‘PIADAS E MEMES AJUDAM A SOBREVIVER À CRISE POLÍTICA, DIZ LÍDER BUDISTA’

Quando foi chamada para fazer um livro sobre depressão, a Monja Coen Roshi, 69, tratou de escrever o mais rápido possível. Um dos principais nomes do budismo no Brasil, ela passou por duas depressões e percebeu que, ao mergulhar no assunto de novo, estava ficando para baixo. “Comecei a me sentir deprimida, não queria sair da cama. Aí terminei rapidinho”, conta, com um sorriso alegre, à repórter Letícia Mori.

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Nascida Cláudia Dias Baptista de Sousa, a brasileira conheceu o budismo em 1978, quando morava na Califórnia com o marido –um dos cinco que teve. Sua conversão foi imediata e anos depois ela foi ordenada no Japão. Nos anos 1990, tornou-se a primeira pessoa sem ascendência japonesa e a primeira mulher a ser presidente da Federação das Seitas Budistas do Brasil.

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Hoje é conhecida pela presença em eventos ecumênicos e pelo sucesso de seus vídeos na internet. Em época de crise, os convites para palestras em eventos e empresas tiveram um pico. “Me chamam porque as pessoas estão amedrontadas e não conseguem trabalhar”, diz.

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“Mas é claro! Estão com receio de perder o emprego, sem esperança de galgar uma posição melhor e sendo bombardeadas de notícias ruins o tempo. Aí aumenta a depressão, a síndrome do pânico”, diz ela, que vai lançar a obra “O Sofrimento é Opcional” nos próximos dias. Embora pouco retratadas no livro, suas experiências pessoais serviram de inspiração.

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Na primeira vez que teve depressão, aos 20 e poucos anos, ela chegou a tentar suicídio. Era jornalista. “Ficava muito perto da dor, dos problemas. Tinha um relacionamento amoroso complicado e a gente bebia muito. A vida era um drama profundo”, conta, suspirando e apertando os olhos. “Uma hora eu cansei e tomei um monte de remedinhos lá, mas não morri”, conta ela, que depois foi passar um tempo na Europa e chegou a ser presa por traficar LSD.

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Na última crise de depressão, anos depois de ter se convertido, o gatilho foi um problema com a comunidade japonesa tradicional no templo onde ela atuava, no bairro da Liberdade. “Fizemos um novo estatuto para brasileiros e mulheres poderem votar na eleição para a direção. Acharam que estávamos querendo tomar o templo.”

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“Foi um período difícil. Quando tinha folga eu só dormia. Eu pensava: essa realidade está feia, está ruim. Então não quero participar disso, quero fugir, quero sonhar. Foi um desencanto. Eu sentava para meditar e não conseguia ficar 5 minutos. Aquilo que seria um remédio, eu não conseguia tomar”, conta. “Grandes místicos cristãos também falam sobre isso: um momento na vida que a gente tem que atravessar esse grande deserto. Que você perde a crença, que você duvida de tudo.”

“Aí foram vindo certas forças. Um grupo de amigos me chamou para dar meditação. Ele me ajudou muito”, diz, apontando para a foto de um monge japonês na parede

–seu último marido, Shozan Murayama, que morreu há alguns anos. Foi depois desse episódio, quando tinha 50 e poucos anos, que ela montou o templo no Pacaembu –onde hoje recebe discípulos e mora com cinco cachorros.

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Um deles late ao fundo enquanto ela reflete: “Meu caso foi pontual, nem precisei tomar remédio. Mas às vezes é uma questão da mente, um desequilíbrio químico, e é preciso buscar ajuda profissional”, diz ela, reforçando que o budismo não substitui tratamento médico.

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Diz que é preciso cuidar para não chegarmos a esse ponto –aprendendo a lidar com o sofrimento. Critica a mídia por “mostrar sempre só o lado ruim da realidade”. “Os mentirosos, os ladrões e a sujeira têm muita visibilidade. E esquecemos as coisas boas. Não tem um país no mundo onde há políticos honestos? Soluções inteligentes para os problemas? O que podemos aprender com tudo isso?”

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“Se não vemos isso, só o que fica é essa sensação de impotência, essa desesperança. E aquela pessoa que achou dinheiro e devolveu? E a que ajudou quem tinha necessidade? Parece tão sem importância, mas nos lembra que a gente pode ser bom, pode se unir e cooperar. Porque, como diz o [teólogo] Leonardo Boff, ou nós ganhamos todos juntos, ou perdemos todos juntos.”

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“Olha essas brincadeiras lúdicas, engraçadas”, diz, se referindo aos memes e piadas na internet sobre a gravação em que o presidente Michel Temer fala de propina. “Diz aqui: para que vou ver Netflix? A ficção não consegue competir com a realidade”, lê, rindo. “São leves. Nos ajudam a lidar com a indignação.”

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Diz que os “mentirosos e ladrões” precisam responder na Justiça, mas que ficar com raiva não vai resolver. E conta uma parábola: “Buda encontrou um monge que tinha sido torturado e perguntou o que foi pior: o frio, as dores, o desespero, a escuridão? O monge respondeu: ‘o pior foi que, por um instante, quase deixei de sentir compaixão pelos meus torturadores'”.

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“Não é fácil sentir compaixão, pena, da miséria espiritual dessas pessoas. Mas bom não é aquele que está julgando, pedindo vingança, ou que está delatando. Quem assumiu dizendo que é o salvador da pátria também está envolvido com as mesmas coisas.”

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“O único jeito de acabar com essa violência é se ela for compensada com a não-violência. Tem gente escolhendo um vilão e querendo matá-lo. Que horror! A mudança só vai vir se cada um de nós aprender a viver coerentemente com nosso princípios éticos. Quando eu me transformo para o bem, eu transformo a sociedade.”

Publicado na Folha de S. Paulo, em 22/05/2017. Para acessar na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2017/05/1885736-piadas-e-memes-ajudam-a-sobreviver-a-crise-politica-diz-lider-budista.shtml

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Conheça toda a trajetória de Monja Coen com o livro:

MONJA COEN
A mulher nos jardins de Buda
Autora: Neusa C. Steiner
MESCLA EDITORIAL

Neste livro, história e ficção se misturam para contar a trajetória da Monja Coen, primaz fundadora da comunidade Zen Budista do Brasil. Como muitos jovens da geração baby boom – os nascidos no pós-guerra –, buscou independência e liberdade, viveu seu tempo, carregou sonhos e utopias e fez sua escolha. Esta história interessa a todos que carregam um quê de inconformismo e uma vontade de soltar as amarras.

‘FAMÍLIAS E ESCOLAS DEVEM FICAR MAIS ATENTAS À POSTURA CORPORAL DAS CRIANÇAS’

Compre este livro com desconto no site da Livraria da FolhaPedro, senta direito, menino!”; “João, olha seu tênis desamarrado, você vai cair.”; “Lena, você tropeçou de novo! Olhe por onde você anda!”; “Mariana, você vai ficar com dor no pescoço com todo esse tempo olhando para o celular”.

Frases como essas, que ouço sempre e que, provavelmente, você também já ouviu ou disse, caro leitor, nos apontam para uma questão com a qual temos tido pouco cuidado na atualidade: a relação das crianças e adolescentes com o próprio corpo.

Vamos observar os mais novos um pouco? Vemos crianças correndo sem muita direção e sem se preocupar por onde andam e correm e que, por isso, esbarram uns nos outros e em adultos. Constatamos que não sabem se sentar adequadamente nos diferentes locais que frequentam: da mesma maneira que sentam em casa, relaxados, sentam-se também na escola, no cinema, no restaurante, em qualquer local público, enfim.

E como elas se machucam por levar tantos tombos! Pequenos acidentes poderiam ser evitados com mais organização corporal e maior domínio da relação do corpo das crianças com o espaço por onde circulam.

E os adolescentes? Justamente no período em que o corpo passa por rápidas transformações que exigiriam adaptações graduais, alguns se dedicam a atividades que pouco exigem do corpo, que parece ficar esquecido, e outros exageram nas atividades físicas e até usam suplementos alimentares por causa da dedicação a algum esporte ou em busca de um corpo invejável e cobiçado segundo os modelos que são levados a eles. Isso quando não sentem vergonha de seu corpo!

A habilidade que muitos deles têm nas mãos é uma coisa incrível! Os jovens que jogam exercitam tanto os dedos, que estão conectados com o que eles veem na tela, e chegam a alcançar uma velocidade enorme nos movimentos, tamanha é a coordenação que ganham. Em compensação, a postura corporal global, que adotam quando jogam, em geral não é positiva para a saúde deles, e eles pouco se dão conta disso.

Talvez, devido à informalidade de nosso tempo, estejamos andado desatentos em relação a essa questão corporal dos mais novos. Entretanto, devemos nos ocupar mais disso, porque conhecer o próprio corpo é condição importante para uma saudável relação consigo mesmo, com o ambiente e com os outros. Estar atento às necessidades do corpo, às expressões dele, ao que ele comunica, propicia um melhor desenvolvimento e conhecimento de si e, consequentemente, oferece condições para que o autocuidado seja efetivamente praticado. E como o autocuidado é importante para a vida!

A organização corporal de crianças e adolescentes, porém, não é responsabilidade apenas das famílias. A escola deveria entrar como corresponsável nessa questão. Entretanto, poucas a contemplam em seu planejamento, já que se ocupam exageradamente dos conteúdos escolares. Os pais deveriam perguntar à escola o que ela pratica nesse sentido além de dizer “Senta direito na carteira, menina/o!”.

Pais e educadores que desejam incluir a educação corporal na formação de seus filhos e alunos contam com a valiosa ajuda que o livro “Mapas do Corpo“, de André Trindade, oferece. Nele você vai encontrar, caro leitor, mais do que ideias a esse respeito. Dezenas de atividades que colaboram para a boa postura e para uma harmoniosa relação com o corpo são sugeridas. Boa leitura!

Texto de Rosely Sayão, publicado em sua coluna na Folha de S. paulo, em 16/05/2017. Para acessar na íntegra: http://livraria.folha.com.br/livros/fisioterapia/mapas-corpo-andre-trindade-1353811.html?tracking_number=1411

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Saiba mais sobre a obra, que tem prefácio por Rosely Sayão:

Compre este livro com desconto no site da Livraria da Folha


MAPAS DO CORPO
Educação postural de crianças e adolescentes
Autor: André Trindade

Este livro resume a experiência de mais de 25 anos de André Trindade como psicomotrista e psicólogo. Profundamente ligado à área do movimento, o autor domina magistralmente a arte de orientar crianças e adolescentes a adquirir e manter uma boa postura. Dividida em sete partes, a obra trata, entre outros temas, da linguagem corporal, da pele, dos ossos, músculos e articulações e do que ele denomina “Mapas do corpo” – conjunto de referências capazes de determinar distâncias, direções e ligações entre as partes do corpo, a fim de facilitar o movimento coordenado.

O objetivo de André é que professores – não apenas os de educação física – e pais auxiliem crianças e adolescentes a conhecer o próprio corpo e relacionar-se de modo saudável com o ambiente. Em cada uma das partes citadas o autor, generosamente, compartilha conosco dezenas de atividades para estimular a boa postura, a flexibilidade, a autoconfiança, o prazer da brincadeira. Com reflexões profundas, ele mostra que as novas tecnologias trouxeram muitos benefícios, mas também problemas, como o isolamento, a desestruturação postural e a entrada precoce no mundo adulto. Totalmente ilustrado com desenhos e belíssimas fotografias, o livro é um convite – sem broncas nem lições de moral – para que nós, adultos, repensemos a maneira como lidamos com crianças e adolescentes.

‘ASTROLOGIA PARA EMPRESAS GANHA ESPAÇO COM INCERTEZA ECONÔMICA’

A incerteza econômica é tão forte e as mudanças, tão rápidas, que empresários buscam todas as formas possíveis de se antecipar ao futuro.

Nesse cenário, um dos métodos que ganha espaço é a astrologia. Entre 2014 e 2015, as buscas pelo termo “mapa astral” no Google quadruplicaram, após trajetória de queda de 80% entre 2005 e 2013.

“A volúpia pelo futuro hoje é tão grande que muitos empresários preferem tentar vários caminhos: fazem todos os métodos de previsão, análise de tendências e também outros mais heterodoxos, como astrologia”, diz Silvio Passarelli, diretor da faculdade de administração da Faap.

Segundo o astrólogo Maurício Bernis, a lógica é a de que, assim como a posição relativa dos astros influencia o indivíduo, ela também afeta empresas e investimentos.

Em outubro, ele lançou a Astroinvest, primeira consultoria de astrologia empresarial e financeira do Brasil que oferece assinaturas a partir de R$ 15,30 ao mês.

Entre os serviços oferecidos estão previsões sobre tendências da economia em geral e mapa astral de empresas.

Há dez anos, Ignácio Zurita, 65, ouve Bernis antes de tomar decisões importantes para a Avita Incorp, construtora e incorporadora de imóveis da qual é sócio.

Ele usa as previsões para organizar sua agenda de reuniões, definir datas para compra de terrenos, lançar um novo empreendimento e contratar ou demitir funcionários. Zurita paga R$ 3.000 por mês pelo serviço.

“Tenho muitos companheiros da área que, se eu contar que aplico astrologia, vão pensar que sou maluco.”

Segundo Passarelli, empresários têm vergonha de admitir que consultam astrólogos.

Raymundo Magliano Neto, diretor da corretora de valores Magliano, usa o mapa astral para avaliar o potencial de novos negócios. “Não custa nada dar sua data e horário de nascimento. As pessoas acham estranho, mas quem quiser fazer negócio comigo, terá que ser assim”, diz.

Pelas previsões, o empresário paga cerca de R$ 1.000 por mês a Bernis. Ele diz que existe uma margem de erro nas análises, mas que em geral elas funcionam.

Segundo o presidente da Astroinvest, o percentual de acerto de suas previsões é de 70%, com base nos resultados de mais de 600 empresas.
Texto de Fernanda Perrin, publicado na Folha de S. Paulo em 18/01/2016. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://bit.ly/1V28AZy

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Conheça o livro“ O caminho da realização com a agricultura celeste”, do astrólogo Mauricio Bernis:

20089O CAMINHO DA REALIZAÇÃO COM A AGRICULTURA CELESTE
Autor: Maurício Bernis
EDITORA ÁGORA

Exposta em linguagem prática e direta, a metodologia da agricultura celeste foi desenvolvida por Maurício Bernis para aqueles que buscam a autorrealização mas evitam clichês místicos e esotéricos. Ela soma conhecimentos de diversas vertentes filosóficas e de psicologia junguiana e se expressa por meio da astrologia. O símbolo do processo é a árvore, que espelha as energias da vida e da natureza – vem daí o nome da obra.

 

 

 

 

‘GRADE DE PLÁSTICO’

Como se sabe, a grade de programação é determinante para estabelecer o hábito, ou “fidelização” do cliente, como se diz hoje –e isso se faz tanto de forma horizontal (mantendo-se um padrão de programação ao longo da semana) quanto vertical (repetindo-se os horários todos os dias).

Em sua autobiografia, publicada em 2011, José Bonifacio de Oliveira Sobrinho, o Boni, dedica apenas dois parágrafos a esta questão essencial.

“Outra balela que existe sobre a televisão brasileira é a que atribui a criação da grade a uma emissora ou a alguma pessoa. Nada disso. A grade existe desde que a televisão norte-americana entrou no ar e, nos anos 1940, não havia emissora de rádio que não tivesse a sua grade”, escreve em “O Livro do Boni”.

O tom agressivo do comentário tem endereço certo. É uma referência a Walter Clark (1937-1997), que sempre se vangloriou de ter introduzido o conceito de grade na TV brasileira, na época da TV Rio, em 1960-61.

Em “O Campeão de Audiência“, sua autobiografia, originalmente lançada em 1991, mas esgotada havia muito tempo, Clark reconhece que o conceito “já estava careca de velho nos Estados Unidos”, mas diz: “Fui eu quem criou a estrutura de grade de programação, assim como fui quem sempre lutou para fazer TV em rede no Brasil”.

O livro, essencial para quem se interessa pela história da televisão, finalmente ganhou uma segunda edição, pela Summus (400 págs., R$ 49,90). “Foi Clark quem ‘amarrou’ a programação com telenovelas diárias, que chamam público e induzem-no à fidelidade. Foi ele quem ‘ensanduichou’ as novelas com telejornais”, diz o jornalista Gabriel Priolli, que ajudou o executivo a colocar as suas memórias no papel.

Ao aceitar o convite de Roberto Marinho (1904-2003) para trabalhar na Globo, em 1965, Walter Clark afirma ter dito: “Vou construir uma estrutura que vai resistir aos tempos, a mim e ao senhor”. Cinco décadas depois, parece cada vez mais claro que esta polêmica entre Boni e Clark sobre a grade, embora importante para a memória da televisão, diz pouco a respeito do seu futuro.

O presente já mostra a grade da Globo cada vez flexível, seja buscando se adequar à fuga incessante de espectadores, seja procurando novas fontes de receita. Programas foram trocados de horários (a sessão de filmes vespertina, por exemplo) e outros foram cancelados (os infantis) nos últimos tempos.

Mais impressionante, o coração da programação, o horário nobre, passa por grande instabilidade. O sempre pontual “Jornal Nacional”, às 20h30, é coisa do passado. A novela das 21h começou outro dia às 21h50.

Parte da responsabilidade por estas mudanças pode ser creditada à novela “Os Dez Mandamentos”, da Record. Conseguindo roubar audiência, a concorrente está levando a Globo a fazer alguns malabarismos em sua grade.

Acredito, no entanto, que a emissora tem consciência de que, cada vez mais, a guerra principal não se dará pela defesa de horários, mas sim pela produção de bom conteúdo.

Esta semana, por exemplo, deixei de assistir dois capítulos de “A Regra do Jogo” no horário em que foram exibidos. Um, que gravei, vi na TV por volta da meia-noite e outro, um dia depois, assisti no player da emissora na tela do meu computador –ambos sem comerciais.

Coluna de Maurício Stycer, publicada na Folha de S. Paulo em 13/09/2015. Para lê-la na íntegra, acesse (acesso para assinates da Folha, do UOL ou cadastrados no site):
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mauriciostycer/2015/09/1680595-grade-de-plastico.shtml

Conheça o livro:

11035O CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA
Uma autobiografia
Autores: Walter Clark, Gabriel Priolli

Walter Clark foi um dos mais importantes profissionais da televisão brasileira. Nesta autobiografia, escrita com o jornalista Gabriel Priolli, ele conta sua trajetória pessoal – marcada por grandes paixões, inúmeras mulheres e muito luxo – e profissional – sobretudo na TV Rio e, mais tarde, na Globo. Trata‑se de leitura indispensável para entender a implantação e a consolidação da TV no Brasil – até hoje o veículo de comunicação mais poderoso do país.

 

FOLHA DE S.PAULO DESTACA LIVROS DO GRUPO SUMMUS

Dois livros do Grupo Editorial Summus ganharam destaque na Folha de S.Paulo no último sábado, dia 8 de novembro. Políticas da raça – Experiências e legados da abolição e da pós-emancipação, da Selo Negro Edições,  foi destacado na coluna Painel das Letras, do caderno Ilustrada.  Já Os públicos justificam os meios – Mídias customizadas e comunicação organizacional na economia da atenção, da Summus Editorial, mereceu nota na coluna Cifras & Letras, do caderno Mercado. Veja os links: http://goo.gl/Tay0xi e http://goo.gl/yeHkb5

40098O livro Políticas da raça reúne uma coletânea de artigos de grandes pesquisadores brasileiros e estrangeiros que aceitaram o desafio de pensar a abolição e o pós-emancipação no Brasil. Dos anos 1870, com o início do movimento abolicionista no Brasil, a 2012, quando o Superior Tribunal Federal (STF) julgou constitucionais as cotas raciais na Universidade de Brasília, inúmeros e decisivos foram os processos de abolição e emancipação no país. Apesar disso, pouco se sabe das dezenas de milhares de homens e mulheres escravos que, com seus filhos, conheceram a liberdade no século XIX, ainda numa sociedade escravista. Será que a liberdade significava o simples fim da escravidão? Esse é o grande debate do livro, que foi organizado pelos professores Flávio Gomes e Petrônio Domingues.

10956A obra Os públicos justificam os meios é destinada àqueles que se dedicam à árdua tarefa de conquistar e manter a atenção dos públicos organizacionais em tempos de comunicação cada vez mais abundante e, por isso, desafiante. O jornalista e professor José Antonio Martinuzzo mostra como adquirir conhecimento sobre o público-alvo e traçar estratégias eficazes, que resultem num relacionamento duradouro baseado na atenção mútua. O caminho? As mídias customizadas.
Para saber mais sobre os livros, clique nas capas acima.

‘COMO DEVE SER A PARTICIPAÇÃO DAS AVÓS – E DAS SOGRAS – NA VIDA DOS NETOS’

O Blog Maternar, da Folha de S.Paulo, entrevistou a psicóloga Elizabeth Monteiro para falar sobre o papel das avós e das sogras na sociedade. No livro Avós e sogras – Dilemas e delícias da família moderna, lançamento da Summus Editorial, ela aponta limites para a intervenção na família e mostra caminhos para uma convivência intergeracional harmoniosa. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/VpCGUL

10955Nas últimas cinco décadas, a família adquiriu novos formatos e os papéis e funções das avós se modificaram. São cada vez mais raras aquelas que nunca saem de casa e passam as tardes tricotando. Também as noras submissas são coisa do passado. Porém, essas transformações acabaram por provocar o aumento dos conflitos familiares. Cerca de 60% das brigas acontecem entre sogra e nora. Que fazer para construir relações saudáveis e cordiais? Como ajudar essas famílias a colocar o bem-estar da criança em primeiro lugar?

No livro, Elizabeth dá novamente uma importante contribuição para tornar a convivência familiar harmoniosa. Esclarecendo os papéis de cada uma no moderno sistema familiar, ela mostra que as avós têm importância na formação emocional e psíquica dos netos, dá dicas para que noras e sogras deixem a rivalidade de lado e relata casos de pacientes que tiveram experiências positivas – e emocionantes – com os avós.

Atualmente, os avós trabalham, têm uma vida produtiva e, muitas vezes, sustentam a família toda. De acordo com o Censo de 2014, apurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), 12 milhões de famílias no país são sustentadas pelos idosos. Em muitas casas é a principal ou única fonte de renda. Cabe-lhes também cuidar dos netos integralmente, 24 horas por dia. “É essa extrema dedicação que tem provocado interferência na educação das crianças e, consequentemente, as discussões. Mas é essencial que todos saibam: os embates entre mães e filhas e entre noras e sogras prejudica a todos – sobretudo os netos”, afirma a psicóloga.

Elizabeth faz questão de resgatar a importância da “avosidade” no crescimento moral e afetivo das crianças. Para ela, a “avosidade” é a grande oportunidade de renovar o vínculo com os filhos, resolver antigos conflitos e repensar novos papéis. “Hoje, a família é um processo mutável, não mais um sistema definido e pronto. Ajudantes, provedores, conselheiros e tutores: assim são os avós da atualidade, que formam uma verdadeira e necessária ‘rede de apoio’”, avalia a autora, destacando que elas também transmitem os conhecimentos adquiridos das gerações anteriores, assim como a cultura e as tradições familiares.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1395/AV%C3%93S+E+SOGRAS

‘DE OLHO NO CÉU, ASTRÓLOGOS JUSTIFICAM LIDERANÇA FEMININA NAS ELEIÇÕES’

Os astrólogos Barbara Abramo e Maurício Bernis contam como o céu pode influenciar as eleições deste ano no vídeo a seguir.

“No meio do céu do Brasil tem um Saturno junto com a Lua para esse ano, e a lua rege as mulheres”, diz Bernis.

Barbara reafirma: “O segundo turno está muito bom para as elas. Tem um aspecto lindo de mulheres.”

Sob esse olhar favorável às candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), o astrólogo conclui: “Há aí um erro estratégico do Aécio [Neves, presidenciável do PSDB] de não por uma mulher de vice.

Os astrólogos ainda apontam mudanças à vista.

Para Abramo, que publica o horóscopo da Folha e estuda astrologia política, o acidente que tirou a vida do presidenciável Eduardo Campos (PSB) coincide com um ciclo astral que, em 1954 e 1985, foi marcado pelas mortes de Getúlio Vargas e Tancredo Neves.

Para Bernis, perito em previsões sobre finanças, o mapa astral do país revela solavancos na economia brasileira até meados de 2015.

Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo, em 04/09/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/2014/09/1510683-de-olho-no-ceu-astrologos-justificam-lideranca-feminina-nas-eleicoes-veja.shtml

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20089Maurício Bernis é autor do livro “O caminho da realização com a agricultura celeste“, publicado pela Ágora. Exposta em linguagem prática e direta, a metodologia da agricultura celeste foi desenvolvida por Maurício Bernis para aqueles que buscam a autorrealização mas evitam clichês místicos e esotéricos. Ela soma conhecimentos de diversas vertentes filosóficas e de psicologia junguiana e se expressa por meio da astrologia. O símbolo do processo é a árvore, que espelha as energias da vida e da natureza – vem daí o nome da obra.

ESPECIALISTA VÊ “FALTA DE EMOÇÃO” EM GESTOS

O grafólogo Paulo Sergio de Camargo, autor do livro Linguagem corporal – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais (Summus Editorial), analisou a linguagem corporal dos principais candidatos à Presidência da República no último debate feito pela Folha, UOL e Jovem Pan, realizado nos estúdios do SBT, na segunda-feira, dia 1º de setembro. Segundo ele, Dilma Rousseff (PT) peca pelos sinais de arrogância. A voz infantil de Marina Silva (PSB) a favorece, mas a face tensa a prejudica. Aécio Neves (PSDB) é correto, mas muito monótono. Leia a reportagem na íntegra em  http://goo.gl/hlt8lW e assista ao vídeo abaixo.

Durante um diálogo, apenas 35% da comunicação ocorrem verbalmente. Os outros 65% se dão por meio de componentes não verbais, como postura, gestos e atitudes. Assim, conhecer e entender a linguagem corporal é a chave para aumentar a integração entre pessoas e grupos. 10707Em seu livro, Camargo explica as principais características dos diversos tipos de linguagem corporal, incluindo dicas fundamentais para aprimorar a interpretação de sinais e gestos que facilitam a comunicação nos relacionamentos interpessoais. “O objetivo é abrir novos caminhos para o estudo da técnica no Brasil”, revela o autor. Para ele, todos os profissionais que trabalham diretamente com pessoas devem buscar competência na utilização dessa linguagem.

Focado em estudos específicos da população brasileira, o livro aborda, entre outros temas, o simbolismo das mãos, os tipos de olhar e técnicas de avaliação de voz. Mostra também a melhor forma de negociar em reuniões, como criar empatia com os interlocutores, a linguagem corporal durante uma entrevista de emprego e também nas vendas. O autor fala ainda sobre as fases da paquera não verbal e revela como detectar mentiras. “É necessário o conhecimento do método, de sua importância e de suas origens para que a aplicação se torne cada vez mais ética e confiável”, afirma Camargo.

Partindo de sua experiência com treinamento e avaliação de recursos humanos, o autor apresenta um vasto conhecimento adquirido nos longos anos de convivência com pessoas de todos os tipos. Utilizando uma linguagem simples e objetiva, ele explica, em 18 capítulos, os principais componentes da comunicação não verbal e cria uma espécie de manual, enriquecido com ilustrações, para codificar sinais, gestos e símbolos universais.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1223/Linguagem+corporal

CONDIÇÕES DO SUCESSO

O caderno Mercado, publicado pela Folha de S.Paulo no sábado (23 de agosto), traz uma nota sobre o livro Sabedoria profunda em gerenciamento (Summus Editorial), do consultor José Ricardo da Silveira. A reportagem destaca alguns dos cuidados que os bons gestores devem ter para administrar seu negócio. Acesse o link http://goo.gl/LOzD0H para ver.

10945O que está por trás de uma boa gestão? Por que alguns líderes se sobressaem e outros não? O que faz que equipes tenham desempenhos diferentes usando técnicas semelhantes? Resultado de experiências de mais de 50 anos de vida profissional, o livro responde a essas e outras questões. Estudioso de vários conceitos e metodologias, Silveira apresenta os fundamentos para um gerenciamento bem-sucedido. A cada capítulo, ele traz exemplos reais e dinâmicos, mostrando o que fazer para gerenciar uma empresa de forma adequada.  Modelos, metodologias de apoio à ação gerencial e exemplos práticos completam a obra, que é fundamental para todos os que desejam melhorar seu desempenho profissional.

Ao longo da obra, dividida em 14 capítulos, o autor adota uma abordagem sistêmica: trata do todo conectando suas partes. Com base nesse pensamento, ele aponta armadilhas que prejudicam o desempenho de pessoas e organizações, propondo ainda importantes reflexões sobre a liderança – que, para ele, deve ser exercida de forma holística. “Tenho a convicção de que a sabedoria profunda em gerenciamento não é mais do que a sabedoria profunda de todo homem, pois o gerenciamento é uma prática. E, para o homem sábio, pensar antes de agir é essencial e indispensável”, afirma o consultor.

Baseando-se sobretudo nos ensinamentos de Edward Deming e Peter Senge, o autor expõe os cinco princípios que constituem a essência dos conhecimentos que um gerente (ou líder) precisa ter para ser eficiente e eficaz no exercício de sua função organizacional. São eles: condições para o sucesso (conceitos, ambiente e metodologias) – um modelo; conhecer sobre sistemas para poder ter visão sistêmica; entender a variabilidade do mundo para aprender a tratar o erro; entender e saber tratar de gente; e aprender a aprender.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1383/Sabedoria+profunda+em+gerenciamento

FOLHA DE S.PAULO SUGERE A LEITURA DO LIVRO “RELAÇÕES PÚBLICAS, MERCADO E REDES SOCIAIS”

O caderno Mercado, da Folha de S.Paulo, deu destaque para o lançamento do livro Relações públicas, mercado e redes sociais (Summus Editorial), no sábado, dia 14 de julho. Nessa obra atual e inquietante, o pesquisador Rafael Vergili discute possíveis caminhos para ampliar a participação do profissional de RP no mercado de comunicação digital. 10947Também aborda os limites e as potencialidades do uso de redes sociais no relacionamento entre organizações e públicos. Veja a nota: http://goo.gl/s74mNe.

Hoje, as redes sociais constituem um ambiente de grande exposição – tanto positiva quanto negativa – para as empresas. Quando se trata de imagem institucional, como utilizar o poder da rede para atingir o público? O profissional de relações públicas está capacitado para esse trabalho? Que tipo de conhecimentos ele deve ter para atuar na web? No livro Relações públicas, mercado e redes sociais,Vergili responde essas e muitas outras perguntas.

Por meio de uma pesquisa com 128 empresas e entrevistas realizadas nas principais agências de comunicação do Brasil, Vergili constatou que 78,1% das grandes companhias priorizam o relacionamento com os públicos nas redes sociais e querem aprimorar esse contato. Paradoxalmente, o profissional de RP, que seria formado para promover esse diálogo, não está inserido adequadamente nesse nicho de mercado. Segundo ele, apenas 12,5% dos respondentes são estudantes de Relações Públicas ou graduados na área.

O trabalho contemplou apenas empresas de grande porte e revelou também que 42,1% das organizações optam por deixar a articulação de redes sociais a cargo da área de comunicação. Na sequência, aparece o núcleo de marketing, com 32,5%. A presença de um departamento especifico, focado apenas na web, é a terceira mais utilizada, com 18,3%. Articulações informais por parte dos colaboradores chegam a 7,1%.

“Diante desse cenário, o temor, por parte das organizações, de receber opiniões negativas e possivelmente de sofrer prejuízos à reputação corporativa tende a aumentar, devido sobretudo ao foco mercadológico e a ausência de capacitação para relacionamentos no uso das redes”, afirma o autor. Segundo ele, esse é um desafio com o qual o profissional de relações públicas precisará lidar no processo de demonstração de sua importância no relacionamento com os públicos, por meio de redes sociais, tendo como base o diálogo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
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