ISBN: 9788584550203

Feminismos negros e mulherismo africana

Organizador(es): Ayni Estevão de Araujo

Autor(es): Ana Cristina Conceição Santos, Ayni Estevão de Araujo, Carmem Lúcia dos Santos, Elisângela de Jesus Santos, Flávia Alessandra de Souza, Giselle dos Anjos Santos, Joanice Santos Conceição, Kaká Portilho, Maria Aparecida Silva, Rosicler Lemos da Silva, Zurema Domingos Mutange

Este livro reúne 11 intelectuais negras que mapeiam as encruzilhadas entre raça, gênero e resistência. Partindo de territórios distintos — Brasil, América Latina e África —, as autoras constroem um diálogo plural sobre existências, agências políticas e saberes coletivos de mulheres negras. Longe de propor um caminho teórico único, os capítulos extrapolam o feminismo negro hegemônico e trazem o mulherismo africana para o centro do debate. Mais que uma coletânea, o livro é um território de encontros onde memórias, ancestralidade, espiritualidade e luta se entrelaçam. Leitura essencial e inspiradora para quem deseja compreender as complexidades políticas, culturais e intelectuais das mulheres negras, ontem e hoje.

 

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ISBN: 9788584550203

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Coleção: África presente! Negritude e luta antirracista

Editora: Selo Negro Edições

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Detalhes do Livro

ISBN 9788584550203
SKU: 42020
Edição 1
Ano 2026
Nº de Páginas 200
Formato 1,05 × 17 × 24 cm

Ayni Estevão de Araujo

Doutora em Ciências Sociais (Unesp/Araraquara), é mestra em Antropologia Social (UFSCar), graduada em Letras Português/Francês e pesquisadora do Centro de Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra (Cladin), do Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão (Nupe), da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Araraquara) e da Rede Temática “Educaxé: cultura negra na extensão e na intenção”, da mesma instituição. Desenvolve pesquisas sobre movimentos culturais e políticos de mulheres negras, afrocentricidade e educação. Atua como professora da rede municipal de São Paulo. É mediadora de leitura e formadora de docentes e gestoras, com o viés da educação para as relações étnico-raciais e de gênero.

Ana Cristina Conceição Santos


Mulher, preta, lésbica, graduada em Pedagogia, com mestrado e doutorado em Educação. Atualmente, é professora associada na Universidade Federal de Alagoas (Ufal, campus do Sertão). Nessa instituição, exerceu a coordenação do curso de Pedagogia de 2017 a 2019, além de ter coordenado o Observatório da Diversidade Étnico‑Racial, Gênero e Sexualidades. Coordena o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência para o curso de Pedagogia (Pibid Pedagogia/MEC‑Capes). É professora pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Diversidade e Educação do Sertão Alagoano (Nudes). Tem experiência na área de educação, com ênfase em gestão democrática e ensino‑aprendizagem, tendo como principais temas de atuação a formação de professores, relações raciais, relações de gênero, sexualidades e movimentos de mulheres negras.

Ayni Estevão de Araujo


Doutora em Ciências Sociais (Unesp/Araraquara), é mestra em Antropologia Social (UFSCar), graduada em Letras Português/Francês e pesquisadora do Centro de Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra (Cladin), do Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão (Nupe), da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Araraquara) e da Rede Temática “Educaxé: cultura negra na extensão e na intenção”, da mesma instituição. Desenvolve pesquisas sobre movimentos culturais e políticos de mulheres negras, afrocentricidade e educação. Atua como professora da rede municipal de São Paulo. É mediadora de leitura e formadora de docentes e gestoras, com o viés da educação para as relações étnico-raciais e de gênero.

Carmem Lúcia dos Santos


Mestra em Educação do Campo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), é especialista em Psicopedagogia e em Gestão em Educação Ambiental pela Faculdade de Ciências Educacionais (Facea) e graduada em Geografia pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Atua como professora no Colégio Estadual de Tempo Integral Antônio Felipe Evangelista Neto, em Mutuípe, Bahia. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Cultura, Gênero, Sexualidades, Raça, Classe, Performances, Religião e Educação — Azania. Tem interesse nas áreas de educação do campo, relações étnico‑raciais e identidade.

Elisângela de Jesus Santos


Antropóloga, é doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Araraquara) e tem pós‑doutorado em Serviço Social pela Unesp (Franca) e em Estudos Sociais pelo Centro de Estudos Sociais de Coimbra (CES). Coordena o Trilhas: Núcleo de Estudos e Pesquisas Etnográficas da Unesp Araraquara. Pesquisadora do trabalho de cuidado feminino e materno. Estuda culturas amefricanas e corporalidades negras do prisma do pensamento social brasileiro, das relações étnico‑raciais, da antropologia brasileira e das populações afro‑brasileiras e do feminismo negro interseccional. É professora permanente do Programa de Pós‑Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp nas linhas “Cultura, Democracia e Pensamento Social” e “Diversidade, Identidades e Direitos”. Membra do Nupe/Cladin/Lead. É mãe da Laura e do Ravi.

Flávia Alessandra de Souza


Tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e doutorado em Sociologia pela mesma instituição, com estágio doutoral na Universidade de Pittsburgh (Estados Unidos). Trabalhou como conferencista convidada na City University of New York, no John Jay College of Criminal Justice e no Department of Latin American and Latina/o Studies (Estados Unidos). É professora de Sociologia lotada no Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Membro da Associação Internacional de Sociologia, tem experiência interdisciplinar em relações raciais, movimento negro e poder local no interior paulista, América Afro‑Latina, mulheres negras, saúde da população negra e expressões de África (Kliptown‑Soweto, África do Sul) e diáspora africana.

Giselle dos Anjos Santos


Historiadora e ativista, atua como pesquisadora no Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert). Tem bacharelado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC‑SP), mestrado em Estudos de Gênero e Teoria Feminista pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Ao longo dos anos, vem pesquisando a interseccionalidade de gênero e raça na América Latina. Além disso, é autora de Somos todas rainhas (2012), sobre a história das mulheres negras no Brasil, e coautora de Mujeres afrodescendientes en América Latina y el Caribe — Deudas de igualdad (2018), organizado e publicado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal‑ONU) no Chile e no Brasil.

Joanice Santos Conceição


Professora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro‑Brasileira (Unilab‑CE) nos colegiados de Antropologia e no bacharelado em Humanidades, é doutora e mestre em Ciências Sociais/Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC‑SP) e graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). É coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Cultura, Gênero, Sexualidades, Raça, Classe, Performances, Religião e Educação — Azania e membro da Comissão Permanente de Verificação de Autodeclaração de Pretos e Pardos e da Comissão Recursal de Heteroidentificação. Autora de Irmandade da Boa Morte e culto de Babá Egum — Masculinidades, feminilidades performances negras (Paco, 2017) e Lágrimas de Yemanjá (Malê, 2023); organizou o livro Masculinidades e feminilidades como estratégias de poder (Multifoco, 2012). Dedica‑se à escrita de artigos relativos a antropologia das populações afro‑brasileiras, gênero, masculinidades, teoria queer, religião, educação, racismo e educação, relações raciais e literatura infantojuvenil. Atualmente, desenvolve o projeto Masculinidades Negras, Mercado de Trabalho, Violência e Educação, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Kaká Portilho


Pesquisadora, é doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutoranda em História Política pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), mestra em Relações Étnico‑Raciais e estudante de Medicina. Fundadora e coordenadora do Instituto Hoju, atua há mais de duas décadas em projetos de formação, arte, saúde comunitária e educação antirracista. Viveu e pesquisou na Nigéria e na África do Sul, e percorre o Brasil investigando afroindigenismo, gênero e neurodiversidade, com ênfase em espiritualidades africanas e originárias, cuidado psicossocial e cosmopolíticas do corpo. Entre o terreiro, a universidade e as favelas, propõe o conceito de Afropindoramalhidade Cosmoútero, unindo ciência, oralidade e ancestralidade na defesa dos direitos de crianças, juventudes e mulheres negras.

Maria Aparecida Silva


É mulher negra do axé. Sua autoestima foi construída com apoio da família, dos movimentos negros e da educação. Na década de 1980, participou do Grupo Gana e organizou o Festival Comunitário Negro Zumbi. Essas experiências reforçaram a importância da coletividade e dos movimentos sociais negros. A família, as conquistas e os estudos foram essenciais na sua formação. É graduada em Ciências Sociais, mestra em Sociologia, doutora em Educação e pós‑doutora. Hoje, é professora na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Pesquisa mulheres negras, relações étnico‑raciais e de gênero. Participa de grupos acadêmicos que promovem diversidade. Essas vivências e experiências, ao lado de pessoas que ensinam estratégias de resistência e superação, foram fundamentais na sua trajetória, pela qual é profundamente grata.

Rosicler Lemos da Silva


Professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (campus Franca). Graduada e doutora (doutorado direto) em Serviço Social. Coordena o Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão Universitária da Unesp Franca e o grupo de trabalho Luana Barbosa. É coordenadora de graduação da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (Abepss Sul II). Pesquisa relações étnico‑raciais, trabalho profissional da(e/o) assistente social e políticas de assistência social.

Zurema Domingos Mutange


Assistente social. Mestra e doutoranda em Serviço Social pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (campus Franca). Pesquisa envelhecimento humano, trabalho, políticas sociais, relações de gênero, raça/etnia e serviço social em Angola.

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