MORRE JEAN CLARK JULIANO

jean-clark-julianoLamentamos informar que faleceu neste domingo, 11 de setembro, aos 74 anos, vitima de complicações decorrentes de um AVC, sofrido há alguns meses, Jean Clark Juliano. Considerada uma das pioneiras da Gestalt Terapia no Brasil, ela é autora dos livros A vida, o tempo, a psicoterapia (2010) e A arte de restaurar histórias (1999), ambos da Summus Editorial. 

Formada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Jean era supervisora em psicologia clínica e em psicologia educacional. Também foi uma das fundadoras do grupo de Gestalt do Brasil, criado há mais de quarenta anos.

Ela deu aulas em diversas instituições de ensino, manteve grupos de estudos em várias cidades brasileiras e foi professora do curso de especialização em Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae.

Também foi cofundadora do Centro de Estudos de Gestalt de São Paulo, além de membro do corpo editorial da Revista de Gestalt e uma das fundadoras da International Gestalt Therapy Association. Era palestrante em eventos nacionais e internacionais na área de Gestalt.

Desde a década de 1970 atendia adolescentes e adultos em seu consultório particular na cidade de São Paulo.

GIKOVATE FAZ PALESTRA E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS NO LANÇAMENTO DO LIVRO “PARA SER FELIZ NO AMOR”

MG Editores e a Livraria Cultura do Conjunto Nacional (São Paulo) promovem no dia 13 de setembroterça-feira, o lançamento do livro Para ser feliz no amor, de Flávio Gikovate. Das 18 ás 19 horas, haverá palestra com o psicoterapeuta no Teatro Eva Herz. A sessão de autógrafos acontecerá em seguida, em frente ao teatro, no piso superior da livraria, que fica na Avenida Paulista, 2073, São Paulo.

Serão distribuídas senhas uma hora antes do evento, em frente ao teatro.

Saiba mais sobre o livro lançado em http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1449/Para+ser+feliz+no+amor+

Para ser feliz no amor

PARA EDUCADOR PORTUGUÊS, ‘NÃO SE APRENDE NADA NUMA AULA’

Idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, José Pacheco influenciou professores do mundo todo com a proposta educacional implantada no colégio a partir de 1976. 

Os colégios dos quais participa ou que aconselha não têm aulas, séries nem provas. As crianças escolhem projetos –fazer um robô, por exemplo– e aprendem os conteúdos curriculares a partir deles. No Brasil, onde Pacheco vive hoje, dezenas de escolas seguem seus princípios.

Na semana passada, ele foi a Brumadinho (MG) participar do seminário internacional de educação Experiências em Trânsito, promovido pelo Instituto Inhotim. Falou sobre sua resistência ao modelo tradicional de escola, que não consegue ensinar a todos, e contou suas experiências práticas.

Atualmente, integra o conselho consultivo do Projeto Âncora, escola pública de Cotia (SP), que segue os princípios da Ponte. O colégio português, que completou 40 anos na última quinta-feira (1º), obteve “muito bom” na mais recente avaliação externa oficial de Portugal. Esta é a segunda melhor nota da escala, que vai de “insuficiente” a “excelente”.

Leia a entrevista a seguir.

Folha – Por que o senhor diz que dar aula no século 21 é um “escândalo”?
José Pacheco –
Porque não se aprende nada numa aula. Não se prova nada em uma prova. Por que há aula? Por que são 50 minutos? Por que há turma? Por que há série? Ninguém sabe responder isso, e essa escola que está aí, igual à do século 19, produz ignorância e infelicidade.

Na Constituição, está escrito e consagrado o direito à educação. Na LDB, está escrito que é um direito de todos os brasileiros. As escolas dão esse direito? Não. Produz muitos milhões de analfabetos, muita ignorância, muita defasagem. Se a política educacional não garante o direito à educação, podem continuar com as mesmas práticas? Não. Estou a falar de ética. De direito. Se o modo como o professor trabalha não consegue ensinar tudo a todos, tem o direito de continuar desse modo?

Sem aulas e, portanto, sem uma ordem de conteúdos a seguir, como as escolas podem garantir os objetivos curriculares mínimos?
Nas nossas escolas não há objetivos mínimos. São objetivos máximos, que é toda a grade. Todas as crianças, jovens e adultos aprendem tudo que está na grade, ao contrário de outras escolas. Só que não tem um planejamento por ano, idade, série, ciclo porque isso não tem fundamento nenhum.

E quando nenhum projeto desenvolvido pelos alunos demanda, por exemplo, que aprendam a raiz quadrada. O professor tem que sugerir?
Sim, o currículo tem que ser cumprido. Mas aparecem as necessidades. Agora, quando eu digo que numa aula não se aprende nada, há professores que se levantam indignados e dizem que aprenderam tudo na aula. E eu pergunto: quem sabe fazer raiz quadrada? Ninguém sabe, e tiveram aula. Tiveram prova e não provaram nada.

Se eu perguntar qual é a forma para calcular o volume da esfera, é a mesma coisa. Nada se aprende numa aula, e isso é um tabu. É preciso que alguém diga aquilo que todo mundo já sabe.

O que acha da proposta para a Base Nacional Comum Curricular que está em discussão?
Quando a equipe que propõe a base nacional estabelece conteúdos por ano, com anos iniciais e anos finais, significa que vamos ter uma escola com anos iniciais e anos finais. Ou seja, uma escola cartesiana do século 19. Não é assunto sério. Educação é uma só. Por que se subdivide, onde está a fundamentação científica e pedagógica? Será que um médico trabalha com os recursos e as fundações teóricas do século 19? Não. O professor trabalha.

Como vê o uso de tecnologia na escola?
As novas tecnologias são incontornáveis. Nós autorizamos ao limite. Nas escolas onde eu trabalho, nós construímos plataformas digitais de aprendizagem. A criança trabalha também com o celular, o iPhone, laptop, tudo. Desde que haja acesso à informação no domínio virtual, vamos lá. Nós utilizamos tudo quanto é nova tecnologia, porém não damos um laptop para cada aluno.

Por quê?
Porque vamos criar monstrinhos de tela de computador, que não veem nada do lado, que estão a pastar conteúdo na internet sem saber o que estão a fazer. Nunca tantos instrumentos de comunicação nós tivemos e nunca tanta solidão existiu neste mundo.

Vi numa escola em Nova York cada aluno no seu laptop, e um professor lá na frente com a intranet. Ele vigiava tudo o que os alunos estavam a ver. Era um único conteúdo. Havia divisória entre cada criança. Não podiam ver o que o outro estava falando. As pessoas não percebem que estão a reforçar o individualismo, a condenar os outros à solidão?

Como é nas escolas onde o sr. trabalha?
As crianças têm acesso a tudo para procurar respostas às perguntas contidas nos roteiros de estudo que construímos com ela para concluir um projeto. Elas pegam o laptop e vão procurar.

Nós ensinamos a selecionar, analisar, criticar, comparar, avaliar, sintetizar, comunicar informação —processos de pensamento complexos que o professor mediador deve ensinar. E elas sabem analisar, criticar, comparar e vão produzir conhecimento. Não fazem cópia. E depois vão testar a recolha de dados junto com um professor. E aí acontece a passagem da informação para o conhecimento.

Porque colocar uma criança em contato com o laptop e a informação não conduz ao conhecimento. Ela vai copiar. E, depois, o conhecimento não é suficiente. Tem que pegar esse conhecimento e colocar numa ação. É assim que as crianças desenvolvem competências.
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Matéria de Angela Pinho, publicada originalmente no jornal Folha de S. Paulo, em 06/09/2016. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/09/1810551-para-educador-portugues-modelo-escolar-do-sec-19-produz-ignorancia.shtml

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça “De volta ao quintal mágico”, livro sobre a Te-Arte, escola que aplica a metodologia proposta por José Pacheco:
20017DE VOLTA AO QUINTAL MÁGICO
A educação infantil na Te-Arte
Autora: Dulcilia Schroeder Buitoni
Prefácio de José Pacheco
EDITORA ÁGORA

A conhecida escola da Tê, da educadora Thereza Soares Pagani, é o tema desta obra na visão de uma jornalista, mãe de ex-alunos. Este livro apresenta a metodologia da escola e o seu dia a dia. Mostra também a mudança para sede própria e a chegada de uma nova geração de cuidadores que atuam, cada um a seu modo, sob o olhar vigilante e as diretrizes de Therezita.

‘DROGA EXPERIMENTAL MOSTRA AÇÃO ‘IMPRESSIONANTE’ CONTRA ALZHEIMER’

Uma droga experimental removeu o acúmulo de proteínas no cérebro de pessoas com mal de Alzheimer em estágio leve e retardou seu declínio mental, segundo um estudo publicado na revista científica “Nature” nesta quarta (31).

Os resultados aumentaram as esperanças de que um tratamento para a doença, que afeta a memória e a independência, esteja finalmente ao alcance da medicina. Especialistas pediram, porém, cautela com a interpretação das conclusões do estudo.

A droga, aducanumab, é apenas o último anticorpo a mostrar resultados promissores em ensaios clínicos iniciais, de Fase 1, disseram. Anteriormente, outras substâncias aprovadas na primeira fase acabaram decepcionando nos testes decisivos sobre sua eficácia, na Fase 3.

“Embora o resultado seja potencialmente animador, é importante moderar as expectativas com cautela considerável”, disse Robert Howard, professor de psiquiatria na Universidade College London.

“Seria prematuro concluir que isto provavelmente representará um tratamento efetivo para a doença de Alzheimer”, acrescentou.

Pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça testaram a aducanumab, desenvolvida pela empresa de biotecnologia Biogen, em 165 pessoas com Alzheimer em fase inicial durante um ano.

Alguns pacientes receberam injeções mensais do anticorpo, e outros tomaram um placebo.

Nos cérebros dos pacientes que receberam a droga, houve uma “eliminação quase completa” das chamadas placas amiloides, disseram os pesquisadores.

Amiloides são proteínas aderentes que se agrupam em depósitos no cérebro, bloqueando os neurônios – um dos mecanismos suspeitos de causar o mal de Alzheimer.

“O efeito do anticorpo é muito impressionante”, disse Roger Nitsch, professor no Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Zurique e coautor do estudo.

AGORA É A HORA

Após um ano de tratamento, “praticamente nenhuma placa beta-amiloide pôde ser detectada nos pacientes que receberam a dose mais alta”, afirma um comunicado da universidade.

E embora o ensaio não tenha sido concebido para testar a eficácia da droga, a equipe observou um aparecimento mais lento dos sintomas em pacientes tratados.

Tal observação apoia a hipótese de que as placas amiloides são de fato o que causa o Alzheimer, disseram os pesquisadores, mas testes mais aprofundados são necessários para provar isso definitivamente.

“De fato, a confirmação de que o tratamento anti-AB (beta-amiloide) retarda o declínio cognitivo seria um divisor de águas para a maneira como nós entendemos, tratamos e prevenimos a doença de Alzheimer”, comentou Eric Reiman, diretor-executivo do Instituto Banner Alzheimer, em Phoenix, Arizona.

“Agora é a hora de descobrir”, acrescentou.

A droga provocou, porém, efeitos colaterais, incluindo acúmulo de líquido no cérebro e dores de cabeça.

O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência, condição que afeta quase 50 milhões de pessoas no mundo todo, com cerca de 7,7 milhões de novos casos diagnosticados por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A idade avançada é o principal fator de risco, e não há prevenção nem tratamento eficaz para os sintomas do Alzheimer, que incluem perda de memória, desorientação, ansiedade e comportamento agressivo.

Como o ator Gene Wilder, que faleceu na segunda-feira, as pessoas não morrem de Alzheimer em si, mas devido a complicações da doença, que podem incluir infecções e desnutrição.

No ano passado, a empresa farmacêutica americana Eli Lilly disse que a droga solanezumab, também um anticorpo, mostrou resultados promissores quando administrada a pessoas em estágios iniciais de Alzheimer.

Os cientistas aguardam com expectativa os resultados de testes mais aprofundados com ambas as drogas, que devem ser realizados nos próximos meses.
Da AFP, publicado na Folha de S. Paulo em 01/09/2016. Para acessar na íntegra:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/09/1809234-droga-experimental-mostra-acao-impressionante-contra-alzheimer.shtml

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Se você tem interesse pelo assunto tem que conhecer o livro recém-lançado pela MG Editores:

50121DOENÇA DE ALZHEIMER
O guia completo
Autores: Serge Gauthier Judes Poirier

Este livro, ricamente ilustrado, apresenta uma visão geral das últimas novidades médicas e científicas sobre os avanços recentes em pesquisa, as causas e os tratamentos da doença de Alzheimer, formas de prevenção que vêm sendo desenvolvidas e hábitos e estilos de vida que foram validados cientificamente e podem desacelerar ou impedir a progressão sintomática da doença.