O JEITINHO BRASILEIRO

A edição de março da Revista Língua Portuguesa deu destaque para o livro A filosofia do jeito (Summus Editorial), da filósofa Fernanda Carlos Borges. A reportagem, intitulada “O jeitinho que virou little way”, revela como as pessoas confundem a busca criminosa por vantagens com o traço cultural expresso pela palavra “jeitinho”. Leia a íntegra: http://goo.gl/AUm6r

Em seu livro, Fernanda rejeita o rótulo de atraso comumente associado à expressão, analisa a relação entre o corpo e os mecanismos da consciência e da comunicação para esclarecer a importância desse comportamento. Partindo de abordagens filosóficas, socioculturais e cognitivas, ela procura compreender o “jeitinho brasileiro”. Nesse percurso, analisa a relação entre o corpo e os mecanismos da consciência e da comunicação, fazendo uma ponte com pensadores como Wilhelm Reich e Oswald de Andrade.

“As instituições modernas européias supervalorizam a instância ideal. Nelas, a regra nunca pode ser questionada. Por isso somos tão criticados. O jeito brasileiro afronta a norma, pois na cultura popular a necessidade humana tem mais valor”, afirma Fernanda. Para muitos, entretanto, o jeito brasileiro impede a modernização e o crescimento. “É como se esse comportamento fosse um ranço primitivo tolhendo o nosso avanço. Mas, na verdade, criamos um novo modo de vida, mais afetiva”, diz.

O jeito e o modo como o corpo existe, pensa e se comunica implicam a inteligência comprometida com a imprevisibilidade e a novidade. O jeitinho brasileiro, portanto, é a afirmação cultural da condição existencial do jeito. A capacidade de transformação do corpo é muito maior do que a das instituições e resulta em uma condição radicalmente participativa. “Sem forma pronta, o corpo é um fazedor contínuo de cultura”, explica Fernanda.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Filosofia+do+jeito,+A

TERAPIAS COM CANTO E MÚSICA ALIVIAM TENSÕES FÍSICAS E EMOCIONAIS E CONTRIBUEM COM O TRATAMENTO DE DIVERSAS DOENÇAS

Há apenas 15 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a importância de inserir a musicoterapia nos centros multidisciplinares de saúde. Contudo, há séculos a música é utilizada com fins restauradores pelo homem.

Um dos registros mais antigos sobre o uso da técnica foi deixado pelo médico e filósofo persa Avicena (980-1031), que prescrevia canções, além de opiáceos, para aliviar a dor. Atualmente, há clínicas integralmente dedicadas ao método, além de hospitais que adotam, além da musicoterapia, a cantoterapia.

Segundo Meca Vargas, fundadora, coordenadora e docente do Antropomúsica, curso de formação em música com viés pedagógico e terapêutico, a técnica ajuda em casos de reumatismo, Parkinson, fibromialgia, esclerose múltipla, disfunções vocais e de fala, depressão, insônia, pânico, problemas respiratórios, entre outras disfunções.

Segundo a terapeuta, o efeito no organismo se dá pela vibração do som, que “desbloqueia o sistema nervoso, ativa o sistema glandular, leva ritmo ao sistema cardiopulmonar, libera tensões musculares e coloca em movimento o sistema metabólico-locomotor”.

Ação global

As reações são psicofisiológicas, como define Sheila Volpi, vice-coordenadora do curso de Musicoterapia da Faculdade de Artes do Paraná (FAP). “É comum associar a música somente ao sentido da audição, mas ela também é percebida pelo sistema tátil. Ao ser captada pelo corpo, provoca efeitos de natureza biológica e emocional, além de movimentos corporais”, diz.

Maristela Smith, fundadora e coordenadora dos cursos de graduação e pós-graduação em Musicoterapia e da Clínica-Escola das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), acrescenta que a técnica ainda estimula centros nervosos e proporciona um aumento nos níveis de neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio.

No consultório mantido pela FMU, são tratadas pessoas com problemas de comunicação e de relacionamento, além de portadores de patologias neurológicas. Segundo a especialista, além destas aplicações, também se nota um grande interesse por parte de hospitais e clínicas odontológicas em adotar o tratamento para diminuir a dor e o grau de estresse pós-cirúrgico.

Tratamento técnico e personalizado

Mesmo quem não apresenta qualquer disfunção pode fazer uso da terapia, que, nesses casos, assume uma função preventiva. Luisiana Passarini, do Centro de Musicoterapia Benenzon Brasil, cita, entre os benefícios, o fortalecimento do vínculo afetivo entre mães (incluindo gestantes) e bebês e a promoção do autoconhecimento entre adultos.

Seja qual for a indicação, cada caso envolve uma prescrição específica de melodias, escolhidas conforme o tratamento a ser realizado e as características físicas, mentais e sociais do paciente. Esse histórico também abrange o contexto cultural em que o indivíduo cresceu e vive atualmente, como ressalta Vargas. O mesmo procedimento vale para os trabalhos em grupo.

Não há restrição de estilos ou gêneros. O importante é que a música atue como um meio de transformação e jamais reforce a patologia. No caso da cantoterapia e das sessões que envolvem o uso de instrumentos sonoros, a composição também deve ser de fácil execução. “Nas ocasiões em que é priorizada a audição, pode-se usar um CD com orquestrações mais complexas”, complementa a especialista, que também é regente, cantora e violinista.

Como o trabalho é conduzido

Em média, as sessões duram entre uma hora e uma hora e meia. A sequência das ações depende de cada caso. “O paciente psiquiátrico, por exemplo, é recebido com um diálogo sobre as atividades da semana e, depois disso, realiza algumas atividades de motricidade, coordenação, pulso, respiração e concentração, entre outros”, esclarece.

Cumprida essa etapa, ele então é levado a se expressar por meio do canto ou dos instrumentos à disposição. Os portadores de patologias respiratórias, por sua vez, têm uma terapia mais focada em exercícios que trabalham especificamente o sistema respiratório.

Passarini ressalta que o tratamento pode ainda ser empregado em pacientes em coma. Reações como suor, ruborização da pele e arrepios são alguns dos parâmetros usados pelos profissionais para conduzir a sessão.

Indicações e acompanhamento

Em geral, Vargas afirma que são necessárias 12 sessões para que o indivíduo “mergulhe” na terapia e extraia dela uma parcela maior de benefícios. Apesar disso, a resposta dos pacientes ao tratamento varia de caso para caso.

“O terapeuta deve estar atento ao processo para perceber a evolução da pessoa e os limites de sua atuação. A alta é dada quando um estágio satisfatório é alcançado ou quando surge a necessidade de buscar outro caminho”, afirma.  Outra possibilidade é seguir com o tratamento visando manter a qualidade de vida, como afirma Passarini.

Para acompanhar o quadro, o especialista pode ainda contar com o apoio de familiares e de médicos envolvidos no tratamento. Smith explica que, na Clínica-Escola da FMU, há muitos encaminhamentos de neurologistas e psiquiatras, além de psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e enfermeiros.

Em outros casos, o trabalho multidisciplinar é feito em conjunto, no mesmo local. Passarini informa que os profissionais do instituto atuam em prontos-socorros infantis e Unidades de Terapias Intensivas (UTI) de hospitais de São Paulo.

Prática cotidiana x terapia

No cotidiano, o simples ato de ouvir músicas, cantar e tocar instrumentos pode proporcionar bem-estar para o organismo. Porém, os especialistas ressaltam que para que seja estabelecido um trabalho terapêutico, a presença de um profissional habilitado é fundamental.

“É preciso ter conhecimentos que possibilitem compreender os processos psíquicos, emocionais, físicos, biológicos, grupais que se apresentam durante as sessões”, finaliza Volpi.

Texto de Marina Kuzuyabu, publicado originalmente no UOL, no dia 29/12/2012. Confira aqui: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/12/29/terapias-com-canto-e-musica-aliviam-tensoes-fisicas-e-emocionais-e-contribuem-com-o-tratamento-de-diversas-doencas.htm

***

Se interessa pelo assunto? Conheça alguns livros da Summus sobre Musicoterapia e saiba mais sobre o tema:

 

CAMINHOS DA MUSICOTERAPIA
Even Ruud

 

O DESPERTAR PARA O OUTRO
Musicoterapia
Clarice Moura Costa


MÚSICA E SAÚDE
Even Ruud



TEORIA DA MUSICOTERAPIA
Contribuição ao conhecimento do contexto não-verbal
Rolando Benenzon


SEMANA DO LIVRO DIGITAL!

Desde o último domingo até o próximo sábado, 9, leitores de todo o Brasil terão a chance de conhecer e experimentar o livro digital. Acesse o site http://semanadolivrodigital.com.br/ e navegue por essa feira do livro online.

Você encontrará amostras em epub de alguns dos livros do Grupo Summus: Sexo, de Flávio Gikovate (MG Editores), Triângulo Rosa, de Rudolf Brazda e Jean-Luc Schwab (Mescla Editorial), João Cândido, de Fernando Granato (Selo Negro)….  e outros. Experimente!

A Semana do Livro Digital é um evento Online que acontece desde 2004 nos EUA e no Canadá, onde se chama Read an Ebook Week. A primeira edição brasileira do evento é uma iniciativa da Simplíssimo, emrepsa gaúcha especializada em livros digitais que atende o mercado editorial desde 2010.

ANNA MEHOUDAR FALA SOBRE DEPRESSÃO PÓS-PARTO NO PROGRAMA RESSOAR, DA TV RECORD

A psicanalista Anna Mehoudar, autora do livro Da gravidez aos cuidados com o bebê (Summus Editorial), participou do programa Ressoar, da TV Record. Na reportagem, que trata do tema depressão pós-parto, ela esclarece as alterações psicológicas que as mulheres vivenciam após o parto. Veja: http://goo.gl/4oVS5

A tristeza materna ou baby blues é a alteração psicólogica mais comum depois do nascimento do bebê. Caracteriza-se por um estado de humor depressivo que acontece a partir da primeira semana pós-parto. Acomete cerca de 70% a 80% das mulheres e pode durar até 30 dias. Às vezes, a mãe sente-se incapaz de lidar com o filho, embora cuide dele com responsabilidade. Tem crises de choro sem motivo aparente ou chora junto com o bebê. Tristeza, cansaço e irritação convivem com alegria e euforia.

Mas é preciso atenção aos sinais que demonstram uma alteração psicológica mais intensa. “É fundamental conhecer um pouco mais sobre elas, identificá-las e tratá-las se for necessário”, afirma Anna.

Diferentemente do baby blues, a depressão pós-parto materna é um quadro clínico mais grave, que requer acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois muitas vezes é necessária uma intervenção com medicamentos. É importante que outro adulto cuide do bebê (ou ajude a cuidar dele) até que a mãe se recupere. Esse tipo de depressão atinge entre 10% e 15% das mulheres. Pode começar na primeira semana após o parto e perdurar por até dois anos. As mulheres costumam se sentir culpadas e tentam esconder um sofrimento intenso, muitas vezes mal compreendido pela família e pelos médicos. Em geral elas experimentam tristeza profunda e choro incontrolável. Apresentam irritabilidade e mudanças bruscas de humor, além de indisposição, falta de concentração e distúrbios do sono e/ou apetite. Mostram preocupação excessiva com o bebê ou perda de interesse por ele. Algumas têm medo de machucar os filhos. No extremo, surgem pensamentos suicidas e homicidas.

Já a psicose puerperal é um distúrbio mental ainda mais grave, mas tende a se manifestar em menos de 1% das puérperas, de forma inesperada, nas duas primeiras semanas após o parto. A família precisa intervir de imediato. A puérpera tem comportamentos bizarros e desorganizados, delírios, alucinações e agitação psicomotora. A principal temática dos delírios está ligada ao bebê e a mulher pode ficar agressiva. Também há risco de suicídio. Nesse estado, a mulher precisa de acompanhamento, medicação psiquiátrica e, em casos graves, internação hospitalar.

De acordo com Anna, a mulher precisa de espaço para elaborar o luto no pós-parto. Ela perde a barriga; a condição de ser apenas filha, pois agora é mãe; a atenção de todos, porque o bebê rouba a cena. O seu tempo não mais lhe pertence, pois será dedicado ao recém-nascido; o casal dificilmente consegue ficar sozinho. Desconfia-se, como na canção de Caetano Veloso, que “alguma coisa está fora da ordem”.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1318/Da+gravidez+aos+cuidados+com+o+beb%C3%AA

 

AUTORAS DE “APRENDER A ESCRITA, APRENDER COM A ESCRITA” AUTOGRAFAM NO RIO DE JANEIRO

A Summus Editorial e a Livraria Cultura – Cine Vitória (Rio de Janeiro) promovem no dia 7 de março, quinta-feira, das 18h30 às 20h30, a noite de autógrafos do livro Aprender a escrita, aprender com a escrita. As organizadoras da obra – as educadoras Cecília M. A. Goulart e Victoria Wilson – e as autoras vão receber os convidados na livraria, que fica na Rua Senador Dantas, 45 – Centro, Rio de Janeiro.

O livro apresenta reflexões sobre a prática de produção de textos em sala de aula, na perspectiva de um processo de ensino-aprendizagem complexo e contínuo. Onze especialistas partem da produção de crianças, jovens e adultos em diferentes momentos do processo de escolarização. Tendo como referência a teoria da enunciação do filósofo Mikhail Bakhtin, as autoras indicam que, desde os anos iniciais do ensino fundamental, se ensine e se aprenda a escrita em uso, ou seja, no processo de interação com os pares, professores e alunos, e no diálogo com conhecimentos de variadas origens.

Para Cecília e Victoria, o compromisso da escola de trabalhar por mudanças estruturais da sociedade continua sendo um desafio ético-político para os educadores neste país com tantas desigualdades.

Com uma abordagem inovadora, o livro mostra o processo de escrever na escola em perspectiva transversal, destacando diferentes aspectos desse método. “Ordenamos a sequência dos estudos de acordo com o segmento e ano escolar que abrangem”, complementam as organizadoras. Em oito capítulos, as autoras destacam os passos que levaram à produção dos textos pelos alunos e os métodos utilizados para compreender e superar as dificuldades e para encontrar soluções.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://bit.ly/Zhq0EU