FOLHA DE S.PAULO INDICA A LEITURA DA “ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA DA DIÁSPORA AFRICANA”

O caderno Ilustríssima, publicado pela Folha de S.Paulo neste domingo (17), deu destaque para a Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana, do compositor e escritor Nei Lopes. A obra, lançada pela Selo Negro Edições em 2004, está na quarta edição revista e ampliada. Leia a nota: http://goo.gl/rZsbV8

Sambista de sucesso, militante da causa afro-descendente e intelectual com senso prático, Nei Lopes há muito tempo percebeu a carência de uma bibliografia popular brasileira sobre assuntos africanos. Sem vinculação acadêmica, mas autor de vários livros, ele decidiu produzir uma obra de cunho enciclopédico que reunisse, em um único volume e em forma de dicionário, informações multidisciplinares sobre o universo das culturas africanas, afro-americanas e afro-brasileiras. A Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana traz nove mil verbetes, abordando assuntos dos mais diversos a partir do ponto de vista brasileiro — de biografias a vestuário; de fatos históricos e contemporâneos a acidentes geográficos, flora e fauna; de festas e divertimentos a profissões e atividades.

Iniciativa inédita e pioneira pelo conteúdo e pela metodologia de pesquisa, de forte compromisso com o registro fiel e exato das informações coletadas, a obra tem a alma de Nei Lopes. Sempre criativo em suas realizações, ele vem enriquecendo o panorama da cultura nacional com a sua singular capacidade de elaborar e interpretar a dimensão mais densa e profunda da africanidade no país.

Um dos grandes objetivos da obra, segundo o autor, é popularizar conhecimentos antes restritos a especialistas, num momento em que vivemos uma perspectiva mais afrocentrada. Nesse sentido, a obra vai muito além dos estereótipos frequentemente associados ao negro brasileiro — cuja participação na formação da cultura nacional é recorrentemente restrita às áreas do folclore, da música, da dança e da culinária.

Outro alvo importante é a auto-estima do negro. Para o autor, a obra sinaliza um passo decisivo na reflexão para construção de uma auto-estima positiva na emocionalidade do leitor afro-brasileiro. “São referências onde o leitor negro se localiza e se estrutura para construir a tão buscada e quase nunca atingida auto-estima”, diz. Nei Lopes lembra que nas publicações disponíveis, o negro parece só ter interesse etnográfico. “Nessas obras, raramente figuram heróis, sábios, grandes homens. Para essas publicações, em geral, o vocábulo ‘negro’ define, no Brasil, mais uma categoria social, já que os ‘grandes homens’, quando afro-descendentes, são apenas ‘nascidos em lar humilde’ e quase nunca efetivamente ‘negros’”.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Enciclop%C3%A9dia+Brasileira+da+Di%C3%A1spora+Africana

 

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