JOVEM PAN ONLINE ENTREVISTA ROBERTA PALERMO NESTA QUINTA-FEIRA

A terapeuta familiar Roberta Palermo, autora do livro Ex-marido, pai presente (Mescla Editorial), foi entrevistada pela Jovem Pan Online nesta quinta-feira, dia 16 de agosto. Destinado aos homens que vivenciam cotidianamente o problema da alienação parental – situação em que a mãe afasta deliberadamente os filhos do ex-marido –, o livro traz informações fundamentais para combater a alienação e dicas objetivas para fortalecer a relação pai-filho.
Você pode assistir a entrevista em 3 partes, nos vídeos abaixo.

Nos dias de hoje, fala‑se muito sobre alienação parental, fato que, para a terapeuta familiar, trata-se de um importante avanço. “A divulgação do tema alertou famílias e, principalmente, especialistas que lidam com os casos de abuso emocional em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro cônjuge depois da separação”, diz. Segundo ela, psicólogos, terapeutas, psiquiatras, advogados, conselhos tutelares e juízes – responsáveis pelas decisões finais nos processos que acabam nos fóruns de família – agora são capazes de conduzir o assunto com muito mais critério.

Divórcio-1 (Terapeuta explica como lidar com os filhos após a separação)

Embora ainda não haja números precisos sobre o tema, alguns dados ajudam a entender por que a mãe tem mais chance de se tornar alienadora. De acordo com as Estatísticas de Registro Civil, divulgadas em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 87,3% dos casos são elas que detêm a guarda dos filhos em casos de separação. Nesse contexto, ainda segundo o IBGE, cerca de 1/3 dos filhos perde contato com os pais, sendo privados do afeto e do convívio com o genitor ausente.

Divórcio-2 (Separação precisa ser encarada com seriedade para o bem dos filhos)

“O objetivo da obra é fortalecer o pai para que ele não permita que a mãe atrapalhe sua convivência com o filho depois da separação”, afirma a autora. Ao longo do livro, ele encontra todas as explicações necessárias sobre essa forma de abuso psicológico. “O pai precisa entender alguns pontos importantes sobre o papel de cada um, principalmente quando já existe um novo relacionamento”, complementa a autora.

 Divórcio-3 (Pais podem recuperar laços perdidos com os filhos após a separação)

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1311/Ex-marido,+pai+presente

CNT EXIBE ENTREVISTA COM ROBERTA PALERMO

A terapeuta familiar Roberta Palermo participa do programa Notícias & Mais, da CNT, nesta terça-feira, dia 14, às 13h. Ela fala sobre o livro Ex-marido, pai presente (Mescla Editorial), que acaba de ser lançado. Destinado aos homens que vivenciam cotidianamente o problema da alienação parental – situação em que a mãe afasta deliberadamente os filhos do ex-marido –, o livro traz informações fundamentais para combater a alienação e dicas objetivas para fortalecer a relação pai-filho. A programação é nacional e exibida nos canais abertos e fechados de TV. Acesse o site www.cnt.com.br para conferir.

Nos dias de hoje, fala se muito sobre alienação parental, fato que, para a terapeuta familiar, trata-se de um importante avanço. “A divulgação do tema alertou famílias e, principalmente, especialistas que lidam com os casos de abuso emocional em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro cônjuge depois da separação”, diz. Segundo ela, psicólogos, terapeutas, psiquiatras, advogados, conselhos tutelares e juízes – responsáveis pelas decisões finais nos processos que acabam nos fóruns de família – agora são capazes de conduzir o assunto com muito mais critério.

Embora ainda não haja números precisos sobre o tema, alguns dados ajudam a entender por que a mãe tem mais chance de se tornar alienadora. De acordo com as Estatísticas de Registro Civil, divulgadas em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 87,3% dos casos são elas que detêm a guarda dos filhos em casos de separação. Nesse contexto, ainda segundo o IBGE, cerca de 1/3 dos filhos perde contato com os pais, sendo privados do afeto e do convívio com o genitor ausente.

“O objetivo da obra é fortalecer o pai para que ele não permita que a mãe atrapalhe sua convivência com o filho depois da separação”, afirma a autora. Ao longo do livro, ele encontra todas as explicações necessárias sobre essa forma de abuso psicológico. “O pai precisa entender alguns pontos importantes sobre o papel de cada um, principalmente quando já existe um novo relacionamento”, complementa a autora.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1311/Ex-marido,+pai+presente

TV BANDEIRANTES ENTREVISTA ROBERTA PALERMO, AUTORA DE “EX-MARIDO, PAI PRESENTE”

A terapeuta familiar Roberta Palermo, autora do livro Ex-marido, pai presente (Mescla Editorial), fala sobre alienação parental em entrevista para a TV Bandeirantes, que foi ao ar dia 11/8, no Jornal da Band. Assista ao vídeo da matéria no final desta nota.
Destinado aos homens que vivenciam cotidianamente o problema da alienação parental –

Saiba mais sobre este livro clicando aqui

situação em que a mãe afasta deliberadamente os filhos do ex-marido –, o livro traz informações fundamentais para combater a alienação e dicas objetivas para fortalecer a relação pai-filho.

Nos dias de hoje, fala‑se muito sobre alienação parental, fato que, para a terapeuta familiar, trata-se de um importante avanço. “A divulgação do tema alertou famílias e, principalmente, especialistas que lidam com os casos de abuso emocional em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro cônjuge depois da separação”, diz. Segundo ela, psicólogos, terapeutas, psiquiatras, advogados, conselhos tutelares e juízes – responsáveis pelas decisões finais nos processos que acabam nos fóruns de família – agora são capazes de conduzir o assunto com muito mais critério.

Embora ainda não haja números precisos sobre o tema, alguns dados ajudam a entender por que a mãe tem mais chance de se tornar alienadora. De acordo com as Estatísticas de Registro Civil, divulgadas em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 87,3% dos casos são elas que detêm a guarda dos filhos em casos de separação. Nesse contexto, ainda segundo o IBGE, cerca de 1/3 dos filhos perde contato com os pais, sendo privados do afeto e do convívio com o genitor ausente.

“O objetivo da obra é fortalecer o pai para que ele não permita que a mãe atrapalhe sua convivência com o filho depois da separação”, afirma a autora. Ao longo do livro, ele encontra todas as explicações necessárias sobre essa forma de abuso psicológico. “O pai precisa entender alguns pontos importantes sobre o papel de cada um, principalmente quando já existe um novo relacionamento”, complementa a autora.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1311/Ex-marido,+pai+presente

 

FLÁVIO GIKOVATE PARTICIPA DO PROGRAMA ALTERNATIVA SAÚDE, DA GNT

O programa Alternativa Saúde, da GNT, apresentando por Patricya Travassos, exibe neste sábado, dia 11 de agosto, 14h, entrevista com o psicoterapeuta Flávio Gikovate. Conferencista e autor consagrado, ele lançou em 2010 o livro Sexo, o trigésimo de sua carreira.
O programa será reprisado no domingo (12/8), às 6h, e na terça-feira (14/8), às 19h30.

Médico psiquiatra formado pela USP em 1966, Gikovate trabalha com psicoterapia breve, tendo atendido mais de oito mil pacientes. Suas obras, publicadas também no exterior, já venderam quase 1 milhão de exemplares.

Desde o início da carreira, dedica-se essencialmente ao trabalho de psicoterapeuta. Escrever foi uma forma de transferir conhecimento e ajudar pessoas a entrar num ciclo de evolução. Ele é conhecido por abordar de forma original, sem subtrair a importância teórica do seu trabalho, as questões e problemas que afligem os relacionamentos pessoais e interpessoais.

Para conhecer todos os títulos do autor publicados pela MG Editores, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca

CBN ENTREVISTA ROBERTA PALERMO, AUTORA DO LIVRO “EX-MARIDO, PAI PRESENTE”, NESTE DOMINGO

O programa Revista CBN, da rádio CBN, entrevista neste domingo, dia 12 de agosto, às 14h40, a terapeuta familiar Roberta Palermo. Ela conversa com os ouvintes sobre o livro Ex-marido, pai presente, lançamento da Mescla Editorial. Destinado aos homens que vivenciam cotidianamente o problema da alienação parental – situação em que a mãe afasta deliberadamente os filhos do ex-marido –, a obra traz informações fundamentais para combater a alienação e dicas objetivas para fortalecer a relação pai-filho.
Para ouvir, acesse:
http://cbn.globoradio.globo.com/programas/revista-cbn/REVISTA-CBN.htm

Nos dias de hoje, fala‑se muito sobre alienação parental, fato que, para a terapeuta familiar, trata-se de um importante avanço. “A divulgação do tema alertou famílias e, principalmente, especialistas que lidam com os casos de abuso emocional em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro cônjuge depois da separação”, diz. Segundo ela, psicólogos, terapeutas, psiquiatras, advogados, conselhos tutelares e juízes – responsáveis pelas decisões finais nos processos que acabam nos fóruns de família – agora são capazes de conduzir o assunto com muito mais critério.

Embora ainda não haja números precisos sobre o tema, alguns dados ajudam a entender por que a mãe tem mais chance de se tornar alienadora. De acordo com as Estatísticas de Registro Civil, divulgadas em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 87,3% dos casos são elas que detêm a guarda dos filhos em casos de separação. Nesse contexto, ainda segundo o IBGE, cerca de 1/3 dos filhos perde contato com os pais, sendo privados do afeto e do convívio com o genitor ausente.

“O objetivo da obra é fortalecer o pai para que ele não permita que a mãe atrapalhe sua convivência com o filho depois da separação”, afirma a autora. Ao longo do livro, ele encontra todas as explicações necessárias sobre essa forma de abuso psicológico. “O pai precisa entender alguns pontos importantes sobre o papel de cada um, principalmente quando já existe um novo relacionamento”, complementa a autora.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1311/Ex-marido,+pai+presente

CUTI FALA DE LITERATURA NEGRA NA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

O escritor e pesquisador Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, autor dos livros Literatura negro-brasileira e Lima Barreto (Selo Negro Edições), participa no domingo, 12 de agosto, às 14h, da mesa sobre literatura negra, que acontece no Salão de Ideias, da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Com mediação de Heloisa Pires, Cuti debate o tema com o jornalista José Nabor. O Salão de Ideias fica Rua K, nº 80. Quem quiser adquirir os livros, poderá encontrá-los no estande da Book Partners (Rua C, nº 60). Durante o mês de agosto, todas as obras do Grupo Editorial Summus serão vendidas com 30% de desconto.
Com o avanço das lutas contra o racismo, nas últimas décadas do século XX, os negros começaram a se tornar protagonistas das suas obras. Usando a palavra como forma de resistência, diversos escritores e poetas criaram uma produção diferenciada, com nuanças específicas, baseadas nos elementos culturais de origem africana e no resgate da dignidade. No livro Literatura negro-brasileira (152 p., R$ 16,80, com desconto promocional), quarto volume da Coleção Consciência em Debate, lançamento da Selo Negro Edições, o escritor e pesquisador Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, analisa a participação do negro, como personagem, autor e leitor, na literatura brasileira.

 

Escritor profícuo e grande pesquisador, Cuti destaca os precursores e a nova geração dessa corrente – que alcançou um patamar significativo com os trinta anos de edição ininterrupta dos Cadernos Negros, coletânea anual de poemas e contos. “A literatura é alimento para o nosso imaginário, que se move o tempo todo, recebendo, produzindo e reproduzindo ideias, palavras, frases, imagens sobre o que somos como pessoa e povo”, revela o autor. Para ele, as palavras carregadas de emoções nutrem a dimensão interna de nosso ser. “Nossas relações inter-raciais também são mediadas pelo texto não referencial”, complementa. A obra cumpre, nessa dinâmica, o papel de trazer um deslocamento de perspectiva na superfície e na profundidade do texto ficcional e poético, estabelecendo uma formação discursiva dissonante no contexto hegemônico da ideologia racista que ainda vigora nos meios de comunicação brasileiros.

Dividido em doze capítulos, o livro mostra como escrevem os descendentes daqueles que, durante séculos, foram proibidos de escrever, qual o conteúdo que privilegiam na expressão literária e quais os contrapontos que realizam na literatura nacional. “A obra é um mergulho nesses meandros e um convite para mais uma redescoberta do Brasil que rompe a mordaça”, afirma Cuti. Nela, o autor prova que a literatura negro-brasileira, do sussurro ao grito, vem buscando recursos formais próprios e sugerindo a necessidade de mudança de paradigmas estético-ideológicos.

Autor de obras-primas como Triste fim de Policarpo Quaresma e Recordações do escrivão Isaías Caminha, Lima Barreto foi duramente rechaçado pelos críticos. No livro Lima Barreto(128 p., R$ 16,80, com desconto promocional), sétimo volume da Coleção Retratos do Brasil Negro, da Selo Negro Edições, Cuti analisa a produção do escritor e mostra a atualidade dos problemas que ele apontou no início do século XX. “Ainda hoje, seus livros travam uma luta contra as forças de exclusão social, muito poderosas no Brasil. Elas interferem na cultura, em especial nas artes, que têm o poder de alimentar nosso imaginário”, afirma o autor.

Considerado um dos representantes máximos do pré-modernismo brasileiro, Barreto criou personagens inesquecíveis, como o quixotesco major Quaresma e a ingênua Clara dos Anjos. Seus escritos sempre denunciaram o papel marginal a que negros e negro-mestiços eram relegados em sua época. Crítico do racismo, da burocracia, da corrupção, sofreu, ao longo de sua vida, diversos preconceitos, aos quais respondeu com uma obra vigorosa. A lucidez com que retrata os primeiros anos do século XX tornou-se fonte de amplas reflexões para educadores, pesquisadores, militantes do movimento negro e todos aqueles envolvidos na construção de um Brasil mais solidário.

Serviço:

Evento: Salão de Ideias sobre Literatura negra, na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo*
Participação: Luiz Silva (Cuti), José Nabor e Heloisa Pires (mediadora)
Data: 12 de agosto, domingo
Hora: 14h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1.209 | Santana – São Paulo/SP
Informações: www.bienaldolivrosp.com.br

*retirar senha duas horas antes

“O PAULISTANO NO DIVÔ: MATÉRIA DE CAPA DA VEJA SP ABORDA AS QUESTÕES MAIS FREQUENTES NOS CONSULTÓRIOS DE TERAPIA

A Veja SP deste fim de semana (4 e 5 de agosto) traz reportagem sobre as questões mais frequentes nos consultórios de terapia, segundo dezoito renomados profissionais da cidade. A matéria de capa, intitulada “O paulistano no divã”, entrevistou vários autores do Grupo Editorial Summus. Flávio Gikovate, Eduardo Ferreira-Santos, Anna Veronica Mautner e Denise Ramos contaram quais são as principais aflições dos paulistanos. A reportagem teve ainda a participação da autora do livro Casar (Mescla Editorial), a organizadora de eventos, Vera Simão.
Veja a reportagem: http://goo.gl/69gWs

Conferencista e autor consagrado, o psicoterapeuta Flávio Gikovate possui 30 livros publicados. Em 2010, lançou o livro Sexo (MG Editores), o trigésimo de sua carreira. Na obra, ele reafirma que sexo e amor são dois impulsos autônomos e sublinha a associação entre sexualidade e agressividade.

O psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos é especialista em ciúme e violência. No livro “Ciúme – O lado amargo do amor (Editora Ágora), ele mergulha no tema, mostrando as causas do surgimento do ciúme e suas consequências para as relações afetivas – como dependência, perda de autoestima e até distúrbios psicológicos graves.

Colunista da Folha de S.Paulo, no caderno Equilíbrio, a psicanalista Anna Veronica Mautner lançou em 2011 o livro Educação ou o quê? (Summus Editorial) propõe reflexões para pais e professores. O objetivo é, diante das fronteiras cada vez mais tênues entre público e privado e a falta de limites, discutir a educação transmitida às crianças e aos jovens em casa e na escola.

A psicóloga Denise Ramos é professora titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e autora de vários artigos e pesquisas sobre o fenômeno psique-corpo. Referência mundial, o livro A psique do corpo (Summus Editorial) revela como os fatores emocionais estão presentes na saúde e como eles podem se transformar em doenças.

Para saber mais sobre os livros dos autores, clique nas capas acima.

 


Bienal do Livro: a conta não fecha

Leia a reprodução do artigo de Raul Wassermann, diretor do Grupo Editorial Summus, publicado na seção Tendências/Debates, da Folha de S. Paulo, no último dia 5 de agosto:

Nas conversas sobre passado e futuro das bienais do livro, lembro sempre da Fenit, feira de indústria textil que já foi chamada de “a São Paulo Fashion Week dos anos 1960”.

Aos poucos, participar dela ficou tão caro para a maioria das confecções que surgiu a moda de alugar espaços em hotéis para apresentar as coleções nos mesmos dias da Fenit.

Recentemente, Danuza Leão comentou a SPFW na Folha. Descreveu as badalações e escreveu: “Sem dúvida, a SPFW é muito luxuosa. Mas será que essa conta se paga?”

Tirando o “muito luxuosa”, a mesma pergunta poderia ser feita às bienais do livro de São Paulo, do Rio e até de alguns outros Estados.

O tempo passou. Veio a informática, passamos dos estandes dos anos 1970, armados a tábuas e pregos, às tentativas de nos tornarmos a Frankfurt ou a Paris dos trópicos.

Só que esquecemos dos leitores, da finalidade primeira de uma feira do livro: desenvolver o mercado.

Mesmo tendo presidido duas edições da bienal de São Paulo e participado de sua organização por um bom tempo, sempre defendi uma versão mais light, para o desenvolvimento do mercado. Eu me preocupava com a sua transformação em feirão.

Hoje temos investimentos em estandes luxuosos, que operam lado a lado com bancas de saldos, recebendo um público que passa por lá no fim de semana como variação da ida ao shopping. Os leitores, principalmente de não ficção, ficam em casa, buscando na internet o que não encontram nas livrarias, recusando-se a frequentar aquele ambiente superpovoado.

O Salão de Ideias, só para citar um espaço da bienal que antes atraía um colosso de gente, há várias edições simplesmente não acontece.

A programação cultural, aliás, já começou mal para a edição de 2012. Segundo a coluna “Painel das Letras”, da Folha, a organização não havia confirmado até as vésperas do evento quais autores internacionais deveriam participar neste ano.

As editoras, preocupadas, afirmaram que vão trazer autores de fora. A organização, que captou dinheiro da Lei Rouanet, disse que não tinha dinheiro para pagar as passagens, mas que incluiria os nomes sugeridos pelas editoras na programação.

Parceiras do mercado editorial, as livrarias não herdam nada, não há ação para levar o público a frequentá-las. O que existia foi enterrado.

Os números continuam sendo manipulados para sensibilizar a mídia. As declarações finais são sempre as mesmas, louvando a superação de todas as metas. Quem sai no prejuízo fica no silêncio, envergonhado.

Repito o que já disse há dois anos: por que não assumir que a fórmula está desgastada? Por que não criar um evento que só mostre a produção das editoras, com bons eventos culturais, proibição de descontos, iniciativas que levem público às livrarias e outros canais de venda e trazendo livreiros de todo o país?

Por que não retomar a tradição de dias reservados só para os profissionais? E por que não pensar em outro evento, com livreiros, que venda com descontos aqueles bons livros que toda editora tem, mas o público não encontra nas prateleiras?

Por que não fazer uma feira dirigida só ao público infantojuvenil? Vamos admitir: hoje adultos e crianças se atrapalham mutuamente.

Nada disso, entretanto, pode acontecer se não houver coragem e união da classe editorial. Insisto: é preciso sonhar com o desenvolvimento do mercado antes para colher em nossas empresas depois.

Enfim, a continuarmos na fórmula desgastada de sempre, só posso terminar com a pergunta de Danuza: será que essa conta se paga?

RAUL WASSERMANN, 69, é editor do Grupo Editorial Summus. Foi presidente da Câmara Brasileira do Livro e da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos

Para ver o artigo no site da Folha, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1131926-tendenciasdebates-bienal-do-livro-a-conta-nao-fecha.shtml

LIVRO “MASP 1970 – O PSICODRAMA” INSPIRA PEÇA DE TEATRO

Acontece neste sábado, dia 4 de agosto, às 10h30, no Centro Cultural São Paulo, o espetáculo “Os semeadores do psicodrama brasileiro”. A peça, da Trupe Semeadores, foi inspirada no livro Masp 1970 – O psicodrama (Ágora), de Norival Albergaria Cepeda e Maria Aparecida Fernandes Martin. Diretores da montagem, os psicodramatistas construíram a narrativa com base na obra, recheando as cenas com músicas dos anos 70. “O elenco revive no palco as importantes ações dos precursores do Psicodrama”, afirma Cepeda, lembrando que a entrada é gratuita. A montagem tem duração de 70 minutos e a entrada é gratuita.

O psicodrama surge com uma proposta de desenvolvimento global do indivíduo, que integra o pensar, o sentir e o agir. Em 1970, cerca de três mil pessoas se reuniram no Museu de Arte de São Paulo (MASP) para conhecer e vivenciar essa nova proposta de trabalho e de relação durante o V Congresso Internacional de Psicodrama e I Congresso de Comunidade Terapêutica – um evento histórico ocorrido em plena ditadura militar. No livro MASP 1970 – O psicodrama, os autores entram nos bastidores do congresso que mobilizou a vida cultural da capital paulista e renovou o cenário elitista que envolvia as áreas de psicologia e psiquiatria.

Pioneira, a obra aborda a chegada do psicodrama ao Brasil e os feitos de pessoas que, apaixonadas por esse referencial teórico-prático, não mediram esforços para trazê-lo às terras brasileiras. Para o psicoterapeuta Wilson Castello de Almeida, que participou do congresso e assina o prefácio, trata-se de um importante livro de memórias do movimento psicodramático brasileiro.

Utilizando uma linguagem didática e envolvente, os autores falam sobre a expansão desse movimento que permanece vivo e forte. O psicodrama é uma terapia profunda de grupo, cujas raízes se encontram no teatro, na psicologia e na sociologia, tendo por núcleo a dramatização. O livro aborda fatos históricos, sociais e políticos e seus impactos sobre a chegada do psicodrama ao Brasil. O objetivo, segundo os autores, é resgatar uma parte da história que estava esquecida e legitimar os pioneiros que perpetuaram o movimento no país. “Registramos os encontros e desencontros vividos por eles numa época de grandes questionamentos e mudanças também na forma de reconhecer e desenvolver pessoas”, afirmam os organizadores.

Resultado de um trabalho de dois anos, incluindo pesquisa e entrevistas com os primeiros psicodramatistas brasileiros, o livro mostra a saga dos pioneiros – numa época em que ainda não existia a globalização mundial – para germinar, com criatividade, competência e obstinação, as ideias morenianas em terras brasileiras. “Eles acreditaram num sonho e deixaram um legado que deve ser preservado e divulgado para as futuras gerações”, dizem.

Direção: Nori Cepeda e Cida Martin.
Elenco: Alfredo Rollo, Bernadete Mafra, Carolina Cintra, Cristina Coimbra, João Batista, Ireny Silva, Marcelo Fernandes, Naiara Medeiros, Olga Fagerstrëm, Rafaella Celentano, Rosana Baron, Rodrigo Souza e Vanusa Soares.

♦ Serviço:

Peça: “Os semeadores do psicodrama brasileiro”
Local: CENTRO CULTURAL SÃO PAULO*
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – ao lado do Metro Vergueiro)
Quando: próximo sábado, dia 04 de agosto
Horário: às 10h30 da manhã (terminando às 12h45)

*Entrada gratuita

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1232