‘BRASIL NÃO TEM PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO, CRITICA ESPECIALISTA’

Matéria de Yasmim Araujo Rodrigues, publicada originalmente pela
Agência de Notícias UniCEUB, em 25/03/2019

A psicóloga paulista Karina Okajima Fukumitsu sofria de uma inflamação cerebral. Ela prometeu que, se fosse curada, dedicaria a vida à causa de ajudar outras pessoas em situações de dor profunda, e transtornos mentais. Ela conseguiu e, em homenagem a esse destino, ministra palestras de pés descalços para manter sintonia com a terra. Pós-doutora e pesquisadora sobre prevenção ao suicídio, além de autora de livros e artigos sobre o tema, a psicóloga entende que é necessário trabalhar “as possibilidades e o propósito da vida de cada indivíduo”.

A especialista criticou que o Brasil não tem um plano nacional de prevenção de suicídio, documento previsto apenas para 2020, quando o país deverá comprovar redução de 10% na taxa de mortes por essa causa, conforme compromisso firmado com a OMS. No Distrito Federal, a taxa de suicídio até maio de 2018 foram 41 casos, em comparação com o ano de 2017 que foram 167 e em 2016 151.

A psicoterapeuta relata que a busca por evitar o suicídio deve vir do próprio indivíduo em tratamento. Ela explica que, entre o nascimento e a morte por suicídio, “restam fragmentos, histórias contadas e vividas. O processo de luto abarca vivências que ficam sem sentido, confusas, picotadas, estilhaçadas (…). Você precisa se aproximar de você, da sua vida, a gente não é treinado a se resgatar para pensar no seu próprio sofrimento”, disse a especialista em palestra no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Os dados são alarmantes. No Brasil, a cada 45 minutos um indivíduo comete suicídio. No mundo, a cada 40 segundos há uma tentativa de acabar com a própria vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem por esse motivo todos os anos. O suicídio não ocorre apenas em países de alta renda, sendo um fenômeno em todas as regiões do mundo. De fato, 80% dos suicídios ocorreram em países de baixa e média renda em 2016, no Brasil já foram registrados 11.433 mortes por suicídio em 2016.

Esses acontecimentos são , na maior parte deles, entre pessoas de 15 a 29 anos de idade e  o suicídio é agora a terceira maior causa de óbito nesse segmento. Tirar a própria vida é já a quarta causa de mortes em adolescentes, inclusive na Coreia do Sul e no Japão é a principal causa de mortes entre garotos e garotas no país.

Problemas psiquiátricos,  uso de drogas e álcool são fatores principais para analisarmos o real motivo do suicídio. Entretanto nem toda pessoa com problemas psiquiátricos têm essa pretensão. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostrou que mais de 30% das vítimas de apresentava teor alcoólico no sangue. Um esforço para mudar o alto índice  foi a decisão da Organização das Nações Unidas (OMS) de definir o dia 10 de setembro o dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e promove a campanha nacional de Setembro Amarelo.

Além do uso de drogas e álcool estão também entre as causas que levam a uma pessoa abster de sua vida são problemas como depressão, ansiedade, bullying e situações temporais que despertam forte carga emocional, como o fim de um relacionamento amoroso ou a perda de algo muito importante na vida desse indivíduo. Em casos de uso de arma de fogo Estados Unidos grande parte de quem morre por arma de fogo comete suicídio logo depois e apenas em dez estados americanos, por exemplo, é obrigatório que os profissionais de saúde recebem treinamento sobre prevenção do suicídio. “O Brasil merece uma atenção para esses sofrimento,pois vemos dados alarmantes de suicídios acontecendo e não fazemos nada para parar”.

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Para ler na íntegra, acesse: http://www.agenciadenoticias.uniceub.br/suicidio/

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Conheça Vida, morte e luto, da Summus Editorial, do qual Karina Okajima Fukumitsu é organizadora e coautora:
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VIDA, MORTE E LUTO
Atualidades brasileiras
Organizadora: Karina Okajima Fukumitsu
Autores: Ana Catarina Tavares LoureiroAvimar Ferreira JuniorDaniel Neves ForteDaniela AchetteElaine Gomes dos Reis AlvesElaine Marques HojaijElvira Maria Ventura FilipeEmi ShimmaFernanda Cristina MarquettiGabriela CasellatoGilberto SafraGláucia Rezende TavaresLeo PessiniKarina Okajima FukumitsuMarcello Ferretti FanelliMarcos Emanoel PereiraMaria Carlota de Rezende CoelhoMaria Helena Pereira FrancoMaria Julia KovácsMaria Luiza Faria Nassar de OliveiraMayra Luciana GaglianiMonja Coen Roshi Monja Heishin Nely Aparecida Guernelli NucciPatrícia Carvalho MoreiraPedro Morales Tolentino LeiteProtásio Lemos da Luz, Teresa Vera Gouvea

Esta obra visa apresentar os principais cuidados e o manejo em situações-limite de adoecimento, suicídio e processo de luto, bem como reitera a visão de que, toda vez que falamos sobre a morte, precisamos também falar sobre a vida. Escrito por profissionais da saúde, este livro multidisciplinar atualiza os estudos sobre a morte, o morrer, a dor e o luto no Brasil. Destinado a psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais etc., aborda temas como: espiritualidade, finitude humana, medicina e cuidados paliativos; cuidados e intervenções para pacientes cardíacos, oncológicos e portadores de doença renal crônica; intervenção na crise suicida; pesquisas e práticas sobre luto no Brasil e no exterior; luto não autorizado; as redes de apoio aos enlutados; a tanatologia na pós-graduação.

“VOCÊ NA TELA” NA II FEIRA DO LIVRO DA UNESP

Alex Moletta, autor da Summus, participou da programação cultural da II Feira do Livro da Unesp com a palestra “Você na tela – Criação audiovisual para a internet”, tema de seu novo livro. Veja abaixo o vídeo reportagem sobre o evento, publicado no canal do autor no YouTube.

 

Para conhecer o MaisVideomundo, canal de Alex Moletta, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCAag4aa-G8cA22kM0ULk2jw


Para saber mais sobre o livro recém lançado:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/9788532311191

 

ATENÇÃO! Os interessados no tema terão uma nova oportunidade para assistir à palestra “Você na tela”. Alex Moletta estará na Unibes Cultural, em São Paulo, no dia 25 de junho, à noite. Acompanhe as informações por nossas redes sociais.

‘SEJA AMIGO DA SUA VOZ’

No dia 16 de abril é celebrado o “Dia Mundial da Voz”. A data, iniciada no Brasil em 1999, passou a ter expressão internacional a partir de 2003 com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

Saiba mais sobre a campanha da SBFa deste ano no site https://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/

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Neste Dia Mundial da Voz, conheça os livros do Grupo Editorial Summus sobre o tema:

ESTÉTICA DA VOZ
Uma voz para o ator
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Escrito de forma simples e objetiva, este livro promove um encontro entre o teatro e a fonoaudiologia, analisando a criação teatral do ponto de vista da voz e da fala. Abordando desde o processo respiratório até o aquecimento vocal, a obra é útil para profissionais da voz que atuam nas mais variadas áreas.

 

O PODER DA VOZ E DA FALA NO TELEMARKETING
Treinamento vocal para teleoperadores
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Atualmente, é fundamental que os operadores de telemarketing sejam capacitados, especialmente no que diz respeito ao treinamento fonoaudiológico. Este livro mostra que, se bem orientados, os teleoperadores serão mais produtivos e não terão problemas de saúde associados ao uso excessivo/incorreto da voz, além de sofrerem menos com o estresse diário. Obra dedicada a fonoaudiólogos, profissionais de RH, ergonomistas e médicos do trabalho.

 

TRABALHANDO A VOZ
Vários enfoques em fonoaudiologia
Autora: Léslie Piccolotto Ferreira
SUMMUS EDITORIAL

Este livro nos traz diversas abordagens no trabalho com a voz. Ensina a tirarmos o maior proveito da expressão pela voz, sem cansaços ou afonias, além de mostrar trabalhos relativos ao uso da voz no teatro, para professores e todos os que precisam da voz como instrumento de trabalho. Possui também capítulos de prevenção e tratamento dos diversos distúrbios da voz.

VOZ – PARTITURA DA AÇÃO
Autora:
Lucia Helena Gayotto
PLEXUS EDITORIAL

O ator em cena revela uma relação profunda entre seus recursos vocais e a situação vivida pelo personagem. Assim, a voz pode e deve interferir, modificar a situação e realizar-se como ação vocal. Para estudar essa ação vocal a autora criou uma partitura vocal para registrar os recursos vocais aplicados ao personagem, e, a partir daí, desenvolveu ferramentas para a elaboração da voz, em diferentes situações cênicas. O livro, fundamental na área teatral, amplia tais possibilidades, também para outros profissionais que utilizam a voz em seu dia-a-dia: conferencistas, locutores etc.

EXISTE JEITO CERTO DE ALFABETIZAR?

A autora da Summus Editorial e professora da Faculdade de Educação da USP, Silvia Colello, foi entrevistada por Myrian Clark no programa #MyNewsEntrevista, Elas conversam sobre “o porquê de as nossas crianças não aprenderem e qual seria o melhor método de alfabetização e as vantagens e as especificidades de cada método.” Confira no vídeo abaixo.

Para conhecer os livros de Silvia Colello pela Summus, acesse https://www.gruposummus.com.br/summus/autor//Silvia+M.+Gasparian+Colello

‘EXPOSIÇÃO ABDIAS NASCIMENTO: UM ESPÍRITO LIBERTADOR NO MAC NITERÓI (RJ)’

O IPEAFRO atua como correalizador, junto ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, da exposição dedicada a produção artística de Abdias Nascimento (1914-2011), pintor, poeta, dramaturgo e um dos maiores ativistas dos direitos da população negra brasileira. De 13 de abril a 4 de agosto de 2019, Abdias Nascimento: um espírito libertador apresentará ao público 36 obras criadas nas décadas de 1960 a 1990. Grande parte de suas pinturas diz respeito aos orixás e são constantes em suas imagens as presenças de Exu, Iemanjá, Xangô, Ogum e Oxossi, entre outros. Serão expostos alguns documentos como cartazes, matérias jornalísticas e fotografias. A curadoria é de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca, que disponibilizaram em primeira mão para o IPEAFRO, o seu texto que traz, por exemplo, informações de como chegaram ao título da exposição.

Além da individual de Abdias Nascimento no salão principal, o MAC Niterói vai abrir outras duas exposições: O país ocupado, da coleção João Sattamini, que conta com obras de Antonio Dias (1944-2018), Antonio Manuel (1947- ), Ivan Serpa (1923-1973) e Rubens Gerchman (1942-2008); e Farol, do dominicano Engel Leonardo, também com curadoria de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca. Dois desses artistas eram amigos e colaboradores de Abdias. Ivan Serpa doou um quadro de sua autoria ao Museu de Arte Negra, projeto do Teatro Experimental do Negro dirigido por Abdias. Rubens Gerchman conviveu com Abdias no exílio novaiorquino, e um de seus quadros da exposição no MAC , Exu Black Power, é dedicado nominalmente ao Gerchman. Além disso, as obras apresentadas nas duas exposições foram produzidas no mesmo período histórico.

A exposição no MAC coincide com a mostra Abdias Nascimento, a Arte de um Guerreiro, que o  IPEAFRO realiza no Centro de Artes da Maré (CAM), favela Nova Holanda, Rio de Janeiro, com visitação até o dia 14 de junho. Na abertura, no dia 14 de março de 2019, homenageamos Carolina Maria de Jesus, Abdias e Marielle Franco. Veja informações e fotos da abertura da exposição.  Realização do IPEAFRO em parceria com a Redes da Maré. Apoio do Itaú Cultural. Cooperação: Criola, Editora Perspectiva, 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo e FOPIR.

 

SERVIÇO

Exposições: Abdias Nascimento: um espírito libertador; O país ocupado; Farol
Local: MAC Niterói – Mirante da Boa Viagem, sem número, Boa Viagem, Niterói
Abertura: 13 de abril de 2019, sábado, às 10h. O museu abre às 10h, quem quiser ver a exposição pode ir nesse horário. Mas o evento de abertura é das 14h às 18h; a equipe do IPEAFRO estará presente nesse horário
Término: 4 de agosto de 2019
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h | A bilheteria fecha 15 minutos antes
Ingressos: No dia da abertura, basta se identificar como convidado para a exposição que é automaticamente oferecida gratuidade. Durante a temporada, R$ 10 (inteira). Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia (R$ 5).  Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais, moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes de bicicleta. Na quarta-feira, a entrada é gratuita para todos
Informações: (21) 2620-2400 | mac@macniteroi.com.br | | facebook.com/macniteroi.oficial

Reprodução de texto enviado pelo IPEAFRO em 10.04.2019.

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Quer saber mais sobre Abdias Nascimento? Conheça o livro da Coleção Retratos do Brasil Negro:

ABDIAS NASCIMENTO
Retratos do Brasil Negro
Autora: Sandra Almada
SELO NEGRO EDIÇÕES

Dramaturgo, ator, acadêmico, político, artista plástico, poeta. Abdias Nascimento pertence à elite dos grandes intelectuais engajados nas lutas libertárias dos negros em âmbito mundial – e também na difusão do pan-africanismo. Esta biografia recupera a vida e a obra de Abdias, resgatando as origens da combatividade desse militante respeitado nacional e internacionalmente, para quem o racismo é “a forma assumida pela opressão que mantém na miséria milhões de africanos e afrodescendentes”.

Esta obra faz parte da Coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. O objetivo da Coleção é abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. Para conhecer os outros volumes da coleção, acesse: https://bit.ly/2X3b1mi

 

‘VOCÊ SABE QUE MÉDICO PROCURAR PARA RESOLVER PROBLEMAS CAPILARES?’

Publicado no Blog da Adriana Vilarinho, no UOL Universa,
em 08/04/2019.

Nos últimos anos tem crescido muito a procura por tratamentos capilares. Mas no que eles consistem? Quem está apto a fazê-los? Vamos ‘começar pelo início’: você sabe o que é tricologia?

A tricologia é a área da dermatologia (especialidade médica) que estuda os fios de cabelo, o couro cabeludo e os pelos. A tricologia abrange o diagnóstico e tratamento dos distúrbios que afetam essas estruturas, como queda e quebra dos fios, inflamações, infecções e doenças do couro cabeludo.

Na prática, muitas vezes, uma simples queixa de queda de cabelo pode ser a manifestação secundária de alguma afecção na tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, doenças reumatológicas, entre outras. Por isso é tão importante a avaliação de um médico nesses casos.

A queixa mais comum nessa área é a de queda de cabelo e a calvície (tanto masculina quanto feminina). O dermatologista é responsável por identificar a causa, por meio da história (anamnese) e exame clínico durante a consulta médica e, se necessário, ainda solicitar exames complementares, para então chegar ao diagnóstico e plano de tratamento adequado.

Além da queda de cabelo, a tricologia também abrange tratamentos para perda de cabelos após quimioterapia, trata danos aos fios de cabelo causados por tratamentos e procedimentos estéticos químicos e físicos (como tinturas colorações e alisamentos) trata bem como de afecções no couro cabeludo, psoríase, micoses e foliculites, entre outras).

Atualmente devido a grande procura, a tricologia é uma área que atrai muitos interessados. No mundo inteiro tem crescido significativamente o número de pesquisas e descobertas de novos protocolos de tratamentos médicos nessa área. Se você tem problemas capilares, não deixe de conversar com seu dermatologista.

Para ler na íntegra, acesse:
https://adrianavilarinho.blogosfera.uol.com.br/2019/04/08/voce-sabe-que-medico-procurar-para-resolver-problemas-capilares/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, publicados pela MG Editores:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.


SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de for20ma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.

‘NÃO VACINAR PODE CAUSAR IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS’

Matéria de Luiza Tiné publicada originalmente no Blog da Saúde,
do UOL VivaBem, em 08/04/2019.

Sabia que no dia Mundial da Saúde o tema de destaque é imunização? Há 50 anos, o Brasil registrava, todos os anos, cerca de 100 mil casos de sarampo e 10 mil casos de poliomielite. Nessa época, o país ainda não tinha um programa de vacinação definido pelo Ministério da Saúde, e apenas alguns estados ofereciam vacinas, o acesso era limitado, principalmente para as crianças. O impacto familiar, social, econômico e no sistema de saúde era grande.

Para entender melhor, os hospitais tinham enfermaria só para cuidar desses pacientes infectados por essas doenças, que atualmente são prevenidas por meio da vacinação disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). “À medida que o programa de imunização do Ministério da Saúde foi se estruturando e se fortalecendo, sendo reconhecido mundialmente pela oferta de vacinas gratuitas, a população foi se vacinando, entendendo a importância, e doenças contagiosas foram erradicadas”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues.

Hoje o Brasil não tem mais casos de pólio, de difteria e coqueluche, graças ao programa de imunização. A coqueluche, por exemplo, traz sequelas irreversíveis. “Faz com que a criança fique internada na UTI, e ela pode ir a óbito três dias depois de ter sido contaminada. Então, você imagina a sobrecarga para a família que vai ter que cuidar para sempre dessa pessoa”, conta Carla.

Além disso, uma consequência da redução no número de crianças vacinadas são as sequelas e a sobrecarga para os serviços de saúde que deixarão de atender outras doenças para cuidar dessas que podem ser evitadas por meio da vacinação. “A vacina além de ser um mecanismo de proteção, evita o adoecimento, e sequelas irreversíveis como cegueira, surdez, paralisia infantil”, alerta a coordenadora.

Impactos familiar

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. Mas como explicar isso para sociedade, que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas? Sabemos que as pessoas podem escolher, mas o problema é que, será que todas sabem que quando a cobertura vacinal cai, podem surgir epidemias?

Foi o que aconteceu no Estado do Amazonas ano passado. “Nós tivemos agora um surto de sarampo que tiveram ocorrência de mais de 10 mil casos, com 13 mortes em crianças menores de 5 anos. Crianças que poderiam estar conosco, poderiam ter um futuro pela frente e não estão não mais com a sua família, porque não foram devidamente vacinadas” , relata a coordenadora.

Segundo a infectologista Karen Morejon, membro do Comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a nova geração de pais não viu ou não vivenciou os casos de sarampo porque foi vacinada quando criança. “Eles não sabem da gravidade da doença”, alerta a infectologista.

Morejon destaca ainda, que ao não levar uma criança para se vacinar, os responsáveis estão tirando a chance dela se proteger. “Protejam o bem que mais amam. O bem que o pai e a mãe mais ama é o filho. Vacinar uma criança é um ato de amor”, orienta Karen. Ela lembra que todas as vacinas necessárias são oferecidas pelo SUS.

Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância das campanhas e do combate aos movimentos antivacinas. “No caso do sarampo, o desenvolvimento neurológico é afetado, que vai afetar o desenvolvimento cognitivo dela para o resto da vida, ou seja, essa criança, ela vai ter dificuldade de aprendizagem, ela pode ter outros problemas de saúde que podem inclusive levar a morte, é isso que a população precisa entender”, comenta Domingues.

Impactos Social

Diante dessas preocupações, os que pensam que o problema é unicamente combater as doenças, estão totalmente equivocados, o impacto econômico e social é assustador. “Quando temos um surto as pessoas deixam de visitar nosso país, ou seja, o turismo diminui, os eventos internacionais tendo menos circulação de dinheiro no momento em que mais precisamos”, comenta Domingues.

Quando uma a população deixa de ser vacinada, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação de agentes infecciosos. E quando isso vai se multiplicando, não comprometem apenas quem deixou de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Além disso, Carla Domingues explica as consequências econômicas. “Quando uma pessoa fica doente ela tem que parar de trabalhar, ela vai deixar de ir ao serviço. Se ela tem uma carteira assinada ela vai ficar no INSS, se ela não tem, naquele período que ela está doente, vai deixar de ter a sua remuneração”, explica.

Olhando para a causa

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde passou a olhar com mais cuidado o problema da baixa cobertura vacinal. “Há um movimento para resgatar a credibilidade da vacina e fazer com que a população entenda todos esses problemas pela falta de vacina”, alerta Carla. Para ela, o próprio sucesso do programa de imunização erradicando as doenças, fez com que os pais deixassem de vacinar seus filhos achando que as crianças não pegariam mais as doenças.

Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes.

 

Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/08/nao-vacinar-pode-causar-impactos-sociais-e-economicos.htm

 

Saiba mais sobre o assunto com o livro:

VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

 

SUMMUS LANÇA “SOLTAR AS MULETAS”, DE HERMANN SCHRECK MALGOR

Acesse o mapa do local: https://goo.gl/maps/TNWakJsGsZk

Sobre o autor:

Hermann Schreck Malgor nasceu em Paysandú, Uruguai, em 1970, e dedica-se há mais de 25 anos ao acompanhamento de pacientes adictos. Formado em psicologia pela Universidad de la República (Udelar), iniciou sua formação em Gestalt-terapia em 1993. Também se especializou em disciplinas como bioenergética, psicologia transpessoal e terapia de família. Foi consultor do Instituto Interamericano del Niño (OEA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Ministério da Saúde Pública do Uruguai e do município de Paysandú. Ali fundou e dirigiu o primeiro centro de formação em Gestalt-terapia do interior do país. Além de seu trabalho clínico em consultório, dá conferências, workshops, cursos e seminários para universidades, empresas e instituições em países como Espanha, Argentina, Brasil, Cuba, Panamá e Uruguai. Para saber mais sobre o livro, acesse

Para saber mais sobre o livro, acesse:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1515/Soltar+as+muletas

‘DORMIMOS CADA VEZ MENOS, E ISSO TRAZ IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE’

Publicado no Blog de Luiz Sperry, no UOL Viva Bem, em 01/04/2019.

O sono é o primeiro a ser sacrificado. Entre os estímulos vertiginosos que se apresentam na contemporaneidade, cada vez mais no virtual e menos no real, é bem verdade, o sono vai sendo encurtado por ambas as bordas. Nunca se dormiu tão tarde, embora já se tenha madrugado mais. De fato não vivemos numa época propícia para se dormir.

Não deixa de ser curioso que isso ocorra justamente numa época em que as pessoas saem tão pouco de casa. As supostas comodidades, como os serviços de streaming, tornaram hábitos como o cinema deveras obsoletos. E mesmo um passado próximo, como as locadoras que abundavam até o final do século passado, parece há anos-luz de distância da nossa realidade atual. A cena em que a Capitã Marvel despenca dentro de uma loja da Blockbuster me trouxe uma nostalgia assustadora.

E mesmo a noite, que era uma criança, envelheceu. Os mais novos, que sempre tiveram mais energia e menos compromissos, já não saem tanto como antes. Alguns dizem que a balada está morrendo e a culpa, claro, é dos millenials. Mas estas questões envolvem uma série de fatores sociológicos que as rixas geracionais sempre simplificam de maneira porca. A começar pelo modo que as pessoas se conhecem e interagem entre si. Há pouco mais de 10 anos era muito improvável que as pessoas se conhecessem através da internet ou por aplicativos de celular. Nem havia propriamente aplicativos. Se você queria conhecer alguém tinha que ser na raça. E isso demandava um monte de tempo, dinheiro e álcool. Hoje em dia é impensável sair, beber e dirigir como minha geração fazia. A civilização sempre cobra um preço.

As cidades se tornaram grandes e o transporte não acompanhou. Tudo é um pouco mais longe e mais difícil do que era antes. Mais cheio, mais caro. Não é de se estranhar que as pessoas fiquem cada vez mais tempo dentro de casa. Mas também estão quase sempre conectadas. O fato de passarmos a maior parte do tempo olhando para uma tela bem de pertinho acabou por afetar nosso funcionamento biológico e comportamental. Quase todas as pessoas desenvolveram algum grau de miopia funcional em decorrência do uso prolongado (excessivo?) de dispositivos eletrônicos que fazem com que nossos olhos passem o tempo todo fixando pontos muito próximos a eles.

O nosso sono também se prejudica por isso. Sabemos que a luminosidade no período noturno inibe a nossa produção de melatonina, que é o principal hormônio regulador do sono e do ritmo circadiano. A melatonina é importante não apenas no adormecer, mas também no despertar. De modo que o uso desses aparelhos muito frequentemente leva a uma desorganização da estrutura do sono. Porque não basta dormir. O sono deve ter todas suas fases, incluída ai a fase REM, onde ocorrem os sonhos. Além de dormir, é preciso sonhar.

Sabemos que a produção de melatonina diminui com a idade. Não é de se estranhar pois, que os idosos durmam menos. Não é de se estranhar pois, que com o envelhecimento da população, a qualidade do sono em geral venha piorando. Uma evidência a esse respeito é o consumo brutal de medicações para dormir. E inclusive, suprema graça, da própria melatonina que já não produzimos de forma suficiente. Estamos nos tornando velhinhos insones, ligadaços na tela do celular. E isso não é culpa dos millenials.

Para ler na íntegra, acesse:
https://luizsperry.blogosfera.uol.com.br/2019/04/01/dormimos-cada-vez-menos-e-isso-traz-implicacoes-para-a-saude/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro da MG:

DURMA BEM, VIVA MELHOR
Autores: Stella TavaresPedro Paulo Porto JuniorPedro Luiz Mangabeira AlbernazMárcia CarmignaniAndrea Pen Mangabeira Albernaz

Quando os problemas de sono se repetem com frequência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.