‘VOCÊ SABE QUE MÉDICO PROCURAR PARA RESOLVER PROBLEMAS CAPILARES?’

Publicado no Blog da Adriana Vilarinho, no UOL Universa,
em 08/04/2019.

Nos últimos anos tem crescido muito a procura por tratamentos capilares. Mas no que eles consistem? Quem está apto a fazê-los? Vamos ‘começar pelo início’: você sabe o que é tricologia?

A tricologia é a área da dermatologia (especialidade médica) que estuda os fios de cabelo, o couro cabeludo e os pelos. A tricologia abrange o diagnóstico e tratamento dos distúrbios que afetam essas estruturas, como queda e quebra dos fios, inflamações, infecções e doenças do couro cabeludo.

Na prática, muitas vezes, uma simples queixa de queda de cabelo pode ser a manifestação secundária de alguma afecção na tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, doenças reumatológicas, entre outras. Por isso é tão importante a avaliação de um médico nesses casos.

A queixa mais comum nessa área é a de queda de cabelo e a calvície (tanto masculina quanto feminina). O dermatologista é responsável por identificar a causa, por meio da história (anamnese) e exame clínico durante a consulta médica e, se necessário, ainda solicitar exames complementares, para então chegar ao diagnóstico e plano de tratamento adequado.

Além da queda de cabelo, a tricologia também abrange tratamentos para perda de cabelos após quimioterapia, trata danos aos fios de cabelo causados por tratamentos e procedimentos estéticos químicos e físicos (como tinturas colorações e alisamentos) trata bem como de afecções no couro cabeludo, psoríase, micoses e foliculites, entre outras).

Atualmente devido a grande procura, a tricologia é uma área que atrai muitos interessados. No mundo inteiro tem crescido significativamente o número de pesquisas e descobertas de novos protocolos de tratamentos médicos nessa área. Se você tem problemas capilares, não deixe de conversar com seu dermatologista.

Para ler na íntegra, acesse:
https://adrianavilarinho.blogosfera.uol.com.br/2019/04/08/voce-sabe-que-medico-procurar-para-resolver-problemas-capilares/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, publicados pela MG Editores:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.


SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de for20ma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.

‘BRASILEIRAS COM CALVÍCIE ENFRENTARAM MEDOS E PASSARAM A SE ACEITAR’

Texto parcial de matéria de Vinícius Lemos, de Cuiabá para a BBC News Brasil, publicada no UOL em 02/09/2018

 

Na manhã de 11 de junho de 2017, Fernanda de Freitas, de 26 anos, colocou um ponto final em uma luta que travava desde a infância. Ela pediu ao marido que raspasse os fios que restavam em sua cabeça. Ao ficar totalmente calva, olhou-se no espelho e sorriu.

“Foi uma libertação para mim. Não apenas do cabelo, mas de todo o peso que carreguei ao longo da vida”, diz.

Na infância, aos três anos, Fernanda foi diagnosticada com alopecia areata, doença que causa queda de cabelo e de pelos do corpo. A partir de então, passou a consumir remédios e produtos para cuidar dos fios. Durante um período, chegou a tomar, diariamente, seis cápsulas de medicamentos com corticoide. Os fármacos apenas reduziam a intensidade da queda capilar, mas não evitavam que o cabelo continuasse caindo.

“Quando notava, eles (fios) tinham desaparecido. De repente, havia uma nova falha no meu couro cabeludo”, relata. Seu cabelo era uma das primeiras coisas em que pensava ao acordar. “Sempre ia para o espelho olhar se ainda tinha cabelo em minha cabeça.”

O fator emocional intensificava o problema. “Se eu estava muito feliz, caía. A situação se repetia quando eu estava muito triste. Não tinha o que fazer.”

A alopecia é um dos motivos mais associados a problemas capilares. Ela atinge homens e mulheres e representa a perda de pelo em qualquer parte do corpo. O problema pode ser causado por influências genéticas, processos inflamatórios locais ou doenças sistêmicas.

Um dos tipos mais comuns de alopécia é a areata, que é uma doença autoimune – quando as células atacam o próprio organismo. Ela atinge aproximadamente 2% da população mundial, em diferentes níveis – pode afetar desde pequenas áreas do couro cabeludo até causar a completa ausência dos fios em todo o corpo.

Outro tipo comum da alopecia é a androgenética, que também é autoimune e causa o afinamento progressivo dos fios. Mais recorrente entre os homens, estima-se que atinja 5% das mulheres.

Conforme especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, há outros motivos que também causam a perda dos fios, como estresse, uso exagerado de processos químicos no cabelo, dietas, consumo de medicamentos e doenças que afetam outras áreas do corpo, como o hipotireoidismo.

Segundo a Sociedade Brasileira do Cabelo, 50% das mulheres têm alguma queixa sobre queda capilar.

De acordo com o médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, presidente da Academia Brasileira de Tricologia – área que se dedica a estudos do cabelo –, o número de mulheres com problemas capilares tem aumentado. “Hoje, ao menos 70% dos pacientes que atendo são mulheres. Não era assim quando comecei. Elas estão perdendo mais cabelo.”

Leite orienta que as mulheres procurem ajuda médica logo que perceberem os primeiros sinais de falhas no couro cabeludo.

No Sistema Único de Saúde (SUS) não há nenhum tipo de tratamento para pacientes que sofrem com a perda de cabelo.

Batalha de décadas

Desde a infância, Fernanda preferia esconder a doença de colegas e conhecidos. “Somente a minha família e amigos muito próximos sabiam. Para mim era inadmissível comentar sobre isso com outras pessoas”, relata.

Ela teve dificuldades para contar sobre a alopecia ao marido, com quem está há dez anos. “Nós estávamos no início do namoro e eu relutei, mas falei sobre o assunto. Ele me perguntou se a alopecia matava ou prejudicava algum órgão e respondi que não. Então, ele disse que eu não deveria dar tanta importância.”

Antes de decidir tornar-se calva, Fernanda tinha de lidar diariamente com a baixa autoestima ocasionada pela dificuldade em aceitar a perda de cabelo. “Para mim, era inadmissível uma mulher careca”, conta. Ela costumava passar horas em frente ao espelho antes de sair, para disfarçar as falhas no couro cabeludo. “Apesar disso, nunca me privei de pintá-lo ou deixá-lo maior. Eu tinha uma vida normal nesse aspecto.”

A psicóloga Rosane Granzotto explica que a dificuldade em aceitar a perda dos fios acontece em razão da relevância que as mulheres costumam atribuir ao cabelo. “Ele faz parte da imagem, do modelo estético que a cultura perpetua para a mulher. A perda dos fios é como a ausência de uma parte do corpo feminino e esse fato requer uma reconfiguração da autoimagem.”

Há três anos, Fernanda mudou os hábitos e passou a adotar uma rotina que considera mais saudável. Aprofundou-se em estudos sobre alimentação e começou a publicar vídeos no YouTube.

“Fui lendo sobre o assunto e percebi como os remédios eram prejudiciais para o meu organismo. Eu não comia alimentos industrializados, mas me entupia de medicamentos e decidi, há pouco mais de um ano, parar de consumi-los”, relata.

Mas, sem os remédios e com o estresse das provas da faculdade – ela cursa Nutrição -, os fios passaram a cair ainda mais e novas falhas apareceram. O cabelo ficou cada vez mais escasso.

“Eu já não conseguia mais disfarçar, mas tinha que gravar vídeos e atender meus clientes”, comenta Fernanda, que trabalha como life coach. Ela comprou uma peruca sob medida, com fios humanos. “O problema é que demoraria três meses para chegar, porque viria da China. Então não me restavam muitas opções, mas eu não cogitava voltar aos medicamentos.”

Diante da falta de opções, raspar os fios virou a melhor alternativa. “Eu chorei muito, mas não havia outra mas não havia outra saída”, diz. O marido apoiou a decisão da mulher. “Ele viu o meu sofrimento e me incentivou a ficar careca.”

Liberdade

Mas, ao se olhar no espelho, depois de raspar os fios, Fernanda teve a maior sensação de liberdade de sua vida. “Eu me enxerguei de verdade pela primeira vez. Parece que o cabelo me escondia”, conta. No mesmo dia, a jovem publicou uma foto mostrando o novo visual em suas redes sociais. “Contei toda a minha história com a alopecia areata. Muitas pessoas me elogiaram e me apoiaram. Foi muito lindo”, diz.

A jovem nunca chegou a utilizar a peruca comprada na China. “Quando ela chegou, usei algumas vezes por brincadeira, mas nunca para sair nas ruas ou algo do tipo. Hoje em dia me sinto mais bonita careca.”
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Para ler a matéria na completa, acesse:
https://universa.uol.com.br/noticias/bbc/2018/09/02/brasileiras-com-calvicie-enfrentaram-medos-e-se-aceitam.htm

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O médico tricologista presidente da ABT, dr. Ademir Carvalho Leite Júnior, é autor da MG Editores. Conheça seus livros:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.

 

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de forma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.
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Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

‘GENÉTICA, ESTRESSE, DIETA, DOENÇAS: VEJA 8 RAZÕES PARA A QUEDA DE CABELO’

Ver o ralo do banheiro e a escova sempre lotados de cabelo causa aflição em você? Calma, isso nem sempre é sinal de que você está ficando careca. É natural perder entre 50 e 100 fios por dia, assim como a diminuição do volume da moldura do rosto conforme envelhecemos.

“Geralmente, o cabelo cresce por mais ou menos seis anos, entra numa fase de repouso e cai três meses depois”, explica a dermatologista Fabiana Brenner, assessora do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Isso acontece de forma assincrônica, então, há sempre fios em processo de crescimento ou queda.

O problema é quando a perda dos fios se torna intensa e precoce. Em muitos casos, o problema é causado por doenças, medicamentos, hábitos ou situações que exigem muito do organismo. A boa notícia é que existe solução para a maioria dessas situações, desde que um dermatologista seja consultado o quanto antes, para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado. Comprar produtos por conta própria pode sair caro e não resolver o problema, já que as causas tendem a variar bastante.

A seguir, você vê as principais condições associadas à perda de cabelo.

1 – Genética, a maior vilã

Mais ou menos 50% dos homens e até 40% das mulheres acima dos 50 anos sofrem com a chamada alopecia androgenética, ou seja, a calvície determinada geneticamente. O termo “andro” se refere ao hormônio masculino: nessas pessoas, uma enzima converte a testosterona em DHT (dihidrotestosterona), e essa molécula faz o folículo capilar diminuir de tamanho progressivamente.

O processo é mais intenso para os homens, sendo que a região frontal (entradas) e a coroa são os maiores alvos. “Já nas mulheres o padrão é diferente, e o centro do couro cabeludo é mais afetado”, descreve Brenner. Em ambos, o problema pode ter início na adolescência.

Interromper o processo de queda pode envolver diversas frentes: o uso de loções com princípios ativos como o minoxidil e medicamentos de ação hormonal são as principais indicações para a alopecia androgenética. Entre os homens, a droga mais utilizada é a finasterida. No entanto, muitos têm medo de utilizar o medicamento para calvície por acreditar que ele causa impotência. O problema até está descrito na bula, mas especialistas dizem que isso ocorre em menos de 1% dos casos e pode estar associado a alterações hormonais e estresse, não ao remédio. Já para as mulheres, anticoncepcionais, espironolactona e ciproterona são algumas opções; a finasterida só pode ser indicada após a menopausa.

A dermatologista Valéria Marcondes, membro da SBD e da Academia Americana de Dermatologia, conta que tratamentos feitos em consultório, como laser, mesoterapia e aplicação de LED, ajudam a estimular as células do couro cabeludo e trazem resultados positivos para os pacientes. A cada dia surgem novidades na área: “Algo que já está bem estabelecido na Europa e deve vir para o Brasil em breve é o tratamento com plasma rico em plaquetas, retiradas do sangue do próprio paciente e reinjetadas no couro e reinjetadas no couro cabeludo”, conta a médica.

2 – Estresse ou ansiedade

Após situações que envolvem sobrecarga física e/ou emocional, como infecções, cirurgias, gravidez, parto, dietas radicais, luto ou quadros depressivos, muita gente observa tufos de cabelo ficarem no travesseiro ou na escova, o que os médicos chamam de eflúvio telógeno. Em geral, o problema surge cerca de três meses depois do momento de grande tensão e pode se resolver sozinho, assim que o corpo se recupera do baque. Mas também pode ocorrer de forma crônica e gerar um dano maior.

“O estresse faz com que a pessoa não coma direito e, sempre que há um emagrecimento rápido, com perda de proteína, o cabelo é afetado, já que os fios são estruturas proteicas”, comenta Marcondes. Sem contar que o excesso de cortisol (hormônio do estresse) pode favorecer quadros inflamatórios que também prejudicam a saúde dos fios.

Algumas pessoas ainda sofrem de um transtorno conhecido como tricotilomania, que consiste em arrancar o próprio cabelo de forma compulsiva, e isso tende a se agravar com a ansiedade. Técnicas de relaxamento e terapia, em qualquer um desses casos, podem ser úteis também para aparência.

3 – Carências nutricionais

A queda acentuada dos fios pode ser sintoma de uma deficiência nutricional, como a anemia por falta de ferro –mineral envolvido no transporte de oxigênio, que é fundamental para o crescimento do cabelo. Hábitos alimentares inadequados e dietas restritivas demais podem deflagrar o quadro, que também envolve fadiga e deve ser tratado com suplementação. Entre as principais fontes de ferro estão a carne vermelha, a couve, o feijão e castanhas.

Vale mencionar que um cardápio com a proporção adequada de proteínas é garantia de cabelos e unhas fortes. Outros micronutrientes, como a biotina (presente no ovo) e o silício (na aveia), podem melhorar a resistência dos fios a agressões externas. Por isso, costumam fazer parte de fórmulas indicadas pelos dermatologistas.

4 – Doenças inflamatórias

Em algumas pessoas, o organismo passa a encarar uma estrutura do próprio organismo como uma ameaça e gera um processo inflamatório –reação chamada de “autoimune”. Na alopecia areata, os fios caem em uma ou mais áreas arredondadas, formando as chamadas “peladas”. Ao renascer, os fios em geral são brancos, mas a coloração normal volta com o tratamento, que pode envolver medicamentos tópicos, orais ou injetáveis.

O apoio psicológico é importante, já que o estresse pode tanto deflagrar uma crise de alopecia areata como ser consequência dela. Outras doenças autoimunes, como o lúpus, também têm a queda de cabelo entre os sintomas, , e o problema deve ser tratado pelo reumatologista.

5 – Problemas na tireoide

Esta glândula localizada no pescoço produz os hormônios T3 e T4, que regulam todo o metabolismo. Por isso, quando seu funcionamento é prejudicado, corpo prioriza o envio de nutrientes para os órgãos vitais, deixando cabelo, unhas e pele de lado.

Além de provocar a queda dos fios, o problema na tireoide é caracterizado por sintomas como fadiga, depressão, inchaço e inchaço e intolerância ao frio. A perceber esses sinais, a pessoa deve consultar o médico e fazer exames de sangue. Se o hipotireoidismo for confirmado, é preciso fazer a reposição hormonal com um endocrinologista. Na maioria das vezes, essa disfunção é provocada por uma reação autoimune, chamada de tireoidite de Hashimoto.

6 – Dermatite seborreica

Embora seja uma inflamação de pele, caracterizada por descamações (caspa) e vermelhidão, algumas pessoas com esse tipo de dermatite também podem apresentar queda de cabelo. As causas não são totalmente conhecidas, mas parece haver uma propensão genética somada a agentes externos, como estresse, abuso de álcool, alergia ou excesso de oleosidade. O fungo Pityrosporum ovale também pode estar envolvido. Xampus específicos e cremes ou pomadas com medicamentos controlam o problema.

7 – Alopecia cicatricial

Esse grupo de doenças raras envolve a perda permanente dos folículos capilares. A principal delas é a alopecia frontal fibrosante, que, apesar de incomum, tem aumentado de forma alarmante entre mulheres na pós-menopausa. Cerca de 40% delas também sofrem de alopecia androgenética, e 15%, de hipotireoidismo. Uma pesquisa publicada em 2016 no British Journal of Dermatology identificou uma possível associação entre a incidência e o uso mais frequente de cremes faciais ou protetores solares, mas a suspeita ainda está em estudo. O aumento da gordura abdominal é outro possível fator de risco que está na mira dos pesquisadores, segundo Fabiana Brenner.

8 – Hábitos nada saudáveis

A dermatologista Valéria Marcondes lembra que, além das doenças citadas acima, alguns hábitos podem provocar a queda exagerada dos fios –ou acentuar o problema em quem já tem a propensão — como puxar a raiz ao prender o cabelo (tração), aplicar condicionador ou leave-in no couro cabeludo, dormir com o cabelo molhado, exagerar no gel ou cera e usar boné o tempo todo são alguns exemplos. O alisamento com formol, bem como o uso de esteroides anabolizantes, também podem deixar você careca.

 

Matéria de Tatiana Pronin, publicada originalmente no Portal Viva Bem, do UOL em 11/05/2018. Para acessá-la íntegra:
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/11/genetica-estresse-dieta-doencas-veja-8-razoes-para-a-queda-de-cabelo.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior:
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É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar
MG EDITORES

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.
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‘QUANDO A QUEDA DE CABELO PODE INDICAR QUE SUA SAÚDE VAI MAL?’

Não se trata apenas de uma questão estética. Tampouco estamos falando só de autoestima. Quando dia após dia nosso cabelo cai para valer, é hora de ligar o alerta.

A queda de cabelo em si é corriqueira, já que diariamente perdemos cerca de cem fios. Eles aparecem no ralo do chuveiro ou ficam presos nas cerdas das escovas de cabelo: até aí, tudo bem. Quando, porém, percebemos que há muitos fios no travesseiro quando acordamos ou que o teclado do computador fica repleto de cabelos caídos, pode ser sinal de que há um problema de saúde.

“Cabelo caindo é sinal de que algo não vai bem”, diz o tricologista e presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo Valcinir Bedin. Mas como saber se o tanto de cabelo que está caindo é normal ou não?

Para Bedin, há um “teste” rápido e eficaz, que consiste em passar a mão no cabelo e depois contar quantos fios ficaram presos entre os dedos. “Até cinco fios na mão é considerado normal. Mais que isso já é algo patológico”, afirma.

São dois os principais motivos que levam à queda de cabelo, segundo ele: os fatores hormonais e os fatores metabólicos.

Quando temos alguma desregulação hormonal em glândulas como a hipófise, a tiroide (o hipotireoidismo e o hipertireoidismo) e as suprarrenais, o cabelo, de fato, pode cair. Alterações em glândulas como os ovários, os testículos e o fígado também podem levar à queda de cabelo.

Algumas alterações hormonais, como as ocorridas durante o ciclo menstrual das mulheres, não indicam alguma enfermidade mas também podem levar à queda de cabelo. Há, porém, um distúrbio endócrino, chamado de Síndrome do Ovário Policístico, que provoca alteração dos níveis hormonais, levando, entre outras coisas, à formação de cistos nos ovários. Nesse caso, a queda de também pode ocorrer, segundo Bedin.

Para ele, uma pessoa que tenha queda de cabelo acima do considerado comum, “não pode ficar negligenciando, esperando ele crescer, para quando descobrir [o motivo da queda], o cabelo já estar em um estágio difícil de tratar”.

“Quando você perde um fio de cabelo, em até dez anos ele pode nascer novamente, de forma natural. Então teríamos o prazo máximo de dez anos para tentar fazer o tratamento, tentar interferir”. “Aí, somente um transplante resolve”.

Alterações metabólicas também podem causar queda de cabelo e a má alimentação é um dos principais motivos para que isso ocorra.

Texto parcial de matéria de André Carvalho, publicada no UOL, em São Paulo, em 16/05/2017. Para acessá-la na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/05/16/quando-a-queda-de-cabelo-pode-indicar-que-sua-saude-vai-mal.htm?cmpid=copiaecola

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50046É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar
Autor: Ademir Carvalho Leite Júnior

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Autor: Ademir Carvalho Leite Júnior

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