Juliana Barreto Farias

É doutora em História Social pela USP (2012). Graduada em História (UFF, 2002) e em Comunicação Social/Jornalismo (Uerj, 2001), é mestre em História Comparada (UFRJ, 2004). Foi editora e redatora em revistas especializadas em História. Atualmente, trabalha com produção editorial e desenvolve pesquisas sobre escravidão urbana, pequeno comércio no Rio de Janeiro, religiosidade e Diáspora africana. Tem publicado diversos livros e artigos sobre esses temas, como No labirinto das nações (Prêmio Arquivo Nacional 2003, em coautoria com Flavio Gomes e Carlos Eugênio Líbano Soares) e Fortunata et João José “parents de nation”. Mariage et divorce chez lês Africans de l’ouest à Rio de Janeiro au XIXe siècle. Brésil(s). Sciences Humaines et Sociales, Paris, n. 1, maio 2012, p. 79-102.

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Religiões negras no Brasil

Da escravidão à pós-emancipação
Adriano Bernardo Moraes Lima
Cristiana Tramonte
Flavio Gomes
e mais 17 autores
R$109,90

Em estoque

Na historiografia brasileira, ainda são poucos os estudos que revelem em detalhe as práticas cotidianas, de invenção da cultura – também aquela material –, cobrindo todo o Brasil rural e urbano da escravidão e pós-emancipação. O que acontecia no interior das senzalas, nas matas circunvizinhas das fazendas ou nos becos, casebres e zungus (como eram chamadas as moradas dos africanos e crioulos nas cidades)? Muita coisa a ser redescoberta, descrita e analisada. Entre os séculos XVII e XIX, as experiências religiosas, sobretudo as de origem africana, foram reinventadas e modificadas permanentemente em diversos espaços. Nesta coletânea, os organizadores reuniram pesquisas inéditas sobre as formações religiosas negras em cidades coloniais e pós-coloniais do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Sergipe, Maranhão, Alagoas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Das devassas em torno dos calundus ao sincretismo com o catolicismo de monges beneditinos; da perseguição do Tribunal de Inquisição às santas africanas; do medo da feitiçaria à união entre religião e política; das batidas policiais que reprimiam e perseguiam as casas de dar fortuna, os cangerês e o candomblé às influências africanas sobre festas religiosas católicas.Assim, este livro mostra que, ao longo do tempo, experiências religiosas se inventaram e renovaram-se, perdendo e ganhando sentidos, significados e símbolos. Em meio à intolerância – inclusive racial, social e cultural –, encontramos disputas pela memória, pela origem e pelos mercados da crença.

Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação

Adriana Dantas Reis
Antonio Liberac Cardoso Simões Pires
Camillia Cowling
e mais 17 autores
R$106,40

Em estoque

Como foi a participação das mulheres cativas na sociedade escravista e nas primeiras décadas da pós-emancipação? Como protestaram mirando a escravidão e contrariando a ideia de que aceitaram com passividade a opressão imposta? Os ensaios desta coletânea, que abrange os séculos 18 a 20, constituem um quadro amplo e fascinante das experiências das mulheres africanas, crioulas, cativas e forras.