‘SIGA 8 PASSOS PARA PERDOAR DE VERDADE UMA TRAIÇÃO E SEGUIR EM FRENTE’

Ser alvo de uma infidelidade provoca vários sentimentos: mágoa, raiva, ciúme, vontade de se vingar… Por amor, muita gente decide relevar uma traição, mas desculpa o par somente da boca para fora. No íntimo, o ressentimento continua crescendo, impedindo a pessoa de seguir em frente e reconstruir a relação. Conversar muito sobre o que houve e fugir de culpas inúteis são alguns dos conselhos para conseguir perdoar de verdade. Veja outros, se você quiser, de verdade, relevar e tocar a vida do casal adiante:

Não faça de conta que nada aconteceu

Varrer a sujeira para debaixo do tapete só ajuda a acumular mais pó. Se quer mesmo perdoar e seguir em frente, não se reprima. Ser traído é muito dolorido, mas ignorar qualquer tipo de emoção significa não curar verdadeiramente a ferida. Sentir raiva, culpa, mágoa, decepção, fracasso, vergonha e sensação de perda faz parte do processo luto. Dói, mas é uma dor necessária.

Esgote o assunto com o par

Entender o que levou a pessoa a trair é fundamental, inclusive para motivar e selar o perdão. Portanto, converse muito com a pessoa e elimine todas as dúvidas e fantasmas de sua cabeça. Falar sobre o assunto é doloroso, claro, mas transformá-lo em tabu é pior ainda. Ao tentarem entender o que levou à infidelidade é possível compreender o que falta (ou não) na relação e, assim, reinventá-la.

Evite buscar mais detalhes

Os dois conversaram a fundo sobre o assunto e você decidiu superar o chifre e continuar o romance? Ótimo, então nada de ficar repetindo na mente cada trecho da conversa ou, pior, ir atrás de detalhes e informações sobre a vida da pessoa com quem o par traiu você, por exemplo. Fuçar redes sociais e alimentar a imaginação com fantasias só vão reviver e prolongar o sofrimento. E mais: você corre o risco de se tornar uma pessoa obsessiva e até adoecer, além de comprometer o futuro da relação.

Não caia no jogo da culpa

Pare de se martirizar procurando entender como e onde você errou. Evite, também, acusar as outras pessoas de mau-caratismo, maldade e frieza, entre outras coisas. Em vez de buscar culpados para a infidelidade, encare a experiência como uma oportunidade de olhar a relação de modo diferente e de fazer ajustes.

Pare de jogar na cara

Se resolveu perdoar e seguir em frente, vire a página. Não traga a história à tona a todo momento, seja na forma de indiretas ou de ameaças. Não use o que aconteceu para manter o outro sob controle ou de lembrá-lo o quanto você sofreu.

Dê um voto de confiança

Voltar a confiar é fundamental. A vontade de fiscalizar cada passo do outro é grande, mas é uma armadilha. Se você usar o controle para sufocar uma pessoa, será muito difícil seguir em frente. Cuidado para não transformar sua relação em uma prisão e criar novos problemas.

Não torne o episódio um reality show

Se há a mínima chance de perdão, evite sair contando o que houve por aí, ainda mais para gente que não tem relação alguma com o ocorrido. Embora você esteja buscando acolhimento, acredite, essas pessoas não ajudarão em nada. Ou, pior ainda, ajudarão de forma torta, usando as próprias experiências como parâmetro para dar pitacos inúteis. E lembre-se: publicar desabafos nas redes sociais é uma exposição desnecessária. Bico calado e discrição são as palavras-chave se você quer mesmo dar uma nova chance ao amor.

Valorize o que é bom

Em um primeiro momento, pode parecer uma tarefa árdua. Mas assim que conseguir organizar as ideias e pensar com clareza, faça uma lista mental dos momentos agradáveis e desagradáveis, das situações de gratidão, cuidado e entrega versus as de frustração, mágoa e decepção. Se a parte boa for mais relevante do que a ruim, você terá condições de sentir motivação para perdoar.

Fontes consultadas | Luciano Passianotto, psicoterapeuta e terapeuta de casais; Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC–SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica, de São Paulo (SP), e Thais Rabanea, psicóloga

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 03/08/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/08/03/siga-8-passos-para-perdoar-de-verdade-uma-traicao-e-seguir-em-frente.htm

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Conheça a obra da Ágora que tem a psicóloga Marina Vasconcellos entre os coautores:

PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
AutoresDalmiro M. Bustos, Gisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina da Costa Manso VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. Mauro, Vivien Bonafer Ponzoni
EDITORA ÁGORA

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

‘CONHECE A ASTROLOGIA VOCACIONAL? TEM GENTE USANDO PARA MUDAR DE CARREIRA’

A jornalista Lívia*, 32, iniciou a transição para uma nova carreira após receber os resultados da sua consulta astrológica voltada à área profissional. A médio prazo, planeja abandonar a área de produção de conteúdo para turismo e tornar-se escritora. “Já comecei a escrever e tenho me sentido bem satisfeita”, conta.

Segundo a astróloga Lilian Marins, a maior parte das pessoas tem habilidades múltiplas e nem sempre consegue utilizar todas as suas potencialidades em uma única profissão. E a astrologia vocacional – uma técnica de análise focada na carreira – pode ajudar a encontrar aptidões que, até então, não estavam sendo utilizadas no trabalho, indicando um novo caminho a seguir.

Como faz?

Toda a avaliação é feita a partir do Mapa Natal, que é a fotografia dos astros no céu no momento e local de nascimento da pessoa. Para tirar conclusões, os astrólogos avaliam a posição de cada astro e também os aspectos que formam entre si. “Os planetas, asteroides, Sol e Lua mostram uma relação e, por meio dessa linguagem simbólica que é a astrologia, explicam, definem e informam o funcionamento físico, emocional e intelectual da pessoa”,  explica a astróloga Elizabeth Nakata.

Algumas áreas específicas do Mapa merecem mais atenção, como acontece com as Casas 2, 6 e 10, que respondem pela realização material e profissional.

Quem procura?

Segundo os astrólogos, um dos focos da astrologia vocacional é dar suporte para decisões relacionadas a mudanças de função, de emprego ou mesmo de área profissional. Porém, a técnica também pode auxiliar os jovens em época de vestibular. “O Mapa permite que o estudante possa escolher de forma mais consciente entre um extenso leque de opções, para contemplar o uso adequado de suas habilidades, em sintonia com a sua verdadeira vontade”, explica o astrólogo Patrick Mesquita.

A estudante Juliana Mattos, 21, estava em dúvida sobre qual curso escolher, até fazer o Mapa Natal com esse objetivo. “Eu me surpreendi com as coisas que o astrólogo falou sobre mim! E uma das primeiras observações que ele fez foi que eu poderia me dar bem trabalhando com tecnologia”, conta. Era o impulso que faltava para ela mudar de cidade e iniciar um curso de informática. “Atualmente, estou bem feliz com a minha decisão”, diz.

Qual é o resultado?

Após a análise do Mapa, o astrólogo deve apontar algumas possibilidades ao cliente, mas jamais apresentará um resultado determinante sobre o futuro profissional. “O astrólogo que eu consultei me mostrou informações que o Mapa trazia sobre minhas características pessoais, potencialidades e até dificuldades relacionadas ao lado profissional. Eu tomei minha decisão entre os vários caminhos que ele me apontou”, diz Lívia.

Também é possível descobrir que se está na área certa, porém, em um local de trabalho inadequado. “Na astrologia vocacional, identificamos aspectos como necessidade de segurança, habilidade para lidar com assuntos financeiros, ambientes de trabalho mais propícios, entre outros”, afirma a astróloga Titi Vidal.

*Nome trocado a pedido da entrevistada.

Reportagem de Gabriela Guimarães e Rita Trevisan publicada originalmentne no UOL, em 26/07/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/horoscopo/noticias/redacao/2017/07/26/conhece-a-astrologia-vocacional-tem-gente-usando-para-mudar-de-carreira.htm

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Se interessou pelo assunto? Conheça:

VOCAÇÃO, ASTROS E PROFISSÕES
Manual de astrologia vocacional (acompanha CD)
Autores: Márcia Mattos e Ciça Bueno
EDITORA ÁGORA

A astrologia, neste livro de duas das mais conceituadas profissionais da área, se mostra uma ferramenta poderosa para auxiliar na identificação da verdadeira vocação. Um CD para que cada um faça a própria análise astrológica, completa esta obra dirigida a jovens e adultos em busca do melhor caminho profissional.

‘JOVEM, REPENSE SEUS VALORES EM RELAÇÃO À VELHICE, RECOMENDA PSICÓLOGA’

Maria Célia Abreu fala com conhecimento da causa que defende. Aos 73 anos, a psicóloga e professora universitária por mais de 20 anos na PUC-SP, é taxativa: ainda há preconceito exacerbado com imagem dos velhos, diz. E os jovens precisam ficar mais atentos ao tema, completa a autora de “Velhice: uma nova paisagem” (editora Agora), livro em que reúne depoimentos, experiências e dicas sobre a questão que lhe é mais cara atualmente.

Maria Célia fala mansamente, mas é enfática. Esqueça expressões como “melhor idade” ou “idade do ouro”, elas fazem parte do esforço de reconhecimento do velho na sociedade, mas não passam disso, garante Maria Célia. E, em recado claro às gerações mais jovens, um recado: repensem seus valores em relação aos velhos.

Quais os efeitos dos preconceitos que ainda cercam a velhice?

O preconceito contra a velhice existe – muitas vezes não conscientizados – e cria uma crença falsa que restringe a sua exposição a experiências diversificadas. Se eu tenho um preconceito contra velho, não me aproximo de quem tenha mais idade e posso estar perdendo a oportunidade de uma convivência muito rica. É algo a ser reconhecido, trazido à consciência e depois combatido.

Os velhos também têm preconceito contra velhos?

O velho que também tem preconceito contra velho vai limitando a sua própria vida. Ele se educou nessa sociedade em que se dizia que velho era algo inferior, debilitado, incapaz, então ele apreende que está incapaz, decadente e começa a se comportar como tal. Como se não merecesse mais ser autônomo, ele vai ficando à parte do mundo, principalmente desse mundo tecnológico. Então, temos de ter consciência do nosso preconceito, tenhamos nós qualquer idade, sabendo que eles são prejudiciais.

O fato de os velhos serem hoje numericamente expressivos, uma tendência que vai persistir, não muda o cenário e a percepção que se tem dessa fase da vida?

Sim, os velhos eram um grupo numericamente pouco significativo até pouco tempo atrás. Hoje, se você vai ao velório de alguém com 60, 70 anos, ouve ‘nossa, morreu novo’. Há uma mudança muito grande na sociedade para se adaptar a essa quantidade de velhos. Os termos idade de ouro e melhor idade, por exemplo, são parte desse esforço, mas, claro, a velhice não é nada disso. Mas esses termos foram cunhados para fazer valer direitos. Aí o velho foi ganhando visibilidade.

Qual é a “nova paisagem” a que você se refere no seu livro? Você escreve por experiência própria?

Sim, há influência das minhas experiências. Nos últimos dois, três anos a gente está começando a entrar numa nova paisagem. Existia uma imagem que ainda usamos, que associa o envelhecimento à descida de uma montanha. Ao descer, a gente perde tudo aquilo que ganhou enquanto subia. Essa imagem é desesperante, desesperançada, péssima. A vida não é uma montanha que se sobe ou se desce. A vida é uma estrada que você não sabe o quanto ela será extensa ou não. Se você atravessa uma paisagem árida, cheia de pedregulhos, calma, ela vai acabar. A estrada continua. Não necessariamente todo começo de estrada tem paisagens amenas, há infâncias muito dolorosas. E não necessariamente o final, a velhice, é pobre. Muitas vezes é a melhor fase que a pessoa vive. A gente enaltece a infância e diz que a velhice é péssima. Isso não é verdade.

A velhice pode mesmo ser a melhor fase da vida de uma pessoa?

Todas as idades têm seu valor.

Por que a velhice assusta tanto? Ou é a morte?

Morrer pode acontecer em qualquer idade, mas se sabe que, uma vez velho, se está próximo do fim. Há quem enfrente isso muito bem. E tem quem relute diante da própria velhice. Quanto mais se falar sobre morte, isso deixa de ser tabu. E isso também é algo recente. A morte, os cuidados paliativos, o testamento vital, os cuidados que você pode ter para preparar a sua própria morte. Isso exige reflexão, coragem.

Há, de certo modo, uma profusão de estudos sobre o envelhecimento. Como, de fato, passamos a encarar a velhice de modo diferente? Na prática, a teoria é outra, não?

Já há inúmeras profissões lidando com o envelhecimento, isso é um bom sinal. O que sabemos é que tem de dar liberdade, respeitar e garantir autonomia aos velhos. A própria família carrega o preconceito, muitas vezes.

De quem ou de que instituições é a responsabilidade por falarmos e cuidarmos tão precariamente dos velhos?

Estamos num processo de transformação. O tema está se abrindo. Os políticos estão percebendo a força política dos velhos. E a indústria também está começando a perceber que o velho tem de ter uma atenção diferente do jovem.

Como lidar com a fragilidade do outro diante da própria fragilidade, no caso de pessoas de 60, por exemplo, que cuidam de pais acima de 80?

Essa turma, em geral, tem filhos demandando atenção além dos pais, o que faz com que haja uma geração espremida entre dois lados. Temos de lidar com as coisas com naturalidade. O velho é uma pessoa importante e de alguma forma você vai ter de se adaptar a ele, assim como se adapta aos filhos. É importante não interferir na vida dos pais mais do que eles precisam. O velho tem de lutar por sua autonomia. E o jovem tem de confiar que o velho é capaz. Com bom senso. Tem de saber e conversar sobre as limitações.

Os 50 anos são tidos como um marco, atualmente, as queixas começam aí. Para quem ainda não chegou, mas está perto, o que você diria?

Todas as fases da vida são apenas novas paisagens. O que conta é a prevenção. Para ser um velho legal, saudável e de cabeça aberta você tem de começar já a cuidar do corpo, da forma física, da saúde, tem de estudar, ler, aprender, manter o cérebro funcionando, participar da comunidade e cultivar relações afetivas. Jovem, é muito provável que você fique velho; é muito provável também que você trabalhe com velhos e para velhos. Convém repensar seus sentimentos em relação ao velho e à velhice, bem como os valores atribuídos a eles. É preciso se informar sobre esse segmento da população, ainda tão desconhecido. Você vai fazer parte dele.

Entrevista feita por Maria da Luz Miranda, publicada em O Globo em 15/07/2017. Acesso na íntegra para cadastrados: http://blogs.oglobo.globo.com/depois-dos-50/post/jovem-repense-seus-valores-em-relacao-velhice-recomenda-psicologa.html

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Conheça o livro de Maria Celia de Abreu:

VELHICE
Uma nova paisagem
EDITORA ÁGORA

Todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos: por sermos idosos, por termos alta probabilidade envelhecer ou porque nossos produtos tendem a ser consumidos por esse público. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade? A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.

‘DIVÓRCIO CONFLITUOSO DOS PAIS PREJUDICA SAÚDE DOS FILHOS POR DÉCADAS, DIZ ESTUDO’

Quando as crianças vivenciam um divórcio ou separação conflituosa de seus pais, a situação parece prejudicar sua saúde por décadas, até a idade adulta, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (5).

O estudo, publicado na científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi feito com 201 adultos saudáveis que concordaram em ser colocados em quarentena, expostos a um vírus que causa o resfriado comum e monitorados por cinco dias.

Aqueles cujos pais se separaram e não se falaram durante anos eram três vezes mais propensos a adoecer, em comparação com aqueles cujos pais se separaram mas permaneceram em contato durante o crescimento das crianças.

Pesquisas anteriores mostraram que os adultos cujos pais se separaram durante sua infância têm um risco aumentado de ter a saúde mais fraca.

O último estudo mostrou que este risco maior de contrair doenças se deve se deve, ao menos em parte, a uma inflamação aumentada em resposta a uma infecção viral, segundo o artigo.

“As experiências estressantes no início da vida fazem algo com a nossa fisiologia e processos inflamatórios que aumenta o risco de uma saúde mais fraca e doenças crônicas”, disse Michael Murphy, associado de pesquisa de pós-doutorado em psicologia na Universidade Carnegie Mellon.

“Este trabalho é um avanço na nossa compreensão de como o estresse familiar durante a infância pode influenciar a susceptibilidade de uma criança a doenças 20-40 anos depois”, acrescentou.

O estudo também mostrou que os filhos adultos de pais que se separaram mas ficaram em contato não eram mais propensos a ficar doentes do que os filhos adultos de famílias intactas.

“Nossos resultados visam o sistema imunológico como um importante portador do impacto negativo a longo prazo do conflito familiar”, disse Sheldon Cohen, coautor e professor de psicologia.

“Eles também sugerem que os divórcios não são todos iguais, e que a comunicação contínua entre os pais amortece os efeitos deletérios da separação nas trajetórias de saúde das crianças”, completou.

Matéria publicada originalmente no UOL, em 05/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2017/06/05/divorcio-conflituoso-dos-pais-prejudica-saude-dos-filhos-por-decadas-diz-estudo.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

SOB FOGO CRUZADO
Conflitos conjugais na perspectiva de crianças e adolescentes
Autora: Maria Dolores Cunha Toloi
EDITORA ÁGORA

Partindo da ideia de que a saúde mental de crianças e adolescentes está diretamente ligada à convivência familiar saudável, Dolores Toloi mostra também que, tanto quanto o divórcio, a manutenção do casamento com alto nível de conflito é prejudicial aos filhos. Ao final, apresenta uma bem-sucedida proposta de sociodrama temático para lidar com esse público.

‘9 VERDADES QUE OS TERAPEUTAS DE CASAIS GOSTARIAM QUE VOCÊ SOUBESSE’

Você tem medo de terapia de casal? Acha que recorrer a ajuda de um especialista é sinal do fracasso do relacionamento? Pois saiba que não é bem assim.

A terapia de casal existe para facilitar o diálogo entre marido e mulher, ajudando a solucionar conflitos não só quando as coisas vão mal. Veja o que mais os profissionais do ramo gostariam que você soubesse:

1 – O objetivo é unir o casal

O foco principal da terapia é manter o casal em sintonia. Se os parceiros estão brigando o tempo todo ou tendo dificuldade para resolver os problemas, mas ainda se amam, procurar um terapeuta para ajudar a discutir a relação é ótima saída.

2 – O objetivo também pode ser a separação

Em alguns casos, durante o processo de olhar para os objetivos, planos e questões de cada um, pode ser que o casal perceba que está tudo mesmo muito desalinhado. Os dois não têm energia para levar a relação adiante e o melhor é terminar. Nessas horas, a terapia de casal pode ser boa também para que a separação seja feita tranquilidade e menos dolorosa possível.

3 – Quanto antes começar, melhor

Não espere a situação ficar insustentável para buscar a ajuda. Se já existe uma questão difícil de resolver entre vocês e o diálogo não está fluindo, comece a terapia o quanto antes. Assim a solução pode ser mais fácil.

4 – O terapeuta é o juiz e não advogado

Muita gente vai procurar a terapia de casal esperando provar seu ponto. “Eu não estou certo?” é uma frase comum de se ouvir no consultório. Mas a função do terapeuta não é escolher um dos lados ou julgar os comportamentos e sim funcionar como um juiz, mediando a conversa.

5 – Falta de briga pode ser um sinal ruim

Vocês nunca brigam? Opa! Isso pode não ser sinônimo de um relacionamento bom. Pessoas discordam e conflitos são naturais ao longo da relação, mas se não existe discussão por eles, pode ser que alguém esteja se anulando e abaixando demais a cabeça. E isso nunca é legal.

6 – Se um não quer, dois não se resolvem

Não adianta nada forçar o outro a ir para a terapia de casal com você se ele não quer. O negócio só flui se as duas pessoas estiverem se dedicando e colocando suas energias no esforço de e melhorar a relação e resolver os conflitos.

7 – As sessões nem sempre são a dois

Em alguns momentos, acontece terapia individual para identificar questões que não são tão abertas a dois e depois trabalhar isso com outro.

8 – Não precisa falar tudo!

Tem gente que acha que porque é terapia, é hora de falar tudo que estava guardado. Mas lembre-se: o objetivo ali é unir e não brigar mais. Então não precisa despejar segredos ou pensamentos que não acrescentem e podem magoar o outro. Algumas coisas não precisam ser ditas.

9 – O resultado não é imediato

O tempo que se leva para ver o resultado da terapia de casal varia de acordo com os parceiros e a dedicação. Mas, como toda terapia, é um processo que leva um certo tempo para identificar a origem dos conflitos e trabalhar. Não vá esperando sair da primeira sessão com tudo resolvido!

Especialistas consultadas: Maria Cecília Veluk, coordenadora do curso de terapia de casal e família do Instituto Delphos; Cláudia Graichen, terapeuta de casais especialista em sexualidade.
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Matéria de Helena Bertho, publicada originalmente no UOL, em 04/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/06/04/9-verdades-que-os-terapeutas-de-casais-gostariam-que-voce-soubesse.htm

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Conheça os livros da Ágora sobre o tema dos quais Maria Cecília Veluk é coautora:

LAÇOS AMOROSOS
Terapia de casal e psicodrama
Organizadora: Maria Amalia Faller Vitale
Autoras:  Vanda Lucia Di Yorio Benedito, Gilda Castanho Franco Montoro, Júlia Motta, Laurice Levy, Lúcia Ferrara, Maria Amalia Faller Vitale, Maria Cecília Veluk Dias Baptista, Maria Regina Castanho França, Maria Rita Seixas, Marta Echenique, Elisa López Barberá

Coletânea de artigos de profissionais de primeira linha que vem sendo pensado e elaborado há anos, com o intuito de dar visibilidade ao trabalho psicodramático com casais ou famílias. Dois planos interagem nos escritos: o impacto de mudanças sociais que interferem na vida familiar e a contribuição de Moreno para a terapia de casal.
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PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autoras: Vivien Bonafer Ponzoni, Gisela M. Pires Castanho, Júlia Motta, Maria Amalia Faller Vitale, Maria Cecília Veluk Dias Baptista, Maria Cristina Romualdo Galati, Maria Rita Seixas, Marina da Costa Manso Vasconcellos, Marta Echenique, Mônica R. Mauro, Dalmiro M. Bustos

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

‘A ARTE E AS NOVAS PAISAGENS DA VELHICE’

A ideia da velhice como uma nova paisagem muito me agrada. Da paisagem de agora, imagino um tempo futuro, onde se possa viver a explosão colorida. A Arte nos ajuda a perceber, na velhice, a possibilidade de se transformar, assim como a oportunidade de usar o fazer artístico para desrespeitar as regras impostas com a propriedade, característica da longevidade. Quem sabe, assim, o que expressamos na Arte feita e compreendida, não possa ser aplicada na própria vida?

Sinto-me numa paisagem estonteante, onde a maturidade permitiu que olhasse para os lados com uma certeza absoluta da realidade apresentada. Isso não quer dizer que minha paisagem não comporta sonhos e desejos, muito pelo contrário. Mas percebo a vida como um fato incontestável cujo poder de sonhar colabora para um florescer do entorno. Recentemente entrei em contato com as ideias da psicóloga Maria Celia de Abreu, onde em um encontro para refletir sobre seu novo livro “Velhice: Uma nova paisagem”, com atenção, a ouvimos falar sobre a importância de criarmos uma imagem mental para ressignificar o sentido do envelhecimento.

“Não gosto nem um pouco da imagem bastante difundida de que a vida consiste em nascer ao sopé da montanha, ir subindo, subindo, subindo até chegar ao topo, no auge da vida adulta, e depois começar a descer, descer, descer… até encontrar o fim da jornada em algum ponto imprevisto” (p.44) , diz a autora sobre essa ideia que nos remete a um caminho repleto de derrotas.

Pensar na vida como um caminho que nos é oferecido a percorrer com diversas paisagens, parece mais interessante.

Como regra, sabemos que neste trajeto, não é possível voltar atrás e caminhar é o fazer que nos cabe, sem contestação. E desta forma vamos vivendo a vida encontrando paisagens que ao longo do percurso vão se transformando em novas realidades. “Haverá ladeiras íngremes a ser galgadas ou descidas penosamente; haverá trechos desérticos, sob sol escaldante, coberto por pedregulhos pontiagudos; haverá trechos sob árvores frondosas, que fornecerão sombra e frutos; ou nossa estrada atravessará paisagens com campos floridos, riachos de águas cristalinas, lindos lagos serenos.” (p.47)

Cabe a nós escolher se caminharemos de mãos dadas ou sozinhos, mas se haverá luz ou escuridão, sol ou chuva, não sabemos, mas se faz necessário definir a paleta de cores que pretendemos usar nessa construção.

Se fizermos uma analogia com os diversos tipos de paisagens da História da Arte, podemos entender a loucura do viver que ora nos acolhe ora nos amedronta.

O fato é que as paisagens de nossa vida, assim como as que nos foram contadas pelos grandes artistas, modificam-se ao longo dos períodos e se não tivermos flexibilidade para aderir a cada nova situação apresentada, não daremos conta de pertencer ao tempo atual.

Nossa vida nada mais é do que o caminho que nos é ofertado a percorrer.

Ao pensarmos no Barroco Francês, movimento que aconteceu durante o século XVII cuja característica era criar um efeito avassalador através da fusão de várias artes, percorremos uma paisagem de total deslumbre. E de tão deslumbrados, não sabemos para onde olhar. Seguimos o percurso nos perdendo em meio a tanta beleza. O Palácio de Versalhes é um exemplo deste tipo de arte que une a arquitetura, pintura, escultura e jardinagem em uma fusão que conjuga a harmonia como resultado. Caminhar por seus jardins assemelha-se aos momentos em que precisamos nos perder para enfim prosseguir. Labirintos muitas vezes desenham o caminho do viver e compõem nossas vidas com seus percursos intrincados.

“Perder-se também é caminho”, como já dizia Clarice Lispector.

O percurso não para de se modificar, assim como os movimentos diversos que fazem a História da Arte algo tão engrandecedor. Do Barroco seguimos adiante até o Realismo, movimento que emergiu na França no início da revolução de 1848 como uma reação ao Romantismo que por volta de 1800, mostrava através da Arte um mundo de beleza que propunha elevar os sentimentos acima dos pensamentos. Devo dizer que em meu viver, paisagens românticas são corriqueiras e me trazem certa dificuldade de racionalizar a própria vida. Com o Realismo combatia-se essa ideia romântica de ver o mundo. Suas paisagens retratam a vida tal qual ela se apresenta de maneira pragmática, afinal a realidade deve ser maior do que a sensação.

Nos momentos de viver as paisagens reais, nos endurecemos como humanos e muitas vezes perdemos de vista nossa condição de contemplar o entorno.

A ideia da velhice como uma nova paisagem muito me agrada. Da paisagem de agora, imagino um tempo futuro, onde se possa viver a explosão colorida dos Fovistas que entre 1905 e 1907, revolucionaram a arte com cores violentas pintadas de forma arbitrária. Desejo um viver, para mim e para os idosos que cruzam meu caminho, que seja capaz de transformar toda e qualquer realidade em uma paisagem a nossa própria vontade. A Arte nos ajuda a perceber, na velhice, a possibilidade de se transformar, assim como a oportunidade de usar o fazer artístico para desrespeitar as regras impostas com a propriedade, característica da longevidade. Quem sabe, assim, o que expressamos na Arte feita e compreendida, não possa ser aplicada na própria vida?

No Centro Dia público onde trabalho, o livro da Maria Célia foi tema de conversa durante a aula de História da Arte, começamos com as paisagens do Barroco Francês para nas semanas seguintes desbravarmos novos cenários. Para o atelier de Arteterapia, a continuidade do tema se fez presente na pintura de telas onde cada idoso falava da sua paisagem atual.

Paisagens floridas, lago em meio às árvores e mares tranquilos compuseram as pinturas. O Centro Dia veio para modificar paisagens e suas velhices. O que era turvo, ganhou cor e luz e os trabalhos mostraram uma felicidade de existência em estética e em sorrisos.

Paisagens diversas para um único caminho. E assim seguimos vivendo a vida. Das de Monet com suas paisagens embaçadas, mescladas, à força das retratadas pelos expressionistas, uma vida rica é aquela que nos coloca a prova para aprendermos a sair do conforto. Tem outro jeito de existir? Para os que pensam na velhice como paisagens apagadas, a Arte possibilita ascender os holofotes e modificar a paleta de cores.

O caminho é o mesmo. O viajante segue os passos com a única e certeira incumbência de caminhar.

A passos lentos, muitas vezes trêmulos, mas passos certeiros rumo ao desejo de existência que se faz presente em todas as paisagens do nosso caminho.

Texto de Cristiane T. Pomeranz, publicado no Portal do Envelhecimento. Acesse na íntegra: http://www.portaldoenvelhecimento.com.br/arte-e-novas-paisagens-da-velhice/

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Conheça o livro:

Velhice: uma nova paisagemVELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA 

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira. Ao lado do grande crescimento do número de idosos, há também o aumento da expectativa de vida. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.

‘CIÚME EXTREMO DEVE SER TRATADO COMO DOENÇA’

Diferentemente do ciúme comum, que faz parte de relacionamentos saudáveis, o sentimento excessivo pode se tornar patológico e destruir a vida do casal. Em casos normais, ele aparece em forma de ansiedade e insegurança — –mas nada fora do comum. Entretanto, uma pessoa doente tem baixa autoestima e não consegue estabelecer relação de confiança porque, entre outros motivos, acredita que ninguém pode querer amá-la verdadeiramente.

Para se sentir no controle da situação, o processo doentio começa com a fiscalização pesada. “É uma ilusão de controle. Colocam rastreador no celular, no carro…. E quando não pode com esses recursos, liga desesperadamente porque  quer saber o tempo todo onde e com quem o parceiro está. No final, essa pessoa esquece da própria vida em função do outro, que se sente sufocado e pode abandonar tudo”, afirma a terapeuta Arlete Gavranic, do Isexp (Instituto Brasileiro de Sexologia e Medicina Psicossomática).

A psicoterapeuta Iracema Teixeira fala que esse tipo de comportamento é comum entre homens e mulheres, mas que, culturalmente, eles não se sentem à vontade para admitir um grande amor e, por isso, sabe-se menos de casos masculinos. “As características são semelhantes ao vício em drogas e álcool, por exemplo. O quadro obsessivo traz sintomas de abstinência quando há qualquer distância física –ou mesmo emocional–, como insônia e taquicardia”.

Segundo as especialistas, o primeiro passo é reconhecer a patologia e, em seguida, procurar ajuda. Existem grupos anônimos e a própria terapia pode ajudar. “São situações extremadas e muito delicadas. O parceiro de um ciumento excessivo precisa ajudar e não reforçar o comportamento. Muitas vezes, eles se sentem sufocados, mas em outras, confundem com cuidado e amor”, explica Iracema.

Acesse a matéria na íntegra e conheça as histórias de Lisa* e Isabel*, que reconheceram os sintomas e procuraram ajuda:
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/05/01/ciume-pode-virar-doenca-veja-como-lidar-e-conheca-historias.htm

*Os nomes foram trocados para preservar a identidade das entrevistadas.

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Para saber mais sobre o tema, conheça o livro:

20034CIÚME
O lado amargo do amor
Autor: Eduardo Ferreira-Santos
EDITORA ÁGORA 

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

‘BBB: TER CIÚME É NORMAL, MAS NÃO DO JEITO QUE EMILLY SENTE’

Durante toda a 17ª edição do BBB, Emilly já teve inúmeras crises de ciúmes de Marcos. Seja com outras participantes da casa, como Vivian e Elettra, de convidadas que foram ao programa, como a atriz Claudia Ohanna, e já chegou até a dizer que selecionaria as amizades do brother no Facebook, quando saíssem da casa. 

Sentir ciúme é normal, segundo a psicóloga clínica e hospitalar Sabrina Gonzalez, mas ter crises frequentes, como Emilly, indica problemas. “O ciúme saudável aparece quando há um motivo plausível. A pessoa interpretou algo, independentemente de estar certa ou errada, e aquilo gerou ciúme. Ele aparece em situações específicas”, explica.

Já o exagerado, não. O ciúme e a desconfiança pairam 24 horas por dia, mesmo sem razão. “A pessoa não consegue se libertar da situação. O sentimento não tem relação com o parceiro em si, nem é baseado em algo específico, mas, sim, nos pensamentos irreais que só passam pela cabeça da pessoa”, explica.

Segundo especialistas ouvidas pelo UOL, sete comportamentos de Emilly não são saudáveis:

1. Usar o controle para se sentir segura

Na opinião da psicoterapeuta Lizandra Arita, o ciúme é uma mescla de insegurança e medo. “A pessoa quer ter o controle sobre o outro, pois, assim, se sente seguro e, quando isso não acontece, ela fica mais insegura, ansiosa e nervosa”, diz.

Para a psicoterapeuta, a imaturidade de Emilly só piora a situação. Todo mundo se sente inseguro eventualmente na vida, mas o lado racional e adulto faz com que consigamos contornar esse sentimento. Sem maturidade, só sobra o lado emocional falando, e aí a pessoa age como uma criança que faz birra, se descontrola”, explica.

2. Não respeitar a individualidade do outro

Outra possibilidade que faz a sister ser tão ciumenta é o fato de ela querer que o namorado seja igual a ela. “Emilly tem dificuldade de aceitar o Marcos do jeito que ele é. Em muitos momentos, ela não quer que ele pense de outro jeito, tem medo que outras pessoas possam afetar o julgamento do médico e que ele se volte contra ela”, diz Lizandra.

Para a psicoterapeuta, não ter controle sobre o namorado gera medo e ansiedade, o que faz com que ela tente manipulá-lo. “Ela age assim para que ele siga a opinião dela, para que ele não tenha a própria identidade, e o ciúme tem muito a ver com isso. Não permito que o outro seja ele mesmo e quero que tudo seja do meu jeito”, diz.

3. Não confiar em si mesma

Ainda que Emilly saia dizendo por aí que se acha sensacional. Segundo Eliana Costa, psicóloga e coach do grupo Atitude, a situação pode indicar o oposto. Ela pode, sim, ter a autoestima baixa. “Esse tipo de autoafirmação já é um sinal de baixa autoestima, e quando falta autoconfiança, a pessoa sente que não é boa o bastante para o outro”, diz.

  • 4. Dificuldade de dialogar

Ao sentir ciúme do parceiro, Emilly se enfurece. Segundo Eliana, ao fazer um escândalo e sair andando, sem tentar manter um diálogo, Emilly dificulta a resolução do problema. “O diálogo é o caminho para solucionar um conflito”.

5. Chamar a atenção com brigas 

Mesmo que inconscientemente, Emilly usa a briga para conseguir ter a total atenção de Marcos. “É uma tentativa de controlar, pois enquanto está rolando a discussão, ele se mantém preso na discussão, olhando para ela, e não mais para a Vivian, por exemplo”, fala Eliana.

6. Tentar impedir que Marcos se relacione com outras pessoas

A intenção de controlar as amizades do médico fora do reality também só reiteram a necessidade de estar no comando. “Querer controlar o Facebook dele nada mais é do que querer estar por dentro das relações que ele tem. Com quem ele fala, para quem dedica afeto ou não, assim como ela faz com ele no reality”, diz Eliana.

Matéria de Thamires Andrad, publicada originalmente no UOL, em 07/04/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/04/07/bbb-ter-ciume-e-normal-mas-nao-do-jeito-que-emilly-sente.htm

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Autor: Eduardo Ferreira-Santos
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O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

“DESTRUÍ MEU CORPO VÁRIAS VEZES POR NÃO ME ACEITAR”, DESABAFA ATRIZ

A atriz Carolinie Figueiredo usou seu Instagram nesta quarta-feira (22) para fazer um desabafo sobre a constante luta contra a balança que enfrenta.

“Li que a maior forma de reprimir uma mulher é impondo a ditadura da magreza aos aos nossos corpos. Eu, desde muito cedo, escuto: ‘Você é linda, seu rosto é lindo, só precisa dar uma secadinha/fechadinha’. Como sou atriz desde os cinco anos, comecei a ouvir essas frases antes mesmo de estar gorda. Permaneci minha vida inteira lutando com a balança. As vezes nem por opção, mas revendo meu caminho até aqui: oscilo profundamente entre ‘uau, estou em uma fase boa, focada, disciplinada, regradinha, fechei a boca, estou com um carinha ou com a perspectiva do carinha, o que me faz ainda mais motivada’ e fases de largar tudo para o alto e afrouxar, desistir, comer compulsivamente para suprir sei lá o que. O que acontece é que, quando somos metralhadas desde cedo com imagens de perfeição, a gente odeia o próprio corpo, porque junto com ele vem a mensagem de sermos erradas, imperfeitas e não amarmos o próprio corpo. O padrão esmaga. Destruí meu corpo várias vezes por não me amar e não me aceitar. Fiz as maiores rebeldias e revoluções com meu próprio corpo, hoje sei como proteção da objetificação e por que de alguma maneira jogava para o meu corpo minhas próprias frustrações e rejeições, em um ciclo vicioso. Adoraria terminar o texto dizendo: agora me amo como sou, assumi minhas marcas porque elas construíram quem eu sou, se possível postando minha foto lacradora de biquíni. Mas acontece que nessa minha jornada de amor próprio e aceitação estou engatinhando e ainda oscilo entre ‘vou fazer a louca esculpir meu corpo e arrasar’ e ‘foda-se, vou ser quem sou e me aceitar de vez’. Eu ainda estou no meio do caminho, do meu próprio caminho.”

Reproduzido do UOL. Para acessar na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/03/23/destrui-meu-corpo-varias-vezes-por-nao-me-aceitar-desabafa-atriz.htm

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Interessou-se pelo assunto? Conheça:

20048A BELEZA IMPOSSÍVEL
Mulher, mídia e consumo
Autora: Rachel Moreno

A quem interessa vender uma beleza inalcançável? De que maneira a mídia manipula nossa consciência em nome dos interesses do mercado? Quais são as conseqüências para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel Moreno responde a estas e outras perguntas neste livro vigoroso e crítico, apontando caminhos para que possamos nos defender dessas armadilhas.