabelecer vínculos, lesões físicas, gravidez na adolescência, envolvimento com drogas, depressão, tentativa de suicídio e desistência de estudar.

A evasão escolar é o fator mais decisivo para levar jovens a cometerem crimes extremamente violentos —mais do que famílias desestruturadas—, concluiu um estudo de 2016 do sociólogo gaúcho Marcos Rolim. Todos os entrevistados que cumpriam pena tinham largado a escola aos 11 ou 12 anos.

Também causam consequências as violências vividas dentro de casa, onde 22% das crianças e adolescentes dizem não se sentir seguros. Seis em cada dez afirmam que apanham quando fazem algo de errado, mais de um terço costuma presenciar xingamentos e um quinto, agressões.

“Um dos grandes desafios é que a violência em casa é vista como problema privado. Quando uma mãe diz que bate porque ama, a criança internaliza isso, e é provável que faça o mesmo no futuro. É preciso romper esse ciclo e dizer que existem outras formas de educar, com respeito”, diz Karina Lira, da ONG Visão Mundial.

Para isso, ela defende a criação do que chama de “redes de proteção”, que envolvam escola, professor, família, comunidade e até outras esferas da sociedade, como postos de saúde, centros de assistência, delegacias, igrejas e associações de moradores.

Um exemplo foram as “comissões de proteção” implantadas em 36 escolas municipais de Fortaleza desde 2013, em um projeto da ONG em parceria com a prefeitura local. São grupos responsáveis por identificar situações de violência naquele espaço e pensar na prevenção e acolhimento das crianças.

 “Testamos, sistematizamos e agora queremos tornar isso uma política pública, e não isolada”, afirma Lira. A organização também está voltando aos colégios que participaram da pesquisa recente para montar planos de assistência locais.

Foi uma cadeia desse tipo que fez com que o bullying a Bernardo finalmente cessasse. Sua mãe, quando ouviu as queixas e o choro do filho, foi conversar com a escola, que conversou com os alunos sem expor o menino. “Ainda bem que parou”, sussurra para si mesmo.

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S.Paulo e UOL), acesse: 
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/06/metade-das-criancas-e-adolescentes-se-sente-insegura-nas-escolas-publicas.shtml

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A SOCIEDADE DA INSEGURANÇA E A VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Autora: Flávia Schilling
SUMMUS EDITORIAL
Coleção Novas Arquiteturas Pedagógicas


Entre os discursos da violência como uma epidemia e o silêncio por ela provocado, há discursos inauditos e imprevistos que apontam para uma compreensão ampliada das questões que nos preocupam. Este livro discute a violência que está na escola, apresentando as várias dimensões que cercam o problema e apontando algumas ações possíveis que estão ao alcance de todos nós.

SUMMUS APOIA A REALIZAÇÃO DO XVII CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PNL

Entre os dias 19 e 22 de setembro, o Congresso Latino-Americano de PNL volta em 2019 para Curitiba, sendo ralizado pela terceira vez na capital paranaense.

Criado em 2003 pelo Diretor do INAp, Dr. Jairo Mancilha, o Congresso já passou por outras 10 cidades: Vitória, Rio de Janeiro, Campinas, Salvador, Florianópolis, Fortaleza, Belo Horizonte, Belém, São Paulo e Porto Alegre.

Sempre com temas atuais e com foco no desenvolvimento humano, o propósito do Congresso é divulgar a Programação Neurolinguística (PNL) como veículo de crescimento e desenvolvimento pessoal ou profissional.

Este ano, o tema do evento é PNL e Consciência e contará com a participação de grandes nomes da PNL no Brasil.

19 e 20 de Setembro – Curso Pré-Congresso
O Poder transformador da Consciência na PNL, no Coaching e na Constelação Sistêmica
Local: Lizon Curitiba Hotel | Curitiba – Brasil
Horário: das 9h às 18h

No conteúdo estão:
•             O Mapa da Consciência e como avaliar níveis de consciência
•             Funções e Fisiologia Cerebral e Corporal nos diferentes níveis de consciência
•             Aprender identificar níveis de consciência de sofrimento e elevá-los até o nível de empoderamento, aceitação até chegar ao nível do amor
•             Como identificar, reconhecer e mudar crenças limitantes
•             Como utilizar a Mandala do Ser para transformar sentimentos difíceis e histórias limitantes
•             Como aplicar as Leis da Abordagem Sistêmica na elevação dos níveis de consciência

21 e 22 de Novembro – Congresso
PNL e Consciência – Palestras
Local: Lizon Curitiba Hotel | Curitiba – Brasil
Horário: 9h às 18h30

Os maiores nomes da PNL no Brasil para falarão de temas atuais com foco na Consciência. Serão 2 dias de conteúdos e insights como:
•             A Evolução da Consciência nas Três Gerações da PNL
•             A Consciência na Visão Sistêmica
•             ThetaHealing®- Consciência em Expansão
•             PNL na Arte de Educar com Consciência
•             Como Criar Um Novo Eu
•             Coaching Sistêmico – A Consciência e os Princípios Sistêmicos no Crescimento Pessoal e Profissional

As obras de PNL da Summus Editorial estarão à venda no local.

Confira todas as informações sobre o evento em https://inalink.inaprj.com.br/cl/PFp0b/A/461e/0/BLpH/N6l6DdJMVfg/3/

‘CONVENÇÃO DE IOGA REÚNE CENTENAS DE PESSOAS EM SÃO PAULO’

É a primeira vez que uma representante da família Iyengar vem ao Brasil

Matéria de Iara Biderman, publicada originalmente no jornal
A Folha de S. Paulo, em 19/05/2019

Mais de 300 tapetinhos de ioga forram o salão do Tênis Clube Paulista. Localizado no bairro da Aclimação, entre o Paraíso e a Liberdade, o clube sedia as atividades da 3ª Convenção Brasileira de Iyengar Yoga.

Ao lado dos tapetes, blocos, mantas, cintos e cordas ajudam pessoas de diferentes idades e condicionamento físico a sustentarem os “ásanas” (posturas). São os “props”, objetos de apoio típicos da Iyengar.

Mesmo alunos menos experientes mantêm o equilíbrio, até em posturas complicadas, como as que ficam com as pernas para o ar e a cabeça para baixo, sustentando todo o peso do corpo.

Seguindo as instruções da professora, que indica as sequências de exercícios e corrige os alinhamentos corporais, nem parece ser algo tão difícil. Em alguns momentos, a sincronia dos corpos lembra uma coreografia bem ensaiada, embora seja a primeira vez que o grupo todo pratica junto. E com aquela professora.

Abhijata Iyengar, a mestra, é a alma da terceira convenção de Iyengar realizada no Brasil. A associação brasileira foi criada há 13 anos, mas é a primeira vez que um membro da família Iyengar vem ao país.

Neta de B.K.S. Iyengar (1918-2014), fundador dessa linha dentro da hata-ioga, ela é a sucessora responsável por manter o legado do avô, que sistematizou o aprendizado da prática milenar e, mesmo respeitando a tradição, transgrediu ao ministrar aulas mistas e democratizar o conhecimento das técnicas.

Tudo isso é encarado de forma simples e natural pela indiana de 36 anos, formada em bioinformática e mãe de dois filhos, de seis e dois anos. Este modo de ser é transmitido na aula.

“Quando você vê que tudo é simples, os nós na cabeça se desfazem naturalmente. Foi isso que B.S.K. me ensinou, é onde se apoia a prática do Iyengar”, diz ela.

O método não se baseia em explicações e divagações teóricas, o ensino parte do corporal, físico. “Não é para criar fantasias, dizer feche os olhos e medite. A pessoa pode estar de olhos fechados sonhando com o que vai comer no jantar. Isso não é meditação.”

O aprendizado começa com posturas em que a mente está ativamente envolvida com o corpo, concentrada na posição do quadril, no alinhamento dos pés ou de cabeça e ombros, por exemplo. A partir dos aspectos mais simples, a evolução no caminho da ioga ocorre de maneira tangível e compreensível, segundo Abhijata.

Descomplicar ou mesmo desmistificar a prática é um dos méritos de B.S.K. Iyengar, que mostrou ser possível conciliar o caminho (também espiritual) com as demandas da vida mundana.

Lição aprendida por Abhijata, que, como boa parte das mulheres fazem hoje, equilibra uma agenda de aulas, palestras, convenções, reuniões, trabalho e cuidados com a casa ou com os filhos.

“Como eu faço isso? Acho que é a vida. Tento estar inteira em cada coisa. Veja, tento, mas agora, por exemplo, estou pensando no que meus filhos estão fazendo”, diz.

Abhijata conversou com a repórter após passar mais de oito horas entre aulas e reuniões no primeiro dia da convenção em São Paulo. Ela está há quase dois meses em tour pela América Latina.

A ioga ajuda, é claro. “É o que me dá energia, foco. Sem a prática eu viveria totalmente dividida entre as inúmeras coisas que preciso e quero fazer”, diz.

Concentração, relaxamento ou alívio de dores são alguns dos benefícios da ioga, mas o que ela realmente oferece, segundo Abhijata, é integração e união entre a mente e o coração.

A oferta não é inalcançável nem exige de ninguém se afastar dos comuns-mortais e renunciar ao mundo. Ao contrário, é estar nele, só que de outra forma.

“O mundo está um caos porque estamos desconectados do que fazemos, das outras pessoas, da sociedade, da natureza. A prática da ioga conecta a pessoa consigo mesma; a partir daí, a harmonia com tudo o que está em volta se torna possível”, afirma Abhijata.

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S.Paulo e UOL), acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/05/convencao-de-ioga-reune-centenas-de-pessoas-em-sao-paulo.shtml

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Se você tem interesse no tema, conheça:

LUZ NA VIDA
A jornada da ioga para a totalidade, a paz interior e a liberdade suprema
Autor: B. K. S. Iyengar
SUMMUS EDITORIAL

Considerado o maior mestre de hata-ioga do planeta, o autor criou um método que permite a todos – inclusive idosos, portadores de deficiências ou de doenças crônicas – praticar ioga e recuperar ou aprimorar a saúde. Seus ensinamentos não têm nada de dogmáticos: usando de sabedoria, simplicidade e experiência, ele mostra como atingir a paz interior por meio da ação, da reflexão e do autoconhecimento. Obra imprescindível para os que buscam qualidade de vida.

‘IDOSO TAMBÉM TRANSA: ATIVIDADE SEXUAL AUMENTA BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE’

Publicado originalmente no UOL Viva Bem, em 21/04/2019.

Chegar na terceira idade está longe de que o sexo acabou. Um novo estudo, publicado na revista científica Sexual Medicine, mostrou que a atividade sexual melhora o bem-estar entre os mais velhos e os ajuda a aproveitar melhor a vida.

Após entrevistar 6.879 ingleses com cerca de 65 anos, os pesquisadores computaram que homens e mulheres na terceira idade que tiveram qualquer tipo de relação sexual nos últimos 12 meses tinham um maior nível de satisfação com a vida do que aqueles que não eram sexualmente ativos.

E quando falamos de relação sexual, ao menos para as mulheres, não é só sobre penetração. As senhoras associaram uma melhora na qualidade de vida com a frequência de trocas de beijos, carinhos, carícias e até com a sensação de estarem emocionalmente próximas do parceiro durante o ato sexual. O sexo em si não teve uma relação direta a melhora do aproveitamento da vida entre elas.

Porém, ao se tratar dos homens com mais idade a satisfação com a vida sexual e a frequência de transas foi associada a um maior desfrute da vida. Aqueles que fizeram sexo ao menos duas vezes por mês registraram notas mais altas de bem-estar.

Para ambos, as preocupações sobre a vida sexual e problemas com a função sexual (como impotência ou dores) foram fortemente relacionados a níveis mais baixos de prazer na vida como um todo.

Mantenha a vida sexual ativa

Os cientistas concluíram que transar pode ser mais importante para os homens do que para as mulheres na terceira idade -ao menos quando o objetivo é potencializar o bem-estar. O prazer feminino nessa fase da vida se mostrou mais relacionado com as outras atividades sexuais.

De qualquer forma, a ideia da pesquisa é usar as revelações para promover mais conversas entre médicos e idosos sobre sexo onde o profissional incentive mudanças na rotina para o paciente manter a vida sexual ativa na terceira idade. “Sabemos que o bem-estar psicológico está intrinsecamente ligado à saúde física, encorajar e apoiar as pessoas a continuarem a ter uma vida saudável na velhice pode aumentar a qualidade de vida”, concluí a análise.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/21/idoso-tambem-transa-atividade-sexual-aumenta-bem-estar-na-terceira-idade.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. Butler, Myrna I. Lewis

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

“VOCÊ NA TELA” NA II FEIRA DO LIVRO DA UNESP

Alex Moletta, autor da Summus, participou da programação cultural da II Feira do Livro da Unesp com a palestra “Você na tela – Criação audiovisual para a internet”, tema de seu novo livro. Veja abaixo o vídeo reportagem sobre o evento, publicado no canal do autor no YouTube.

 

Para conhecer o MaisVideomundo, canal de Alex Moletta, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCAag4aa-G8cA22kM0ULk2jw


Para saber mais sobre o livro recém lançado:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/9788532311191

 

ATENÇÃO! Os interessados no tema terão uma nova oportunidade para assistir à palestra “Você na tela”. Alex Moletta estará na Unibes Cultural, em São Paulo, no dia 25 de junho, à noite. Acompanhe as informações por nossas redes sociais.

‘SEJA AMIGO DA SUA VOZ’

No dia 16 de abril é celebrado o “Dia Mundial da Voz”. A data, iniciada no Brasil em 1999, passou a ter expressão internacional a partir de 2003 com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

Saiba mais sobre a campanha da SBFa deste ano no site https://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/

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Neste Dia Mundial da Voz, conheça os livros do Grupo Editorial Summus sobre o tema:

ESTÉTICA DA VOZ
Uma voz para o ator
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Escrito de forma simples e objetiva, este livro promove um encontro entre o teatro e a fonoaudiologia, analisando a criação teatral do ponto de vista da voz e da fala. Abordando desde o processo respiratório até o aquecimento vocal, a obra é útil para profissionais da voz que atuam nas mais variadas áreas.

 

O PODER DA VOZ E DA FALA NO TELEMARKETING
Treinamento vocal para teleoperadores
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Atualmente, é fundamental que os operadores de telemarketing sejam capacitados, especialmente no que diz respeito ao treinamento fonoaudiológico. Este livro mostra que, se bem orientados, os teleoperadores serão mais produtivos e não terão problemas de saúde associados ao uso excessivo/incorreto da voz, além de sofrerem menos com o estresse diário. Obra dedicada a fonoaudiólogos, profissionais de RH, ergonomistas e médicos do trabalho.

 

TRABALHANDO A VOZ
Vários enfoques em fonoaudiologia
Autora: Léslie Piccolotto Ferreira
SUMMUS EDITORIAL

Este livro nos traz diversas abordagens no trabalho com a voz. Ensina a tirarmos o maior proveito da expressão pela voz, sem cansaços ou afonias, além de mostrar trabalhos relativos ao uso da voz no teatro, para professores e todos os que precisam da voz como instrumento de trabalho. Possui também capítulos de prevenção e tratamento dos diversos distúrbios da voz.

VOZ – PARTITURA DA AÇÃO
Autora:
Lucia Helena Gayotto
PLEXUS EDITORIAL

O ator em cena revela uma relação profunda entre seus recursos vocais e a situação vivida pelo personagem. Assim, a voz pode e deve interferir, modificar a situação e realizar-se como ação vocal. Para estudar essa ação vocal a autora criou uma partitura vocal para registrar os recursos vocais aplicados ao personagem, e, a partir daí, desenvolveu ferramentas para a elaboração da voz, em diferentes situações cênicas. O livro, fundamental na área teatral, amplia tais possibilidades, também para outros profissionais que utilizam a voz em seu dia-a-dia: conferencistas, locutores etc.

EXISTE JEITO CERTO DE ALFABETIZAR?

A autora da Summus Editorial e professora da Faculdade de Educação da USP, Silvia Colello, foi entrevistada por Myrian Clark no programa #MyNewsEntrevista, Elas conversam sobre “o porquê de as nossas crianças não aprenderem e qual seria o melhor método de alfabetização e as vantagens e as especificidades de cada método.” Confira no vídeo abaixo.

Para conhecer os livros de Silvia Colello pela Summus, acesse https://www.gruposummus.com.br/summus/autor//Silvia+M.+Gasparian+Colello

SUMMUS LANÇA “SOLTAR AS MULETAS”, DE HERMANN SCHRECK MALGOR

Acesse o mapa do local: https://goo.gl/maps/TNWakJsGsZk

Sobre o autor:

Hermann Schreck Malgor nasceu em Paysandú, Uruguai, em 1970, e dedica-se há mais de 25 anos ao acompanhamento de pacientes adictos. Formado em psicologia pela Universidad de la República (Udelar), iniciou sua formação em Gestalt-terapia em 1993. Também se especializou em disciplinas como bioenergética, psicologia transpessoal e terapia de família. Foi consultor do Instituto Interamericano del Niño (OEA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Ministério da Saúde Pública do Uruguai e do município de Paysandú. Ali fundou e dirigiu o primeiro centro de formação em Gestalt-terapia do interior do país. Além de seu trabalho clínico em consultório, dá conferências, workshops, cursos e seminários para universidades, empresas e instituições em países como Espanha, Argentina, Brasil, Cuba, Panamá e Uruguai. Para saber mais sobre o livro, acesse

Para saber mais sobre o livro, acesse:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1515/Soltar+as+muletas

‘A LINGUAGEM CORPORAL DO MEDO’

Artigo publicado no portal A Mente é Maravilhosa,
em 25/03/2019.

A linguagem corporal do medo se manifesta, em primeiro lugar, nas microexpressões faciais. Sobrancelhas ligeiramente levantadas, a testa franzida e a boca entreaberta são sinais inequívocos de que o medo está dentro de uma pessoa.

Embora sentir medo seja normal e perfeitamente legítimo, há situações nas quais exteriorizá-lo não favorece nossos interesses. Uma situação de entrevista de emprego, por exemplo, ou de uma palestra em público. Infelizmente ou felizmente, existe uma linguagem corporal do medo que muitas vezes revela o que está acontecendo em nosso interior.

Embora não exista um dicionário para interpretar a linguagem corporal do medo, as pessoas são dotadas de um tipo de radar que nos permite ler seus sinais. Não se trata de uma interpretação racional do todo. Simplesmente intuímos que alguém está com medo e, de forma inconsciente, agimos em conformidade. Ou seja, desconfiamos de quem desconfia de si mesmo ou temos uma sensação de maior poder ao perceber a vulnerabilidade no outro.

É importante conhecer a linguagem corporal do medo. Se a conhecermos, talvez possamos ter um maior controle sobre ela. Em princípio, obtemos dois benefícios: um, captar o medo dos outros, mesmo que não o expressem abertamente. E dois, administrar a nossa própria atitude e postura para não permitir que o medo se projete se não desejarmos. Estas são as bases dessa linguagem.

Microexpressões no rosto

O rosto talvez seja o elemento mais expressivo da linguagem corporal do medo. É no rosto que o temor se reflete primeiro. Às vezes o gesto é muito evidente, em outras é dissimulado, mas aparece. Por outro lado, o fato de ser mais ou menos evidente depende em muitos casos da intensidade da emoção.

De qualquer maneira, há gestos que são bastante fáceis de identificar. O primeiro é levantar um pouco as sobrancelhas, ao mesmo tempo que a testa permanece tensa. Se o medo vier após uma surpresa, o movimento das sobrancelhas será mais evidente. Se for uma situação que gera temor, mas não há surpresa, vai prevalecer a tensão na testa.

Também é comum que as pálpebras inferiores se mantenham tensas. Ao mesmo tempo, a boca ficará um pouco entreaberta, e os cantos da boca ficarão repuxados para trás. Em geral, é como se o rosto todo sofresse uma contração para trás. Como se houvesse algo que estivesse puxando o rosto, ao mesmo tempo em que há uma resistência a esse movimento.

A postura e a linguagem corporal do medo

A postura também é um elemento muito importante na linguagem corporal do medo. Em geral, quando estamos assustados, nossos músculos ficam tensionados e adotamos posturas nas quais nossos órgãos vitais fiquem protegidos. A primeira coisa que acontece é que nos curvamos (ocupando menos espaço). Esta é uma expressão que denota o desejo de nos refugiarmos em nós mesmos em prol da autoproteção.

A insegurança, o nervosismo e a ansiedade são manifestações do medo. Esses três estados costumam ser revelados quando são realizados movimentos rápidos ou compulsivos. Uma pessoa que tem dificuldade para se manter quieta é uma pessoa que não está tranquila. Quando o medo é muito forte, é provável que os movimentos também sejam mais bruscos ou torpes.

Da mesma maneira, é comum que uma pessoa com medo cruze os braços. Este gesto é um sinal de defesa. A pessoa gera um tipo de barreira que a protege e a separa do mundo. Essa barreira também pode ser uma manifestação do desejo de se preservar, rejeitando o alheio.

Outros gestos delatores

Ainda há outros gestos e expressões que fazem parte da linguagem corporal do medo. Por exemplo, o olhar. O nervosismo faz com que o olhar fique evasivo, ao mesmo tempo em que aumenta a frequência do piscar de olhos. Mas se o que uma pessoa sente é medo, puro e simples, em geral mantém os olhos imóveis, o olhar fixo e quase não pisca. É um mecanismo ativado com o temor. Seu objetivo é não perder de vista aquilo que parece ser ameaçador.

Por outro lado, as mãos também fazem parte da comunicação e expressam emoções. Em relação ao medo, não são uma exceção. Quando uma pessoa sente medo, costuma retorcer e entrelaçar as mãos. Também é frequente o ato de cerrar os punhos ou ocultar as mãos. Não deixar as extremidades à mostra é um ato instintivo de defesa, pois são um alvo comum dos ataques no mundo animal.

 

Em geral, quando uma pessoa está assustada, tende a realizar movimentos curtos, rápidos e erráticos. E quando a pessoa está verdadeiramente apavorada, acontece o contrário: fica paralisada. No primeiro caso, a pessoa não fica quieta. No segundo, ela se mantém estática, com o corpo encolhido e inclinado para trás. Basicamente, é assim que funciona a linguagem corporal do medo.

Para ler na íntegra, acesse: https://amenteemaravilhosa.com.br/a-linguagem-corporal-do-medo/

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