‘4 FORMAS INADEQUADAS DE LIDAR COM A RAIVA’

Artigo publicado originalmente no site A Mente é Maravilhosa,
em 13/01/2019.

A raiva não desaparece sozinha, nem por magia. Quando sentimos essa emoção invasiva, é muito importante expressá-la da maneira adequada. Caso contrário, podemos acabar ficando doentes.

Lidar com a raiva de maneira inadequada é um costume que pode provocar consequências desastrosas. A raiva é uma dessas emoções invasivas que, muitas vezes, nos leva a fazer besteiras. Acabamos falando ou fazendo alguma coisa que nos prejudica e/ou prejudica as pessoas que amamos.

Infelizmente, por vezes, a raiva é vista de forma mais ou menos positiva. O chefe que grita ou o pai rígido podem acreditar que suas explosões de humor são uma demonstração de seriedade ou compromisso.

No entanto, a raiva descontrolada dificilmente gera algo positivo. Pelo contrário, machuca, fere e acaba gerando mais raiva e ressentimento nos outros. Por isso é tão importante aprender a lidar com a raiva.

Não se trata de não senti-la, porque a raiva, assim como todas as emoções, é uma reação legítima em muitos casos. O importante é não deixar que assuma o controle. Ou seja, não deixar a emoção ditar o que é preciso fazer. A seguir, vamos apresentar quatro maneiras inadequadas de lidar com a raiva.

  1. A contenção absoluta, uma forma inadequada de lidar com a raiva

A contenção absoluta nunca é um caminho válido para lidar com a raiva, nem com outras emoções. Negar o que se sente, aprisionar, evitar ou tentar ignorar o que sentimos não é adequado. Nenhuma repressão é positiva.

Essa energia que pretendemos asfixiar dentro de nós mesmos sempre retorna em forma de outro sintoma físico ou psicológico. Assim, o melhor caminho não é morder os lábios e tentar seguir em frente como se nada tivesse acontecido.

O que podemos fazer é pensar em um primeiro momento para evitar que ocorra uma dessas explosões de raiva. Assim, evitamos que se voltem contra nós ou contra quem amamos. A serenidade dará lugar a um cenário mais propício para expressar a emoção.

  1. Descarregar a raiva sobre si mesmo

Uma das consequências de reprimir a energia que acompanha a raiva é que ela acaba explodindo dentro de nós. As emoções não se diluem, nem desaparecem sozinhas. Quando não as gerimos, acabam se transformando em algo indesejado. É comum que essa raiva que guardamos, posteriormente, se transforme em uma agressão contra nós mesmos.

A depressão muitas vezes encobre uma raiva reprimida. A raiva está aí, mas em vez de se dirigir a quem a causou, se volta contra nós. É nesse momento que aparecem as recriminações e o ressentimento.

Também é possível que surjam enxaquecas, vertigens e outros sintomas físicos. Não devemos perder de vista a fonte da raiva. O que fez com que esse sentimento aparecesse?

  1. Adotar atitudes passivo-agressivas

As atitudes passivo-agressivas são aquelas nas quais as palavras, os gestos ou os atos denotam raiva, mas esta não é expressada diretamente. Pelo contrário, é ocultada.

São colocados enfeites ou véus que amenizam a raiva, mas não a canalizam nem a solucionam. O exemplo mais típico são as indiretas. A pessoa diz, mas não diz.

Lidar com a raiva dessa maneira não é adequado porque gera confusão, tanto para você quanto para os outros. A pessoa não consegue manifestar abertamente o incômodo, mas também não fica completamente quieta.

O problema é que isso pode dar lugar a uma prorrogação desnecessária do conflito ou a novas fontes de problemas.

  1. Descontar a raiva em pessoas inocentes

A raiva, às vezes, gera redes de agressão que são completamente irracionais. Vamos supor que um chefe fique incomodado de alguma maneira com sua funcionária. Ela não responde, mas quando conversa com seu namorado, se mostra contrariada e o recrimina sem razão. O namorado não responde, mas guarda um certo incômodo dentro de si. Por isso, chega em casa e se mostra excessivamente intolerante com seu irmão mais novo, com quem acaba gritando. A criança não responde, mas brinca de forma brusca com o animal de estimação para atenuar a raiva que está sentindo.

Dessa maneira, forma-se um círculo de agressões, sem que em nenhum ponto o sentimento seja administrado de maneira adequada. Alguém completamente inocente pode acabar sofrendo as consequências de uma má gestão emocional. Como se pode ver, isso deteriora os vínculos sem nenhuma necessidade.

Aprender a lidar com a raiva é muito importante para criar ambientes saudáveis e relações mais construtivas. O adequado é sempre expressar nossos incômodos para a pessoa que os causou. Manifestar abertamente que repudiamos um tratamento injusto, sem consideração ou pouco respeitoso.

Fazer isso depois de ter recuperado a serenidade – se for impossível falar, coloque tudo no papel, sem filtros – é de grande ajuda.

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Para ler na íntegra, acesse:
https://amenteemaravilhosa.com.br/4-formas-inadequadas-lidar-com-a-raiva/

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Tem interesse pelo assunto? conheça:

QUANDO A RAIVA DÓI
Acalmando a tempestade interior
Autores: Peter D. Rogers, Matthew McKay e Judity Mckay
SUMMUS EDITORIAL

A raiva tem um preço alto, nem sempre justificado. As causas muitas vezes se diluem, restando apenas feridas e mágoas., distanciamento, amargura e profunda autodesvalorização. Este é um guia-prático para pessoas que queiram lidar com sua raiva, que se cansaram do desgaste físico e emocional que ela provoca, que buscam formas melhores de expressar suas insatisfações e problemas.

 

‘MACHISMO É DOENÇA, DIZ ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSICOLOGIA’

O assunto foi um dos temas de ontem do Em Pauta, da GloboNews. Assista em http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos/v/machismo-e-doenca-diz-associacao-americana-de-psicologia/7299352/

Conheça o livro da psicanalista Malvina Muszkat, mencionado no programa:


O HOMEM SUBJUGADO

O dilema das masculinidades no mundo contemporâneo
Autora: Malvina E. Muszkat
SUMMUS EDITORIAL

Neste livro, a autora Malvina Muszkat, propõe que se repense o fenômeno da violência sob a perspectiva da subjetividade masculina na dinâmica dos relacionamentos, de forma a buscar maneiras mais eficientes de se promover o dialogo e evitar o confronto. Transitando por áreas como antropologia, sociologia, mitologia e psicanálise, Malvina mostra como a imagem da masculinidade foi construída ao longo dos séculos e de que forma os homens foram proibidos de demonstrar seus medos e fraquezas.

‘FAKE NEWS DAS ANTIGAS, MOVIMENTO ANTIVACINA SEGUE COM FORÇA NAS REDES SOCIAIS’

Matéria de  Matheus Alleoni publicada originalmente no iG Saúde, em 13/01/2019.

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Notícias falsas, medo de efeitos colaterais e luta por liberdade individual são motivações do grupo que ameaça a saúde de milhões de crianças pelo mundo

A onda de notícias falsas que invadiu os debates políticos nos últimos anos vai, aos poucos, proliferando-se para outras áreas. E a ciência não é exceção. Um dos maiores exemplos disso é o crescimento do movimento antivacina, que cada vez mais. conquista pais e mães mal informados ao redor do mundo.

O movimento antivacina , ou Anti-Vaxxers, como o grupo ficou conhecido nos Estados Unidos, é contra a imunização e reúne pessoas com diversas motivações para odiar as vacinas. Para alguns, a vacinação pode causar autismo e outras doenças. Outros rejeitam a vacinação por motivos religiosos. Também existem aqueles que acham que os ingredientes das injeções não são “naturais” o suficiente.

Pegando carona com as redes sociais e o clima político divisivo, o movimento voltou a crescer na última década, em especial no Estados Unidos. O resultado? O estado de Nova York já vive seu maior surto de sarampo desde 1990. Foram 170 casos reportados de setembro do ano passado até janeiro e, segundo o governo do estado, a culpa é dos Anti-Vaxxers .

Para entender o movimento, seus adeptos e a série de consequências que o fez tão relevante em pleno 2019, no entanto, é preciso explicar suas origens, suas principais influências e seus perigos. Leia, abaixo, tudo o que você precisa saber sobre os Anti-Vaxxers.

A primeira vacina catalogada no mundo foi inventada por Edward Jenner que, em 1796, criou um método de imunização para a varíola, primeiro em vacas e depois em seres humanos. Já no século XIX surgiram os primeiros céticos em relação à eficácia e aos possíveis efeitos colaterais da imunização.

A técnica ainda era experimental e causava dúvidas em muitos, inclusive em pessoas de dentro da comunidade científica. A inoculação (ato de injetar o vírus em algum organismo para desenvolver a vacina) era feita em humanos e o processo de coleta do vírus vinha diretamente de feridas de infectados. Nesse caso, o ceticismo fez bem e ajudou no avanço das técnicas de imunização.

Após a vacina de Jenner ser fundamental no combate ao surto de varíola do século XIX, o francês Louis Pasteur desenvolveu uma téncica para deixar os vírus atenuados enquanto criava a vacina antirábica em 1885.

Ainda assim, boa parte da sociedade ainda tinha dúvida em relação à imunização. Sempre empurrados pela desconfiança de parte da sociedade, os pesquisadores da área foram avançando. Primeiro, veio a aprovação da comunidade médica, que passou a reconhecer a imunologia como um braço da prática. A vacina BCG, de 1909, combateu o tuberculose. Já em 1940, cientistas brasileiros conseguiram desenvolver a vacina contra a febre amarela.

Em 1955, um dos maiores avanços da história da medicina: a invenção da vacina contra a poliomielite, que assolava recém-nascidos de todo o mundo. Hoje, a doença está praticamente erradicada . A desconfiança, no entanto, não acabou.

Surgiram, ainda no século XIX, as Anti-vaccination Leagues no Reino Unido. Na época, o país criou uma lei que tornava mandatória a imunização de crianças. Já nesse período, era possível ver que o grupo antivacina era bastante dividido: além daqueles que não acreditavam na imunização e temiam supostos efeitos colaterais, havia os que não queriam vacinar os filhos por motivos religiosos. A Igreja Católica chegou a se posicionar contra as vacinas

Os Anti-Vaxxers e as fake News

Depois de ficar dormente por algumas décadas, o movimento antivacina voltou a aparecer com força nos anos 70. Dessa vez, os religiosos fanáticos e aqueles que não acreditavam nos efeitos da imunização ganhavam a companhia de outro grupo: os adeptos dos produtos naturais. No auge do movimento hippie, muitos norte-americanos pararam de imunizar seus filhos pois consideravam o método artificial demais.

Outro fato que ajudou a esquentar o debate aconteceu na Inglaterra: 36 crianças acabaram tendo uma série de sequelas neurológicas após tomarem a vacina contra difteria, tétano e coqueluche. O caso foi bastante divulgado pela imprensa e rendeu até documentário. Alguns pais chegaram a processar o estado, mas acabaram perdendo na Justiça pois a relação entre as vacinas e as sequelas jamais foi confirmada.

Se um caso duvidoso já fez estrago nos anos 1970, foi em 1998, ainda antes do termo ‘fake news’ ser cunhado, que a indústria da imunização sofreu o seu mais duro golpe, que reverbera até os dias de hoje. Uma pesquisa publicada pelo Dr. Andrew Wakefield na  The Lancet , uma das mais respeitadas publicações sobre medicina do Reino Unido, tentava comprovar a relação entre a vacina para sarampo, rubéola e caxumba e casos de autismo em crianças.

Ao longo dos anos, a teoria do médico, que nunca foi aceita pelos colegas, foi exposta como fraudulenta. A Justiça tirou o diploma de Wakefield, considerando que ele agiu de má fé, no entanto, o artigo se espalhou e voltou a causar ceticismo na população em relação à imunização. Até hoje, Andrews é creditado pelo surto de sarampo na Inglaterra nos anos 1990. A doença era considerada erradicada no país.  Até hoje, Wakefield é um importante militante do movimento antivacinas. Em 2016, ele dirigiu o documentário “Vaxxed”, que volta a relacionar a imunização com o autismo.

Quem são os Anti-Vaxxers de hoje?

Nos dias de hoje, é possível dizer que Wakefield é o principal “influenciador” do movimento antivacina nos Estados Unidos, país onde o grupo tem mais força. No entanto, além das pessoas que acreditam que vacinas causam autismo e/ou outras doenças, os anti-vaxxers ainda contam com religiosos fanáticos, veganos e conspiracionistas.

Navegando por grupos antivacina nas redes sociais, no entanto, é possível perceber que a desinformação é a grande responsável pela crença da maioria dos adeptos desse movimento. Na internet, eles citam o artigo fraudulento de Wakefield como única fonte científica e também compartilham informações falsas e até memes contra as vacinas. Além disso, os integrantes frequentemente trocam histórias sobre como sofrem preconceito do resto da sociedade.

“Meus pais me julgam por não ter vacinado meus três filhos e meu irmão sempre tenta discutir sobre isso. Eu não quero discutir sobre nada, sinto vontade de chorar”, escreveu a participante de um desses grupos no Facebook. “Se vacinas fossem saudáveis, você poderia colocar numa colher e comer. Tente e você morrerá”, filosofou outra.

A histeria também é uma característica latente do grupo. “Meu marido vacinou minha filha sem a minha permissão, eu posso mandar prendê-lo ou processá-lo?”, perguntou uma mulher. “Meu médico quer que eu imunize as crianças e pare de utilizar óleos naturais. É claro que não vou fazer nenhum dos dois”, gabou-se outra.

O perfil geral é bastante homogêneo: mães, norte-americanas, na faixa dos 30 anos, suburbanas, de classe média-alta, donas de casa ou vendedoras em empresas de marketing multinível.

Famosos Anti-Vaxxers

Celebridades de Hollywood também têm grande responsabilidade pela força do movimento antivacina nos Estados Unidos. A mais vocal é a atriz Jenny McCarthy, que afirma que seu filho, Evan, “contraiu” autismo por conta das vacinas. O famoso ator e comediante Jim Carrey,  ex-companheiro de McCarthy e que foi padrasto de Evan, também milita contra as vacinas ao lado da ex.

A lista de famosos que se posicionaram publicamente contra as vacinas ainda conta com o comediante Charlie Sheen, as atrizes Alicia Silverstone e Selma Blair, a famosa ativista Erin Brockovich e o vencedor do Oscar Robert De Niro.

É claro que o atual presidente norte-americano, Donald Trump, não poderia ficar fora de mais essa polêmica. Em 2014, o hoje chefe de Estado relacionou vacinas com autismo em um tweet: “Uma criança saudável vai ao médico, leva uma injeção com muitas vacinas, não se sente bem e muda. AUTISMO. São muitos e muitos casos”, escreveu o republicano, que não fez nenhuma grande alteração no programa de imunização norte-americano desde que chegou à Casa Branca.

Debate sobre liberdade

Se quase todos os debates levantados pelos Anti-Vaxxers do século XXI são pautados por informações falsas, um ainda gera muita controvérsia mesmo fora da comunidade que não acredita nas vacinas: o da liberdade individual.

O argumento do movimento antivacina aprovado por grande parte da sociedade é o de que a vontade pessoal de cada pessoa ou dos pais deve ser soberana. Outros acreditam que a vacinação deve ser imposta pelo estado pelo bem da coletividade.

Nos Estados Unidos, muitas pessoas protestam contra a imunização obrigatória. Algumas delas não fazem parte de grupos antivacina, mas acreditam que os pais têm o direito constitucional de não imunizarem os filhos. Por lá, apenas três estados exigem a carteira de vacinação para que uma criança seja matricula numa escola pública: Califórnia, Virginia do Oeste e Mississippi. Nos demais, existem as chamadas restrições religiosas e/ou filosóficas.

No Brasil, é proibido por lei não imunizar as crianças por razões que não sejam médicas. A carteira da vacinação é obrigatória na hora de matricular os filhos nas escolas e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que pais que falham em vacinar os filhos podem levar multas ou ser processados por negligência e maus tratos.

Imunologista pediátrica com mais de 30 anos de carreira, a Dra. Delva Longhi acredita que o estado deve obrigar a imunização das crianças. “Muitas vezes, os pais nem têm conhecimento da importância da vacina. Outros não querem ou não podem perder um dia de trabalho para levar os filhos. Se não houver nenhuma exigência, nossos níveis de imunização vão cair muito”, explica a médica.

Anti-Vaxxers no Brasil?

Sobre o movimento antivacina no Brasil , a médica conta que o grupo ainda é tímido. “Entre meus pacientes, acho que não chega a 1%”, conta a imunologista, que também traça um perfil do grupo. “São sempre pessoas com boa condição financeira, aparentemente esclarecidas e muito influenciadas pela cultura dos Estados Unidos”, diz.

Ainda que de forma tímida, os Anti-Vaxxers vão deixando sua marca no País. De acordo com o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, a vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura nos últimos 16 anos em 2018.

Hoje, o Brasil vive dois grandes surtos de sarampo: um em Roraima e um no Amazonas. Foram 10.274 casos confirmados em apenas um ano.  No entanto, o Ministério de Saúde atribui a epidemia ao alto índice de imigração de venezuelanos para o País.

Os perigos de não imunizar

O debate sobre a vacinação vai além das liberdades individuais, uma vez que uma pessoa não imunizada pode representar riscos para os demais. “Pegando o exemplo de uma escola ou de um hospital, onde existem crianças de todas as idades. Um paciente de 5 anos que não está em dia com as vacinas pode contaminar uma criança mais nova que ainda não tem idade para determiandas vacinas”, explica a Dra. Longhi. “Isso pode ter consequências sérias para a saúde ou até mesmo causar a morte”, completa.

Sobre os efeitos colaterais, a médica admite que algumas vacinas podem causar mal-estar, mas diz que o “custo-benefício em se vacinar é muito maior”. O Ministério da Saúde, em seu site oficial, também fala sobre a importância da imunização. “Com respaldo técnico de equipes especializadas, o Ministério da Saúde garante que a vacinação é segura, sendo que seu resultado não se resume a evitar doenças. Vacinas salvam vidas”, diz o comunicado.

De olho no crescimento do  movimento antivacina  e outros grupos conspiracionistas, o Ministério da Saúde criou uma página apenas para desbancar notícias falsas espalhadas pelas redes socias. A iniciativa começou em agosto de 2018 e, apenas no primeiro mês, a pasta desmentiu seis fake news sobre imunização.

 

Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://saude.ig.com.br/2019-01-13/movimento-antivacina-anti-vaxxers.html

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Para esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto, conheça o livro:

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VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Desde o surgimento da primeira vacina, no fim do século XVIII, centenas de milhares de mortes foram evitadas e dezenas de moléstias, combatidas. Estima-se que, nos últimos dois séculos, as vacinas proporcionaram um aumento de cerca de 30 anos em nossa expectativa de vida.

Porém, nos últimos anos, um grande movimento internacional contra as vacinas tem chamado a atenção de pais, profissionais de saúde e educadores. Partindo de informações contraditórias e de dados sem comprovação científica, seus membros alegam ter o direito de escolher vacinar ou não os filhos. No entanto, essa decisão, que de início parece individual, tem consequências coletivas, fazendo por vezes ressurgir epidemias que se consideravam erradicadas.

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

‘A DESCOBERTA DE QUE NOSSO HEMISFÉRIO CEREBRAL ESQUERDO FALA POR NÓS’

Artigo de Luciano Melo, publicado originalmente em sua coluna
na Folha de S. Paulo, em 11/01/2019.

Cientista ajudou na superação da teoria de que todas as áreas cerebrais participam de todas atividades do órgão

Um senhor de meia-idade subitamente parou de falar normalmente. Ainda assim, conseguiu chamar a atenção de sua esposa. A mulher o levou ao hospital, porque estava claro que se tratava de algo sério. O atendimento foi rápido, e o médico responsável percebeu que o paciente compreendia tudo o que lhe era dito. A fala do enfermo era sofrível, monossilábica, lenta, sem frases e produzida com grande esforço. Trocava letras em sílabas, trocava sílabas em palavras. O paciente também não conseguia dar nome aos objetos que lhe eram sucessivamente apresentados. Sua escrita era tão deficiente quanto seu discurso.

Não foi difícil para o médico perceber que o homem estava com um problema conhecido como afasia de Broca. O termo afasia vem do grego e significa dificuldade em falar. O nome homenageia o antropólogo, anatomista e cirurgião francês Paul Pierre Broca.

Após avaliar um idoso que deixara de falar subitamente, Broca descreveu em 1861 o distúrbio de linguagem que levaria o seu nome. Ao avaliar o cérebro de seu paciente, notou a existência de lesão no lobo frontal do hemisfério esquerdo. Em outras necropsias que realizou em pacientes com os mesmos sintomas, viu danos nas mesmas regiões nos respectivos lobos frontais.

Assim, o anatomista, foi o primeiro a concluir que determinada parte do encéfalo possuía função específica para a linguagem. E disse que uma pequena parte do lobo frontal esquerdo era responsável por organizar frases, emitir palavras e dar fluência à fala. Assim, o médico anunciou: nós falamos com o hemisfério esquerdo!

A região do lobo frontal esquerdo que Broca se referiu foi batizada com seu nome.

O cientista auxiliou a medicina a superar a teoria holística cerebral, que afirmava que todas as áreas cerebrais participavam de todas as atividades do órgão. Dessa forma, uma lesão encefálica afetaria todas as funções cognitivas igualmente e cada região cerebral seria capaz de realizar todo e qualquer processo mental, desde o reconhecimento de um som específico à capacidade de saber que aquele borrão desenhado pelo seu filho é um tigre.

A hipótese holística imperava naquela época. Era a soma de conceitos que rejeitavam que a mente poderia ser reduzida à atividade encefálica, que o cérebro de qualquer pessoa poderia ser exercitado e treinado, que não existia alma física. Era defendida pelo clero e pela aristocracia europeia daquele século.

Broca promoveu um rompimento. E inaugurou a neuropsicologia, a ciência do processo mental, um campo de conhecimento que evoluiu e pelo qual podemos compreender funções cerebrais complexas por meio de exames, como ressonâncias funcionais. Assim, podemos estudar o cérebro vivo de forma segura.

Voltemos ao nosso paciente do parágrafo inicial, que foi submetido a ressonância de encéfalo. As imagens, porém, não revelaram problema algum em todo o cérebro, ainda que os sintomas persistissem.

Estaríamos diante de uma exceção a Broca?

A avaliação prosseguiu e revelou um tumor que comprimia a carótida esquerda, artéria que nutre a área de Broca, entre outras partes cerebrais. O sangue que chegava a essa região era escasso, por isso a disfunção da linguagem.

O motivo pelo qual outras funções cerebrais não foram afetadas, como seria o esperado, ficou como mistério não resolvido. O tumor era um linfoma, e o paciente foi tratado e curado. Sua fala se recuperou por completo. E os conceitos que vieram com Paul Pierre Broca ajudaram a resolver um grande problema.

Luciano Melo – Médico neurologista, escreve sobre o cérebro, seus comandos, seus dilemas e as doenças que o afetam.
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Para ler na íntegra, acesse https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2019/01/a-descoberta-de-que-nosso-hemisferio-cerebral-esquerdo-fala-por-nos.shtml

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

CÉREBRO ESQUERDO, CÉREBRO DIREITO
Autores: Sally P. Springer, Georg Deutsch
SUMMUS EDITORIAL

Já considerado um clássico no estudo das potencialidades cerebrais. Em uma edição atualizada, os autores apresentam as descobertas básicas na área da assimetria cerebral, procurando separar os fatos comprovados daquilo que é mera especulação. Escrito para um público amplo, apresenta conclusões científicas de forma clara para o leigo, sem comprometer a precisão e a complexidade dos tópicos analisados.

 

‘EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS É NECESSÁRIA PARA QUE O SEXO NÃO SEJA REPRIMIDO’

Artigo de Regina Navarro publicado originalmente em seu blog no UOL Universa,
em 09/01/2019.

Pesquisa Datafolha, feita com 2077 pessoas em 130 municípios, perguntou aos brasileiros sobre dois temas: educação sexual e discussão política em sala de aula. A conclusão foi de que 54% concordam com educação sexual nas escolas e 71% acreditam que assuntos políticos devem ser abordados.

Escolhi o primeiro tema para tratar aqui. A educação sexual nas escolas é fundamental, na medida em que contribui para evitar gravidez precoce, DSTs, homofobia e violência contra a mulher. O debate com os alunos pode contribuir, e muito, para a diminuição dos preconceitos e a maior aceitação da diversidade.

Desde cedo as crianças aprendem que todas as ofensas e xingamentos estão ligados ao sexo. A partir daí concluir que sexo é algo sujo e perigoso é o caminho mais comum. A consequência na vida adulta é a grande quantidade de pessoas que sofrem com seus medos, culpas, dúvidas, frustrações e disfunções sexuais.

O psicoterapeuta e escritor José Ângelo Gaiarsa dizia que sexo reprimido é liberdade reprimida e acrescentava: “O sexo é responsável pela maior perseguição na área dos costumes humanos e o maior mistério diante do óbvio. Todas as forças repressoras de todas as épocas se voltaram sistematicamente contra a sexualidade humana”.

Um bom exemplo é o que ocorreu, há pouco mais de um ano, quando 150 pais indignados fizeram um abaixo-assinado e o entregaram ao Ministério Público de Rondônia. Eles queriam a retirada de um livro escolar da 8ª série que tem ilustrações de um pênis, autoexame de mama e do órgão reprodutor feminino, na cidade de Ji-Paraná (RO).

Sem ser percebida como tal, a repressão sexual vai se instalando e condiciona o surgimento de valores e regras para controlar a sexualidade das pessoas. Tudo isso passa a ser visto como natural, fazendo parte da vida, o que causa grandes prejuízos.

Para ler na íntegra, acesse: https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2019/01/09/educacao-sexual-nas-escolas-e-necessaria-para-que-o-sexo-nao-seja-reprimido/

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Conheça alguns dos livros do já falecido psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa, mencionado no artigo:

 

AMORES PERFEITOS

Para J. A. Gaiarsa, um dos maiores críticos da família e da hipocrisia social que a cerca, o conjunto de regras que obedecemos desde que nascemos – regras essas que transmitimos a nossos filhos mesmo tendo sofrido com elas – só serve a um propósito: o da opressão. Neste livro, ele mostra que o amor não pode ficar restrito a determinadas amarras. Prepare-se para rever todos os seus (pre)conceitos sobre fidelidade, família, relacionamentos e felicidade.

 

SEXO: TUDO QUE NINGUÉM FALA SOBRE O TEMA

Como o próprio título indica, e sendo o autor quem é, este livro fala sobre intimidades, em linguagem permitida apenas com o espelho ou pessoas muito íntimas. A intenção era essa mesmo: ajudar o leitor a despir suas máscaras sociais e refletir com honestidade sobre sua própria sexualidade, que inclui o corpo a corpo e a afetividade.

 

EDUCAÇÃO FAMILIAR E ESCOLAR PARA O TERCEIRO MILÊNIO

Gaiarsa combate aqui a idéia de que o indivíduo nasce com aptidões mínimas de aprendizado. Ao contrário, a revolução pedagógica proposta pelo autor fundamenta-se em que toda criança, ao nascer, é um gênio potencial; aprender vai muito além de palavras; durante a infância são incutidas no indivíduo grande parte das perturbações mentais, psiconeuróticas e psicossomáticas que conhecemos. Obra indicada para psicólogos, educadores e leigos.

 

SOBRE UMA ESCOLA PARA O NOVO HOMEM

Aqui o autor ajuda a questionar (e demolir!) o sistema educacional brasileiro, que, segundo ele, é arcaico e reacionário. Educar significa conduzir, diz ele, e a escola não está cumprindo seu papel. Além de críticas, o livro traz idéias e propostas para humanizar o ensino e ajudar as crianças a se prepararem para um mundo diferente.

 

A FAMÍLIA DE QUE SE FALA E A FAMÍLIA DE QUE SE SOFRE
O livro negro da família, do amor e do sexo

Ardoroso defensor da criança em estado puro – ou seja, sem a intervenção maléfica dos adultos –, José Angelo Gaiarsa analisa nesta obra, em edição revista, como transformamos um ser pleno de possibilidades em um indivíduo mesquinho, preconceituoso e frustrado.

A fim de inspirar novas leis sobre a família e provocar no leitor reflexões sobre seu modo de agir diante dos filhos e da vida, o autor propõe o resgate do prazer, da amorosidade e da espontaneidade para aprimorar os relacionamentos. Afinal, diz ele, “a finalidade primeira de qualquer civilização amante da vida é empenhar-se por inteiro para que a geração seguinte seja definitivamente melhor, oferecendo a todo ser humano recém-nascido tudo de que ele precisa e todos de que precisa”.

 

‘SINTOMAS FÍSICOS DA DEPRESSÃO: QUANDO SEU CORPO FALA’

 Artigo publicado originalmente no site A Mente é Maravilhosa em 09/01/2019.

Os sintomas físicos da depressão são acompanhados pelos psicológicos. No entanto, é comum que muitas pessoas prestem atenção em primeiro lugar às dores de cabeças ou nas costas, à insônia, ao cansaço, etc.

Os sintomas físicos da depressão são um modo através do qual nosso cérebro nos avisa que algo não está certo. Esse transtorno complexo não altera apenas o ânimo e os pensamentos.

Se há um aspecto comum, é o claro impacto que tem sobre nosso corpo, trazendo-nos dor, fadiga, inflamações, problemas de sono, etc. Poucas condições alteram de forma tão intensa todo o nosso ser.

A dor mental existe e é a verdadeira responsável por muitas de nossas doenças físicas. No entanto, parece mais fácil dizer que estamos com dor nas costas, na cabeça ou no estômago do que dizer em voz alta algo tão dramático quanto “estou com dor na vida”. Porque se existe algo que sabemos é que nossa realidade é, muitas vezes, bastante dolorosa.

Os fracassos, as perdas, as decepções, o não saber o que fazer ou como reagir perante algo traz sofrimento. E mais, é comum sentir uma profunda angústia emocional sem forma e sem origem específica, um mal-estar persistente ao qual não sabemos dar explicações ou um desencadeador específico.

A depressão, como vemos, tem mil formas e tantos relevos que é como se fosse uma impressão digital. Não existem duas iguais.

É comum, por exemplo, essa combinação tão desgastante na qual a ansiedade se mistura com a depressão. É então que os pacientes costumam definir esse estado como estar assustado e extremamente cansado ao mesmo tempo. Como querer ficar sozinho e temer a solidão ao mesmo tempo. Como ter vontade de fugir e se sentir paralisado ao mesmo tempo.

Viver com depressão ou qualquer outro transtorno não é fácil para ninguém. No entanto, aprofundar-nos na anatomia dessas condições é muito necessário para compreender melhor o que estamos enfrentando.

A depressão dói. Poderíamos defini-la de muitas formas: um estado paralisante, pensamentos negativos e, inclusive, prejudiciais, angústia, medo, tristeza, apatia, desânimo, etc.

No entanto, não é comum escutar na boca de ninguém essa definição que nos revela que a depressão é, acima de tudo, sentir dor. Uma dor na qual o sofrimento físico (além do emocional) é real.

Estudos como o realizado na Universidade de medicina do Texas, nos Estados Unidos, em 2004, confirmam essa mesma informação: os sintomas físicos são comuns na depressão e, de fato, toda essa sintomatologia aparece por meio da dor ou de alguma alteração orgânica.

De tal forma, assim como nos revela o doutor Madhukar H. Trivedi, responsável pelo trabalho citado, grande parte dos pacientes procuram os postos de saúde com dores na cabeça, nas costas ou problemas de sono ou digestivos sem saber que todas essas sensações são os sintomas físicos da depressão.

Vamos analisar a seguir quais são esses sintomas mais recorrentes.

Cansaço, sensação de peso e dor generalizada

Tudo pesa, tudo dói, o corpo se torna lento. É como viver no interior de um opressivo escafandro. Esta, sem dúvida, é uma das características que grande parte das pessoas com um transtorno depressivo sente.

Ao mesmo tempo, assim como nos explica em um estudo o doutor Steven Targum, diretor do Hospital de Boston, nos Estados Unidos, as pessoas deprimidas nem sequer se beneficiam de um sono reparador. Mesmo que durmam 12 horas, continuarão se sentindo exaustas.

Dores nas costas

Se tivéssemos que falar de uma dor clássica associada à depressão, as dores nas costas estariam presentes. Este incômodo supera, inclusive, as dores de cabeça. Agora, para responder sobre o porquê dessa relação, podemos citar um estudo da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, realizado em 2016:

  • Há um vínculo entre as vias inflamatórias e os neurocircuitos do cérebro quando experimentamos sensações de alerta, medo ou angústia.
  • Ocorre uma reação, um enfraquecimento do sistema imunológico e uma resposta inflamatória que se localiza, sobretudo, na coluna vertebral, nos nervos e nas vértebras das costas.

Maior sensibilidade à dor

Outro dos sintomas físicos da depressão é nosso limite de dor. De repente, tudo fica doloroso, um arranhão, uma batida leve, as mudanças de temperatura, os diferentes tecidos de roupa, etc. A pele e nossos receptores ficam mais sensíveis. Dessa foram, sofremos mais.

Problemas digestivos

Com a depressão, é comum a ocorrência de alterações digestivas:

  • Cólicas.
  • Digestões lentas.
  • Cólon irritável.
  • Dor de estômago.
  • Sensação de ardor.

Assim como indica um trabalho da Universidade de Harvard, não podemos esquecer que existe uma íntima relação entre nosso cérebro e o sistema digestivo.

Fatores como o estresse, a ansiedade, os medos, as angústias e as tristezas provocam uma série de alterações que partem desde o esôfago e vão até o cólon.

Problemas oculares

Esse dado é curioso. Outro dos sintomas físicos da depressão é a percepção do contraste. Trata-se de uma pequena disfunção na vista na qual a pessoa tem dificuldade para focalizar as coisas. Além de a visão ficar mais embaçada, também há uma leve dificuldade para diferenciar o branco do preto.

Estudos como o realizado pela Universidade de Harvard nos indicam que quando alguém está deprimido, o mundo fica mais monocromático e, acima de tudo, as cores azul e cinza ficam mais fortes.

Trata-se de um dado muito interessante com o qual muitos pacientes que sofrem dessa condição psicológica concordam.

Para concluir, assim como pudemos verificar, os sintomas físicos da depressão são variados. No entanto, devemos nos lembrar de que essa série de incômodos ou particularidades devem ser relacionadas com uma série de alterações emocionais e cognitivas para poder constituir o quadro clínico de uma depressão.

A tipologia e o modo de enfrentar a doença é algo que o profissional da saúde deve decidir. Devemos nos lembrar, por sua vez, de que independentemente do tipo de depressão que temos, todas são tratáveis.

No momento em que se sente uma melhora, a maior parte desses sintomas físicos desaparece. É quando nossa mente fica em paz e nosso corpo para de gritar para se deixar levar em sintonia com nosso bem-estar emocional.

Para ler na íntegra, acesse: https://amenteemaravilhosa.com.br/sintomas-fisicos-da-depressao/

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Quer saber mais sobre depressão? Conheça os livros do Grupo Summus sobre o tema:

DEPRESSÃO
Esclarecendo suas dúvidas
Autor: Sue Breton
EDITORA ÁGORA

A depressão cobre uma vasta gama de emoções, desde o abatimento por um episódio do cotidiano até o forte impulso suicida. Este guia mostra os diferentes tipos de depressão e explica os sentimentos que os caracterizam, para ajudar os familiares e os profissionais a entender a pessoa em depressão. Ensina também como ajudar a si mesmo e a outros depressivos.

 

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor:  Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

 

UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
Autora: Elisabeth Maria Sene-Costa
EDITORA ÁGORA

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.

 

‘GIM, A BEBIDA DO MOMENTO’

Conheça o livro Os segredos do gim:

OS SEGREDOS DO GIM
Autor: José Osvaldo Albano do Amarante
MESCLA EDITORIAL

Única obra brasileira do gênero, Os segredos do gim inova em todos os aspectos. Do projeto gráfico arrojado às formas de consumo, passando pela história do surgimento da bebida, o livro aborda a legislação brasileira e europeia que regulamenta a produção da bebida, as principais ervas aromáticas utilizadas no preparo, o processo de destilação, os grandes líderes mundiais na fabricação do gim, as principais marcas brasileiras e, claro, os coquetéis mais consumidos – e os mais exóticos. Totalmente ilustrado, traz ainda os melhores bares de gim no Brasil e no mundo.

‘A ÚNICA COISA QUE A DRAMATURGIA NÃO PODE FAZER É ENTEDIAR’

O escritor e dramaturgo Doc Comparato fala com Tânia Morales, do programa CBN Noite Total, sobre a criação de roteiros nos dias atuais e o lançamento da nova versão, atualizadíssima, de seu livro Da criação ao roteiro – Teoria e Prática. Ouça abaixo.

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Para saber mais sobre o livro, acesse:
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‘ANSIEDADE NÃO É TUDO IGUAL: CONHEÇA 10 SUBTIPOS QUE PRECISAM DE TRATAMENTO’

Matéria de Giulia Granchi, publicada originalmente no UOL VivaBem,
em 13/12/2018.

De forma geral, a ansiedade, considerada um fenômeno biológico, é necessária para a sobrevivência dos seres humanos e alguns animais. Ela nos ajuda a reagir em situações de perigo, ficar vigilante e atingir metas.

Quando ficamos com frio na barriga antes de uma apresentação no trabalho, por exemplo, e a situação é isolada, a ansiedade é considerada normal. Mas se o sentimento toma conta da mente de forma exagerada e começa a atrapalhar nas atividades diárias, devemos nos preocupar. São sinais que o quadro se tornou patológico, chamado de transtorno de ansiedade, e um aconselhamento profissional é necessário.

Mas se engana quem pensa que todos que sofrem de ansiedade têm o mesmo transtorno. De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, feito pela Associação Americana de Psiquiatria, existem 9 subtipos da doença, cada um deles com diferentes sintomas. Confira abaixo:

  1. Transtorno de ansiedade generalizada

Esse é o tipo o mais comum e frequente. É caracterizado por ansiedade e preocupação excessivas frequentes causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes por pelo menos seis meses. Para que ocorra o diagnóstico, o quadro precisa estar associado com três ou mais dos seguintes seis sintomas: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, cansaço, falta de concentração, irritabilidade, tensão muscular e dificuldade para adormecer.

  1. Mutismo seletivo

Ao se encontrarem com outros indivíduos em interações sociais, as pessoas com mutismo seletivo não iniciam a conversa ou respondem reciprocamente quando os outros falam com elas. O quadro é mais comum em crianças, mas pode persistir na vida adulta. As situações de relacionamento interpessoal são marcadas por forte sensação de ansiedade e os indivíduos costumam ser prejudicados em suas relações pessoais e desempenho acadêmico ou no trabalho. A dificuldade na fala também pode interferir na comunicação social, embora as crianças com esse transtorno ocasionalmente usem meios não verbais, como usar as mãos para se comunicar.

  1. Transtorno de ansiedade de separação

Assim como o mutismo seletivo, este transtorno é mais comum em crianças, mas existem adultos com o problema também. Ele é caracterizado pelo medo ou ansiedade excessivo em relação à separação por apego, podendo ser com uma pessoa, animais com objetos e até lugares, como a mudança de casa.  Quando separadas das figuras importantes de apego, as crianças diagnosticadas podem apresentar dificuldade em socializar, apatia, tristeza ou dificuldade de concentração. Dependendo da idade, elas também podem criar medos excessivos de animais monstros, escuro, ladrões, acidentes e outras situações que lhes dão a percepção de perigo. Os indivíduos com o quadro limitam suas atividades independentes longe de casa ou das figuras de apego –muitas vezes não querem realizar tarefas básicas como ir à escola ou supermercado sozinhos.

  1. Transtorno de pânico

É caracterizado por episódios de ataques de pânico recorrentes, cuja característica principal é um surto abrupto de medo ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e costuma durar até meia hora. Os sintomas incluem taquicardia, sudoreses, tremores, falta de ar, sensação de asfixia, dores no peito, náusea, tontura, calafrios, parestesias (anestesia ou sensações de formigamento), desrealização (sensações de irrealidade), medo de perder o controle ou “enlouquecer” e medo de morrer.

Apesar de serem pontuais, os ataques podem se repetir sem gatilhos específicos, o que costuma gerar ansiedade e preocupação para sair de casa em pacientes que sofrem do quadro. Confira dicas para lidar com um ataque de pânico.

  1. Fobias específicas

É o medo excessivo em situações específicas, como entrar em um elevador, encontrar um rato, estar próximo de janelas altas… A resposta de medo, ansiedade e estresse é automática nesses casos, que se repetem toda vez que o paciente não consegue evitar a situação. Mas o que diferencia esse quadro do medo comum é a intensidade exagerada dos sintomas. Por exemplo, se a pessoa tem fobia de injeções, ela não conseguirá nem deixar que outra pessoa aplique uma vacina ou medicamento nela dessa forma, e já apresentará sintomas de pânico. Uma pessoa que tem um medo não patológico de agulhas consegue lidar com isso de forma um pouco melhor.

  1. Fobia social

É o nome dado ao medo ou ansiedade exagerados de ser exposto a possível avaliação por outras pessoas em situações sociais. O desconforto vai além da fala em público: pessoas com o diagnósticos se sentem constrangidas e humilhadas simplesmente ao serem observadas em atividades comuns, como comer, beber e escrever. O grau e o tipo de ansiedade podem variar em diferentes ocasiões.

  1. Agorafobia

É quando o indivíduo tem medo ou ansiedade de espaços que, em geral, não consideram seguros. Nesses casos, a insegurança é desproporcional ao perigo do que realmente pode acontecer. Pacientes com esse quadro sentem medo de serem atacados, não conseguirem sair do local em que estão ou não serem socorridos, e passam a evitar lugares ou pedirem companhia.

  1. Transtorno de ansiedade induzido pelo uso de substâncias

Acontece pelo uso excessivo de substâncias como drogas (maconha, ecstasy, cocaína…), excesso de cafeína, álcool, medicamentos como opioide e anfetamina. Os pacientes diagnosticados com este subtipo de ansiedade têm suas atividades diárias prejudicadas por preocupações excessivas e até ataques de pânico que acontecem junto ou separadamente do uso das substâncias.

  1. Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica

O transtorno é desenvolvido por causa da descoberta (comprovada clinicamente) de uma condição de médica, incluindo diferentes doenças e alterações físicas. Os sinais podem incluir sintomas proeminentes de ansiedade ou ataques de pânico, que compromete o funcionamento social do indivíduo.

  1. Especificado e não especificado

Esta categoria é destinada aos casos que, apesar do sofrimento persistente e avassalador, não entram nos critérios das especificações dos subtipos acima, ou não acontecem a tempo suficiente para que ocorra o diagnóstico.

Fontes: Higor  Caldato, psiquiatra pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e  Luiz Vicente Figueira de Mello, médico supervisor do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria FMUSP e médico assistente pela Fundação Faculdade de Medicina.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/13/ansiedade-nao-e-tudo-igual-conheca-9-subtipos-que-precisam-de-tratamento.htm

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Tem interesse no assunto? Conheça o livro do psiquiatra e psicoterapeuta Breno Serson, especializado no tema:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

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