‘ANSIEDADE CONTROLADA, SONO MELHOR E MAIS: 6 BENEFÍCIOS EM RESPIRAR DIREITO’

Matéria de Dimone Cunha, publicada originalmente
no UOL VivaBem, em 28/02/2019

 

A respiração é uma ação que acontece sem termos de pensar nela. Mesmo assim, ela pode sofrer influência das emoções. O ser humano nasce respirando de forma correta –inspirando pelas narinas, enchendo os pulmões e liberando oxigênio para nutrir as células do corpo — mas a exigência de uma vida mais agitada e estressada vai modificando esse padrão.

A ansiedade, por exemplo, provoca uma respiração superficial, com um padrão ruim, em que há aumento da frequência, mas não da profundidade. E isso pode se tornar algo automático e perene, modificando o tônus muscular da cadeia respiratória.

Por isso, os métodos de controle da respiração podem ajudar a monitorar e regular as inalações e exalações, contribuindo diretamente com a saúde. Veja as vantagens de respirar corretamente para todo seu corpo:

  1. Controle da ansiedade

Em um estado de ansiedade, a respiração fica mais acelerada ativando o sistema nervoso simpático, responsável por várias reações do corpo ao estresse. A ansiedade aumenta a frequência respiratória, eleva a frequência cardíaca e produz mais adrenalina.

O sistema nervoso autônomo é dividido em parassimpático e simpático, que atuam de forma antagônica: enquanto um é responsável pelo estado de alerta (simpático), o outro oferece uma sensação calma (parassimpático). A respiração profunda e lenta possibilita diminuir a frequência cardíaca e a liberação de adrenalina, acalmando o simpático e elevando o parassimpático, promovendo um estado de equilíbrio no organismo.

  1. Alívio do estresse

Um estudo realizado em 2016, na Universidade Técnica de Munique, conduzido por Anselm Doll mostrou que o foco atencional alivia o estresse e as emoções negativas, ativando o córtex pré-frontal. Essa ativação ocorre em áreas cerebrais relacionadas com a sensação de bem-estar, criando novas conexões e garantindo melhor controle, por isso concentrar a atenção na respiração pode favorecer o alívio de situações estressoras e emoções negativas.

  1. Melhora da insônia

A dificuldade em pegar no sono nada mais é que o reflexo de uma mente acelerada, em estado de estresse e ansiedade. Em 2015, Cheryl Yang e sua equipe da Universidade Nacional Yang-Ming, em Taiwan, confirmaram que 20 minutos de exercícios de respiração lenta (seis ciclos de respiração por minuto) antes de dormir melhora significativamente o sono.

  1. Redução da pressão arterial

Se o sistema nervoso simpático estiver ativado, ele eleva a produção de adrenalina que reduz o nível do calibre dos vasos arteriais, fazendo com que a pressão arterial aumente. Por isso, pessoas com hipertensão que meditam ou apostam em técnicas de relaxamento e respiração tendem a conseguir controlar melhor a pressão arterial.

  1. Diminuição de dores lombares

A respiração mais curta tensiona o diafragma, que tem inserções na coluna lombar. Aliviar essas tensões pode reduzir uma eventual dor lombar. Além disso, a própria tensão psicológica gera um tônus muscular geral no corpo muito maior do que o necessário, o que também pode gerar mais desconfortos lombares.

  1. Sensação de bem-estar

Uma respiração tranquila consegue elevar a atividade do nervo vago, que está relacionado ao sistema nervoso parassimpático. Ao estimular esse nervo o ritmo cardíaco e a pressão arterial diminuem, os músculos relaxam e este conjunto de ações promove uma sensação de tranquilidade. Estando mais calma, a pessoa pode tomar decisões mais assertivas e agir com mais atenção e precisão.

Treinando a respiração

Para reaprender a respirar de forma tranquila e correta, é válido apostar em práticas que acalmem e sirvam de válvulas de escape ao estresse. As atividades físicas são muito conhecidas por seus mecanismos ansiolíticos e antiestresse, além disso, praticar ioga e meditação podem ser relevantes para uma receita de saúde física e mental.

A respiração lenta e controlada é muito usada por praticantes de ioga e de meditação para promover estados mentais calmantes e contemplativos. São técnicas usadas clinicamente para suprimir o excesso de estresse, até para certos tipos de ataques de pânico. Assim, o treinamento respiratório deve ser restrito aos momentos da aula/terapia, que deve ser frequente até que o novo padrão seja incorporado e automatizado.

Para exercitar em casa

Confira três técnicas de respiração simples para fazer:

1) Deitado, coloque as mãos no abdômen, na altura do umbigo e respire um pouco mais profundamente, sentindo que o abdômen move as mãos, soltando o ar devagar. Repita cerca de dez vezes e volte a respirar livremente;

2) Sentado de forma confortável e com a coluna ereta, realize inspirações profundas seguidas de expirações profundas, totalizando 10 respirações seguidas de ritmo respiratório normal;

3) Sentado de forma confortável, respire pelas duas narinas, mantendo a palma da mão esquerda relaxada no colo, e deixando a mão direita para abrir e fechar as narinas. Coloque o indicador e dedo médio entre as sobrancelhas, quando for respirar, feche a narina direita e solte pela esquerda; depois puxe pela esquerda, e solta pela direita, intercalando sempre. Repita oito vezes.  Fontes: Paulo José Zimermann Teixeira, pneumologista da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) e professor da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre); Elisa Kozasa, pesquisadora do Instituto do Cérebro da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, de São Paulo; Danielle Bedin, pneumologista no Hospital Beneficência Portuguesa e doutora em pneumologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Danilo Santaella, educador físico, doutor em pneumologia e coordenador do setor de ensino e pesquisa do CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo).
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Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/28/ansiedade-controlada-sono-melhor-e-mais-6-beneficios-em-respirar-direito.htm

 

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Tem interesse pelo tema? Conheça os livros do Grupo Summus:

RESPIR-AÇÕES
A respiração para uma vida saudável
Autor: Philippe Campignion
SUMMUS EDITORIAL

Partindo dos conceitos desenvolvidos por Godelieve Denys-Struyf em Cadeias musculares e articulares, o autor faz um estudo profundo e detalhado do processo respiratório. Analisa esse processo em conexão com a musculatura corporal como um todo, bem como a essência dos mecanismos envolvidos. Sugere ao leitor meios de tomar consciência do seu modo particular de respirar, e a partir daí trabalhar sua própria respiração, descobrindo formas de respirar melhor. Impresso a 4 cores, formato 21 X 28 cm, contém mais de 100 ilustrações.


RESPIRAÇÃO

Autor: Philippe Emmanuel Souchard
SUMMUS EDITORIAL

Este livro é um moderno instrumento de estudo de todos os órgãos envolvidos no ato de respirar. Da anatomia à neurofisiologia, passando pela fisiopatologia e estresse, o autor chega à reeducação do processo respiratório e à respiração total. Numerosas fotografias e ilustrações.

 

RESPIRAÇÃO, ANGÚSTIA E RENASCIMENTO
Autor:
José Ângelo Gaiarsa
EDITORA ÁGORA

Quantos de nossos problemas estão relacionados com a respiração, algo tão fundamental e, paradoxalmente, tão negligenciado? Ao tratar do significado desse fenômeno e de seu valor psicológico, este livro amplia a consciência corporal do leitor e traz exercícios respiratórios, casos clínicos e até mesmo análises etimológicas, por considerar a palavra um derivado da respiração. Com rica fundamentação teórica, a obra torna-se acessível graças ao modo peculiar de escrever de J. A. Gaiarsa.

‘VEJA PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O HOMESCHOOLING, OU EDUCAÇÃO DOMICILIAR’

Texto parcial de matéria da revista Nova Escola,
publicada na Folha de S. Paulo em 14/02/2019

Governo Bolsonaro pode regulamentar esse tipo de ensino por Medida Provisória

Cerca de 5.000 famílias brasileiras são praticantes do homeschooling (chamado também de educação domiciliar ou ensino doméstico).

A estimativa é da Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned). A prática teve início no Brasil nos anos 1990 e vem conquistando a cada ano mais adeptos. Na última pesquisa realizada pelo grupo, em 2016, o número de famílias adeptas era de 3.200.

Hoje, o Brasil não possui regulamentação sobre educação domiciliar. Por isso, quem deseja ensinar os filhos em casa precisa recorrer à Justiça para obter autorização, sem a certeza de que irá obtê-la.

O cenário, no entanto, deve mudar nos próximos meses. Isso porque o governo de Jair Bolsonaro (PSL) colocou o tema entre as prioridades dos seus cem primeiros dias de gestão. Respondemos às principais dúvidas sobre homeschooling.

1) O que é o homeschooling (educação domiciliar)?

É a prática de educação que não acontece na escola, mas em casa. Pelo modelo, as crianças e jovens são ensinados em domicílio com o apoio de um ou mais adultos que assumem a responsabilidade pela aprendizagem.

2) Com quem as crianças que estudam em casa aprendem?

Não há um único modelo para a prática. Entre os mais comuns estão os próprios familiares assumirem a tutoria dos estudos ou mesmo um grupo de pais e outros responsáveis pelas crianças adeptas da educação domiciliar se unirem e dividirem o ensino dos diferentes componentes curriculares. Há ainda o modelo em que professores particulares são contratados para fazer a tutoria da aprendizagem em casa. A modalidade também obedece o ritmo e os interesses de cada criança.

3) As crianças que estudam em casa aprendem os mesmos conteúdos dados na escola regular?

Não necessariamente. Há quem até mesmo utilize de materiais e conteúdo programático usados por escolas para guiar os estudos em casa. No entanto, como no Brasil não há lei que regulamente a prática do homeschooling, este modelo não é obrigatório. Em outros casos, os tutores —sejam estes contratados ou familiares— são mais vistos como mediadores do ensino e não focam em todos os conteúdos trabalhados pela escola, mas em ensinar as crianças a aprender. Projetos pedagógicos, cursos de idiomas e livros podem apoiar esse trabalho domiciliar. No caso dos pais que tentam cumprir um conteúdo programático, mas não possuem tanta habilidade ou proximidade com o conteúdo ou componente curricular, há ainda a possibilidade de contratar um professor para orientar esse trabalho.

Leia a matéria na íntegra em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/02/veja-perguntas-e-respostas-sobre-o-homeschooling-ou-educacao-domiciliar.shtml

 

Tem interesse pelo tema? Conheça:
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EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO-FORMAL: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Elie Ghanem e Jaume Trilla
SUMMUS EDITORIAL

Neste livro, os autores discorrem sobre os diferentes aspectos que contemplam essas duas perspectivas das práticas educativas, analisando seu aspecto histórico, social e político. Os pontos e contrapontos tecidos no diálogo estabelecido por Ghanem e Trilla sinalizam a importância da cooperação e da complementariedade entre a educação formal e a não formal, na busca de uma educação mais justa e mais democrática.

 

‘UM CURRÍCULO PARA UMA PRIMEIRA INFÂNCIA DIVERSA’

Da coluna de Claudia Costim, publicada na Folha de S. Paulo, em 05/02/2019

A criança pequena aprende observando, experimentando e, sobretudo, brincando

Há um consenso internacional hoje de que o investimento na primeira infância é não apenas um imperativo ético como a melhor e mais efetiva política pública para garantir resultados sociais em diferentes áreas como segurança pública, saúde e educação.

Não por acaso, entre as metas associadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4, referente à qualidade da educação, há uma específica sobre o tema que estabelece que os 194 países signatários lograrão, até 2030, “assegurar a todos os meninos e meninas acesso a programas de primeira infância de qualidade, inclusive educação pré-escolar”.

Nessa etapa, o desenvolvimento do cérebro ocorre de forma acelerada e aprender torna-se quase uma obsessão, desde que assegurado um ambiente afetivo e saudável e que o processo de aprendizado seja conduzido de forma lúdica. A criança pequena aprende observando, experimentando e, sobretudo, brincando.

Escrevo esta coluna aqui de Roraima, sob o impacto do lançamento do currículo de educação infantil de Boa Vista. Vim com pesquisadores internacionais que vieram ver “in loco” como a cidade, que investiu muito em atenção à saúde da gestante, visitação domiciliar para aconselhar jovens mães em áreas de vulnerabilidade, estrutura a aprendizagem das crianças em creches e pré-escolas.

O resultado é surpreendente para uma cidade de nível socioeconômico baixo que, além de manter várias escolas indígenas, vê entrar a cada dia cerca de 700 pessoas oriundas da tragédia venezuelana e que conta com alunos daquele país em todas as escolas públicas.

O currículo, traduzido da Base Nacional Comum Curricular, traz uma visão contemporânea e baseada em evidências científicas das aprendizagens que bebês e crianças pequenas deveriam ter nessa fase.

Entre elas, uma ênfase grande nas competências socioemocionais, como empatia, persistência, resiliência, criatividade e autonomia. Incluem também objetivos que remetem a atividades como contação de histórias, escolha de atividades em cantos de ciências ou matemática, resolução de problemas em times e livre brincar.

O currículo foi elaborado a partir de oficinas realizadas com diretores de escolas, professores, familiares e até alunos. Partindo do que pesquisas meticulosas revelaram sobre o que funciona com a faixa etária e sobre a atual situação de aprendizagem na cidade, o engajamento de todos os envolvidos na sua elaboração certamente possibilitará um processo suave de implementação.

Mas o que dá maior garantia de avanço na primeira infância na cidade é a centralidade do tema na agenda das principais autoridades do município e a celebração da diversidade. Que assim permaneça!

Claudia Costin
Diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial.

Leia na íntegra acessando (restrito a assinantes do jornal ou do UOL): https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2019/02/um-curriculo-para-uma-primeira-infancia-diversa.shtml

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Para saber mais sobre o tema conheça os livros da coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil, organizada por Daniele Nunes Henrique Silva:

 

IMAGINAÇÃO, CRIANÇA E ESCOLA
Autora: Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

Partindo das contribuições da perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, este livro analisa os processos que configuram a imaginação infantil e mostra como o espaço escolar influencia o imaginário das crianças pequenas. Além de discutir o modo como as políticas educacionais tematizam os processos criativos e estéticos e qual é a repercussão dessas diretrizes na prática pedagógica, a autora apresenta situações de sala de aula em que se manifestam as atividades criadoras das crianças em idade pré-escolar e examina como elas se organizam nas dinâmicas interativas professor-aluno e aluno-aluno. Daniele Nunes reflete ainda sobre a importância do faz de conta, do desenho e da narrativa no desenvolvimento infantil e mostra como as próprias crianças pensam e sentem o ato de imaginar na escola, indicando que imaginação e pensamento não são processos excludentes; ao contrário, encontram-se interligados e interdependentes. Ao final de cada capítulo, o leitor recebe sugestões de atividades que podem ser experimentadas em sala de aula.

 

CORPO, ATIVIDADES CRIADORAS E LETRAMENTO
Autores: Marina Teixeira Mendes de Souza Costa,‎ Flavia Faissal de Souza e‎ Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

Fundamentado na perspectiva histórico-cultural, este livro pretende ampliar a discussão sobre o papel do corpo nas práticas de letramento, tomando como ponto de partida as atividades criadoras na infância. Para isso, as autoras construíram um modo particular de organizar tais atividades, considerando o faz de conta e a narrativa atividades não gráficas e o desenho e as primeiras elaborações escritas atividades gráficas. Essa forma inovadora de apresentar as atividades da infância permite ao leitor redefinir seu “posto de observação”, ampliando as possibilidades de compreensão das produções infantis no espaço escolar. A exposição de situações do cotidiano de sala de aula aproxima as autoras dos leitores mais acostumados com o dia a dia da educação infantil. Assim, elas nos convidam a olhar com mais cuidado para a centralidade que o corpo assume nos processos de leitura e escritura no espaço da educação infantil: o corpo narra, cria, brinca, desenha e escreve.

 

VAMOS BRINCAR DE QUÊ?
Autores: Fabrício S. Dias Abreu e‎ Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

As análises tecidas aqui, tendo como eixo teórico a perspectiva histórico-cultural, buscam subsidiar a prática de professores no que tange às expressões infantis em que a imaginação e a criação estão presentes. O livro traz sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas na sala de aula. Prefácio de Ana Luiza Smolka.

‘SEIS RAZÕES QUE PROVAM QUE O AMOR MADURO É O MELHOR DE TODOS’

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL Universa,
em 10/02/2019

 

Menos medo e drama, mais intimidade e certeza. Na maturidade, homens e mulheres conseguem dar e receber o melhor de si por causa da experiência de vida. Confira outras justificativas:

As expectativas são realistas

Não só em relação ao outro, mas também as individuais. Experiências de vida, relacionamentos anteriores e o próprio amadurecimento fazem com que as pessoas busquem ou encarem o amor de forma mais direcionada, direta e tranquila. Embora, obviamente, ainda cultivem sonhos e objetiva, alimentar idealizações e ideias fantasiosas não costumam integrar seu repertório.

Há menos ansiedade

À medida que o tempo passa, o autoconhecimento é maior. E, consequentemente, homens e mulheres sentem mais seguros, confiantes e não sofrem mais tanto por aquilo que não conseguiram ter ou ser. Também não estão mais preocupados em agradar a todo custo nem a pagar qualquer preço pelo amor. São pessoas que já construíram alguma coisa na vida – família, patrimônio, carreira – e, portanto, o foco é curtir a companhia um do outro. Além disso, a experiência acumulada ajuda a encarar melhor situações novas ou que causam medo.

A bagagem de vida de cada um faz com que tenham mais convicção sobre o que querem ou não

Isso ocorre, principalmente, em novos relacionamentos. Por já terem passado por outras relações, os maduros não estão dispostos a perder tempo e energia em envolvimentos sem futuro ou que não lhes agradem. Existe mais clareza nas escolhas e nos critérios dessas escolhas. Por exemplo: numa idade mais avançada, homens e mulheres sabem quais pontos de identificação não abrem mão e quais diferenças conseguem ou não tolerar. Dessa forma, a convivência transcorre com maior serenidade. A experimentação ao longo da vida permite um melhor autoconhecimento – e conhecer mais sobre si permite a qualquer pessoa saber o quanto se pode prometer e entregar em uma relação. Isso torna os relacionamentos mais maduros mas estáveis e promissores.

Ninguém quer gastar tempo nem energia com “joguinhos”

Em relações longevas, é comum que certos “joguinhos” –ciúme, brigas bobas, pequenas provocações– passem a fazer parte da identidade do casal. É uma espécie de “tempero” que, se para muita gente tem efeito nocivo, para diversos casais funciona como um combustível. À medida que o tempo passa, no entanto, embora algumas pirraças ainda persistam no dia a dia, a tendência é que esse comportamento se atenue. Já relacionamentos que se iniciam tardiamente, por sua vez, costumam ser livres de dramatizações ou birras desnecessárias. Os maduros aprenderam a diferenciar o que é realmente importante na vida daquilo que não tem a menor importância.

Sexo: mais prazer e intimidade, menos performance

A ânsia pela penetração e a valorização extrema do orgasmo não são mais tão evidentes nas transas maduras. Há menos show e mais prazer, ou seja, a existe uma entrega mais profunda, principalmente no que diz respeito às preliminares, e a intimidade é compartilhada com sabedoria. Mesmo que algumas capacidades possam até declinar um pouco (e hoje tem solução!), o desejo, o erotismo e a afetividade permanecem.

Sentimentos negativos como posse e controle já foram devidamente trabalhados

A essa altura da vida, seja pelo amor ou pela dor, as pessoas provavelmente já aprenderam que a confiança é a base de qualquer relação. O autoconhecimento promovido pela maturidade também permite o entendimento mais amplo das próprias fragilidades, então homens e mulheres são mais capazes de identificar quais questões e problemas não devem jogar nos ombros alheios.

FONTES: Adelsa Cunha, psicóloga e coautora do livro “Por Todas as Formas de Amor” (Ed. Ágora); Carmen Cerqueira Cesar, psicoterapeuta e terapeuta de casais, de São Paulo (SP); Elizabeth Monteiro, psicóloga e psicopedagoga, autora do livro “Viver Melhor em Família (Mescla Editorial); Luciano Passianotto, psicoterapeuta e terapeuta de casal, de São Paulo (SP); Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP), e Patricia Bader, psicanalista e coordenadora do setor de psicologia do Hospital e Maternidade Itaim Rede D’Or São Luiz, em São Paulo (SP)

Para ler na íntegra, acesse:
https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/10/6-razoes-provam-que-o-amor-maduro-e-o-melhor.htm

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Conheça as obras do Grupo Summus mencionadas acima:

POR TODAS AS FORMAS DE AMOR
O psicodramatista diante das relações amorosas
Organizadores: Carlos Roberto Silveira, Adelsa Cunha
Autores: Adelsa Cunha, Carlos Calvente, Carlos Roberto Silveira, Dalmiro M. Bustos, Elisabeth Maria Sene- Costa, Eni Fernandes, Irany B. Ferreira, Maria do Carmo Mendes Rosa, Maria Luiza Vieira Santos, Rosilda Antonio, Suzana Modesto Duclós
EDITORA ÁGORA

Esta obra amplia as reflexões sobre o amor, trazendo para o leigo informações sobre o tema e permitindo-lhe identificar-se com o conteúdo abordado. Além disso, sensibiliza o psicoterapeuta sobre a repercussão, em sua prática clínica, de conceitos e preconceitos relacionados às diferentes formas de amar. Entre os temas abordados estão homo e bissexualidade, amor na terceira idade, amores adolescentes e a dor do rompimento amoroso.

VIVER MELHOR EM FAMÍLIA
Dicas e atitudes para relacionamentos saudáveis e filhos felizes
Autora: Elizabeth Monteiro
MESCLA EDITORIAL

Criar filhos e manter relações familiares harmônicas não é tarefa fácil. Neste livro, Betty reúne reflexões e comentários publicados em suas cinco obras anteriores. Além de se dirigir às mães, a coletânea também pode ser lida por avós, pais e cuidadores.

‘ANOREXIA E BULIMIA: ENTENDA COMO IDENTIFICAR E TRATAR ESSES TRANSTORNOS’

Texto parcial da coluna de Paola Machado publicada no UOL  Universa,
em 07/02/2019.
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Não comer por opção ou por condição? Comer em excesso ou não comer absolutamente nada? Os distúrbios alimentares, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), são um dos problemas de saúde mais preocupantes da humanidade.

Nos países subdesenvolvidos, o número de mortes pela falta de comida, por condição, aumenta. Já nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, a preocupação é com os transtornos alimentares como, o sobrepeso, a obesidade, a anorexia e bulimia. Mas por que isto acontece?

Os transtornos alimentares (TA) são transtornos psiquiátricos com critérios diagnósticos baseados em características psicológicas, comportamentais e fisiológicas. No entanto, existe considerável variabilidade na gravidade e no tipo de TA.

Uma revisão sobre “Eating Disorders” (2011), publicada na Pediatrics in Review, considera que estes distúrbios em crianças e jovens são um sério problema de saúde mental, podendo envolver, no caso da anorexia e bulimia, fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Ainda enfatiza que os transtornos alimentares afetam muito mais as mulheres do que os homens.

Os melhores tratamentos usam como base terapias, como a cognitivo-comportamental (TCC), terapia de comportamento dialético, psicoterapia psicodinâmica e diferentes formas de terapias familiares. Elas são realizadas por psiquiatras e psicológicos, juntamente com a intervenção de um nutricionista que entenda desse tipo de comportamento.

O que precisamos entender é que qualquer transtorno deve ser visto com mais sensibilidade por parte do profissional, familiares e amigos. Como parte do paciente a vontade de mudar, a motivação e confiança nas pessoas próximas é importante para ele entender e iniciar o tratamento.

Como detectar um transtorno?

Anorexia

É caracterizada por alterações extremas do hábito alimentar, consideradas patológicas (anorexia nervosa, subtipo restritivo), associadas a outros comportamentos voltados para o controle do peso, como abuso de drogas laxativas e anfetaminas (presente nos inibidores de apetite), vômitos induzidos e exercícios físicos exagerados (anorexia nervosa, subtipo bulímico).

Existem dois tipos de anorexia:

Restritivo Prevalecem comportamentos voltados ao controle da ingestão alimentar, como refeições restritivas (ex.: hipocalóricas, de baixo teor lipídico, hipoprotéicas), diminuição do número de refeições diárias ou jejum, que pode ser de algumas horas ou períodos mais longos.

Bulímico (binge-eating / purging) Prevalecem comportamentos purgativos como vômitos, diarreia decorrente do abuso de laxantes; uso/abuso de inibidores do apetite e laxantes, prática de exercício excessivo voltado à perda de peso, além dos comportamentos restritivos que também podem estar presentes.

Dentre os principais sintomas estão:

  • Vontade de sempre estar magro e culto pela magreza. Medo intenso de ganhar peso ou tornar- se “gordo”, mesmo estando abaixo do peso.
  • Distúrbio de imagem corporal, distúrbio na maneira de vivenciar sua forma ou peso corpóreo, influência indevida da forma ou peso corpóreo na autoavaliação, ou negação da seriedade do baixo peso atual.
  • Recusa em manter o peso mínimo para a idade e a altura, por exemplo, perda de peso e manutenção desta em 15% ou mais do esperado, ou ausência de ganho de peso esperado para aquele período de crescimento, levando a um peso menor do que 85% do esperado.
  • Transtornos de ansiedade generalizada (TAG).
  • Transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
  • Fobia social.
  • Depressão

Em crianças e adolescentes, o médico deverá se atentar na perda de peso rápida ou grave (saindo do percentual de crescimento), exercício ou dieta em excesso, preocupação em contar as calorias dos alimentos e preocupação excessiva com o peso e com a forma do corpo.

Bulimia

A bulimia nervosa pode acontecer de forma isolada ou estar associada à anorexia. Caracteriza-se por episódios de compulsão alimentar (ingestão de grandes quantidades de alimentos dentro de um período de duas horas) e perda de autocontrole. Esse transtorno se divide em 2 subtipos:

Tipo sem purgação O indivíduo usa outros comportamentos compensatórios inadequados, tais como jejuns ou exercícios excessivos, mas não se envolve regularmente na autoindução de vômitos ou no uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas durante o episódio atual.

Tipo Purgativo Este subtipo descreve apresentações nas quais o indivíduo se envolve regularmente na autoindução de vômito ou no uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas durante o episódio atual. A pessoa costuma utilizar os próprios dedos para provocar o vômito ou objetos que estimulem o reflexo de vômito. É comum que esses pacientes escondam seus hábitos alimentares compulsivos e seus métodos purgativos por um sentimento de vergonha.

Dentre os sintomas estão:

  • Cometer excessos alimentares e ter comportamentos compulsivos –e por impulso –, associados a estratégias compensatórias inadequadas ou purgação — indução de vômito, uso de laxativos ou mesmo emagrecedores, excesso de treino, alternar a compulsão ao alimento a longos períodos de jejum.
  • Similares à anorexia nervosa, indivíduos com bulimia nervosa também exibem psicopatologia, incluindo o medo de estar acima do peso.
  • Transtornos de humor (depressão, bipolaridade, ansiedade), usando, muitas vezes, medicamentos para combater estes altos e baixos.
  • Comportamentos de alto risco, como tabagismo, uso excessivo de drogas ou álcool, promiscuidade sexual ou extremos, como furtos.

(…)

Para ler na íntegra, acesse: https://paolamachado.blogosfera.uol.com.br/2019/02/07/anorexia-e-bulimia-entenda-como-identificar-e-tratar-esses-transtornos/

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Tem interesse pelo assunto? conheça os livros do grupo Summus que falçam sobre o tema:

ANOREXIA E BULIMIA
GUIAS ÁGORA – Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

A EXPERIÊNCIA ANORÉXICA
Autora: Marilyn Lawrence
SUMMUS EDITORIAL

De forma simples e direta, a autora trata o complexo tema de anorexia que, nos tempos atuais, tem afligido um grande número de mulheres e jovens. O estudo busca entender por que a doença aflige basicamente o sexo feminino, e também analisa por que alguns tipos de tratamentos hospitalares são tão desastrosos. A autora oferece explicações e, principalmente, novas perspectivas. A quase inexistente bibliografia sobre a questão em nosso país torna esta obra consulta obrigatória.

MULHERES FAMINTAS
Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.

MEMÓRIA: ANNA VERONICA MAUTNER LÊ UM TRECHO DE SEU ÚLTIMO LIVRO

Leitura de um trecho do livro Fragmentos de uma vida, de Regina Favre e Anna Verônica Mautner, falecida no último dia 30 de janeiro, aos 83 anos, em São Paulo.

 

Conheça o livro:

FRAGMENTOS DE UMA VIDA
Autor: Regina FavreAnna Veronica Mautner
EDITORA ÁGORA

A obra reúne textos que retratam a existência de Anna Verônica, psicanalista na Sociedade Brasileira de Psicanálise, da infância, da juventude, militante do Movimento Juvenil Sionista-Socialista (Dror), a convivência com toda uma geração de sociólogos e filósofos que marcaram a esquerda paulista, a fundação do curso de Psicologia Reichiana no Instituto Sedes Sapientiæ, aos dias atuais. Compilado pela filósofa e psicoterapeuta Regina Favre, que compõe um mosaico em que o enigma da mulher moderna se revela com toda radicalidade, dor, espanto, humor, contemplação, ternura, crueldade, gratidão e memória.

 

 

 

‘MINDFULNESS TEM PODER DE ALIVIAR A DOR CRÔNICA; VEJA DICAS PARA PRATICAR’

Matéria publicada originalmente no UOL VivaBem, em 03/02/2019.

A dor crônica algumas vezes é insuportável e atrapalha muito a rotina das pessoas, prejudicando inclusive a saúde mental. Mas cientistas do Canadá revelam que o mindfulness é uma promissora alternativa para combater o problema.

Segundo o estudo publicado no BMJ (British Medical Journal), a prática de atenção plena é capaz de diminuir a intensidade da dor e o sofrimento psicológico causado por ela.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisa comparou o “poder” do mindfulness para aliviar a dor crônica com o da terapia cognitivo-comportamental – método muito recomendado pelos médicos para combater o problema, mas que não funciona com todos os pacientes.

Os pesquisadores analisaram 21 ensaios clínicos que reuniram um total de 2.000 participantes entre 35 e 65 anos –a maioria mulheres – que usaram uma das técnicas para tratar problemas crônicos como fibriomialgia, dor lombar, artrite reumatóide e osteoartrite.

O trabalho científico revelou que tanto o mindfulness quanto a terapia cognitivo comportamental melhoraram consideravelmente o funcionamento físico dos participantes e reduziram a dor e a depressão relacionada à dor.

“O midfulness pode ser uma solução adicional aos pacientes com dor crônica, uma vez que se mostra promissora em diminuir a intensidade da dor e o sofrimento psicológico”, Eve-Ling Khoo, principal autora do estudo.

Como praticar?

Marcelo Demarzo, professor do departamento de medicina preventiva e coordenador do Mente Aberta da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explicou em reportagem publicada no UOL VivaBem que os benefícios do mindfulness podem ser obtidos com 40 ou 5 minutos de prática, o importante é tirar um tempo do dia para fazer isso. Veja algumas táticas que podem ajudar você a alcançar a atenção plena:

  • Encontre um lugar ideal: para se concentrar é importante escolher um lugar silencioso e com poucas distrações. Deixe o celular longe e desligue a televisão para não ter interferências.
  • Escolha a pose: ache uma posição confortável para não ter incômodos durante a meditação. Você pode ficar deitado ou sentado, com olhos abertos ou fechados, o que for melhor para você.
  • Mantenha o controle: comece observando as sensações corporais, como o contato com o solo e a temperatura da pele. Aos poucos, concentre nos movimentos do corpo durante a respiração: no tórax e abdômen, na sensação do ar nas narinas.
  • Drible distrações mentais: se aparecer alguma distração, pensamento ou preocupação, apenas perceba e deixe passar, sem se prender ou julgar, e volte a se concentrar na respiração.
  • Antes do fim: depois de focar ao máximo na respiração, volte sua atenção para as sensações corporais e aos poucos termine a prática.
  • Internet pode ajudar: existem aplicativos e sites que podem ajudar iniciantes. Você pode usar o app gratuito HeadSpace ou ouvir uma técnica meditativa de pouco mais de três minutos do centro Mente Aberta.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/03/mindfulness-e-alternativa-promissora-para-combater-dor-cronica.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro da Summus que trata especificamente do tema:

VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.