‘CADA VEZ MAIS VELHA, POPULAÇÃO DO BRASIL CHEGA A 208 MILHÕES’

Matéria de Lucas Vettorazzo, publicada na Folha de S. Paulo, em 25/07/2018.

Projeção aponta que país terá mais idosos que jovens em 2060

O Brasil atingiu a marca de 208,4 milhões de habitantes em 2018, segundo estimativa do IBGE divulgada nesta quarta-feira (24).

O dado é uma projeção com base no levantamento populacional do Censo de 2010.

A população brasileira em 2018 teve aumento de 0,38% (ou 800 mil pessoas) em relação ao contingente de 2017, quando era de 207,6 milhões.

O dado mais recente mostrou que o crescimento populacional brasileiro está desacelerando. Ou seja, a cada ano a população cresce menos. De 2016 para 2017, o crescimento havia sido de 1,6 milhão de pessoas, o dobro do registrado na passagem de 2017 para 2018.

Alguns motivos levam à desaceleração da taxa de crescimento da população. O principal é a redução da taxa de fecundidade. Além disso, as mulheres estão engravidando mais tarde e a relação entre idosos e jovens está diminuindo.

O IBGE estimou que a população brasileira continuará a crescer pelos próximos 29 anos, até 2047, quando deverá atingir 233,2 milhões. Nos anos seguintes, estima o instituto, a população cairá gradualmente, até chegar a 228,3 milhões em 2060.

O instituto fez uma série de projeções de longo prazo. A expectativa é que até 2060 a população com mais de 60 anos mais que dobre de tamanho e atinja 32,1% do total. Esse indicador em 2018 está em 13,44%.

Movimento contrário ocorre na população de crianças de até 14 anos, que atualmente representa 21,3% do total e que em 2060 representará 14,7%. O confronto desses dois indicadores mostra o envelhecimento da população.

Em 2060, portanto, o país terá mais idosos do que crianças. Se comparadas ano a ano, as mudanças são tímidas. Num prazo mais longo, porém, os dados não deixam dúvida. Em 2060, um quarto (25%) da população terá mais de 65 anos, estima o instituto.

O Rio Grande do Sul, segundo o IBGE, é o estado que primeiro experimentará uma proporção maior de idosos em relação às crianças. Essa reversão se dará em 2029. Quatro anos mais tarde será a vez de Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os estados do Sul e Sudeste apresentam atualmente populações mais velhas do que os do Norte e do Nordeste, por exemplo.

A idade média da população brasileira em 2018 é de 32,6 anos. O estado mais jovem é o Acre, com população com idade média de 24,9 anos. O Rio Grande do Sul é o mais envelhecido, com 35,9 anos.

ENVELHECIMENTO

O motivo para envelhecimento geral é que a expectativa de vida experimentou melhora na última década, enquanto a fecundidade caiu gradativamente. Atualmente, a expectativa de vida ao nascer é de 76,2 anos. Em 2060, será de 81.

Segundo o demógrafo do IBGE Tadeu Oliveira, a redução da fecundidade está associada ao aumento da participação da mulher no mercado de trabalho. Elas têm dado cada vez mais prioridade aos estudos ou à carreira e têm postergado a maternidade. A evolução tecnológica, que permite às mulheres engravidarem mais tarde, também tem impacto nos dados.

Em 2010, a idade média em que as brasileiras engravidavam pela primeira vez era de 26,5 anos. Em 2018, o número está em 27,1 anos. Em 2060, chegará aos 28,8 anos de idade.

Atualmente, a taxa de fecundidade é de 1,77 filho por mulher. Em 2060, esse número será de 1,66.

Em 2018, o país teve mais 1,6 milhão a mais de nascimentos do que mortes (até 1º de julho, data de referência da pesquisa). Apesar da expectativa de vida maior em 2060 frente a 2018, a relação entre nascimentos e óbitos sofrerá reversão no futuro.

O país terá, em 2060, 736 óbitos a mais do que nascimentos, segundo estimativa do IBGE, fato que contribui para o envelhecimento da população.

Para acessa a matéria na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/com-populacao-cada-vez-mais-velha-brasil-atinge-208-milhoes-de-pessoas.shtml

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Tem interesse pelo assunto? Conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o envelhecimento saudável:

VENCENDO O TEMPO
Viver bem após os 60
Autora: Eda LeShan
EDITORA ÁGORA

Um livro para pessoas de qualquer idade que começam a refletir sobre o envelhecer. Em tópicos curtos, com texto fluente e abordando assuntos desde os do cotidiano até os mais profundos, “Vencendo o tempo” traz sugestões de como dar mais qualidade ao caminho do amadurecimento. Sem ressentimento, mas também sem o artificial discurso “cor-de-rosa”. A autora é psicóloga, tem vários livros publicados, e esse é fruto de sua experiência pessoal. Isto é, ela própria é uma senhora com bastante idade e vivências.
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VELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

A psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.
Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.
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EQUILÍBRIO HORMONAL E QUALIDADE DE VIDA
Estresse, bem-estar, alimentação e envelhecimento saudável
Autor: Sergio Klepacz
MG EDITORES

Sergio Klepacz, psiquiatra e autor de Uma questão de equilíbrio, mostra neste livro como a relação entre balanceamento hormonal, combate ao estresse e alimentação saudável pode levar a uma vida saudável e até mesmo deter o processo de envelhecimento. Ele discute as polêmicas questões da reposição hormonal e dos hormônios bioidênticos e relata casos reais de pacientes que procuraram respostas na medicina ortomolecular.
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SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. ButlerMyrna I. Lewis
SUMMUS EDITORIAL

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

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GERONTODRAMA: A VELHICE EM CENA
Estudos clínicos e psicodramáticos sobre envelhecimento e 3ª idade
Autora: Elisabeth Maria Sene- Costa
EDITORA ÁGORA

A autora, médica psiquiatra e psicodramatista, vem atuando há mais de 15 anos com idosos. Aos poucos foi agregando uma série de abordagens às técnicas do psicodrama imprimindo um cunho pessoal ao seu trabalho, que batizou de gerontodrama. O livro, que também apresenta os aspectos conceituais e clínicos do envelhecimento, é um guia completo para quem quer seguir essa especialização, ou para qualquer pessoa com curiosidade sobre o envelhecer. A apresentação é de José de Souza Fonseca Filho.

‘CRENÇAS POSITIVAS SOBRE A VELHICE REDUZEM RISCO DE DEMÊNCIA NA 3ª IDADE’

Idosos que adquiriram crenças positivas sobre a velhice ao longo da vida são menos propensos a desenvolver demência. Este efeito protetor foi encontrado em todos os participantes do estudo liderado pela Escola de Saúde Pública de Yale, nos Estados Unidos, inclusive naqueles que têm os genes que aumentam o risco de desenvolver a doença.

Publicado na revista PLOS ONE, o estudo relata que idosos com crenças positivas tinham 50% menos chance de ter a demência em comparação aos idosos que tinham crenças negativas. O estudo é o primeiro a examinar se as crenças de idade baseadas na cultura influenciam o risco de desenvolver demência entre pessoas mais velhas.

“Descobrimos que as crenças de idade positivas reduzem o risco da demência, mesmo com fatores genéticos envolvidos. O que seria caso de implementar uma campanha de saúde pública contra o ageísmo (discriminação etária), que é uma fonte de crenças negativas sobre a idade”, disse Becca Levy, principal autora do estudo.

Levy e sua equipe estudaram um grupo de 4.765 pessoas, com idade média de 72 anos, que estavam livres de demência no início do estudo. Cerca de 26% dos participantes tinham genes que aumentavam o risco da doença.

O estudo demonstrou que os portadores desses genes com crenças positivas sobre o envelhecimento tinham um risco de 2,7% de desenvolver demência, em comparação a um risco de 6,1% para aqueles com crenças negativas sobre envelhecer.

A demência aflige, principalmente, pessoas mais velhas e é marcada por perda de memória e incapacidade de realizar tarefas.

Matéria publicada originalmente no portal Viva Bem, do UOL, em 09/02/2018. Para ler na íntegra, acesse https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/09/crencas-positivas-sobre-o-envelhecimento-reduzem-risco-de-demencia.htm

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Se você tem interesse pelo assunto e deseja envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, conheça:

VELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira, ou seja, cerca de 66,5 milhões de pessoas. Ao lado do grande crescimento do número de idosos, há também o aumento da expectativa de vida: hoje, no Brasil, vive-se em média 75 anos. Assim, todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos: por sermos idosos, por termos alta probabilidade envelhecer ou porque nossos produtos tendem a ser consumidos por esse público. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores.

Prefácio de Mario Sergio Cortella.