Detalhes do Livro
| ISBN | 9786555491838 |
|---|---|
| REF: | 12183 |
| Edição | 1 |
| Ano | 2026 |
| Nº de Páginas | 192 |
| Peso | 0,237 kg |
| Formato | 1,00 × 14 × 21 cm |
Autor(es): Mariama Furtado
Nas últimas décadas, o olhar hegemônico na saúde mental tem compreendido que o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) é o único instrumento para explicar o sofrimento emocional e psíquico do ser humano. Na contramão dessa tendência, a Gestalt‑terapia, com sua visão crítica, pode nos oferecer inúmeras contribuições teóricas e epistemológicas para discutir os processos de medicalização da existência. Recorrendo aos estudos de psicopatologia fenomenológica e a outras áreas de conhecimento — como a filosofia, a epistemologia, a psicologia social, as teorias feministas e o pensamento decolonial —, Mariama Furtado tece reflexões críticas para problematizar as fronteiras entre o normal e o patológico. Com seu olhar sensível, acolhedor e respeitoso, ela inaugura uma nova perspectiva, que questiona a visão biologizante e neurocentrada dos chamados transtornos psiquiátricos. Como diz a autora, os Gestalt-terapeutas têm o compromisso histórico de jamais abandonar suas “origens progressistas e libertárias, que estão muito mais preocupadas com os modos de ser e estar no mundo do que com categorizar doenças e estereotipar padrões de saúde/normalidade”. Prefácio de Lilian Frazão.
R$75,90
| ISBN | 9786555491838 |
|---|---|
| REF: | 12183 |
| Edição | 1 |
| Ano | 2026 |
| Nº de Páginas | 192 |
| Peso | 0,237 kg |
| Formato | 1,00 × 14 × 21 cm |
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Neste nono volume, a Coleção Gestalt-terapia: fundamentos e práticas dá as boas-vindas à diversidade e à inclusão. Diversidade implica a apreciação da diferença integrada à mobilização de energia em direção à novidade. Inclusão, por sua vez, consiste na articulação de identificações nutritivas a fim de que a pessoa se sinta pertencente ao mundo. Com base em suas experiências clínicas e tecendo correlações com a perspectiva gestáltica, os autores aqui reunidos promovem reflexões que são semeadura fértil para transcender a violência e o sofrimento humano na atualidade. Seus compartilhamentos são intercâmbios necessários rumo ao respeito e ao desenvolvimento da dignidade existencial.
Assuntos abordados: amor, sexo e o vínculo dialógico; violência contra mulheres, vitimização secundária e acolhimento; clínica de pessoas em situação de refúgio; atendimento a pessoas em situação de rua; Gestalt-terapia e redução de danos no cuidado de pessoas que usam drogas; compromisso ético e político de uma Gestalt-terapia racializada; clínica gestáltica e a normatividade do campo; manejo de atendimentos emergenciais envolvendo suicídio.
Vivemos um processo de medicalização da existência. O sofrimento, os desânimos, as simples manifestações da dor de viver parecem intoleráveis em uma sociedade que aposta no bem-estar como meta. Num contexto que exalta os valores ligados à eficiência, à produtividade, ao bem-estar e à felicidade, o sofrimento passa a ser visto como uma patologia que precisa ser corrigida. Assim, um processo de contínua expansão dos diagnósticos vem trazendo para o campo da psicopatologia comportamentos, emoções e estados subjetivos anteriormente experimentados e concebidos como parte da condição humana, de modo que cada vez mais pessoas se tornam potencialmente portadoras de algum transtorno.
Constatando esses fenômenos tanto na clínica quanto no campo da pesquisa, Mariama Furtado problematiza o assunto e mostra que, ao tentar suprimir o sofrimento da experiência da vida, a medicalização acaba destituindo o próprio sujeito daquilo que diz respeito à sua singularidade e da possibilidade de instituir formas autênticas e criativas de viver.
Livro finalista do Prêmio Jabuti 2025.
Esta obra faz uma leitura ética, política e antropológica da teoria de base da Gestalt-terapia. Aborda, ainda, as diferentes vulnerabilidades que ensejaram o desenvolvimento de estratégias de intervenção psicossocial conhecidas como clínicas gestálticas: neurose, perversão, banalidade, psicose e sofrimento.