‘O FILHO SURPRESA E A LEI’

Acontece nas melhores famílias. Um belo dia, o ilustríssimo senhor e respeitável cidadão, que já constituiu sua prole dentro dos laços do sagrado matrimônio e acha que a vida não tem mais nenhuma surpresa a lhe reservar – a não ser, talvez, acompanhar com orgulho as proezas escolares de filhos, ou quem sabe netos – recebe uma inesperada visita do passado.

Às vezes, a visita aparece sob a forma de uma ex-namorada, amante ou relacionamento casual, portadora de uma mensagem cujo resumo é mais ou menos o seguinte: “Toma que o filho é teu”.

Outras vezes, o visitante é um perfeito estranho, que alega ter com o cidadão um dos laços mais íntimos que pode haver entre duas pessoas: o de pai e filho.

O que fazer nessas situações?

O suposto pai é obrigado a fazer teste de DNA? Ele tem que dividir seus bens com o filho “surpresa”? E, do outro lado, como uma pessoa pode provar que é filha de outra? Qual é o caminho para reivindicar seus direitos? Para esclarecer essas e outras questões, preparei um guia rápido sobre investigação e reconhecimento de paternidade. Aproveite para tirar suas dúvidas.

Quem pode pedir a investigação de paternidade?

O processo de investigação de paternidade de um menor de 18 anos deve ser aberto pela mãe do menor, representada por um advogado. Sendo maior de idade, a própria pessoa pode abrir o processo – mas também deve ser representada por um advogado.

O suposto pai é obrigado a fazer o exame de DNA?

Não. Nossa legislação não obriga ninguém a fazer exame de DNA, sob o princípio de que ninguém pode ser forçado a produzir provas contra si mesmo.

O que acontece quando o suposto pai se recusa a fazer o exame de DNA?

Se ele se recusar, passa a existir uma “presunção relativa” de paternidade. Isso significa que a recusa irá pesar contra ele, mas não basta para confirmar a paternidade. Ou seja, a pessoa que abriu o processo terá que apresentar outras provas, como por exemplo, evidências de que houve um relacionamento entre a mãe do requerente e o suposto pai, e do qual a gravidez poderia ter resultado. Mas isso nem sempre é fácil – principalmente quando se trata de um relacionamento casual.

Cabe lembrar que , o presidente Lula teria vetado um projeto de lei aprovado pelo Senado que tratava do assunto. A alegação da presidência é que o veto ocorreu porque o projeto apenas repetia o que já estava previsto em nossa legislação – isto é, a “presunção relativa” da paternidade nos casos em que o pai se recusa a fazer o exame.

O próprio relator do projeto de lei no Senado, Antônio Carlos Júnior (DEM-BA), admitiu que a matéria em pouco altera na lei em vigor, mas que funcionaria como um “reforço”. Se era apenas um reforço, por que se dar ao trabalho de criar a lei? Ou por que se dar ao trabalho de vetá-la? Mais um mistério de Brasília, caro leitor…

Existe limite de tempo para ingressar com um processo de investigação de paternidade?

Não. A investigação pode ser aberta a qualquer tempo. Se por exemplo, uma pessoa de 60 anos descobrir que uma outra, de 80 anos, pode ser seu pai, ela pode ingressar com a ação.

E se o suposto pai já tiver falecido, ainda é possível realizar a investigação de paternidade?

Sim. Nesse caso, os parentes sanguíneos mais próximos do falecido podem ser solicitados a fazer o exame de DNA. Mas vale o mesmo princípio: se eles não concordarem, não se pode obrigá-los a fazer o teste.

Se o filho for reconhecido, ele pode usar o sobrenome paterno mesmo contra a vontade do pai?

Se a paternidade for legalmente reconhecida, o pai não tem como impedir que o filho use seu sobrenome. A alteração na certidão de nascimento pode ser feita após o juiz expedir a sentença na qual a filiação é reconhecida, e isso independe da vontade do pai.

Filhos reconhecidos mediante processos judiciais têm os mesmos direitos do que os filhos nascidos no casamento?

Com certeza. Os direitos são os mesmos, inclusive no que diz respeito à pensão alimentícia e herança.

E se o pai tiver deixado um testamento que exclui o filho reconhecido na justiça?

Essa possibilidade prevê duas situações diferentes. Na primeira, o pai ainda está vivo quando o processo de investigação de paternidade teve início e opta por excluir o suposto filho de seu testamento. Nesse caso, sendo a paternidade comprovada, o filho reconhecido terá direito à legítima – isto é, à parte da herança que cabe aos herdeiros necessários (como os filhos e o cônjuge) e que, por isso, não pode ser disponibilizada por meio de testamento. Na segunda situação, a investigação de paternidade é aberta após o falecimento do pai. Nesse caso, como ele desconhecia a existência desse filho ao fazer o testamento, o juiz poderá anular esse documento, dando ao filho reconhecido o direito de participar da partilhar de todos os bens do pai, e não apenas da legítima.

Se o suposto filho tiver falecido, seus herdeiros podem ingressar com a ação de investigação de paternidade?

Os herdeiros do filho falecido não podem ingressar com uma ação de investigação de paternidade em nome de seu pai. Podem, no entanto, dar entrada em uma ação de investigação de parentesco com seu suposto avô. Esse precedente foi aberto pelo Superior Tribunal de Justiça, ao julgar caso semelhante. No entender da relatora, ministra Nancy Andrighi, “se o pai não propôs ação investigatória em vida, a via do processo encontra-se aberta aos seus filhos”.

*Advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP, do Instituto Brasileiro de Direito de Família, e do IASP, é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas”, todos da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 12/04/2018. Para acessar na íntegra:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-filho-surpresa-e-a-lei/

 

Conheça os livros da autora:Direito de Família

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.

…………

HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

 

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.
……………………………………………………..

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

‘COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO EM DIFERENTES FASES DA VIDA?’

Os dias estão tristes e sem graça já há algum tempo, fora que todos os problemas têm um peso muito grande, trazendo sofrimento em excesso. Melhor ligar o alerta: pode ser depressão. A doença, de acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, que é colaboradora do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo) possui dois componentes básicos: o psicológico/emocional e outro físico/orgânico, que podem mudar, dependendo da fase de vida.

Entre os comportamentos típicos, pessoas depressivas tendem a se desinteressar por coisas que gostavam de fazer, ficam com uma sensação de tristeza, têm insônia ou dormem demais, além de fadiga ou fome excessiva, cansaço excessivo, ganho ou perda de peso, apatia, sentimento de culpa, falta de concentração e, em casos mais graves, pensamentos suicidas, entre outros sintomas.

Com a ajuda da psicóloga, e da clínica médica Sadeb, separamos alguns sinais de depressão adaptados para as quatro fases principais da vida.

Na infância

  • Queda do rendimento escolar;
  • Se recusa a ir para a escola;
  • Esquece de fazer a lição de casa;
  • Não se relaciona com outros amiguinhos;
  • Chora por qualquer motivo.

Marina Vasconcelos explica que uma criança pode, sim, apresentar sintomas de depressão e que o quadro não precisa necessariamente estar associado a alguma situação em especial. “É o caso da depressão endógena, que é de origem biológica e/ou predisposição hereditária.”

Se você perceber sinais como esses, leve ao pediatra. O profissional está habilitado a indicar o melhor encaminhamento para o caso, pois é importante levar em conta que, mesmo sem causa emocional aparente, existem causas orgânicas para serem investigadas.

Algumas patologias, como o hipotireoidismo – condição na qual a glândula não produz a quantidade suficiente de hormônio da tireoide, também podem levar à depressão. Por isso, é importante essa investigação clínica para descobrir as causas, tanto orgânicas quanto psicológicas.

Na adolescência

  • Mudança no apetite;
  • Pensamentos suicidas;
  • Agressividade;
  • Postura antissocial;
  • Pouca energia.

Nesta fase cheia de mudanças físicas e hormonais, não é à toa que os nervos do adolescente ficam a flor da pele. Mas os pais e responsáveis precisam ficar atentos, pois o transtorno depressivo merece muita atenção, podendo até levar até ao suicídio.

“Procurar ajuda de um psicólogo e de um psiquiatra, se for o caso, não deve ser encarado como sinal de fraqueza ou preguiça, pois este trabalho em conjunto é o que ajudará o adolescente a sair do quadro depressivo”, diz.

Outra dica é tentar abordar naturalmente a doença, para que o adolescente se sinta acolhido e saiba que pode contar com outras pessoas, o que traz um grande alívio para quem está deprimido.

Na vida adulta

  • Insônia;
  • Perda de libido;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Amargura;
  • Desânimo.

A pessoa ganha a pecha de preguiçosa, mal-humorada e até de chata, mas não reage porque realmente falta energia. “A vida de todos tem problemas e frustrações, mas o deprimido tem sérios problemas em lidar com isso. Tudo tem um peso muito grande, e ele acaba ficando sem reação”, ressalta.

Qualquer comportamento estranho deve ser relatado ao médico, que irá orientar qual é a melhor forma de tratar aquele indivíduo. Se você sentir que não tem abertura para falar do assunto com quem tem depressão, a dica é procurar um outro familiar, ou amigo, que tenha um canal de comunicação melhor com essa pessoa. Fazê-lo sentir-se acolhida é o primeiro passo para ajudar de forma efetiva.

Na terceira idade

  • Sensação de inutilidade;
  • Tristeza com a aproximação da morte;
  • Ansiedade sobre o futuro.

Amigos e familiares morrendo, saúde mais frágil e falta de um plano B para a vida após a aposentadoria, algo que deixa uma pessoa que era ativa, jogada no sofá por pura falta de atividades para ocupar o seu tempo. Todas essas situações vão deixando o idoso desanimado.

Para escapar da depressão nesta fase, Marina ressalta que é preciso encontrar atividade que preencham esse tempo livre – um curso, trabalho voluntário, focar na religiosidade, etc. “Também é importante procurar um terapeuta e, se for o caso, um psiquiatra, pois entrar com medicação pode ajudar bastante a melhorar aquele quadro”, diz a psicóloga.

“Tenho uma cliente que veio procurar terapia pela primeira vez aos 75 anos, e foi ótimo. Tudo depende da forma como encara a velhice. É necessário que a pessoa vá se adaptando as dificuldades da vida, e passe a ver as coisas pelo lado positivo”, ressalta.

Como ajudar uma pessoa com depressão?

Ao suspeitar que uma pessoa querida esteja com sinais de depressão, o primeiro passo é gerar um ambiente acolhedor. Faça com que ela perceba que você está ali para ouvi-la e compreendê-la. Mas não precisa ficar tentando “animar” ou dar bronca para “ver se ele acorda”. São atitudes que só irão aumentar a distância entre essa pessoa e você. É preciso ouvir, mas sem criticar.

Também desmistifique o medo de que os antidepressivos geram dependência. Esta é uma tarefa do médico em conjunto com a família. Só quando o deprimido aceita de fato o tratamento, sem preconceitos, é que haverá melhora do quadro. Ninguém fica ‘viciado’ nos remédios, mas a medicação restabelece um bom funcionamento do cérebro e isso, por si só, já é um grande passo.

Se você sentir que não tem abertura para falar do assunto com quem tem depressão, procure um outro familiar, ou amigo, que tenha um canal de comunicação melhor com essa pessoa. Fazê-la sentir-se acolhida é o primeiro passo para ajudar de forma efetiva. O deprimido precisa de atenção, mas não está fazendo isso ‘para chamar atenção’, como muitos acreditam.

 

Matéria de Vivian Ortiz, com participação da psicóloga Marina Vasconcellos, autora da Ágora, publicada no VivaBem em 14/04/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/14/depressao-nao-e-frescura-como-identifica-la-em-diferentes-fases-da-vida.htm

***

Conheça os livros da Ágora com coautoria da psicóloga Marina Vasconcellos:

 

QUANDO A PSICOTERAPIA TRAVA
Como superar dificuldades
Organizadora: Marina Vasconcellos

Autores: Alexandre Saadeh, Christina A. FreireHeloisa Junqueira FleuryMarcia Almeida BatistaMaria Amalia Faller VitaleMarina VasconcellosMário Costa CarezzatoMilene De Stefano FéoMoysés AguiarRosa CukierSergio Perazzo, Wilson Castello de Almeida

Todo profissional que trabalha com terapia teme este momento e já passou por ele: alguns pacientes, ou algumas relações, travam. Aqui foram reunidos artigos de doze terapeutas contando sobre suas experiências e apontando saídas. Prefácio de Antonio Carlos Cesarino.
…………………………..

PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autor: Gisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. MauroDalmiro M. Bustos, Vivien Bonafer Ponzoni

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

“FILHA DE DONALD TRUMP É ARMA DE ‘SOFT POWER’ DOS EUA”

Ivanka vai no lugar do pai à Cúpula das Américas, em Lima, com discurso feminista

Com a ausência do presidente Donald Trump reforçando a percepção de que a América Latina não é prioridade para Washington, a Casa Branca aposta na presença de Ivanka Trump em Lima para gerar um pouco de boa vontade entre os países da região.

Filha e assessora do republicano, ela participará de uma discussão sobre empoderamento feminino na Cúpula Empresarial, evento paralelo à Cúpula das Américas, que reúne chefes de Estado e governo do continente.

Nesta quarta (11), Ivanka afirmou que também lançará uma iniciativa para “impelir o empoderamento econômico das mulheres na região”, sem dar mais detalhes.

Segundo a Folha apurou, cogitou-se dar a Ivanka a honra de fazer o discurso de abertura da cúpula empresarial, mas a deferência não foi confirmada.

Ela acompanhará o vice-presidente, Mike Pence. Virão para a cúpula também Jared Kushner, marido de Ivanka, o secretário de Comércio, Wilbur Ross, e o representante de comércio, Robert Lighthizer, para debater tarifas anunciadas por Trump que atingem, entre outros, o aço brasileiro.

A vinda do presidente era cercada de tensões, por causa de políticas da Casa Branca que desagradam a região, como o prolongamento do muro na fronteira com o México, a renegociação de acordos comerciais e o endurecimento contra imigração.

O cancelamento foi recebido com um misto de alívio e decepção. Trata-se do primeiro líder americano a não comparecer à cúpula desde a criação do evento, em 1994.

Ivanka é acionada com frequência para fazer “diplomacia presidencial”. Quando ela foi a Pyeongchang para as Olimpíadas de Inverno, o pai tuitou: “Minha filha acaba de chegar na Coreia do Sul. Não poderíamos ter uma pessoa melhor ou mais inteligente representando nosso país”.

Mas o “soft power” de Ivanka nem sempre prospera.

Em abril do ano passado, ela dividiu o palco com a chanceler alemã Angela Merkel e com a diretora do FMI, Christine Lagarde. Mas recebeu vaias ao afirmar que seu pai “era um tremendo defensor de apoio a famílias”.

Chefiando a delegação dos EUA em uma cúpula global de empreendedorismo na Índia, em novembro de 2017, foi alvo de críticas ao fazer campanha por empoderamennto feminino enquanto sua linha de roupas emprega mulheres ganhando salários minúsculos na Índia e em Bangladesh.

Para Ivanka, a cúpula já começou com uma saia justa.

Em briefing, um jornalista perguntou a um funcionário da Casa Branca: “Dado que o tema da cúpula é governança democrática contra corrupção, e a América do Sul teve várias ditaduras que empregavam parentes em altos cargos, vocês sentem que há uma diferença entre isso e sua posição na Casa Branca?”

Não houve resposta.

 

De Patrícia Campos Mello, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 12/04/2018. Para acessar na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/04/filha-de-donald-trump-e-arma-de-soft-power-dos-eua.shtml

***
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Que saber mais sobre Soft Power? Conheça:

 

PODER SUAVE (SOFT POWER)
Autor: Franthiesco Ballerini
SUMMUS EDITORIAL

Utilizado pela primeira vez pelo cientista político Joseph Nye na década de 1980, o termo “poder suave” (soft power) designa a capacidade de um Estado ou uma instituição influenciar a opinião pública para que seus objetivos sejam cumpridos. Acompanhando a humanidade há milênios, o poder suave se fez sentir sobretudo na cultura. O exemplo mais clássico é Hollywood, que, com seus filmes e produtos dele derivados, reproduz um estilo de vida que serve muito bem aos interesses americanos no campo da política e da economia. Porém, diversos outros tipos de poder suave têm mostrado sua força ao longo dos séculos, deixando claro que ideias podem, por vezes, ser mais persuasivas que canhões.

Publicação única no Brasil, fruto de mais de dois anos de intensas pesquisas e dezenas de entrevistas, este livro explica os mecanismos de ação do poder suave e sua expressão em áreas como música, cinema, artes plásticas, dança e artes visuais. Obra atual e perene, é dedicada a estudantes e profissionais de Comunicação, Relações Internacionais e Ciências Políticas, mas sobretudo a todos aqueles que desejam conhecer melhor uma força tão sutil e, ao mesmo tempo, inquestionável.

 

 

‘MELHORAR A POSTURA EVITA ESTRESSE, DORES E ATÉ INTESTINO PRESO’

Enquanto lê esse texto, você está sentado “confortavelmente”, todo esparramado e com a coluna curvada? Então, antes de mais nada, ajeite-se na cadeira! Manter a postura correta no dia a dia – ou seja, sentar com as costas retas, apoiadas no encosto, as pernas paralelas e os pés no solo; manter a tela do computador na altura dos olhos; agachar para pegar coisas no chão em vez de dobrar o corpo; andar com o tronco reto etc. – evita não só dores nas costas, como também melhora vários aspectos da sua saúde.

“Como a coluna é nosso pilar de sustentação, a má postura sobrecarrega estruturas pelo corpo todo”, alerta Alexandre Fogaça Cristante, ortopedista do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Sim, aquela dor chata que você sente no calcanhar ou na cabeça podem estar relacionadas com a falta de alinhamento.

“O organismo funciona como um todo e, quando você não o posiciona da forma natural, ele faz compensações”, explica a fisioterapeuta Samira Poliseli, especialista em osteopatia pela Escola de Osteopatia de Madrid. A seguir, mostramos os benefícios que você vai ter ao deixar esse jeito relaxado de sentar –e de caminhar, malhar etc.

Reduz dores e lesões no treino

Quando você não se preocupa em manter uma postura adequada no dia a dia ou nos exercícios, há o encurtamento de músculos, tendões e ligamentos. Aí, um dos lados do corpo fica sobrecarregado. Isso gera desgaste nas articulações e, com o tempo, há risco de hérnias de disco, lesões no quadril e nos joelhos, tendinites e bursites nos ombros, fascite plantar entre outros problemas. “Para as mulheres, vale até repensar o uso diário do salto alto. Ele encurta a musculatura posterior da perna e aumenta a sobrecarga na região lombar”, explica o cirurgião ortopédico Edson Pudles, de Curitiba.

Minimiza a dor de cabeça

Na coluna cervical, entre as vértebras C1 e C2, há várias terminações nervosas importantes. Se elas forem constantemente pressionadas –como quando você fica muito tempo olhando para baixo ao digitar no smartphone — o resultado é uma inflamação. “Isso ativa um gânglio chamado trigeminal, um dos grandes responsáveis pela origem de dor de cabeça e até enxaqueca”, explica Aline Turbino, neurologista especialista em enxaquecas e dores cranianas pela Unifesp e médica da Casa de Saúde Santa Marcelina, em São Paulo.

 

Melhora a respiração e o fôlego

Manter os ombros sempre curvados para a frente diminui a expansão da caixa torácica e prejudica a entrada de ar no pulmão. “Aí, a pessoa precisa fazer mais esforço para respirar”, diz Fogaça.

 

Ajuda no funcionamento do intestino

A postura ruim “espreme” o órgão, que tem dificuldades em fazer os movimentos necessários para expulsar as fezes. Aliás, uma das melhores dicas para acabar com o sofrimento no banheiro é sentar de maneira adequada no trono: com os pés em um apoio para que os joelhos fiquem mais elevados que o quadril.

 

Reduz o estresse e evita a depressão

O organismo de quem sente dores constantes e intensas nas costas geralmente sofre um processo inflamatório permanente, que pode até modificar receptores cerebrais ligados ao bom humor e ao relaxamento. “Toda dor crônica pode causar mudanças neuroquímicas e gerar transtornos psiquiátricos como estresse, depressão e ansiedade”, alerta Aline Turbino.

 

Matéria de Manuela Biz publicada no VivaBem, do UOL, em 12/04/2018. Para lê-la na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/12/beneficios-que-voce-tem-ao-melhorar-a-postura.htm

***

 

Tem interesse pelo assunto? Conheça os livros da Summus específicos sobre postura corporal:
…………………………

ALONGAMENTO E POSTURA
Um guia prático
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Disseminado em diferentes países e culturas, o alongamento tornou-se rotina para a maioria da população fisicamente ativa. Porém, posturas inadequadas têm gerado dores e lesões no sistema musculoesquelético. Aqui, os autores apresentam informações atualizadas sobre o tema e fotos com orientações de como realizar com segurança os ajustes posturais necessários aos exercícios de alongamento.
…………………….

DE OLHO NA POSTURA
Cuide bem do seu corpo nas atividades do dia a dia
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Hoje, quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento devido a dores provocadas pela postura incorreta. Porém, com atitudes simples e consciência corporal é possível mudar tal realidade. Nesta obra didática, totalmente ilustrada com fotografias, o leitor aprenderá a desempenhar as tarefas do cotidiano – como sentar-se, digitar, dirigir, escovar os dentes, carregar objetos pesados, cuidar do bebê – sem prejudicar a coluna e as articulações.
………………..

DIAGNÓSTICO CLÍNICO POSTURAL
Um guia prático
Autora: Angela Santos

Um bom diagnóstico é fundamental para definir procedimentos que envolvam a postura do ser humano. Lançando mão da biomecânica, da osteopatia e de técnicas fisioterápicas, a autora apresenta uma linguagem diagnóstica única para os diversos ramos profissionais que lidam com o movimento humano, suas patologias, expressões e desenvolvimento.
…………….

POSTURA CORPORAL: UM GUIA PARA TODOS
Autora: Angela Santos

Aplicação prática dos conhecimentos de anatomia e fisiologia dos ossos, músculos e articulações em reabilitação postural. Contém informações preciosas para profissionais e orientação acessível aos leigos interessados na prevenção e no tratamento de desvios posturais.

‘MARIAH CAREY SOFRE DE TRANSTORNO BIPOLAR; SAIBA COMO É A DOENÇA’

A cantora Mariah Carey admitiu sofrer de transtorno bipolar, em uma entrevista publicada na revista People, nesta terça-feira (10). Ela afirma ter sido diagnosticada em 2001, ao ser hospitalizada por ter uma série de problemas físicos e mentais, mas só decidiu se abrir agora para falar sobre o problema.

“Até pouco tempo atrás, eu vivia em negação e isolamento e em constante medo de que alguém me expusesse. Era um fardo pesado para carregar e eu não conseguia mais. Eu cedi, recebi tratamento e coloquei pessoas positivas ao meu redor, para voltar a fazer o que amo –escrever canções e fazer música”, disse ela, à People.

Sintomas vão de depressão à euforia

Caracterizada pela alternância de humor, o transtorno faz com que as pessoas experimentem episódios de euforia (ou também chamado de “mania”) enquanto, em outros momentos, intercalam períodos de depressão, seguidos por episódios de normalidade.

Nos episódios com depressão, a pessoa sente tristeza profunda, apatia, alterações do sono, falta de sentido para a vida, esquecimentos e ideias suicidas. “Na fase de euforia, no entanto, a pessoa fica ‘ligada nos 220’”, explica o médico psiquiatra Luiz Sperry, colunista do VivaBem. “Enquanto na depressão você sente pouca energia e se sente a pior pessoa do mundo, na euforia você sente muita energia e vira a melhor pessoa do mundo. Isso pode levar a um quadro psicótico, no qual o paciente sai da realidade, pedindo demissão do emprego, fazendo gastos descontrolados de dinheiro, envolvimentos afetivos apressados, atividade sexual aumentada e, em casos mais graves, tendo delírios e alucinações.”

Mariah, por exemplo, conta que suas crises a afetaram por muitos anos, até ela procurar ajuda. “Não era uma insônia normal, eu não ficava ‘contando carneirinhos’. Eu estava trabalhando e trabalhando e trabalhando… Eu ficava irritada e em constante medo de decepcionar as pessoas. Uma hora, bati na parede. Acho que meus episódios depressivos foram caracterizados por ter pouca energia. Eu me sentia sozinha e triste, até culpada de que não fazia o necessário para minha carreira”, desabafou.

De acordo com Sperry, o tempo de duração das crises variam muito de pessoa para pessoa, mas geralmente as depressivas duram meses e as crises maníacas são mais curtas, durando semanas.

Diagnóstico é prejudicado pela confusão dos sintomas

Como a condição parcial de humor elevado não é totalmente compreendida pelo indivíduo como sintoma de uma doença, muitas vezes as pessoas apenas buscam ajuda nos momentos mais agudos de depressão. Para se ter ideia, em geral, o diagnóstico leva mais de dez anos para ser concluído, porque os sinais podem ser confundidos com os de doenças como esquizofrenia, depressão, síndrome do pânico, distúrbios da ansiedade.

Entretanto, o que define mesmo o diagnóstico é a crise maníaca, que só existe no quadro bipolar, ao contrário da depressão, explica Sperry. Mas como é difícil o paciente notá-la como algo estranho, ele acaba tratando a depressão primeiro e, ao ver que o quadro depressivo não melhora ou evolui mal, o especialista começa a suspeitar de um transtorno bipolar. “Mas esse diagnóstico pode levar meses ou anos.”

Doença não tem cura, mas há tratamento

O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de estabilizadores de humor e psicoterapia. Mariah, por exemplo, está fazendo uso de ambos. “Eu estou tomando medicamentos que parecem muito bons. Não me deixam tão cansada ou nada assim. Achar este equilíbrio é o mais importante”, disse.

Se o tratamento for seguido à risca, a instabilidade emocional é prevenida, assim como a recorrência das crises, fazendo com que a pessoa leve uma vida praticamente normal. “Agora estou num lugar legal, estou confortável em discutir minhas lutas com o transtorno bipolar. Eu tenho esperanças de que podemos tirar o estigma das pessoas que passam por isso sozinhas. A doença pode isolar pessoas, mas isso não precisa definir quem você é e eu me recuso a deixar isso me definir ou me controlar”, disse a cantora.

Matéria publicada no portal VivaBem, do UOL, em 11/04/2018. Para acessar na íntegra:
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/11/mariah-carey-sofre-de-transtorno-bipolar-saiba-como-e-a-doenca.htm

***

 

Para saber mais sobre transtorno bipolar, conheça o livro do psiquiatra Teng Chei Tung, especializado em transtornos do humor:
…………………………….

ENIGMA BIPOLAR
Conseqüências, diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar
Autor: Teng Chei Tung
MG EDITORES

O transtorno bipolar é uma patologia cada vez mais comum – e, infelizmente, ainda mal compreendida. Este livro, escrito por um psiquiatra, esclarece e desmistifica os sintomas da doença, suas fases, os sintomas, as estratégias de tratamento mais modernas e os tipos de medicamento disponíveis. Fala, ainda, da importância do apoio do médico e da família no bem-estar do paciente.

‘É MAL DE ALZHEIMER OU NÃO É?’

Nome que designava uma doença específica virou saco de gatos, ajudando a turvar o diagnóstico

Reuniões científicas costumam ser oportunidades para pesquisadores trocar figurinhas e apresentar uns aos outros o que acabaram de descobrir ou começaram a estudar mas ainda não se tornou público

Por isso uma reunião recente sobre a doença de Alzheimer foi tão extraordinária. Duas instituições privadas, a Alzheimer’s Association e a Croucher Foundation, de Hong Kong, reuniram cerca de 30 pesquisadores especialistas na doença para passar três dias naquela cidade-Estado, fechados em um auditório,  não para apresentar suas descobertas, mas, sim, para avaliar o estado da questão e tentar chegar a um consenso sobre o que é, de fato, o mal de Alzheimer e o que se sabe sobre suas causas.

O problema é duplo. Por um lado, bilhões já foram investidos em pesquisa e medicamentos, mas, até agora, não existe tratamento eficaz, recuperação nem cura.

Por outro lado, e talvez esta seja uma das causas do primeiro problema: o que médicos e pesquisadores chamam de “doença de Alzheimer” costumava ser algo muito preciso (perda de memória e demência precoces, com emaranhados de proteína tau encontradas no cérebro após a morte), mas nas últimas décadas passou a abraçar o que outros ainda chamam de demência senil e também formas não hereditárias da doença, tanto precoces ou tardias. O exame clínico não deveria bastar para o diagnóstico, mas na prática muitas vezes é tudo o que se faz.

Resultado: o nome que designava uma doença específica em pessoas de meia-idade que parecem ter diagnóstico claro (embora ainda não exatamente mecanismo definido) virou um saco de gatos. Alguns pesquisadores ainda têm o cuidado de definir a que se referem, mas outros, em parte no afã de terem seus esforços abraçados pelo farto financiamento para estudar a doença, contribuíram para turvar o diagnóstico a ponto de tê-lo deixado quase inútil.

Receber um diagnóstico de doença de Alzheimer é devastador e somente deveria acontecer com ampla certeza. A diferença é que nem toda perda de memória é sinal de alzheimer. Estresse, pancadas, AVCs, problemas vasculares e metabólicos e tantos outros fatores podem levar a perdas cognitivas debilitantes, sim —mas não catastróficas, como é a doença descrita originalmente pelo dr. Alzheimer. Quando o diagnóstico vem com uma sentença, todo cuidado é pouco.

Da coluna de Suzana Herculano-Houzel, publicada na Folha de S. Paulo, em 10/04/2018. Para acessar na íntegra (restrito a assinantes ou cadastrados): https://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/2018/04/e-mal-de-alzheimer-ou-nao-e.shtml

***

Quer saber mais sobre Doença de Alzheimer? Conheça o livro da MG escrito por dois dos maiores especialistas mundiais em Alzheimer, os psiquiatras canadenses especializados em neurologia Serge Gauthier e Judes Poirier:
………………………

DOENÇA DE ALZHEIMER
O guia completo
Autores: Serge GauthierJudes Poirier

Este livro apresenta uma visão geral das últimas novidades médicas e científicas sobre os avanços recentes em pesquisa, as causas e os tratamentos da doença de Alzheimer, formas de prevenção que vêm sendo desenvolvidas e hábitos e estilos de vida que foram validados cientificamente e podem desacelerar ou impedir a progressão sintomática da doença.

“EU TENHO GLAUCOMA. O QUE POSSO FAZER PARA ATENUAR ESSE MAL?”

O glaucoma é como a hipertensão. O tratamento pode fazer com que a doença seja controlada e avance mais lentamente, mas não há cura.

Ao todo, existem quatro tipos de glaucoma: o congênito, no qual a malformação é intrauterina; o secundário, causado por algum trauma no olho; o agudo ou de ângulo fechado, mais raro, é quando a pessoa tem um caminho mais estreito para a drenagem do líquido que tem dentro do olho (e consequentemente a pressão intraocular é aumentada); e o crônico simples, chamado de ângulo aberto, que é o tipo mais comum de todos e acontece em 80% dos casos da doença. O glaucoma crônico acomete geralmente pessoas acima dos 40 anos e vai piorando conforme o envelhecimento.

A doença ocorre porque a pressão do olho está alta, mas não é só isso. Ela também pode ser causada por outro motivos, como no caso do glaucoma congênito ou do secundário. De todo modo, nos quatro tipos de glaucoma, o nervo que liga o olho ao cérebro encontra-se danificado. No caso do glaucoma de ângulo aberto, além de a pessoa poder apresentar a pressão intraocular aumentada, na fase intermediária da doença, ela perde a visão na periferia do olho, ou seja, nos cantos, e no grau mais avançado passa a não enxergar mais no campo visual da frente. Na fase final, a cegueira é completa e irreversível.

Como o glaucoma crônico é de avanço lento e não há sintomas iniciais, se o indivíduo não tem o costume de frequentar anualmente o oftalmologista, percebe o problema quando já está muito avançado. O glaucoma de ângulo fechado, embora raro, tem sintomas mais acentuados que incluem dores muito fortes nos olhos, vermelhidão, náuseas e distúrbios súbitos de visão.

O especialista, quando detecta o glaucoma, indica tratamentos que variam conforme o grau da condição. Podem ser indicados colírios, procedimentos com lasers e, se nenhum tratamento menos invasivo funcionar, cirurgias também podem ser recomendadas.

Fontes: Minoru Fujii, oftalmologista do Setor de Retina do Hospital Cema, em São Paulo; Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo; Wilma Lelis Barboza, médica oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Matéria de Gabriela Ingrid, publicada originalmente no VivaBem, do UOL, em 03/04/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/03/eu-tenho-glaucoma-a-doenca-tem-tratamento.htm

***

 

Se você se preocupa com o assunto e quer saber mais a respeito, conheça “Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão”, do médico Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma:

GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.
MG Editores

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

‘UMA EDUCAÇÃO PARA O NOSSO TEMPO NÃO DEPENDE SÓ DE RECURSOS DIGITAIS, MAS SIM DE PRÁTICAS INOVADORAS’

Preocupados com a escassez e com o desperdício de água na cidade de Granja, no interior do Ceará, alunos de uma turma do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual de Educação Profissional Guilherme Teles Gouveia e seu professor, Marcos Deames Araújo Silva, assumiram o desafio de colocar a educação ambiental em prática. Aliando o conhecimento que construíram na escola, com tecnologias de uso cotidiano da população, criaram o aplicativo Consustime, para melhorar a gestão dos recursos hídricos residenciais.

A iniciativa é capaz de ajudar qualquer usuário de smartphone a monitorar o consumo e a economizar água nas mais diferentes atividades. Para isso, basta conectar ao chuveiro de uma residência, por exemplo, um dispositivo que se comunica com o celular via bluetooth para medir o fluxo de água e até programar seu desligamento automático quando o consumo atingir o volume de 50 litros, considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mais do que suficiente para o banho. Os alunos ainda criaram uma página em redes sociais em que divulgam a iniciativa e promovem campanhas, concursos e outras atividades interativas entre os usuários do aplicativo.

Já em Belo Horizonte (MG), foi a proliferação do Aedes aegypti – mosquito responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e do zika vírus – que mobilizou os alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais e o professor Humberto Honda a procurarem novas respostas para a identificação de criadouros e combate ao mosquito. Surgiu, assim, o projeto Airgainst Dengue, que consiste no uso de drones para realizar mapeamento fotográfico das áreas mais afetadas e, em seguida, o reconhecimento automático de focos de reprodução do mosquito por meio de machine learning – programação de computador capaz de automatizar processos analíticos.

Ambos os projetos podem ser considerados bons exemplos de como o uso de tecnologias no processo de ensino e aprendizagem pode trazer bons resultados pedagógicos e, ainda, contribuir com soluções inovadoras para problemas para problemas enfrentados pelas comunidades em que as escolas estão inseridas. Por isso, foram também premiados, respectivamente, como vencedor nacional e vencedor regional do Prêmio Respostas para o Amanhã, iniciativa da Samsung, com coordenação geral do CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.

Mas o que o desenvolvimento do Consustime, no Ceará, e do Airgainst Dengue, em Minas Gerais, têm em comum? O que ambos os projetos nos dizem sobre as potencialidades e limites do uso de tecnologias na educação? A complexidade da questão demandaria uma análise mais aprofundada, mas acredito ser oportuno compartilhar com os leitores algumas lições que podemos tirar a partir das experiências premiadas.

A primeira delas é que tanto na Escola Estadual de Educação Profissional Guilherme Teles Gouveia, quanto no Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais a tecnologia por si só não é tomada como sinônimo de inovação. Ela vem acompanhada de um projeto pedagógico em que a inovação, a mobilização de interesses dos jovens, a possibilidade de construção colaborativa do conhecimento e a promoção do pensamento crítico, da autoria e do protagonismo dos alunos estão no centro do trabalho da escola.

Já passados quase vinte anos no século XXI, sabemos que a simples presença de dispositivos eletrônicos nas salas de aula não significam inovação e mobilização do interesse e envolvimento dos alunos, pois computadores, aplicativos e recursos digitais podem reproduzir velhas práticas de ensino que pouco ajudam os alunos a aprender. Podem, por exemplo, reforçar estratégias como repetição e memorização, que não ajudam a avançar no desenvolvimento do raciocínio lógico, das diferentes linguagens, do conhecimento científico ou da análise de acontecimentos sociais.

Fosse esse o caso, os alunos das duas escolas não seriam sequer capazes de identificar a dimensão e as causas da escassez de água ou da proliferação do Aedes aegypti e menos ainda de propor intervenções capazes de enfrentá-las a partir de seus conhecimentos nas áreas de tecnologia, ciências da natureza e matemática. Ao contrário, o desenvolvimento desses projetos pedagógicos permitiu aos alunos que se apropriassem de conceitos importantes para o desenvolvimento do pensamento científico e do raciocínio lógico e matemático e que avançassem no domínio da linguagem tecnológica, além de ampliarem sua capacidade de ler e compreender a realidade, analisá-la de forma crítica e propor soluções.

Outro ponto importante, que ambas as experiências revelam, é que os professores têm papel fundamental na inovação dos processos de aprendizagem. Apesar das inúmeras informações disponíveis na web sobre gestão de recursos hídricos e combate ao Aedes aegypti, tanto o professor Marcos, quanto o professor Humberto e seus colegas de equipe tiveram papel fundamental em orientar seus alunos e em desenvolver suas habilidades para selecionar, analisar, categorizar e checar a veracidade dessas informações, além de relacioná-las com os desafios e os contextos locais. Esse processo precisa ser mediado por um profissional com saberes específicos, por isso a ideia de que a tecnologia pode substituir o professor é um mito.

Uma terceira lição que as escolas de Granja e de Belo Horizonte nos ensinam é que a educação mais significativa quando considera o contexto de relações em que se constrói e seu papel na vida em sociedade. Assim, não só os projetos buscam responder às demandas das comunidades em que as escolas estão inseridas, como também só foram possíveis porque as escolas já trabalhavam a linguagem de programação como um conteúdo escolar, observando que vivemos em uma época em que as relações são fortemente mediadas pela cultura digital e pela comunicação social.

Por último, e não menos importante, o Consustime e o Airgainst Dengue também só foram possíveis porque as escolas em que foram criados contavam com uma infraestrutura mínima, com a disponibilidade de dispositivos, programas, ferramentas e conectividade à internet. Num país em que 20% das escolas de ensino médio não têm laboratório de informática, mais de 44% não têm laboratório de ciências e 20% não têm acesso à internet banda-larga, não é por acaso que esses projetos tenham surgido em colégios técnicos e de tempo integral, as ilhas de excelência da rede pública.

Enfim, o que essas experiências nos mostram é que, embora uma educação com tecnologias por si só não se traduza em inovação e na qualidade a que almejamos, os alunos e a comunidade têm muito a ganhar quando o cotidiano escolar se torna permeável a tecnologias capazes de garantir o direito à educação, de estimular novas formas de aprendizagem explorando as dimensões colaborativas da produção de conhecimento, de formar redes de aprendizagem, de conectar os conhecimentos escolares com os anseios e interesses das crianças, adolescentes e jovens e de trazer respostas para problemas concretos do mundo contemporâneo. Afinal, uma educação para o nosso tempo não depende só de recursos digitais, mas de práticas de ensino inovadoras que eles podem ajudar a construir.

Artigo de  Anna Helena Altenfelder, publicado no UOL Educação em 28/03/2018. Para acessá-lo na íntegra: https://educacao.uol.com.br/colunas/anna-altenfelder/2018/03/28/uma-educacao-para-o-nosso-tempo-nao-depende-so-de-recursos-digitais-mas-sim-de-praticas-inovadoras.htm

***

Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

………………..
TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO
Coleção Novas Arquiteturas Pedagógicas
Autor: Ulisses F. Araújo
SUMMUS EDITORIAL

Nas décadas recentes a sociedade vem passando por mudanças que impactam a sala de aula, o currículo das escolas e os próprios objetivos da educação. Este livro discute como os chamados temas transversais, articulados com a pedagogia de projetos e com os princípios de interdisciplinaridade, podem apontar caminhos inovadores para a educação formal e para uma ressignificação da prática docente.

Conheça outros volumes da coleção em: https://amzn.to/2IeHQVS

 

‘SOLIDÃO É UM DOS MAIORES MEDOS E QUESTÕES DA VELHICE; COMO LIDAR, ENTÃO?’

Você fica mais velho, para de trabalhar, algumas quedas o deixam com medo de sair de casa, a família se afasta e você se encontra sozinho e isolado do mundo. Essa é a realidade de muitos idosos no mundo. Recentemente, o Reino Unido criou o Ministério da Solidão, para enfrentar o problema no país. No Japão, idosas estão indo parar na cadeia propositalmente por se sentirem sozinhas ou invisíveis em casa. E os problemas não estão tão longe de nós assim.

A partir da década de 2050, a população brasileira acima dos 60 anos será o dobro do contingente de crianças e adolescentes com menos de 14 anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, apesar de o país estar envelhecendo, os idosos estão cada vez mais solitários. Segundo um levantamento de 2017 da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a solidão é o maior temor dos brasileiros na terceira idade.

De acordo com Salma Rose Imanari Ribeiz, médica psiquiatra e psicogeriatra, doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da USP, a culpa pode estar nas mudanças na configuração das famílias. “Antigamente, os lares eram habitados por diversas gerações: avós, filhos e netos. E sempre havia companhia para o idoso em casa. Atualmente, nas grandes cidades, é frequente os idosos morarem sozinhos e, mesmo quando moram na mesma residência, seus filhos e netos passam a maior parte do tempo fora de casa, estudando ou trabalhando.”

A solidão pode causar efeitos graves na saúde

Além de elevar o nível dos hormônios do estresse e inflamações, a exclusão pode aumentar o risco de doenças cardíacas, artrite, diabetes tipo 2, demência e depressão. Por isso, é importante saber contornar o isolamento na terceira idade. “O problema é que as causas deste isolamento são múltiplas e vão desde uma dor para andar até problemas de comunicação, como a surdez. A questão é que as pessoas estão envelhecendo sem qualidade de vida”, diz Paulo Camiz, geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Envelhecer com qualidade de vida é essencial

Um levantamento realizado pelo instituto Qualibest em 2017 mostrou que, apesar de não praticarem atividades físicas ou manterem uma alimentação saudável, os brasileiros desejam envelhecer com saúde e pretendem viver até os 85 anos. Escolhas bastante contraditórias. Mais uma vez, o medo da solidão foi mencionado por 45% dos participantes. “Apesar do medo, as pessoas não estão se mexendo para envelhecer melhor. É preciso começar desde jovem a se prevenir”, alerta Camiz. Mas como?

Maria Thereza Leme, ou Tiê, como prefere ser chamada, tem 82 anos e é um exemplo de como chegar à terceira idade com a mente ativa. A paulistana aprendeu a mexer na internet e no smartphone com a família e, desde então, usa as redes sociais para se comunicar com os filhos (“que não vejo muito, mas estou sempre em contato”) e até para fazer curso. “Faço curso de filosofia pelo Skype, uso o Instagram com frequência e o Whatsapp, onde me comunico com todo mundo. TV é a última coisa que faço uso”, conta.

Tiê ainda dá aulas de francês em casa e faz bordados com sua cuidadora, que mora junto com ela desde 2014. À tarde, ainda se dedica a todo tipo de receitas: “Os filhos vêm buscar quando eu faço”, conta. A aposentada é uma entre os milhões de idosos que vivem na nova formulação familiar, explicada por Ribeiz, mas Tiê afirma que entende a família ter de trabalhar e cuidar de seus respectivos afazeres: “Eu respeito que cada um tem a sua vida. No domingo, não há uma obrigação de almoçarmos juntos, por exemplo. É tudo bem livre. Então, eu também não posso deixar de fazer as minhas coisas.”

De acordo com os especialistas, a família pode ajudar o idoso a se adaptar às mudanças que a vida traz e a encontrar novos papéis para ele desempenhar. Sentir-se útil e poder ajudar os outros pode ser o antídoto que traz de volta a autoestima e a segurança que a solidão aplacou. No caso de Tiê, ocupar a mente é a chave para manter-se viva.
……………………………………………………………..

Texto parcial de matéria de Gabriela Ingrid, publicada originalmente no portal Viva Bem, do UOL, em 28/03/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/03/28/numero-de-idosos-solitarios-esta-aumentando-saiba-como-evitar.htm

***

Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro abaixo, da psicóloga Maria Célia de Abreu, fundadora e coordenadora do Ideac-Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico, cujo foco principal, desde 1992, é a psicologia do envelhecimento.

……………………….
VELHICE

Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

Todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos: por sermos idosos, por termos alta probabilidade envelhecer ou porque nossos produtos tendem a ser consumidos por esse público. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores.

Prefácio de Mario Sergio Cortella.

‘APOSTE NAS FRUTAS VERMELHAS PARA EMAGRECER, CUIDAR DA PELE E TER MAIS SAÚDE’

Nutricionista traz dicas de consumo, receitas e mais sobre essas frutinhas que são uma aliada e tanto de quem busca a boa forma; veja detalhes

As frutas vermelhas estão presentes em diversos cardápios e planos de emagrecimento e isso não é a toa. Elas fazem parte, por exemplo, de uma dieta detox, já que são ricas em antioxidantes, que ajudam na atuação do fígado e, com isso, contribuem para que o corpo se livre de toxinas. Também estão na dieta de quem quer perder peso, já que trazem saciedade e contém baixo valor calórico.

A lista de benefícios é grande e para ajudar a entender mais sobre o poder dessas frutinhas, qual a melhor época do ano para comprar cada uma, como inclui-las da melhor maneira na alimentação e aprender receitas magrinhas e saborosas, conversamos com a nutricionista Renata Girau, do Oba Hortifruti, para montar um “manual das frutas vermelhas”.

O que são frutas vermelhas?

Antes de mais nada, vale a pena entender quais são os alimentos que fazem parte desse famoso grupo. Segundo Renata, essa classificação não tem nenhuma ligação com botânica e é um termo informar para designar as frutas de cor avermelhada e arroexeadas.

Os itens mais comumente vistos nessa lista são: morangos, mirtilos, cerejas, amoras, framboesas, cramberry e gojiberry. Mas tem gente que já ampliou essa relação. “Algumas classificações englobam ainda as uvas, o açaí, as ameixas e até a jabuticaba nesse grupo”, comenta Renata.

É mais fácil encontrar esses itens em mercados e feiras nas épocas mais quentes do ano. “A cereja tem sua safra centralizada no mês de dezembro. As framboesas são mais fáceis de encontrar entre dezembro e fevereiro. As amoras podem ser encontradas de setembro a novembro, e os mirtilos de dezembro e janeiro”, detalha a nutricionista. Nos meses mais frios, a opção é apostar em morangos. “Eles têm seu melhor crescimento no inverno, entre os meses de junho até outubro”, completa a especialista.

Por que elas fazem bem para a saúde?

Grande parte da fama dessas frutas como benéficas para a saúde e bem-estar vem da alta concentração de substâncias antioxidantes nesses alimentos. De acordo com a nutricionista, os antioxidantes têm uma atuação bem ampla no organismo e são bons para a imunidade, para a prevenção de doenças crônicas e para a saúde das células, já que combatem os radicais livres.

As frutas vermelhas ainda são ricas em antocianinas, que têm ação antinflamatória e favorecem a saúde das artérias.

Por que elas são aliadas da beleza?

As frutinhas dessa lista ainda podem contribuir para ter pele, cabelos e unhas mais saudáveis  mais fortes. Isso porque contém uma boa quantidade de vitamina C e ainda ajudam na boa produção de colágeno, substância importante para a cicatrização de feridas e também para dar elasticidade para a pele, mais vida aos cabelos e cuidado das unhas.

A combinação desses nutrientes tem como resultado “reduzir os efeitos da flacidez e envelhecimento da pele”, segundo Renata.

Como as frutas vermelhas ajudam a emagrecer?

Quando o assunto é dieta, elas são boas opções também em diversos aspectos. Um deles é a questão da saciedade. Quem tenta emagrecer geralmente busca alimentos que “segurem a fome” por mais tempo, ou seja, aqueles que trazem mais sensação de saciedade. Com isso, fica um pouco mais fácil fugir de armadilhas e cair em tentações, como atacar um docinho ou uma besteira no meio da tarde. E como lembra a nutricionista, as frutas vermelhas são ricas em fibras, que ajudam a levar essa sensação de saciedade por mais tempo ao corpo, já que demoram mais para ser digeridas pelo organismo.

As fibras ainda contribuem para outro fator importante para aqueles que buscam entrar em forma e perder peso: o trânsito intestinal. Também pela absorção e digestão lentas, as fibras contribuem para o bom funcionamento do intestino. E um intestino trabalhando bem significa, entre outras coisas, menos inchaço abdonimal e menos barriga.

Para dar uma forcinha a mais contra o inchaço, vale lembrar também que essas frutas avermelhadas e arroxeadas são diuréticas, ou seja, ajudam a diminuir a retenção de líquido.

A lista de benefícios para a dieta é completada pelo fato de que essas frutas são pouco calóricas. Com isso, podem ser consumidas sem medo e servem como lanches intermediários, complementos de iogurtes e preparos. Como algumas tem um sabor adocicado, ainda podem ser boas opções de sobremesas.

Texto parcial de matéria de Aretha Martins, publicada originalmente no iG, em 07/03/2018. Para lê-la na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/alimentacao-e-bem-estar/2018-03-07/frutas-vermelhas.html

***

 

Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro do médico Paulo Eiró Gonsalves:
……………………..

FRUTAS QUE CURAM
MG EDITORES

Há muito tempo são conhecidas as virtudes curativas das frutas, largamente empregadas no tratamento dos mais diversos males. Neste livro o Dr. Paulo Eiró apresenta as propriedades terapêuticas e o modo de emprego das frutas nas várias doenças. De forma extremamente prática, o leitor terá informações sobre as várias doenças, bem como sobre as frutas utilizadas para seu tratamento.