‘LINGUAGEM CORPORAL ENTREGA QUANDO A RELAÇÃO NÃO VAI BEM; ENTENDA OS SINAIS’

A cena é familiar para muita gente: você encontra um casal de amigos e algo lhe diz que a situação entre eles não vai bem. Não é só impressão: a linguagem corporal pode trazer pistas que um casal enfrenta problemas na relação, mesmo que eles não tenham percebido. “Quanto mais o casal se toca, mais intimidade existe entre eles”, explica Paulo Sergio de Camargo, especialista em linguagem corporal.

Segundo Paulo, um exemplo público dessa falta de conexão é a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa Melania – as fotos do casal em geral demonstram grande distanciamento entre os dois. “Repare que ele sempre anda na frente na esposa, o que pode ser uma necessidade de mostrar que é ele quem comanda as relações”, explica Paulo. Além desse, outros gestos e expressões podem denunciar problemas no relacionamento, confira:

  • Posição das mãos e pés

Olhar para o celular enquanto o outro fala ou parecer desligado enquanto a pessoa fala são as indicações mais óbvias de desinteresse do parceiro, mas Paulo aponta outros gestos pequenos que podem acusar o sentimento. Um dos sinais mais apontados é ver as pontas dos pés apontadas para outro lado que não seja o do parceiro (indicando que a pessoa não gostaria de estar ali) ou o eixo do corpo voltado em outra direção que não a do par. Outros sinais são esfregar os olhos quando fala ou quando escuta uma pergunta, ou ainda esfregar as pernas com as duas mãos quando conversa com o outro.

  • Há um desconforto visível

A face que não entrega nenhum sentimento – apelidada de “poker face” por alguns, por conta do rosto sem expressão dos jogadores profissionais de carteado – não é um traço de personalidade, mas sim um truque que demanda muito treinamento e concentração. “A ‘poker face’ pode ser treinada, mas a maioria das pessoas não consegue esconder as emoções, pois elas se revelam em microexpressões que duram cerca de ¼ de segundo”, explica Paulo. “No caso dos casais em geral é muito, muito difícil fingir que você não está desconfortável.”

  • Sorriso amarelos e abraços incompletos

Forçar proximidade é uma maneira de driblar a situação em público. O chamado abraço incompleto (em que as mãos não se fecham ao redor do ombro do outro ou nem mesmo chega a encostar) é um sinal de desconforto entre um casal. “Pode reparar que entre Trump e sua esposa não existe o ‘fio invisível’, a atração que puxa o olhar de uma pessoa para você”, explica Paulo. “Compare com Barack e Michelle Obama – ele andava lado a lado com a esposa, sempre de mãos dadas. Você podia perceber a sintonia entre eles de longe.”

  • O casal evita se tocar em público

Um casal em sintonia produz o que Paulo chama de “gesto espelho” – um imita a posição do outro sem perceber e até completam as frases do parceiro de maneira não intencional. O “fio invisível” também se percebe nitidamente em um casal apaixonado – o gesto de procurar e localizar o parceiro em um ambiente cheio e olhar diretamente nos olhos quando se conversa. “Quando um casal está em crise, mesmo que não briguem ou discutam, dá para notar porque o índice de sorrisos diminui muito e eles não se tocam. Um casal em sintonia, por outro lado, está sempre se tocando.”
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Matéria de Anna Fagundes, publicada originalmente no UOL, em 26/04/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/listas/ta-na-cara-como-o-corpo-acusa-quando-o-relacionamento-nao-esta-bem.htm

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Paulo Sergio de Camargo tem dois livros sobre o tema publicados pela Summus. Conheça-os:

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10707
LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais

Esta é a mais completa obra sobre o tema já publicada no Brasil. Ricamente ilustrada, aborda todos os aspectos da comunicação não verbal. Além disso, ensina o leitor a identificar quando alguém está mentindo e dá dicas de como usar a linguagem corporal a seu favor nas entrevistas de emprego.

 

10805NÃO MINTA PRA MIM! PSICOLOGIA DA MENTIRA E LINGUAGEM CORPORAL

Fruto de mais de 15 anos de pesquisa sobre o tema, este livro trata da linguagem corporal e, especialmente, da mentira. O objetivo é revelar ao leitor um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política. O tema é tratado tanto do ponto de vista científico como do prático, com exemplos do dia a dia das pessoas, mostrando desde os motivos pelos quais elas mentem à identificação da mentira por meio da observação da linguagem corporal. O autor não imprime um tom moralista, mas defende que não se constrói algo bom com base na mentira.

 

‘CUIDADO: USO DO CELULAR PODE ESTAR MODIFICANDO A CURVATURA DA SUA COLUNA’

Estudo aponta que pacientes jovens já estão relatando problemas de hérnia de disco e alinhamento; especialistas relacionam alteração ao uso do celular

Cirurgiões e especialistas em coluna vertebral estão percebendo um aumento no número de pacientes que reclamam de dor no pescoço e nas costas. O motivo? Provavelmente, o uso de aparelhos celular. É isso mesmo. De acordo com um estudo, a má postura durante o uso prolongado de smartphones pode estar causando sérios problemas de saúde em jovens e adultos do mundo todo.

A pesquisa, publicada no The Spine Journal, aponta que o uso intenso e irregular do celular é o motivo para alguns pacientes, especialmente pacientes jovens que ainda não deveriam ter problemas nas costas e pescoço , estarem relatando hérnias de disco e problemas de alinhamento .

“Em um raio-X, o pescoço normalmente se curva para trás, e o que estamos vendo é que a essa curva está sendo invertida, como acontece quando as pessoas olham para baixo focadas em seus telefones, por horas durante o dia”, declarou um dos autores do estudo, o Dr. Todd Lanman, um neurocirurgião espinhal do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles.

“A verdadeira preocupação é que não sabemos o que isso pode significar ou influenciar na vida de crianças, que hoje usam telefones o dia todo”, ponderou Lanman.

Outro especialista que também foi responsável pelo relatório, Jason Cuellar, cirurgião ortopédico da coluna vertebral em Cedars-Sinai, afirmou que as pessoas, muitas vezes, fazem esse movimento de olhar para baixo quando usando seus smartphones, principalmente, quando digitam.

Crianças que usam celular podem precisar de cirurgia antes dos 30 anos 

Estudos anteriores já haviam descoberto que as pessoas têm o pescoço em torno de 45 graus, e isso se torna ainda quando elas se sentem.  O impacto na coluna vertebral aumenta em posturas mais flexionadas, acrescentam os responsáveis pela pesquisa.

Enquanto, em uma posição neutra olhando para frente, a cabeça pesa cerca de 10 a 12 quilos. Já com o corpo flexionado em 15 graus, o peso pode aumentar para 27 quilos. O estresse na espinha aumenta conforme a envergadura da cabeça aumenta.

“Se fossemos levar em conta essa informação, pelo modo como as pessoas usam celulares hoje, uma criança de 8 anos precisa de cirurgia aos 28 anos”, disse Lanman. “Em crianças que têm a espinha dorsal ainda em fase de crescimento e não foi desenvolvida, não temos certeza do que esperar ou se isso pode mudar as anatomias normais”, disse ele à Reuters Health.

Como evitar?

Lanman e Cuellar sugerem mudanças simples no estilo de vida que podem aliviar o estresse da postura do pescoço. Eles recomendam a utilização de telefones celulares posicionados mais em frente ao rosto, ou perto do nível dos olhos, enquanto digitar. Usar as duas mãos e os dois polegares para criar uma posição mais simétrica e confortável para a coluna vertebral também é recomendável.

Além do uso do smartphone, os cirurgiões recomendam que as pessoas que trabalham com computadores utilizem um suporte de monitor elevado para que a tela fique nivelada com a altura dos olhos.

Para quem usa notebook, eles recomendam uma adaptação semelhante, usando um teclado e mouse separados para que o computador possa estar no nível dos olhos e ainda criar uma boa posição ergonômica durante a digitação.

“É difícil recomendar uma postura adequada para os usuários de celulares. Se elevarmos o telefone ao nível dos olhos para evitar a postura de olhar para baixo, ele irá adicionar novas preocupações para o ombro devido à postura de braço elevado”, pontuou Gwanseob Shin do Ulsan Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Ergonomia Laboratorial na Coréia do Sul, que não estava envolvido com o estudo.

“Uma recomendação mais prática seria descansos frequentes ou algum exercício físico que possa fortalecer os músculos do pescoço e do ombro”, disse Shin à Reuters Health.

Lanman também recomenda exercícios básicos que se concentram na postura. Ele pede aos pacientes para que deitem em suas camas e pendem suas cabeças sobre a borda, estendendo o pescoço para trás para restaurar o arco normal no pescoço.

Enquanto sentado, ele recomenda alinhar o pescoço e coluna, verificando se as orelhas estão sobre os ombros e os ombros estão sobre os quadris.

“Peça ao seu amigo para tirar uma foto de sua parte superior do corpo quando estiver usando digitando no celular e, em seguida, use a foto como imagem de fundo em seu telefone”, disse Shin. “Isso vai lembrá-lo de fazer pausas com frequência. Mesmo uma pequena pausa de alguns segundos – chamada de micro ruptura – pode ajudar nossos tecidos a se recuperar.”
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Matéria publicada originalmente no iG – Saúde. Para lê-la na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/2017-04-20/uso-do-celular-pode-mudar-a-curvatura-da-coluna.html

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Quer saber mais sobre postural corporal? Conheça os livros abaixo, da Summus Editorial:
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10704DE OLHO NA POSTURA
Cuide bem do seu corpo nas atividades do dia a dia
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Hoje, quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento devido a dores provocadas pela postura incorreta. Porém, com atitudes simples e consciência corporal é possível mudar tal realidade. Nesta obra didática, totalmente ilustrada com fotografias, o leitor aprenderá a desempenhar as tarefas do cotidiano – como sentar-se, digitar, dirigir, escovar os dentes, carregar objetos pesados, cuidar do bebê – sem prejudicar a coluna e as articulações.
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10869POSTURA CORPORAL: UM GUIA PARA TODOS
Autora: Angela Santos

Aplicação prática dos conhecimentos de anatomia e fisiologia dos ossos, músculos e articulações em reabilitação postural. Contém informações preciosas para profissionais e orientação acessível aos leigos interessados na prevenção e no tratamento de desvios posturais.

 

 

‘DIFICULDADE DA CRIANÇA EM VARIAR O PRATO NÃO É FRESCURA; SAIBA COMO LIDAR’

A alimentação dos filhos é um desafio para muitos pais e não raro motivo de discussão das refeições em família. O comportamento das crianças à mesa pode ser dos mais variados, mas um deles faz parte do universo dos chamados “comedores seletivos”. A principal dúvida nesses casos é: como lidar quando os filhos só aceitam comer um tipo de comida? 

Lara* tem quatro anos e, desde os dois, o seu cardápio está reduzido a arroz, macarrão sem molho, pipoca, “carninha de churrasco” e suco de maracujá. A menina que, enquanto bebê, comia todas as papinhas preparadas pela mãe, com as mais diversas combinações de carboidratos, proteínas, verduras e legumes, hoje recusa o que estiver fora da sua lista –e mesmo os alimentos citados acima, se tiverem qualquer alteração, como um molho de tomate, por exemplo.

O comportamento alimentar como o de Lara não é um transtorno e, sim, uma dificuldade que, segundo o nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, é um fenômeno fisiológico normal. “Todos somos seletivos. Posso ser apenas por não comer quiabo, por exemplo”.

Fato é que preferências ou aversões alimentares são classificadas como seletividade e pode ser difícil diferenciar de “frescura” ou “mania”. Por isso, pais e cuidadores devem ficar atentos quando essas particularidades afetam grandes grupos de alimentos, como frutas, legumes e verduras – em geral, os mais rejeitados pelas crianças.

“O comportamento seletivo passa a ser preocupante quando leva a problemas orgânicos ou comportamentais. Entretanto, esses também podem levar à rejeição”, afirma Fisberg, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi do Hospital Infantil Sabará (SP). “E não adianta dar estimulante de apetite para resolver o problema”, explica.

Nem sempre o diagnóstico é simples

O grande problema de restringir a alimentação de forma drástica é que as crianças com certeza vão sofrer com carências de vitaminas e minerais. Fisberg afirma que algumas pessoas continuam seletivas até a vida adulta, mas a condição na infância pode afetar desenvolvimento, crescimento, cognição, memória, inteligência, entre outros, e, por isso, demanda maior atenção e cuidado. “Existem questionários para o diagnóstico, mas a avaliação deve ser criteriosa, individual e feita por uma equipe multidisciplinar”.

De acordo com a psicoterapeuta infantil Paloma Vilhena, antes de achar que a criança é uma comedora seletiva, é preciso investigar a fundo todo o contexto no qual ela está inserida. “A seletividade alimentar também pode afetar a vida social, tornando as situações sociais que envolvem comida uma grande fonte de ansiedade e estresse”.

Lara está nesse ponto. De acordo com o relato da mãe ao UOL, quando a menina está na casa de amigos, costuma pedir para ir embora quando chega a hora de alguma refeição. “Ela fica nervosa com a insistência dos outros e porque entende que as pessoas acham um absurdo ela não comer”.

Fisberg alerta para o fato de que exames comumente pedidos no consultório –hemograma, fezes e urina– dificilmente apresentarão anormalidade. Segundo ele, é preciso avaliação mais aprofundada do que o tempo da consulta permite.

Por que antes ela “comia de tudo”?

É comum pais e cuidadores acharem que a criança comem pouco, mas isso nada tem a ver com seletividade. Nádia conta que Lara começou a recusar todas as ofertas logo que completou dois anos, o que a fez estranhar, já que a menina “comia de tudo”. Para casos como esse, Fisberg explica que na transição da papinha para uma alimentação adulta, é comum a criança rejeitar o que antes gostava.

“É diferente para ela, que pode não gostar da forma como aquilo foi preparado, a nova textura”. Ele afirma que os pais perdem a chance quando desistem na primeira ou segunda tentativa. “Se ceder uma vez, dificilmente vai conseguir a aceitação depois”.

A principal dica, segundo o pediatra, é preparar de diferentes formas, com variados temperos e lembrar que se nada der certo, pode ser uma característica daquele indivíduo. “Crianças têm direito a preferências”.

Como lidar com a questão

Conseguir o equilíbrio entre a insistência e o respeito as vontades dos filhos é o sonho de pais e cuidadores que têm um “comedor seletivo” em casa.  “Extremamente seletiva” quando criança, a “digital influencer” Camila Verdeja, criadora do “Pequeno Gourmet”, um site sobre alimentação infantil, conta que muitos buscam uma “solução milagrosa que, de preferência não dê muito trabalho e resolva o problema definitivamente”.

“Recebo muitas mensagens de pais desesperados porque os filhos não comem. Eles ficam angustiados com as constantes negativas. Mas nós, pais, somos responsáveis pela construção do paladar e dos hábitos dos nossos filhos. Por isso, precisamos procurar ajuda”, diz ela, mãe de Santiago, 4.

Paloma diz que é normal que os pais fiquem preocupados e ansiosos, mas isso acaba agravando o problema. Criar um ambiente tranquilo para as refeições, sem gritos e ameaças, e encorajar os progressos, mesmo que pequenos, faz parte da recuperação.

“Paciência e calma são importantes na mudança de hábitos. É importante, além de oferecer variedade de alimentos e de preparo dos mesmos, incluir as crianças no processo de compra e preparo das refeições. E, claro, dar exemplo ingerindo alimentos saudáveis”.

Matéria de Thais Carvalho Diniz, publicada originalmente no UOL, em 18/04/2017.
Leia na íntegra: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/04/18/seu-filho-nao-come-ele-pode-ser-um-comedor-seletivo-entenda.htm

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Quer saber mais sobre alimentação infantil? Conheça os livros da nutricionista Claudia Lobo, publicados pela MG Editores:
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50066COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre

Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.

 

50079ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

‘COMO PAIS PODEM AJUDAR E APOIAR OS FILHOS QUANDO ELES SE ASSUMEM HOMOSSEXUAIS?’

Muitos pais ainda não são capazes de aceitar a homossexualidade dos filhos, mas fazê-lo pode tornar o momento muito mais simples para aqueles que estão saindo do armário; psicólogo dá dicas de como lidar com isso

Muitos filhos homossexuais ainda não têm coragem de se assumir para os pais. Em alguns casos, isso acontece porque eles sentem medo de sofrer e de não serem aceitos pela família. Já que a sexualidade dessas pessoas já faz com que elas corram riscos e encarem o preconceito da sociedade, é muito importante que os pais compreendam a situação e consigam apoiá-los.

De acordo com o Psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr, do  Instituto Paulista de Sexualidade, muitos pais sentem dificuldades em aceitar a sexualidade dos filhos por já terem “planejado” a vida deles – inclusive no aspecto afetivo – mentalmente. “Ao perceber que um filho não está cumprindo os desígnios que estipularam para este filho, ele ‘deve estar errado’, e isto se aplica a sexo”, explica o psicólogo.

O primeiro passo que os pais devem dar para que o processo de aceitação fique mais suave é aprender a administrar as próprias frustrações e entender que os filhos não estão seguindo o caminho esperado. “Eles precisam aprender a ser assertivos, afirmativos e não hostis, não agressivos. Este é um ponto difícil, pois adultos já estão limitados pelas formas que já conhecem e consideram corretas”, diz o Rodrigues.

Mãe e filha contra a homofobia

A fotógrafa Nanah Farias é um exemplo de mãe que conseguiu aceitar e apoiar a filha lésbica. Ela sempre esteve por perto da moça e da namorada dela, e percebeu que as duas poderiam protagonizar um ensaio fotográfico feito por ela. Quando viu o resultado, Nanah decidiu publicar as fotos em apoio ao relacionamento da filha, mesmo sabendo que o projeto estaria suscetível a críticas negativas.

A filha de Nanah não se assumiu para a mãe logo de cara e já estava namorando uma menina quando decidiu se abrir com a mãe sobre a própria sexualidade. A relação das duas ficou abalada porque Nanah sentiu que a filha e a namorada – que também era amiga de Nanah – não confiaram nela para contar a verdade. “Eu fiquei com raiva porque ela mentiu para mim sendo que a gente tem uma política de não mentir em casa”, diz a mãe.

“Todos sofrem com isso. É muito difícil você falar para uma pessoa que não está acostumada com homossexuais na família que ela precisa aceitar. É preciso se acostumar que a sua filha é diferente das relações que estamos acostumados. Você vai vendo e se acostumando que está tudo bem e normal”, comenta Nanah.

Os amigos de Nanah ainda estranham o fato de ela receber normalmente a namorada da filha em casa. “Eu digo que é a mesma coisa que quando meu filho chega com a namorada dele. Eu abraço a menina e ela almoça com a gente”, diz a mãe. Ela ainda fala sobre a importância de os pais amarem os filhos homossexuais “Eu penso assim: se ela é minha filha, eu a amo de qualquer jeito. Por que não amar só porque ela tem uma namorada? Ela continua igual”, finaliza.

Por Carina Brito, publicado originalmente no iG, em 17/04/2017. Para ler na íntegra, acesse: http://igay.ig.com.br/2017-04-17/pais-ajudar-filhos-homossexuais.html 

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Para saber mais sobre o assunto? Conheça o livro: 

30031PAPAI, MAMÃE, SOU GAY!
Um guia para compreender a orientação sexual dos filhos
Autora: Rinna Riesenfeld

Escrito por uma sexóloga e terapeuta com longa experiência em lidar com pais aflitos, este livro responde as inúmeras questões dos familiares de homossexuais. Repleto de exemplos e diálogos reais, o guia é essencial para a compreensão do preconceito, da sexualidade e da importância dos poderosos laços familiares.

 

‘EM BUSCA DE CONHECIMENTO E COMODIDADE, 90% DOS BRASILEIROS FARIAM CURSOS ONLINE’

A tendência pela busca de serviços digitais para as mais diversas áreas tem se expandido e, com a educação, não tem sido diferente. Uma pesquisa realizada pela NZN Intelligence, plataforma de pesquisa e inteligência da NZN, revelou que 90% dos brasileiros usuários da internet estão propensos a realizar algum tipo de cursos online, sendo que, dentre eles, 61% já fizeram.

De acordo com Felipe Simões, Diretor de Produto da NZN e especialista da plataforma Intelligence, os cursos online se popularizaram no País nos últimos anos e se estabeleceram como uma alternativa bastante procurada pelos brasileiros. “Seja por falta de tempo ou pela comodidade, essa modalidade de estudo parece atrair quem deseja se aperfeiçoar em algum campo ou precisa adquirir novos conhecimentos por uma exigência do mercado”, explica Simões.

Já entre as pessoas que disseram que não fariam um curso à distância, 35,5% já haviam realizado algum curso pela internet, enquanto 64,5% nunca tiveram essa experiência. Os 45% que nunca fizeram e não pretendem fazer apontaram a desconfiança na qualidade do ensino em relação aos cursos presenciais como principal motivo para isso. A pesquisa levantou ainda que 50% dos internautas brasileiros desconhecem as principais plataformas de EAD, o que segundo Simões se deve ao fato da falta de confiança na modalidade.

Nível de educação do curso

O nível de educação mais popular entre os usuários que fariam cursos pela internet foram os cursos livres, com 58% das pessoas apontando essa preferência em uma pergunta que permitia múltiplas respostas. Na sequência, apareceram os cursos técnicos (47%), cursos profissionalizantes (44%) e cursos de Ensino Superior (41%).

Entre as pessoas que já fizeram cursos pela internet, 57% fizeram cursos livres, 23% cursos técnicos, 22% cursos de Ensino Superior e 20% cursos profissionalizantes (mais de uma resposta permitida).

Área do curso

Os cursos que mais despertam o interesse dos usuários brasileiros de internet são disparadamente os de idiomas (59%), seguidos pelas Engenharias (25%), Administração (22%) e Gestão (21%) – com mais de uma resposta permitida.

Investimento mensal

Perguntadas sobre qual o valor máximo que investiriam em cursos online por mês, 26% dos pesquisados se mostraram dispostos a gastar R$ 50 por mês. A pesquisa foi aplicada a um público predominantemente jovem, com 41% de 18 a 24 anos, 35,7% de 25 a 34 anos e 12,87% de 35 a 44 anos. As mulheres representam 43,5% do público, e os homens 56,5%.

Matéria publicada originalmente no iG – Último Segundo, em 11/04/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2017-04-11/cursos-onlines.html

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Quer saber mais sobre EAD? Conheça:
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10715EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: José Manuel MoranJosé Armando Valente
SUMMUS EDITORIAL 

Qual o papel das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano das escolas e dos cursos de formação profissional? A educação a distância e as novas modalidades de ensino e aprendizagem ampliam o acesso à educação de qualidade ou prejudicam o processo educativo? O diálogo estabelecido entre os autores deste livro nos ajuda a compreender essas questões e as complexas relações entre tecnologia e educação neste início de século.

‘BRIGAS ENTRE MARCOS E EMILLY NO “BBB” AQUECEM DEBATE SOBRE VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA’

A atual edição do “Big Brother Brasil” levantou a questão da violência psicológica e da agressão contra a mulher com o casal Marcos e Emilly. O médico acabou eliminado na atração depois de os dois terem protagonizado diversas brigas – a mais chocante aconteceu na madrugada de domingo (9), quando Marcos encurralou a moça em um canto da sala e colocou o dedo na cara dela enquanto gritava. Outras cenas mostraram Marcos imobilizando Emilly enquanto a moça pedia que ele a soltasse e paresse de machucá-la.

As cenas e o desenrolar do caso seguem movimentando as redes sociais. O Delas conversou com psicólogas para tentar entender o que faz uma pessoa ser tão agrevissa, mostrar como a mulher pode e deve se defender de uma violência psicológica ou física e também comparar a reação de Emilly depois das brigas e da penalização ao então namorado com a de outras mulheres que sofreram com situações parecidas.

Confinamento x agressividade 

De acordo com a psicóloga especialista em desenvolvimento humano Marilena Bigoto, a violência ocorre quando uma pessoa tenta intimidar a outra usando manipulação, chantagem ou até mesmo algum artifício físico. Apesar de não ter muito contato com o programa, a profissional afirma que os atos de Marcos durante a situação descrita demonstraram, sim, agressividade. “Existem perfis de personalidade que definem pessoas mais agressivas. Elas lidam menos com a raiva, ficam mais impulsivas, mais intimidativas, se tornam mais agressivas diante de uma contrariedade ou de um estresse”, explica ela.

A psicóloga frisa que nada justifica as atitudes intimidadoras e agressivas do participante com Emilly, mas afirma que fatores como o confinamento e as brigas frequentes com a participante podem estar fazendo com que o comportamento naturalmente impaciente e agressivo de Marcos aflorem mais. “Uma pessoa em estado de confinamento, sob pressão, vai mostrar o pior dela”, afirma Marilena.

O que fazer em casos como este?

As cenas mostradas no programa – que ocorreram uma semana após o protesto de funcionárias e artistas da Rede Globo acerca do caso envolvendo assédio sexual por parte do ator José Mayer – motivaram manifestações acaloradas nas redes sociais, em que internautas e até artistas cobraram uma postura da emissora com relação ao caso.

No programa de domingo (9), o apresentador Tiago Leifert ressaltou a importância de abordar assunto e afirmou que a produção do “BBB” conversou com o casal, se colocando à disposição de Emilly para o caso de ela se sentir ameaçada. Durante a segunda-feira (11), porém, a polícia foi à casa do reality após a delegada Márcia Noeli, diretora da Delegacia.

Especializada de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, instaurar um inquérito para investigar suspeitas de agressão. Na noite do mesmo dia, o participante foi expulso do programa.

De acordo com a psicóloga, as atitudes da emissora e da polícia estão corretas. “Se ela sente que não tem voz, que ela não consegue se defender, é certo alguém interferir”, afirma.

Relacionamento abusivo

Segundo a convenção de Belém do Pará e a Lei Maria da Penha, qualquer ato ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual e psicológico à mulher, tanto na esfera pública quanto na privada, é considerado violência. Segundo a também psicóloga Miriam Farias, pessoas que passam por relacionamentos abusivos ou situações que envolvem violência física, psicológica, assédio sexual e moral podem sofrer de estresse pós-traumático, que pode ser acompanhado de depressão, pânico e outros transtornos de ansiedade. Por isso, é importante que as mulheres busquem a ajuda de pessoas confiáveis que as apoiem na hora de fazer uma denúncia e, se necessário, recorram à assistência psicológica.

Após a expulsão de Marcos, Emilly entrou em desespero e se sentiu culpada pelo que aconteceu. Vivian e Ieda, as outras finalistas do reality, consolaram a moça e explicaram que o programa apenas impediu que algo pior acontecesse. De acordo com Miriam, essa reação é comum para pessoas que passam por relacionamentos abusivos ou casos que envolvem violência psicológica ou física por parte do parceiro. “A pessoa muitas vezes não se dá conta de que está em uma relação destrutiva. Ela não consegue identificar que é abusiva porque aprendeu a se relacionar assim e desconhece as características de uma relação saudável”, afirma.

Texto de Fernanda Labate, publicado originalmente no Delas – iG em 11/04/2017. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/comportamento/2017-04-11/marcos-emilly-violencia-psicologica.html

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Quer saber mais sobre violência psicológica? Conheça os livros do Grupo Summus que falam sobre o assunto:

 

10661FERIDAS INVISÍVEIS
Abuso não-físico contra mulheres
Autora: Mary Susan Miller
SUMMUS EDITORIAL 

Milhões de mulheres em todo o mundo sofrem uma violência não-física por parte de maridos e companheiros, nem sempre fácil de identificar e neutralizar: Intimidações, manipulação emocional e sexual, humilhações, chantagens financeiras, etc. Este livro expõe a existência do problema, oferece meios de identificá-lo e sugere alternativas para que a mulher possa fugir do pesadelo.
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10719VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA NAS RELAÇÕES CONJUGAIS
Pesquisa e intervenção clínica
Autora: Adelma Pimentel
SUMMUS EDITORIAL

A violência psicológica que permeia a convivência dos casais é o tema deste livro. Essa modalidade de agressão aparece nas relações conjugais com intensa incidência e sem que seja reconhecida pelos cônjuges, sobretudo pela mulher. Visando estudar e combater o fenômeno, Adelma Pimentel caracteriza a violência psicológica e propõe a nutrição psicológica, por meio da Gestalt-terapia, para o enfrentamento da violência que atinge o casal.


20813QUEM GRITA PERDE A RAZÃO
A educação começa em casa e a violência também
Autora: Luiza Ricotta
EDITORA ÁGORA

Associamos a palavra violência aos episódios graves que temos presenciado no país e no mundo. Mas existe outro tipo de violência mais sutil, às vezes mais danosa e perigosa, presente no dia-a-dia de muitas famílias e a autora mostra como identificá-la dentro de casa. Ela aponta soluções para pessoas em busca de caminhos para melhorar a qualidade de vida no lar, favorecendo o desenvolvimento psicológico, emocional e social.

‘BBB: TER CIÚME É NORMAL, MAS NÃO DO JEITO QUE EMILLY SENTE’

Durante toda a 17ª edição do BBB, Emilly já teve inúmeras crises de ciúmes de Marcos. Seja com outras participantes da casa, como Vivian e Elettra, de convidadas que foram ao programa, como a atriz Claudia Ohanna, e já chegou até a dizer que selecionaria as amizades do brother no Facebook, quando saíssem da casa. 

Sentir ciúme é normal, segundo a psicóloga clínica e hospitalar Sabrina Gonzalez, mas ter crises frequentes, como Emilly, indica problemas. “O ciúme saudável aparece quando há um motivo plausível. A pessoa interpretou algo, independentemente de estar certa ou errada, e aquilo gerou ciúme. Ele aparece em situações específicas”, explica.

Já o exagerado, não. O ciúme e a desconfiança pairam 24 horas por dia, mesmo sem razão. “A pessoa não consegue se libertar da situação. O sentimento não tem relação com o parceiro em si, nem é baseado em algo específico, mas, sim, nos pensamentos irreais que só passam pela cabeça da pessoa”, explica.

Segundo especialistas ouvidas pelo UOL, sete comportamentos de Emilly não são saudáveis:

1. Usar o controle para se sentir segura

Na opinião da psicoterapeuta Lizandra Arita, o ciúme é uma mescla de insegurança e medo. “A pessoa quer ter o controle sobre o outro, pois, assim, se sente seguro e, quando isso não acontece, ela fica mais insegura, ansiosa e nervosa”, diz.

Para a psicoterapeuta, a imaturidade de Emilly só piora a situação. Todo mundo se sente inseguro eventualmente na vida, mas o lado racional e adulto faz com que consigamos contornar esse sentimento. Sem maturidade, só sobra o lado emocional falando, e aí a pessoa age como uma criança que faz birra, se descontrola”, explica.

2. Não respeitar a individualidade do outro

Outra possibilidade que faz a sister ser tão ciumenta é o fato de ela querer que o namorado seja igual a ela. “Emilly tem dificuldade de aceitar o Marcos do jeito que ele é. Em muitos momentos, ela não quer que ele pense de outro jeito, tem medo que outras pessoas possam afetar o julgamento do médico e que ele se volte contra ela”, diz Lizandra.

Para a psicoterapeuta, não ter controle sobre o namorado gera medo e ansiedade, o que faz com que ela tente manipulá-lo. “Ela age assim para que ele siga a opinião dela, para que ele não tenha a própria identidade, e o ciúme tem muito a ver com isso. Não permito que o outro seja ele mesmo e quero que tudo seja do meu jeito”, diz.

3. Não confiar em si mesma

Ainda que Emilly saia dizendo por aí que se acha sensacional. Segundo Eliana Costa, psicóloga e coach do grupo Atitude, a situação pode indicar o oposto. Ela pode, sim, ter a autoestima baixa. “Esse tipo de autoafirmação já é um sinal de baixa autoestima, e quando falta autoconfiança, a pessoa sente que não é boa o bastante para o outro”, diz.

  • 4. Dificuldade de dialogar

Ao sentir ciúme do parceiro, Emilly se enfurece. Segundo Eliana, ao fazer um escândalo e sair andando, sem tentar manter um diálogo, Emilly dificulta a resolução do problema. “O diálogo é o caminho para solucionar um conflito”.

5. Chamar a atenção com brigas 

Mesmo que inconscientemente, Emilly usa a briga para conseguir ter a total atenção de Marcos. “É uma tentativa de controlar, pois enquanto está rolando a discussão, ele se mantém preso na discussão, olhando para ela, e não mais para a Vivian, por exemplo”, fala Eliana.

6. Tentar impedir que Marcos se relacione com outras pessoas

A intenção de controlar as amizades do médico fora do reality também só reiteram a necessidade de estar no comando. “Querer controlar o Facebook dele nada mais é do que querer estar por dentro das relações que ele tem. Com quem ele fala, para quem dedica afeto ou não, assim como ela faz com ele no reality”, diz Eliana.

Matéria de Thamires Andrad, publicada originalmente no UOL, em 07/04/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/04/07/bbb-ter-ciume-e-normal-mas-nao-do-jeito-que-emilly-sente.htm

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

20034CIÚME
O lado amargo do amor
Autor: Eduardo Ferreira-Santos
EDITORA ÁGORA

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

‘OMS DEDICA DIA MUNDIAL DA SAÚDE À DEPRESSÃO, MAL QUE ATINGE MAIS DE 300 MILHÕES’

Número de pessoas que vivem com a doença, segundo a organização, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015; porém, poucos buscam ajuda médica

Em geral, quando tocamos no tema saúde, muitas pessoas pensam em questões relacionadas à saúde física. Porém, a saúde mental é tão importante quanto e merece ser discutida com a mesma atenção e cuidado que qualquer outra doença. Logo, não é por menos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) se preocupou, neste Dia Mundial da Saúde, em lembrar dos cuidados a serem tomados em relação à depressão.

A depressão tem tratamento e o primeiro passo é conversar sobre o assunto. A doença, segundo a entidade, afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.

“No pior dos casos, a doença pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos”, destacou a OMS. “Ainda assim, ela pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”, completou a entidade.

O número de pessoas que vivem deprimidas, segundo a OMS, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015. A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com o transtorno em todo o mundo. O órgão alertou ainda que a doença figura como a principal causa de incapacidade laboral no planeta.

A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, ela pode se tornar um sério problema de saúde”, destacou a organização. Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem anualmente em razão de suicídio.

Brasil

De acordo com a OMS, cerca de 5,8% da população brasileira sofrem da doença – um total de 11,5 milhões de casos. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.

O levantamento mostra que, além do Brasil e dos Estados Unidos, países como a Ucrânia, Austrália e Estônia também registram altos índices da doença em sua população – 6,3%, 5,9% e 5,9%, respectivamente. Entre as nações com os menores índices do transtorno estão as Ilhas Salomão (2,9%) e a Guatemala (3,7%). A prevalência na população mundial, segundo a OMS, é 4,4%.

Tratamento

A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos, menos da metade das pessoas afetadas no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.

“O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo”, concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.

Artigo publicado originalmente no iG – Saúde. Acesse na íntegra em http://saude.ig.com.br/2017-04-07/depressao.html

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Quer saber mais sobre o tema? Conheça alguns livros publicados pelo Grupo Summus:

 

20007

UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
Autora: Elisabeth Maria Sene-Costa
EDITORA ÁGORA

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.

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50119

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas. ……

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20806DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Guias Ágora – Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Erika Harvey
EDITORA ÁGORA

O livro mostra a diferença entre a depressão conhecida como “baby blues”, que afeta quase todas as mulheres após o parto, sem maiores conseqüências, e a depressão grave que requer intervenção de profissional capacitado. Saber identificar essa diferença, às vezes bastante sutil, cabe à própria mulher, aos familiares à sua volta e aos seus médicos, e esta leitura é de grande utilidade para todos.
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20705DEPRESSÃO
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Sue Breton
EDITORA ÁGORA

A depressão cobre uma vasta gama de emoções, desde o abatimento por um episódio do cotidiano até o forte impulso suicida. Este guia mostra os diferentes tipos de depressão e explica os sentimentos que os caracterizam, para ajudar os familiares e os profissionais a entender a pessoa em depressão. Ensina também como ajudar a si mesmo e a outros depressivos.

POR QUE MENTIMOS TANTO?

A mentira faz parte da história da civilização. Ao longo dos séculos, inúmeros pesquisadores se dedicaram ao tema pelas diferentes vertentes: científica, social, moral e até evolutiva. Apesar da diversidade do assunto, uma conclusão é unânime: toda mentira – até mesmo a mais inofensiva – tem consequências.

De acordo com estudos, escutamos, em média, 210 mentiras por dia. Da falsa informação acrescentada no currículo às falácias dos políticos, do conto do vigário ao autoengano, a mentira faz parte da história da civilização. Especialista em grafologia e linguagem corporal, Paulo Sergio de Camargo mergulhou no tema com o objetivo de revelar um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política.

Os métodos, é claro, não são 100% eficazes. “Temos a equivocada propensão a acreditar que somos capazes de identificar mentiras com certa facilidade. Não é bem assim. Após anos de estudos e pesquisas, sei que devemos ter cautela ao tentar reconhecer alguém com capacidade e habilidade cognitivas para enganar quem quer que seja”, afirma Camargo.  Pequenas mentiras, mentiras brancas, mentiras inocentes – ou qualquer que seja o nome dado a elas – uma coisa é certa: elas vão minar a confiança de alguém ao longo do tempo, segundo o especialista. “Toda a mentira – até mesmo a mais inofensiva – tem consequências”, diz

10805No livro Não minta pra mim! Psicologia da mentira e linguagem corporal, da Summus Editorial, Camargo apresenta definições de mentira e destrincha as principais situações em que ela se instala. Fruto de mais de 15 anos de pesquisa, a obra destaca a realidade nacional em relação ao assunto e aborda os principais sinais da linguagem corporal dos mentirosos.

De acordo com Camargo, não somos um país singular quando o assunto é mentira, mas há muitas diferenças em relação a outras culturas. “Talvez a leniência com que tratamos as mais descaradas mentiras seja nossa característica mais marcante”, diz o especialista.

Em 20 capítulos, Camargo transmite a maior quantidade possível de informações a respeito do tema, mesmo reconhecendo que ainda há muito para ser estudado e até mesmo descoberto. Os capítulos tratam da dificuldade de definir a mentira, dos tipos de mentira, do autoengano, do porque mentimos, da mentira escrita como falsificações e atestados médicos, da mentira como doença, dos sentimentos relacionados à mentira, dos mentirosos em cadeia nacional, da linguagem corporal e das microexpressões no momento da mentira, entre outros temas.

“A mentira influencia grandemente a nossa vida; nascemos, crescemos e evoluímos diante da mentira. Nem sem­pre é possível enfrentá-la. Mesmo tentando nos prevenir contra as mentiras, seremos sempre enganados. De certa forma, essa certeza pode ser até reconfortante, pois nos torna mais sensíveis e humanos”, conclui Camargo.

Paulo Sergio de Camargo é um dos mais bem preparados e conceituados grafólogos brasileiros. Fez pós-graduação em gerência e desenvolvimento de Recursos Humanos na UniFae Centro Universitário, em Curitiba, e atuou como instrutor de grafologia no Centro de Psicologia Aplicada (Cepa), no Rio de Janeiro, entre 1994 e 2002. É constantemente convidado a fazer palestras no Chile, na Argentina e no México, e nos últimos anos tem-se dedicado ao estudo da linguagem corporal. Publicou, pela Ágora, os seguintes livros: A grafologia no recrutamento e seleção de pessoal; Grafologia expressiva; e Sua escrita, sua personalidade. Pela Summus, lançou também Linguagem corporal – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais.

Saiba mais sobre o livro, acessando: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532308054