BONS FLUIDOS DESTACA O LIVRO “O FEMININO E O SAGRADO”

A edição de julho da revista Bons Fluidos deu destaque para o livro O feminino e o sagrado – Mulheres na jornada do herói (Editora Ágora). A reportagem, intitulada “Nós temos a força”, traz entrevista de Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro, das autoras da obra. No livro, elas relatam a vida de quinze mulheres que, em busca da própria identidade, encontraram uma dimensão sagrada. São trajetórias fortes de mulheres que tiveram a coragem de ser fiéis a si mesmas, pagando às vezes um alto preço por isso. Veja a reportagem no link http://goo.gl/CIEkJ e aproveite para acompanhar outra entrevista das autoras para o programa Ressoar (http://goo.gl/En0aL ), da Record News http.

A história da humanidade e os mitos que a representam obedecem a uma ordem em que prevalecem valores e formas de pensamento nos quais homens e mulheres têm papéis distintos. Nesse universo, quem parte em jornada é o homem: a ele cabe o papel de herói. No livro, as autoras criam uma nova versão, em que mulheres reais e contemporâneas são as heroínas dessa trajetória. Na obra, o termo “sagrado” não tem sentido estritamente religioso, mas denota aquilo que dá um significado especial à existência.

O fio que liga os relatos é a análise de Joseph Campbell a respeito da Jornada do Herói, modelo mitológico que une a moderna busca da individualidade com a antiga busca da espiritualidade. “Encontramos na vida real uma relação direta com o mito. Dessa forma, mesclamos a vida com o mito e o mito com a vida. O próprio trabalho de elaboração desse livro também foi uma jornada”, explicam as autoras.

Foram entrevistadas mulheres de diversas crenças e profissões, como uma budista, uma xamã, uma médium, psicoterapeutas, uma vereadora, uma atriz e uma dançarina, entre outras. São elas: Ana Figueiredo, Andrée Samuel, Bettina Jespersen, Heloisa Paternostro, Jerusha Chang, Maria Aparecida Martins, Monica Jurado, Monika von Koss, Neiva Bohnenberger, Regina Figueiredo, Renata C. Lima Ramos, Rosane Almeida, Sandra Sofiati, Solange Buonocore e Soninha Francine.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1208

Para conhecer o outro livro das autoras publicado pela Ágora, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1302

 

 

FOLHA DE S.PAULO DESTACA O LIVRO “A LEGIÃO NEGRA”

Em reportagem especial sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, a Folha de S. Paulo publicou nesta segunda-feira, dia 9 de julho, entrevista com o autor do livro “A Legião Negra” (Selo Negro Edições), o jornalista Oswaldo Faustino. A reportagem, intitulada “Soldados negros que lutaram por SP são tema de livro”, destaca a importância da participação de negros paulistas no movimento. Romance histórico, a obra aborda uma faceta pouco conhecida da história nacional: a participação voluntária de um grande número de afro-brasileiros na revolução. Veja reportagem: http://goo.gl/CicSq

Entre julho e outubro de 1932, milhares de paulistas lutaram contra a ditadura de Getulio Vargas, instituída dois anos antes. Entre os objetivos dos revoltosos estavam a promulgação de uma nova Constituição e a deposição de Vargas. Muito já se contou sobre esse episódio, mas Faustino apresenta no livro um ângulo quase inédito do episódio: a brava atuação de uma legião formada, a princípio, por três batalhões voluntários compostos exclusivamente de afrodescendentes.

A ideia para o livro surgiu quando o ator Milton Gonçalves contou a Faustino que gostaria de fazer um filme sobre a Legião Negra e pediu ao escritor que pesquisasse o assunto. Recorrendo a documentos e publicações de época, obras acadêmicas e entrevistas com familiares dos combatentes, Faustino entrou em contato com a história de personagens reais que, no romance, interagem com os concebidos pelo autor. A pesquisa permitiu-lhe também reconstruir o contexto social, cultural e econômico da São Paulo da década de 1930 – ora em situações conflituosas ora em aparente harmonia se interrelacionavam paulistas quatrocentões, negros, mestiços, imigrantes europeus e migrantes oriundos principalmente de estados do Nordeste. Cada qual com seus costumes e em espaços determinados, é verdade. Aos negros e pardos restavam apenas os cortiços, porões e subúrbios, as rodas de tiririca, o jogo ilegal e os biscates.

O livro começa apresentando ao leitor o centenário Tião Mão Grande, que nos dias de hoje relembra sua participação, como voluntário, na Revolução de 1932. Sua memória recupera episódios e personagens que mudaram sua vida e a dos paulistas para sempre: alguns reais, como Maria Soldado, empregada doméstica que decidiu engrossar as fileiras revolucionárias; o advogado Joaquim Guaraná Santana e o grande orador Vicente Ferreira; outros fictícios, mas inspirados em arquétipos históricos, como Teodomiro Patrocínio, protegido de uma rica família que de início renega a ascendência africana e a negritude, mas depois se torna um grande líder militar da Legião Negra; Luvercy, jovem negro alistado contra a vontade pelo próprio pai, também combatente de ideais patrióticos; John, um jamaicano foragido dos EUA, que também participava das lutas antirracistas e convivia com pensadores naquele país, como seu conterrâneo Marcus Garvey.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1273