CORPO, ATIVIDADES CRIADORAS E LETRAMENTO

A criança aprende a escrever bem antes de manusear o lápis para juntar as letras. O corpo é o grande protagonista nessa fase inicial de contato com o letramento e a alfabetização. Por meio dele, a criança narra, cria, brinca, desenha e, finalmente, escreve. Essa é a discussão central do livro Corpo, atividades criadoras e letramento, segundo volume da coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil, lançamento da Summus Editorial. O objetivo das autoras – Marina Teixeira de Souza Costa, Daniele Nunes Henrique Silva e Flavia Faissal de Souza – é ampliar o debate sobre o papel do corpo nas atividades criadoras, mostrando que a aquisição da escrita não se restringe aos exercícios psicomotores.

“A obra auxilia o professor da educação infantil a melhor qualificar sua percepção acerca dos processos criativos correntes em sala de aula. As pesquisadoras indicam como o corpo da criança participa do processo de simbolização que antecede a escrita formal. Assim, por meio de sugestões de atividades, o docente pode criar situações pedagógicas que incluam o corpo, a escrita, o faz de conta, a narrativa e o desenho”, afirma Daniele, coordenadora da coleção, lembrando que episódios de sala de aula, sugestão de leituras e exercícios complementam o livro.

Dividido em seis capítulos, o livro trata da aquisição da escrita, fundamentado na perspectiva histórico-cultural, destacando o papel do corpo nas atividades criadoras infantis; as leituras e escritas de mundo que a criança realiza antes da escrita sistematizada.

Aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil são discutidos na obra, enfatizando a importância da criança vivenciar os processos simbólicos em diferentes atividades, em que o corpo se revela como protagonista. Assim, de uma pesquisa feita em uma escola de educação infantil, teoria e prática se entrelaçam para uma melhor compreensão dos processos simbólicos das crianças pequenas e sua relação com o corpo e o letramento.

“De modo geral, o debate que levantamos nessa investigação busca promover uma discussão sobre os processos simbólicos implicados nas atividades criadoras infantis e sua relação com as práticas de letramento e alfabetização”, afirmam as autoras. Para elas, brincar, narrar, desenhar e escrever são experiências essenciais para o desenvolvimento infantil e, portanto, não podem ser vistos de forma subalterna às ações de escrever e ler, como tradicionalmente tratou a escola. “Criar histórias, vivenciar personagens, produzir grafias, entre outras atividades, é escrever e ler o mundo circundante”, complementam.

O livro surge da dissertação de mestrado intitulada O papel do corpo nas práticas de letramento: um estudo sobre as atividades criadoras na infância, escrita por Marina Costa (1ª autora), defendida no Programa de Pós-Graduação em Processos de Desenvolvimento e Saúde (PG-PDS/Universidade de Brasília) e sem perder a profundidade acadêmica necessária à abordagem dos temas selecionados, mas ganhando uma dinamicidade na leitura, a obra inclui boxes explicativos, episódios de sala de aula e sugestão de atividades.

Ao longo dos capítulos, as autoras mostram os processos de apropriação da escrita na perspectiva cultural, apresentam as contribuições do teórico Henri Wallon sobre a importância central do movimento e da gestualidade para o desenvolvimento infantil, demonstram que a criança revela modos de compreender a realidade por meio das brincadeiras e narrativas que cria, identificam as semelhanças e as diferenças segundo as quais o corpo se expressa nas atividades não gráficas e gráficas de letramento e destacam a importância de favorecer espaços dentro do contexto escolar para que a criança expresse seus pensamentos e sentimentos, entre outras questões.

“É importante que os estudos acadêmicos acerca da aquisição da escrita estejam mais vinculados ao processo criativo característico da infância. A escrita não se limita ao aspecto cognoscitivo e motor, mas amplia-se em direção aos processos de simbolização dos quais o corpo é protagonista. Afinal, é o corpo que escreve”, concluem as autoras.

Coleção

A coleção “Imaginar e criar na educação infantil” tem como objetivo ampliar a discussão sobre as atividades criadoras da criança pequena e seus desdobramentos educacionais. Partindo, centralmente, da contribuição teórica da perspectiva histórico-cultural (Lev Seminovich Vygotsky e colaboradores), os textos que compõem a coleção buscam preencher uma lacuna nas publicações voltadas para educadores, profissionais de áreas afins e pais. Aqui, a brincadeira de faz de conta, a narrativa e o desenho, entre outros, são dimensões que caracterizam e qualificam a produção cultural da criança pequena e, por isso, merecem um olhar privilegiado e atenção especial.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1296/Imagina%C3%A7%C3%A3o,+crian%C3%A7a+e+escola

Para conhecer o livro “Imaginação, criança e escola”, também da coleçao, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1296/Imagina%C3%A7%C3%A3o,+crian%C3%A7a+e+escola

MARIA INÊS MARINO E WALKYRIA DAMBRY LANÇAM CORPO E AYURVEDA, NA LIVRARIA CULTURA, EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria Cultura (Conjunto Nacional – São Paulo) promovem no dia 25 de setembro, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Corpo e ayurveda. Destinado especialmente a fisioterapeutas, massoterapeutas, professores de ioga e terapeutas corporais e ayurvédicos, a obra das fisioterapeutas Maria Inês Marino e Walkyria Giusti Dambry apresenta as bases da tradicional medicina indiana aplicadas à fisioterapia convencional. A livraria fica na Av. Paulista, 2073. O evento acontece no piso térreo.

Nas últimas décadas, as terapêuticas de saúde têm se voltado para métodos e técnicas holísticas e globais que tratam o indivíduo como um todo. Com terapias corporais abrangentes e técnicas globalistas, os profissionais lançam mão de recursos variados para tratar pacientes de forma efetiva e duradoura. No entanto, para compreender o complexo funcionamento do corpo humano e a maneira como ele se expressa, é preciso ampliar os conhecimentos. Pensando nisso, as autoras uniram a experiência na área da saúde e do movimento para apresentar uma proposta inédita de tratamento que usa as bases da tradicional medicina indiana. Na obra, elas simplificam o entendimento dos fundamentos da ayurveda para serem utilizados de forma profissional em pacientes com diversos tipos de queixas.

O método apresentando no livro, que é ricamente ilustrado, baseia-se nos fundamentos da ayurveda e na visão globalista de tratamento corporal. As autoras juntaram conhecimento e experiência profissional para criar uma ferramenta de análise do indivíduo no seu aspecto físico e comportamental.

“O sistema diagnóstico do corpo que desenvolvemos envolve a análise do comportamento postural e da atitude corporal tanto do ponto de vista estático como do dinâmico”, afirmam. Tal sistema engloba desde a observação precisa e detalhada da dinâmica do gesto até a leitura da marcha sob o ponto de vista dôshico.

Associado ao reconhecimento das adaptações às fases da vida, heranças genéticas e fatores ambientais, o sistema diagnóstico conduz a um novo conceito de saúde.

Para saber mais sobre o livro, acesse: