‘OPÇÃO PELO TIPO DE ALFABETIZAÇÃO VAI ALÉM DA TEORIA’

Educadores e governo divergem sobre qual método deve ser utilizado no país

Reportagem de Ana Luiza Tieghi, publicada originalmente na
Folha de S. Paulo, em 07/09/2019.

Educadores brasileiros travam uma batalha há décadas para definir qual é o melhor método de alfabetização e se é preciso adotar um sistema único no país.

A discussão ganhou novo gás neste ano com o governo Bolsonaro. O ministro da educação, Abraham Weintraub, e seu secretário de alfabetização, Carlos Francisco de Paula Nadalim, creditaram os maus resultados brasileiros em indicadores às ideias de Paulo Freire (1921-1997), educador que desenvolveu um método de alfabetização para adultos baseado na vivência do aluno.

Segundo a mais recente Avaliação Nacional da Alfabetização, 54,7% dos estudantes no terceiro ano do ensino fundamental têm desempenho insuficiente em leitura —não conseguem identificar a finalidade de um texto e localizar uma informação explícita.

Em entrevista à Folha, em novembro de 2018, o escritor Olavo de Carvalho, conselheiro do atual governo e professor de Nadalim, afirmou que o “método sócio-construtivista só forma analfabetos”. Segundo ele, era necessário voltar ao sistema fônico, o “beabá, como era nos anos 1960, 1970”.

A metodologia mais comum nas escolas públicas do país é uma mistura de construtivismo com sistemas tradicionais, entre eles o uso de silabários, segundo Claudemir Belintane, professor da Faculdade de Educação da USP.

Em 15 de agosto, o MEC lançou sua nova Política Nacional de Alfabetização. Embora o ministério afirme que “não obriga a escolha prioritária de nenhum método”, educadores ouvidos pela reportagem apontam que há no documento uma preferência pelo modelo fônico.

A didática é aplicada por Nadalim em sua escola privada em Londrina (PR) e faz parte da mesma família do sistema adotado por cartilhas como a “Caminho Suave”, com as quais boa parte dos adultos de hoje foram alfabetizados.

Essas metodologias não são mais usadas em larga escala no Brasil por serem consideradas ultrapassadas pelos educadores. São didáticas que se baseiam na memorização das letras e sílabas. A criança aprende primeiro o que é a letra “b” e a letra “e”, depois que pode juntá-las na sílaba “be” e então formar a palavra “bebê”.

Para Belintane, esse sistema não é indicado porque trata os alunos de forma homogênea, sem respeitar o conhecimento que cada um já carrega.

Para Telma Weisz, coordenadora da pós-graduação em alfabetização do Instituto Vera Cruz, não é com uma nova forma de alfabetizar que o país vai melhorar seus indicadores. “Quem faz a escola é o professor. Os governos que querem que a escola vá bem investem nele.”

O método fônico é bem diferente da teoria construtivista, que se popularizou no país depois dos anos 1980.

Essa linha de pensamento consiste em assumir que a criança cria hipóteses sobre como se escreve antes de começar a alfabetização formal. As escolas usam essas suposições para ensinar. Por exemplo, é comum que a criança associe cada sílaba de uma palavra a uma letra. O professor atua a partir dessa ideia da criança.

A escola Anglo 21, no Alto da Boa Vista (zona sul de São Paulo), é uma das que apostam na teoria construtivista. “Não ensinamos letras e sílabas”, afirma Cíntia Simão, coordenadora de educação infantil do colégio.

Ela explica que há fases em que a criança pode escrever “caza” em vez de “casa”, e não há problema nisso, porque é algo provisório. Exercícios de ortografia são utilizados apenas quando ela já sabe ler e escrever com independência.

“Esperamos formar leitores e escritores melhores, que não conheçam só ortografia, mas que saibam redigir bons textos”, afirma Simão.

A mesma linha é adotada pela Escola Viva, na Vila Olímpia (zona sul da capital).

Daniela Munerato, coordenadora de educação infantil, acredita que esse tipo de trabalho forma alunos para lidar com diferentes tipos de texto, mas exige mais preparo do professor. “É mais fácil ter uma cartilha e mandar todo mundo abrir na mesma lição.”

No colégio Santa Maria, no Jardim Taquaral (zona sul), os professores usam uma mistura de métodos.

Para Sueli Gomes, orientadora pedagógica da escola, a teoria construtivista não funciona com todos.

“Nem toda criança vai aprender sozinha. Se você pede para ela escrever do jeito que ela pensa que é, muitas ficam desamparadas”, afirma.

A escola usa inclusive o sistema fônico, dependendo da necessidade da criança. “É um dos passos da alfabetização, mas o processo vai além disso.”

Com ensino bilíngue, a escola Brasil-Canadá, em Perdizes (zona oeste de São Paulo), aplica um método semelhante ao fônico para alfabetizar em inglês, mas prefere a linha sócio-interacionista para ensinar em português, explica Bruna Elias, diretora pedagógica da instituição.

Essa linha parte de textos para ensinar os sons e as formas das letras e sílabas, mas isso é feito em rodas de conversa e trabalhos em grupo.

Independentemente da metodologia adotada pela escola, os pais podem ajudar na alfabetização apresentando a leitura e a escrita para os filhos.

Na hora de escolher o colégio, Gomes diz que é bom os pais saberem que existem diferentes formas de alfabetizar, mas que “é mais importante descobrir se os professores estão interessados em ensinar o aluno da maneira que ele pode aprender”.

Como atualmente se usam metodologias diferentes daquelas que os pais vivenciaram quando crianças, pode causar estranhamento ver o filho escrevendo com letras trocadas. Ainda assim, não é indicado tentar ensinar a criança por conta própria.

“A primeira coisa que os pais devem fazer é legitimar a escola que eles escolheram”, diz Cíntia Simão, coordenadora de educação infantil do colégio Anglo 21. “Se nós damos espaços para as hipóteses da criança sobre a escrita, os pais têm que suportar isso.”

É melhor prestar atenção se a criança se mostra descontente por estar com o desenvolvimento atrasado em relação aos colegas, o que, segundo Gomes, poderia indicar uma falha na alfabetização.

Para ler na íntegra, acesse (assinantes Folha de S.Paulo e UOL): https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/09/opcao-pelo-tipo-de-alfabetizacao-vai-alem-da-teoria.shtml

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Tem interesse pelo assunto? Conheça alguns livros da Summus que falam sobre o tema:

ALFABETIZAçãO E LETRAMENTO: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Silvia M. Gasparian ColelloSérgio Antônio da Silva Leite

Neste livro, dois especialistas da Unicamp e da USP ampliam a compreensão do ensino da língua escrita. É possível alfabetizar sem retornar à cultura cartilhesca? Qual o papel da afetividade na alfabetização? Como sistematizar o trabalho pedagógico em sala de aula? Que paradigmas devem ser revistos no caso da aprendizagem escrita? Essas e outras perguntas são respondidas e debatidas nesta obra fundamental ao professor.

A ESCOLA QUE (NãO) ENSINA A ESCREVER
Autora: Silvia M. Gasparian Colello


A fim de repensar as concepções acerca da língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, este livro levanta diversos questionamentos sobre a alfabetização como é praticada hoje nas escolas. Depois de analisar diversas falhas didáticas e tendências pedagógicas viciadas, a autora oferece alternativas que subsidiem a construção de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

A ESCOLA E A PRODUÇÃO TEXTUAL
Práticas interativas e tecnológicas
Autora: Silvia M. Gasparian Colello

Como as crianças entendem o papel da escola? Como o vínculo que estabelecem com ela afeta a aprendizagem? Por que os alunos têm tanta dificuldade de se alfabetizar? Como compreender o ensino da escrita no mundo tecnológico? Em um momento de tantas inovações, de que forma lidar com os desafios do ensino e renovar as práticas pedagógicas?
Na busca de um projeto educativo compatível com as demandas de nosso tempo e o perfil de nossos alunos, Silvia Colello discute aqui como as condições de trabalho na escola podem interferir na produção textual, favorecendo a aprendizagem da língua. Para tanto, lança mão da escrita como resolução de problemas em práticas tecnológicas e interativas. Conhecer as muitas variáveis desse processo é, indiscutivelmente, um importante aval para a construção de uma escola renovada. Afinal, é possível transformar a leitura e a escrita em uma aventura intelectual?

SUICÍDIO: ‘O GRANDE VILÃO DE TODA HISTÓRIA É O SOFRIMENTO’

O Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, foi o tema de ontem no Estúdio CBN. A psicóloga e suicidologista Karina Okajima Fukumitsu, pós-doutora pelo Instituto de Psicologia da USP e autora de Sobreviventes enlutados por suicídio e Vida, morte e luto, ambos da Summus Editorial, participou da conversa.

Ouça em http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/273277/suicidio-o-grande-vilao-de-toda-historia-e-o-sofri.htm

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Conheça os livros da psicóloga Karina Fukumitsu, mencionados acima:

SOBREVIVENTES ENLUTADOS POR SUICÍDIO
Cuidados e intervenções

Segundo a Organização das Nações Unidas, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta. São quase 800 mil casos de morte autoinfligida por ano. Esses dados alarmantes têm chamado a atenção de profissionais de saúde, educadores e responsáveis pela elaboração de políticas públicas. Porém, além de prevenir esse tipo de ocorrência, é preciso cuidar daqueles que enfrentam o suicídio de um ente querido: os sobreviventes.

Maior especialista brasileira no tema, Karina Okajima Fukumitsu reúne neste livro anos de pesquisa e de trabalho de campo com mães, pais, irmãos e amigos de pessoas que se suicidaram, desvendando o processo de choque, dor, agonia e tristeza pelo qual passam. Denominando posvenção o cuidado específico com esse público, a autora aborda os impactos do suicídio, detalha as dificuldades emocionais enfrentadas pelos sobreviventes, aponta caminhos para ressignificar a dor, apresenta propostas de prevenção e propõe políticas públicas para transformar a impotência individual em potência coletiva.

VIDA, MORTE E LUTO
Atualidades brasileiras

Esta obra visa apresentar os principais cuidados e o manejo em situações-limite de adoecimento, suicídio e processo de luto, bem como reitera a visão de que, toda vez que falamos sobre a morte, precisamos também falar sobre a vida. Escrito por profissionais da saúde, este livro multidisciplinar atualiza os estudos sobre a morte, o morrer, a dor e o luto no Brasil. Destinado a psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais etc., aborda temas como: espiritualidade, finitude humana, medicina e cuidados paliativos; cuidados e intervenções para pacientes cardíacos, oncológicos e portadores de doença renal crônica; intervenção na crise suicida; pesquisas e práticas sobre luto no Brasil e no exterior; luto não autorizado; as redes de apoio aos enlutados; a tanatologia na pós-graduação.

Para conhecer todos os livros da autora publicados pela Summus, acesse: https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Karina+Okajima+Fukumitsu

SEU FILHO É O CENTRO DO SEU RELACIONAMENTO? ENTENDA POR QUE ISSO É TÃO RUIM



Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente 
no Universa│UOL , em 27/08/2019.

Em seu livro “Mulheres Querem Sexo, Homens Sempre têm Dor de cabeça: Destruindo os Mitos Sobre Sexo e Relacionamentos Amorosos” (Ed. Cultrix), o terapeuta de casal alemão Christian Thiel afirma que as relações chamadas de child-centered (em tradução livre, centradas no filho) são um dos principais motivos para o afastamento de vários casais. De tão concentrados no filho, não só na fase de bebê, muitos se transformam em “sócios” na administração da casa e da vida em família e acabam se distanciando emocional e sexualmente. Nem sempre o desfecho é a separação: em alguns casos, a situação fica no piloto automático e as pessoas passam anos a fio convivendo nessas circunstâncias cômodas, mas infelizes. A boa notícia é que dá, sim, para reverter essa condição, mas primeiro é preciso compreender como os dois chegaram a esse ponto.

Ter um filho é, obviamente, uma experiência transformadora. E é lógico que nos primeiros meses pós-nascimento, por causa da nova rotina e dos cuidados essenciais, como a amamentação, a atenção dos pais fique 100% voltada ao bebê. Depois de um tempo é natural que o casal volte a se concentrar também na relação, mas isso depende de vários fatores que vão desde a possibilidade de contar com uma rede de apoio até o fato de o modelo familiar ser mais ou menos ansioso.

Na opinião da terapeuta de relacionamentos Rosangela Matos, que atua com atendimento online, após os primeiros seis meses de vida da criança os pais podem começar a dar pequenas “fugidinhas” para namorar. “Os familiares são importantes para dar um suporte. Aceitar ajuda é bom para todos: para o casal, que precisa fortalecer o vínculo homem-mulher; para a família, que se sente fazendo parte desse momento tão especial, e para o filho, que vai ter pais felizes ao seu lado”, comenta. “Porém, é importante que, antes disso, o casal separe alguns minutos para estar junto para falar do seu dia, trocar um abraço, um chamego e um sentir que o outro está ali”, completa Rosangela.

Já Triana Portal, psicóloga clínica e terapeuta de casal, de São Paulo (SP), observa que o casal consegue voltar ao “normal” por volta dos 3 anos de idade do filho, idade na qual já houve o desfralde, os pais não sofrem tanto com a privação de sono e a criança apresenta uma certa autonomia. “É uma fase em que o par realmente consegue ter mais intimidade e liberdade para passear e fazer pequenas viagens. Isso pode variar muito dependendo das características de cada família, mas os três primeiros anos costumam ser os mais desafiadores para qualquer casal. É, inclusive, uma fase em são registrados muitos divórcios”, fala.

Para Rosangela, um filho pode tanto unir quanto afastar um casal e um fator é determinante para isso: o alinhamento. “Muitos pais, especialmente os de primeira viagem, se preparam para a chegada do pequeno, assistem a filmes e documentários, fazem cursos, compram livros… Poucos, no entanto, procuram ajuda para se prepararem emocionalmente para a mudança na relação amorosa. O foco passa a ser o pequeno, os assuntos mudam. Dormir até tarde no fim de semana, passar uma tarde vendo filme agarradinho no sofá ou sair para se divertir nem sempre são possíveis. As mudanças são muitas e pegam o mais unido dos casais”, afirma.

Problema também para a criança

À medida que a criança cresce, o excesso de trabalho, o cansaço e a culpa por não dar tudo o que o filho precisa – principalmente tempo – acaba levando o casal a concentrar todas as suas energias na criança e a se descuidar dos papéis de homem e mulher. Com filhos, praticamente qualquer decisão deve levá-los em conta: do cardápio do jantar até a forma de gastar o dinheiro e o que a família vai fazer no fim de semana. No entanto, alguns pais e mães acabam superestimando essas resoluções, atribuindo poder à criança e desequilibrando a relação. “É o que chamo de ‘filiarcado’, ou seja, permitir que a criança decida tudo”, diz Elizabeth Monteiro, psicóloga e psicopedagoga, autora dos livros “Criando Filhos em Tempos Difíceis” e “Criando Adolescentes em Tempos Difíceis” (Summus Editorial).

Para Elizabeth, às vezes as pessoas simplesmente se entregam ao tipo de relação child-centered por puro desânimo. “Está todo mundo cansado demais. É mais fácil abrir mão de autoridade e, por comodismo, deixar a situação como está. Porém, essa não é a solução ideal para ninguém”, afirma. Um dos riscos é a criança se transformar num adulto mimado, já que sempre teve suas vontades atendidas. Vai comer o pão que o diabo amassou, claro, porque dificilmente alguém vai atender suas demandas como papai e mamãe faziam. Para o casal, uma das consequências é, quando o filho crescer e for embora de casa, enfrentar a chamada “síndrome do ninho vazio”. Como o filho possivelmente era o único elo forte que os unia, o que restará? Isso sem contar que, após tantos anos de afastamento, é possível que um sequer reconheça o outro como pessoa.

Segundo a psicóloga Renata de Azevedo, especialista em terapia de casal pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), alguns casais já estavam afastados antes mesmo de terem filhos. “Alguns, inclusive, acreditavam que o bebê salvaria a relação. Com o nascimento, os casais que estavam mal ficam pior ainda, pois o afastamento, o stress e alguns atritos são comuns nessa fase de adaptação. Outros casais colocam todo o seu afeto e a carência em cima do filho e não sobra tempo, espaço e energia para mais ninguém, inclusive o seu cônjuge. Dessa forma, a distância aumenta e passam a ser apenas pais”, observa. O filho passa a ser o centro e o único elo entre o casal durante anos.

Separar os papéis é fundamental

Um filho toma toma tempo, espaço, energia, pesa no orçamento, limita a intimidade. Resgatar ou manter a mesma relação de amor anterior à sua chegada é bem difícil. Com alguns ajustes no dia a dia e na forma de configurar as tarefas domésticas e as atividades em família, dá para o casal encontrar um equilíbrio saudável para lidar com tudo. “É possível reverter, mas a mudança precisa fazer sentido. Ambos devem estar cientes que a reversão de um padrão de comportamento ou rotina é um processo, leva tempo e exige paciência para adaptação do novo formato”, avisa Triana.

Uma conversa franca sobre o que mudou para cada um depois da chegada do filho, o que mais faz falta e o que pode ser feito diferente é o primeiro e mais importante passo, segundo Rosangela. Se o casal está vivendo essa situação é importante sentar e conversar sobre isso para que possam ir mudando seus comportamentos aos poucos.

Uma criança precisa que suas necessidades emocionais e físicas sejam supridas, mas também necessita que os pais estimulem sua segurança e autonomia. “Grande parte dos problemas da vida adulta são resultado da primeira infância, na melhor das intenções os pais vão se anulando e não percebem o quanto isso impacta nos filhos. Os pequenos devem ter limites e também aprender a conviver com a família e outras pessoas além dos pais. E precisam saber que os pais são um casal e que eles priorizam também essa relação”, diz a terapeuta.

Para Triana, os casais child-centered precisam se conscientizar de várias verdades. A primeira é que construir um “reinado” para o filho não é a melhor forma de educar. “E, em seguida, devem entender que se não estiverem inteiros nem felizes não conseguirão cuidar bem do filho. A relação conjugal precisa de constante manutenção, algo que dá trabalho e demanda atenção. Valorizar a intimidade, o sexo e os momentos de lazer sem os filhos, não os torna pais negligentes ou maus”, declara. Para isso, também é fundamental que cada um cuide bem de sua autoestima, assim ficam menos inseguros, têm mais clareza de pensamento e objetivos e levam a vida de forma mais assertiva.

“As pessoas também precisam compreender que têm o direito de ser homem e mulher, não precisam ser apenas pai e mãe pelo resto da vida. Dá para vivenciar todos os papéis sem negligenciar nenhum. Além disso, os filhos gostam de saber que os pais namoram, se curtem, saem, apreciam ficar juntos. Isso é benéfico para o desenvolvimento da criança, que cresce aprendendo um modelo saudável de relacionamento”, pontua a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Para ler na íntegra o texto publicado no UOL Universa, acesse: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/08/27/relacionamento-child-centered-voce-esta-vivendo-um.htm

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Conheça abaixo alguns livros das autoras Elizabeth Monteiro e Marina Vasconcellos. Outros podem ser encontrados no site do Grupo Editorial Summus.

CRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS
Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz
Autora: Elizabeth Monteiro
SUMMUS EDITORIAL

Buscando aprimorar a interação entre pais e filhos, Betty Monteiro aborda neste livro os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil”– a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos. Em linguagem simples e fluida, ela nos convida a voltar à infância e a aproveitar melhor o tempo com os pequenos.

 

CRIANDO ADOLESCENTES EM TEMPOS DIFÍCEIS
Autora: Elizabeth Monteiro
SUMMUS EDITORIAL

O amor parental não é estático: ele muda com o tempo e com os filhos. Por isso, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar. Com uma linguagem direta e delicada, Elizabeth Monteiro fala sobre a necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, de incentivar a autonomia deles. Sem fórmulas mágicas, a autora estabelece com pais e educadores um diálogo amplo e profícuo.

QUANDO A PSICOTERAPIA TRAVA
Como superar dificuldades
Organizadora: Marina da Costa Manso Vasconcellos
SUMMUS EDITORIAL

Buscando aprimorar a interação entre pais e filhos, Betty Monteiro aborda neste livro os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil”– a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos. Em linguagem simples e fluida, ela nos convida a voltar à infância e a aproveitar melhor o tempo com os pequenos.



‘FRANÇA PROÍBE PALMADAS E DISCUTE EQUILÍBRIO ENTRE RIGOR E TOLERÂNCIA’

Uns dizem que castigo físico não traz benefício; outros, que a autoridade dos pais está sendo minada

Matéria de Lucas Neves, publicada originalmente na Folha de S. Paulo,
em 15/07/2019

A aprovação da chamada “lei antipalmada” pelo Senado da França, no começo deste mês, reavivou o debate no país sobre o ponto de equilíbrio entre repressão violenta e tolerância excessiva na criação de filhos.

O texto, que entrou em vigor na última quinta (11), interdita as chamadas “violências educativas ordinárias”, estabelecendo que a autoridade dos pais deve ser exercida sem agressões físicas ou psicológicas. Esta última provisão passará a ser lida durante cerimônias de casamento civil celebradas nas prefeituras do país.

Trata-se de uma medida eminentemente simbólica. A lei não fixa punições para pais ou professores que continuem dando palmadas e tapas em crianças ou gritando com elas —é comum, nas ruas francesas, ver adultos repreendendo com veemência (dedo em riste e voz tonitruante) traquinagens ou manhas mirins. Já existiam, é claro, sanções para episódios de agressão grave e/ou continuada.

A França se tornou o 56º país a proscrever castigos físicos em crianças. O primeiro, em 1979, foi a Suécia, seguida pouco depois por vizinhos escandinavos. No Brasil, a legislação antipalmada data de 2014.

A sociedade francesa é conhecida pelo rigor em métodos e práticas educativas, um modelo esmiuçado em best-sellers como “Crianças Francesas Não Fazem Manha”, de Pamela Druckerman. Mas há quem defenda que é hora de rever esse paradigma.

“Saímos de uma concepção de educação que embutia uma violência inata, segundo a qual cabia aos pais ‘adestrar’ as crianças para a vida adulta”, diz a socióloga Christine Castelain-Meunier, da EHESS (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais).

“Na Idade Média, a punição era bem-vista porque o corpo não contava. A ideia era usar os castigos físicos para domesticar a alma”, afirma a pesquisadora, que lança em setembro “L’instinct paternel” (o instinto paterno). “Ainda bem que saímos disso.”

A filósofa Anne-Sophie Chazaud não mostra o mesmo entusiasmo pela lei, ainda que pense ser inaceitável “o uso cotidiano da violência como instrumento de educação e disciplina”. Segundo ela, porém, “um tapinha ou palmada eventual não é grave, talvez seja até indispensável para avançar na vida”.

Na visão da analista, que prepara um livro sobre a liberdade de expressão, a lei marca uma intrusão na esfera privada e incrimina a priori os pais. “Ela interdita todos os subterfúgios a que sabemos que os pais recorrem para construir sua autoridade”, observa Chazaud. “E quem vai dizer o que configura violência? Há hoje pais que consideram que obrigar uma criança a dar bom dia ou a pedir desculpa é uma agressão.”

Na visão dela, “há muito angelismo e imaturidade” no debate sobre a criação infantil.

“Uma corrente da psicologia acha que tudo é negociável [na relação entre pais e filhos], que sociedade e família são a mesma coisa”, afirma. “Mas a família não é uma democracia. Não há simetria entre pais e filhos, uns são responsáveis pelos outros, sustentam-nos.”

Aí se toca no nervo, aponta a filósofa: a ideia de assimetria é inadmissível na pós-modernidade. “Educação não é só diversão, não é ser amigo da criança. Que bom que somos carinhosos, mas fazer o bem não significa não punir quando preciso.”

Chazaud se exaspera com a atenção dada ao assunto e “à moralização da vida privada”, em detrimento do combate aos “reais maus-tratos contra crianças abandonadas e mulheres, por exemplo”.

Ela culpa o que chama de “esquerdismo cultural” pela proeminência do debate em torno da palmada. “A criança, dentro dessa perspectiva, representa uma das minorias cujos direitos se deve proteger. Mas ela não é isso. A infância é transitória. A criança existe para ser progressivamente integrada à comunidade adulta por meio da educação.”

O resultado disso, na leitura da filósofa, é a imposição de uma tirania doméstica capitaneada pelos pequenos, que impõem a todos seu comportamento e seus caprichos.

A pertinência da imagem é contestada por Castelain-Meunier. “Dizemos que a criança virou rainha porque, na sociedade de consumo, pode escolher o que quer: o chocolate, a batata frita. Mas isso é ser um consumidor, não um monarca”, pondera.

A socióloga afirma que as expectativas e cobranças direcionadas à cria são significativas. “Pedimos muito a elas: ter boas notas, tocar bem instrumentos, mostrar aptidão para esportes.”

“Deveríamos lhes dar mais chances de desenvolver suas competências, adaptando o currículo escolar às características da pós-modernidade e incluindo, por exemplos, cursos de vídeo e histórias em quadrinhos [obsessão francesa] no currículo das crianças e aulas sobre como criar empresas no dos adolescentes.”

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S. Paulo ou UOL), acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/07/franca-proibe-palmadas-e-discute-equilibrio-entre-rigor-e-tolerancia.shtml

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

COMO EDUCAR SEM USAR A VIOLÊNCIA
Autora: Dora Lorch
SUMMUS EDITORIAL


Toda criança precisa compreender o mundo em que vive, e pais e educadores devem fornecer exemplos diários de boa conduta e agir de maneira coerente com o que dizem. Mas muitos optam pela violência e pela humilhação para “ensinar”. Agindo assim, criam seres humanos sem capacidade crítica e também violentos. Usando a psicologia para falar de birras, medos, mentiras, vergonha, inconsciente e brincadeiras, a autora constrói um singelo manual de boas maneiras – para os pais. Prefácio de Ruth Rocha.

‘METADE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES SE SENTE INSEGURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS’

Matéria de Júlia Barbon, publicada originalmente
na Folha de S.Paulo, em 26/06/2019.

Bullying e violência foram apontados como motivo por alunos em pesquisa feita por ONG

NOVA IGUAÇU (RJ)

Aos 13 anos de idade, Marina decidiu parar de estudar. A gota d’água foi o dia em que teve que se esconder em um posto de saúde ao ser perseguida a caminho da escola. Mas ela já vinha acumulando o peso de outras violências que via e vivia no colégio.

“Chupeta de baleia”, “perereca zoiuda” e “esquisitona” eram alguns dos apelidos que escutava frequentemente por ser “gordinha” e ter olhos grandes. Um professor chegou a dizer que ela tinha um grau de autismo por não entender a matéria, outra jogava o apagador nos alunos.

Uma vez por mês, discussões entre colegas terminavam em confusão ou até briga física. “Esse tipo de coisa acumulou, e perdi a vontade de estudar”, diz ela, hoje aos 17 anos e cursando o 2º ano do ensino médio, porque perdeu um ano na escola.

O sentimento de adolescentes como Marina —seu nome foi trocado para preservar sua identidade— foi alvo de uma pesquisa lançada recentemente que mostrou que 52% dos estudantes da rede pública não se sentem seguros no colégio, principalmente meninas e negros.

A ONG Visão Mundial, que tem projetos na área da infância e adolescência, entrevistou 3.814 alunos de 9 a 17 anos em agosto e setembro de 2018, em 67 escolas públicas de sete municípios onde atua no país, sobretudo no Nordeste.

Isso inclui as capitais Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Recife (PE), além das cidades de Nova Iguaçu (na zona metropolitana do Rio de Janeiro), Canapi e Inhapi (em AL, com 18 mil habitantes) e Governador Dix-Sept Rosado (no sertão do RN, com 12 mil moradores).

 “A informação sobre violência contra a criança ainda é muito precária no Brasil. Os dados vêm basicamente do Disque 100 [do governo federal] e da saúde, e eles são muito importantes para criar políticas públicas”, ressalta Karina Lira, especialista em proteção à infância da ONG.

O pior resultado apareceu na cidade de Marina, Nova Iguaçu, que fica na Baixada Fluminense, uma das regiões mais violentas do estado. Ali, 68% dos estudantes se sentem inseguros no ambiente escolar, índice bem acima da média.

 “A escola, que deveria ser esse espaço de formação cidadã e diálogo, acaba sendo o espaço onde eles presenciam conflitos. Isso não significa que ela seja a causa do problema, mas é preciso entender que ela está inserida num contexto de violência urbana, doméstica e exclusão social”, diz Lira, lembrando que mais da metade das vítimas de homicídio no país têm entre 15 e 29 anos.

Na região onde Marina mora, por exemplo, atuam tanto o tráfico como a milícia. Nos períodos em que os dois grupos estão em guerra, os alunos passam dias sem poder ir ao colégio. “Eu sinto cheiro de maconha dentro da minha própria casa, os caras ficam fumando bem em frente”, conta a jovem.

Um terço dos estudantes que responderam à pesquisa já teve aulas canceladas por tiroteios ou outros riscos externos. A mesma proporção também já foi alvo ou vivenciou efeitos da violência urbana, assim como já sofreu ameaças de abuso físico no colégio.

Já as brigas entre alunos são frequentes para 84% dos entrevistados. É o que Bernardo, 14, chama de “gritaria”: “Bate-boca durante a aula acontece quase diariamente”, diz ele, que também teve o nome preservado. O medo de se envolver e apanhar era frequente quando mais novo, na escola particular onde estudava.

“Me zoavam por causa do meu jeito, da minha voz, por sempre andar com meninas, e às vezes por eu tirar notas boas. Era ‘bichinha, menininha, baitola’. Eu fingia que estava ignorando, mas o psicológico ficava muito abalado.”

Ele chegou a passar seis meses inventando desculpas para faltar ao colégio. Se trancava no banheiro dizendo que estava com dor de barriga, esperando a van passar, até que um dia não aguentou mais e desabafou para os pais. “Eu era muito novo pra esse tipo de peso.”

Os impactos imediatos e futuros da violência na fase escolar podem ser múltiplos: dificuldade na aprendizagem e disciplina, problemas para estabelecer vínculos, lesões físicas, gravidez na adolescência, envolvimento com drogas, depressão, tentativa de suicídio e desistência de estudar.

A evasão escolar é o fator mais decisivo para levar jovens a cometerem crimes extremamente violentos —mais do que famílias desestruturadas—, concluiu um estudo de 2016 do sociólogo gaúcho Marcos Rolim. Todos os entrevistados que cumpriam pena tinham largado a escola aos 11 ou 12 anos.

Também causam consequências as violências vividas dentro de casa, onde 22% das crianças e adolescentes dizem não se sentir seguros. Seis em cada dez afirmam que apanham quando fazem algo de errado, mais de um terço costuma presenciar xingamentos e um quinto, agressões.

“Um dos grandes desafios é que a violência em casa é vista como problema privado. Quando uma mãe diz que bate porque ama, a criança internaliza isso, e é provável que faça o mesmo no futuro. É preciso romper esse ciclo e dizer que existem outras formas de educar, com respeito”, diz Karina Lira, da ONG Visão Mundial.

Para isso, ela defende a criação do que chama de “redes de proteção”, que envolvam escola, professor, família, comunidade e até outras esferas da sociedade, como postos de saúde, centros de assistência, delegacias, igrejas e associações de moradores.

Um exemplo foram as “comissões de proteção” implantadas em 36 escolas municipais de Fortaleza desde 2013, em um projeto da ONG em parceria com a prefeitura local. São grupos responsáveis por identificar situações de violência naquele espaço e pensar na prevenção e acolhimento das crianças.

 “Testamos, sistematizamos e agora queremos tornar isso uma política pública, e não isolada”, afirma Lira. A organização também está voltando aos colégios que participaram da pesquisa recente para montar planos de assistência locais.

Foi uma cadeia desse tipo que fez com que o bullying a Bernardo finalmente cessasse. Sua mãe, quando ouviu as queixas e o choro do filho, foi conversar com a escola, que conversou com os alunos sem expor o menino. “Ainda bem que parou”, sussurra para si mesmo.

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S.Paulo e UOL), acesse: 
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/06/metade-das-criancas-e-adolescentes-se-sente-insegura-nas-escolas-publicas.shtml

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

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A SOCIEDADE DA INSEGURANÇA E A VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Autora: Flávia Schilling
SUMMUS EDITORIAL
Coleção Novas Arquiteturas Pedagógicas


Entre os discursos da violência como uma epidemia e o silêncio por ela provocado, há discursos inauditos e imprevistos que apontam para uma compreensão ampliada das questões que nos preocupam. Este livro discute a violência que está na escola, apresentando as várias dimensões que cercam o problema e apontando algumas ações possíveis que estão ao alcance de todos nós.

SUMMUS APOIA A REALIZAÇÃO DO XVII CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PNL

Entre os dias 19 e 22 de setembro, o Congresso Latino-Americano de PNL volta em 2019 para Curitiba, sendo ralizado pela terceira vez na capital paranaense.

Criado em 2003 pelo Diretor do INAp, Dr. Jairo Mancilha, o Congresso já passou por outras 10 cidades: Vitória, Rio de Janeiro, Campinas, Salvador, Florianópolis, Fortaleza, Belo Horizonte, Belém, São Paulo e Porto Alegre.

Sempre com temas atuais e com foco no desenvolvimento humano, o propósito do Congresso é divulgar a Programação Neurolinguística (PNL) como veículo de crescimento e desenvolvimento pessoal ou profissional.

Este ano, o tema do evento é PNL e Consciência e contará com a participação de grandes nomes da PNL no Brasil.

19 e 20 de Setembro – Curso Pré-Congresso
O Poder transformador da Consciência na PNL, no Coaching e na Constelação Sistêmica
Local: Lizon Curitiba Hotel | Curitiba – Brasil
Horário: das 9h às 18h

No conteúdo estão:
•             O Mapa da Consciência e como avaliar níveis de consciência
•             Funções e Fisiologia Cerebral e Corporal nos diferentes níveis de consciência
•             Aprender identificar níveis de consciência de sofrimento e elevá-los até o nível de empoderamento, aceitação até chegar ao nível do amor
•             Como identificar, reconhecer e mudar crenças limitantes
•             Como utilizar a Mandala do Ser para transformar sentimentos difíceis e histórias limitantes
•             Como aplicar as Leis da Abordagem Sistêmica na elevação dos níveis de consciência

21 e 22 de Novembro – Congresso
PNL e Consciência – Palestras
Local: Lizon Curitiba Hotel | Curitiba – Brasil
Horário: 9h às 18h30

Os maiores nomes da PNL no Brasil para falarão de temas atuais com foco na Consciência. Serão 2 dias de conteúdos e insights como:
•             A Evolução da Consciência nas Três Gerações da PNL
•             A Consciência na Visão Sistêmica
•             ThetaHealing®- Consciência em Expansão
•             PNL na Arte de Educar com Consciência
•             Como Criar Um Novo Eu
•             Coaching Sistêmico – A Consciência e os Princípios Sistêmicos no Crescimento Pessoal e Profissional

As obras de PNL da Summus Editorial estarão à venda no local.

Confira todas as informações sobre o evento em https://inalink.inaprj.com.br/cl/PFp0b/A/461e/0/BLpH/N6l6DdJMVfg/3/

Para conhecer todas as obras de programação neurolinguística publicadas pela Summus Editorial, acesse: https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/PNL+(Programa%C3%A7%C3%A3o+Neuroling%C3%BC%C3%ADstica)

‘CONVENÇÃO DE IOGA REÚNE CENTENAS DE PESSOAS EM SÃO PAULO’

É a primeira vez que uma representante da família Iyengar vem ao Brasil

Matéria de Iara Biderman, publicada originalmente no jornal
A Folha de S. Paulo, em 19/05/2019

Mais de 300 tapetinhos de ioga forram o salão do Tênis Clube Paulista. Localizado no bairro da Aclimação, entre o Paraíso e a Liberdade, o clube sedia as atividades da 3ª Convenção Brasileira de Iyengar Yoga.

Ao lado dos tapetes, blocos, mantas, cintos e cordas ajudam pessoas de diferentes idades e condicionamento físico a sustentarem os “ásanas” (posturas). São os “props”, objetos de apoio típicos da Iyengar.

Mesmo alunos menos experientes mantêm o equilíbrio, até em posturas complicadas, como as que ficam com as pernas para o ar e a cabeça para baixo, sustentando todo o peso do corpo.

Seguindo as instruções da professora, que indica as sequências de exercícios e corrige os alinhamentos corporais, nem parece ser algo tão difícil. Em alguns momentos, a sincronia dos corpos lembra uma coreografia bem ensaiada, embora seja a primeira vez que o grupo todo pratica junto. E com aquela professora.

Abhijata Iyengar, a mestra, é a alma da terceira convenção de Iyengar realizada no Brasil. A associação brasileira foi criada há 13 anos, mas é a primeira vez que um membro da família Iyengar vem ao país.

Neta de B.K.S. Iyengar (1918-2014), fundador dessa linha dentro da hata-ioga, ela é a sucessora responsável por manter o legado do avô, que sistematizou o aprendizado da prática milenar e, mesmo respeitando a tradição, transgrediu ao ministrar aulas mistas e democratizar o conhecimento das técnicas.

Tudo isso é encarado de forma simples e natural pela indiana de 36 anos, formada em bioinformática e mãe de dois filhos, de seis e dois anos. Este modo de ser é transmitido na aula.

“Quando você vê que tudo é simples, os nós na cabeça se desfazem naturalmente. Foi isso que B.S.K. me ensinou, é onde se apoia a prática do Iyengar”, diz ela.

O método não se baseia em explicações e divagações teóricas, o ensino parte do corporal, físico. “Não é para criar fantasias, dizer feche os olhos e medite. A pessoa pode estar de olhos fechados sonhando com o que vai comer no jantar. Isso não é meditação.”

O aprendizado começa com posturas em que a mente está ativamente envolvida com o corpo, concentrada na posição do quadril, no alinhamento dos pés ou de cabeça e ombros, por exemplo. A partir dos aspectos mais simples, a evolução no caminho da ioga ocorre de maneira tangível e compreensível, segundo Abhijata.

Descomplicar ou mesmo desmistificar a prática é um dos méritos de B.S.K. Iyengar, que mostrou ser possível conciliar o caminho (também espiritual) com as demandas da vida mundana.

Lição aprendida por Abhijata, que, como boa parte das mulheres fazem hoje, equilibra uma agenda de aulas, palestras, convenções, reuniões, trabalho e cuidados com a casa ou com os filhos.

“Como eu faço isso? Acho que é a vida. Tento estar inteira em cada coisa. Veja, tento, mas agora, por exemplo, estou pensando no que meus filhos estão fazendo”, diz.

Abhijata conversou com a repórter após passar mais de oito horas entre aulas e reuniões no primeiro dia da convenção em São Paulo. Ela está há quase dois meses em tour pela América Latina.

A ioga ajuda, é claro. “É o que me dá energia, foco. Sem a prática eu viveria totalmente dividida entre as inúmeras coisas que preciso e quero fazer”, diz.

Concentração, relaxamento ou alívio de dores são alguns dos benefícios da ioga, mas o que ela realmente oferece, segundo Abhijata, é integração e união entre a mente e o coração.

A oferta não é inalcançável nem exige de ninguém se afastar dos comuns-mortais e renunciar ao mundo. Ao contrário, é estar nele, só que de outra forma.

“O mundo está um caos porque estamos desconectados do que fazemos, das outras pessoas, da sociedade, da natureza. A prática da ioga conecta a pessoa consigo mesma; a partir daí, a harmonia com tudo o que está em volta se torna possível”, afirma Abhijata.

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S.Paulo e UOL), acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/05/convencao-de-ioga-reune-centenas-de-pessoas-em-sao-paulo.shtml

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Se você tem interesse no tema, conheça:

LUZ NA VIDA
A jornada da ioga para a totalidade, a paz interior e a liberdade suprema
Autor: B. K. S. Iyengar
SUMMUS EDITORIAL

Considerado o maior mestre de hata-ioga do planeta, o autor criou um método que permite a todos – inclusive idosos, portadores de deficiências ou de doenças crônicas – praticar ioga e recuperar ou aprimorar a saúde. Seus ensinamentos não têm nada de dogmáticos: usando de sabedoria, simplicidade e experiência, ele mostra como atingir a paz interior por meio da ação, da reflexão e do autoconhecimento. Obra imprescindível para os que buscam qualidade de vida.

‘IDOSO TAMBÉM TRANSA: ATIVIDADE SEXUAL AUMENTA BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE’

Publicado originalmente no UOL Viva Bem, em 21/04/2019.

Chegar na terceira idade está longe de que o sexo acabou. Um novo estudo, publicado na revista científica Sexual Medicine, mostrou que a atividade sexual melhora o bem-estar entre os mais velhos e os ajuda a aproveitar melhor a vida.

Após entrevistar 6.879 ingleses com cerca de 65 anos, os pesquisadores computaram que homens e mulheres na terceira idade que tiveram qualquer tipo de relação sexual nos últimos 12 meses tinham um maior nível de satisfação com a vida do que aqueles que não eram sexualmente ativos.

E quando falamos de relação sexual, ao menos para as mulheres, não é só sobre penetração. As senhoras associaram uma melhora na qualidade de vida com a frequência de trocas de beijos, carinhos, carícias e até com a sensação de estarem emocionalmente próximas do parceiro durante o ato sexual. O sexo em si não teve uma relação direta a melhora do aproveitamento da vida entre elas.

Porém, ao se tratar dos homens com mais idade a satisfação com a vida sexual e a frequência de transas foi associada a um maior desfrute da vida. Aqueles que fizeram sexo ao menos duas vezes por mês registraram notas mais altas de bem-estar.

Para ambos, as preocupações sobre a vida sexual e problemas com a função sexual (como impotência ou dores) foram fortemente relacionados a níveis mais baixos de prazer na vida como um todo.

Mantenha a vida sexual ativa

Os cientistas concluíram que transar pode ser mais importante para os homens do que para as mulheres na terceira idade -ao menos quando o objetivo é potencializar o bem-estar. O prazer feminino nessa fase da vida se mostrou mais relacionado com as outras atividades sexuais.

De qualquer forma, a ideia da pesquisa é usar as revelações para promover mais conversas entre médicos e idosos sobre sexo onde o profissional incentive mudanças na rotina para o paciente manter a vida sexual ativa na terceira idade. “Sabemos que o bem-estar psicológico está intrinsecamente ligado à saúde física, encorajar e apoiar as pessoas a continuarem a ter uma vida saudável na velhice pode aumentar a qualidade de vida”, concluí a análise.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/21/idoso-tambem-transa-atividade-sexual-aumenta-bem-estar-na-terceira-idade.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. Butler, Myrna I. Lewis

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

“VOCÊ NA TELA” NA II FEIRA DO LIVRO DA UNESP

Alex Moletta, autor da Summus, participou da programação cultural da II Feira do Livro da Unesp com a palestra “Você na tela – Criação audiovisual para a internet”, tema de seu novo livro. Veja abaixo o vídeo reportagem sobre o evento, publicado no canal do autor no YouTube.

 

Para conhecer o MaisVideomundo, canal de Alex Moletta, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCAag4aa-G8cA22kM0ULk2jw


Para saber mais sobre o livro recém lançado:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/9788532311191

 

ATENÇÃO! Os interessados no tema terão uma nova oportunidade para assistir à palestra “Você na tela”. Alex Moletta estará na Unibes Cultural, em São Paulo, no dia 25 de junho, à noite. Acompanhe as informações por nossas redes sociais.

‘SEJA AMIGO DA SUA VOZ’

No dia 16 de abril é celebrado o “Dia Mundial da Voz”. A data, iniciada no Brasil em 1999, passou a ter expressão internacional a partir de 2003 com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

Saiba mais sobre a campanha da SBFa deste ano no site https://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/

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Neste Dia Mundial da Voz, conheça os livros do Grupo Editorial Summus sobre o tema:

ESTÉTICA DA VOZ
Uma voz para o ator
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Escrito de forma simples e objetiva, este livro promove um encontro entre o teatro e a fonoaudiologia, analisando a criação teatral do ponto de vista da voz e da fala. Abordando desde o processo respiratório até o aquecimento vocal, a obra é útil para profissionais da voz que atuam nas mais variadas áreas.

 

O PODER DA VOZ E DA FALA NO TELEMARKETING
Treinamento vocal para teleoperadores
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Atualmente, é fundamental que os operadores de telemarketing sejam capacitados, especialmente no que diz respeito ao treinamento fonoaudiológico. Este livro mostra que, se bem orientados, os teleoperadores serão mais produtivos e não terão problemas de saúde associados ao uso excessivo/incorreto da voz, além de sofrerem menos com o estresse diário. Obra dedicada a fonoaudiólogos, profissionais de RH, ergonomistas e médicos do trabalho.

 

TRABALHANDO A VOZ
Vários enfoques em fonoaudiologia
Autora: Léslie Piccolotto Ferreira
SUMMUS EDITORIAL

Este livro nos traz diversas abordagens no trabalho com a voz. Ensina a tirarmos o maior proveito da expressão pela voz, sem cansaços ou afonias, além de mostrar trabalhos relativos ao uso da voz no teatro, para professores e todos os que precisam da voz como instrumento de trabalho. Possui também capítulos de prevenção e tratamento dos diversos distúrbios da voz.

VOZ – PARTITURA DA AÇÃO
Autora:
Lucia Helena Gayotto
PLEXUS EDITORIAL

O ator em cena revela uma relação profunda entre seus recursos vocais e a situação vivida pelo personagem. Assim, a voz pode e deve interferir, modificar a situação e realizar-se como ação vocal. Para estudar essa ação vocal a autora criou uma partitura vocal para registrar os recursos vocais aplicados ao personagem, e, a partir daí, desenvolveu ferramentas para a elaboração da voz, em diferentes situações cênicas. O livro, fundamental na área teatral, amplia tais possibilidades, também para outros profissionais que utilizam a voz em seu dia-a-dia: conferencistas, locutores etc.