“A NOTÍCIA COMO FÁBULA” FICA EM TERCEIRO LUGAR NO PRÊMIO JABUTI 2013

O livro A notícia como fábula – Realidade e ficção se confundem na mídia, do jornalista Renato Modernell, conquistou o terceiro lugar na categoria comunicação do Prêmio Jabuti 2013. Lançada em 2012 pela Summus Editorial, em coedição com a Editora Mackenzie, a obra concorreu com nove finalistas, entre eles os livros História do Jornalismo Itinerário Crítico, Mosaico Contextual (1º lugar) e História da Imprensa Paulista (2º lugar). Para saber mais sobre o resultado da premiação, leia reportagem da Folha.com: http://goo.gl/eZUtV8.

Em seu livro, Modernell examina a forma pela qual a realidade e a ficção se entrelaçam nos textos jornalísticos. Alisando textos publicados em diferentes veículos e em épocas diversas, ele parte do pressuposto de que aquilo que consideramos “fato” e “imaginação” tem limites mais tênues e permeáveis do que comumente se supõe. “Sabemos que, em princípio, a missão do jornalista é narrar o que aconteceu, enquanto a do ficcionista é flanar no que poderia ter acontecido. Porém, desde quando essas categorias se separam como a água e o óleo? Não podemos negar que a arte da escrita (e isso vale para ambos os casos) tem poderes de envolvimento muito eficazes”, afirma.

O livro é resultado de um estudo de mestrado concluído em 2004, na USP, e aprofundado posteriormente pelo autor. Um trabalho que dialoga com a fantasia e não se limita ao repertório conceitual das áreas mais familiares do autor, como o jornalismo e a literatura. Suas reflexões passeiam, sem muita cerimônia, pelos domínios da filosofia, da mitologia e da arte. O texto por vezes assume a leveza da crônica, sem que isso prejudique seu rigor acadêmico.

Com base em uma larga experiência simultânea com o jornalismo e a narrativa ficcional, Modernell acredita que um texto de qualidade, assim como o voo de um pássaro, desafia os limites territoriais entre a realidade e a imaginação. Ao criar o conceito dos fatores de fabulação, ele aponta uma série de recursos de escrita capazes de “ficcionalizar” o texto jornalístico. Esses artifícios sutis escapam à percepção não só de quem lê, mas até de quem escreve.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://bit.ly/GTZDBt.

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