‘O QUE O SEU FILHO APRENDE QUANDO BRINCA’

De 22 a 28 de maio, acontece a Semana Mundial do Brincar, mobilização que reúne pais, educadores, instituições privadas e governamentais, entre outras pessoas, para realizar um conjunto de ações com o intuito de ressaltar a importância do brincar. Mas por que o gesto é tão relevante assim, a ponto de mobilizar diferentes setores da sociedade? “É por meio da brincadeira que a criança conhece a si e ao mundo”, explica a pedagoga e coordenadora do Laboratório de Brinquedos da Faculdade de Educação da PUC, Maria Ângela Barbato Carneiro. “A brincadeira é a linguagem da criança. Simples assim. É também ‘a’ ferramenta dela para crescer e se desenvolver com equilíbrio”, completa a publicitária Patrícia Marinho, autora do site Tempo Junto, no qual ela explora e compartilha as tantas brincadeiras possíveis para pais e filhos fazerem juntos.

No entanto, uma pesquisa realizada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que promove a articulação de ideias e a disseminação de conhecimento sobre a infância, apontou que apenas 19% dos pais entendem a brincadeira como importante para o desenvolvimento da criança, enquanto 55% acredita que colocar os pequenos para ver desenhos animados é uma atitude que estimula o desenvolvimento – e o número é igualmente baixo em todas as regiões do país e níveis de escolaridade. “Ou, então, muitas vezes os pais entendem o brincar como importante, mas não sabem exatamente para quê”, acredita Maria Ângela.

Os pais também se culpam por não ter muito tempo para brincar, de acordo com a especialista, e acabam tentando suprir isso comprando brinquedos. Some-se a isso as agendas lotadas das crianças e a falta de repertório de brincadeiras dos pais e demais adultos de referências, e temos crianças que brincam muito menos do que poderiam. É por isso que estamos aproveitando a deixa da Semana Mundial do Brincar para chamar a atenção sobre algumas das tantas coisas que ele aprende enquanto “apenas” brinca.

1) Conhecer a si e ao mundo

“A criança, enquanto brinca, se movimenta, olha, cheira, sente. Isso faz com que ela conheça os objetos e os espaços e, assim, comece a formar conceitos. Ou seja, ela percebe e entende o que é mais alto, mais baixo, o que quebra. Ela desenvolve os conceitos de ir e vir, de lateralidade, de espaço…”, explica Maria Ângela.

2) Formar as bases da comunicação

Por meio das brincadeiras formam-se nas crianças as imagens de representatividades mentais, que geram os símbolos tão importantes para a comunicação. Ou seja, é assim que aprendemos a nos referir a uma flor não apenas com o objeto em si em mãos, mas por meio de desenhos, outros objetos e, mais para frente, com a escrita da palavra “flor”.

3) Socializar

É brincando junto, seja com adultos ou outras crianças, que se aprende as regras e a conviver. Esse aprendizado se dá desde bem pequeno, mas fica mais intenso após os cinco anos, quando as brincadeiras passam a ser mais estruturadas e ganham regras.

4) Lidar com as emoções

“O desenvolvimento se dá em quatro pilares importantes: cognitivo e motor, que são os mais falados, e também social e emocional. Brincar é o que faz com que esse desenvolvimento aconteça de forma equilibrada”, explica Patrícia. “Do ponto de vista das emoções, as brincadeiras podem ensinar a criança a ter paciência, como é o caso dos jogos de tabuleiro e do simples plantar de um feijão, e também a exercitar a empatia. E esses são só alguns exemplos”, diz ainda. “É por meio dos faz-de-conta que as crianças elaboram os próprios sentimentos e lidam com os problemas. Você vai ver uma criança brincando de vilão e matando os bandidos. Ela sabe que não vai matar de verdade, que ‘é brincadeira’, mas assim ela trabalha questões que precisa entender”, diz Maria Ângela.

5) Ser criativo

Essa qualidade é uma das consequências mais conhecidas do brincar. Mas é tão importante e garante ganhos para toda a vida, que não podia ser deixada de lado. Não há provavelmente nada melhor para estimular a criatividade do que a fantasia e o faz-de-conta porque o brincar expande os horizontes das possibilidades e da imaginação.

Texto de Isabel Malzoni, publicado originalmente no blog itmãe em 19/05/2016. Para acessá-lo na íntegra: http://itmae.uol.com.br/baby-and-kids/cultura-e-diversao/o-que-o-seu-filho-aprende-quando-brinca

***

Para saber mais sobre o brincar, conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o tema:

10994VAMOS BRINCAR DE QUÊ?
Cuidado e educação no desenvolvimento infantil
Organizadores: Fabrício Santos Dias de Abreu , Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

A obra foi estruturada com o objetivo de problematizar com docentes as ações do brincar que emergem no cotidiano escolar, e o seu papel essencial para o desenvolvimento da criança. A leitura organiza-se em um formato mais dinâmico, no qual, com base em uma proposta teórico-prática, busca-se fomentar nos professores um olhar mais sensível para a infância e suas produções. As análises tecidas pelos autores, tendo como eixo teórico a perspectiva histórico-cultural, buscam subsidiar a prática de professores no que tange às expressões infantis em que a imaginação e a criação estão, majoritariamente, presentes. Vale salientar que o livro traz sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas na sala de aula. Prefácio de Ana Luiza Smolka, grande especialista em Vigotski.

……
60068COMO BRINCAM AS CRIANÇAS SURDAS
Autora: Daniele Nunes Henrique Silva
PLEXUS EDITORA

O brincar, fonte promotora do desenvolvimento da criança, é a melhor forma de conhecermos os seus processos mentais, refinados com a mobilização da imaginação, da cognição e do afeto. E este é o tema que a autora há muito tempo estuda, trazendo agora ao leitor suas constatações da importância da relação entre a linguagem e o brincar. Suas reflexões mostram a riqueza da atividade infantil vista nos enunciados recriados no jogo imaginário que estão vinculados a cenas realmente vividas e observadas; essas relações compõem o tema central com ênfase nas possibilidades imaginativas da criança surda.

IVONE ZEGER AUTOGRAFA O LIVRO “DIREITO LGBTI – PERGUNTAS E RESPOSTAS” NA LIVRARIA CULTURA, DO CONJUNTO NACIONAL

A Mescla Editorial e a Livraria Cultura (Conjunto Nacional-São Paulo) promovem no dia 24 de maio, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Direito LGBTI – Perguntas e respostas. A autora do livro, a advogada Ivone Zeger receberá amigos e convidados na livraria, que fica na Av. Paulista, 2073 – Piso Térreo – Conjunto Nacional, em São Paulo.

Quem nunca passou pelo constrangimento de ser preterido em um processo seletivo de emprego por sua orientação sexual, de ficar em dúvida sobre qual banheiro utilizar, como é o caso dos transgêneros, ou de ser abordado por um grupo homofóbico não terá a exata noção do que significa ter leis que possam garantir sua integridade moral e física. A existência desses direitos, contudo, não basta. É necessário e urgente ampliar o conhecimento para quem se vê tolhido nessas situações cotidianas e para aqueles que precisam aprender a reconhecer e respeitar as leis. Foi pensando nessa conjuntura que Ivone, uma das maiores especialistas brasileiras em Direito de Família, escreveu o livro Direito LGBTI – Perguntas e Respostas.

Partindo das perguntas mais comuns feitas por clientes e por membros da comunidade LGBTI, Ivone aborda centenas de tópicos – muitos deles ainda desconhecidos da maioria da população e até de seu público-alvo. São informações técnicas sobre casamento, união estável, usufruto, intersexo, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, guarda de filhos, testamento, partilha de bens, herança – enfim, todos os temas pertencentes ao Direito de Família.

Com base em sua ampla experiência na área, Ivone responde às perguntas alicerçada em casos concretos em 16 capítulos, sem apelar para o “juridiquês”. Os conceitos emitidos não têm juízo de valor e não são, de maneira nenhuma, baseados em opiniões pessoais. Para elaborar as respostas, ela utilizou a Constituição Federal e o Código Civil de 2002, amparou-se em decisões dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos desembargadores do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do que foi alimentado em jurisprudência e em audiência cujos casos foram posteriormente divulgados pela mídia, além de resoluções, como as do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1440/Direito+LGBTI

Para conhecer os outros livro da autora, também publicados pela Mecla, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/mescla/busca/ivone+zeger/all/0

 

 

 

Direito LGBTI 2

‘ENSINO’ DE EMOÇÕES GANHA ESPAÇO EM ESCOLAS E DESAFIA PROFESSORES

Competências como resiliência, cooperação ou liderança, parte das chamadas habilidades socioemocionais, nunca foram estranhas ao mundo da educação. Mas evidências recentes de que esses fatores têm forte impacto no desempenho escolar já têm alterado o trabalho em escolas públicas e particulares –e desafiado quem se dedica à área.

No colégio Bandeirantes, na capital, não haverá mais divisão de salas de aula no ensino médio por desempenho a partir de 2017 –decisão vinculada ao trabalho estruturado que a escola vem desenvolvendo nesse campo. “Não basta ensinar só história, geografia, também é necessário ensinar relacionamentos”, diz a professora Maria Estela Zanini, que comanda na escola uma coordenadoria chamada Convivências em Processo de Grupo.

O Ismart, instituto que seleciona talentos da rede pública para dar bolsas em escolas particulares, já avalia autonomia, motivação, inspiração e persistência na hora de escolher os bolsistas.

“Estamos conseguindo combinar mais o perfil emocional com o desempenho acadêmico e percebemos que, agora, quando os jovens entram no projeto, conseguem desempenho melhor muito mais rápido”, diz a diretora Maria Amelia Sallum.

De olho na formação dos professores nesses conceitos, o Instituto Singularidades, de São Paulo, acaba de lançar uma especialização pioneira em habilidades socioemocionais voltada para educadores.

Pesquisas promovidas pelo Instituto Ayrton Senna mostram que o perfil emocional dos alunos tem impacto na sala de aula. Alunos mais responsáveis, focados e organizados aprendem em um ano letivo cerca de 30% a mais de matemática do que os demais colegas.

O estudo foi feito na rede estadual do Rio e apresentado em 2014. O instituto iniciou em 2013 um projeto piloto na escola estadual Chico Anysio, no Rio, que atende alunos de ensino médio. A rede estadual de São Paulo iniciou no ano passado um programa piloto voltado ao perfil emocional dos alunos. Hoje, ele atinge 145 escolas dos anos iniciais do ensino fundamental.

MEDITAÇÃO

Sentados no chão e em círculo, os alunos da 3ª série B da escola estadual Professora Maria Antonietta de Castro, no Jardim Julieta, zona norte da capital, começam a aula com uma meditação. “Inspira e respira”, pede a professora Viviane Araujo, 40, atendida pela maioria dos estudantes de 8 e 9 anos.

Com fotos na mão de uma criança chorando e outra sorrindo, ela provoca os alunos sobre os sentimentos ali representados. Pergunta bastante, tenta ouvir ainda mais. “Estávamos acostumados com uma escola em que o professor tem a detenção do discurso e, no programa, é essencial ouvir. Foi um desafio”, diz a professora.

Uma vez por semana os alunos têm uma aula específica, mas a ideia é que os conceitos abordados perpassem todas as aulas. “Na primeira aula já aprendi que não pode bater, que tenho que ouvir meu colega e respeitar minha vó, que está trabalhando para sustentar a gente”, diz o aluno Marcelo Filho, 8, após uma aula.

O programa tem formações com professores e material didático próprio. “Trabalhando nessa expectativa conseguimos aumentar a autonomia racional das crianças”, diz a coordenadora de Gestão da Educação Básica da Secretaria de Educação do Estado, Gislene Trigo.

CUIDADOS

A professora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) Sandra Zakia afirma que desde os anos 80 existe a preocupação na escola de ir além das habilidades cognitivas. Ela, no entanto, faz ressalvas sobre a ênfase que o tema vem ganhando.

“Causa estranhamento esse realce tão grande das habilidades socioemocionais, ainda mais em avaliações, que podem justamente resultar em um disciplinamento inadequado das crianças e jovens”, diz a professora.

 

Texto de Paulo Saldaña, publicado na Folha de S. paulo, em 16/05/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/05/1771649-ensino-de-emocoes-ganha-espaco-em-escolas-e-desafia-professores.shtml

 ***

Se você tem interesse pelo tema, conheça o livro:

10791ALFABETIZAÇÃO EM VALORES HUMANOS
Um método para o ensino de habilidades sociais
Autores: Edna Maria Marturano, Dâmaris Simon Camelo Borges
SUMMUS EDITORIAL

Fruto de um intenso trabalho de pesquisa dentro de sala de aula, esta obra mostra que valores humanos como ética, solidariedade e respeito podem ser aprendidos. Depois de aplicar um método de resolução de conflitos e transmissão de valores a uma classe de primeira série do ensino fundamental, as autoras contam os recursos pedagógicos que utilizaram e como as crianças incorporaram tais valores em seu caráter.

 

‘SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL’

Quando o filho pega raiva do pai ou mãe distantes após uma separação conjugal por influencia do detentor da guarda da criança

A Síndrome da Alienação Parental (SAP) é quando uma criança começa a rejeitar ou até mesmo odiar um dos pais depois da separação. Isso geralmente ocorre depois que o genitor guardião conta mentiras para afastar a criança do pai ou da mãe que se afastou.

Essa prática ocorre principalmente depois da separação conjugal. O genitor que detém a guarda dos filhos (alienador), se sentindo traído, abandonado e rejeitado, tenta desmoralizar e denegrir a imagem do outro genitor (alienado), a fim de afastá-lo dos filhos e assim se vingar. Nessa tentativa, os filhos são usados como instrumentos para atingir o ex-companheiro.

A SAP, como é conhecido esse transtorno, é comum: estima-se que cerca de 80% dos filhos de pais divorciados já sofreram algum tipo de alienação parental.

Nessa disputa, a criança fica confusa. Sente amor pelo pai ou mãe ausente e muitas vezes não pode demonstrar esse sentimento, pois não quer magoar a parte que está perto, podendo destruir o vínculo que há entre o genitor ausente. Muitas vezes, a criança acredita na mentira que o guardião conta para afastá-lo do outro por longos anos e isso traz prejuízos emocionais na sua vida.

Os sintomas que aparecem nas crianças que estão numa situação de alienação parental são rejeição, raiva e ódio contra o genitor alienado depois da separação, mesmo que antes a relação entre os dois tenha sido de afeto, carinho e amor. A criança passa a não querer visitá-lo, dar atenção ou até mesmo se comunicar. E ainda apresenta sentimentos e crenças negativas sobre o outro genitor, que são exageradas ou simplesmente não condizentes com a realidade.

Outros prejuízos podem acometer a criança que apresenta a SAP: depressão, pânico ou ansiedade. A criança tem rebaixada sua auto-estima, propensão ao uso de álcool e drogas. Quando adultos podem não conseguir manter um relacionamento estável ou gerar um sentimento de culpa ao descobrir que foi cúmplice de uma grande injustiça. Em casos extremos, pode haver suicídio.

Muitos pais (pai, mãe ou responsável) por se sentirem frágeis ou com medo de levar o conflito adiante acabam desistindo da guarda ou das visitas, abrindo mão do convívio com seus filhos. Para evitar isso, é preciso procurar a justiça. Se ficar comprovada a alienação, o alienador poderá ser condenado pela justiça a pagamento de multa e ser obrigado a frequentar seções de terapia ou até mesmo ter decretada sua prisão, além de perder os seus direitos em relação a visitas e a guarda do(s) filho(s). Não é uma coisa fácil, por  isso deve-se procurar um advogado especializado.

Casos de separação conjugal são difíceis, mas os pais devem procurar ajuda especializada se não conseguirem de modo respeitoso tratar da convivência de cada um com os filhos. As crianças precisam e devem ter a presença e atenção tanto da mamãe como do papai.

Segundo dados do IBGE (2002), cerca de 1/3 dos filhos de pais divorciados perdem contato com seus pais, sendo privados do afeto e convívio com o genitor ausente.

Texto publicado originalmente no Guia do Bebê. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://guiadobebe.uol.com.br/sindrome-da-alienacao-parental/

***

…………………….
Tem interesse pelo assunto? Conheça:

70028EX-MARIDO, PAI PRESENTE
Dicas para não cair na armadilha da alienação parental
Autora: Roberta Palermo
MESCLA EDITORIAL

Destinado aos homens que vivenciam cotidianamente o problema da alienação parental – situação em que a mãe afasta deliberadamente os filhos do ex-marido –, este livro traz informações fundamentais para aqueles que desejam evitar e reverter o problema, conquistando assim o direito de participar da vida e do desenvolvimento dos filhos. Com dicas objetivas, ele é uma importante ferramenta para fortalecer a relação pai-filho.

 

 

‘ALEMANHA INDENIZARÁ HOMOSSEXUAIS CONDENADOS APÓS A GUERRA’

A Alemanha vai indenizar 50.000 homens condenados por homossexualidade com base em um texto nazista que permaneceu em vigor muito tempo depois da guerra, anunciou nesta quarta-feira o ministro da Justiça, Heiko Maas.

“Nunca poderemos remover as abjeções cometidas em nome do Estado de direito, mas queremos reabilitar as vítimas”, prometeu em um comunicado o ministro social-democrata.

Ele anunciou uma lei especial que anula as condenações e prevê indenizações, a fim de poupar uma abordagem individual.

A principal associação alemã de gays e lésbicas, LSVD, instou o governo a agir antes das próximas eleições parlamentares de 2017 para “restaurar a dignidade das vítimas”.

A iniciativa “chega tarde, muito tarde”, lamentou o jornal Berliner Zeitung, notando que algumas das partes interessadas já “morreram há muito tempo”.

A gravidade do antigo artigo 175 do Código Penal alemão, adotado em 1871 e que condenava “os atos sexuais contra a natureza (…), seja entre pessoas do sexo masculino ou entre homens e animais”, foi reforçada por um texto nazista de 1935 que previa até dez anos de trabalhos forçados.

No entanto, a homossexualidade feminina nunca foi criminalizada, embora os nazistas tivessem considerado a questão várias vezes.

Mais de 42.000 homens foram condenados sob o Terceiro Reich, enviados para a prisão e alguns até para campos de concentração. Todos foram reabilitados por uma primeira lei de 2002, que também anulou as condenações de desertores da Wehrmacht.

Mas o artigo 175 foi mantido no pós-guerra, sendo o único vestígio legal da perseguição nazista, e levando a 50.000 novas condenações na jovem democracia da Alemanha Ocidental.

Estes processos ocorreram essencialmente até 1969, quando o artigo 175 retornou a sua versão anterior de 1935, mas o texto foi revogado em 1994.

Na Alemanha Oriental, o artigo 175 foi restaurado imediatamente após a guerra na sua versão original e foi abolido em 1968.

Texto da AFP-Agence France-Presse, publicado no UOL Notícias em 11/05/2016. Para acessá-lo: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2016/05/11/alemanha-reabilitara-homossexuais-condenados-apos-a-guerra.htm

***


Para saber mais os chamados “triângulos-rosa”, conheça a história de Rudolf Brazda:

70013TRIÂNGULO ROSA
Um homossexual no campo de concentração nazista
Autores: Rudolf Brazda, Jean-Luc Schwab
MESCLA EDITORIAL

Identificados como “triângulos-rosa”, milhares de homossexuais foram enviados para campos de concentração pelo regime de Hitler. Rudolf Brazda, que recebeu a matrícula 7952, ficou preso em Buchenwald por dois anos. Conhecido como o último sobrevivente gay do campo, faleceu aos 98 anos, pouco depois de receber a medalha da Legião de Honra francesa, honraria suprema daquele país. No livro, ele faz um relato ímpar, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica e marcado pela dor e pela esperança de quem sobreviveu aos horrores do nazismo.

 

‘VALE A PENA VIVER SEM ESTRESSE?’

Todos nascemos com um nível de tensão esperado; sua falta é percebida de forma negativa

Estresse em excesso faz mal, ninguém duvida. Mas seria possível – ou conveniente – viver sem ele? Seria possível considerar, por exemplo, que entre as causas do definhamento das pessoas mais idosas está a falta de novidades e de solicitações externas?

A hipótese foi proposta pelo pesquisador Enrico Alleva, etólogo do Instituto Superior de Saúde, na Itália, onde estuda os mecanismos biológicos que estão na origem dos comportamentos animais.

Ele ressalta que há uma fase ontológica na vida da espécie e uma na do indivíduo em que se estabelece o nível de estresse que dele se espera, certo número de solicitações de que terá necessidade durante toda a vida. O sistema nervoso dos animais superiores é plástico e sujeito a modificações. Em alguns períodos do desenvolvimento há, porém, uma maior ou menor sensibilidade a essas mudanças. É estimulada então a produção de hormônios – por exemplo, a oxitocina ou o hormônio do crescimento – e são esses que marcam o cérebro e dão forma aos circuitos de reações aos estímulos que orientarão o comportamento do adulto.

Um adolescente que cresceu em um ambiente estimulante, rico de acontecimentos e emoções, tenderá a procurar essa mesma vivacidade quando adulto. A vida social, em particular, está associada às relações com a mãe e com o grupo primário; o adulto carregará a marca dessas relações até a velhice.

“Essa é a razão pela qual o estresse é fator importante para a qualidade de vida dos idosos”, explica Alleva. “A pessoa que vive sob certo nível de estresse ligado à presença de outras pessoas na casa, a atividades profissionais ou a uma vida social intensa sofre uma espécie de involução quando fica sozinha e sem obrigações.”

O médico Hans Selye foi o primeiro a usar, em 1936, a palavra “estresse” para indicar a “síndrome produzida por vários fatores nocivos”, em trabalho publicado na revista Nature. Poucos anos antes, entre 1910 e 1920, Walter Cannon havia introduzido o termo em fisiologia, transportando-o do jargão da engenharia. Stress, em inglês, significa “esforço, tensão”, e era usado principalmente por engenheiros para indicar a capacidade de resistência de uma ponte. Essa imagem se adaptava bem ao significado de estresse como resposta a mudanças: passagem de um ponto a outro, como através de um caminho mais ou menos resistente.

Não é de espantar, portanto, que os ingleses já usassem o termo no século 14. Mas a origem da palavra começa muito antes, no latim. No jargão popular, ditrictia significava aperto, angústia ou aflição. Os franceses a transformaram em détresse (também usado como sinônimo de angústia) e os italianos receberam de volta o neologismo que tem suas raízes no verbo strizzare. Na linguagem comum é sinônimo de cansaço, fadiga, ansiedade e preocupação, significados que acabam por trocar a causa pelo efeito. Esse equívoco não é raro em medicina.

O mesmo ocorreu, por exemplo, com o termo colesterol, entendido como algo nocivo e sintoma de doença, antes de ser reconhecido como um dos componentes indispensáveis das células e do metabolismo. O fato é que sem colesterol, assim como sem nenhum tipo de estresse, certamente nenhum de nós estaria aqui.

Matéria publicada no site Mente e Cérebro em maio/2016. Para lê-la na íntegra, acesse:
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/estresse_vale_a_pena_viver_sem.html

***

Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

20155STRESS A SEU FAVOR
Como gerenciar sua vida em tempos de crise
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

Você anda cansado, com dor de cabeça, tonturas, dores musculares, problemas de sono e emoções à flor da pele? Isso, você já sabe, é estresse. Impossível evitá-lo nessa era de incerteza em que vivemos. Para mudar essa situação, é preciso tomar novas atitudes e gerenciar seu estresse para usá-lo a seu favor. Uma maneira de fazer isso é desenvolver a capacidade de transformar a raiva, o medo e a depressão em energia positiva, encontrando assim o centro da estabilidade e da tranquilidade em si mesmo. Para ajudá-lo a alcançar tais objetivos, Susan Andrews desenvolveu uma linha de trabalho baseada em sua experiência como psicóloga, ambientalista e monja. Ela ensina técnicas que nos ajudam a responder com mais clareza e flexibilidade às mudanças aceleradas que acontecem ao nosso redor. Edição revista.

MATERNIDADE, TRABALHO E CARREIRA NO PROGRAMA PONTO DE ENCONTRO

RadioMEga Brasil OnlineNo programa Ponto de Encontro, da Rádio Mega Brasil Online, Vany Laube conversa com a psicopedagoga, psicóloga, escritora e mãe de quatro filhos, Elizabeth Monteiro, autora do best seller A Culpa é da mãe, da Summus, e do recém-lançado Viver melhor em Família, da Mescla Editorial.

Ouça:

………..

70044
Para saber mais sobre o livro Viver melhor em família, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1438/9788588641440

Para conhecer todas as obras da autora, publicadas pelo Grupo Editorial Summus, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0

‘EDUCAÇÃO, INCLUSÃO E SOCIEDADE’

Discutir inclusão me traz sensações quase antagônicas. A primeira delas, impulsiva, é de que não há muito a falar a respeito: trata-se de uma questão de princípios, de valores, portanto já óbvia para quem vive em nosso tempo. Mas, ao trazer para o plano racional, não é necessário nem um segundo para concluir que há muito a discutir e, principalmente, a fazer.

De forma simplificada, entendo inclusão como valores, atitudes e práticas que se traduzem no respeito a diferenças e ao tratamento equitativo a pessoas diferentes, de forma a garantir oportunidades a todos. Se aplica a pessoas com deficiência, mas não se esgota aí.

Como mãe de uma jovem de 22 anos com Síndrome de Down, refletir, praticar e lutar por ela é parte da minha vida. Por conta disso, e por trabalhar com políticas sociais, especialmente de educação, vivo intensamente o que acontece no plano da consolidação dos direitos das pessoas com deficiência e principalmente da prática deles.

Em junho de 2015, há quase um ano, foi sancionada a Lei Brasileira da Inclusão. Ela amplia e concretiza direitos às pessoas com deficiência, que já há algum tempo vinham sendo construídos pela sociedade. Sei que, na prática, inclusão de verdade não se faz nem por lei nem por decreto. É bem mais complicado. Mas, por outro lado, sei que leis e decretos são fundamentais para que a inclusão ocorra, para conscientizar a sociedade e obrigá-la a pensar e agir de forma inclusiva. Ou seja, trata-se de condição necessária, mas não suficiente.

Bem, agora que temos a lei, vamos à prática. Mãos à obra! Rampas de acesso, vagas para deficientes, acesso e assentos preferenciais, tudo com muita dificuldade, mas até já fazem parte do nosso dia a dia.

Mas na educação é complicado. Logo a seguir à aprovação da lei, assistimos a algumas manifestações bastante inadequadas por parte de entidades, escolas e profissionais. No entanto, há de ser destacado que já se identificam inúmeros movimentos e articulações para garantir o direito à educação de qualidade a todos, o que inclui (é sempre preciso lembrar) as pessoas com deficiência.

Uma parcela dessas pessoas, com idade próxima à de minha filha, já viveu num contexto mais amplo de inclusão. Apesar de poucas, algumas escolas garantiram educação inclusiva. Mais que isso, muitos contaram com pais combativos que abriram espaços para seus filhos e para todos os demais. O resultado é que já foram muito melhor tratados e acolhidos pela sociedade do que gerações anteriores.  Mas isso ainda é um processo em construção, não generalizável.
……. 

Texto parcial extraído de artigo de Vera Cabral, publicado originalmente no UOL, em 28/04/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://educacao.uol.com.br/colunas/vera-cabral/2016/04/28/educacao-inclusao-e-sociedade.htm

 ***

Saiba mais sobre o assunto com os livros:

10999
INCLUSÃO ESCOLAR

O que é? Por quê? Como fazer?
Autora: Maria Teresa Eglér Mantoan
SUMMUS EDITORIAL
…………

10078
INCLUSÃO E EDUCAÇÃO

Doze olhares sobre a educação inclusiva
Organizador: David Rodrigues
SUMMUS EDITORIAL
…..

10654


INCLUSÃO NA PRÁTICA

Estratégias eficazes para a educação inclusiva
Autora: Rossana Ramos
SUMMUS EDITORIAL


10733
INCLUSÃO ESCOLAR: PONTOS E CONTRAPONTOS

Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Rosângela Gavioli PrietoMaria Teresa Eglér Mantoan
SUMMUS EDITORIAL
…………………… 

60073
CIDADANIA, SURDEZ E LINGUAGEM

Desafios e realidades
Autoras: Zilda Maria GesueliSamira KauchakjeIvani Rodrigues Silva
PLEXUS EDITORIA

 

SENADO APROVA DANÇA, ARTES VISUAIS E TEATRO NO CURRÍCULO DO ENSINO BÁSICO

Conteúdos devem ser inseridos na disciplina de artes, que só previa música. Projeto já havia sido aprovado pela Câmara e vai à sanção presidencial.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (7) projeto que prevê a inclusão obrigatória de conteúdos na disciplina de artes do ensino básico brasileiro. Temas de dança, artes visuais e teatro deverão ser incorporados ao currículo da disciplina. Antes a lei só previsa música. As regras propostas pelo projeto valem tanto para escolas públicas quanto particulares.

A medida, que altera a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.

Atualmente, a lei que trata do tema traz apenas a música como conteúdo obrigatório da disciplina de artes. O texto aprovado nesta quinta deixa expresso na legislação que artes visuais, dança e teatro também devem constituir a matéria de artes.

De acordo com o projeto, os sistemas de ensino terão prazo de cinco anos para implantar as mudanças propostas pelo projeto. Esse período, segundo o texto, servirá para que os sistemas promovam a adequada formação de profissionais em número suficiente para atuar na educação básica.

A educação básica é o primeiro nível do ensino escolar no Brasil. Compreende três etapas: a educação infantil (para crianças com até cinco anos), o ensino fundamental (para alunos de seis a 14 anos) e o ensino médio (para alunos de 15 a 17 anos).

“Esse é um projeto que, a meu ver, só traz vantagens [...]. Sem isso [a inclusão dos conteúdos], a gente não vai conseguir criar uma consciência nem ensinar os nossos jovens a se deslumbrarem com as belezas do mundo, que é tão importante quanto fazê-los entender a realidade do mundo pela ciência”, afirmou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que foi o relator da matéria.
………………………. 

Texto de Gustavo Garcia, publicado originalmente no portal G1, em 07/04/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2016/04/senado-inclui-danca-artes-visuais-e-teatro-no-curriculo-do-ensino-basico.html

***

Quer saber mais sobre o assunto? Conheça alguns livros da Summus Editorial que abordam o tema:

11038QUE DANÇA É ESSA?
Uma proposta para a educação infantil
Autora: Fernanda de Souza Almeida
.
Nesta obra, Fernanda de Souza Almeida apresenta uma possibilidade de aproximação da dança com as crianças da educação infantil, de modo que essa linguagem artística dialogue com as características e necessidades dos pequenos. De seu trabalho pioneiro resultaram: pressupostos da dança (linguagem artística, sujeito “socioistoricocultural”, noção do corpo, estruturação espacial e diferenciação eu-outro); estratégias (interação social, jogo, improvisação e apreciação estética); e os quatro elementos da dança (corpo, movimento expressivo, espaço e ritmo), todos acompanhados de dicas, sugestões de vivência e sequências didáticas que podem ser experimentadas na prática educativa.
……..

Educação artisticaEDUCAÇÃO ARTÍSTICA: LUXO OU NECESSIDADE?
Autor: Louis Porcher

Uma obra que analisa a inclusão da educação artística no currículo escolar, procurando estabelecer o seu grau de importância pedagógica. Um livro básico para todos os cursos de educação artística.
De abordagem fácil e clara, monta um amplo painel das atividades expressivas: poesia, música, desenho, teatro, dança e audiovisuais. Fundamentação pedagógica lúcida, atual.
…………

10885

CORPO, ATIVIDADES CRIADORAS E LETRAMENTO
Autoras: Daniele Nunes Henrique Silva, Marina Teixeira Mendes de Souza Costa, Flavia Faissal de Souza

Fundamentado na perspectiva histórico-cultural, este livro pretende ampliar a discussão sobre o papel do corpo nas práticas de letramento, tomando como ponto de partida as atividades criadoras na infância. Para isso, as autoras construíram um modo particular de organizar tais atividades, considerando o faz de conta e a narrativa atividades não gráficas e o desenho e as primeiras elaborações escritas atividades gráficas. Essa forma inovadora de apresentar as atividades da infância permite ao leitor redefinir seu “posto de observação”, ampliando as possibilidades de compreensão das produções infantis no espaço escolar. [...] A exposição de situações do cotidiano de sala de aula aproxima as autoras dos leitores mais acostumados com o dia a dia da educação infantil. [...] Assim, elas nos convidam a olhar com mais cuidado para a centralidade que o corpo assume nos processos de leitura e escritura no espaço da educação infantil: o corpo narra, cria, brinca, desenha e escreve.

 

GOWHERE GASTRONOMIA PUBLICA MATÉRIA SOBRE A NOVA EDIÇÃO DE “OS SEGREDOS DO VINHO PARA INICIANTES E INICIADOS”

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788588641372

Para conhecer o livro Queijos do Brasil e do mundo para iniciantes e apreciadores, também de José Osvaldo Albano do Amarante, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1428/9788588641358