‘YOGA, MEDITAÇÃO E MUSICOTERAPIA AGORA SERÃO OFERECIDAS NO SUS’

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (28) no Diário Oficial da União inclui na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares as seguintes práticas: arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga.

De acordo com o texto, a pasta levou em consideração o fato de a Organização Mundial da Saúde preconizar o reconhecimento e a incorporação das chamadas medicinas tradicionais e complementares nos sistemas nacionais de saúde de seus países-membros.

Outro aspecto importante, segundo o ministério, é que diversas categorias profissionais no país reconhecem as práticas integrativas e complementares como abordagem de cuidado. Diversos Estados e municípios, inclusive, já têm este tipo de prática instituída em sua rede de saúde.

Texto de Paula Laboissière, da Agência Brasil, publicado no UOl em 28/03/2017. Veja amatéria na íntegra em https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/03/28/ministerio-da-saude-incorpora-yoga-reiki-e-meditacao-ao-sus.htm

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Para saber mais sobre medicina integrativa, conheça:

50061MEDICINA INTEGRATIVA
A cura pelo equilíbrio
Autor: Paulo de Tarso Lima

Praticada em grandes hospitais e universidades do mundo todo, a medicina integrativa vê o paciente como um todo, inter-relacionando sintomas, qualidade de vida e alimentação. O objetivo não é apenas curar, mas tornar o paciente ativo em sua recuperação e transformar seus hábitos para melhor. Escrito por um dos maiores especialistas da área, o livro traz informações sobre os tratamentos, a filosofia e os resultados da medicina integrativa.

“DESTRUÍ MEU CORPO VÁRIAS VEZES POR NÃO ME ACEITAR”, DESABAFA ATRIZ

A atriz Carolinie Figueiredo usou seu Instagram nesta quarta-feira (22) para fazer um desabafo sobre a constante luta contra a balança que enfrenta.

“Li que a maior forma de reprimir uma mulher é impondo a ditadura da magreza aos aos nossos corpos. Eu, desde muito cedo, escuto: ‘Você é linda, seu rosto é lindo, só precisa dar uma secadinha/fechadinha’. Como sou atriz desde os cinco anos, comecei a ouvir essas frases antes mesmo de estar gorda. Permaneci minha vida inteira lutando com a balança. As vezes nem por opção, mas revendo meu caminho até aqui: oscilo profundamente entre ‘uau, estou em uma fase boa, focada, disciplinada, regradinha, fechei a boca, estou com um carinha ou com a perspectiva do carinha, o que me faz ainda mais motivada’ e fases de largar tudo para o alto e afrouxar, desistir, comer compulsivamente para suprir sei lá o que. O que acontece é que, quando somos metralhadas desde cedo com imagens de perfeição, a gente odeia o próprio corpo, porque junto com ele vem a mensagem de sermos erradas, imperfeitas e não amarmos o próprio corpo. O padrão esmaga. Destruí meu corpo várias vezes por não me amar e não me aceitar. Fiz as maiores rebeldias e revoluções com meu próprio corpo, hoje sei como proteção da objetificação e por que de alguma maneira jogava para o meu corpo minhas próprias frustrações e rejeições, em um ciclo vicioso. Adoraria terminar o texto dizendo: agora me amo como sou, assumi minhas marcas porque elas construíram quem eu sou, se possível postando minha foto lacradora de biquíni. Mas acontece que nessa minha jornada de amor próprio e aceitação estou engatinhando e ainda oscilo entre ‘vou fazer a louca esculpir meu corpo e arrasar’ e ‘foda-se, vou ser quem sou e me aceitar de vez’. Eu ainda estou no meio do caminho, do meu próprio caminho.”

Reproduzido do UOL. Para acessar na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/03/23/destrui-meu-corpo-varias-vezes-por-nao-me-aceitar-desabafa-atriz.htm

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Interessou-se pelo assunto? Conheça:

20048A BELEZA IMPOSSÍVEL
Mulher, mídia e consumo
Autora: Rachel Moreno

A quem interessa vender uma beleza inalcançável? De que maneira a mídia manipula nossa consciência em nome dos interesses do mercado? Quais são as conseqüências para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel Moreno responde a estas e outras perguntas neste livro vigoroso e crítico, apontando caminhos para que possamos nos defender dessas armadilhas.

 

‘NOVO ESTUDO APONTA QUE BEBÊS QUE RECEBEM MAIS CARINHO SE DESENVOLVEM MELHOR. ENTENDA COMO A PESQUISA FOI FEITA’

Não é novidade para ninguém que o carinho dos pais para os filhos é essencial. Um estudo recente desenvolvido pelo Nationwide Children’s Hospital, de Ohio, nos Estados Unidos, veio para confirmar isso. Os resultados da pesquisa mostram que as primeiras experiências sensoriais que os bebês recebem permanecem em seus cérebros pelos próximos anos.

O estudo mostra a importância do carinho  nos primeiros momentos de vida. Os resultados da pesquisa, que foi publicada na revista norte-americana “Current Biology”, apontam que os bebês prematuros respondem de forma diferente ao toque em comparação com aqueles que nasceram no tempo previsto.

Crianças prematuras tiveram menos contato de afeto com os pais e profissionais da saúde. Por isso, a resposta do cérebro não é tão forte quanto no caso dos bebês que passaram mais tempo com a família logo após o nascimento.

Como a pesquisa foi feita

Para chegar a esse resultado, os responsáveis pelo estudo analisaram um total de 125 bebês. Entre eles, os prematuros, com idade gestacional de 24 a 26 semanas, e os nascidos a termo (no período esperado), entre 38 a 42 semanas.

A análise foi feita pouco antes das crianças saírem do hospital e irem para a casa. Os pesquisadores submeteram os bebês ao contato com uma rede macia de 128 eletrodos, que registraram como o cérebro de cada um respondia a um sobro suave do ar na pele. Neste momento, foi identificado que os prematuros tiveram respostas cerebrais mais reduzidas ao estímulo.

O que os resultados indicam

O resultado da pesquisa é reflexo do modo como os bebês foram acostumados com o contato físico. Aqueles que nasceram no tempo previsto passaram mais tempo com os pais e funcionários do hospital, ou seja, receberam mais carinho. Já os prematuros passaram muito tempo na unidade de tratamento intensivo neonatal e ficaram mais distante do contato físico. Para Nathalie Maitre, os pais devem atentar-se a esse fato e cuidar para evitar o isolamento de filhos prematuros.

Matéria publicada no Delas – iG em 21/03/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/filhos/2017-03-21/carinho-estudo.html

 

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

GESTOS DE CUIDADO, GESTOS DE AMOR
Orientações sobre o desenvolvimento do bebê
10378Autor:  André Trindade
SUMMUS EDITORIAL

Cuidar de um bebê demanda mais que amor e instinto: exige precisão. Este livro encantador ensina pais, mães, professores e cuidadores em geral a lidar com bebês de maneira correta nas mais diversas situações: o banho, a amamentação, a massagem, o sono e muito mais. Belamente ilustrado e impresso em 4 cores, aborda ainda o desenvolvimento motor e cerebral das crianças desde o nascimento até os 3 anos.

“VELHICE – UMA NOVA PAISAGEM” MAIS UMA VEZ INDICADO NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO

Fausto Silva destaca a relevância do lançamento da obra Velhice – Uma nova paisagem em seu programa do dia 19 de março. Assista no vídeo abaixo.

 

 

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Conheça o livro:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1463/Velhice

 

 

‘ESCRITA É INCENTIVADA EM JOGO PRODUZIDO POR PESQUISADORA DA FEUSP’

Em um levantamento feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o Brasil tem 13 milhões de analfabetos. Mas a questão é mais complexa do que se imagina. Esse número pode ser ainda maior se forem considerados os chamados analfabetos funcionais, ou seja, aqueles que tem dificuldade de compreender textos simples. Com isso em mente, a pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), Silvia Colello, idealizou um jogo para estimular a prática da escrita.

O jogo chamado de “Escola: dá pra encarar?”, que conquistou o segundo lugar na categoria game no Prêmio ARede Educa, foi desenvolvido como parte da tese de Livre-Docência junto ao Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação da FEUSP e contou com a participação de crianças da ONG Instituto Franco Vive, de São Paulo (SP), da faixa etária de 6 a 10 anos, oriundas da rede pública de ensino.

“Enquanto os filhos de classes sociais mais privilegiadas tem pais que contam histórias e que usam a língua escrita e possuem livros em casa, as crianças da Ong não tem esse acesso. Então montei essa pesquisa para descobrir uma maneira de fazer com que essas crianças se envolvessem mais no aprendizado da escrita”

Que vocês resolvam o problema!

Em formato de tabuleiro, os estudantes só conseguem chegar ao final – e vencer o jogo – após uma série de resoluções de problemas relacionados à escola. Para Colello, esse tipo de atividade desperta nos alunos o senso de responsabilidade e a vontade de aprender. O jogo possui três vertentes de problemas: pedagógicos, relacionais e administrativos.

“Propus isso porque, apesar das crianças irem todo dia à escola, elas tem uma visão muito superficial sobre seu funcionamento. Então, na maioria das atividades, o que se ouvia eram coisas do tipo ‘tem que ir pra escola pra não ser burro’ ou ‘tem que ir pra escola pra ser alguém na vida’”, comenta.

A pesquisadora parte do princípio de que não podemos subestimar as crianças, apesar de muitas delas terem uma relação ruim com o conhecimento e com a escola. Ao trazer problemas concretos, pelo quais muitas delas passam, foi quando a experiência se intensificou. Um dos exemplos de problemas era quanto a um troféu que uma turma ganhou. Eles tinham que decidir em que sala esse troféu ficaria.

Com isso, ao longo do trajeto do tabuleiro, eles vão acumulando ou repassando problemas e ao final, é visto o saldo de problemas restantes; a partir deles os alunos produzem textos explicando como poderiam resolvê-los. “Fiquei impressionada com o impacto que esse jogo teve, ao gerar neles uma reflexão da cultura escolar”.

As fases do interesse

Colello observou também o impacto que tinha quando os convidava para jogar. De início, conta ela, os estudantes ficavam arredios e perguntavam, de longe. “o que que é isso aí?”. “Muitas crianças estão tão desencantadas do ambiente escolar que já chegam falando ‘ah, eu não quero fazer’, então eu as deixava só observando”, explica.

No segundo momento do jogo a pesquisadora explica que as coisas já mudavam. Aqueles que antes não queriam participar, começavam a interferir nas ideias dos colegas. O terceiro momento é o da tomada de atitude, com os alunos impondo seus pensamentos e suas ideias.

Colello afirma que a conclusão óbvia a que chegou foi que, sim, as crianças da periferia estão atrasadas. A conclusão não óbvia é que, pelo pouco que se faz, elas reagem muito. “Isso põe abaixo a ideia de que as crianças são apáticas, e que não querem se envolver na aprendizagem”.

“A ideia é que a escola pode mudar, ela deve mudar, se aproximar do lúdico. Deve provocar a criança com suas atividades, para elas saírem dessa condição de marasmo e se tornarem mais protagonistas do seu conhecimento”, afirma a pesquisadora.

Texto publicado originalmente no site da Faculdade de Educação da USP. Para acessá-lo na íntegra: http://www4.fe.usp.br/escrita-e-incentivada-em-jogo-produzido-por-pesquisadora-da-feusp

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Silvia Colello é autora da Summus Editorial. Conheça seus livros:

10657ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Silvia M. Gasparian Colello, Sérgio Antônio da Silva Leite

Neste livro, dois especialistas da Unicamp e da USP ampliam a compreensão do ensino da língua escrita. É possível alfabetizar sem retornar à cultura cartilhesca? Qual o papel da afetividade na alfabetização? Como sistematizar o trabalho pedagógico em sala de aula? Que paradigmas devem ser revistos no caso da aprendizagem escrita? Essas e outras perguntas são respondidas e debatidas nesta obra fundamental ao professor.
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10246A ESCOLA QUE (NÃO) ENSINA A ESCREVER
Autora: Silvia M. Gasparian Colello

A fim de repensar as concepções acerca da língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, este livro levanta diversos questionamentos sobre a alfabetização como é praticada hoje nas escolas. Depois de analisar diversas falhas didáticas e tendências pedagógicas viciadas, a autora oferece alternativas que subsidiem a construção de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

 

10711TEXTOS EM CONTEXTOS
Reflexões sobre o ensino da língua escrita
Organizadora: Silvia M. Gasparian Colello
Autores: Teresa Cristina Fernandes Teixeira, Érica de Faria Dutra, Gláuci Helena Mora Dias, Maria Aparecida Vedovelo Sarraf, Maria de Lurdes Valino, Martha Sirlene da Silva, Márcia Martins Castaldo, Nilma Guimarães , Silvia M. Gasparian Colello, Andréa Luize

Com o objetivo de discutir a alfabetização em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.

‘PESQUISA RECRIA NEURÔNIOS E ENCONTRA GENE LIGADO À ANOREXIA’

Neurônios derivados do organismo de meninas que sofrem de anorexia possuem um padrão característico de ativação do DNA, associado ao sistema que regula a sensação de prazer durante a alimentação.

Os dados sugerem que seria possível projetar medicamentos específicos contra o distúrbio.

“A anorexia ainda carrega muito estigma social, e muitos acreditam que seja algo psicológico. No entanto, é uma doença com bases biológicas claras, gerada a partir de contribuições genéticas e ambientais”, argumenta o biólogo brasileiro Alysson Muotri, que trabalha na Universidade da Califórnia em San Diego, autor do estudo.

Apesar de afetar 1% das pessoas com uma aversão irracional à ideia de ganhar peso (e que pode levar à morte), ainda falta muito para entender como a doença surge.

Para chegar às conclusões descritas em artigo na revista “Translational Psychiatry”, Muotri e colegas adotaram uma abordagem que tem rendido descobertas a respeito de autismo e mal de Parkinson, por exemplo.

Já que é praticamente impossível investigar diretamente o que acontece nas células cerebrais de pessoas com esses problemas enquanto elas ainda estão vivas, os cientistas usaram uma tecnologia que cria neurônios a partir de uma simples biópsia de pele.

A tecnologia em questão é a das células iPS (células pluripotentes induzidas), por meio da qual a amostra de tecido da pele recebe modificações para que as células voltem a um estado extremamente versátil, semelhante ao das células de um embrião com poucos dias de vida.

O passo seguinte é o cultivo delas num “caldo” específico, que propicia a transformação delas no tipo celular desejado –no caso, neurônios do córtex, a “área nobre” do cérebro.

Como os neurônios obtidos por esse método possuem o mesmo material genético dos que estão no cérebro da pessoa que foi submetida à biópsia, espera-se que eles simulem, de forma razoavelmente precisa, o que ocorre no organismo do doente.

Com base nisso, os cientistas obtiveram amostras de quatro adolescentes com um quadro de anorexia severa e refratárias a terapias leves.

Os pesquisadores também produziram neurônios derivados de quatro mulheres e meninas saudáveis, de modo a poder comparar as duas populações de células.

A preferência por pacientes do sexo feminino na adolescência se justifica porque a anorexia é dez vezes mais comum entre mulheres, e os sintomas costumam aparecer alguns anos após a puberdade.

Depois que os neurônios derivados de ambos os grupos do sexo feminino tinham se estabelecido numa cultura de células, os cientistas fizeram uma extensa análise da expressão gênica deles–ou seja, do padrão de ativação ou desativação de DNA nas células, o qual, por sua vez, rege o funcionamento celular por meio da produção maior ou menor de proteínas e outras moléculas.

De maneira geral, as diferenças entre os dois grupos de neurônios são sutis, embora eles pareçam se comportar de forma distinta –os neurônios das jovens anoréxicas têm mais em comum entre si do que com os das mulheres e meninas saudáveis. A ativação elevada de um gene específico nos neurônios “anoréxicos”, porém, chamou a atenção dos pesquisadores.

Trata-se do pedaço de DNA conhecido como TACR1, que contém a receita para a produção de uma fechadura bioquímica na qual se encaixa a taquicinina. “Ela atua no eixo cérebro-intestino e foi associada à sensação de gordura corporal”, explica Muotri.

Ou seja, parece que ajuda a regular a impressão que cada pessoa tem de estar magra ou gorda –uma das peças que fica fora de lugar para quem tem anorexia, um distúrbio que faz pessoas magérrimas continuarem a achar que estão muito acima do peso.

Curiosamente, já existem drogas que são antagonistas do TACR1, ou seja, atrapalham seu funcionamento. São usadas por pacientes que fazem quimioterapia e, por isso, perdem o apetite.

“Seria tentador testar isso agora [em quem sofre de anorexia], mas acredito que ainda é cedo”, diz Muotri. “Essas drogas têm muito efeito colateral e talvez tivessem de ser usadas cronicamente, o que não seria tão vantajoso.”

Para o psiquiatra Antonio Leandro Nascimento, da UFRJ, a abordagem adotada no novo trabalho é muito interessante por tentar investigar os aspectos celulares e genéticos da gênese da anorexia. “Mas não podemos esquecer que são apenas uma parte do quebra-cabeça. O ambiente e os aspectos culturais também são importantes”.

Segundo Nascimento, hoje não existem medicamentos voltados especificamente para os pacientes anoréxicos –o tratamento é centrado na terapia cognitivo-comportamental. Por isso, identificar possíveis alvos para drogas é importante, afirma.

Metéria de Reinaldo José Lopes, publicada originalmente na Folha de S. Paulo. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/03/1866579-pesquisa-recria-neuronios-e-encontra-gene-ligado-a-anorexia.shtml

 

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Quer saber mais sobre anorexia? Conheça os livros do Grupo Summus:

20710ANOREXIA E BULIMIA
Guias Ágora – Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

10241A EXPERIÊNCIA ANOREXICA
Autora: Marilyn Lawrence
SUMMUS EDITORIAL 

De forma simples e direta, a autora trata o complexo tema de anorexia que, nos tempos atuais, tem afligido um grande número de mulheres e jovens. O estudo busca entender por que a doença aflige basicamente o sexo feminino, e também analisa por que alguns tipos de tratamentos hospitalares são tão desastrosos. A autora oferece explicações e, principalmente, novas perspectivas. A quase inexistente bibliografia sobre a questão em nosso país torna esta obra consulta obrigatória.

10124MULHERES FAMINTAS
Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

10693O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL 

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.

 

QUANDO A “DONA DE CASA” É O HOMEM

Nas relações modernas, às vezes os papéis se invertem – a mulher trabalha fora e o marido cuida da casa. Mas atenção: o “homem do lar” também tem direitos garantidos por lei.

Sim, eles existem. Homens que invertem os tradicionais papéis atribuídos aos sexos e – a exemplo do que fez John Lennon em meados dos anos 70 – ficam em casa cuidando dos filhos enquanto a mulher trabalha fora não são assim tão raros quanto se poderia supor. E se a relação chegar ao fim, esse homem poderá se encontrar numa situação típica de muitas donas de casa que abdicaram da vida profissional em prol da família: a dificuldade de se reintegrar ao mercado de trabalho e, portanto, de se sustentar sem a ajuda do cônjuge. O que fazer, então?

A lei tem uma resposta que pode surpreender os que ainda acham que a função do homem é pagar e a da mulher é receber. Se o ex-marido ou companheiro provar na justiça que não tem condições de trabalhar, ou que seus rendimentos são insuficientes, a mulher terá de lhe pagar pensão alimentícia – desde que sua situação financeira o permita. E tem mais. Se o regime do casamento for o da comunhão universal de bens, ele terá direito à metade de todo o patrimônio do casal após a separação. Se o regime for o da comunhão parcial de bens ou se o casal viveu em união estável, o homem terá direito à metade dos bens comprados durante o casamento ou a união. E isso é válido mesmo que os bens estejam apenas em nome da mulher, e mesmo que o homem não tenha contribuído financeiramente para sua aquisição.

Antes que essas informações provoquem indignação geral entre os membros do sexo feminino, é preciso lembrar que a Constituição de 1988 estabelece direitos iguais para ambos os sexos. Entre esses direitos está o da divisão de bens após a separação. Assim como o homem não pode se recusar a dividir com a mulher a parte que cabe a ela, alegando, por exemplo, que ele comprou determinados bens sozinho, o mesmo é válido para a mulher.

Recentemente, o Supremo Tribunal de Justiça expediu sentença favorável a um homem de Minas Gerais que reivindicava metade do patrimônio adquirido pela companheira durante o período que os dois viveram em união estável. Nos 12 anos em que estiveram juntos, a mulher havia comprado diversos bens. Quando a união chegou ao fim, ela doou aos filhos todos os imóveis adquiridos na constância da união estável, além de vender outros bens que estavam em seu nome, mas que também foram adquiridos ao longo da união. Mas sua tentativa de não partilhar o patrimônio não deu certo. Por decisão judicial, ela teve de dar ao ex-companheiro a parte que lhe cabia. Apesar dele não ter contribuído diretamente para a aquisição desses bens, no entender dos juízes, o trabalho doméstico é considerado uma contribuição indireta. A mulher teve, ainda, que pagar-lhe uma indenização por conta dos bens que ela já havia vendido. Como se vê, o “homem do lar” também tem os seus direitos.

*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial www.ivonezeger.com.br

Artigo publicado no Blog Fausto Macedo, no Estadão, em 15/03/2017. Acesso para assinantes ou cadastrados: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/quando-a-dona-de-casa-e-o-homem/

Para conhecer os livros da autora clique nos títulos acima ou acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/ivone+zeger/all/0

 

 

‘ANTIBIÓTICO DOXICICLINA PODE SER ESPERANÇA NO TRATAMENTO DO PARKINSON’

Um estudo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, sugere que o medicamento antibiótico doxiciclina – usado há mais de meio século contra infecções bacterianas – pode ser indicado em doses mais baixas para o tratamento da doença de Parkinson.

Segundo os autores, a substância reduz a toxicidade de uma proteína conhecida como α-sinucleína, que em certas condições forma agregados que recobrem e lesam as células do sistema nervoso central. A morte dos neurônios dopaminérgicos (produtores do neurotransmissor dopamina) é o principal evento relacionado ao desenvolvimento de sintomas como tremores, lentidão de movimentos voluntários e rigidez, entre outros. Não há atualmente fármacos capazes de impedir que esse processo degenerativo progrida.

A pesquisa contou com apoio da FAPESP e a participação de três cientistas brasileiros vinculados à Universidade de São Paulo (USP): Elaine Del-Bel, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), Leandro R. S. Barbosa e Rosangela Itri, ambos do Instituto de Física (IF), na capital.

“Temos dados animadores de experimentos com camundongos e uma grande esperança de que o efeito neuroprotetor também possa ser observado em pacientes humanos. Esse tratamento poderia impedir a evolução da doença de Parkinson e, portanto, pretendemos iniciar em breve um ensaio clínico”, disse Del-Bel em entrevista à Agência FAPESP.

A descoberta agora detalhada nas páginas da Scientific Reports ocorreu de forma fortuita, há cerca de cinco anos, quando Marcio Lazzarini, ex-aluno de Del-Bel, realizava o pós-doutorado no Max Planck Institute of Experimental Medicine, na Alemanha.

Para estudar possíveis alternativas terapêuticas contra o Parkinson em camundongos, o grupo recorreu, naquela época, a um modelo bastante consagrado para induzir nos animais uma condição semelhante à doença humana. O método consiste em administrar uma neurotoxina – a 6-idroxidopamina (6-OHDA) – que causa a morte dos neurônios dopaminérgicos.

“Mas para nossa surpresa, dos 40 animais que receberam a 6-OHDA, apenas dois desenvolveram sintomas de parkinsonismo, enquanto os demais permaneceram saudáveis. Uma técnica do laboratório percebeu que os roedores haviam sido alimentados por engano com uma ração que contém doxiciclina. Começamos então a investigar a hipótese de que a substância poderia ter protegido os neurônios”, contou Del-Bel.

O grupo repetiu o experimento e acrescentou um segundo grupo de animais que, em vez de receber a doxiciclina pela ração, foi tratado com injeções do antibiótico em doses baixas no peritônio.

“Foi um sucesso nos dois casos. Publicamos os resultados na revista Glia, em 2013, sugerindo que, em doses subantibióticas, a doxiciclina poderia ter um efeito anti-inflamatório, protegendo os neurônios dopaminérgicos”, contou Del-Bel.

Mecanismo de ação

Entender os mecanismos por trás do efeito neuroprotetor da doxiciclina tem sido o foco dos estudos mais recentes, realizados em colaboração com o grupo liderado pela pesquisadora Rosana Chehin, da Universidade de Tucumán, na Argentina, além de duas pesquisadoras do Instituto do Cérebro e da Medula Espinhal sediado em Paris, na França: Rita Raisman-Vozari e Julia Sepulveda-Diaz. A colaboração com Chehin tem apoio da FAPESP por meio de um acordo com o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República Argentina (Conicet), no âmbito do Programa SPRINT – São Paulo Researchers in International Collaboration.

Nesses novos ensaios, que envolveram métodos de caraterização estrutural e espectroscópicos, o foco foi a proteína α-sinucleína – considerada uma das principais causadoras da morte dos neurônios dopaminérgicos.

“A α-sinucleína é uma proteína desordenada pequena que, na presença da membrana celular, se agrega formando fibras com uma ordem estrutural de empilhamento de folhas-beta ao longo do eixo. Chamamos essas fibras de amiloides. Já foi provado que grandes fibras amiloides dessa proteína não são tóxicas para as células e sim os chamados estágios oligoméricos, formados por pequenas quantidades de α-sinucleína agregada. Esses oligômeros são capazes de lesar a membrana dos neurônios”, contou a professora Itri.

Os pesquisadores sintetizaram pequenos oligômeros de α-sinucleína para estudar in vitro se a doxiciclina interferia no processo de agregação e de formação de fibras.

Com uma combinação de três diferentes técnicas – ressonância magnética nuclear, espalhamento de raios X a baixos ângulos e espectroscopia por infravermelho – foi possível perceber duas situações distintas. No meio sem doxiciclina, α-sinucleína se agrega em direção à formação de fibras amiloides. Já no meio contendo o antibiótico, a proteína forma outro tipo de agregado, com forma e tamanho diferente. Nos testes em cultura de células e membranas modelo, observamos que eles não causaram danos à membrana celular”, contou Itri.

Os testes em cultura foram feitos com células imortalizadas de neuroblastoma humano. Usando técnicas de microscopia eletrônica de transmissão, o grupo observou que a presença de doxiciclina no meio de cultura reduziu a agregação de α-sinucleína em mais de 80%. “Como consequência, aumentou a viabilidade das células em mais de 80%”, contou Del-Bel.

No âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, a professora da FORP-USP tem investigado mais profundamente os efeitos do tratamento com doxiciclina em camundongos. “A investigação também está vinculada ao projeto “Mecanismos celulares e moleculares envolvidos no papel de neurotransmissores atípicos em transtornos neuropsiquiátricos”, coordenado por Francisco Silveira Guimarães”, diz Del-Bel.

“Ainda não temos dados publicados, mas posso adiantar que a doxiciclina melhora os sintomas da doença no modelo animal. Resultados preliminares nos sugerem que, além da ação anti-inflamatória, de diminuir a liberação de algumas citocinas, a doxiciclina também altera a expressão de alguns genes-chave para o desenvolvimento do Parkinson”, disse Del-Bel.

Segundo a pesquisadora, evidências da literatura científica indicam que os agregados de α-sinucleína podem recobrir e lesar não apenas os neurônios, como também astrócitos e as demais células da glia. Além de Parkinson, portanto, esse processo está relacionado ao desenvolvimento de outras doenças neurodegenerativas, como a demência com corpos de Lewy (DCL) – o segundo tipo mais comum após o Alzheimer. Estudos futuros poderão investigar se a doxiciclina também pode ter efeito benéfico nessas outras situações.

O artigo “Repurposing doxycycline for synucleinopathies: remodelling of α-synuclein oligomers towards non-toxic parallel beta-sheet structured species” pode ser lido em: www.nature.com/articles/srep41755.

 

Matéria de Karina Toledo para  Agência FAPESP. Para lê-la na íntegra, acesse:

http://agencia.fapesp.br/antibiotico_doxiciclina_pode_ser_esperanca_no_tratamento_do_parkinson/24835/

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 Tem interesse pelo assunto? Conheça:


60055CONHECENDO MELHOR A DOENÇA DE PARKINSON
Uma abordagem multidisciplinar com orientações práticas para o dia-a-dia
Organizador: João Carlos Papaterra Limongi
PLEXUS EDITORA

Um livro especializado, com textos atraentes, simples, dirigido ao leitor que precisa de mais informação do que aquela recebida no consultório médico. Esclarece as mudanças que a enfermidade ocasiona, auxiliando tanto o portador da doença quanto a sua família. Inclui informações sobre a doença em si, exposição ilustrada de exercícios físicos, recomendações para melhorar o desempenho no falar e esclarecimentos sobre alimentação adequada.

Matéria de Karina Toledo para  Agência FAPESP. Para lê-la na íntegra, acesse:

http://agencia.fapesp.br/antibiotico_doxiciclina_pode_ser_esperanca_no_tratamento_do_parkinson/24835/

NOITE DE AUTÓGRAFOS DE “VELHICE – UMA NOVA PAISAGEM” FOI UM SUCESSO

Maria Celia de Abreu recebeu amigos e convidados no lançamento de seu livro Velhice – Uma nova paisagem, da Editora Ágora. A noite de autógrafos ocorreu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Confira abaixo alguns momentos do evento:

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Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Velhice

ODIR CUNHA LANÇA “LIÇÕES DE JORNALISMO” NA LIVRARIA DA VILA, NO SHOPPING PÁTIO HIGIENÓPOLIS

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Shopping Pátio Higienópolis-SP) promovem no dia 14 de março, terça-feira, das 18h30 às 21h30, o lançamento do livro Lições de jornalismo, do premiado jornalista e escritor Odir Cunha. A livraria fica no Shopping Pátio Higienópolis, piso Pacaembu (Av. Higienópolis, 618 – São Paulo).

Os profissionais mais críticos dizem que o jornalismo morreu. Não para os jovens que continuam encantados com a profissão. Embora tenham pouca ou nenhuma ideia do que fazer e por onde começar no jornalismo, eles ainda veem a profissão como uma forma de mudar o mundo. É para esses jovens que o premiado jornalista e escritor Odir Cunha escreveu o livro Lições de jornalismo, lançamento da Summus Editorial.

Com mais de 40 anos de profissão e passagem pelas grandes mídias, o autor reuniu 60 histórias valiosas de lições que aprendeu ao longo de sua carreira. São relatos de um profissional que desenvolveu seu talento, respeitando e lapidando qualidades essenciais para quem sonha com a profissão.

“O fato de não ter permanecido muitos anos em uma mesma empresa e de não ter me dedicado à mesma tarefa jornalística acabou por me dar, acredito, uma vivência enriquecedora em várias mídias: do jornal diário às revistas, às rádios, às tevês e à internet, sem contar os livros, para mim também uma forma de fazer jornalismo”, afirma Cunha, que tem 27 obras publicadas.

Ganhador de dois Prêmios Esso e três da Associação Paulista dos Críticos de Arte, Odir estabelece um diálogo franco e amigável com o leitor em suas lições. Para ele, a primeira qualidade de um jornalista é a humildade – essencial para aprender com os outros, para ser educado até com os arrogantes e para se colocar no lugar de um mero instrumento entre a notícia e o público. “Sem a consciência das próprias limitações e a vontade de trabalhar, humildemente, para superá-las, não se chega a lugar nenhum na profissão”, afirma.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1461/9788532310590
 

Lições de jornalismo