O JEITINHO BRASILEIRO

A edição de março da Revista Língua Portuguesa deu destaque para o livro A filosofia do jeito (Summus Editorial), da filósofa Fernanda Carlos Borges. A reportagem, intitulada “O jeitinho que virou little way”, revela como as pessoas confundem a busca criminosa por vantagens com o traço cultural expresso pela palavra “jeitinho”. Leia a íntegra: http://goo.gl/AUm6r

Em seu livro, Fernanda rejeita o rótulo de atraso comumente associado à expressão, analisa a relação entre o corpo e os mecanismos da consciência e da comunicação para esclarecer a importância desse comportamento. Partindo de abordagens filosóficas, socioculturais e cognitivas, ela procura compreender o “jeitinho brasileiro”. Nesse percurso, analisa a relação entre o corpo e os mecanismos da consciência e da comunicação, fazendo uma ponte com pensadores como Wilhelm Reich e Oswald de Andrade.

“As instituições modernas européias supervalorizam a instância ideal. Nelas, a regra nunca pode ser questionada. Por isso somos tão criticados. O jeito brasileiro afronta a norma, pois na cultura popular a necessidade humana tem mais valor”, afirma Fernanda. Para muitos, entretanto, o jeito brasileiro impede a modernização e o crescimento. “É como se esse comportamento fosse um ranço primitivo tolhendo o nosso avanço. Mas, na verdade, criamos um novo modo de vida, mais afetiva”, diz.

O jeito e o modo como o corpo existe, pensa e se comunica implicam a inteligência comprometida com a imprevisibilidade e a novidade. O jeitinho brasileiro, portanto, é a afirmação cultural da condição existencial do jeito. A capacidade de transformação do corpo é muito maior do que a das instituições e resulta em uma condição radicalmente participativa. “Sem forma pronta, o corpo é um fazedor contínuo de cultura”, explica Fernanda.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Filosofia+do+jeito,+A

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