AUTORA DA SUMMUS PARTICIPA DO DOMINGO ESPETACULAR, DA TV RECORD

A psicanalista Anna Mehoudar foi entrevistada pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, neste domingo, dia 11 de novembro. Ela falou sobre a importância do bom humor na gravidez no quadro “A família Faro vai aumentar”, que está acompanhando a gravidez da atriz e apresentadora Vera Viel, mulher de Rodrigo Faro. No livro Da gravidez aos cuidados com o bebê, recém-lançado pela Summus Editorial, Anna aborda aspectos físicos e psicológicos da gestação e dos primeiros meses com o bebê. Acesse o link para ver a reportagem: http://goo.gl/4UgJX

Voltada para o parto humanizado e a atenção global à gestante e à família, a obra tem caráter prático e cobre uma vasta gama de assuntos. O leitor encontrará informações imprescindíveis sobre as diferentes fases do processo gestacional – das roupinhas que devem ser levadas à maternidade aos sinais de atenção para a depressão pós-parto; dos direitos da gestante às vacinas recomendadas. Tudo permeado pelo olhar experiente de quem já acolheu milhares de pais e mães e realiza um trabalho com obstetras, pediatras, enfermeiros e psicólogos.

Dividida em oito capítulos, a obra responde a perguntas e inquietações frequentes em reuniões de preparo para o parto e cuidados com o bebê. No capítulo “A gravidez: tempo de espera”, a psicanalista fala do tempo provável de gestação, da gravidez e da sexualidade, do pré-natal, da evolução em cada trimestre e dos sinais de desconforto e alerta. Em “O parto: uma passagem”, Anna destaca passo a passo um plano de parto, dos sinais de aproximação e confirmação do trabalho de parto aos estágios do processo de nascimento. Já em “O pós-parto: novos tempos”, ela esclarece as dúvidas mais comuns sobre as primeiras horas de vida do bebê e aborda aspectos psicológicos do pós-parto, ressaltando quando é necessário pedir ajuda profissional.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Da+gravidez+aos+cuidados+com+o+bebê

SELO NEGRO LANÇA MULHERES NEGRAS NO BRASIL ESCRAVISTA E DO PÓS-EMANCIPAÇÃO

A Selo Negro Edições e a Folha Seca Livraria promovem no dia 21 de novembro, quarta-feira, a partir das 19h, a noite de autógrafos do livro Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação. Com pesquisas originais, que esmiúçam fontes e privilegiam as biografias, a obra, organizada pelos historiadores Giovana Xavier, Juliana Barreto Farias e Flavio Gomes, oferece um quadro amplo e fascinante das experiências das mulheres negras, primeiras agentes da emancipação da comunidade de africanos e de seus descendentes na diáspora. A livraria fica na Rua do Ouvidor, 37 – Centro, Rio de Janeiro, RJ (entre a rua 1º de março e a Travessa do Comércio).

A obra reúne artigos de 20 importantes especialistas na temática, cobrindo o Brasil de norte a sul em termos teóricos e no uso de fontes diversas. A coletânea passeia por cidades, plantations e áreas de mineração nos séculos XVIII, XIX e primeiras décadas do século XX. “São textos de pesquisa que dão conta não só de cidades, engenhos, fábricas, mansões, mas que fundamentalmente reconstroem cenários e desenham paisagens revelando sombras, suspiros e formas de vida, do corpo, da mente e da alma das mulheres na escravidão e nas primeiras décadas do pós-emancipação”, afirmam os organizadores.

Além dos organizadores, assinam os textos Adriana Dantas Reis, Antônio Liberac Cardoso Simões Pires, Camillia Cowling, Eduardo França Paiva, Flavia Fernandes de Souza, Isabel Cristina Ferreira dos Reis, Luciano Figueiredo, Marcelo Paixão, Maria Cristina Cortez Wissenbach, Maria Helena P. T. Machado, Mary Karasch, Paulo Roberto Staudt Moreira, Petrônio Domingues, Sandra Lauderdale Graham, Sandra Sofia Machado Koutsoukos, Solange P. Rocha, Valéria Gomes Costa.

A principal proposta do livro, segundo os historiadores, foi não somente caminhar a partir das mulheres, mas com elas e por meio delas. Por conta disso, os textos tiveram como centro da análise os percursos de pequenas biografias, em uma diversidade territorial que abrange grandes cidades escravistas, destacando principalmente os Estados de Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Goiás, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

Referências nos estudos de gênero, escravidão e pós-emancipação não só no Brasil como nas Américas, os autores apresentam textos com uma narrativa diferenciada da abordagem acadêmica tradicional.  A qualidade dos artigos e a originalidade da temática somam-se à diversidade de fontes documentais utilizadas nas pesquisas. Processos, jornais, literatura, inventários, músicas, poesias, registros de óbito, de batismo, iconografia etc. foram fartamente explorados para apresentar um panorama amplo da história da mulher negra, contemplando sua presença e participação em diferentes partes do país.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1322/MULHERES+NEGRAS+NO+BRASIL+ESCRAVISTA+E+DO+P%C3%93S-EMANCIPA%C3%87%C3%83O

 

AUTORA DO LIVRO “A CULPA É DA MÃE” FAZ PALESTRA EM CAMPINAS

A psicoterapeuta Elizabeth Monteiro faz palestra na Fnac Campinas, dia 22 de novembro, quinta-feira, às 19h, sobre o livro A culpa é da mãe, lançado neste ano pela Summus Editorial. De forma emocionante, ela relata na obra suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Partindo das relações familiares na época de sua avó e passando pela própria infância, ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso.
A livraria fica no Parque Dom Pedro Shopping Entrada das Águas, Campinas – SP.

A maternidade pode ser menos árdua e mais prazerosa, segundo Elizabeth. Para isso, as mães devem se permitir fazer o que consideram melhor para si e para seus filhos sem se guiar por regras ou modelos que, na maioria das vezes, não se adaptam ao seu modo de ser e à sua dinâmica de vida.

Para convencer as mães sobre a importância de valorizar seus próprios métodos, Elizabeth conta sua experiência na difícil tarefa de criar quatro filhos. Com relatos emocionantes e muitas vezes cômicos, ela fala sobre a dor e a delícia da maternidade, mostrando que a perfeição não existe quando se trata de cuidar de crianças. “Recebo em meu consultório centenas de mães culpadas, perdidas e sofridas. Elas buscam uma receita milagrosa para criar os filhos e contam‑me seus dilemas. Muitas vezes vejo‑me em cada uma delas. Recordo‑me da infância dos meus filhos e das muitas bobagens e erros que cometi simplesmente por não saber, por estar cansada, cheia, impaciente e por ter sido uma mãe jovem e inexperiente”, conta a autora.

O livro traz histórias de três gerações de mulheres de uma mesma família, promovendo o acompanhamento e a comparação das mudanças ocorridas até os dias de hoje. Nos dois primeiros capítulos, a autora fala sobre sua avó e sua mãe, narrando atitudes e comportamentos relativos às respectivas épocas. O terceiro capítulo contempla suas experiências com os filhos, acompanhadas de um tratamento psicológico, que explica os fatos apresentados, contextualizando-os na atualidade e propondo algumas formas de lidar com situações semelhantes. Elizabeth aborda questões como culpa, limites, educação, bullying, emoções, violência, ciúmes, drogas, morte, sexualidade, separação, amizades e projetos de vida, entre outros.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Culpa+é+da+mãe,+A

Serviço
Evento: Palestra com Elizabeth Monteiro sobre o livro “A culpa é da mãe”
Data: 22 de novembro, quinta-feira
Hora: 19h
Local: Fnac Campinas
Endereço: Parque Dom Pedro Shopping Entrada das Águas, Campinas – SP
Informações: 19-2101-2000

JOVEM PAN ENTREVISTA RENATO MODERNELL NESTA SEXTA

O jornalista e escritor Renato Modernell participa do programa Rádio ao Vivo, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, dia 9 de novembro, às 22h. Ele conversa com o apresentador José Luiz Menegatti sobre o livro A notícia como fábula, que acaba de ser lançado pela Summus Editorial. Acompanhe a entrevista na frequência AM 620 em São Paulo, na rede afiliada espalhada pelo Brasil ou ainda pelo site http://www.jovempan.com.br

No livro, Modernell examina a forma pela qual a realidade e a ficção se entrelaçam nos textos jornalísticos, analisando textos publicados em diferentes veículos e em épocas diversas. Ele parte do pressuposto de que aquilo que consideramos “fato” e “imaginação” tem limites mais tênues e permeáveis do que comumente se supõe. “Sabemos que, em princípio, a missão do jornalista é narrar o que aconteceu, enquanto a do ficcionista é flanar no que poderia ter acontecido. Porém, desde quando essas categorias se separam como a água e o óleo? Não podemos negar que a arte da escrita (e isso vale para ambos os casos) tem poderes de envolvimento muito eficazes”, afirma o jornalista. 

A obra é resultado de um estudo de mestrado concluído em 2004, na USP, e aprofundado posteriormente pelo autor. Um trabalho que dialoga com a fantasia e não se limita ao repertório conceitual das áreas mais familiares de Modernell, como o jornalismo e a literatura. Suas reflexões passeiam, sem muita cerimônia, pelos domínios da filosofia, da mitologia e da arte. O texto por vezes assume a leveza da crônica, sem que isso prejudique seu rigor acadêmico.

Com base em uma larga experiência simultânea com o jornalismo e a narrativa ficcional, Modernell acredita que um texto de qualidade, assim como o voo de um pássaro, desafia os limites territoriais entre a realidade e a imaginação. Ao criar o conceito dos fatores de fabulação, ele aponta uma série de recursos de escrita capazes de “ficcionalizar” o texto jornalístico. Esses artifícios sutis escapam à percepção não só de quem lê, mas até de quem escreve. 

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//NOTÍCIA+COMO+FÁBULA,+A

NOVO VÍDEO DE FLÁVIO GIKOVATE: ‘O EROTISMO E O AMOR’

O erotismo sempre se valeu do clima de proibição.

A banalidade sexual cria um clima desinteressante para o erotismo e esse esvaziamento traz à cena a questão sentimental, das relações amorosas baseadas em afinidades, onde o amor se aproxima muito das amizades.

Conheça todos os livros do autor, publicados pela MG Editores:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Fl%C3%A1vio+Gikovate

LIVRO “A NOTÍCIA COMO FÁBULA”, PELO PRÓPRIO AUTOR

Veja no vídeo abaixo a apresentação de Renato Modernell sobre sua obra, uma coedição Editora Mackenzie e Summus Editorial:

“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”, disse Luis Fernando Verissimo. Tomar ao pé da letra essa frase bem-humorada do cronista pode não ser um bom negócio. Porém, ainda mais temerário seria aceitar a hipótese oposta, ou seja, de que tudo acontece do jeito que o jornalista nos conta. Certos recursos de escrita e de edição aumentam tanto a temperatura do texto que provocam a fusão entre a fantasia e a realidade. Esse fenômeno misterioso, com seu toque de alquimia, é o que Renato Modernell investiga em A notícia como fábula.

Saiba mais sobre o livro, clicando aqui: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1317/NOT%C3%8DCIA+COMO+F%C3%81BULA,+A

 

NOVOS XAMÃS ENSINAM EM SP A GINÁSTICA DOS BRUXOS MEXICANOS

Está bem enganado quem ainda associa o xamanismo a rituais indígenas no deserto, em volta do fogo, envolvendo encantamentos e conjuros a forças sobrenaturais.

O xamanismo no século 21 é uma filosofia aplicada que inclui exercícios para combater estresse, fadiga e tensão, entre outros dramas urbanos.

Esse conhecimento chega às grandes cidades por meio de workshops como o que ocorrerá em São Paulo nos dias 24 e 25.

O curso será ministrado por dois discípulos diretos de Carlos Castaneda (1925-1998), o controverso antropólogo e autor de “A Erva do Diabo”, um mito do século 20.

Os professores-xamãs são os norte-americanos Miles Reid, médico formado em Buenos Aires e especialista em plantas, e Aerin Alexander, terapeuta corporal formada na Califórnia. Eles criaram a “Being Energy” (ser energia), clínica que dissemina técnicas aprendidas por ambos diretamente com o mestre Castaneda, com quem conviveram um pouco há 20 anos.

“Esses movimentos restauram, redistribuem energia e causam bem-estar”, disse Reid, em entrevista à Folha. Para quem olha de fora, tais exercícios ou “passes energéticos”, como agora são chamados (Castaneda os chamava de “passes mágicos”), lembram artes marciais. São feitos em séries de oito, nove, 12 ou mais movimentos.

Um exemplo de exercício: a pessoa posiciona as duas mãos a dez centímetros do lado esquerdo do abdome, na altura do baço, e simula estar segurando um cilindro de 30 centímetros de comprimento; roda o “cilindro” para baixo até onde o pulso aguentar por seis vezes; vai para o lado direito do abdome e faz o mesmo gesto seis vezes, agora sobre o fígado.

TOURO BRAVO

Há outro exercício em que o praticante leva os dois braços ao lado do corpo em posição de 90 graus (as mãos ficam abertas a 20 centímetros diante do estômago) e raspa os pés alternadamente no chão, como se limpasse a sola do sapato ou fosse um touro bravo. Uma sequência completa leva 20 minutos.

Segundo a brasileira Patrícia Aguirre, psicóloga, qualquer pessoa pode praticar.

O empresário mineiro Jarbas Martins, 50, diz seguir esse ramo do xamanismo há oito anos. “Como efeito principal, os passes me trouxeram bem-estar físico. Quando pratico alcanço harmonia corporal, emocional e mental.”

Eduardo Silva Neto, 45, médico, faz os exercícios há dois anos. “Proporcionam um bem-estar inegável. E são uma pausa na vida atribulada, resultando em autoconhecimento e saúde mental.”

A psicóloga Heloísa Antonia Franco diz fazer os passes com frequência há dois anos e meio. “O ‘caminho do guerreiro’ [outro nome dado ao xamanismo] amplia nosso arsenal de ferramentas para enfrentar o campo de batalha.”

Segundo ela, a prática mudou seu corpo e sua mente. “O corpo se torna mais atento, uma antena de captação de forças que nos atravessam. Os exercícios nos preparam para usar todos os nossos recursos corporais e mentais.”

Os verdadeiros seguidores do xamanismo moderno, porém, não fazem só esses passes. Há exercícios mais complexos envolvendo respiração, recuperação de lembranças da própria vida (“recapitulação”) e uma técnica intitulada “parar o diálogo interno” -quando a pessoa força a mente a silenciar enquanto faz longas caminhadas.

Os xamãs modernos dizem ser possível a qualquer pessoa disciplinada parar o fluxo confuso de pensamentos.

A revelação de que os feiticeiros faziam ginástica para redistribuir a energia do corpo e elevar seu poder chegou ao público em 1995, quando Castaneda ressurgiu após um retiro de quase 20 anos. Foi então que ele passou a ensinar os movimentos em seminários no México. Reid, 48, e Alexander, 44, estavam lá.

Em 1998, pouco antes de morrer, o escritor estendeu esse conhecimento ao mundo no livro “Passes Mágicos” (esgotado no Brasil). Uma versão do livro saiu quase ao mesmo tempo em vídeo -e ambos causaram mais polêmica em torno do escritor.

A obra trazia um novo paradigma em relação aos livros já publicados: agora já não era preciso ser um eleito para virar xamã; qualquer pessoa disposta a praticar diariamente e a ter uma vida disciplinada também poderia se tornar um adepto dessa arte.

Apesar disso, Castaneda havia sido iniciado no xamanismo “clássico”, envolvendo rituais longos, uso de plantas alucinógenas, disciplina rígida e vida solitária.

SONHANDO ACORDADO

O escritor já havia sido acusado de mistificador quando escreveu que também por meio de disciplina era possível a qualquer um vivenciar os sonhos com consciência parecida com a que temos quando acordados.

“Isso é absurdo”, atacaram psicólogos e outros especialistas na psique humana. O mesmo disseram alguns sobre a afirmação de que é possível interromper o fluxo de pensamentos.

Grosso modo, a técnica de “parar o diálogo interno” também é praticada por outras linhas filosóficas aplicadas, como a “Quarto Caminho”, escola criada pelo armênio George Ivanovitch Gurdjieff (1866-1949).

Assim como o hinduísmo, o budismo e a medicina chinesa, os xamãs acreditam que o corpo é controlado por centros energéticos invisíveis aos olhos. Esses centros seriam manipuláveis, por agulhas ou movimentos coordenados.

Até 2010, Reid e Alexander (que são casados e pais de Axl, 5) integraram a Cleargreen, uma instituição criada pelo próprio escritor nos anos 1990. Após deixar o grupo, eles renomearam os “passes mágicos” e passaram a divulgar o conhecimento em seus próprios workshops.

“Não sentimos que houve uma ruptura ou um rompimento [com a Cleargreen]. O que há é a ampliação dos veículos e das formas de divulgar o conhecimento do mestre”, afirmou Reid.

Texto de Ricardo Feltrin, publicado originalmente na Folha de S.Paulo, em 6/11/2012. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1178394-novos-xamas-ensinam-em-sp-a-ginastica-dos-bruxos-mexicanos.shtml

***

Se você se interessa por xamanismo, conheça algumas obras do Grupo Summus que falam sobre o assunto:

O caminho quádruplo
Trilhando os caminhos do guerreiro, do mestre, do curador e do visionário
Angeles Arrien
A principal característica do trabalho dessa antropóloga americana é estabelecer uma ponte cultural entre a antropologia, a psicologia e a religião através das tradições xamânicas. Com estilo e linguagem de um prático manual, ela mostra como a sabedoria dos povos indígenas continua sendo importante para nossa vida em família, em nosso trabalho e em nosso contato com a Terra. Com ilustrações.

Os quatro ventos
Odisséia de um Xamã na Floresta Amazônica
Erik Jendresen, Alberto Villoldo
Esta narrativa da vivência espiritual de um psicólogo e antropólogo americano no Peru. Recorrendo à ayahuasca, planta consumida pelos xamãs, e ritos e cerimônias da região, Villoldo penetra no reino do sobrenatural, desvendando os segredos milenares dos quíchuas e o poder da psique humana. O livro foi redigido pelo escritor Erik Jendresen, o que torna sua leitura muito agradável e emocionante.

A imaginação na cura
Xamanismo e medicina moderna
Jeanne Achterberg
Combinando as práticas dos antigos curadores com as últimas aquisições da medicina moderna, este livro mostra como o uso sistemático de imagens pode auxiliar os pacientes durante eventos dolorosos como o parto, tratamento de queimaduras ou até mesmo exercendo uma influência positiva no tratamento do câncer.


CULTURA DA VIOLÊNCIA: ESCOLA É O QUARTO LUGAR ONDE HÁ MAIS ATOS VIOLENTOS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Uma cultura da violência que permeia os ambientes públicos e privados das relações sociais pode explicar por que atos de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão contra crianças e adolescentes continuam frequentes, mesmo após a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990. Em todas as faixas etárias, as ocorrências são mais preponderantes nas residências das vítimas, mas também ocorrem onde as crianças deveriam estar protegidas: na escola.

Segundo dados do Mapa da Violência 2012: Crianças e Adolescentes do Brasil, elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos sobre Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais no Brasil (FLACSO Brasil), a escola é o quarto local onde há mais ocorrências de violência contra crianças e adolescentes entre zero e 19 anos. Na faixa etária dos 10 aos 14 anos o número de ocorrências no ambiente escolar aumenta, representando 7,8% dos atendimentos, enquanto a partir dos dez anos as agressões em casa diminuem. O levantamento foi realizado junto aos atendimentos por violência no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Existe uma espécie de cultura da violência que impera em diversos âmbitos de nossas vidas, como em casa, na escola, nas ruas”, argumenta Jacobo. O sociólogo considera que a escola deve criar mecanismos de mediação de conflito com o objetivo de estimular a tolerância e o convívio com as diferenças. A medida é urgente se for considerado que o maior número de agressões acontece entre os próprios colegas de escola.

Dos 5 aos 9 anos as ocorrências de violência na escola por amigos ou conhecidos representam 49,7% dos casos. Dos 10 aos 14 anos, 60,16%, e dos 15 aos 19, 52%. Na categoria “desconhecidos”, esse número cai para 8,5% dos 5 aos 9 anos, 7,1% dos 10 aos 14 e 16,6% dos 15 aos 19. Em último lugar verifica-se a violência por parte de pessoas da própria instituição com 7,9% na faixa dos 5 aos 9 anos, 5,8% dos 10 aos 14 e 5,5% dos 15 aos 19 anos.

De acordo com a pesquisa, em todas as faixas etárias a violência acontece de forma preponderante na residência das vítimas, totalizando 63,1% dos casos. Em segundo lugar aparecem as vias públicas, em terceiro outros ambientes e, por fim, em quinto, estão os bares.

Para chegar a esses números foram utilizados os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Em 2009, a notificação “violência doméstica, sexual e/ou outras violências” foi implantada no Sinan e deve ser realizada pelo gestor 1de saúde do SUS, por meio de uma ficha de notificação específica, diante de qualquer suspeita de ocorrência de violência. Essas informações, no entanto, são apenas uma parte do que realmente acontece. Paralelamente aos atendimentos declarados como decorrentes da violência, existe um enorme número de vítimas que não revelam o motivo de ir parar nos hospitais e, por isso, nunca chegam aos olhos públicos.

Texto de Deborah Ouchana, publicado originalmente na revista Educação, em 10/2012. Para conferir, acesse:

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/186/cultura-da-violencia-271532-1.asp

***

Para saber mais sobre o assunto, conheça:

A violência na escola (Summus), de M. Perdriault, G. Mangel, C. Colombier.
O tema da violência escolar é uma presença cada vez mais constante em todos os veículos de imprensa. Ele encontra um enfoque atualizado e detalhado neste livro, do ponto de vista da pedagogia institucional. São quatro monografias que abordam a violência na escola, com descrições do ambiente opressivo que circunda os adolescentes, a agressividade entre professores e alunos entre si. É o relato de uma experiência visando meios de trabalhar com uma classe especialmente violenta. A violência selvagem e a violência simbólica aqui analisadas tornam esse livro um instrumento esclarecedor e necessário. Um texto forte e realista, de leitura imprescindível.

ISTOÉ E O GLOBO DESTACAM LIVROS DO GRUPO EDITORIAL SUMMUS NO FIM DE SEMANA

Dois livros do Grupo Editorial Summus foram destaque em reportagens neste fim de semana. A revista IstoÉ entrevistou o autor de Ciúme – O lado amargo do amor (Ágora), o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos. Já o jornal carioca O Globo entrevistou a psiquiatra Carmita Abdo, autora de Descobrimento sexual do Brasil (Summus). Vejam as respectivas matérias nos links: http://goo.gl/tI34O e http://goo.gl/PqNNG

Muitas vezes idealizado e até romantizado, o ciúme – esse sentimento tão comum aos seres humanos que amam – é, no entanto, expressão de desconfiança e insegurança. Se, de início, as demonstrações de posse podem até “apimentar” o relacionamento, com o tempo tornam-se reações cada vez mais descontroladas. No livro Ciúme – O lado amargo do amor, Ferreira-Santos mergulha fundo no tema. Ele explicita as causas e as conseqüências dramáticas para as relações afetivas (como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves) e aponta possíveis saídas para situações neuróticas.

O livro Descobrimento Sexual do Brasil – para estudiosos e curiosos traz um retrato multifacetado dos hábitos sexuais do brasileiro. As descobertas, os medos, as conquistas, os tabus, a evolução e as diferenças entre a sexualidade de homens e mulheres. Em linguagem simples e objetiva, a sexóloga Carmita Abdo trata de orientação sexual, disfunção erétil, orgasmo, fidelidade e compromisso, hábitos sexuais, desejo, ponto G e doenças sexualmente transmissíveis. A obra é resultado da extensa pesquisa de campo “Estudo da Vida Sexual do Brasileiro” (EVSB), realizada com mais de sete mil brasileiros de todas as regiões do País.

Para saber mais sobre os livros, clique nas capas acima.

RENATO MODERNELL LANÇA “A NOTÍCIA COMO FÁBULA” NO ESPAÇO CULTURAL JOÃO CALVINO, EM SÃO PAULO

A Editora Mackenzie e a Summus Editorial convidam para o lançamento do livro A notícia como fábula, do escritor, jornalista e professor Renato Modernell. A noite de autógrafos será no dia 7 de novembro, quarta-feira, às 17h30, no Espaço Cultural João Calvino, que fica na Rua da Consolação, 930 – São Paulo.

O livro, pelo próprio autor: http://www.gruposummus.com.br/blog/?p=883

Na obra, Modernell examina a forma pela qual a realidade e a ficção se entrelaçam nos textos jornalísticos, analisando textos publicados em diferentes veículos e em épocas diversas.

O autor parte do pressuposto de que aquilo que consideramos “fato” e “imaginação” tem limites mais tênues e permeáveis do que comumente se supõe. “Sabemos que, em princípio, a missão do jornalista é narrar o que aconteceu, enquanto a do ficcionista é flanar no que poderia ter acontecido. Porém, desde quando essas categorias se separam como a água e o óleo? Não podemos negar que a arte da escrita (e isso vale para ambos os casos) tem poderes de envolvimento muito eficazes”, afirma o jornalista.

O livro é resultado de um estudo de mestrado concluído em 2004, na USP, e aprofundado posteriormente pelo autor. Um trabalho que dialoga com a fantasia e não se limita ao repertório conceitual das áreas mais familiares de Modernell, como o jornalismo e a literatura. Suas reflexões passeiam, sem muita cerimônia, pelos domínios da filosofia, da mitologia e da arte. O texto por vezes assume a leveza da crônica, sem que isso prejudique seu rigor acadêmico.

Com base em uma larga experiência simultânea com o jornalismo e a narrativa ficcional, Modernell acredita que um texto de qualidade, assim como o voo de um pássaro, desafia os limites territoriais entre a realidade e a imaginação. Ao criar o conceito dos fatores de fabulação, ele aponta uma série de recursos de escrita capazes de “ficcionalizar” o texto jornalístico. Esses artifícios sutis escapam à percepção não só de quem lê, mas até de quem escreve.

Destinado a estudantes de jornalismo e a todos os que se interessam pela arte da escrita, seja ela baseada na realidade ou na imaginação, a obra tem como principal objetivo estimular a consciência crítica das novas gerações de jornalistas, contribuindo para uma postura diferente no trato da informação e no ofício da escrita.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1317/NOT%C3%8DCIA+COMO+F%C3%81BULA,+A