‘ESTUDO SUGERE QUE ASSUMIR ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA É MELHOR PARA O ALUNO’

Adolescentes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) que “saem do armário” quando estão na escola tendem a ter uma autoestima mais elevada e níveis mais baixos de sintomas depressivos ao chegar à idade adulta, em comparação com jovens que escondem sua orientação sexual. A conclusão é de um estudo conduzido pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

O trabalho, publicado no American Journal of Orthopsychiatry, é um dos primeiros a documentar os benefícios de se assumir a orientação sexual na escola, apesar do fato de muitos jovens sofrerem bullying por causa disso.

A equipe, coordenada pelo pesquisador Stephen Russel, analisou dados de uma iniciativa conhecida como Projeto Aceitação Familiar, que inclui pesquisas e intervenções promovidas pela Universidade do Estado de São Francisco para o bem-estar de crianças e adolescentes GLBT.

A pesquisa contou com 245 jovens brancos de 21 a 25 anos do projeto, que relataram ter sofrido bullying na escola por causa de sua orientação sexual, tendo saído ou não do armário. O grupo que assumiu a condição na escola apresentava uma autoestima mais elevada, mais satisfação com a vida e menos índices de depressão.

Russell comenta que adolescentes GLBT com frequência são orientados pelos adultos a manter sua orientação sexual em segredo, até para se protegerem de agressões e constrangimentos. Mas a pesquisa mostra que o conselho pode não ser o melhor para esses jovens a longo prazo, já que esconder algo tão importante sobre a própria identidade pode afetar a saúde mental.

Um dos fatos que incentivou Russell a fazer a pesquisa foi o caso de uma escola, na Flórida, que em 2008 foi processada por vetar a criação de um grupo de gays assumidos. Os diretores argumentaram que isso seria prejudicial aos próprios estudantes, e o pesquisador, na época, viu o quanto faltavam trabalhos para fundamentar a decisão da Justiça.

De qualquer forma, antes que qualquer adolescente tome a decisão de sair do armário, é preciso pesar bem os prós e os contras, pois nem tudo que é bom para a maioria é bom para todo mundo. Também vale a pena levar em consideração que alguns indivíduos demoram mais para definir sua orientação sexual do que outros.

Texto publicado originalmente no Blog do Jairo Bouer, em 10/02/2015. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2015/02/10/estudo-sugere-que-assumir-orientacao-sexual-na-escola-e-melhor-para-o-aluno/

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro Uma outra verdade, do psicólogo Claudio Picazio:

30058UMA OUTRA VERDADE
Perguntas e respostas para pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência
Autor: Claudio Picazio
EDIÇÕES GLS
A adolescência é, por si só, uma fase complexa. Porém, quando o jovem se descobre homo ou bissexual, as complicações aumentam. Especialista no atendimento desse público, Claudio Picazio aborda neste livro os problemas enfrentados pelos adolescentes LGBT e aponta soluções baseadas na ética e no resgate da dignidade.

Para conhecer todos os títulos do autor pelas Edições GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/claudio+picazio//all/0

ÉPOCA NEGÓCIOS ENTREVISTA FLÁVIO GIKOVATE

A edição de dezembro da revista Época Negócios publicou entrevista com Flávio Gikovate. Na reportagem, intitulada “O consumismo da elite é desespero”, o psiquiatra fala do consumismo dos ricos, de liderança e de temas atuais. Leia a íntegra: http://goo.gl/sNSmFd

Conferencista e autor consagrado, Gikovate lançou em 2013 o livro Sexualidade sem fronteiras, o trigésimo segundo de sua carreira. Na obra, ele põe de lado velhos pontos de vista e crenças, fruto da tradição religiosa e dos preconceitos mais tradicionais, e traz para o centro do debate as variáveis que interferem na vida sexual.

O primeiro passo nessa jornada de volta à evolução é entender que o caráter lúdico do erotismo desvincula o sexo do compromisso social. Esse é o clima que deve prevalecer 50094nas relações sexuais. Cada um de nós deve escolher e vivenciar os tipos de carícia – consentida – que mais lhe agradarem; cada um de nós deve ser livre para (re)direcionar os interesses eróticos da forma como bem nos aprouver. Só assim os rótulos se tornarão descabidos e desnecessários, e em vez de falarmos em hétero, homo, bissexualidade etc. falaremos em sexualidade.

“Minha proposta é de um mundo sem preconceitos (não só os de natureza sexual) no qual o sexo fosse verdadeiramente lúdico. Isso significaria tratá-lo como uma brincadeira em que não cabem cobranças, preocupações com o desempenho ou medo de fracasso, e na qual podemos considerar que tudo que é de consentimento recíproco é também legítimo”, afirma o psicoterapeuta.

Gikovate tem-se dedicado com mais afinco nos últimos anos a pensar sobre nossa condição de seres biopsicossociais, ou seja, indivíduos constituídos por ideias e ações tanto biológicas e psicológicas quanto decorrentes da educação e dos valores que recebemos ao longo da vida. “São tantas as variáveis implicadas em nosso futuro, do ponto de vista sexual – variáveis de caráter inato, determinadas pela nossa história de vida e também pelo contexto sociocultural em que vivemos, que tudo pode acontecer. É uma pena que essa liberdade não possa ser exercida, pois quando uma pessoa diz a si mesma ‘Eu sou heterossexual’ ou ‘Eu sou gay’ ela determina e delimita as fronteiras em que vai atuar”, diz.

Para saber mais sobre este livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1330/SEXUALIDADE+SEM+FRONTEIRAS

Para conhecer todos os títulos do autor pela MG Editores, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/gikovate/all/1