ACEITAÇÃO SOCIAL ELEVA O CONSUMO DE ÁLCOOL

Pesquisa divulgada recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que o Brasil está acima da média mundial em consumo de bebidas alcoólicas, apresentando taxas superiores a mais de 140 nações. De acordo com o levantamento, foram consumidos, em média, 8,7 litros de álcool por pessoa por ano no país, entre 2008 e 2010. A média mundial é de 6,2 litros. Aceita socialmente, o álcool é a droga que mais preocupa em termos de saúde pública.

Para o psiquiatra Ivan Mario Braun, pesquisador do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e autor do livro Drogas – perguntas e respostas (MG editores), se a questão é a prevenção do uso abusivo do álcool e seus malefícios, o melhor a fazer é evitar sua ingestão. Ele lembra que “o álcool é fonte potencial de problemas”, e mesmo com os eventuais benefícios à saúde que seu consumo moderado possa trazer, como no caso do vinho, deve-se considerar que é possível conquistar os mesmos benefícios sem a ingestão de bebidas alcoólicas.

O consumo de bebidas alcoólicas em ambiente doméstico, lembra o psiquiatra, faz parte dos hábitos de consumo de muitas famílias. Mesmo tendo em vista os aspectos prejudiciais à saúde relacionados ao álcool, dr. Braun reconhece que existem aspectos culturais relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas em diversas sociedades, mesmo entre jovens. Nesses casos, ele lembra que o consumo está restrito a determinados contextos, deixando claro que a bebida alcoólica não faz parte do cotidiano familiar, mas de momentos especiais.

Livro

50048O assunto está todos os dias na mídia e bem próximo da maioria das pessoas. Quem não tem um parente ou um amigo envolvido com drogas? Muita gente já viveu e vive essa experiência. Quem busca informações sobre o tema, no entanto, esbarra em reportagens superficiais ou em livros técnicos, destinados a especialistas. No livro Drogas – Perguntas e respostas, dr. Braun esclarece com objetividade as principais questões relacionadas ao assunto. Composta de perguntas e respostas, a obra trata de maneira aprofundada sobre cigarro, álcool, cafeína, maconha, cocaína, anfetaminas, inalantes, heroína, anabolizantes e diversas outras substâncias.

A intenção é oferecer informações mais completas, respondendo desde perguntas simples, como “o que é droga?”, até questionamentos sobre composições químicas e tratamentos. “Tudo de maneira que o leigo entenda em uma consulta rápida”, explica dr. Braun. Partindo de sua experiência no Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, ele sintetizou na obra as perguntas mais comuns feitas por oitenta usuários e os familiares destes.

“Percebi a necessidade de reunir informações sólidas, menos superficiais, entre informativas e técnicas, que atinjam o público leigo e, ao mesmo tempo, sirvam de atualização aos profissionais de saúde não especializados”, afirma dr. Braun.

O livro traz ainda dados sobre definições, causas, efeitos, tratamentos, recaídas, internações e pós-tratamento, além de informações adicionais sobre as drogas. O psiquiatra relata aspectos da intoxicação, da abstinência, do abuso e da dependência das substâncias com ações psicotrópicas, divididas em grupos como álcool, alucinógenos, anfetaminas e substâncias semelhantes, nicotina, cafeína, cocaína, drogas projetadas e outros, esclarecendo as dúvidas sobre cada um.

Outro objetivo da obra é a contribuição para o aprimoramento dos profissionais de saúde não especializados em drogas. Segundo o médico, é importante que especialistas de outras áreas conheçam peculiaridades fundamentais para contribuir efetivamente com o tratamento. O livro tem ainda um glossário com os principais termos relacionados ao assunto, destacados em negrito no decorrer do livro. Tabelas e ilustrações complementam a obra.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1024/Drogas

 

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