DENISE KUSMINSKY, AUTORA DE “REENCONTRO”, É ENTREVISTADA PELO IG

O site iG publicou ampla entrevista com Denise Kusminsky, autora do livro Reencontro (Editora Ágora), nesta terça-feira, dia 14 de maio. Na reportagem, intitulada “Mãe reencontra filho três décadas depois de entrega-lo para adoção”, Denise afirma que passou a vida pensando na criança. “Procuava em todos os lugares meninos que tivessem alguma semelhança comigo”, conta. Leia a íntegra: http://goo.gl/1sEr9.

A história de Denise Kusminsky não é incomum. Diante da alternativa de abortar o filho na adolescência, milhares de adolescentes ainda optam pela vida. Uma parte enterra os planos de juventude e assume a maternidade; a outra, da qual Denise faz parte, entrega o filho para adoção. O que torna esse relato único é o ato de coragem. Coragem de vir a público depois de quase 40 anos e contar, pela primeira vez, detalhes do que viveu e ainda vive. Com dignidade, ela encarou os erros para seguir em frente. Quis o destino que ela reencontrasse o filho. Uma história verídica emocionante de mágoa e silêncio, mas também de luta, intuição e amor. Esse é o enredo do livro Reencontro.

“Trata-se de um desabafo e de um meio de organizá-lo em meu coração, além de ser um legado para que meus descendentes conheçam a minha versão de acontecimentos ocorridos tão precocemente na minha vida, mas que me acompanham até hoje”, afirma a autora.

Denise ficou grávida aos 18 anos, em 1975, em uma época de repressões que não provinham apenas da ditadura. Sexo era tabu. Jovem paulistana de classe média, vivia cercada do carinho dos pais e cheia de planos de vida quando encarou a dura realidade. O pai do seu filho, jovem como ela, sugeriu o aborto. Inicialmente, parecia o melhor a ser feito. Depois de percorrer algumas clínicas, no entanto, ela desistiu e preferiu lutar. Empenhada em preservar a vida do filho a qualquer custo, se viu obrigada a aceitar a única alternativa que se apresentou: entregar o bebê a outra família que teria melhores condições de criá-lo.

Sem que ninguém soubesse da gravidez, Denise foi levada à casa dos pais do médico que se encarregaria do parto. Ele também seria o responsável por entregar a criança à família adotiva. Para os amigos e familiares, Denise havia partido para uma viagem de intercâmbio aos Estados Unidos. Isolada, passou cinco meses de gestação acariciando a barriga e tentando dar ao filho um amor intenso, que pudesse compensar o que não poderia oferecer depois.

No dia 7 de setembro de 1975, Denise deu à luz. “Por toda a minha vida eu haveria de levar a lembrança daquele dia. Por anos e anos, bastava fechar os olhos para ouvir de novo aquele choro e reviver o desespero daquele instante”, conta. Para facilitar o rompimento, o médico optou pela cesárea. Segundo ele, o parto normal poderia criar um vínculo que não se pretendia naquele momento. Ele acreditava que a anestesia pudesse aliviar todas as dores. Ledo engano. De volta ao lar, Denise enterrou o assunto com toda a tristeza que ele carregava e decidiu retomar a vida. Casou, teve filhos, depois netos, mas não houve um único dia em que ela não se lembrasse do filho.

Movida pelo desejo de reencontrá-lo, cinco anos depois, contou ao marido o que se passara. Apesar de ter ficado abalado, ele a apoiou e pensaram na hipótese de reaver o menino na justiça. Os advogados, contudo, desaconselharam, afirmando que o melhor a fazer era deixar a criança em paz com a família que tão bem o acolhera. Como, de repente, uma criança já com 5 anos receberia uma mãe que nunca conhecera?

Era um pacto de silêncio que, a princípio, deveria durar para o resto da vida. Mas o destino foi contra. Em outubro de 2009, 34 anos depois, o filho de Denise decidiu procurá-la. O desejo que ela acalentou durante anos, enfim, se tornaria realidade. Um abraço forte, um pedido de desculpas e a certeza de que nada mais seria como antes.

“Foi um milagre tê-lo reencontrado, mas infelizmente não deu tudo certo, nem poderia ter dado. Qual foi a sua primeira palavra? Como era a sua voz? Eu nunca saberei. O tempo passou e não admite volta. Queria tê-lo levado na porta da escola em seu primeiro dia de aula. Ter beijado a sua testa desejando boa sorte. Não ensinei nada ao meu filho. Não temos fotos juntos. Mesmo assim uma vida inteira se passou e nos reencontramos. Temos o direito de ser felizes e de conviver como mãe e filho para sempre, ainda que de forma torta, diferente”, conclui Denise.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1334/REENCONTRO

2 ideias sobre “DENISE KUSMINSKY, AUTORA DE “REENCONTRO”, É ENTREVISTADA PELO IG

  1. Olá, meu nome é Fernanda de Luca e faço parte da equipe do programa Papo de Mãe, eibido pela TV Brasil. preciso do contato da autora Denise Kusminsky, autora do livro Reencontro para convidá-la para um programa e falar sobre o livro. Fernanda

  2. Sabe Denize, mim enterecei pela sua historia aconteceu com migo um pouco parecido queria pode conta queria desabafa pois isto mim fas muito mau nao tenho com quem desabafa mim ajuda tem hora que eu acho que vou enlouquecer

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