“VELHICE – UMA NOVA PAISAGEM” MAIS UMA VEZ INDICADO NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO

Fausto Silva destaca a relevância do lançamento da obra Velhice – Uma nova paisagem em seu programa do dia 19 de março. Assista no vídeo abaixo.

 

 

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Conheça o livro:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1463/Velhice

 

 

NOITE DE AUTÓGRAFOS DE “VELHICE – UMA NOVA PAISAGEM” FOI UM SUCESSO

Maria Celia de Abreu recebeu amigos e convidados no lançamento de seu livro Velhice – Uma nova paisagem, da Editora Ágora. A noite de autógrafos ocorreu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Confira abaixo alguns momentos do evento:

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Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Velhice

‘CRIATIVO OU COM INICIATIVA? SUA LETRA PODE INDICAR TRAÇOS DE PERSONALIDADE’

Seja você é destro ou canhoto, tem uma letra bonita ou não, sua forma de escrever pode dedurar aspectos da sua personalidade. É o que garantem os grafólogos, especialistas que se dedicam a analisar a caligrafia para desvendar traços do comportamento humano.

“É um princípio neurológico: eu não escrevo com a mão, escrevo com o cérebro, através de pulsos neurológicos que estimulam músculos que vão gerar a escrita. Através do movimento muscular, chegamos a questões psicológicas”, explica Edilson Fernandes, professor de grafologia, consultor da área e psicólogo. “Em certa medida, a escrita está atrelada ao cérebro, a questões neurológicas. Se consigo reconhecer os padrões, consigo fazer associações”.

Esse tipo de estudo segue o mesmo princípio do chamado teste psicotécnico, já conhecido por quem tirou a Carteira Nacional de Habilitação. Segundo Fernandes, a grafologia é uma análise combinatória entre questões neurológicas, simbólico-gráficas e sociais. A análise vai muito além da beleza da escrita. Letra mais ou menos redonda, a forma como você corta o T, como faz o pingo do I, o jeito como você ocupa o espaço da folha ao escrever e muitos outros elementos são estudados pelos especialistas.

Cada um desses elementos tem um significado e ainda há uma análise combinatória imensa. “A gente levanta 418 elementos distintos em um processo de análise grafológica. O volume de informação é muito grande”, revela Fernandes.

Por conta disso, ele explica que é preciso tomar cuidado ao analisar cada traço de forma isolada e que é importante comparar com outros sinais.

Fernandes conta que o método costuma ser usado por profissionais de RH que trabalham no departamento de seleção. É pedido que os candidatos façam uma redação, em um papel branco e sem linhas. “Então eles fazem a avaliação e olham as características que chamam mais a atenção. É um sujeito mais criativo ou não? Depois de tomar notas, ele vai entrar na entrevista com essa pessoa para checar essas hipóteses iniciais que ele pegou na grafologia. Mas eles não vão contratar alguém que não tenha competência só porque tem o perfil de personalidade maravilhoso. Não funciona desse jeito”.

Confira a matéria na íntegra, publicada originalmente no UOl, em 07/03/2017,com alguns exemplos de interpretação da grafologia, fornecidos por Edilson Fernandes: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/03/07/criativo-ou-com-iniciativa-sua-letra-pode-indicar-tracos-de-personalidade.htm

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Tem interesse pelo tema? Conheça os livros de grafologia publicados pela Ágora:

 

20538bGRAFOLOGIA PARA TODOS
Autor: Mauricio Xandró

Guia para os que querem se iniciar na técnica de analisar a personalidade das pessoas através da grafia, ensinando como classificar e interpretar a escrita. A grafologia, hoje em dia, está sendo utilizada como ferramenta de avaliação na seleção de pessoal, na medicina, na psiquiatria e na criminologia.

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20063GRAFOLOGIA EXPRESSIVA
Edição revista, atualizada e ampliada
Autor: Paulo Sergio de Camargo

Este é um estudo aprofundado no qual o autor unifica conceitos da escola italiana e da escola francesa e acrescenta o seu viés pessoal de atualização cultural. Tendo recolhido 15 mil escritas para esta obra, Paulo Sérgio selecionou mais de 200 que representam as diferentes espécies no trato diário. Imprescindível para quem trabalha com grafologia.

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20653A GRAFOLOGIA NO RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL
Autor: Paulo Sergio de Camargo

A grafologia tem sido utilizada no mundo inteiro como um instrumento a mais para a seleção de empregados nas empresas. Sua aplicação seria simples e rápida, bastante abrangente e dispensaria a presença do candidato quando existe o fator distância. Este livro é mais do que um simples manual. Ele faz o grafólogo repensar seus deveres e obrigações e a desenvolver suas análises, buscando consolidar a grafologia como ciência no Brasil.

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20061SUA ESCRITA, SUA PERSONALIDADE
Autor: Paulo Sergio de Camargo

Existe letra feia? Por que os médicos usam garatujas? Quais as vantagens de escrever com as duas mãos? Que fazer quando sua assinatura é falsificada? O que é a síndrome do escrivão? Essas e outras perguntas, feitas ao autor em todas as suas palestras pelo mundo, são respondidas nesta obra escrita em linguagem simples e bemhumorada. A idéia é mostrar a importância da escrita em nosso cotidiano.

 

‘MARIA CELIA DE ABREU LANÇA LIVRO’

Velhice – Uma nova paisagem” é o livro da psicóloga Dra. Maria Celia de Abreu publicado pela Editora Ágora, com lançamento marcado para o dia 13 de março, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo. A obra traz  novos conceitos sobre o envelhecimento, além de  muitas informações para viver essa fase da maturidade com mais sabedoria e qualidade de vida. Dia 13, às 18h30, a autora faz palestra sobre o tema do livro e, em seguida, autografa os exemplares.

Publicado no Blog do Ideac em 19/02/2017: https://ideacblog.wordpress.com/2017/02/19/maria-celia-de-abreu-lanca-livro/

Velhice - uma nova paisagem

ROSANE RODRIGUES AUTOGRAFA “TEATRO DE REPRISE” NA LIVRARIA DA VILA DO SHOPPING PÁTIO HIGIENÓPOLIS (SP)

A Editora Ágora e a Livraria da Vila (Shopping Pátio Higienópolis-SP) promovem no dia 28 de setembro, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Teatro de reprise – Improvisando com e para grupos. A psicodramatista Rosane Rodrigues receberá amigos e convidados na livraria, que fica no Shopping Pátio Higienópolis, piso Pacaembu (Av. Higienópolis, 618 – São Paulo).

Em 1993, quando surgiu o Teatro de Reprise, na cidade de São Paulo, inspirado no Playback Theatre americano (1975) de Jonathan Fox, o Grupo Reprise estabeleceu uma relevante inovação no cenário sociopsicodramático e nas artes cênicas do Brasil. Na ocasião, o movimento psicodramático brasileiro buscava o entendimento da linguagem cênica e a aceitação da potência estética contida nas intervenções sociais, com foco nos grupos e em sua sociodinâmica. A trajetória dessa metodologia brasileira que interage com o público de maneira improvisada é o tema do livro.

Usando o Playback Theatre como base de comparação, a autora, que ajudou a criar a metodologia do Teatro de Reprise, busca refletir sobre como acontece o processo de transformação, o aprofundamento de temas e até a aprendizagem mútua, na coconstrução e corresponsabilização propiciadas pela metodologia, por meio da mobilização do coconsciente e do coinconsciente grupais.

Na avaliação de Rosane, o Teatro de Reprise, alinhado com os princípios sociopsicodramáticos da inclusão e da alegria, contribui para um dos grandes desafios atuais da nossa sociedade: retomar a noção de que somos seres grupais, de que temos de construir coletivamente os nossos caminhos em contraposição ao individualismo e ao consumismo, além de prevenir uma violência sempre existente em grupos humanos, cada vez mais perigosa e poderosa.

“Espero ter contribuído para diminuir a distância entre a psicologia e a arte, de tal forma que os artistas possam estudar seus personagens como ressonâncias estéticas e não somente pelo viés racional ou da mistura com seus preconceitos, principalmente com os doentes mentais. Cada um de nós tem qualquer grau de loucura que nos torna mais ricos e diferentes uns dos outros, e, na medida do possível, não devemos temer nossos monstros e sombras, mas dialogar metaforicamente com eles”, conclui.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1444/Teatro+de+reprise

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FALECE ZERKA T. MORENO, COCRIADORA DO PSICODRAMA

zerka-t-morenoLamentamos informar o falecimento de Zerka T. Moreno, aos 99 anos de idade. Cocriadora do psicodrama, juntamente com seu marido, J.L. Moreno, exerceu um papel pioneiro não só na criação e consolidação do psicodrama como no desenvolvimento da psicoterapia de grupo. Ao longo de seus sessenta anos de prática, ela foi responsável pela formação de muitos profissionais, em vários países.  Até 1982, foi diretora do Instituto Moreno em Beacon, Nova York, e presidente da American Society of Group Psychoterapy and Psychodrama. Teve vários artigos publicados em livros e revistas e esteve no Brasil por várias vezes, a última delas como convidada especial do XI Congresso Brasileiro de Psicodrama, realizado em Campos do Jordão, em 1998.

Para saber mais sobre a importância de Zerka para o meio psicodramatista, leia a apresentação de José Fonseca ao livro A quintessência de Zerka, publicado pela Ágora em 2008:  http://www.gruposummus.com.br/indice/20038.pdf

Zerka deixa um filho, o americano Jonathan Moreno, filósofo e historiador que sempre lutou para perpetuar o trabalho dos pais.

MORRE JEAN CLARK JULIANO

jean-clark-julianoLamentamos informar que faleceu neste domingo, 11 de setembro, aos 74 anos, vitima de complicações decorrentes de um AVC, sofrido há alguns meses, Jean Clark Juliano. Considerada uma das pioneiras da Gestalt Terapia no Brasil, ela é autora dos livros A vida, o tempo, a psicoterapia (2010) e A arte de restaurar histórias (1999), ambos da Summus Editorial. 

Formada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Jean era supervisora em psicologia clínica e em psicologia educacional. Também foi uma das fundadoras do grupo de Gestalt do Brasil, criado há mais de quarenta anos.

Ela deu aulas em diversas instituições de ensino, manteve grupos de estudos em várias cidades brasileiras e foi professora do curso de especialização em Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae.

Também foi cofundadora do Centro de Estudos de Gestalt de São Paulo, além de membro do corpo editorial da Revista de Gestalt e uma das fundadoras da International Gestalt Therapy Association. Era palestrante em eventos nacionais e internacionais na área de Gestalt.

Desde a década de 1970 atendia adolescentes e adultos em seu consultório particular na cidade de São Paulo.

PARA EDUCADOR PORTUGUÊS, ‘NÃO SE APRENDE NADA NUMA AULA’

Idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, José Pacheco influenciou professores do mundo todo com a proposta educacional implantada no colégio a partir de 1976. 

Os colégios dos quais participa ou que aconselha não têm aulas, séries nem provas. As crianças escolhem projetos –fazer um robô, por exemplo– e aprendem os conteúdos curriculares a partir deles. No Brasil, onde Pacheco vive hoje, dezenas de escolas seguem seus princípios.

Na semana passada, ele foi a Brumadinho (MG) participar do seminário internacional de educação Experiências em Trânsito, promovido pelo Instituto Inhotim. Falou sobre sua resistência ao modelo tradicional de escola, que não consegue ensinar a todos, e contou suas experiências práticas.

Atualmente, integra o conselho consultivo do Projeto Âncora, escola pública de Cotia (SP), que segue os princípios da Ponte. O colégio português, que completou 40 anos na última quinta-feira (1º), obteve “muito bom” na mais recente avaliação externa oficial de Portugal. Esta é a segunda melhor nota da escala, que vai de “insuficiente” a “excelente”.

Leia a entrevista a seguir.

Folha – Por que o senhor diz que dar aula no século 21 é um “escândalo”?
José Pacheco -
Porque não se aprende nada numa aula. Não se prova nada em uma prova. Por que há aula? Por que são 50 minutos? Por que há turma? Por que há série? Ninguém sabe responder isso, e essa escola que está aí, igual à do século 19, produz ignorância e infelicidade.

Na Constituição, está escrito e consagrado o direito à educação. Na LDB, está escrito que é um direito de todos os brasileiros. As escolas dão esse direito? Não. Produz muitos milhões de analfabetos, muita ignorância, muita defasagem. Se a política educacional não garante o direito à educação, podem continuar com as mesmas práticas? Não. Estou a falar de ética. De direito. Se o modo como o professor trabalha não consegue ensinar tudo a todos, tem o direito de continuar desse modo?

Sem aulas e, portanto, sem uma ordem de conteúdos a seguir, como as escolas podem garantir os objetivos curriculares mínimos?
Nas nossas escolas não há objetivos mínimos. São objetivos máximos, que é toda a grade. Todas as crianças, jovens e adultos aprendem tudo que está na grade, ao contrário de outras escolas. Só que não tem um planejamento por ano, idade, série, ciclo porque isso não tem fundamento nenhum.

E quando nenhum projeto desenvolvido pelos alunos demanda, por exemplo, que aprendam a raiz quadrada. O professor tem que sugerir?
Sim, o currículo tem que ser cumprido. Mas aparecem as necessidades. Agora, quando eu digo que numa aula não se aprende nada, há professores que se levantam indignados e dizem que aprenderam tudo na aula. E eu pergunto: quem sabe fazer raiz quadrada? Ninguém sabe, e tiveram aula. Tiveram prova e não provaram nada.

Se eu perguntar qual é a forma para calcular o volume da esfera, é a mesma coisa. Nada se aprende numa aula, e isso é um tabu. É preciso que alguém diga aquilo que todo mundo já sabe.

O que acha da proposta para a Base Nacional Comum Curricular que está em discussão?
Quando a equipe que propõe a base nacional estabelece conteúdos por ano, com anos iniciais e anos finais, significa que vamos ter uma escola com anos iniciais e anos finais. Ou seja, uma escola cartesiana do século 19. Não é assunto sério. Educação é uma só. Por que se subdivide, onde está a fundamentação científica e pedagógica? Será que um médico trabalha com os recursos e as fundações teóricas do século 19? Não. O professor trabalha.

Como vê o uso de tecnologia na escola?
As novas tecnologias são incontornáveis. Nós autorizamos ao limite. Nas escolas onde eu trabalho, nós construímos plataformas digitais de aprendizagem. A criança trabalha também com o celular, o iPhone, laptop, tudo. Desde que haja acesso à informação no domínio virtual, vamos lá. Nós utilizamos tudo quanto é nova tecnologia, porém não damos um laptop para cada aluno.

Por quê?
Porque vamos criar monstrinhos de tela de computador, que não veem nada do lado, que estão a pastar conteúdo na internet sem saber o que estão a fazer. Nunca tantos instrumentos de comunicação nós tivemos e nunca tanta solidão existiu neste mundo.

Vi numa escola em Nova York cada aluno no seu laptop, e um professor lá na frente com a intranet. Ele vigiava tudo o que os alunos estavam a ver. Era um único conteúdo. Havia divisória entre cada criança. Não podiam ver o que o outro estava falando. As pessoas não percebem que estão a reforçar o individualismo, a condenar os outros à solidão?

Como é nas escolas onde o sr. trabalha?
As crianças têm acesso a tudo para procurar respostas às perguntas contidas nos roteiros de estudo que construímos com ela para concluir um projeto. Elas pegam o laptop e vão procurar.

Nós ensinamos a selecionar, analisar, criticar, comparar, avaliar, sintetizar, comunicar informação —processos de pensamento complexos que o professor mediador deve ensinar. E elas sabem analisar, criticar, comparar e vão produzir conhecimento. Não fazem cópia. E depois vão testar a recolha de dados junto com um professor. E aí acontece a passagem da informação para o conhecimento.

Porque colocar uma criança em contato com o laptop e a informação não conduz ao conhecimento. Ela vai copiar. E, depois, o conhecimento não é suficiente. Tem que pegar esse conhecimento e colocar numa ação. É assim que as crianças desenvolvem competências.
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Matéria de Angela Pinho, publicada originalmente no jornal Folha de S. Paulo, em 06/09/2016. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/09/1810551-para-educador-portugues-modelo-escolar-do-sec-19-produz-ignorancia.shtml

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça “De volta ao quintal mágico”, livro sobre a Te-Arte, escola que aplica a metodologia proposta por José Pacheco:
20017DE VOLTA AO QUINTAL MÁGICO
A educação infantil na Te-Arte
Autora: Dulcilia Schroeder Buitoni
Prefácio de José Pacheco
EDITORA ÁGORA

A conhecida escola da Tê, da educadora Thereza Soares Pagani, é o tema desta obra na visão de uma jornalista, mãe de ex-alunos. Este livro apresenta a metodologia da escola e o seu dia a dia. Mostra também a mudança para sede própria e a chegada de uma nova geração de cuidadores que atuam, cada um a seu modo, sob o olhar vigilante e as diretrizes de Therezita.

NOITE DE AUTÓGRAFOS DE “PSICODRAMA COM CASAIS” NA LIVRARIA DA VILA, SP

A Editora Ágora e a Livraria da Vila (Al. Lorena-São Paulo) promovem no dia 23 de agosto, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Psicodrama com casais. A organizadora da obra, Gisela Castanho, e os autores receberão amigos e convidados no piso térreo da livraria, que fica na Al. Lorena, 1.731, nos Jardins, em São Paulo.

Desde o começo do namoro, os casais formam um tecido relacional, que é a base do casamento. Esse tecido é feito de afetos, escolhas, reações e decisões. Cada relacionamento tem suas características, tecendo-se na convivência uma trama peculiar. O papel da terapia de casal é cuidar desse tecido, que às vezes fica esgarçado e quase se rompe. No livro Psicodrama com casais, lançamento da Editora Ágora, psicodramatistas compartilham suas experiências no atendimento de casais, indagando e refletindo sobre amor e conjugalidade. Organizada pela psicoterapeuta Gisela Castanho, a obra aborda temas como dificuldades sexuais, infidelidade, relações de poder, dinheiro, impasses e conflitos conjugais – todos sob a ótica moreniana e com base na prática clínica com casais em consultórios, instituições e comunidades.

Dividido em três partes, o livro tem 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas e vários exemplos de práticas clínicas. Questões como a difícil arte de viver a dois, a mulher ferida e a síndrome de Estocolmo, infidelidade e o dilema entre desejo e compromisso, terapia de casal e perda ambígua, a abordagem psicodramática das dificuldades sexuais e os problemas do vínculo conjugal na atualidade são apresentadas e avaliadas pelos especialistas.

Os casos apresentados pelos autores revelam que a terapia é solicitada em função de dificuldades consideradas insolúveis, pois os recursos do casal estão quase esgotados ao chegarem à sessão inicial. Cada um dos cônjuges pensa que a intervenção do terapeuta pode modificar a situação a seu favor e fica temeroso ao que lhe pareça desfavorável. As respostas do terapeuta são passíveis de ser deturpadas pela expectativa dos cônjuges. “Interessa a ambos influenciar o julgamento dele e, se puderem, tê-lo como aliado”, afirma Gisela.

Os exemplos ilustrados na obra mostram que a relação conjugal é um sistema que se auto-organiza e tem alto grau de estabilidade dinâmica. Dessa forma, sofre flutuações contínuas, múltiplas e interdependentes. “O casal saudável é um casal flexível”, diz a organizadora. Segundo ela, a terapia de casal busca desvelar a trama oculta das inter-relações pela qual os problemas se manifestam e bloqueiam a espontaneidade e a criatividade promotoras de saúde.

Para saber mais sobre a obra, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1443/Psicodrama+com+casais

Psicodrama com casais

 

‘REDES SOCIAIS ATRAPALHAM SUPERAR FIM DE RELACIONAMENTO’

Antes das redes sociais, quando um romance acabava, se as pessoas não compartilhavam o mesmo círculo de amigos, dificilmente tinham oportunidade de conversar ou se esbarrar. A distância e a ausência facilitavam superar o rompimento. Hoje, é possível acompanhar a vida do “ex” pela internet, com riqueza de detalhes, graças aos posts, check-ins e fotos do Facebook, Instagram etc. Essa curiosidade não só provoca um sofrimento enorme como ainda dificulta elaborar o fim da relação e seguir adiante.

“Esse comportamento de ficar vigiando o ‘ex’ nas redes sociais não é nada saudável e indica que ainda há uma forte ligação entre ambos, tanto pelo perseguidor quanto pelo perseguido, que simplesmente poderia bloquear o outro”, declara o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro “Ciúme – O Lado Amargo do Amor” (Editora Ágora).

Na opinião da psicoterapeuta Maura de Albanesi, a mania de “stalkear” (ato de perseguir virtualmente alguém) faz com que a pessoa não consiga se desvincular da relação. “É um sinal de que o indivíduo ainda alimenta a ideia de um retorno ou tenta arquitetar algum plano para se encontrar com sua paixão, fazendo uma espécie de jogo de sedução às escondidas. O que só causa expectativas frustrantes.”

A psicóloga Marina Vasconcellos, especializada em terapia familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), diz que quem fica olhando o que o outro está fazendo e com quem anda, na verdade, não deseja colocar um ponto final no relacionamento.

“No fundo, a pessoa guarda dentro de si a esperança de um dia retomar a relação ou está esperando a oportunidade de se vingar de quem a deixou. Além disso, também quer manter algum tipo de controle do que acontece na vida do outro”, fala.

A melhor forma de realmente esquecer é deixar de ter contato e notícias do antigo amor. Resistir à tentação de xeretar é uma decisão que necessita de disciplina. “Exclua a pessoa de seus contatos, não fique checando seus passos por meio de amigos em comum, enfim, tenha em mente que, se pretende seguir a vida, essa é a alternativa mais eficiente”, afirma Marina.

Maura diz que é preciso desenvolver força de vontade e entender que o romance acabou. “Enquanto nutrir alguma esperança de retorno, será mais difícil vencer a tentação de vasculhar as redes sociais”, afirma a psicoterapeuta.

Mania de xeretar pode virar obsessão

De acordo com Alexandre Bez, psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, a questão não é se preocupar em resistir a essa averiguação pessoal e/ou perseguição, mas, sim, importar-se com a real motivação dessa curiosidade.

“Por trás dessa atitude pode haver desde um sentimento verdadeiro, fantasias, frustração por não ter dado certo ou TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)”, declara o especialista.

Conforme a experiência de Bez, ao identificar o motivo que dispara esse gatilho emocional, fica mais fácil compreender a dinâmica e, assim, elaborar estratégias para diminuir ou cessar definitivamente o comportamento.

“Stalkear” pode se transformar em uma patologia caso a pessoa deixe de fazer outras atividades do dia a dia para vasculhar a vida alheia e comprometa outros campos –profissional, familiar, lazer– para se dedicar à espionagem.

“A terapia passa a ser indicada para ajudar o indivíduo a entender a razão de não conseguir ‘soltar’ o outro e as razões que levam a controlar a vida do antigo par. Aqui já não existe o bom senso, o equilíbrio e, sim, uma obsessão. É preciso elaborar o luto da perda da relação e investir em si próprio, para que esse momento sirva de crescimento pessoal”, diz Marina.

Na opinião da psicóloga, o término de uma relação é o momento propício para refletir sobre o que não deu certo, os motivos de cada um para que isso acontecesse, como pode ser diferente em uma próxima história e principalmente sobre o que esperar de um novo parceiro.

“É um bom momento para praticar exercícios físicos, rever amigos, investir no trabalho, fazer coisas que deixou de fazer por estar com alguém, curtir a liberdade e, principalmente, estar de verdade com as pessoas, e não virtualmente. Deixar as redes sociais de lado e apostar nas relações ao vivo ajuda bastante a superar essa fase”, diz Marina.

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 14/07/2016. Para lê-la na íntegra, acesse: http://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/07/14/redes-sociais-atrapalham-superar-fim-de-relacionamento.htm 

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Conheça os livros do psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos e da psicóloga Marina Vasconcellos, que participam da matéria:

20034CIÚME
O lado amargo do amor
Autor: Eduardo Ferreira-Santos
EDITORA ÁGORA

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

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20188PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autores: Vivien Bonafer PonzoniGisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina da Costa Manso VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. MauroDalmiro M. Bustos
EDITORA ÁGORA

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.