‘CONVENÇÃO DE IOGA REÚNE CENTENAS DE PESSOAS EM SÃO PAULO’

É a primeira vez que uma representante da família Iyengar vem ao Brasil

Matéria de Iara Biderman, publicada originalmente no jornal
A Folha de S. Paulo, em 19/05/2019

Mais de 300 tapetinhos de ioga forram o salão do Tênis Clube Paulista. Localizado no bairro da Aclimação, entre o Paraíso e a Liberdade, o clube sedia as atividades da 3ª Convenção Brasileira de Iyengar Yoga.

Ao lado dos tapetes, blocos, mantas, cintos e cordas ajudam pessoas de diferentes idades e condicionamento físico a sustentarem os “ásanas” (posturas). São os “props”, objetos de apoio típicos da Iyengar.

Mesmo alunos menos experientes mantêm o equilíbrio, até em posturas complicadas, como as que ficam com as pernas para o ar e a cabeça para baixo, sustentando todo o peso do corpo.

Seguindo as instruções da professora, que indica as sequências de exercícios e corrige os alinhamentos corporais, nem parece ser algo tão difícil. Em alguns momentos, a sincronia dos corpos lembra uma coreografia bem ensaiada, embora seja a primeira vez que o grupo todo pratica junto. E com aquela professora.

Abhijata Iyengar, a mestra, é a alma da terceira convenção de Iyengar realizada no Brasil. A associação brasileira foi criada há 13 anos, mas é a primeira vez que um membro da família Iyengar vem ao país.

Neta de B.K.S. Iyengar (1918-2014), fundador dessa linha dentro da hata-ioga, ela é a sucessora responsável por manter o legado do avô, que sistematizou o aprendizado da prática milenar e, mesmo respeitando a tradição, transgrediu ao ministrar aulas mistas e democratizar o conhecimento das técnicas.

Tudo isso é encarado de forma simples e natural pela indiana de 36 anos, formada em bioinformática e mãe de dois filhos, de seis e dois anos. Este modo de ser é transmitido na aula.

“Quando você vê que tudo é simples, os nós na cabeça se desfazem naturalmente. Foi isso que B.S.K. me ensinou, é onde se apoia a prática do Iyengar”, diz ela.

O método não se baseia em explicações e divagações teóricas, o ensino parte do corporal, físico. “Não é para criar fantasias, dizer feche os olhos e medite. A pessoa pode estar de olhos fechados sonhando com o que vai comer no jantar. Isso não é meditação.”

O aprendizado começa com posturas em que a mente está ativamente envolvida com o corpo, concentrada na posição do quadril, no alinhamento dos pés ou de cabeça e ombros, por exemplo. A partir dos aspectos mais simples, a evolução no caminho da ioga ocorre de maneira tangível e compreensível, segundo Abhijata.

Descomplicar ou mesmo desmistificar a prática é um dos méritos de B.S.K. Iyengar, que mostrou ser possível conciliar o caminho (também espiritual) com as demandas da vida mundana.

Lição aprendida por Abhijata, que, como boa parte das mulheres fazem hoje, equilibra uma agenda de aulas, palestras, convenções, reuniões, trabalho e cuidados com a casa ou com os filhos.

“Como eu faço isso? Acho que é a vida. Tento estar inteira em cada coisa. Veja, tento, mas agora, por exemplo, estou pensando no que meus filhos estão fazendo”, diz.

Abhijata conversou com a repórter após passar mais de oito horas entre aulas e reuniões no primeiro dia da convenção em São Paulo. Ela está há quase dois meses em tour pela América Latina.

A ioga ajuda, é claro. “É o que me dá energia, foco. Sem a prática eu viveria totalmente dividida entre as inúmeras coisas que preciso e quero fazer”, diz.

Concentração, relaxamento ou alívio de dores são alguns dos benefícios da ioga, mas o que ela realmente oferece, segundo Abhijata, é integração e união entre a mente e o coração.

A oferta não é inalcançável nem exige de ninguém se afastar dos comuns-mortais e renunciar ao mundo. Ao contrário, é estar nele, só que de outra forma.

“O mundo está um caos porque estamos desconectados do que fazemos, das outras pessoas, da sociedade, da natureza. A prática da ioga conecta a pessoa consigo mesma; a partir daí, a harmonia com tudo o que está em volta se torna possível”, afirma Abhijata.

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S.Paulo e UOL), acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/05/convencao-de-ioga-reune-centenas-de-pessoas-em-sao-paulo.shtml

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Se você tem interesse no tema, conheça:

LUZ NA VIDA
A jornada da ioga para a totalidade, a paz interior e a liberdade suprema
Autor: B. K. S. Iyengar
SUMMUS EDITORIAL

Considerado o maior mestre de hata-ioga do planeta, o autor criou um método que permite a todos – inclusive idosos, portadores de deficiências ou de doenças crônicas – praticar ioga e recuperar ou aprimorar a saúde. Seus ensinamentos não têm nada de dogmáticos: usando de sabedoria, simplicidade e experiência, ele mostra como atingir a paz interior por meio da ação, da reflexão e do autoconhecimento. Obra imprescindível para os que buscam qualidade de vida.

‘IDOSO TAMBÉM TRANSA: ATIVIDADE SEXUAL AUMENTA BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE’

Publicado originalmente no UOL Viva Bem, em 21/04/2019.

Chegar na terceira idade está longe de que o sexo acabou. Um novo estudo, publicado na revista científica Sexual Medicine, mostrou que a atividade sexual melhora o bem-estar entre os mais velhos e os ajuda a aproveitar melhor a vida.

Após entrevistar 6.879 ingleses com cerca de 65 anos, os pesquisadores computaram que homens e mulheres na terceira idade que tiveram qualquer tipo de relação sexual nos últimos 12 meses tinham um maior nível de satisfação com a vida do que aqueles que não eram sexualmente ativos.

E quando falamos de relação sexual, ao menos para as mulheres, não é só sobre penetração. As senhoras associaram uma melhora na qualidade de vida com a frequência de trocas de beijos, carinhos, carícias e até com a sensação de estarem emocionalmente próximas do parceiro durante o ato sexual. O sexo em si não teve uma relação direta a melhora do aproveitamento da vida entre elas.

Porém, ao se tratar dos homens com mais idade a satisfação com a vida sexual e a frequência de transas foi associada a um maior desfrute da vida. Aqueles que fizeram sexo ao menos duas vezes por mês registraram notas mais altas de bem-estar.

Para ambos, as preocupações sobre a vida sexual e problemas com a função sexual (como impotência ou dores) foram fortemente relacionados a níveis mais baixos de prazer na vida como um todo.

Mantenha a vida sexual ativa

Os cientistas concluíram que transar pode ser mais importante para os homens do que para as mulheres na terceira idade -ao menos quando o objetivo é potencializar o bem-estar. O prazer feminino nessa fase da vida se mostrou mais relacionado com as outras atividades sexuais.

De qualquer forma, a ideia da pesquisa é usar as revelações para promover mais conversas entre médicos e idosos sobre sexo onde o profissional incentive mudanças na rotina para o paciente manter a vida sexual ativa na terceira idade. “Sabemos que o bem-estar psicológico está intrinsecamente ligado à saúde física, encorajar e apoiar as pessoas a continuarem a ter uma vida saudável na velhice pode aumentar a qualidade de vida”, concluí a análise.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/21/idoso-tambem-transa-atividade-sexual-aumenta-bem-estar-na-terceira-idade.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. Butler, Myrna I. Lewis

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

“VOCÊ NA TELA” NA II FEIRA DO LIVRO DA UNESP

Alex Moletta, autor da Summus, participou da programação cultural da II Feira do Livro da Unesp com a palestra “Você na tela – Criação audiovisual para a internet”, tema de seu novo livro. Veja abaixo o vídeo reportagem sobre o evento, publicado no canal do autor no YouTube.

 

Para conhecer o MaisVideomundo, canal de Alex Moletta, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCAag4aa-G8cA22kM0ULk2jw


Para saber mais sobre o livro recém lançado:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/9788532311191

 

ATENÇÃO! Os interessados no tema terão uma nova oportunidade para assistir à palestra “Você na tela”. Alex Moletta estará na Unibes Cultural, em São Paulo, no dia 25 de junho, à noite. Acompanhe as informações por nossas redes sociais.

‘SEJA AMIGO DA SUA VOZ’

No dia 16 de abril é celebrado o “Dia Mundial da Voz”. A data, iniciada no Brasil em 1999, passou a ter expressão internacional a partir de 2003 com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

Saiba mais sobre a campanha da SBFa deste ano no site https://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/

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Neste Dia Mundial da Voz, conheça os livros do Grupo Editorial Summus sobre o tema:

ESTÉTICA DA VOZ
Uma voz para o ator
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Escrito de forma simples e objetiva, este livro promove um encontro entre o teatro e a fonoaudiologia, analisando a criação teatral do ponto de vista da voz e da fala. Abordando desde o processo respiratório até o aquecimento vocal, a obra é útil para profissionais da voz que atuam nas mais variadas áreas.

 

O PODER DA VOZ E DA FALA NO TELEMARKETING
Treinamento vocal para teleoperadores
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Atualmente, é fundamental que os operadores de telemarketing sejam capacitados, especialmente no que diz respeito ao treinamento fonoaudiológico. Este livro mostra que, se bem orientados, os teleoperadores serão mais produtivos e não terão problemas de saúde associados ao uso excessivo/incorreto da voz, além de sofrerem menos com o estresse diário. Obra dedicada a fonoaudiólogos, profissionais de RH, ergonomistas e médicos do trabalho.

 

TRABALHANDO A VOZ
Vários enfoques em fonoaudiologia
Autora: Léslie Piccolotto Ferreira
SUMMUS EDITORIAL

Este livro nos traz diversas abordagens no trabalho com a voz. Ensina a tirarmos o maior proveito da expressão pela voz, sem cansaços ou afonias, além de mostrar trabalhos relativos ao uso da voz no teatro, para professores e todos os que precisam da voz como instrumento de trabalho. Possui também capítulos de prevenção e tratamento dos diversos distúrbios da voz.

VOZ – PARTITURA DA AÇÃO
Autora:
Lucia Helena Gayotto
PLEXUS EDITORIAL

O ator em cena revela uma relação profunda entre seus recursos vocais e a situação vivida pelo personagem. Assim, a voz pode e deve interferir, modificar a situação e realizar-se como ação vocal. Para estudar essa ação vocal a autora criou uma partitura vocal para registrar os recursos vocais aplicados ao personagem, e, a partir daí, desenvolveu ferramentas para a elaboração da voz, em diferentes situações cênicas. O livro, fundamental na área teatral, amplia tais possibilidades, também para outros profissionais que utilizam a voz em seu dia-a-dia: conferencistas, locutores etc.

EXISTE JEITO CERTO DE ALFABETIZAR?

A autora da Summus Editorial e professora da Faculdade de Educação da USP, Silvia Colello, foi entrevistada por Myrian Clark no programa #MyNewsEntrevista, Elas conversam sobre “o porquê de as nossas crianças não aprenderem e qual seria o melhor método de alfabetização e as vantagens e as especificidades de cada método.” Confira no vídeo abaixo.

Para conhecer os livros de Silvia Colello pela Summus, acesse https://www.gruposummus.com.br/summus/autor//Silvia+M.+Gasparian+Colello

SUMMUS LANÇA “SOLTAR AS MULETAS”, DE HERMANN SCHRECK MALGOR

Acesse o mapa do local: https://goo.gl/maps/TNWakJsGsZk

Sobre o autor:

Hermann Schreck Malgor nasceu em Paysandú, Uruguai, em 1970, e dedica-se há mais de 25 anos ao acompanhamento de pacientes adictos. Formado em psicologia pela Universidad de la República (Udelar), iniciou sua formação em Gestalt-terapia em 1993. Também se especializou em disciplinas como bioenergética, psicologia transpessoal e terapia de família. Foi consultor do Instituto Interamericano del Niño (OEA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Ministério da Saúde Pública do Uruguai e do município de Paysandú. Ali fundou e dirigiu o primeiro centro de formação em Gestalt-terapia do interior do país. Além de seu trabalho clínico em consultório, dá conferências, workshops, cursos e seminários para universidades, empresas e instituições em países como Espanha, Argentina, Brasil, Cuba, Panamá e Uruguai. Para saber mais sobre o livro, acesse

Para saber mais sobre o livro, acesse:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1515/Soltar+as+muletas

‘A LINGUAGEM CORPORAL DO MEDO’

Artigo publicado no portal A Mente é Maravilhosa,
em 25/03/2019.

A linguagem corporal do medo se manifesta, em primeiro lugar, nas microexpressões faciais. Sobrancelhas ligeiramente levantadas, a testa franzida e a boca entreaberta são sinais inequívocos de que o medo está dentro de uma pessoa.

Embora sentir medo seja normal e perfeitamente legítimo, há situações nas quais exteriorizá-lo não favorece nossos interesses. Uma situação de entrevista de emprego, por exemplo, ou de uma palestra em público. Infelizmente ou felizmente, existe uma linguagem corporal do medo que muitas vezes revela o que está acontecendo em nosso interior.

Embora não exista um dicionário para interpretar a linguagem corporal do medo, as pessoas são dotadas de um tipo de radar que nos permite ler seus sinais. Não se trata de uma interpretação racional do todo. Simplesmente intuímos que alguém está com medo e, de forma inconsciente, agimos em conformidade. Ou seja, desconfiamos de quem desconfia de si mesmo ou temos uma sensação de maior poder ao perceber a vulnerabilidade no outro.

É importante conhecer a linguagem corporal do medo. Se a conhecermos, talvez possamos ter um maior controle sobre ela. Em princípio, obtemos dois benefícios: um, captar o medo dos outros, mesmo que não o expressem abertamente. E dois, administrar a nossa própria atitude e postura para não permitir que o medo se projete se não desejarmos. Estas são as bases dessa linguagem.

Microexpressões no rosto

O rosto talvez seja o elemento mais expressivo da linguagem corporal do medo. É no rosto que o temor se reflete primeiro. Às vezes o gesto é muito evidente, em outras é dissimulado, mas aparece. Por outro lado, o fato de ser mais ou menos evidente depende em muitos casos da intensidade da emoção.

De qualquer maneira, há gestos que são bastante fáceis de identificar. O primeiro é levantar um pouco as sobrancelhas, ao mesmo tempo que a testa permanece tensa. Se o medo vier após uma surpresa, o movimento das sobrancelhas será mais evidente. Se for uma situação que gera temor, mas não há surpresa, vai prevalecer a tensão na testa.

Também é comum que as pálpebras inferiores se mantenham tensas. Ao mesmo tempo, a boca ficará um pouco entreaberta, e os cantos da boca ficarão repuxados para trás. Em geral, é como se o rosto todo sofresse uma contração para trás. Como se houvesse algo que estivesse puxando o rosto, ao mesmo tempo em que há uma resistência a esse movimento.

A postura e a linguagem corporal do medo

A postura também é um elemento muito importante na linguagem corporal do medo. Em geral, quando estamos assustados, nossos músculos ficam tensionados e adotamos posturas nas quais nossos órgãos vitais fiquem protegidos. A primeira coisa que acontece é que nos curvamos (ocupando menos espaço). Esta é uma expressão que denota o desejo de nos refugiarmos em nós mesmos em prol da autoproteção.

A insegurança, o nervosismo e a ansiedade são manifestações do medo. Esses três estados costumam ser revelados quando são realizados movimentos rápidos ou compulsivos. Uma pessoa que tem dificuldade para se manter quieta é uma pessoa que não está tranquila. Quando o medo é muito forte, é provável que os movimentos também sejam mais bruscos ou torpes.

Da mesma maneira, é comum que uma pessoa com medo cruze os braços. Este gesto é um sinal de defesa. A pessoa gera um tipo de barreira que a protege e a separa do mundo. Essa barreira também pode ser uma manifestação do desejo de se preservar, rejeitando o alheio.

Outros gestos delatores

Ainda há outros gestos e expressões que fazem parte da linguagem corporal do medo. Por exemplo, o olhar. O nervosismo faz com que o olhar fique evasivo, ao mesmo tempo em que aumenta a frequência do piscar de olhos. Mas se o que uma pessoa sente é medo, puro e simples, em geral mantém os olhos imóveis, o olhar fixo e quase não pisca. É um mecanismo ativado com o temor. Seu objetivo é não perder de vista aquilo que parece ser ameaçador.

Por outro lado, as mãos também fazem parte da comunicação e expressam emoções. Em relação ao medo, não são uma exceção. Quando uma pessoa sente medo, costuma retorcer e entrelaçar as mãos. Também é frequente o ato de cerrar os punhos ou ocultar as mãos. Não deixar as extremidades à mostra é um ato instintivo de defesa, pois são um alvo comum dos ataques no mundo animal.

 

Em geral, quando uma pessoa está assustada, tende a realizar movimentos curtos, rápidos e erráticos. E quando a pessoa está verdadeiramente apavorada, acontece o contrário: fica paralisada. No primeiro caso, a pessoa não fica quieta. No segundo, ela se mantém estática, com o corpo encolhido e inclinado para trás. Basicamente, é assim que funciona a linguagem corporal do medo.

Para ler na íntegra, acesse: https://amenteemaravilhosa.com.br/a-linguagem-corporal-do-medo/

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Tem interesse por linguagem corporal? Conheça os livros do especialista Paulo Sergio de Camargo, publicados pela Summus:



LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais

Esta é a mais completa obra sobre o tema já publicada no Brasil. Ricamente ilustrada, aborda todos os aspectos da comunicação não verbal. Além disso, ensina o leitor a identificar quando alguém está mentindo e dá dicas de como usar a linguagem corporal a seu favor nas entrevistas de emprego.

 

NÃO MINTA PRA MIM! PSICOLOGIA DA MENTIRA E LINGUAGEM CORPORAL

Fruto de mais de 15 anos de pesquisa sobre o tema, este livro trata da linguagem corporal e, especialmente, da mentira. O objetivo é revelar ao leitor um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política. O tema é tratado tanto do ponto de vista científico como do prático, com exemplos do dia a dia das pessoas, mostrando desde os motivos pelos quais elas mentem à identificação da mentira por meio da observação da linguagem corporal. O autor não imprime um tom moralista, mas defende que não se constrói algo bom com base na mentira.

 

LIDERANÇA E LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para identificar e aperfeiçoar líderes

Nos últimos anos, o tema da linguagem corporal disseminou-se extraordinariamente pelo Brasil, quer pela publicação de novos livros e artigos, por entrevistas na mídia ou pelo surgimento de bons profissionais na área. No setor empresarial, é crescente a contratação de especialistas em linguagem corporal para treinar e avaliar líderes.

Profundo estudioso do assunto, coach e palestrante de sucesso, Paulo Sergio de Camargo oferece neste livro ferramentas práticas para entender o poder da linguagem corporal e utilizá-la para exercer a liderança de modo eficaz.

‘ANTES DE CURAR O CORPO, MEDICINA INDIANA BUSCA TRATAR A ALMA’

Texto de Patrícia Brito, publicado no blog Namastê,
na Folha de S. Paulo, em 22/03/2019

 

A mesma cultura védica onde surgiu a ioga também nos deixou, há cerca de 7.000 anos, o conhecimento do Ayurveda, ou a ciência da vida –reconhecida na Índia como um dos sistemas oficiais da ciência médica, praticada ao lado da medicina moderna como um meio de se alcançar a boa saúde e a longevidade.

Com mais ênfase na prevenção de doenças e na compreensão de suas causas do que no tratamento dos sintomas, a medicina indiana considera que a saúde humana é resultado da constante interação existente entre corpo, mente e alma (ou consciência).

O Ayurveda entende que o corpo físico-mental é formado por uma combinação de três humores biológicos, os chamados “doshas”. São eles: “vata”, “pitta” e “kapha”, que correspondem, respectivamente, aos elementos ar, fogo e água. Cada um desses elementos, por sua vez, correspondem a características físicas e psicológicas presentes no organismo.

Uma pessoa com predominância de “vata”, por exemplo, tem propensão a estar em movimento, tendência à agitação mental e facilidade para acúmulo de gases. Já alguém constituído principalmente por “pitta” tem a função digestiva trabalhando em excesso, com facilidade a desenvolver distúrbios gástricos, tendência ao calor e ao temperamento “esquentado”. O “kapha”, por sua vez, ligado ao elemento água, tende a ser mais emotivo e apresentar excesso de líquidos e muco no corpo.

Segundo esse sistema, cada pessoa nasce com uma combinação diferente entre os três “doshas”, onde pode haver predominância de um ou dois deles, ou ainda equidade entre os três. Mas quando a proporção natural de um indivíduo é alterada, surgem os desequilíbrios que podem resultar em doenças.

Um dos objetivos do Ayurveda, portanto, é harmonizar os elementos “vata”, “pitta” e “kapha” no organismo. Isso não significa necessariamente mantê-los na mesma proporção, mas restabelecer a composição natural de cada indivíduo.

Para tanto, vale-se das propriedades terapêuticas de ervas e alimentos, além da criação de uma rotina adequada a cada constituição individual e que pode incluir, além de dieta, atividades corporais, massagens com óleos, meditação e mantras, entre outras práticas.

Cada vez mais conhecida no Ocidente, apesar de não ser considerado aqui uma medicina oficial como na Índia, o sistema médico do Ayurveda foi retratado no documentário “O Médico Indiano”, de Jeremy Frindel, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros.

PROPÓSITO ESPIRITUAL

Apesar da importância da alimentação equilibrada e de uma rotina adequada à constituição de cada indivíduo, terapeutas ayurvédicos acreditam que isso ainda não é suficiente para restabelecer e sustentar um estado de saúde no longo prazo.

Para o professor e terapeuta americano David Frawley, a primeira etapa de um tratamento é a compreensão de que cada vida tem um propósito espiritual e um papel no desenvolvimento da humanidade, e que viver sem harmonia com esse propósito pode se refletir em desequilíbrios na mente e no corpo.

“Isso implica buscar o caminho espiritual da forma que mais se aplica à natureza de cada um”, afirma no livro “Ayurvedic Healing” (Tratamento Ayurvédico). “Chamamos esse processo de primeiro tratar a alma, lembrando que por alma, em ioga, entendemos nossa consciência interior”.

Para a medicina indiana, se somos uma combinação de matéria, mente e consciência, as doenças devem ser entendidas como resultantes não apenas de fatores fisiológicos, mas também mentais e espirituais. Por isso, quem segue os ensinamentos do Ayurveda enxerga nas doenças um alerta e um convite para refletir sobre suas escolhas de vida e atitudes de forma mais ampla.

Segundo Frawley, as doenças podem ser um sinal de maus hábitos do corpo, mas também podem indicar que estamos desperdiçando nossa energia espiritual. Ele recomenda, portanto, não apenas tratarmos as doenças, mas usá-las como meio para nos observarmos e identificar de onde surge nosso desequilíbrio. “Quando alcançamos essa comunhão com nossa consciência interior, recuperamos a harmonia e a disposição para superar todas as dificuldades externas”, afirma no livro.

DE QUEM É A CULPA

Outra regra básica do Ayurveda é a compreensão de que não podemos responsabilizar ninguém mais pelo nosso bem estar, a não ser nós mesmos. Os médicos e terapeutas são vistos, nesse sistema, como profissionais com um papel temporário de nos trazer de volta ao ponto onde podemos nos cuidar adequadamente.

O entendimento é o de que devemos assumir a responsabilidade pela nossa própria saúde, em vez de deixá-la apenas nas mãos de médicos ou remédios. “Não há substituto para uma vida equilibrada. Isso não pode ser comprado por preço algum, e ninguém mais pode nos oferecer”, escreve Frawley.

“Um dos problemas da cultura moderna é que ela nos priva de tempo para cuidarmos de nós mesmos. Encontramo-nos num processo de gastar energia, mas não de renová-la. Entretanto, se realmente valorizamos nosso bem-estar, vamos encontrar esse tempo. A responsabilidade é nossa e não há ninguém que possamos culpar se não fizermos esse esforço.”

Para ler na íntegra, acesse: https://namaste.blogfolha.uol.com.br/2019/03/22/antes-de-curar-o-corpo-medicina-indiana-busca-tratar-a-alma/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

CORPO E AYURVEDA
Fundamentos ayurvédicos para terapias manuais e de movimento
Autores: Walkyria Giusti DambryMaria Inês Marino
SUMMUS EDITORIAL

Destinado especialmente a fisioterapeutas, massoterapeutas, professores de ioga e terapeutas corporais e ayurvédicos, este livro apresenta as bases da tradicional medicina indiana aplicadas à fisioterapia convencional. Partindo de sua ampla experiência na área da saúde e do movimento, Maria Inês Marino e Walkyria Giusti Dambry escreveram uma obra atual, didática e esclarecedora, que simplifica o entendimento dos fundamentos védicos para a utilização no atendimento profissional de pacientes com diversos tipos de queixas. A apresentação de casos clínicos facilita ainda mais essa compreensão, permitindo que os terapeutas alcancem resultados de tratamento cada vez mais eficazes e duradouros.

 

‘OS CUIDADOS PARA PROTEGER A SAÚDE MENTAL DE QUEM VIVE TRAUMAS’

Texto parcial de matéria de João Fellet, BBC News,
publicada no UOL em 15/03/2019

 Enlutados pelo massacre de quarta-feira na escola Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), sobreviventes, amigos e parentes dos mortos devem ser acompanhados para que não desenvolvam transtornos mentais associados a traumas, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Nos EUA, onde massacres em escolas são frequentes, um estudo apontou que 29% das testemunhas desses ataques sofrem transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) – um transtorno de ansiedade que pode gerar sintomas vários meses ou anos após o incidente.

Profissionais de saúde mental alertam que sintomas semelhantes podem acometer até mesmo quem não tem qualquer relação com as vítimas, mas se expôs a fotos e vídeos do ataque nas mídias sociais ou na imprensa. Eles dizem que as pessoas abaladas, assim como vizinhos da escola e outros moradores de Suzano, também devem ser acolhidas e ajudadas a superar o luto coletivo causado pela tragédia.

A Prefeitura de Suzano disse à BBC News Brasil que a Secretaria de Estado da Saúde enviou dois psiquiatras e um psicólogo a Suzano para atender sobreviventes e familiares das vítimas. Segundo a prefeitura, os profissionais estão trabalhando ao lado de uma equipe local do Caps (Centro de Atenção Psicossocial), unidade do SUS especializada em saúde mental.

Reações a eventos traumáticos

O psiquiatra Higor Caldato, especialista em Psicoterapias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que, nos dias seguintes ao evento, sobreviventes e pessoas próximas das vítimas costumam vivenciar sentimentos de estresse agudo, choque, tristeza e lamentação.

Nesse período, diz Caldato, é essencial que eles sejam acompanhados por profissionais de saúde mental para que possam dar vazão às emoções em sessões de terapia e não se refugiem em comportamentos nocivos, como compulsões alimentares ou o consumo abusivo de álcool.

Ele afirma que pessoas que estejam sob ansiedade extrema e com dificuldade para se expressar podem precisar de medicação para atenuar os sintomas e tirar mais proveito da terapia.

Segundo o psiquiatra, se os sentimentos negativos persistirem por mais de um mês e estiverem associados a outros fatores, como pesadelos, medo e sintomas depressivos, é possível que o transtorno de estresse pós-traumático tenha se instalado.

A condição, que também costuma exigir tratamento medicamentoso, pode causar grandes impactos na vida do afetado por um longo período. Com frequência, o transtorno é acompanhado por problemas para dormir, dificuldade para se concentrar e sentimentos de isolamento, irritação e culpa.

‘Crescimento pós-traumático’

Para Caldato, o caminho para evitar o quadro é usar o episódio violento para reforçar relações e comportamentos positivos, estimulando o que ele chama de “crescimento pós-traumático”.

“O mais importante é dar apoio psicológico para que as pessoas possam enxergar a tragédia por outro ângulo – para que se sintam amparadas, protegidas, possam se cuidar, valorizar mais a vida e a família, ter urgência em buscar a felicidade.”

Segundo a psicóloga Maria Helena Franco, até quem não estava presente no massacre e não tem qualquer relação com as vítimas pode sofrer seus impactos quando exposto a imagens, notícias ou relatos sobre o evento. Essa reação é conhecida como trauma vicário ou estresse traumático secundário.

“Tem um fio que nos une que é a empatia, a questão humana. Todo mundo fica tocado, assustado. Não é um impacto menos importante e ele deve ser visto e considerado”, afirma Franco, que coordena o Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto da PUC-SP, onde é professora titular de Psicologia.

Segundo Franco, o primeiro passo para superar o trauma vicário é aceitar o sofrimento provocado pelo massacre.

“Quando você está sofrendo mas entra num raciocínio de que não deveria sofrer pois não estava lá, não conhecia ninguém, você impossibilita que o sentimento seja elaborado. Só que não, ele continua ali, na mente.”

Luto coletivo

Ela diz que alguns grupos estão mais sujeitos a esse quadro, como bombeiros ou profissionais de saúde que lidam com pessoas traumatizadas. “É preciso que eles estejam preparados para trabalhar com crises, com sofrimento intenso, com luto. Porque eles também podem chegar a um limite e até adoecer.”

Franco afirma que também merecem atenção vizinhos da escola e outros moradores de Suzano.

“De repente Suzano, uma cidade pacata, ficou associada ao massacre – alguns passaram a se referir ‘ao drama de Suzano’. É uma marca, uma ferida, e isso é sério. O tecido social sofreu um rombo.”

Ela diz que, além dos atendimentos individuais, o trauma precisa ser trabalhado de maneira coletiva. “É importante pensar em formas de unir os alunos, as escolas, as várias comunidades envolvidas. É daí, do coletivo, que virá a força de reconstrução.”

Estresse Traumático Secundário

Em artigo publicado em 2018 pela Vanderbilt University (EUA), o pesquisador Chad Buck, PhD em Psicologia Clínica, diz que os sintomas do trauma vicário ou estresse traumático secundário são semelhantes aos do TEPT, mas menos intensos.

Segundo ele, a condição pode envolver fadiga crônica, tristeza, raiva, exaustão emocional, vergonha, medo e desconexão, entre outros sentimentos.

Segundo Buck, embora os estudos sobre esse distúrbio enfoquem profissionais de saúde mental, outras pessoas podem desenvolver os mesmos sintomas.

“Quem já vivenciou eventos semelhantes, tem TEPT pré-existente ou outras questões de saúde mental tem maior risco de sofrer uma acentuação dos sintomas e o desenvolvimento de estresse traumático secundário”, diz o psicólogo.

‘Divisor de águas’

Para Maria Helena Franco, o massacre será “um divisor de águas” para os alunos sobreviventes. “Há uma situação muito particular que agrava a situação: eles são ao mesmo tempo sobreviventes e testemunhas. São duas experiências muito fortes.”

Franco afirma que o acompanhamento dos jovens deve levar em conta os registros sensoriais vinculados a traumas, como barulhos, cheiros, cenas e movimentos.

“O cuidado precisa ser voltado para os registros que, se não forem tratados, vão ficar.” Segundo ela, o acompanhamento tem de durar vários anos. “É um trabalho de longuíssimo prazo.”
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Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/bbc/2019/03/15/os-cuidados-para-proteger-a-saude-mental-de-quem-vive-traumas.htm

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A psicóloga Maria Helena Pereira Franco é autora de vários livros que abordam o luto, todos publicados pela Summus Editorial. Conheça abaixo alguns::

 

FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
Autores: Maria Cristina Lopes de Almeida Amazonas, Airle Miranda de Souza, Danielle do Socorro Castro Moura, Durval Luiz de Faria, Elizabeth Queiroz, Gabriela Golin, Geórgia Sibele Nogueira da Silva, Janari da Silva Pedroso, José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres, Maíra R. de Oliveira Negromonte, Vera Regina R. Ramires, Maria Helena Pereira Franco, Maria Julia Kovács, Maria Lucia C. de Mello e Silva, Maria Thereza de Alencar Lima, Roberta Albuquerque Ferreira, Rosane Mantilla de Souza, Silvia Pereira da Cruz Benetti, Soraia Schwan, Tereza Cristina C. Ferreira de Araújo

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

 

A INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM EMERGÊNCIAS
Fundamentos para a prática
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
Autores: Cristina Foloni Delduque da Costa, Karina Kunieda Polido, Julia Schmidt Maso, José Paulo da Fonseca, Isabela Garcia Rosa Hispagnol, Iara Boccato Alves, Gabriela Casellato, Ester Passos Affini, Eleonora Jabur, Lilian Godau dos Anjos Pereira Biasoto, Cristiane Corsini Prizanteli, Claudia Gregio Cukierman, Cibele Martins de Oliveira Marras, Ariana Oliveira, Ana Lucia Toledo, Adriana Silveira Cogo, Adriana Vilela Leite César, Viviane Cristina Torlai, Luciana Mazorra, Luiz Antonio Manzochi, Marcelo M. S. Gianini, Maria Angélica Ferreira Dias, Maria Helena Pereira Franco, Maria Inês Fernandez Rodriguez, Mariangela de Almeida, Priscila Diodato Torolho, Rachel Roso Righini, Reginandréa Gomes Vicente, Régis Siqueira Ramos, Samara Klug, Sandra Regina Borges dos Santos, Sandra Rodrigues de Oliveira, Suzana Padovan

Este livro reúne experiências e reflexões sobre um campo de atuação novo no Brasil: o atendimento psicológico a pessoas em situações de emergência e desastre. Diversos especialistas abordam a importância de cuidar dessas pessoas e os procedimentos e técnicas mais indicados em cada caso. A saúde mental do psicólogo e os efeitos do transtorno de estresse pós-traumático também são analisados.

‘ANSIEDADE CONTROLADA, SONO MELHOR E MAIS: 6 BENEFÍCIOS EM RESPIRAR DIREITO’

Matéria de Dimone Cunha, publicada originalmente
no UOL VivaBem, em 28/02/2019

 

A respiração é uma ação que acontece sem termos de pensar nela. Mesmo assim, ela pode sofrer influência das emoções. O ser humano nasce respirando de forma correta –inspirando pelas narinas, enchendo os pulmões e liberando oxigênio para nutrir as células do corpo — mas a exigência de uma vida mais agitada e estressada vai modificando esse padrão.

A ansiedade, por exemplo, provoca uma respiração superficial, com um padrão ruim, em que há aumento da frequência, mas não da profundidade. E isso pode se tornar algo automático e perene, modificando o tônus muscular da cadeia respiratória.

Por isso, os métodos de controle da respiração podem ajudar a monitorar e regular as inalações e exalações, contribuindo diretamente com a saúde. Veja as vantagens de respirar corretamente para todo seu corpo:

  1. Controle da ansiedade

Em um estado de ansiedade, a respiração fica mais acelerada ativando o sistema nervoso simpático, responsável por várias reações do corpo ao estresse. A ansiedade aumenta a frequência respiratória, eleva a frequência cardíaca e produz mais adrenalina.

O sistema nervoso autônomo é dividido em parassimpático e simpático, que atuam de forma antagônica: enquanto um é responsável pelo estado de alerta (simpático), o outro oferece uma sensação calma (parassimpático). A respiração profunda e lenta possibilita diminuir a frequência cardíaca e a liberação de adrenalina, acalmando o simpático e elevando o parassimpático, promovendo um estado de equilíbrio no organismo.

  1. Alívio do estresse

Um estudo realizado em 2016, na Universidade Técnica de Munique, conduzido por Anselm Doll mostrou que o foco atencional alivia o estresse e as emoções negativas, ativando o córtex pré-frontal. Essa ativação ocorre em áreas cerebrais relacionadas com a sensação de bem-estar, criando novas conexões e garantindo melhor controle, por isso concentrar a atenção na respiração pode favorecer o alívio de situações estressoras e emoções negativas.

  1. Melhora da insônia

A dificuldade em pegar no sono nada mais é que o reflexo de uma mente acelerada, em estado de estresse e ansiedade. Em 2015, Cheryl Yang e sua equipe da Universidade Nacional Yang-Ming, em Taiwan, confirmaram que 20 minutos de exercícios de respiração lenta (seis ciclos de respiração por minuto) antes de dormir melhora significativamente o sono.

  1. Redução da pressão arterial

Se o sistema nervoso simpático estiver ativado, ele eleva a produção de adrenalina que reduz o nível do calibre dos vasos arteriais, fazendo com que a pressão arterial aumente. Por isso, pessoas com hipertensão que meditam ou apostam em técnicas de relaxamento e respiração tendem a conseguir controlar melhor a pressão arterial.

  1. Diminuição de dores lombares

A respiração mais curta tensiona o diafragma, que tem inserções na coluna lombar. Aliviar essas tensões pode reduzir uma eventual dor lombar. Além disso, a própria tensão psicológica gera um tônus muscular geral no corpo muito maior do que o necessário, o que também pode gerar mais desconfortos lombares.

  1. Sensação de bem-estar

Uma respiração tranquila consegue elevar a atividade do nervo vago, que está relacionado ao sistema nervoso parassimpático. Ao estimular esse nervo o ritmo cardíaco e a pressão arterial diminuem, os músculos relaxam e este conjunto de ações promove uma sensação de tranquilidade. Estando mais calma, a pessoa pode tomar decisões mais assertivas e agir com mais atenção e precisão.

Treinando a respiração

Para reaprender a respirar de forma tranquila e correta, é válido apostar em práticas que acalmem e sirvam de válvulas de escape ao estresse. As atividades físicas são muito conhecidas por seus mecanismos ansiolíticos e antiestresse, além disso, praticar ioga e meditação podem ser relevantes para uma receita de saúde física e mental.

A respiração lenta e controlada é muito usada por praticantes de ioga e de meditação para promover estados mentais calmantes e contemplativos. São técnicas usadas clinicamente para suprimir o excesso de estresse, até para certos tipos de ataques de pânico. Assim, o treinamento respiratório deve ser restrito aos momentos da aula/terapia, que deve ser frequente até que o novo padrão seja incorporado e automatizado.

Para exercitar em casa

Confira três técnicas de respiração simples para fazer:

1) Deitado, coloque as mãos no abdômen, na altura do umbigo e respire um pouco mais profundamente, sentindo que o abdômen move as mãos, soltando o ar devagar. Repita cerca de dez vezes e volte a respirar livremente;

2) Sentado de forma confortável e com a coluna ereta, realize inspirações profundas seguidas de expirações profundas, totalizando 10 respirações seguidas de ritmo respiratório normal;

3) Sentado de forma confortável, respire pelas duas narinas, mantendo a palma da mão esquerda relaxada no colo, e deixando a mão direita para abrir e fechar as narinas. Coloque o indicador e dedo médio entre as sobrancelhas, quando for respirar, feche a narina direita e solte pela esquerda; depois puxe pela esquerda, e solta pela direita, intercalando sempre. Repita oito vezes.  Fontes: Paulo José Zimermann Teixeira, pneumologista da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) e professor da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre); Elisa Kozasa, pesquisadora do Instituto do Cérebro da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, de São Paulo; Danielle Bedin, pneumologista no Hospital Beneficência Portuguesa e doutora em pneumologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Danilo Santaella, educador físico, doutor em pneumologia e coordenador do setor de ensino e pesquisa do CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo).
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Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/28/ansiedade-controlada-sono-melhor-e-mais-6-beneficios-em-respirar-direito.htm

 

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Tem interesse pelo tema? Conheça os livros do Grupo Summus:

RESPIR-AÇÕES
A respiração para uma vida saudável
Autor: Philippe Campignion
SUMMUS EDITORIAL

Partindo dos conceitos desenvolvidos por Godelieve Denys-Struyf em Cadeias musculares e articulares, o autor faz um estudo profundo e detalhado do processo respiratório. Analisa esse processo em conexão com a musculatura corporal como um todo, bem como a essência dos mecanismos envolvidos. Sugere ao leitor meios de tomar consciência do seu modo particular de respirar, e a partir daí trabalhar sua própria respiração, descobrindo formas de respirar melhor. Impresso a 4 cores, formato 21 X 28 cm, contém mais de 100 ilustrações.


RESPIRAÇÃO

Autor: Philippe Emmanuel Souchard
SUMMUS EDITORIAL

Este livro é um moderno instrumento de estudo de todos os órgãos envolvidos no ato de respirar. Da anatomia à neurofisiologia, passando pela fisiopatologia e estresse, o autor chega à reeducação do processo respiratório e à respiração total. Numerosas fotografias e ilustrações.

 

RESPIRAÇÃO, ANGÚSTIA E RENASCIMENTO
Autor:
José Ângelo Gaiarsa
EDITORA ÁGORA

Quantos de nossos problemas estão relacionados com a respiração, algo tão fundamental e, paradoxalmente, tão negligenciado? Ao tratar do significado desse fenômeno e de seu valor psicológico, este livro amplia a consciência corporal do leitor e traz exercícios respiratórios, casos clínicos e até mesmo análises etimológicas, por considerar a palavra um derivado da respiração. Com rica fundamentação teórica, a obra torna-se acessível graças ao modo peculiar de escrever de J. A. Gaiarsa.