NOITE DE AUTÓGRAFOS DE “PSICODRAMA COM CASAIS” NA LIVRARIA DA VILA, SP

A Editora Ágora e a Livraria da Vila (Al. Lorena-São Paulo) promovem no dia 23 de agosto, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Psicodrama com casais. A organizadora da obra, Gisela Castanho, e os autores receberão amigos e convidados no piso térreo da livraria, que fica na Al. Lorena, 1.731, nos Jardins, em São Paulo.

Desde o começo do namoro, os casais formam um tecido relacional, que é a base do casamento. Esse tecido é feito de afetos, escolhas, reações e decisões. Cada relacionamento tem suas características, tecendo-se na convivência uma trama peculiar. O papel da terapia de casal é cuidar desse tecido, que às vezes fica esgarçado e quase se rompe. No livro Psicodrama com casais, lançamento da Editora Ágora, psicodramatistas compartilham suas experiências no atendimento de casais, indagando e refletindo sobre amor e conjugalidade. Organizada pela psicoterapeuta Gisela Castanho, a obra aborda temas como dificuldades sexuais, infidelidade, relações de poder, dinheiro, impasses e conflitos conjugais – todos sob a ótica moreniana e com base na prática clínica com casais em consultórios, instituições e comunidades.

Dividido em três partes, o livro tem 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas e vários exemplos de práticas clínicas. Questões como a difícil arte de viver a dois, a mulher ferida e a síndrome de Estocolmo, infidelidade e o dilema entre desejo e compromisso, terapia de casal e perda ambígua, a abordagem psicodramática das dificuldades sexuais e os problemas do vínculo conjugal na atualidade são apresentadas e avaliadas pelos especialistas.

Os casos apresentados pelos autores revelam que a terapia é solicitada em função de dificuldades consideradas insolúveis, pois os recursos do casal estão quase esgotados ao chegarem à sessão inicial. Cada um dos cônjuges pensa que a intervenção do terapeuta pode modificar a situação a seu favor e fica temeroso ao que lhe pareça desfavorável. As respostas do terapeuta são passíveis de ser deturpadas pela expectativa dos cônjuges. “Interessa a ambos influenciar o julgamento dele e, se puderem, tê-lo como aliado”, afirma Gisela.

Os exemplos ilustrados na obra mostram que a relação conjugal é um sistema que se auto-organiza e tem alto grau de estabilidade dinâmica. Dessa forma, sofre flutuações contínuas, múltiplas e interdependentes. “O casal saudável é um casal flexível”, diz a organizadora. Segundo ela, a terapia de casal busca desvelar a trama oculta das inter-relações pela qual os problemas se manifestam e bloqueiam a espontaneidade e a criatividade promotoras de saúde.

Para saber mais sobre a obra, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1443/Psicodrama+com+casais

Psicodrama com casais

 

‘E QUANDO AQUILO QUE FALAMOS AGRIDE O OUTRO’ – COM FLÁVIO GIKOVATE

Flavio-Gikovate falandoHá opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito cuidadosas e delicadas quando expressam seu ponto de vista, especialmente sobre temas polêmicos. Alguns as julgam falsas e hipócritas, pois escolhem as palavras com o intuito de agradar o interlocutor. Resultado: desconfia-se de sua sinceridade.

Outros, porém, pensam de forma diferente. Acham que são espíritos mais atentos, preocupados em não ser invasivos e grosseiros. Tomam cuidado, sim, porque não gostariam, em hipótese alguma, de magoar a pessoa com a qual estão conversando.

Pode parecer também que o tipo mais espontâneo e sincero é mais veemente na defesa de suas ideias, enquanto o mais delicado tem menos interesse em fazer prevalecer seu ponto de vista, ficando sempre “em cima do muro”.

Embora muitas vezes tais considerações sejam verdadeiras, penso que não é tão simples fazer a avaliação da conduta mais adequada. Esse assunto não só envolve questões morais, mas diz respeito à eficácia da comunicação entre as pessoas.

Sob o aspecto moral, a preocupação com o outro se impõe sempre. Ser honestos e sinceros não nos dá o direito de dizer tudo que pensamos. A franqueza pode ser prejudicial.

Por exemplo, se uma pessoa, ao encontrar um amigo de rosto abatido, falar: “Puxa, como você está pálido! Até parece doente”, estará sendo sincera, mas tremendamente insensível.

A verdade não subtrai o caráter agressivo da afirmação; pelo contrário o acentua. Na prática, acredito que uma boa forma de avaliar uma ação é pelo resultado. Se o efeito for destrutivo, a ação será nociva, independentemente da “boa intenção” daquele que a praticou.

A tese de que devemos falar tudo o que pensamos é ainda mais indefensável quando o objetivo é facilitar o entendimento e a comunicação. Indiscutivelmente o ser humano é vaidoso e, se sentir-se ofendido por alguma palavra ou atitude do outro, acabará desenvolvendo uma postura negativa em relação a essa pessoa.

Se alguém iniciar uma frase com expressões do tipo “Você não percebe nada”, “Qualquer idiota é capaz de compreender que…”, elas provocarão uma espécie de surdez imediata.
Não ouviremos o resto do argumento ou então o ouviremos com o intuito de encontrar bons raciocínios para derrubá-lo.

Quando nos expressamos, é preciso ter extremo cuidado com as palavras, pois elas atingem positiva ou negativamente o interlocutor. No processo de comunicação, a recepção é tão importante quanto a emissão dos sinais. Temos que nos lembrar disso se quisermos agir de modo construtivo para nós e para os demais.

O descaso pelo “receptor” indica desrespeito moral e agressividade (voluntária ou não). Há pessoas que só têm interesse em mostrar como são perspicazes e brilhantes. Querem ficar por cima. Querem ensinar e não aprender. Despertam raiva, não admiração, pois a arte de seduzir caminha exatamente na direção oposta.

Qual a pessoa que gosta de se aproximar de alguém cujo objetivo principal é a autopromoção constante? Quem atura discursos intermináveis baseados num narcisismo oco? Praticamente ninguém. O descaso pelo interlocutor é, a meu ver, fruto de um individualismo acirrado e oculta o desejo inconsciente de se dar mal na vida.

Artigo do psicoterapeuta Flávio Gikovate, publicado no Portal Raízes. Para acessá-lo na íntegra: http://www.portalraizes.com/quando-falar-e-agredir-flavio-gikovate/

Conheça os livros do autor publicados pela MG Editores em
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/fl%C3%A1vio+gikovate/all/0

MG EDITORES LANÇA “DOENÇA DE ALZHEIMER – O GUIA COMPLETO”

Renomados pelo conhecimento nessa área, os médicos Judes Poirier e
Serge Gauthier apresentam no livro uma visão geral dos últimos avanços médicos e científicos, as causas e os tratamentos do Alzheimer. Eles abordam também as formas de prevenção que vêm sendo desenvolvidas e os hábitos e estilos de vida que foram validados cientificamente e podem desacelerar ou impedir a progressão sintomática da doença.

50121Pesquisas recentes revelam que até 2030 o número de idosos no Brasil será maior do que o de crianças e adolescentes – e será comum passar dos 80 anos de idade. Se de um lado o aumento da longevidade representa uma vitória, de outro traz consequências. Em 2015, 44 milhões de pessoas em todo o mundo foram diagnosticadas com a doença de Alzheimer. No Brasil, estima-se que haja 1,2 milhão de pessoas com a doença, sendo dois terços delas mulheres. Por conta desse prognóstico, os médicos canadenses Judes Poirier e Serge Gauthier, um dos maiores especialistas no tema atualmente, se debruçaram em estudos científicos realizados nas últimas décadas para trazer informações multidisciplinares e atualizadas sobre esse mal, abordando aspectos fundamentais, como genética, fatores de risco, diagnóstico, progressão da doença, tratamentos e prevenção. O resultado está no livro Doença de Alzheimer – O guia completo, lançamento da MG Editores, uma obra ricamente ilustrada, escrita em linguagem didática, mas de maneira direta e rigorosa.

Na avaliação dos professores, o Alzheimer é muito mais do que uma enfermidade que afeta a memória. Desenvolve-se lentamente nas pessoas acima de 65 anos e atinge várias regiões do cérebro, onde estão situados a memória, o aprendizado, o discernimento, as emoções e até mesmo o movimento. “E o fato é que os primeiros filhos do baby boom, os adultos em idade avançada que nasceram após a Segunda Guerra Mundial, acabaram de completar 65 anos – idade em que a prevalência da doença de Alzheimer começa a crescer quase de forma exponencial”, complementam.

Dividida em nove capítulos, a obra oferece uma análise detalhada do estado atual do distúrbio, de sua progressão ao longo do tempo e dos esforços que vêm sendo feitos por várias equipes médicas para desacelerar seu avanço ou efetivamente controlar alguns de seus sintomas mais problemáticos. Segundo os autores, o objetivo é desmistificar a doença como um todo e responder às perguntas mais comuns feitas por pacientes ou seus familiares. Ao longo do livro, os autores abordam os últimos avanços médicos e científicos, as causas e os tratamentos da doença e as formas de prevenção que vêm sendo desenvolvidas, além de hábitos e estilos de vida, validados cientificamente, que podem desacelerar ou impedir sua progressão sintomática. Segundo eles, entre os muitos fatores discutidos estão a dieta e a atividade física, duas escolhas pessoais que não requerem receita nem consulta médica.

“Entendemos a doença muito melhor do que há cinco anos. Passamos da fase em que diagnosticar a doença era difícil, avançando para a etapa de desenvolver estratégias de prevenção sofisticadas”, avaliam os especialistas, destacando que é justamente essa nova compreensão das causas e dos tratamentos que querem compartilhar com os leitores de maneira menos técnica e mais acessível.

Os autores 

Serge Gauthier é professor titular de Psiquiatria, Neurologia, Neurocirurgia e Medicina na Universidade McGill. Dirige a unidade de pesquisa em doença de Alzheimer no Centro de Estudos de Envelhecimento da mesma instituição. É internacionalmente reconhecido por sua profícua contribuição ao desenvolvimento de novas ferramentas diagnósticas e de tratamento para os pacientes com Alzheimer.  Judes Poirier é professor titular de Medicina e Psiquiatria na Universidade McGill. Dirige a unidade de neurologia biomolecular do Douglas Mental Health University Institute, em Montreal. Pioneiro na pesquisa biomédica sobre as causas e os tratamentos das doenças de Alzheimer e Parkinson e autor de inúmeros artigos e capítulos de livros, é conhecido internacionalmente por suas contribuições científicas nessas áreas. Também é especialista internacional na biologia do envelhecimento normal e de centenários.

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À venda nas melhores livrarias,
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‘O JOVEM NO BRASIL É LEVADO A SÉRIO?’

Desde o fim de 2015, vimos uma grande quantidade de notícias sobre as ocupações de escolas públicas por estudantes de vários estados brasileiros. As motivações desses alunos eram diversas, mas todas tinham uma pauta em comum: uma Educação de melhor qualidade! E eles pediam que ouvissem o que eles têm a reivindicar em relação à sua própria Educação. A mobilização desses secundaristas de norte a sul do país faz lembrar uma música do início dos anos 2000, mas que ainda parece ser muito atual: “o jovem no Brasil não é levado a sério”.

Essa é uma boa reflexão para esta semana, já que em 12 de agosto comemoramos o Dia Internacional da Juventude – instituído em 1999 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com a ideia de debater temas importantes para os jovens. Na mesma data, celebra-se também o Dia Nacional dos Direitos Humanos, e em 11 de agosto, o Dia do Estudante.

Essas três datas, tão pertinho umas das outras no calendário, reforçam a ideia de que não dá para falar de jovens sem mencionar a Educação de qualidade como um direito da nossa juventude. Mas… como saber de que forma melhorar a escola se os próprios jovens afirmam que não são ouvidos dentro e fora dela? Para sabermos qual seria a “agenda” deles, precisamos primeiro saber o que eles querem – suas necessidades, ideias, demandas, vontades e sonhos.

Várias pesquisas dão algumas pistas sobre os anseios desses estudantes. Por exemplo, o estudo “Projeto de vida”, realizado pela Fundação Lemman com apoio técnico do Todos Pela Educação, divulgado em 2015 (saiba mais aqui), ouviu jovens egressos do Ensino Médio, especialistas em Educação, professores universitários, empregadores e organizações da sociedade civil com o objetivo de saber se o que os estudantes aprendem na escola ajuda a prepará-los para os desafios da vida adulta. A resposta foi um grande “não”, e mostrou uma disparidade entre as duas coisas.

A pesquisa mostrou ainda que, se por um lado os jovens se sentem mal preparados para lidar com as imposições da faculdade, do trabalho e da vida cotidiana, por outro os professores e empregadores sentem falta de competências básicas nos alunos dessa faixa etária, entre as quais:

  • dificuldade para interpretar e escrever textos, como e-mails de trabalho, por exemplo;
  • problemas para se expressar e defender argumentos oralmente;
  • dúvidas ao encadear ideias numa linha de raciocínio;
  • falta de domínio de conceitos básicos de matemática, como fazer contas simples e ler gráficos;
  • falta de conhecimento para lidar com problemas financeiros.

Para os especialistas que conduziram o estudo, é essencial compreender esses resultados para que possamos, enfim, construir um currículo que faça sentido na vida da nossa juventude. A discussão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em debate nos estados brasileiros, é uma grande oportunidade para que a voz desses jovens seja ouvida e respeitada. Ela é o documento que servirá como pilar para a construção do currículo de cada rede de ensino do país.

O engajamento do jovem em sua própria Educação é algo extremamente positivo para a vida dele, para a sua família e, claro, para o Brasil. É preciso que ele seja ouvido e levado mais a sério, dentro e fora das escolas, para que possamos ter cada vez mais motivos de comemorar o Dia Internacional da Juventude, o Dia do Estudante e o Dia dos Direitos Humanos.

Texto de Priscila Cruz, fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, publicado originbalmente no UOL Educação em 10/08/2016. Para acessá-lo:
http://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2016/08/10/o-jovem-no-brasil-e-levado-a-serio.htm 

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Neste 12 de agosto, Dia Internacional da Juventude, conheça o livro:

10535O QUE O JOVEM QUER DA VIDA?
Como pais e professores podem orientar e motivar os adolescentes
Autor: William Damon
SUMMUS EDITORIAL

Por que muitos jovens, atualmente, não conseguem encontrar um objetivo de vida, ao passo que uns poucos sabem direitinho o que querem? Baseado em entrevistas e pesquisas, o autor oferece métodos simples para encorajar os jovens e orientá-los para uma vida produtiva e plena em todos os sentidos.

 

“TRANSTORNO DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES”, PELO PRÓPRIO AUTOR

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. ”Transtornos de ansiedade, estresse e depressões”, recém lançado pela MG Editores, objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas. 

Confira no vídeo abaixo o que diz o autor da obra, o psiquiatra Breno Serson.

Saiba mais sobre o livro em:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1442/9788572551199

‘SIM, VOVÓ TAMBÉM SE INTERESSA POR SEXO’

Falar sobre o tema pode ser tabu tanto para pessoas mais velhas, quanto para suas famílias e até profissionais de saúde; em busca de informação, idosos recorrem cada vez mais à internet

Para muita gente, pensar que nossos pais, avós (ou até bisavós) sentem desejo, se masturba e mantém vida sexual ativa (ou pelo menos gostariam de fazê-lo) causa certo incômodo. A verdade é que, apesar das transformações culturais, a vida sexual de pessoas idosas foi um tabu – tanto para elas mesmas quanto para os jovens com quem convivem e até para alguns profissionais da saúde. Apesar disso, estudos sugerem que um número crescente de pessoas com mais de 70 anos continua a ter vida sexualmente ativa, o que colabora com a manutenção da saúde física e mental. Embora boa parte hesite em discutir questões íntimas com o médico, uma nova pesquisa indica que muitos têm lançado mão de comunidades online para ter entre si as respostas e o apoio de que necessitam.

A atividade sexual entre adultos com mais idade é comum – mais da metade dos homens e um terço das mulheres na casa dos 70 anos, casados ou não, relataram fazer sexo pelo menos duas vezes por mês em um estudo de 2015 publicado na Archives of Sexual Behavior. Mas isso pode ser complicado. Problemas médicos que costumam surgir com a idade, como diabetes e doenças cardíacas, muitas vezes afetam o desejo sexual e o desempenho. Não raro, viúvos que começam a namorar novamente não sabem como se proteger de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ou mesmo abordar alguém por quem têm interesse. Para piorar, crenças e estereótipos relacionados com a idade – como a ideia de que o corpo é “feio” ou a pessoa está “muito velha para o sexo” – costumam dificultar que os interessados cheguem até as respostas.

Uma revisão de 2011 da literatura científica mostra que, além de os idosos raramente conversarem sobre sexo com os médicos, muitos desses profissionais se mostram hesitantes em apresentar o tema. “Os resultados, a literatura científica e a mídia atual mostram que boa parte dos prestadores de cuidados de saúde, das equipes de casas de repouso e das clínicas especializadas que atendem essa população costumam ignorar o desejo, a necessidade e os direitos sexuais de seus clientes e moradores”, afirma a cientista social Liza Berdychevsky, da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign.

À luz dessa preocupante tendência, ela e sua colega Galit Nimrod, pesquisadora da área de comunicação, da Universidade Ben-Gurion, Negev, Israel, decidiram investigar se idosos conseguiam encontrar apoio sobre temas sexuais em fóruns online. Depois de analisar aproximadamente 700 mil mensagens postadas no espaço de um ano em diversas comunidades da rede, de vários países, elas encontraram cerca de 2.500 posts dedicados a discussões de questões relacionadas com a sexualidade. Menos de 0,4% do total de mensagens. Apesar disso, alguns desses tópicos eram muito populares, com milhares de visualizações, o que sugere que, embora não participassem dos debates, muitos membros da comunidade virtual acompanhavam as pautas.

Os pesquisadores também identificaram evidências que sugerem que esses lugares ajudavam a responder a perguntas dos usuários, deixando-os mais confortáveis so-bre o amadurecimento da sexualidade, segundo um artigo publicado em junho no Journal of Leisure Research. “As comunidades virtuais oferecem aos participantes a garantia de que não estão sozinhos e de que tudo o que experimentam é enfrentado por muitos outros em sua faixa etária”, diz Liza.

Além disso, os fóruns online oferecem “um canal para compartilhar dificuldades, ganhar conhecimento em primeira mão e trocar conselhos”. Ela e outros pesquisadores enfatizam a importância de melhorar a comunicação face a face sobre sexo, principalmente em ambientes de cuidados de saúde. “Felizmente, enquanto isso não acontece, à medida que mais idosos em todo o mundo ganham acesso à internet, sua vida sexual tende a melhorar, assim como seu bem-estar geral” afirma a cientista social. (Por Melinda Wenner Moyer, jornalista especializada em divulgação científica)

Matéria publicada originalmente na edição de julho da revista Mente e Cérebro e reproduzida no site Viver Mente e Cérebro. Para acessá-la na íntegra: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/sim_vovo_tambem_se_interessa_por_sexo.html

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

Sexo_e_amor_na_terceira_idadeSEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. Butler, Myrna I. Lewis
SUMMUS EDITORIAL 

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

‘OS ERROS DOS PAIS NA MONTAGEM DA LANCHEIRA IDEAL’

Uma lancheira saudável deve ser uma extensão de uma alimentação saudável do dia a dia da criança.

Diante de gerações cada vez mais sedentárias e gordinhas, a tradicional lancheira precisa ser vista com muito carinho pelos pais. O desenvolvimento da criança depende de uma alimentação saudável durante o horário escolar. Portanto, a pergunta que sempre vem à mente: “qual o lanche ideal para o meu filho levar ao colégio?”.

Antes da resposta pai e mãe devem fazer uma rápida auto-análise.

Vamos ser mais diretos. Pais, não adianta idealizar uma refeição rica em proteínas e nutrientes se em casa seu filho tem sempre à frente alimentos gordurosos e industrializados. Pergunta: você participa e oferece alimentações saudáveis ao pequeno?

Um grande erro dos pais é querer que seu filho coma a maçã no recreio sendo que o pequeno raramente come a fruta em casa. E pior: às vezes os pais odeiam frutas, enchem a geladeira de refrigerante e de doces, mas põem na lancheira do filho apenas alimentos saudáveis “porque é bom”.

Criança não é boba. Ela sabe que tem refrigerante na geladeira, mas não na lancheira. O estímulo a refeições boas se faz dentro do convívio familiar.

“Mais indicado que montar um cardápio rico em proteínas e nutrientes para a lancheira é usá-lo em casa também”, destaca o nutrólogo do Hospital São Luiz, Celso Cukier.

Outro alerta. A pressa do dia a dia faz com que pais não se dediquem a caprichar na lancheira do filho. Na correria, a mãe coloca um pão branco com salsicha, um suco industrializado na lancheira e uma bolachinha doce. Saiba que alguns minutos direcionados à lancheira trarão grandes resultados no futuro.

“É o que falo da relação custo-benefício. Sabemos que os pais têm compromissos e nem sempre têm tempo para uma lancheira saudável. Eles passam no supermercado e vão pegando os produtos com maior praticidade na mesa, mas nem sempre ideais. Mas lá na frente o filho pode desenvolver problemas devido à má alimentação”, alerta a nutricionista Lucilene Andrade.

A lancheira ideal deve conter basicamente iogurtes, sucos, frutas, bolacha de água e sal. Eventualmente, bolachas recheadas e outros produtos industrializados podem até estar dentro.

Não há problema de um doce colocado uma vez por semana, até porque uma bolacha doce pode ajudar a criança a beber o suco e comer a fruta. Mas lembrando que produtos industrializados concentram grandes quantidades de gordura e sal, algo desaconselhado para o desenvolvimento da criança.

Troque alguns alimentos da lancheira

Pão branco por Massa integral (que possui fibras e mais vitaminas).
Refrigerante por suco natural
Bolacha doce por salada de frutas
Queijo amarelo por queijo branco
Frutas de fácil digestão: Pera, mamão, banana e mexerica (tangerina)

Dica: vá acostumando seu filho a comer frutas em casa. Comece com apenas um pedaço pequeno e vá aumentando o tamanho da fruta cortada ao longo do tempo. Utilize-as em papinhas e sucos naturais. Isso faz com que a criança não veja a fruta como algo “estranho” na lancheira.

Exclua da lancheira

Refrigerantes
Sucos industrializados (eles podem conter muito açúcar, prefira um suco natural preparado em casa ou na escola)
Salsicha
Pão branco
Alimentos gordurosos, tais como batata fritas, balinhas e salgadinhos (gordura favorece a diabetes)
Macarrão instantâneo (alta concentração de sal)

Uma lancheira ideal deve conter:

Pão com massa integral (que possui fibras e vitaminas)
Queijo branco (cálcio e proteínas) (atenção à conservação pois é perecível)
Iogurte, “iogurte” do tipo pettit suisse, e derivados (proteínas) (atenção à conservação pois é perecível)
Frutas (rico em vitaminas, minerais e fibras)
Suco natural (hidrata e é rico em nutrientes) (atenção à conservação pois é perecível)

ATENÇÃO À CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS

Sucos naturais preparados em casa são perecíveis, portanto quando for levar qualquer suco de frutas na lancheira, vale uma dica. Coloque o suco no freezer algum tempo antes da criança seguir ao colégio. Deixe quase congelado. Acondicione-o em garrafa térmica. Assim é possível beber horas depois sem aquele gosto de suco velho. Os nutrientes são mantidos mesmo que o suco seja consumido no recreio.

Lembrete: uma lancheira térmica é muito importante para que a bebida mantenha temperatura interessante. Se for somado o tempo da preparação do lanche ao horário do recreio, estaremos falando em um intervalo de não mais de 3 horas, tempo em que uma boa lancheira térmica é capaz de manter a refrigeração.

Os lanches devem ser embalados com papel alumínio. O ideal, repetindo, é que seja uma lancheira térmica. Queijos e frios, por exemplo, necessitam de bons cuidados com a refrigeração (como uma embalagem bem feita) e devem ser consumidos em até 3 horas.

Antes de ser colocado na lancheira, o lanche deve estar na geladeira ou ser feito na hora. Caixas plásticas pequenas são vendidas no formato para lanches. É uma boa sugestão.

Relembrando. A combinação de bom planejamento no preparo do lanche, alimentos saudáveis e horários regulares de refeição no recreio faz com que seu filho tenha uma alimentação importante para seu desenvolvimento. E nada de refrigerantes e salgadinhos da cantina!

Quanto a combinações de sucos, qualquer um é interessante, desde que siga todas instruções de refrigeração e armazenamento.

Alguns alimentos, apesar de saudáveis, não toleram ficar fora de refrigeração, portanto não utilize-os a não ser que a escola ofereça geladeiras para armazená-los até a hora do lanche. Prefira apenas frutas e alimentos secos como o pão integral ou a bolacha de água e sal.

Importante! Não deixe de higienizar a lancheira todos os dias na volta da escola.

Artigo publicado no Guia do Bebê, em 02/08/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://guiadobebe.uol.com.br/os-erros-dos-pais-na-montagem-da-lancheira-ideal/

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Quer mais sobre o assunto? Conheça o livro:

50079ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autora: Cláudia Lobo
MG EDITORES

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

‘A DOR DE QUEM CARREGA A LEMBRANÇA DO SUICÍDIO DE UM ENTE QUERIDO’

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida. Ainda assim, quase não se fala sobre o tema. “É um tabu. Tanto a sociedade quanto os sobreviventes do suicídio têm dificuldade em falar do assunto. Tirar a própria vida é um contrassenso em relação a tudo o que normalmente buscamos em nossa existência”, explica a psicóloga Valéria Tinoco, do Instituto Quatro Estações, especializado em luto, em São Paulo.

Quem enfrenta a perda costuma ter culpa, vergonha, fracasso e até raiva. “É importante que o enlutado entenda que o suicida estava adoecido emocionalmente e que procure encontrar um significado para o que aconteceu”, diz a especialista. Veja, a seguir, três depoimentos de pessoas que perderam entes queridos para o suicídio:

Kátia Maria de Fátima Arantes, 58, aposentada, Rio de Janeiro (RJ)

“Meu filho Daniel tinha 25 anos quando se matou, em casa, com um tiro, no dia 23 de agosto de 2001. Morávamos eu, meu marido (hoje ex), minha filha de 15 anos e minha avó de 88 anos. O Daniel era fruto de um casamento anterior, mas foi criado pelo meu segundo marido, pois o pai biológico dele sempre foi ausente. Éramos uma família feliz. Daniel, no entanto, já havia tentado o suicídio antes, ingerindo remédios. Apesar de ser deprimido desde a infância, estava passando por acompanhamento com uma psicóloga e uma psiquiatra. Além disso, era recém-formado em Psicologia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Isso nos dava uma falsa tranquilidade. Na hora em que meu marido ligou para avisar o que tinha acontecido, tive forças para tomar um calmante e consegui chegar em casa. Meu corpo ficou sem coordenação, como se eu tivesse tido um AVC. Do meu emocional, não sobrou nada. Nessa situação, você não encontra saída, pois a morte é a única coisa que não tem volta. Nos primeiros meses, às vezes, eu dava com a cabeça na parede de tanto desespero. Tive muito apoio dos meus irmãos, do meu cunhado, dos professores e dos colegas do curso de Direito que eu fazia. Eles não deixaram que eu trancasse a faculdade e me formei no final de 2001. Minha filha amadureceu dez anos em um com a perda e o trauma. Foi ela que encontrou o irmão após o acontecido. Hoje, depois de mais de 14 anos, tenho momentos de alegria, mas a angústia da falta nunca passou. Perder um filho é perder a continuidade da sua família, perder todos os descendentes que poderiam vir, é perder o futuro, os netos e os bisnetos. Acho que o tabu a respeito do suicídio começa quando se fala em doença mental. No entanto, são problemas que acontecem em quase todas as famílias.”

Júlio César de Moura Nunes, 25, motoboy, Extremoz (RN)

“Meu irmão Paulo Vitor se matou quando tinha 25 anos. Era casado e trabalhava como técnico em informática. Foi no dia 1º de julho de 2009. Sabíamos que ele tinha depressão, mas já havia sido tratado. Um dia, ele saiu de moto como se fosse trabalhar. No meio do caminho, ligou para minha mãe e meu pai chorando, avisando que ia pular da ponte Milton Navarro (atração turística de Natal, sobre o rio Potengi). Ligou também para a polícia, avisando onde deixaria a moto e o capacete. Soube pela minha cunhada, que era mulher dele na época. Fiquei desnorteado, sem saber o que fazer. Andava pela casa e ficava pensando nos meus pais. Acho que todo mundo se sentiu um pouco culpado. Por que deixamos ele sair? Ele era estudioso e trabalhador. Cursou Filosofia na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Vivia me dando conselhos: não beba demais, não use drogas, estude, tenha um trabalho. Hoje, não sou muito de falar sobre isso, pois é doloroso. Lembro dele e tenho muita saudade, pois ele cuidava de mim. Na virada do ano, minha mãe estava aqui em casa e, quando me abraçou para desejar feliz Ano-Novo, falou: ‘Tenho tanta saudade do seu irmão’. Disse para ela ter um pouco de paciência, pois, um dia, todos vamos nos encontrar de novo.”

Patricia Fanteza, 44, empresária, Rio de Janeiro (RJ)

“Perdi meu pai, Jorge, há 20 anos, quando ele tinha 52 e eu, 24. Ele foi até a casa da mãe dele, que havia falecido uns seis meses antes, ligou o gás do forno e fechou a cozinha. Ele era uma pessoa amorosa, presente, benquista por todos. Não era aparentemente depressivo, mas não falava muito sobre as próprias emoções, era reservado. Em 1995, me casei e fui morar em Santa Catarina. Três dias depois, recebi por telefone a informação de que ele tinha falecido. Por algum motivo, pude sentir isso. Meu ex-marido atendeu e perguntei para ele: ‘Meu pai morreu, não?’. Depois, soube pela minha mãe que, três dias antes do suicídio, ele estava mais recolhido, deitado e sem vontade de sair do quarto. Na noite em que tirou a própria vida, chegou a ligar para dois tios meus. Um deles era mais próximo, mas não pôde atendê-lo naquele momento. Jamais saberemos se a ligação era um pedido de ajuda. Eu me lembro de que, no início, tinha vergonha de falar a verdade na cidade pequena onde morava. Dizia que meu pai teve um infarto fulminante. Chorava dia e noite, foi muito difícil aceitar. Um dia, meu ex-marido falou: ‘O que posso fazer para não te ver triste desse jeito?’. E eu respondi: ‘Só queria dez minutos com meu pai, para dar um beijo nele e abraçá-lo’. Nesse dia, fui dormir chorando e sonhei com ele. Cerca de um ano depois, em uma noite de tristeza profunda, vi na TV uma propaganda do CVV (Centro de Valorização da Vida), entidade que oferece serviço gratuito de apoio emocional, feito por voluntários. Liguei e foi um alívio. Finalmente, falava com alguém que me ouvia de maneira neutra, carinhosa e respeitosa, sem me vitimizar, nem julgar. Alguns dias depois, voltei para o Rio e acabei me tornando voluntária também.”
Matéria do UOL, publicada em  02.08.2016. Para acessá-la na íntegra: http://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/08/02/a-dor-de-quem-carrega-a-lembranca-do-suicidio-de-um-ente-querido.htm

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Conheça o livro que tem a psicóloga Valéria Tinoco entre os coautores:

11008O RESGATE DA EMPATIA
Suporte psicológico ao luto não reconhecido
Organizadora: Gabriela Casellato
Autores: Valéria Tinoco, Cristiane Ferraz Prade, Daniela Reis e Silva, Déria de Oliveira, Gabriela Casellato, Maria Helena Pereira Franco, Plínio de Almeida Maciel Jr, Regina Szylit Bousso, Rosane Mantilla de Souza, Sandra Rodrigues de Oliveira, Ana Cristina Costa Figueiredo
SUMMUS EDITORIAL

O tema do luto não sancionado é pouco abordado na literatura clínica. Neste volume, profissionais da área de saúde preenchem essa lacuna tratando de temas como prematuridade, infidelidade conjugal, aposentadoria, morte de animais de estimação, perda de familiares por suicídio e, o luto de cuidadores profissionais. Estratégias para lidar com a perda e os transtornos psiquiátricos decorrentes dela também fazem parte da obra.

‘EAD DEVE SUPERAR PRECONCEITO E FOCAR EM QUALIDADE, DIZEM ESPECIALISTAS’

A educação a distância avançou nas últimas décadas, tanto em número de alunos quanto em eficiência. Mas ainda enfrenta problemas que podem comprometer a qualidade, conforme a avaliação de estudiosos.

Um desses problemas é a formação dos professores. Segundo Patrícia Behar, professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e referência em EaD, esses profissionais precisam ser mais bem treinados. “Eles ainda não sabem preparar o material, explorar as funcionalidades de educação a distância. Não conhecem as ferramentas.”

A professora ressalta, contudo, que os educadores já contam com uma “arquitetura pedagógica” mais organizada do que há alguns anos em relação à metodologia, ao conteúdo e às tecnologias. “Há planejamento. Antes, aprendiam à medida que faziam.”

É preciso manter os educadores atualizados em relação às novas tecnologias, afirma João Mattar, vice-presidente da ABT (Associação Brasileira de Tecnologia Educacional). “As ferramentas vão mudando, os professores vão ficando perdidos”, afirma ele.

A falta de estímulos, inclusive financeiros, para que professores adotem plataformas digitais de aprendizagem é outro problema apontado por Stavros Xanthopoylos, diretor da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).

“Como obrigar o professor a ter mais atividades? Deveriam incluir em sua carga horária a possibilidade de dar aulas a distância e criar incentivos pelo trabalho a mais”, diz, referindo-se às universidades federais.

TUTORES

A desvalorização do tutor, profissional que cria conteúdos e funciona como um auxiliar de professor, é outro ponto negativo, na visão de estudiosos. O tutor acumula muitas tarefas e nem sempre consegue acompanhar os alunos de forma efetiva.

“Ele é generalista e mal remunerado. Tem que dar conta de muitas áreas de conhecimento, faz tutoria de várias disciplinas, e o número de alunos que atende é alto”, diz José Manuel Moran, professor aposentado da USP e especialista em novas tecnologias.

Para Moran, isso é reflexo de um modelo pedagógico que supervaloriza os materiais e a transmissão de informação, em detrimento da participação ativa do aluno.

“A EaD reproduz um modelo que prega autonomia, é verdade, mas ainda está muito centrado em conteúdos. Eles devem ser parte, mas não essenciais”, afirma.

O professor defende um modelo com currículos mais seletivos, sem grade fixa, em que o aluno possa selecionar as matérias que deseja cursar de forma mais livre.

O modelo conteudista também é alvo de crítica por parte de Behar. “Devem ser explorados modelos mais construtivistas e abertos a distância, em que possamos construir conhecimento, e que a interação seja maior.”

Preconceito

Outro grande obstáculo a ser superado é o preconceito contra essa modalidade de ensino. “Parece que o curso a distância é uma educação inferior. O grande desafio é superar o adjetivo ‘a distância’ e pensar em educação de modo geral. No fim das contas, o objetivo das duas modalidades é o mesmo,”, destaca Fernanda Campos, doutoranda em educação pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

No universo corporativo, a resistência a profissionais formados no ensino a distância cai ano a ano. Mas “falta uma maior conscientização do mercado de que o EaD é tão bom quanto o ensino presencial”, segundo Gerson Lachtermacher, que é professor da FGV/Rio.

O importante é estudar sempre, sem discriminação, conclui Xanthopoylos, da Abed: “O país precisa de gente estudada para dar uma guinada nos próximos anos.”

Parcial de matéria de Júlia Zaremba, publicada na Folha de S. Paulo, em 29/07/2016. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/07/1796379-ead-deve-superar-preconceito-e-focar-em-qualidade-dizem-especialistas.shtml

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Para saber mais sobre EAD, conheça o livro da Summus que tem como coautor José Manual Moran:

10715EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: José Manuel Moran, José Armando Valente
SUMMUS EDITORIAL

Qual o papel das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano das escolas e dos cursos de formação profissional? A educação a distância e as novas modalidades de ensino e aprendizagem ampliam o acesso à educação de qualidade ou prejudicam o processo educativo? O diálogo estabelecido entre os autores deste livro nos ajuda a compreender essas questões e as complexas relações entre tecnologia e educação neste início de século.

‘HIPERATIVIDADE PRECISA DE REMÉDIO? CONHEÇA TERAPIAS ALTERNATIVAS’

Uma criança inquieta, que na escola mal para sentada na cadeira, é uma forte candidata a receber um diagnóstico comum no Brasil: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), tratado, na maioria dos casos, com remédios tarja preta. Houve um tempo em que os psicofármacos usados no tratamento, como a famosa ritalina, até se esgotavam nas farmácias brasileiras. Esse tempo passou?

Não que o TDAH tenha saído da agenda dos profissionais da educação ou da rotina dos pais desesperados por uma cura para o “mau comportamento” dos filhos. O que aconteceu foi que começaram a surgir alternativas aos medicamentos, que apresentam efeitos colaterais fortes, como taquicardia e insônia. A modernização das terapias para exercitar o cérebro, como o método Neurofeedback, tem apontado um outro caminho possível para “medicar” de forma natural quem tem o transtorno.

A proposta do Neurofeedback, que teve sua origem no Japão, é treinar o intelecto para que o paciente consiga sustentar um determinado esforço mental por mais tempo. Ou seja, se a intenção dele for fazer uma tarefa inteira em sala de aula, com os meses de prática o cérebro vai saber como atingir esse objetivo. Chega a um ponto em que o raciocínio passa a se manter estável, evitando interrupções seguidas, como ocorre com quem tem TDAH.

Para alcançar um bom nível de concentração, no treinamento do Neurofeedback a criança fica conectada a um computador. As ondas cerebrais são medidas com ajuda de eletrodos. Quando o software detecta desatenção, imediatamente envia um sinal. Ao longo de dezenas de sessões, o jovem aprende a se controlar.

Neurofeedback no Brasil

Pediatra há 20 anos, Valéria Modesto, pós-graduada em Neurociências pelo Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, já trabalha com Neurofeedback no Brasil. Ela faz atendimentos clínicos na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Os pacientes têm respondido bem às intervenções terapêuticas.

A especialista enfrenta resistência entre a classe médica com o projeto que criou em 2011 para cuidar de pessoas com TDAH, o “Mente Confiante”, mas diz que não vai desistir.

Convencida das possibilidades do Neurofeedback, Modesto diz que a aplicação das técnicas provoca outras mudanças, como “controle da tensão muscular, sudorese, frequência cardíaca e modulação do ritmo biológico do sistema nervoso central”. Os efeitos, de acordo com ela, permanecem de um a dois anos.

Luta contra os medicamentos

A terapia livre de químicos é defendida por muitos especialistas justamente porque continua fazendo efeito sobre o paciente mesmo depois de concluídas as séries de exercícios de estimulação cerebral.

Para a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Maria Aparecida Moysés, o diagnóstico precipitado do TDAH com a prescrição de medicamentos pode inclusive mascarar o diagnóstico de outras doenças. “Esse diagnóstico, que é um rótulo, não ajuda. Não podemos sedar o sofrimento. Muitos profisionais deixam de diagnosticar psicose e autismo e colocam tudo no gavetão do TDAH.” A pediatra adverte que o estado de “atenção” produzido pela ritalina não é o efeito terapêutico dela, mas uma reação adversa.

Na verdade, Moysés também é contra tratamentos alternativos como o Neurofeedback, por questionar a própria existência do TDAH. “O Neurofeedback também é um erro porque parte do princípio de que o déficit de atenção é uma doença. Esse é um transtorno jamais se comprovou. Algumas crianças são mais agitadas, mais ativas. Isso é uma doença?”, questiona.

 

Texto parcial extraído de matéria de Maurício Cancilieri, da Deutsche Well Brasil, publicada no UOL em 22/07/2016. Para lê-lo na integra: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/07/22/hiperatividade-precisa-de-remedio-conheca-terapias-alternativas.htm

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Como ajudar seu filho
Autora: Maggie Jones
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