‘SETEMBRO AMARELO: AÇÕES CHAMAM A ATENÇÃO PARA O TRATAMENTO DA DEPRESSÃO’

Matéria de Flávia Albuquerque, da Agência Brasil, Publicada no UOL VivaBem em 02/09/2019.

Todas as manhãs o girassol parte em busca do sol, seguindo a luminosidade insistentemente, porque precisa dela para crescer e florescer. Mesmo quando o sol está escondido entre as nuvens, a flor gira persistente, apesar da dificuldade, em direção à luz. Em alusão a esse comportamento da natureza, o girassol foi escolhido como símbolo da campanha “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu”, iniciativa do movimento mundial Setembro Amarelo, que tem o objetivo de abrir o diálogo e alertar a sociedade sobre o tema.

A campanha conduzida pela Upjohn, uma das divisões de um laboratório farmacêutico focada em doenças crônicas não transmissíveis, em parceria com a Abrata (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos) e participação do CVV (Centro de Valorização à Vida), trará ações digitais e de rua para combater os estigmas da depressão. O trabalho tem ainda o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais que já passaram ou passam pelo problema, dividindo suas experiências.

Os usuários de redes sociais serão convidados a postar o ícone do girassol para mostrar que estão dispostos a falar sobre o assunto #depressaosemtabu. Eles também poderão conhecer o site do projeto, que traz informações sobre o tema e orientações sobre a identificação de comportamentos de risco em pessoas próximas.

“Queremos levar informação às pessoas. Quem visitar o local será convidado a deixar uma mensagem de coragem e apoio aos pacientes. Ao final, essas flores serão recolhidas e doadas para uma organização não governamental, que as transformará em buquês para serem distribuídos a pessoas que estão em tratamento”, explicou a neurologista da Upjohn, Elizabeth Bilevicius.

Depressão e suicídio

Segundo Bilevicius, para tratar a depressão e evitar o suicídio, o primeiro passo é ver a doença como um problema que precisa ser tratado. “Precisamos criar uma atmosfera de confiança para o paciente se sentir à vontade para dizer que tem a doença e legitimar o que ele sente. Essa é uma forma de encorajar a busca por ajuda adequada, criando um ambiente social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, disse.

De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes.

De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que o Brasil é o país com maior percentual de depressão na América Latina, chegando a 5,8% da população, o que corresponde a 12 milhões de brasileiros. A taxa é maior do que o valor global, que é de 4,4%. Igualmente maior do que em outros países, a taxa de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 24% de 2006 a 2015. A cada 46 minutos alguém tira a própria vida no Brasil.

O psiquiatra Teng Chei Tung, coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do IPq (Instituto de Psiquiatria) do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e vice-coordenador da Comissão de Emergência Psiquiátrica da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), explicou que a alta incidência entre os jovens está ligada à grande expectativa externa e interna de que eles se comportem como adultos, mesmo sem ter ainda as habilidades de um adulto, e à pressão de que o adolescente seja pleno, potente, competente e reconhecido.

“Então ele faz as coisas, erra e se frustra. Nessas frustrações os jovens podem entrar na depressão. Os preconceitos são os mesmos e são agravados pela desinformação. Para o jovem existe a influência do pensamento de que a saúde mental é só uma questão social, existencial e psicológica”, afirmou.

Teng disse que sentir tristeza é normal e que a frustração sempre traz alguma tristeza passageira, mas é preciso que as pessoas próximas fiquem atentas para perceber quando esse estado já se tornou uma depressão. Segundo ele, a tristeza é algo que gera introspecção, provoca reflexão e crescimento, mas o deprimido fica introspectivo por vários dias e semanas.

“Um dos parâmetros é quando há sofrimento excessivo e quando começa a causar real prejuízo. Afeta as relações interpessoais, produtividade no trabalho, ou sofrimento individual, ou seja, a pessoa está sofrendo mais do que que precisaria naquela situação. Não é que não pode ter tristeza e emoção, mas isso não pode prejudicar a pessoa a ponto de afetá-la fisicamente”, destacou.

Para Teng, a melhor forma de falar sobre a depressão é deixar claro que ela é uma doença que apresenta alterações biológicas e fisiológicas, envolvendo fatores genéticos e estruturais, o que significa que a pessoa nasce com a tendência de desenvolver o quadro depressivo. O tratamento inclui, principalmente, melhorar o estilo de vida. “Quem tem depressão precisa se equilibrar e cuidar da saúde, para não ter de novo a doença”, disse o médico.

Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/09/02/setembro-amarelo-acoes-chamam-a-atencao-para-o-tratamento-da-depressao.htm

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O psiquiatra Teng Chei Tung é autor da MG Editores. Conheça seu livro:

ENIGMA BIPOLAR
Conseqüências, diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar
Autor:  Teng Chei Tung
MG EDITORES

O transtorno bipolar é uma patologia cada vez mais comum – e, infelizmente, ainda mal compreendida. Este livro, escrito por um psiquiatra, esclarece e desmistifica os sintomas da doença, suas fases, os sintomas, as estratégias de tratamento mais modernas e os tipos de medicamento disponíveis. Fala, ainda, da importância do apoio do médico e da família no bem-estar do paciente.

SUICÍDIO: ‘O GRANDE VILÃO DE TODA HISTÓRIA É O SOFRIMENTO’

O Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, foi o tema de ontem no Estúdio CBN. A psicóloga e suicidologista Karina Okajima Fukumitsu, pós-doutora pelo Instituto de Psicologia da USP e autora de Sobreviventes enlutados por suicídio e Vida, morte e luto, ambos da Summus Editorial, participou da conversa.

Ouça em http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/273277/suicidio-o-grande-vilao-de-toda-historia-e-o-sofri.htm

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Conheça os livros da psicóloga Karina Fukumitsu, mencionados acima:

SOBREVIVENTES ENLUTADOS POR SUICÍDIO
Cuidados e intervenções

Segundo a Organização das Nações Unidas, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta. São quase 800 mil casos de morte autoinfligida por ano. Esses dados alarmantes têm chamado a atenção de profissionais de saúde, educadores e responsáveis pela elaboração de políticas públicas. Porém, além de prevenir esse tipo de ocorrência, é preciso cuidar daqueles que enfrentam o suicídio de um ente querido: os sobreviventes.

Maior especialista brasileira no tema, Karina Okajima Fukumitsu reúne neste livro anos de pesquisa e de trabalho de campo com mães, pais, irmãos e amigos de pessoas que se suicidaram, desvendando o processo de choque, dor, agonia e tristeza pelo qual passam. Denominando posvenção o cuidado específico com esse público, a autora aborda os impactos do suicídio, detalha as dificuldades emocionais enfrentadas pelos sobreviventes, aponta caminhos para ressignificar a dor, apresenta propostas de prevenção e propõe políticas públicas para transformar a impotência individual em potência coletiva.

VIDA, MORTE E LUTO
Atualidades brasileiras

Esta obra visa apresentar os principais cuidados e o manejo em situações-limite de adoecimento, suicídio e processo de luto, bem como reitera a visão de que, toda vez que falamos sobre a morte, precisamos também falar sobre a vida. Escrito por profissionais da saúde, este livro multidisciplinar atualiza os estudos sobre a morte, o morrer, a dor e o luto no Brasil. Destinado a psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais etc., aborda temas como: espiritualidade, finitude humana, medicina e cuidados paliativos; cuidados e intervenções para pacientes cardíacos, oncológicos e portadores de doença renal crônica; intervenção na crise suicida; pesquisas e práticas sobre luto no Brasil e no exterior; luto não autorizado; as redes de apoio aos enlutados; a tanatologia na pós-graduação.

Para conhecer todos os livros da autora publicados pela Summus, acesse: https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Karina+Okajima+Fukumitsu

‘DEPRESSÃO PÓS-PARTO: PORQUE MUITAS VEZES OS SINTOMAS SÃO MENOSPREZADOS’

Reproduzido do Blog do Luiz Sperry,
publicado em 15/07/2019.

Não tenho inveja da maternidade
Nem da lactação
Não tenho inveja da adiposidade
Nem da menstruação
Só tenho inveja da longevidade
E dos orgasmos múltiplos

Não foi à toa que Caetano cantou essa bola. A maternidade não é para qualquer um, muito menos para homens. Diversas mudanças que acontecem dia após dia, com um bebê dentro de você, te impondo de saída uma série de restrições antes mesmo de nascer. É sabido que gestantes são muito sensíveis. Mas eventualmente as coisas ficam piores.

Provavelmente por conta das gestantes serem consideradas sensíveis que os quadros de humor relacionados à gestação e ao pós-parto são complexos. Grande parte dos sintomas são menosprezados como se fosse esperado que a mulher sofresse em decorrência da gestação e, principalmente, das demandas do recém-nascido. Mas a depressão pós-parto, quando ocorre, pode ser devastadora.

Existe uma grande quantidade de fatores que estão relacionados com depressão pós-parto, como: baixo nível sócio-econômico, dificuldades durante a gestação e no parto, dificuldades de relação com familiares ou com o pai da criança, gravidez indesejada, antecedentes de depressão e outros. Somando-se a essas condições as demandas físicas do parto e pós-parto, as variações hormonais intensas causadas pela gestação e aleitamento, surgem os quadros de depressão.

Voltamos então para a velha questão de depressão não é tristeza, depressão não é cansaço. Existe um quadro, chamado de baby blues ou blues puerperal que ocorre em até 80% das mães. Existem alguns sintomas de depressão, como fadiga e/ou irritabilidade, mas não todos para se definir a depressão de fato. Esse quadros podem evoluir para a depressão, que é mais grave e pode impactar na relação mãe-bebê e levar a prejuízo no desenvolvimento da criança.

Por isso é importante estar atento e tratar. Os antidepressivos, apesar de passarem para o leite, são bastante seguros de uma maneira geral. Lembro uma vez, logo que saí da residência, fui trabalhar num posto. Assustado que era, tratei de proibir todas as mães que tomavam antidepressivo de amamentar. Não passou uma semana e as pediatras me esculacharam. Fui pego pelo braço e levado para uma sala onde elas falaram da dificuldade que era para elas conseguir convencer as mães a amamentarem seus rebentos. E eu estava botando tudo a perder. Botei o rabo entre as pernas e pedi desculpa. Ficou a lição de que antidepressivo não é motivo para, necessariamente, interromper a amamentação. E ficou um certo trauma também. Com pediatra não se brinca.

Bem recentemente foi lançado nos EUA a brexanolona, uma medição endovenosa específica para esses casos. Trata-se exatamente de um hormônio sintético, que viria e atenuar os efeitos da variação hormonal intensa após o parto; a ver.

Importante lembrar que talvez o melhor jeito de evitar a depressão na gravidez e pós-parto seja justamente cuidar da mãe e do bebê. Tem coisas que só a mãe pode fazer, mas tem coisas que não necessariamente. Estejamos atentos a isso.

Para ler na íntegra, acesse: https://luizsperry.blogosfera.uol.com.br/2019/07/15/depressao-pos-parto-porque-muitas-vezes-os-sintomas-sao-menosprezados/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o volume da Coleção Guias Ágora que fala especificamente sobre o tema:

DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Erika Harvey
Coleção Guias Ágora
ÁGORA EDITORIAL

O livro mostra a diferença entre a depressão conhecida como “baby blues”, que afeta quase todas as mulheres após o parto, sem maiores conseqüências, e a depressão grave que requer intervenção de profissional capacitado. Saber identificar essa diferença, às vezes bastante sutil, cabe à própria mulher, aos familiares à sua volta e aos seus médicos, e esta leitura é de grande utilidade para todos.

‘ANSIEDADE E DEPRESSÃO PODEM OCORRER AO MESMO TEMPO?’

Matéria de Amanda Massarana, publicado originalmente no UOL VivaBem,
em 09/05/2019.

A ansiedade e a depressão são problemas distintos, cada um com suas próprias características, e muitas vezes são até considerados opostos. Porém, na realidade, essas duas condições podem, sim, coexistir em uma mesma pessoa. Fato é que tanto a ansiedade quanto a depressão envolvem comportamentos que atrapalham muito a rotina, gerando um alto prejuízo social, profissional e nos relacionamentos interpessoais de forma geral.

Ansiedade e depressão juntas: como começa?

Mas, afinal, a ansiedade leva à depressão ou é o contrário? Não há como saber exatamente. “Muitas vezes os sintomas acontecem simultaneamente e a relação entre eles pode não ser tão simples de ser identificada”, afirma o psiquiatra Fernando Fernandes, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Para tentar traçar esse caminho, o psicólogo André Rabelo, pesquisador de pós-doutorado da UnB (Universidade de Brasília), traz o exemplo de uma pessoa com depressão. Esse quadro gera uma situação de falta de controle, porque a pessoa se vê triste, sem energia e, mesmo tendo motivos para fazer o que precisa, ela não tem ânimo. Ao passar muito tempo assim, pode-se gerar uma angústia tão grande que pode levar à ansiedade. Da mesma forma, uma pessoa com ansiedade que sofre muito com preocupações excessivas, acaba pensando obsessivamente em uma mesma questão e não consegue regular isso. Então, com o passar do tempo e o sofrimento dessa condição, ela vai ficando debilitada, se achando inferior, menos capaz. Tudo isso vai deixando-a desesperançosa, melancólica, chegando aos sintomas da depressão.

No entanto, Fernandes reforça que é preciso compreender que existe uma diferença entre ter o sentimento de ansiedade e ter de fato um transtorno ansioso, como transtorno do pânico, fobias, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno do estresse pós-traumático, por exemplo.

“O sentimento de ansiedade é normal até certo ponto, mas pode se tornar patológico. É um sentimento que pode acontecer tanto nos transtornos ansiosos, quanto na depressão”, ele explica. Dessa forma, é possível que o sentimento de ansiedade faça parte de um quadro depressivo. Inclusive, de acordo com Fernandes, metade dos casos de depressão caminham junto com a ansiedade.

“O sentimento de ansiedade é normal até certo ponto, mas pode se tornar patológico. É um sentimento que pode acontecer tanto nos transtornos ansiosos, quanto na depressão”, ele explica. Dessa forma, é possível que o sentimento de ansiedade faça parte de um quadro depressivo. Inclusive, de acordo com Fernandes, metade dos casos de depressão caminham junto com a ansiedade.

Como saber se tenho depressão e ansiedade

Uma pessoa que esteja convivendo com os dois problemas poderá apresentar os sintomas comuns de depressão e de ansiedade, como também pode não ter os sintomas tão explícitos. Fernandes afirma, inclusive, que existem diversos casos em que o paciente busca ajuda querendo tratar a ansiedade, mas que na verdade essa pessoa tem um quadro depressivo e não sabe.

“Já em outros casos, a pessoa tem a depressão e tem a associação de um transtorno ansioso, aí nós chamamos isso de comorbidade”, ele afirma. Dessa forma, a maneira mais segura de conseguir um diagnóstico e, consequentemente, o melhor tratamento é buscando ajuda especializada.

Sintomas de depressão e ansiedade

Conheça mais sobre os sintomas de cada uma das condições:

– Depressão: é caracterizada por sintomas como humor deprimido, juntamente com a diminuição do prazer, desde as atividades diárias até a perda da libido. Alterações de apetite, como aumento ou diminuição, assim como desregulação do sono também podem ocorrer, além de quadros de fadiga, cansaço, indisposição, sentimento de culpa e inadequação e dificuldade para se concentrar.

– Ansiedade: temos como característica a ansiedade em si como conhecemos, a preocupação excessiva, não necessariamente com um foco. Essa preocupação não é controlada pelo indivíduo, é uma invasão da mente. Junto com a ansiedade, pode surgir a inquietação, o nervosismo, a fadiga e o cansaço, além da dificuldade para se concentrar. Também pode haver alterações de sono, mas nesse caso, o sono se torna mais leve e com pouca qualidade. Entre os sintomas físicos, estão a falta de ar, o suor, a mão gelada, boca seca, tontura e náusea.

Prevenção e tratamento

Para entender se é hora de procurar ajuda especializada, o melhor é observar os seus sintomas. O que vai ser determinante é a intensidade e a frequência com que eles aparecem no dia a dia. “Estar ansioso antes de uma prova é comum, mas sentir-se assim todo dia, a maior parte do dia não, já é um indicativo de algo mais sério”, diz psicóloga Juliana Leonel, professora do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. O mesmo serve para a depressão.

Fernandes acrescenta que existem tratamentos medicamentosos que podem ajudar a tratar a depressão, o transtorno ansioso e a depressão ansiosa, além de terapias, que são uma excelente forma de tratamento. “Para transtornos ansiosos e depressão, a terapia cognitivo comportamental funciona muito bem e é o método com uma maior evidência de eficácia”, ele destaca.

Entretanto, o ideal é estar atento para se prevenir dessas condições, apostando em qualidade de vida, melhora da rotina, em boas noites de sono e na alimentação. E, se sentir que algo está errado, não tente ignorar o problema, busque ajuda, seja de um psicólogo ou psiquiatra. “Não há porque ter vergonha e estigma em procurar um profissional da saúde mental. Ao reconhecer os sintomas, procure ajuda porque quer ficar bem, porque está preocupado com a sua saúde”, finaliza Leonel.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/09/ansiedade-e-depressao-podem-ocorrer-ao-mesmo-tempo.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

transtornoestressTRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, estressesobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘SINTOMAS FÍSICOS DA DEPRESSÃO: QUANDO SEU CORPO FALA’

 Artigo publicado originalmente no site A Mente é Maravilhosa em 09/01/2019.

Os sintomas físicos da depressão são acompanhados pelos psicológicos. No entanto, é comum que muitas pessoas prestem atenção em primeiro lugar às dores de cabeças ou nas costas, à insônia, ao cansaço, etc.

Os sintomas físicos da depressão são um modo através do qual nosso cérebro nos avisa que algo não está certo. Esse transtorno complexo não altera apenas o ânimo e os pensamentos.

Se há um aspecto comum, é o claro impacto que tem sobre nosso corpo, trazendo-nos dor, fadiga, inflamações, problemas de sono, etc. Poucas condições alteram de forma tão intensa todo o nosso ser.

A dor mental existe e é a verdadeira responsável por muitas de nossas doenças físicas. No entanto, parece mais fácil dizer que estamos com dor nas costas, na cabeça ou no estômago do que dizer em voz alta algo tão dramático quanto “estou com dor na vida”. Porque se existe algo que sabemos é que nossa realidade é, muitas vezes, bastante dolorosa.

Os fracassos, as perdas, as decepções, o não saber o que fazer ou como reagir perante algo traz sofrimento. E mais, é comum sentir uma profunda angústia emocional sem forma e sem origem específica, um mal-estar persistente ao qual não sabemos dar explicações ou um desencadeador específico.

A depressão, como vemos, tem mil formas e tantos relevos que é como se fosse uma impressão digital. Não existem duas iguais.

É comum, por exemplo, essa combinação tão desgastante na qual a ansiedade se mistura com a depressão. É então que os pacientes costumam definir esse estado como estar assustado e extremamente cansado ao mesmo tempo. Como querer ficar sozinho e temer a solidão ao mesmo tempo. Como ter vontade de fugir e se sentir paralisado ao mesmo tempo.

Viver com depressão ou qualquer outro transtorno não é fácil para ninguém. No entanto, aprofundar-nos na anatomia dessas condições é muito necessário para compreender melhor o que estamos enfrentando.

A depressão dói. Poderíamos defini-la de muitas formas: um estado paralisante, pensamentos negativos e, inclusive, prejudiciais, angústia, medo, tristeza, apatia, desânimo, etc.

No entanto, não é comum escutar na boca de ninguém essa definição que nos revela que a depressão é, acima de tudo, sentir dor. Uma dor na qual o sofrimento físico (além do emocional) é real.

Estudos como o realizado na Universidade de medicina do Texas, nos Estados Unidos, em 2004, confirmam essa mesma informação: os sintomas físicos são comuns na depressão e, de fato, toda essa sintomatologia aparece por meio da dor ou de alguma alteração orgânica.

De tal forma, assim como nos revela o doutor Madhukar H. Trivedi, responsável pelo trabalho citado, grande parte dos pacientes procuram os postos de saúde com dores na cabeça, nas costas ou problemas de sono ou digestivos sem saber que todas essas sensações são os sintomas físicos da depressão.

Vamos analisar a seguir quais são esses sintomas mais recorrentes.

Cansaço, sensação de peso e dor generalizada

Tudo pesa, tudo dói, o corpo se torna lento. É como viver no interior de um opressivo escafandro. Esta, sem dúvida, é uma das características que grande parte das pessoas com um transtorno depressivo sente.

Ao mesmo tempo, assim como nos explica em um estudo o doutor Steven Targum, diretor do Hospital de Boston, nos Estados Unidos, as pessoas deprimidas nem sequer se beneficiam de um sono reparador. Mesmo que durmam 12 horas, continuarão se sentindo exaustas.

Dores nas costas

Se tivéssemos que falar de uma dor clássica associada à depressão, as dores nas costas estariam presentes. Este incômodo supera, inclusive, as dores de cabeça. Agora, para responder sobre o porquê dessa relação, podemos citar um estudo da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, realizado em 2016:

  • Há um vínculo entre as vias inflamatórias e os neurocircuitos do cérebro quando experimentamos sensações de alerta, medo ou angústia.
  • Ocorre uma reação, um enfraquecimento do sistema imunológico e uma resposta inflamatória que se localiza, sobretudo, na coluna vertebral, nos nervos e nas vértebras das costas.

Maior sensibilidade à dor

Outro dos sintomas físicos da depressão é nosso limite de dor. De repente, tudo fica doloroso, um arranhão, uma batida leve, as mudanças de temperatura, os diferentes tecidos de roupa, etc. A pele e nossos receptores ficam mais sensíveis. Dessa foram, sofremos mais.

Problemas digestivos

Com a depressão, é comum a ocorrência de alterações digestivas:

  • Cólicas.
  • Digestões lentas.
  • Cólon irritável.
  • Dor de estômago.
  • Sensação de ardor.

Assim como indica um trabalho da Universidade de Harvard, não podemos esquecer que existe uma íntima relação entre nosso cérebro e o sistema digestivo.

Fatores como o estresse, a ansiedade, os medos, as angústias e as tristezas provocam uma série de alterações que partem desde o esôfago e vão até o cólon.

Problemas oculares

Esse dado é curioso. Outro dos sintomas físicos da depressão é a percepção do contraste. Trata-se de uma pequena disfunção na vista na qual a pessoa tem dificuldade para focalizar as coisas. Além de a visão ficar mais embaçada, também há uma leve dificuldade para diferenciar o branco do preto.

Estudos como o realizado pela Universidade de Harvard nos indicam que quando alguém está deprimido, o mundo fica mais monocromático e, acima de tudo, as cores azul e cinza ficam mais fortes.

Trata-se de um dado muito interessante com o qual muitos pacientes que sofrem dessa condição psicológica concordam.

Para concluir, assim como pudemos verificar, os sintomas físicos da depressão são variados. No entanto, devemos nos lembrar de que essa série de incômodos ou particularidades devem ser relacionadas com uma série de alterações emocionais e cognitivas para poder constituir o quadro clínico de uma depressão.

A tipologia e o modo de enfrentar a doença é algo que o profissional da saúde deve decidir. Devemos nos lembrar, por sua vez, de que independentemente do tipo de depressão que temos, todas são tratáveis.

No momento em que se sente uma melhora, a maior parte desses sintomas físicos desaparece. É quando nossa mente fica em paz e nosso corpo para de gritar para se deixar levar em sintonia com nosso bem-estar emocional.

Para ler na íntegra, acesse: https://amenteemaravilhosa.com.br/sintomas-fisicos-da-depressao/

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Quer saber mais sobre depressão? Conheça os livros do Grupo Summus sobre o tema:

DEPRESSÃO
Esclarecendo suas dúvidas
Autor: Sue Breton
EDITORA ÁGORA

A depressão cobre uma vasta gama de emoções, desde o abatimento por um episódio do cotidiano até o forte impulso suicida. Este guia mostra os diferentes tipos de depressão e explica os sentimentos que os caracterizam, para ajudar os familiares e os profissionais a entender a pessoa em depressão. Ensina também como ajudar a si mesmo e a outros depressivos.

 

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor:  Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

 

UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
Autora: Elisabeth Maria Sene-Costa
EDITORA ÁGORA

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.

 

‘ANSIEDADE: SINTOMAS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS VÃO DE TAQUICARDIA A INSÔNIA’

………………… Texto parcial de matéria de Tatiana Pronin, publicada no portal VivaBem em 17/07/2018.

Todo mundo já teve essa sensação de que algo ruim pode acontecer, muitas vezes acompanhada por “batedeira no peito”, suor ou “embrulho no estômago”. A ansiedade é um estado que se parece muito com o medo e tem uma função importantíssima para a sobrevivência e adaptação ao ambiente. É o que nos permite lutar ou fugir, por exemplo, diante de alguém que não respeita a lei ou de um motorista que não viu o sinal ficar vermelho.

Além de motivos concretos para se preocupar, como assaltos, trânsito caótico, desemprego e doenças, cada indivíduo tem suas ameaças pessoais, ou “encanações”, que podem até não fazer muito sentido quando analisadas à luz da razão: se o filho não come verdura, não significa que vai adoecer. Se o marido chega tarde, não significa que tem uma amante. Algumas pessoas ainda chegam a passar mal, ou reagem de forma “desadaptativa”, a situações ou objetos que os outros consideram comuns ou até divertidos, como shoppings lotados, eventos sociais, aviões ou pontes.

Quando a reação é tão intensa que nos impede de se proteger e lutar de forma eficaz, é desproporcional ao estímulo ou torna-se crônica, há enorme sofrimento e perdas – é quando a ansiedade vira doença. Além do chamado transtorno de ansiedade generalizada (TAG), existem outros, como pânico, fobias e ansiedade social. O estresse pós-traumático e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) também são classificados como transtornos de ansiedade.

Prevalência

O Brasil ganhou o preocupante título de campeão de ansiedade no mais recente relatório sobre o tema publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 9,3% da população sofre com o problema de acordo com o documento, valor que é o triplo da média mundial, e supera de longe os Estados Unidos (6,3%). Assim como em outros continentes, as mulheres são as mais afetadas nas Américas: 7,7% sofrem de ansiedade, contra 3,6% dos homens.

Quando se considera o risco pessoal de sofrer com o problema, a proporção é mais alta: “Algo como 23% da população apresenta um transtorno de ansiedade ao longo da vida”, afirma Marcio Bernik, coordenador do programa de ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC/FMUSP). “Desses transtornos, os mais frequentes são as fobias, mais particularmente as específicas, que ocorrem muitas vezes na infância, como de insetos, altura e outras situações”, descreve. Em segundo lugar aparece a ansiedade (ou fobia) social, com quase 10%. Os transtornos de ansiedade generalizada (TAG) e de pânico têm prevalências menores.

Quais os sintomas de quem sofre de ansiedade?

As manifestações envolvem desde sensações subjetivas de medo e apreensão, além de pensamentos catastróficos e sintomas físicos. O corpo todo pode ser afetado pela liberação de substâncias como a noradrenalina e o cortisol, que ativam a atenção, aumentam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos para preparar o organismo para reagir. Sem perceber, a pessoa inala mais ar do que precisa (hiperventilação), o que piora tudo: “Diminui muito o nível de gás carbônico no sangue, acionando receptores que ficam nas carótidas e que mandam sinais equivocados ao cérebro”, relata Fernanda Sassi, médica do ambulatório de transtorno de personalidade e do impulso do IPQ – HC/FMUSP.

Sintomas psicológicos:

  • Apreensão
  • Medo
  • Angústia
  • Inquietação
  • Insônia
  • Dificuldade de concentração
  • Incapacidade de relaxar
  • Sensação de estar “no limite”
  • Preocupações com desgraças futuras
  • Pensamentos catastróficos, de ruína ou adoecimento

Sintomas físicos:

  • Sudorese
  • Falta de ar
  • Hiperventilação
  • Boca seca
  • Formigamento
  • Náusea
  • “Borboletas” no estômago
  • Ondas de calor
  • Calafrios
  • Tremores
  • Tensão muscular
  • Dor no peito
  • Taquicardia (coração acelerado)
  • Sensação de desmaio
  • Tonturas
  • Urgência para ir ao banheiro

Para ler a matéria completa, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/17/ansiedade-o-que-e-quais-os-tipos-os-sintomas-e-tratamentos-mais-eficazes.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro do psiquiatra especializado em transtornos de ansiedade e depressões, Breno Serson:

 

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘COMO SEI SE A MINHA TRISTEZA É REALMENTE DEPRESSÃO?’

De Gabriela Ingrid, publicada no VivaBem em 22/05/2018.
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“Suspeito que tenho depressão. Como é feito o diagnóstico da doença? Existem exames para isso?”

O diagnóstico da depressão é feito de maneira clínica, geralmente por meio de uma entrevista com um psiquiatra. O médico aplica um questionário com avaliação de diversos sinais e sintomas. A doença possui múltiplas formas de apresentação, mas um dos sintomas que todo paciente com o problema tem é a tristeza ou o desprazer com a vida.

Além de analisar os sentimentos e as emoções do paciente, o especialista avalia os sintomas físicos, como falta de energia, falta de apetite e falta de sono, e sintomas cognitivos, como falta de concentração e dificuldades com a memória.

Não há exames clínicos que confirmam ou detectam a depressão. O médico costuma pedir exames por outros motivos, já que outras doenças psiquiátricas e não psiquiátricas podem estar associadas à depressão, desencadeando-a ou perpetuando os sintomas depressivos, como o hipotireoidismo.

Apesar de o psiquiatra ser o especialista no assunto, o diagnóstico não é necessariamente feito por ele. A maioria dos casos é detectada pelo clínico geral ou pelo ginecologista, que acabam encaminhando o paciente para o psiquiatra. Muitas vezes a depressão ainda é identificada com o psicólogo, geralmente procurado com maior frequência, que também encaminha para o especialista. Se o indivíduo não tem acesso a um psiquiatra, um clínico geral também está habilitado para tratar inicialmente uma depressão.

Fontes: Antônio Geraldo da Silva, superintendente técnico e diretor tesoureiro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), presidente eleito da APAL (Associação Psiquiátrica da América Latina); Fernando Fernandes, médico psiquiatra do Programa de Transtornos do Humor do IPq (Instituto de Psiquiatria) da USP, coordenador do programa de tratamento de depressão.
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Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/22/como-e-feito-o-diagnostico-de-depressao.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça os livros:

 

A TRISTEZA PERDIDA
Como a psiquiatria transformou a depressão em moda
Autores: Jerome C. WakefieldAllan V. Horwitz
SUMMUS EDITORIAL

Nos últimos anos, a depressão se transformou no distúrbio mais tratado por psiquiatras. Ao mesmo tempo, o consumo de antidepressivos aumentou significativamente. Neste livro, Horvitz e Wakefield criticam tal postura, mostrando que a tristeza, comum a todo ser humano, vem sendo tratada como doença – e expondo as implicações dessa prática para a saúde.
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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

DEPRESSÃO
Esclarecendo suas dúvidas
Autor: Sue Breton
EDITORA ÁGORA

A depressão cobre uma vasta gama de emoções, desde o abatimento por um episódio do cotidiano até o forte impulso suicida. Este guia mostra os diferentes tipos de depressão e explica os sentimentos que os caracterizam, para ajudar os familiares e os profissionais a entender a pessoa em depressão. Ensina também como ajudar a si mesmo e a outros depressivos.
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UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
Autora: Elisabeth Maria Sene- Costa

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.

‘COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO EM DIFERENTES FASES DA VIDA?’

Os dias estão tristes e sem graça já há algum tempo, fora que todos os problemas têm um peso muito grande, trazendo sofrimento em excesso. Melhor ligar o alerta: pode ser depressão. A doença, de acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, que é colaboradora do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo) possui dois componentes básicos: o psicológico/emocional e outro físico/orgânico, que podem mudar, dependendo da fase de vida.

Entre os comportamentos típicos, pessoas depressivas tendem a se desinteressar por coisas que gostavam de fazer, ficam com uma sensação de tristeza, têm insônia ou dormem demais, além de fadiga ou fome excessiva, cansaço excessivo, ganho ou perda de peso, apatia, sentimento de culpa, falta de concentração e, em casos mais graves, pensamentos suicidas, entre outros sintomas.

Com a ajuda da psicóloga, e da clínica médica Sadeb, separamos alguns sinais de depressão adaptados para as quatro fases principais da vida.

Na infância

  • Queda do rendimento escolar;
  • Se recusa a ir para a escola;
  • Esquece de fazer a lição de casa;
  • Não se relaciona com outros amiguinhos;
  • Chora por qualquer motivo.

Marina Vasconcelos explica que uma criança pode, sim, apresentar sintomas de depressão e que o quadro não precisa necessariamente estar associado a alguma situação em especial. “É o caso da depressão endógena, que é de origem biológica e/ou predisposição hereditária.”

Se você perceber sinais como esses, leve ao pediatra. O profissional está habilitado a indicar o melhor encaminhamento para o caso, pois é importante levar em conta que, mesmo sem causa emocional aparente, existem causas orgânicas para serem investigadas.

Algumas patologias, como o hipotireoidismo – condição na qual a glândula não produz a quantidade suficiente de hormônio da tireoide, também podem levar à depressão. Por isso, é importante essa investigação clínica para descobrir as causas, tanto orgânicas quanto psicológicas.

Na adolescência

  • Mudança no apetite;
  • Pensamentos suicidas;
  • Agressividade;
  • Postura antissocial;
  • Pouca energia.

Nesta fase cheia de mudanças físicas e hormonais, não é à toa que os nervos do adolescente ficam a flor da pele. Mas os pais e responsáveis precisam ficar atentos, pois o transtorno depressivo merece muita atenção, podendo até levar até ao suicídio.

“Procurar ajuda de um psicólogo e de um psiquiatra, se for o caso, não deve ser encarado como sinal de fraqueza ou preguiça, pois este trabalho em conjunto é o que ajudará o adolescente a sair do quadro depressivo”, diz.

Outra dica é tentar abordar naturalmente a doença, para que o adolescente se sinta acolhido e saiba que pode contar com outras pessoas, o que traz um grande alívio para quem está deprimido.

Na vida adulta

  • Insônia;
  • Perda de libido;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Amargura;
  • Desânimo.

A pessoa ganha a pecha de preguiçosa, mal-humorada e até de chata, mas não reage porque realmente falta energia. “A vida de todos tem problemas e frustrações, mas o deprimido tem sérios problemas em lidar com isso. Tudo tem um peso muito grande, e ele acaba ficando sem reação”, ressalta.

Qualquer comportamento estranho deve ser relatado ao médico, que irá orientar qual é a melhor forma de tratar aquele indivíduo. Se você sentir que não tem abertura para falar do assunto com quem tem depressão, a dica é procurar um outro familiar, ou amigo, que tenha um canal de comunicação melhor com essa pessoa. Fazê-lo sentir-se acolhida é o primeiro passo para ajudar de forma efetiva.

Na terceira idade

  • Sensação de inutilidade;
  • Tristeza com a aproximação da morte;
  • Ansiedade sobre o futuro.

Amigos e familiares morrendo, saúde mais frágil e falta de um plano B para a vida após a aposentadoria, algo que deixa uma pessoa que era ativa, jogada no sofá por pura falta de atividades para ocupar o seu tempo. Todas essas situações vão deixando o idoso desanimado.

Para escapar da depressão nesta fase, Marina ressalta que é preciso encontrar atividade que preencham esse tempo livre – um curso, trabalho voluntário, focar na religiosidade, etc. “Também é importante procurar um terapeuta e, se for o caso, um psiquiatra, pois entrar com medicação pode ajudar bastante a melhorar aquele quadro”, diz a psicóloga.

“Tenho uma cliente que veio procurar terapia pela primeira vez aos 75 anos, e foi ótimo. Tudo depende da forma como encara a velhice. É necessário que a pessoa vá se adaptando as dificuldades da vida, e passe a ver as coisas pelo lado positivo”, ressalta.

Como ajudar uma pessoa com depressão?

Ao suspeitar que uma pessoa querida esteja com sinais de depressão, o primeiro passo é gerar um ambiente acolhedor. Faça com que ela perceba que você está ali para ouvi-la e compreendê-la. Mas não precisa ficar tentando “animar” ou dar bronca para “ver se ele acorda”. São atitudes que só irão aumentar a distância entre essa pessoa e você. É preciso ouvir, mas sem criticar.

Também desmistifique o medo de que os antidepressivos geram dependência. Esta é uma tarefa do médico em conjunto com a família. Só quando o deprimido aceita de fato o tratamento, sem preconceitos, é que haverá melhora do quadro. Ninguém fica ‘viciado’ nos remédios, mas a medicação restabelece um bom funcionamento do cérebro e isso, por si só, já é um grande passo.

Se você sentir que não tem abertura para falar do assunto com quem tem depressão, procure um outro familiar, ou amigo, que tenha um canal de comunicação melhor com essa pessoa. Fazê-la sentir-se acolhida é o primeiro passo para ajudar de forma efetiva. O deprimido precisa de atenção, mas não está fazendo isso ‘para chamar atenção’, como muitos acreditam.

 

Matéria de Vivian Ortiz, com participação da psicóloga Marina Vasconcellos, autora da Ágora, publicada no VivaBem em 14/04/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/14/depressao-nao-e-frescura-como-identifica-la-em-diferentes-fases-da-vida.htm

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Conheça os livros da Ágora com coautoria da psicóloga Marina Vasconcellos:

 

QUANDO A PSICOTERAPIA TRAVA
Como superar dificuldades
Organizadora: Marina Vasconcellos

Autores: Alexandre Saadeh, Christina A. FreireHeloisa Junqueira FleuryMarcia Almeida BatistaMaria Amalia Faller VitaleMarina VasconcellosMário Costa CarezzatoMilene De Stefano FéoMoysés AguiarRosa CukierSergio Perazzo, Wilson Castello de Almeida

Todo profissional que trabalha com terapia teme este momento e já passou por ele: alguns pacientes, ou algumas relações, travam. Aqui foram reunidos artigos de doze terapeutas contando sobre suas experiências e apontando saídas. Prefácio de Antonio Carlos Cesarino.
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PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autor: Gisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. MauroDalmiro M. Bustos, Vivien Bonafer Ponzoni

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

‘OMS DEDICA DIA MUNDIAL DA SAÚDE À DEPRESSÃO, MAL QUE ATINGE MAIS DE 300 MILHÕES’

Número de pessoas que vivem com a doença, segundo a organização, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015; porém, poucos buscam ajuda médica

Em geral, quando tocamos no tema saúde, muitas pessoas pensam em questões relacionadas à saúde física. Porém, a saúde mental é tão importante quanto e merece ser discutida com a mesma atenção e cuidado que qualquer outra doença. Logo, não é por menos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) se preocupou, neste Dia Mundial da Saúde, em lembrar dos cuidados a serem tomados em relação à depressão.

A depressão tem tratamento e o primeiro passo é conversar sobre o assunto. A doença, segundo a entidade, afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.

“No pior dos casos, a doença pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos”, destacou a OMS. “Ainda assim, ela pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”, completou a entidade.

O número de pessoas que vivem deprimidas, segundo a OMS, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015. A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com o transtorno em todo o mundo. O órgão alertou ainda que a doença figura como a principal causa de incapacidade laboral no planeta.

A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, ela pode se tornar um sério problema de saúde”, destacou a organização. Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem anualmente em razão de suicídio.

Brasil

De acordo com a OMS, cerca de 5,8% da população brasileira sofrem da doença – um total de 11,5 milhões de casos. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.

O levantamento mostra que, além do Brasil e dos Estados Unidos, países como a Ucrânia, Austrália e Estônia também registram altos índices da doença em sua população – 6,3%, 5,9% e 5,9%, respectivamente. Entre as nações com os menores índices do transtorno estão as Ilhas Salomão (2,9%) e a Guatemala (3,7%). A prevalência na população mundial, segundo a OMS, é 4,4%.

Tratamento

A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos, menos da metade das pessoas afetadas no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.

“O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo”, concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.

Artigo publicado originalmente no iG – Saúde. Acesse na íntegra em http://saude.ig.com.br/2017-04-07/depressao.html

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Quer saber mais sobre o tema? Conheça alguns livros publicados pelo Grupo Summus:

 

20007

UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
Autora: Elisabeth Maria Sene-Costa
EDITORA ÁGORA

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.

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50119

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas. ……

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20806DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Guias Ágora – Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Erika Harvey
EDITORA ÁGORA

O livro mostra a diferença entre a depressão conhecida como “baby blues”, que afeta quase todas as mulheres após o parto, sem maiores conseqüências, e a depressão grave que requer intervenção de profissional capacitado. Saber identificar essa diferença, às vezes bastante sutil, cabe à própria mulher, aos familiares à sua volta e aos seus médicos, e esta leitura é de grande utilidade para todos.
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20705DEPRESSÃO
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Sue Breton
EDITORA ÁGORA

A depressão cobre uma vasta gama de emoções, desde o abatimento por um episódio do cotidiano até o forte impulso suicida. Este guia mostra os diferentes tipos de depressão e explica os sentimentos que os caracterizam, para ajudar os familiares e os profissionais a entender a pessoa em depressão. Ensina também como ajudar a si mesmo e a outros depressivos.

‘DEPRESSÃO NÃO É O MESMO QUE TRISTEZA, ENTENDA A DIFERENÇA’

A pessoa deprimida não consegue, sozinha, se livrar dos sentimentos de tristeza e desânimo. Ela geralmente precisa de medicamentos específicos, receitados por um psiquiatra.

A vida parece não ter mais cor, tudo parece ter se tornado entediante e chato. Sair da cama de manhã é um sacrifício. No trabalho, a dificuldade de concentrar-se é enorme e, mesmo nos momentos de lazer, parece que nada agrada. Se você está assim ou conhece alguém que apresenta esses sintomas, fique alerta: pode ser depressão.

A doença já atinge 350 milhões de pessoas no mundo todo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. E, ao contrário do que muita gente pensa, não está relacionada apenas à tristeza que pode decorrer de uma situação de perda. Uma crise de depressão pode ser desencadeada por um fato triste ou estressante, mas também pode ocorrer sem nenhum motivo aparente, por causa de um desequilíbrio das substâncias químicas que atuam no cérebro.

Na pessoa deprimida, a tristeza e a melancolia, muitas vezes associadas com desânimo, pessimismo e baixa autoestima, predominam e se prolongam por períodos superiores a duas semanas. “O deprimido também tem alterações em seu padrão de sono e alimentação: pode perder o apetite ou passar a comer compulsivamente, assim como dormir muitas horas por dia ou sofrer de insônia”, explica Elizabeth Sene-Costa, psiquiatra pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e autora do livro “Universo da Depressão(Editora Ágora).

Não tem cura, mas tem tratamento

A doença pode ter diferentes níveis de gravidade e, nos casos mais complicados, pode até levar o paciente a se isolar completamente da vida profissional e social. “A depressão grave é aquela em que a pessoa não sai da cama, não toma banho, não quer comer”, diz a psiquiatra. E de nada adianta dizer ao deprimido para “reagir”. Seria o mesmo que dizer a uma pessoa com diabetes que ela deve se curar sem ajuda médica. O deprimido, tanto quanto os outros doentes, precisa de tratamento.

O médico especializado em depressão é o psiquiatra, que poderá prescrever o medicamento adequado, na dose certa para cada caso. Assim como o diabetes, a depressão não tem cura. Algumas pessoas têm que tomar medicação a vida inteira. Outras precisarão usá-la apenas nos momentos de crise. “O ideal é que o tratamento com medicamentos seja associado à terapia”, diz a médica.

Artigo publicado no site do Programa Via Saúde. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://www.programaviasaude.com.br/dicas/saude/depressaeo-naeo-e-o-mesmo-que-tristeza-entenda-a-diferenca

Conheça o livro:

20007UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
EDITORA ÁGORA
Autora: Elisabeth Maria Sene-Costa

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.