‘DIA DO IDOSO: ENVELHECER COM QUALIDADE DE VIDA É POSSÍVEL’

De acordo com especialistas, alguns cuidados podem ser tomados para envelhecer de forma saudável

Matéria de Pedro Peduzzi, da Agência Brasil,
publicada no UOL em 01/10/2019

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional do Idoso (hoje, 1º de outubro) é uma oportunidade para que as pessoas lembrem que a idade chega para todos, e que, com ela, novas dificuldades surgirão. Especialistas consultados pela Agência Brasil, no entanto, garantem: é possível envelhecer com qualidade de vida.

Segundo o médico geriatra e diretor científico da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), Renato Bandeira de Mello, qualidade de vida é algo subjetivo: depende da percepção do indivíduo sobre o que é felicidade.

Mas, em termos gerais, acrescenta o geriatra, qualidade de vida na velhice está associada a vida ativa: a busca por hábitos saudáveis como atividade física, alimentação saudável; e a manter a mente estimulada com novas atividades. Outro fator associado à qualidade de vida na terceira idade são as relações sociais.”Isso significa contato com a família, amigos e colegas de trabalhos”, resume Mello.

Família

O papel da família para a qualidade de vida do idoso, além de relevante, está previsto em leis. “Mais do que um papel, os familiares têm obrigação com os idosos. Isso, inclusive, é respaldado pelo Estatuto do Idoso”, explica o diretor da SBGG.

Nesse sentido, o estatuto prevê que a família se envolva nos cuidados e na proteção do idoso, “respeitando os seus limites e a autonomia a fim de não o cercear de suas liberdades e desejos”, acrescenta Mello.

Coordenadora-geral do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Eunice Silva destaca ser o ambiente familiar o que registra a maioria das violações de direitos da pessoa idosa. Segundo ela, entre os fatores que resultam em enfermidades, quedas, demência e internamentos prolongados estão a violência doméstica, os maus tratos e o abandono.

“É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, cidadania, liberdade e dignidade, ao respeito e às convivências familiar e comunitária”, argumenta a coordenadora do conselho que é vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Sociedade

De acordo com o médico geriatra e diretor da SBGG, no caso de idosos doentes que precisam de cuidado especial, além do apoio familiar é necessário o apoio da sociedade, que precisa estar atenta também às próprias mudanças que acontecem ao longo do tempo.

“Há que se pensar que, no futuro, os núcleos familiares serão menores. Precisaremos encontrar meios para construir uma sociedade que possa cuidar do idoso”, disse ao lembrar que a qualidade de vida dos idosos depende, ainda, de infraestruturas e de relações que enxerguem esse público não apenas como consumidor, mas como potencial colaborador.

“Bancos, lojas, mercados, transportes e outros serviços e estabelecimentos precisam buscar formas de inclusão, não apenas como consumidor, mas também como força de trabalho”, disse ele à Agência Brasil.

Políticas Públicas

Estar antenado com relação às políticas públicas pode ajudar a melhorar a qualidade de vida do idoso. No âmbito do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Eunice Silva destaca o Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável.

“Ele representa a aplicação, na prática, do Estatuto do Idoso”, explica a coordenadora, referindo-se ao documento que preconiza o envelhecimento como um “direito personalíssimo”, e que sua proteção representa um direito social.

Segundo Eunice, em 2019 a Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa tem atuado no sentido de levar, a capitais e municípios mais distantes, a inclusão na tecnologia digital para as pessoas idosas.

Na avaliação da coordenadora, esse tipo de tecnologia, que vem sendo disponibilizada pelo Programa Viver, representa um “instrumento libertador e emancipatório, voltado à autonomia e à ampliação dos limites da convivência familiar, da educação, da saúde e da mobilidade física”.

“A meta é implantarmos 100 programas no ano de 2019. O Programa Viver, conta com 202 municípios cadastrados”, explica Eunice. Para ter acesso ao programa nos municípios já implantados, basta aos idosos se cadastrarem nos centros de acolhimento do programa.

A Secretaria informa que tem atuado também para equipar e fortalecer os Conselhos de Direitos Municipais da Pessoa Idosa, por meio da capacitação de conselheiros no Programa Nacional de Educação Continuada em Direitos Humanos, na modalidade de EAD (Ensino a Distância).

Saúde

Entre as políticas públicas ofertadas pelo Ministério da Saúde aos idosos está a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, que é oferecida gratuitamente a este público. Mais de 3 milhões de cadernetas foram entregues a municípios em 2018.

De acordo com a pasta, essa caderneta passou por algumas atualizações, que permitem melhor conhecer as necessidades de saúde dessa população atendida na atenção primária, de forma a melhor identificar o comprometimento da capacidade funcional, condições de saúde, hábitos de vida e vulnerabilidades.

A caderneta apresenta, ainda, orientações relativas alimentação saudável, atividade física, prevenção de quedas, sexualidade e armazenamento de medicamentos.

Em outra frente de ações – neste caso voltada a profissionais de saúde e gestores, ajudando-os na tarefa de melhorar a qualidade de vida dos idosos – o MS disponibilizou o aplicativo Saúde da Pessoa Idosa. Ele pode ser obtido gratuitamente por meio do Google Play.

Estatísticas

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam que atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros, o que corresponde a 29,3 milhões de pessoas.

Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) divulgado em 2018, 75,3% dos idosos brasileiros dependem “exclusivamente” dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda segundo o levantamento, 83,1% realizaram pelo menos uma consulta médica nos últimos 12 meses.

Tendo por base dados obtidos por meio da Pesquisa Nacional de Saúde, o MS informa que 24,6% dos idosos tem diabetes, 56,7% tem hipertensão, 18,3% são obesos e 66,8% tem excesso de peso.

As doenças do aparelho circulatório são a principal causa de internação entre idosos. Em 2018, foram 641 mil internações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) de pacientes acima de 60 anos.

Acidentes

De acordo com a SBGG, as principais causas de mortes acidentais de idosos são atropelamento e quedas, o que, segundo seu diretor, pode levar a consequências diretas, como lesões e fraturas, e indiretas, como medo de cair e isolamento social, entre outros.

“A maior parte das quedas da própria altura ocorrem em casa por falta de adaptação do ambiente, excesso de obstáculos, falta de barras de apoio, presença de piso sem antiderrapante e que são perigos contínuos na vida do idoso”, acrescenta o médico geriatra.

A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, distribuída pelo Ministério da Saúde, recomenda 11 cuidados práticos para a prevenção de quedas em idosos:

  • Evitar tapetes soltos;
  • Escadas e corredores devem ter corrimão nos dois lados;
  • Usar sapatos fechados com solado de borracha;
  • Colocar tapete antiderrapante no banheiro;
  • Evitar andar em áreas com piso úmido;
  • Evitar encerar a casa;
  • Evitar móveis e objetos espalhados pela casa;
  • Deixar uma luz acesa à noite, para o caso de precisar se levantar;
  • Esperar que o ônibus pare completamente para você subir ou descer;
  • Utilizar sempre a faixa de pedestre;
  • Se necessário, usar bengalas, muletas ou outros instrumentos de apoio.

Para ler na íntegra, acesse: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/10/01/dia-do-idoso-envelhecer-com-qualidade-de-vida-e-possivel.htm

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Tem interesse no assunto? Conheça alguns livros do grupo Summus que falam sobre envelhecimento:

VELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

A psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.

VIVA BEM A VELHICE
Aprendendo a programar sua vida
Autores: M. E. Vaughan, B. F. Skinner
SUMMUS EDITORIAL

Um dos mais notáveis psicólogos do século XX, ele próprio já beirando os oitenta anos de idade, ensina — em linguagem agradável e bem-humorada — como os idosos podem administrar sua vida, sem depender dos outros, criando para si mesmos um meio ambiente estimulante e adequado.

GERONTODRAMA: A VELHICE EM CENA
Estudos clínicos e psicodramáticos sobre envelhecimento e 3ª idade
Autora: Elisabeth Maria Sene- Costa
EDITORA ÁGORA

A autora, médica psiquiatra e psicodramatista, vem atuando há mais de 15 anos com idosos. Aos poucos foi agregando uma série de abordagens às técnicas do psicodrama imprimindo um cunho pessoal ao seu trabalho, que batizou de gerontodrama. O livro, que também apresenta os aspectos conceituais e clínicos do envelhecimento, é um guia completo para quem quer seguir essa especialização, ou para qualquer pessoa com curiosidade sobre o envelhecer. A apresentação é de José de Souza Fonseca Filho.

EQUILÍBRIO HORMONAL E QUALIDADE DE VIDA
Estresse, bem-estar, alimentação e envelhecimento saudável
Autor: Sergio Klepacz
MG EDITORES

Sergio Klepacz, psiquiatra e autor de Uma questão de equilíbrio, mostra neste livro como a relação entre balanceamento hormonal, combate ao estresse e alimentação saudável pode levar a uma vida saudável e até mesmo deter o processo de envelhecimento. Ele discute as polêmicas questões da reposição hormonal e dos hormônios bioidênticos e relata casos reais de pacientes que procuraram respostas na medicina ortomolecular.

SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autor: Robert N. Butler, Myrna I. Lewis
SUMMUS EDITORIAL

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

‘CADA VEZ MAIS VELHA, POPULAÇÃO DO BRASIL CHEGA A 208 MILHÕES’

Matéria de Lucas Vettorazzo, publicada na Folha de S. Paulo, em 25/07/2018.

Projeção aponta que país terá mais idosos que jovens em 2060

O Brasil atingiu a marca de 208,4 milhões de habitantes em 2018, segundo estimativa do IBGE divulgada nesta quarta-feira (24).

O dado é uma projeção com base no levantamento populacional do Censo de 2010.

A população brasileira em 2018 teve aumento de 0,38% (ou 800 mil pessoas) em relação ao contingente de 2017, quando era de 207,6 milhões.

O dado mais recente mostrou que o crescimento populacional brasileiro está desacelerando. Ou seja, a cada ano a população cresce menos. De 2016 para 2017, o crescimento havia sido de 1,6 milhão de pessoas, o dobro do registrado na passagem de 2017 para 2018.

Alguns motivos levam à desaceleração da taxa de crescimento da população. O principal é a redução da taxa de fecundidade. Além disso, as mulheres estão engravidando mais tarde e a relação entre idosos e jovens está diminuindo.

O IBGE estimou que a população brasileira continuará a crescer pelos próximos 29 anos, até 2047, quando deverá atingir 233,2 milhões. Nos anos seguintes, estima o instituto, a população cairá gradualmente, até chegar a 228,3 milhões em 2060.

O instituto fez uma série de projeções de longo prazo. A expectativa é que até 2060 a população com mais de 60 anos mais que dobre de tamanho e atinja 32,1% do total. Esse indicador em 2018 está em 13,44%.

Movimento contrário ocorre na população de crianças de até 14 anos, que atualmente representa 21,3% do total e que em 2060 representará 14,7%. O confronto desses dois indicadores mostra o envelhecimento da população.

Em 2060, portanto, o país terá mais idosos do que crianças. Se comparadas ano a ano, as mudanças são tímidas. Num prazo mais longo, porém, os dados não deixam dúvida. Em 2060, um quarto (25%) da população terá mais de 65 anos, estima o instituto.

O Rio Grande do Sul, segundo o IBGE, é o estado que primeiro experimentará uma proporção maior de idosos em relação às crianças. Essa reversão se dará em 2029. Quatro anos mais tarde será a vez de Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os estados do Sul e Sudeste apresentam atualmente populações mais velhas do que os do Norte e do Nordeste, por exemplo.

A idade média da população brasileira em 2018 é de 32,6 anos. O estado mais jovem é o Acre, com população com idade média de 24,9 anos. O Rio Grande do Sul é o mais envelhecido, com 35,9 anos.

ENVELHECIMENTO

O motivo para envelhecimento geral é que a expectativa de vida experimentou melhora na última década, enquanto a fecundidade caiu gradativamente. Atualmente, a expectativa de vida ao nascer é de 76,2 anos. Em 2060, será de 81.

Segundo o demógrafo do IBGE Tadeu Oliveira, a redução da fecundidade está associada ao aumento da participação da mulher no mercado de trabalho. Elas têm dado cada vez mais prioridade aos estudos ou à carreira e têm postergado a maternidade. A evolução tecnológica, que permite às mulheres engravidarem mais tarde, também tem impacto nos dados.

Em 2010, a idade média em que as brasileiras engravidavam pela primeira vez era de 26,5 anos. Em 2018, o número está em 27,1 anos. Em 2060, chegará aos 28,8 anos de idade.

Atualmente, a taxa de fecundidade é de 1,77 filho por mulher. Em 2060, esse número será de 1,66.

Em 2018, o país teve mais 1,6 milhão a mais de nascimentos do que mortes (até 1º de julho, data de referência da pesquisa). Apesar da expectativa de vida maior em 2060 frente a 2018, a relação entre nascimentos e óbitos sofrerá reversão no futuro.

O país terá, em 2060, 736 óbitos a mais do que nascimentos, segundo estimativa do IBGE, fato que contribui para o envelhecimento da população.

Para acessa a matéria na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/com-populacao-cada-vez-mais-velha-brasil-atinge-208-milhoes-de-pessoas.shtml

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Tem interesse pelo assunto? Conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o envelhecimento saudável:

VENCENDO O TEMPO
Viver bem após os 60
Autora: Eda LeShan
EDITORA ÁGORA

Um livro para pessoas de qualquer idade que começam a refletir sobre o envelhecer. Em tópicos curtos, com texto fluente e abordando assuntos desde os do cotidiano até os mais profundos, “Vencendo o tempo” traz sugestões de como dar mais qualidade ao caminho do amadurecimento. Sem ressentimento, mas também sem o artificial discurso “cor-de-rosa”. A autora é psicóloga, tem vários livros publicados, e esse é fruto de sua experiência pessoal. Isto é, ela própria é uma senhora com bastante idade e vivências.
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VELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

A psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.
Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.
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EQUILÍBRIO HORMONAL E QUALIDADE DE VIDA
Estresse, bem-estar, alimentação e envelhecimento saudável
Autor: Sergio Klepacz
MG EDITORES

Sergio Klepacz, psiquiatra e autor de Uma questão de equilíbrio, mostra neste livro como a relação entre balanceamento hormonal, combate ao estresse e alimentação saudável pode levar a uma vida saudável e até mesmo deter o processo de envelhecimento. Ele discute as polêmicas questões da reposição hormonal e dos hormônios bioidênticos e relata casos reais de pacientes que procuraram respostas na medicina ortomolecular.
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SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. ButlerMyrna I. Lewis
SUMMUS EDITORIAL

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

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GERONTODRAMA: A VELHICE EM CENA
Estudos clínicos e psicodramáticos sobre envelhecimento e 3ª idade
Autora: Elisabeth Maria Sene- Costa
EDITORA ÁGORA

A autora, médica psiquiatra e psicodramatista, vem atuando há mais de 15 anos com idosos. Aos poucos foi agregando uma série de abordagens às técnicas do psicodrama imprimindo um cunho pessoal ao seu trabalho, que batizou de gerontodrama. O livro, que também apresenta os aspectos conceituais e clínicos do envelhecimento, é um guia completo para quem quer seguir essa especialização, ou para qualquer pessoa com curiosidade sobre o envelhecer. A apresentação é de José de Souza Fonseca Filho.

‘CRENÇAS POSITIVAS SOBRE A VELHICE REDUZEM RISCO DE DEMÊNCIA NA 3ª IDADE’

Idosos que adquiriram crenças positivas sobre a velhice ao longo da vida são menos propensos a desenvolver demência. Este efeito protetor foi encontrado em todos os participantes do estudo liderado pela Escola de Saúde Pública de Yale, nos Estados Unidos, inclusive naqueles que têm os genes que aumentam o risco de desenvolver a doença.

Publicado na revista PLOS ONE, o estudo relata que idosos com crenças positivas tinham 50% menos chance de ter a demência em comparação aos idosos que tinham crenças negativas. O estudo é o primeiro a examinar se as crenças de idade baseadas na cultura influenciam o risco de desenvolver demência entre pessoas mais velhas.

“Descobrimos que as crenças de idade positivas reduzem o risco da demência, mesmo com fatores genéticos envolvidos. O que seria caso de implementar uma campanha de saúde pública contra o ageísmo (discriminação etária), que é uma fonte de crenças negativas sobre a idade”, disse Becca Levy, principal autora do estudo.

Levy e sua equipe estudaram um grupo de 4.765 pessoas, com idade média de 72 anos, que estavam livres de demência no início do estudo. Cerca de 26% dos participantes tinham genes que aumentavam o risco da doença.

O estudo demonstrou que os portadores desses genes com crenças positivas sobre o envelhecimento tinham um risco de 2,7% de desenvolver demência, em comparação a um risco de 6,1% para aqueles com crenças negativas sobre envelhecer.

A demência aflige, principalmente, pessoas mais velhas e é marcada por perda de memória e incapacidade de realizar tarefas.

Matéria publicada originalmente no portal Viva Bem, do UOL, em 09/02/2018. Para ler na íntegra, acesse https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/09/crencas-positivas-sobre-o-envelhecimento-reduzem-risco-de-demencia.htm

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Se você tem interesse pelo assunto e deseja envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, conheça:

VELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira, ou seja, cerca de 66,5 milhões de pessoas. Ao lado do grande crescimento do número de idosos, há também o aumento da expectativa de vida: hoje, no Brasil, vive-se em média 75 anos. Assim, todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos: por sermos idosos, por termos alta probabilidade envelhecer ou porque nossos produtos tendem a ser consumidos por esse público. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores.

Prefácio de Mario Sergio Cortella.