‘TERAPIA ME AJUDOU A ASSUMIR QUE SOU TRANS’: O PAPEL DA PSICOLOGIA NA IDENTIDADE DE GÊNERO

Quando criança, Gabriel Graça Oliveira, batizado Maria Graça Oliveira, já se sentia desconfortável com o próprio corpo. Não gostava de roupas de menina, se identificava com personagens masculinos quando via televisão e se juntava às brincadeiras dos garotos da rua e do colégio.

Por causa do jeito de falar e vestir, chegava a ser confundido por menino na escola. Mas no início da adolescência, decidiu se “adequar” ao gênero que esperavam que tivesse. Passou a observar e imitar o modo de falar, andar e gesticular da mãe e das tias.

“Às vezes me sentia um ator”, conta. Gabriel não se via como mulher, mas carregou o nome, as roupas e a aparência da Maria por 48 anos.

“Eu sou um homem transgênero. Tenho conhecimento disso desde a infância. Mas só aos 48 anos consegui assumir essa identidade e iniciar o tratamento de transição de gênero, com cirurgia e hormônio”, relata à BBC Brasil.

O longo processo de autoconhecimento incluiu muitos anos de terapia até que, em novembro de 2015, Maria deu lugar a Gabriel nos documentos de identidade.

“A psicoterapia me ajudou a compreender melhor como eu me sentia, a identificar com maior clareza minha identidade. Ajudou a compreender que é um fenômeno humano”, diz.

Ele estava em um relacionamento sério com uma mulher quando decidiu iniciar o tratamento para ganhar aparência masculina. O desconforto que sentia com o próprio corpo era tão grande que começara a afetar a vida sexual do casal.

“Meu constrangimento com meu corpo feminino não me deixava à vontade na intimidade. Enquanto éramos apaixonados, conseguíamos passar por cima dessa minha dificuldade, mas depois que a paixão acabou fomos oprimidos pela minha inadequação física”, conta.

“A mudança na aparência me trouxe conforto”, explica. Casado desde abril deste ano, feliz com o próprio corpo e confortável com identidade masculina, Gabriel Oliveira critica a liberação de tratamentos psicológicos para mudança de orientação sexual.

O verdadeiro papel da terapia, defende, é promover o autoconhecimento.

Neste mês, o juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho concedeu uma liminar que autoriza psicólogos do Brasil a oferecerem aos pacientes formas de terapia de reversão sexual, a chamada “cura gay”.

A justificativa, segundo o juiz, seria a de não impedir os profissionais “de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia”.

A liminar atende parcialmente uma ação movida contra o Conselho Federal de Psicologia por Rozangela Alves Justino, psicóloga que teve seu registro profissional cassado em 2009 por oferecer “terapias para curar a homossexualidade masculina e feminina”. Resolução do órgão proíbe desde 1999 tratamentos de reversão da orientação sexual.

O argumento é que homossexualidade não representa doença, distúrbio nem desvio psicológico e, portanto, não cabe reorientação. Mas Rozangela Justino argumenta, na ação, que a resolução do conselho representa ato de “censura” e impede psicólogos de “desenvolver estudos, atendimentos e pesquisas acerca de comportamentos e práticas homoeróticas”.

Na sexta, o Conselho Federal de Psicologia recorreu da decisão judicial que libera o tratamento de “cura gay”. Diretor do órgão, Pedro Paulo Bicalho nega que a resolução impeça pesquisas sobre orientação sexual e identidade de gênero.

“Isso não faz o menor sentido, porque o órgão que regulamenta pesquisa no Brasil é a Coordenação Nacional de Ética em Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Saúde. Os conselhos profissionais não têm a menor interlocução com pesquisa cientifica.”

Função da terapia

Além da experiência pessoal com terapia no reconhecimento da própria identidade de gênero, Gabriel Oliveira é psicoterapeuta e professor de psiquiatria da Universidade de Brasília. Ele argumenta que a função do processo terapêutico é permitir que o indivíduo, com interlocução do psicólogo, organize os próprios pensamentos e identifique os fatores causadores de angústias e sofrimentos.

“A terapia precisa ajudar o paciente a se conhecer mais profundamente, compreender, acessar sua real identidade e se aceitar, aceitar sua orientação, como algo que faz parte do humano, da vida”, defende.

“Ao existir tratamento para a homossexualidade parte-se do pressuposto de que a homossexualidade é uma doença, algo que precisa ser tratado, como se você pudesse, através da psicoterapia, ser heterossexual. Vai levar as pessoas a não se aceitarem, a se sentirem inadequadas”, diz.

É esta também a posição do Conselho Federal de Psicologia. “O papel da terapia é empoderar o sujeito para que ele possa conviver da melhor maneira possível com a sua orientação sexual e identidade de gênero e dar a ele condição de entender os processos históricos e sociais que fazem com que setores da sociedade tenham preconceitos e fobia LGBT”, explica Bicalho, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“É um processo muito importante. O Conselho Federal de Psicologia nunca impediu tratamento psicológico. O que proíbe é terapia vinculada a um processo de reversão da orientação sexual ou da identidade de gênero”, completou.

O advogado Mauro Finatti, por exemplo, diz que encontrou na terapia uma forma de se conhecer melhor e de abordar com clareza diferentes aspectos da vida pessoal e profissional. Casado há cinco anos com outro homem, ele conta que a psicologia o ajudou a lidar com o modo como familiares e colegas de trabalho reagem à sua orientação sexual.

“A terapia me fez fazer uma análise da minha vida como um todo, de aspectos familiares a questões de trabalho e, dentro desses aspectos, a questão da homossexualidade, de relacionamentos”, relata.

“O processo terapêutico me ajudou muito a ajustar expectativas, até com relação à aceitação da minha sexualidade no ambiente familiar e de trabalho. Eu tinha a expectativa de que tinha que explorar de forma mais aberta a minha sexualidade com a minha família e que eles tinham que me aceitar. Tinha essa inconformação de não ter uma relação mais aberta na minha família. A terapia me ajudou a resolver essa questão comigo mesmo”, detalha.

Texto parcial extraído de matéria de Nathalia Passarinho, da BBC Brasil em Londres, publicado em 25/09/2017. Para ler a matéria completa, acesse: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41360867

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Que saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do psicólogo Klecius Borges, especialista em terapia afirmativa:
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MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS
Amor, sexo e relacionamentos na terapia homoafetiva
Edições GLS

Gays, lésbicas e bissexuais não costumam encontrar referências ou representações sobre a natureza de seus relacionamentos. Questões como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito são comuns na clínica homoafetiva. Escrito por um especialista em terapia afirmativa, este livro apresenta uma seleção de casos nos quais esses problemas foram tratados de uma perspectiva não heteronormativa.

 

TERAPIA AFIRMATIVA
Uma introdução à psicologia e à psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais
Edições GLS

Para a psicologia afirmativa – base teórica do trabalho do autor –, a homofobia, e não a homossexualidade, é a principal responsável pelos conflitos vivenciados por homossexuais. Por isso, os psicoterapeutas que adotam a abordagem afirmativa oferecem a seus pacientes absoluto respeito por sua sexualidade, cultura e estilo de vida. Para gays, psicólogos e todos os que querem se instrumentalizar para combater o preconceito.

‘CASAL DE LÉSBICAS NO HORÁRIO NOBRE COLOCA LUZ SOBRE CONFLITOS ENFRENTADOS POR MULHERES’

Entrevista com o psicólogo Klecius Borges, especializado no atendimento psicológico de gays, lésbicas, bissexuais e seus familiares de acordo com a visão afirmativa. Ouça abaixo:

Para conhecer os livros do autor, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/klecius+borges/all/0

PERSONAGENS LÉSBICAS DA NOVELA BABILÔNIA SÃO ESPELHO POSITIVO E LIBERTADOR

Um casal de mulheres lésbicas octogenárias debatendo questões cotidianas, dividindo preocupações e trocando afetos. Com essa cena singela e natural, os autores da nova novela da TV Globo, Babilônia, introduziram as personagens vividas por Nathália Timberg e Fernanda Montenegro.  Na opinião do psicólogo Klecius Borges, um dos maiores especialistas do Brasil em terapia afirmativa, a ideia de incluir na trama um casal de mulheres com esse perfil é oportuna e salutar. “Oportuna porque colocará alguma luz sobre as dificuldades e os conflitos que muitas mulheres enfrentam ao se assumirem publicamente, como um casal homoafetivo. E salutar por apresentar aos muitos casais, que vivem invisíveis e amedrontados, e também à sociedade, de forma geral, um espelho positivo e potencialmente muito libertador.”

Segundo Borges, as dificuldades dos casais homoafetivos envolvem desde preconceitos sociais mais gerais, como o direito ao casamento e à adoção, como conflitos pessoais que se manifestam nas relações familiares e profissionais. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

30077No livro Muito além do arco-íris – Amor, sexo e relacionamentos na terapia homoafetiva, das Edições GLS, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Mesmo as questões ligadas à afetividade e à sexualidade, propriamente ditas, embora comuns a todos, não importando a orientação sexual, neste grupo apresentam peculiaridades, dilemas e desafios próprios de uma natureza de relacionamento fundada na duplicidade de gênero. “Mas por falta de modelos aceitos e reconhecidos no âmbito social, tais indivíduos se espelham ainda nos padrões e modelos heterossexuais”, complementa Klecius. 

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

Para conhecer todos os títulos do autor pelas Edições GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/klecius+borges/all/0

JORNAL DAS DEZ, DA GLOBONEWS, ENTREVISTA KLECIUS BORGES NESTA SEXTA, 9 DE AGOSTO

O psicólogo Klecius Borges será entrevistado nesta sexta-feira, dia 9 de agosto, no Jornal GloboNews – Edição das 10h. Na entrevista, ele fala sobre a reação da família quando o filho assume a homossexualidade. Não perca!

Em seu novo livro – Muito além do arco-íris (Edições GLS), lançado em maio deste ano, Klecius  apresenta uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa. Segundo o psicólogo, as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, diz ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações. Na obra, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

KLECIUS BORGES FALA SOBRE O PROJETO DA CURA GAY AO JORNAL DA CULTURA

O psicólogo Klecius Borges, especialista em terapia afirmativa e autor do livro Muito além do arco-íris (Edições GLS), concedeu entrevista ao Jornal da Cultura (TV Cultura), no dia 21 de junho. Ele falou sobre o polêmico projeto, batizado de Cura Gay, que foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Acompanhe a reportagem que começa aproximadamente aos 40 minutos: http://goo.gl/6Xv56

No livro Muito além do arco-íris, Borges apresenta uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa. Segundo o psicólogo, as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, diz ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações. Na obra, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

 

VEJA ENTREVISTA DO PSICÓLOGO KLECIUS BORGES À TV ESTADÃO

O psicólogo Klecius Borges, que acaba de lançar o livro Muito além do arco-íris (Edições GLS), esteve nos estúdios da TV Estadão na semana passada. Na entrevista, gravada em dois blocos, ele falou sobre Parada Gay, diretos homossexuais, preconceito e sexualidade. Assista ao vídeo da reportagem:

Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, Borges afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório pelos homossexuais. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Mesmo as questões ligadas à afetividade e à sexualidade, propriamente ditas, embora comuns a todos, não importando a orientação sexual, neste grupo apresentam peculiaridades, dilemas e desafios próprios de uma natureza de relacionamento fundada na duplicidade de gênero. “Mas por falta de modelos aceitos e reconhecidos no âmbito social, tais indivíduos se espelham ainda nos padrões e modelos heterossexuais”, complementa Klecius.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

Para conhecer o outro livro do autor, também publicado pelas Ediçõe GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1173/Terapia+afirmativa

 

AUTOR DO LIVRO “MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS” DÁ ENTREVISTA AO SITE IG

Em entrevista ao site IGay, o psicólogo Klecius Borges, autor do livro Muito além do arco-íris, que acaba de ser lançado pelas Edições GLS, fala sobre o comportamento do personagem Félix, da novela Amor à vida, da TV Globo, e sobre o seu livro. Leia a íntegra: http://goo.gl/pPpRw

Será que os casais homossexuais têm os mesmos problemas de relacionamentos que os casais heterossexuais? As mesmas dúvidas, os mesmos dilemas, as mesmas preocupações? Para o autor, a resposta é simples: não. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório.

O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro Muito além do arco-íris, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

AUTOR DE “MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS” AUTOGRAFA EM SÃO PAULO

As Edições GLS e a Livraria Cultura do Conjunto Nacional promovem no dia 27 de maio, segunda-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Muito além do arco-íris – Amor, sexo e relacionamentos, do psicólogo Klecius Borges. O autor receberá os convidados na livraria, que fica na Avenida Paulista, 2073, São Paulo.

Será que os casais homossexuais têm os mesmos problemas de relacionamentos que os casais heterossexuais? As mesmas dúvidas, os mesmos dilemas, as mesmas preocupações? Para o autor, a resposta é simples: não. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

CALIFÓRNIA VETA TERAPIA PARA “CONVERTER” GAYS

Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na terça-feira, dia 2 de outubro, revela que profissionais de saúde licenciados pelo Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, estão proibidos de tentar mudar a orientação sexual de menores de idade. A lei que proíbe as “terapias de conversão” é inédita no país e deve entrar em vigor em janeiro. Leia a reportagem da Folha: http://goo.gl/Axvp8. O psicólogo brasileiro Klecius Borges condena qualquer tratamento que encare a homossexualidade como doença. No livro Terapia afirmativa (Edições GLS), ele apresenta as bases da terapia afirmativa, uma abordagem psicológica que se contrapõe às visões tradicionais que consideram a homossexualidade uma forma patológica ou imatura de expressão afetiva/sexual.

Tendo como base um amplo conjunto de evidências biológicas, psicológicas e sociais de que a homossexualidade é uma expressão natural da sexualidade humana, a terapia afirmativa considera a homofobia, e não a homossexualidade, a principal responsável pelos conflitos vivenciados por homossexuais. De acordo com a visão afirmativa, a identidade homossexual é expressão natural, espontânea e positiva da sexualidade humana, em nada inferior à identidade heterossexual.

Tendo como base um amplo conjunto de evidências biológicas, psicológicas e sociais de que a homossexualidade é uma expressão natural da sexualidade humana, a terapia afirmativa considera a homofobia, e não a homossexualidade, a principal responsável pelos conflitos vivenciados por homossexuais. De acordo com a visão afirmativa, a identidade homossexual é expressão natural, espontânea e positiva da sexualidade humana, em nada inferior à identidade heterossexual.

No livro, Borges reúne informações e orientações que visam a combater o preconceito e a discriminação em um lugar em que a singularidade, a intimidade e as escolhas individuais devem ser abordadas com respeito ímpar: o consultório psicoterápico. “Os terapeutas que adotam a abordagem afirmativa transmitem aos pacientes absoluto respeito por sua sexualidade, sua cultura e seu estilo de vida”, afirma o autor. A terapia afirmativa utiliza os métodos psicoterápicos tradicionais, mas parte de uma perspectiva diferente.

Pioneiro no Brasil, o livro fornece as bases para compreender a terapia afirmativa, intercalando elementos teóricos e dicas práticas. Além de apresentar os conceitos, os fundamentos e a base histórica dessa abordagem psicoterápica, o autor se dirige a gays, lésbicas e bissexuais que desejam se submeter à terapia, orientando-os na busca de um profissional adequado. Ao mesmo tempo, fornece aos terapeutas informações essenciais, descrevendo vários exemplos práticos da clínica homoafetiva e mostrando como se preparar para atender gays e lésbicas de forma afirmativa.

A obra é o resultado de oito anos de dedicação profissional. Nesse período, o psicólogo atendeu, em sua clínica, exclusivamente homossexuais e familiares destes e participou também de inúmeros grupos de discussão e de orientação no Brasil e nos Estados Unidos. “Acumulei um volume considerável de histórias pessoais e casos clínicos que me permitem falar com segurança sobre a experiência brasileira de uma psicologia especificamente voltada aos gays”, revela Borges.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1173/Terapia+afirmativa