‘ATENÇÃO MULTIDISCIPLINAR É CAMINHO PARA ALIVIAR SOFRIMENTO DE PACIENTE’

…………………….Matéria de Débora Miranda, publicada em 25/10/2018 no especial ……………………….VIVER COM.DOR, baseado no Seminário de mesmo nome organizado pela Folha de S. Paulo .

Grupos de dor avançam em hospitais; avaliação imprecisa do sintoma dificulta controle

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Quase naturalizada por muito tempo, tanto entre médicos quanto entre doentes, a dor já recebe mais atenção. Seu controle ganha abordagem ampliada e envolve mais profissionais de saúde.

“Se o paciente estiver sofrendo, precisa de medicamento e, depois, de acompanhamento. Isso faz parte dos indicadores de qualidade de atendimento, e tem crescido muito no Brasil”, explica a anestesista Angela Maria Sousa, chefe do grupo de dor do Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

Segundo ela, a dor sempre foi negligenciada. “O próprio paciente já via isso como fatalidade.” Hoje, hospitais investem em grupos de dor que reúnem especialistas de áreas como anestesia, neurologia, psicologia e fisioterapia para atuar na redução do sintoma.

O conceito em voga é o da “dor total”, criado entre os anos 1950 e 1960 pela inglesa Cicely Saunders (1918-2005), pioneira em cuidados paliativos. Segundo ela, a pessoa sente dor não só física, mas mental, emocional, social e espiritual. E se todas as dimensões não forem consideradas, o tratamento não terá sucesso.

“É importante que o profissional de saúde entenda o que causa sofrimento. Não adianta encher o paciente de remédio se o que ele precisa é de conforto”, diz Sousa.

A imprecisão na avaliação, que depende do testemunho do doente, dificulta o controle. Também os médicos enfrentam obstáculos para compreender a intensidade do sofrimento, que pode ultrapassar o sintoma físico.

Daí a importância de a análise envolver visão multidisciplinar, para propor tratamentos variados, a depender do tipo de acolhimento necessário.

“O paciente precisa se sentir amparado. Temos procedimentos hoje que aliviam a dor em até 90%, mas o médico não pode oferecer milagre”, diz Claudia Palmeira, do grupo de dor do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

Avaliar a dor com precisão é essencial para saber a melhor forma de tratá-la, mas isso exige uma análise aprofundada e muita paciência por parte dos profissionais de saúde.

A primeira percepção importante é a de que a dor é subjetiva. Cada pessoa tem um nível diferente de tolerância a ela. Ainda hoje os médicos utilizam a escala numérica de 0 a 10 para que as pessoas tentem classificar a intensidade do que sentem.

“Quem já teve experiências anteriores de dor estará mais vulnerável a ela. Se o paciente tem uma vida estressante ou se sofreu muito emocionalmente, também”, diz Claudia Palmeira, uma das coordenadoras do grupo de dor do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer).

Mulheres tendem a sentir mais dor do que os homens, por questões hormonais. A única exceção, segundo Palmeira, é a dor visceral. “Por isso a mulher suporta o parto normal.”

A esteticista Edvanda Cordeiro da Silva, 39, teve câncer na parede do abdome e sofreu muito com dores. Foi internada quando já estava debilitada. “Cheguei a pesar menos de 30 quilos. Tive pânico, ansiedade, medo. O psicológico atrapalha o tratamento.”

Ela conta que quando voltou da cirurgia sentia muita dor e a morfina ministrada já não fazia efeito. Foi tratada, então, com a bomba do opioide, controlada por ela mesma por meio de um dispositivo. “Quando sentia dor, era só apertar.”

Essa é uma das alternativas para dar autonomia ao paciente que tem dor forte por longos períodos. Mas o medicamento é controlado, para que não haja risco de overdose.

“Isso foi essencial para a minha recuperação. O tratamento foi muito eficaz, não tenho mais sentido dores nem desconfortos”, conta Silva.

Outro ponto importante é avaliar se a dor é aguda ou crônica. A aguda é resultado imediato de uma situação, como um pós-operatório ou um trauma. A crônica se prolonga. O tratamento será decidido a partir disso.

Há dores que são muito difíceis de serem tratadas, e os principais medicamentos utilizados para controlar esse sofrimento ainda são os opioides. O câncer é uma das doenças que provoca grande desconforto físico, como dor inflamatória e muscular. A dor por metástase óssea, por exemplo, é muito intensa. “Além disso, a doença envolve um sentimento de finitude”, diz Claudia Palmeira.

Para acessar na íntegra:
https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2018/10/atencao-multidisciplinar-e-caminho-para-aliviar-sofrimento-de-paciente.shtml

Veja outras matérias do especial VIVER COM DOR em https://www1.folha.uol.com.br/especial/2018/viver-com-dor/

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Tem interesse pelo tema? Conheça os livros:

CONTROLE A DOR ANTES QUE ELA ASSUMA O CONTROLE
Autora: Margaret A. Caudill
SUMMUS EDITORIAL

O problema da dor mobiliza cada vez mais médicos, psicólogos e pesquisadores. Qual é o significado da dor? Que papel ela desempenha? É possível e desejável controlá-la? Estas são algumas perguntas que a autora, uma das pioneiras do estudo da dor, responde neste livro. Ela apresenta um programa de redução e controle de dores crônicas, com resultados comprovados, e fácil de ser seguido, apresentado de forma direta e detalhada. Um precioso instrumento para todos os que sofrem cronicamente de dores. Em formato 21 X 28 cm.

 

DORES CRÔNICAS
Um guia para tratar e prevenir
Autores: Kimeron N. Hardin, Ellen Mohr Catalano
SUMMUS EDITORIAL

Cada um de nós sofre de alguma dor crônica, ou conhece alguém que sofre. Ela pode variar de um simples incômodo até um verdadeiro inferno. Destinado a todos que queiram enfrentar o problema, este guia ajuda a identificar tipos de dor, fatores que contribuem para seu agravamento, e formas de melhorar a qualidade de vida combatendo as conseqüências da dor crônica.

 

VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar dortais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.

‘ATIVIDADE FÍSICA BEM DOSADA TRATA A DOR E EVITA QUE ELA SE TORNE CRÔNICA’

……………………….Matéria de Iara Biderman, publicada em 24/10/2018 no especial ………………………VIVER COM DOR, baseado no Seminário de mesmo nome organizado pela Folha de S. Paulo

Pesquisas recentes indicam exercícios como terapia eficaz para cortar desconforto do paciente
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Quando a dor se instala, é preciso se mexer logo. Alguns casos agudos —uma lesão por trauma, por exemplo— podem pedir um período de repouso imediatamente após o acidente, mas este deve ser o mais breve possível, afirma a fisiatra Lin Tchia Yeng, 55, responsável pela área de reabilitação do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“O cérebro entende a falta de movimento como doença, e vai alimentando o circuito da dor”, diz Lin, para quem um período de mais de três dias de inatividade já causa efeitos indesejáveis.

Ficar mais de 15 dias sem se mexer pode iniciar a síndrome do imobilismo, cronificando as dores.

O uso da atividade física no tratamento da dor crônica é um consenso na medicina.

“Há vários estudos comprovando a eficácia de diferentes técnicas, só não há evidências para afirmar que determinada atividade dá mais resultado que as outras”, diz Victor Liggieri, fisioterapeuta e coordenador do grupo do HC.

No ano passado, a fundação Cochrane, rede global de cientistas independentes que investiga a efetividade de tratamentos a partir da revisão das melhores pesquisas disponíveis, analisou 381 estudos sobre os efeitos da atividade física na dor crônica de adultos.

Destes, 264 compararam tratamentos com e sem exercício físico em uma população de 20 mil pessoas. No total, o material analisado incluiu mais de 37 mil participantes.

As evidências indicam que o exercício é um tipo de intervenção terapêutica com pouco efeito adverso que pode melhorar o quadro de dor e as funções físicas, tendo como consequência a melhoria da qualidade de vida, conclui o trabalho da Cochrane.

A delegada aposentada Bertha Paschoalick, 56, chegou às evidências na prática. Há 30 anos ela sofre de dores causadas por hérnias nas regiões cervical e lombossacral, pinçamento do nervo ciático e artrose.

Várias vezes teve que ficar em repouso, mas, para ela, isso não funciona: “A médio prazo, a dor volta”.

Quando precisou fazer repouso absoluto, durante a gravidez, tomou injeções de anti-inflamatórios quase diariamente. Mas as dores na coluna só passaram depois que ela foi liberada para fazer exercícios e começou a ter aulas de ioga, conta.

“Já passei por situações em que nem opioides resolviam. Só melhora com exercício, uma droga natural e sem contra-indicações”, diz Bertha.

Para a ciência, a comparação com medicamentos psicoativos faz sentido. “Além dos efeitos nos sistemas músculo-esquelético e cardiovascular, a atividade física libera no cérebro substâncias com efeitos analgésicos, como as endorfinas”, explica a fisiatra Lin.

A substância e outros neurotransmissores produzidos durante os exercícios ajudam a modular o sistema nervoso central, diminuindo o nível de condução sensitiva das terminações nervosas até as regiões cerebrais que interpretam um estímulo como dolorido.

“O movimento evita a memória da dor e sua cronificação”, diz Liggieri. Outro efeito importante é a melhora do humor e da qualidade do sono. Depressão e noites mal dormidas são causas importantes de dores localizadas e difusas, de acordo com Lin.

Há também as questões mecânicas. Disfunções posturais, osteo-articulares e musculares estão relacionadas aos quadros de dor crônica, sejam como causas, ou como consequências.

Aí entra a adequação da técnica. Nos tratamentos, a genérica “atividade física” precisa ser personalizada a partir dos padrões de postura e de movimento de cada paciente. Fisioterapia e diferentes modalidades de exercícios podem ser usadas juntas ou sequencialmente, a partir da avaliação funcional de cada indivíduo.

“Se a pessoa tem dor lombar e foi observado encurtamento muscular, o alongamento é indicado; se há problema nos músculos estabilizadores da bacia, o fortalecimento da musculatura profunda com exercícios funcionais pode ser recomendado”, exemplifica Liggieri.

O que não pode é reforçar o mito de que algumas modalidades são as melhores para todos os casos e que não vão machucar ninguém.

A interpretação de que “quanto mais alongado, melhor”, é um desses mitos. Um dos temas debatidos atualmente é o da hipermobilidade causada por frouxidão ligamentar. “Muitos casos eram confundidos com fibromialgias e artroses”, conta Liggieri.

Quem tem esse problema pode conseguir colocar o pé atrás da cabeça como um mestre iogue, mas também sofre dores articulares e está mais propenso a lesões ao praticar exercícios para aumentar a amplitude dos movimentos. Nesses casos, o mais indicado é um programa de fortalecimento e estabilização da musculatura que protege as articulações.

Além da avaliação fisioterapêutica para definir os exercícios e orientar a prática, os princípios para iniciar qualquer atividade física devem ser respeitados: adaptação do corpo, progressão controlada de carga, periodização.

“Se a pessoa passar do seu limite, dá curto-circuito no sistema nervoso central e volta o quadro de dor”, diz Liggieri.

Tamara Roman, 64, sabe disso. A arquiteta paulista passou por duas cirurgias: uma para fixar articulações da coluna, em 2013, e outra para estabilizar a região do osso sacro-ilíaco, em 2015.

Por causa das operações, ela diz que nunca fica “cem por cento sem dor”. Mas um programa de musculação tem ajudado Tamara a reduzir os sintomas ao mínimo, com o cuidado de o treino jamais ultrapassar seu limites funcionais.

“Sou exagerada, quero resolver tudo logo, assim extrapolei na carga quando fazia o exercício de remada no aparelho”, diz a arquiteta. Por conta disso, foi obrigada a dar um tempo na academia até a situação se estabilizar. Enquanto isso, ela tem que se contentar com sessões de fisio e hidroterapia.

Amante das atividades físicas (“só não gosto de surfar, esquiar e de jogos coletivos com bola”), Tamara não vê a hora de retomar os treinos. “Quanto menos me mexo, mais doída eu fico.”

Para acessar na íntegra:
https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2018/10/atividade-fisica-bem-dosada-trata-a-dor-e-evita-que-ela-se-torne-cronica.shtml

Veja outras matérias do especial VIVER COM DOR em https://www1.folha.uol.com.br/especial/2018/viver-com-dor/

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O fisioterapeuta Victor Liggieri, que participa da matéria, é autor de dois livros, totalmente ilustrados, publicados pela Summus. Conheça-os:

 

ALONGAMENTO E POSTURA
Um guia prático
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Disseminado em diferentes países e culturas, o alongamento tornou-se rotina para a maioria da população fisicamente ativa. Porém, posturas inadequadas têm gerado dores e lesões no sistema musculoesquelético. Aqui, os autores apresentam informações atualizadas sobre o tema e fotos com orientações de como realizar com segurança os ajustes posturais necessários aos exercícios de alongamento.

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DE OLHO NA POSTURA
Cuide bem do seu corpo nas atividades do dia a dia
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Hoje, quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento devido a dores provocadas pela postura incorreta. Porém, com atitudes simples e consciência corporal é possível mudar tal realidade. Nesta obra didática, totalmente ilustrada com fotografias, o leitor aprenderá a desempenhar as tarefas do cotidiano – como sentar-se, digitar, dirigir, escovar os dentes, carregar objetos pesados, cuidar do bebê – sem prejudicar a coluna e as articulações.

COBERTURA DO LANÇAMENTO DE “VIDA, MORTE E LUTO”

Saiba mais sobre o livro Vida, morte e luto – Atualidades brasileiras com a cobertura da noite de autógrafos feita pelo YouTuber Anderson Mendes. Na ocasião, Anderson conversou com a organizadora da obra, Karina Okajima Fukumtisu, e com vários dos autores presentes. O evento aconteceu no final de agosto na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.
Assista ao vídeo abaixo.
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Créditos: Anderson Mendes, Júnior Sanchez e Karina Mendes.

‘COMO DOR DE CABEÇA INTENSA LEVOU MINEIRA A ENFRENTAR DEPRESSÃO’

Foram oito anos convivendo com crises de enxaqueca quase diárias até que um vazio começou a tomar conta da vida da fotógrafa Aline Resende, 29.

As coisas que a faziam feliz, como a leitura, foram perdendo o sentido. E, por mais que tentasse lutar contra, a única vontade que tinha era ficar na cama dormindo ou vagando em seus próprios pensamentos. O que lhe restou foi o medo de encontrar com as pessoas, a vergonha de falar sobre os seus sentimentos e a culpa.

“Tinha apenas 25 anos e sabia que aquele vazio não era normal”, afirmou ela, que, mesmo que tivesse um histórico de depressão na família, se sentia “inatingível”. “Achava que a doença era algo controlável. Engano meu”.

Diagnosticada com depressão, foram seis meses de tratamento psiquiátrico até afugentar o sentimento de vazio e também suas crises rotineiras de enxaqueca.

A associação entre dor crônica e depressão é recorrente. Um estudo do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) mostra a relação bidirecional entre ansiedade ou depressão e algumas doenças físicas crônicas.

“Durante todos os anos de enxaqueca era difícil sentir prazer nas coisas. Como sentir prazer diante de uma dor constante?”, questiona a mineira, que se diz hoje feliz e saudável.

Dor crônica, ansiedade e depressão

O levantamento feito na USP mensurou essa relação em pessoas adultas residentes na Região Metropolitana de São Paulo e mostra dados preocupantes.

A dor crônica foi a mais comum entre os indivíduos com transtorno de humor, como depressão e bipolaridade, ocorrendo em 50% dos casos de transtornos de humor, seguidos por doenças respiratórias (33%), doença cardiovascular (10%), artrite (9%) e diabetes (7%).

O estudo mostra que indivíduos com transtornos de humor ou de ansiedade tiveram incidência duas vezes maior de doenças crônicas. “Muitas vezes fica até difícil saber o que vem primeiro.

” Os distúrbios de ansiedade também são largamente associados com dor crônica (45%) e doenças respiratórias (30%), assim como com artrite e doenças cardiovasculares (11% cada). A hipertensão foi associada a ambos em 23% dos casos.

Como aponta Laura, que coordenou o estudo, os dados mostram a necessidade de maior atenção ao tema. “Com esses números precisamos atentar para a necessidade de passar a informação para o médico que está na linha de frente, no atendimento primário.”

De acordo com a especialista, ainda não se sabe por que a relação entre dor crônica e ansiedade ou depressão é tão intensa, já que os mecanismos da dor crônica são pouco conhecidos.

“O que se sabe é que a inflamação é a base tanto para dores crônicas, que inclui alguns tipos de cefaleia, como para os transtornos de humor e ansiedade. Portanto, todos afetam o sistema imunológico do sistema neurológico.”

Tratamento

No caso de Aline, o tratamento foi marcado por seções semanais com o psiquiatra e o ajuste de doses de antidepressivos, que ela toma até hoje, mas apenas por causa da enxaqueca. “Já fiquei um tempo sem os remédios e não tive recaídas da depressão, mas as dores na cabeça voltaram com toda força. Portanto, a recomendação médica foi continuar com o medicamento.”

A psiquiatra explica que os antidepressivos tratam a depressão e, em alguns casos, também a cefaleia. “Isso porque esses remédios contam com um componente chamado de amitriptilina, que combate diretamente as inflamações neurais –base das duas doenças”, aponta.

De volta a uma vida normal e feliz

“Passei a ter uma vida social normal, que muitas vezes era tolhida pelas minhas dores de cabeça. Sem contar que, atualmente, trabalho com muito mais gás e até tenho ânimo para frequentar a academia”, conta Aline, que lembra o estigma que envolve a depressão.

“A gente não tem vergonha de falar que sofre de uma doença no fígado, mas se sente completamente envergonhado de contar que sofre de uma doença mental. A gente não escolhe ter um problema nos rins, e o mesmo vale para a depressão.”

Matéria de Larissa Leiros Baron, publicada originalmente no UOL, 27/07/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/07/27/como-a-dor-de-cabeca-levou-mineira-a-seis-meses-depressao.htm

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Se você quer saber mais sobre dores crônicas, conheça os livros da Summus que falam sobre o assunto:

DORES CRÔNICAS
Um guia para tratar e prevenir
Autores: Kimeron N. Hardin e Ellen Mohr Catalano

Cada um de nós sofre de alguma dor crônica, ou conhece alguém que sofre. Ela pode variar de um simples incômodo até um verdadeiro inferno. Destinado a todos que queiram enfrentar o problema, este guia ajuda a identificar tipos de dor, fatores que contribuem para seu agravamento, e formas de melhorar a qualidade de vida combatendo as conseqüências da dor crônica.

CONTROLE A DOR ANTES QUE ELA ASSUMA O CONTROLE
Autora: Margaret A. Caudill

O problema da dor mobiliza cada vez mais médicos, psicólogos e pesquisadores. Qual é o significado da dor? Que papel ela desempenha? É possível e desejável controlá-la? Estas são algumas perguntas que a autora, uma das pioneiras do estudo da dor, responde neste livro. Ela apresenta um programa de redução e controle de dores crônicas, com resultados comprovados, e fácil de ser seguido, apresentado de forma direta e detalhada. Um precioso instrumento para todos os que sofrem cronicamente de dores. Em formato 21 X 28 cm.

VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.