‘MINDFULNESS TEM PODER DE ALIVIAR A DOR CRÔNICA; VEJA DICAS PARA PRATICAR’

Matéria publicada originalmente no UOL VivaBem, em 03/02/2019.

A dor crônica algumas vezes é insuportável e atrapalha muito a rotina das pessoas, prejudicando inclusive a saúde mental. Mas cientistas do Canadá revelam que o mindfulness é uma promissora alternativa para combater o problema.

Segundo o estudo publicado no BMJ (British Medical Journal), a prática de atenção plena é capaz de diminuir a intensidade da dor e o sofrimento psicológico causado por ela.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisa comparou o “poder” do mindfulness para aliviar a dor crônica com o da terapia cognitivo-comportamental – método muito recomendado pelos médicos para combater o problema, mas que não funciona com todos os pacientes.

Os pesquisadores analisaram 21 ensaios clínicos que reuniram um total de 2.000 participantes entre 35 e 65 anos –a maioria mulheres – que usaram uma das técnicas para tratar problemas crônicos como fibriomialgia, dor lombar, artrite reumatóide e osteoartrite.

O trabalho científico revelou que tanto o mindfulness quanto a terapia cognitivo comportamental melhoraram consideravelmente o funcionamento físico dos participantes e reduziram a dor e a depressão relacionada à dor.

“O midfulness pode ser uma solução adicional aos pacientes com dor crônica, uma vez que se mostra promissora em diminuir a intensidade da dor e o sofrimento psicológico”, Eve-Ling Khoo, principal autora do estudo.

Como praticar?

Marcelo Demarzo, professor do departamento de medicina preventiva e coordenador do Mente Aberta da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explicou em reportagem publicada no UOL VivaBem que os benefícios do mindfulness podem ser obtidos com 40 ou 5 minutos de prática, o importante é tirar um tempo do dia para fazer isso. Veja algumas táticas que podem ajudar você a alcançar a atenção plena:

  • Encontre um lugar ideal: para se concentrar é importante escolher um lugar silencioso e com poucas distrações. Deixe o celular longe e desligue a televisão para não ter interferências.
  • Escolha a pose: ache uma posição confortável para não ter incômodos durante a meditação. Você pode ficar deitado ou sentado, com olhos abertos ou fechados, o que for melhor para você.
  • Mantenha o controle: comece observando as sensações corporais, como o contato com o solo e a temperatura da pele. Aos poucos, concentre nos movimentos do corpo durante a respiração: no tórax e abdômen, na sensação do ar nas narinas.
  • Drible distrações mentais: se aparecer alguma distração, pensamento ou preocupação, apenas perceba e deixe passar, sem se prender ou julgar, e volte a se concentrar na respiração.
  • Antes do fim: depois de focar ao máximo na respiração, volte sua atenção para as sensações corporais e aos poucos termine a prática.
  • Internet pode ajudar: existem aplicativos e sites que podem ajudar iniciantes. Você pode usar o app gratuito HeadSpace ou ouvir uma técnica meditativa de pouco mais de três minutos do centro Mente Aberta.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/03/mindfulness-e-alternativa-promissora-para-combater-dor-cronica.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro da Summus que trata especificamente do tema:

VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.

‘ATENÇÃO MULTIDISCIPLINAR É CAMINHO PARA ALIVIAR SOFRIMENTO DE PACIENTE’

…………………….Matéria de Débora Miranda, publicada em 25/10/2018 no especial ……………………….VIVER COM.DOR, baseado no Seminário de mesmo nome organizado pela Folha de S. Paulo .

Grupos de dor avançam em hospitais; avaliação imprecisa do sintoma dificulta controle

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Quase naturalizada por muito tempo, tanto entre médicos quanto entre doentes, a dor já recebe mais atenção. Seu controle ganha abordagem ampliada e envolve mais profissionais de saúde.

“Se o paciente estiver sofrendo, precisa de medicamento e, depois, de acompanhamento. Isso faz parte dos indicadores de qualidade de atendimento, e tem crescido muito no Brasil”, explica a anestesista Angela Maria Sousa, chefe do grupo de dor do Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

Segundo ela, a dor sempre foi negligenciada. “O próprio paciente já via isso como fatalidade.” Hoje, hospitais investem em grupos de dor que reúnem especialistas de áreas como anestesia, neurologia, psicologia e fisioterapia para atuar na redução do sintoma.

O conceito em voga é o da “dor total”, criado entre os anos 1950 e 1960 pela inglesa Cicely Saunders (1918-2005), pioneira em cuidados paliativos. Segundo ela, a pessoa sente dor não só física, mas mental, emocional, social e espiritual. E se todas as dimensões não forem consideradas, o tratamento não terá sucesso.

“É importante que o profissional de saúde entenda o que causa sofrimento. Não adianta encher o paciente de remédio se o que ele precisa é de conforto”, diz Sousa.

A imprecisão na avaliação, que depende do testemunho do doente, dificulta o controle. Também os médicos enfrentam obstáculos para compreender a intensidade do sofrimento, que pode ultrapassar o sintoma físico.

Daí a importância de a análise envolver visão multidisciplinar, para propor tratamentos variados, a depender do tipo de acolhimento necessário.

“O paciente precisa se sentir amparado. Temos procedimentos hoje que aliviam a dor em até 90%, mas o médico não pode oferecer milagre”, diz Claudia Palmeira, do grupo de dor do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

Avaliar a dor com precisão é essencial para saber a melhor forma de tratá-la, mas isso exige uma análise aprofundada e muita paciência por parte dos profissionais de saúde.

A primeira percepção importante é a de que a dor é subjetiva. Cada pessoa tem um nível diferente de tolerância a ela. Ainda hoje os médicos utilizam a escala numérica de 0 a 10 para que as pessoas tentem classificar a intensidade do que sentem.

“Quem já teve experiências anteriores de dor estará mais vulnerável a ela. Se o paciente tem uma vida estressante ou se sofreu muito emocionalmente, também”, diz Claudia Palmeira, uma das coordenadoras do grupo de dor do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer).

Mulheres tendem a sentir mais dor do que os homens, por questões hormonais. A única exceção, segundo Palmeira, é a dor visceral. “Por isso a mulher suporta o parto normal.”

A esteticista Edvanda Cordeiro da Silva, 39, teve câncer na parede do abdome e sofreu muito com dores. Foi internada quando já estava debilitada. “Cheguei a pesar menos de 30 quilos. Tive pânico, ansiedade, medo. O psicológico atrapalha o tratamento.”

Ela conta que quando voltou da cirurgia sentia muita dor e a morfina ministrada já não fazia efeito. Foi tratada, então, com a bomba do opioide, controlada por ela mesma por meio de um dispositivo. “Quando sentia dor, era só apertar.”

Essa é uma das alternativas para dar autonomia ao paciente que tem dor forte por longos períodos. Mas o medicamento é controlado, para que não haja risco de overdose.

“Isso foi essencial para a minha recuperação. O tratamento foi muito eficaz, não tenho mais sentido dores nem desconfortos”, conta Silva.

Outro ponto importante é avaliar se a dor é aguda ou crônica. A aguda é resultado imediato de uma situação, como um pós-operatório ou um trauma. A crônica se prolonga. O tratamento será decidido a partir disso.

Há dores que são muito difíceis de serem tratadas, e os principais medicamentos utilizados para controlar esse sofrimento ainda são os opioides. O câncer é uma das doenças que provoca grande desconforto físico, como dor inflamatória e muscular. A dor por metástase óssea, por exemplo, é muito intensa. “Além disso, a doença envolve um sentimento de finitude”, diz Claudia Palmeira.

Para acessar na íntegra:
https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2018/10/atencao-multidisciplinar-e-caminho-para-aliviar-sofrimento-de-paciente.shtml

Veja outras matérias do especial VIVER COM DOR em https://www1.folha.uol.com.br/especial/2018/viver-com-dor/

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Tem interesse pelo tema? Conheça os livros:

CONTROLE A DOR ANTES QUE ELA ASSUMA O CONTROLE
Autora: Margaret A. Caudill
SUMMUS EDITORIAL

O problema da dor mobiliza cada vez mais médicos, psicólogos e pesquisadores. Qual é o significado da dor? Que papel ela desempenha? É possível e desejável controlá-la? Estas são algumas perguntas que a autora, uma das pioneiras do estudo da dor, responde neste livro. Ela apresenta um programa de redução e controle de dores crônicas, com resultados comprovados, e fácil de ser seguido, apresentado de forma direta e detalhada. Um precioso instrumento para todos os que sofrem cronicamente de dores. Em formato 21 X 28 cm.

 

DORES CRÔNICAS
Um guia para tratar e prevenir
Autores: Kimeron N. Hardin, Ellen Mohr Catalano
SUMMUS EDITORIAL

Cada um de nós sofre de alguma dor crônica, ou conhece alguém que sofre. Ela pode variar de um simples incômodo até um verdadeiro inferno. Destinado a todos que queiram enfrentar o problema, este guia ajuda a identificar tipos de dor, fatores que contribuem para seu agravamento, e formas de melhorar a qualidade de vida combatendo as conseqüências da dor crônica.

 

VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar dortais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.

‘FIBROMIALGIA: NOVO TRATAMENTO REDUZ DOR DE PACIENTES’

………………………..Matéria da Agência FAPESP com o portal VivaBem, do UOL, publicada em 13/08/2018

Um novo equipamento, que permite a emissão conjugada de laser de baixa intensidade e ultrassom terapêutico, tem reduzido consideravelmente a dor de pacientes com fibromialgia.

Em vez de ser feita nos pontos de dor, a aplicação é realizada nas palmas das mãos, e está apresentando maior ação analgésica e anti-inflamatória. Como consequência da redução do mal-estar, os pacientes tiveram também melhora no sono, na capacidade de executar tarefas cotidianas e na qualidade de vida como um todo.

No artigo publicado no Journal of Novel Physiotherapies, pesquisadores do CEPOF (Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica) –um CEPID (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão) apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa  do Estado de São Paulo) — descrevem a aplicação concomitante de laser e ultrassom por três minutos na palma da mão de pacientes diagnosticados com fibromialgia, em um tratamento total de 10 sessões, duas vezes por semana.

No estudo, orientado por Vanderlei Salvador Bagnato, professor titular e diretor do IFSC-USP (Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo), 48 mulheres de 40 a 65 anos diagnosticadas com fibromialgia foram divididas em seis grupos de oito na Unidade de Pesquisa Clínica, parceria do IFSC com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos.

Três grupos receberam emissões de laser, ultrassom ou a conjugação de ultrassom e laser na região do músculo trapézio. Os outros três grupos tiveram como foco do tratamento as palmas das mãos.

Os resultados mostraram que o tratamento realizado nas mãos foi mais eficiente para os três tipos de técnicas, sendo que o tratamento com a combinação de laser e ultrassom ofereceu melhoras significativas aos pacientes.

“Os resultados da aplicação de ultrassom e laser conjugados nos pontos de dor, como o músculo trapézio, foram extremamente positivos, mas eles não conseguiam atingir as outras principais inervações afetadas pela doença. Já o tratamento na palma das mãos teve um resultado global, restabelecendo a qualidade de vida dos pacientes e, claro, eliminando a dor”, disse Juliana da Silva Amaral Bruno, fisioterapeuta e primeira autora do estudo.

De acordo com o estudo, a normalização de fluxo sanguíneo tanto periférico como cerebral a partir das áreas sensíveis das mãos promove, ao longo das sessões, a normalização do limiar de dor do paciente.

“É importante lembrar que isso não é uma cura, mas uma forma de tratamento em que não é necessário fazer uso de medicamentos”, disse Antônio Eduardo de Aquino Junior, pesquisador do IFSC-USP, um dos autores do artigo à Agência FAPESP.

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Para ler a matéria na íntegra, acesse:
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/08/13/fibromialgia-novo-tratamento-reduz-dor-de-pacientes.htm

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Quer saber mais sobre fibromialgia? Conheça
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FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MS EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

REUMATOLOGISTA MEXICANO, AUTOR DA MG EDITORES, PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE FIBROMIALGIA NA UNIFESP

A UNIFESP promove no dia 14 de abril, terça-feira, das 9h30 às 16h30, o Seminário “Fibromialgia e dor crônica sem mistérios: uma visão integrativa”, que acontece no Anfiteatro Boris Casoi, na UNIFESP/Campus Vila Clementino. Um dos principais palestrantes do evento, que é gratuito e aberto ao público, será o reumatologista mexicano Manuel Martinez-Lavin, uma dos maiores especialistas no tema. Ele é autor do livro Fibromialgia sem mistérios, lançado em 2014 pela MG Editores.

50108A fibromialgia acomete entre 2% e 5% da população mundial, quase sempre mulheres. É uma dor difusa e crônica que migra por vários pontos do corpo. Como seus sintomas são muitas vezes confundidos com os de outras enfermidades, o diagnóstico é difícil e demorado. No livro, o reumatologista traz um alento para as pessoas que convivem com a doença. Apresentando os principais sinais e sintomas da fibromialgia, ele explica o motivo da tão frequente “confusão diagnóstica”, aponta as prováveis causas da doença e propõe linhas de tratamento efetivas.

Reconhecida como doença apenas nas últimas décadas, a fibromialgia produz múltiplos sintomas físicos e psicológicos. Dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios de sono, dificuldade de concentração, secura nos olhos e na boca, palpitações, endometriose, baixa imunidade e sensação de desalento são algumas das queixas mais comuns dos pacientes.

Na obra, Lavín mostra que a fibromialgia é uma doença complexa, que pode ser confundida com outras enfermidades, e desconhecida por muitos médicos e pela sociedade em geral. Além disso, os novos critérios para o diagnóstico, promulgados em 2010, são controversos. “Essa ignorância conduz inevitavelmente ao mau tratamento de uma multidão de pessoas que é vítima da enfermidade”, complementa. O alto custo econômico e social da doença ajuda a ampliar a falta de entendimento.

O Seminário

A programação completa do seminário pode ser acompanhada pelo site http://goo.gl/weN85F. Além do dr. Lavín, participam a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, a reumatologista Suely Roizenblatt, o psiquiatra Mário César Bazzarella, a psicóloga Elaine de Siqueira Sales, a jornalista Fernanda Soares Andrade e o obstetra Roberto Cardoso, que é autor do livro Medicina e meditação, também pela MG Editores.

Serviço

Seminário: “Fibromialgia e dor crônica sem mistério: uma visão integrativa”
Data: 14 de abril de 2015, terça-feira
Horário: das 9h30 às 16h30
Local: Anfiteatro Boris Casoi – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus Vila Clementino.
Endereço: Rua Botucatu, nº 821 (Bairro: Vila Clementino / 1º andar do Prédio da Oftalmologia), São Paulo.
Público-alvo: Médicos, profissionais de saúde, pacientes e familiares.
Perfil do evento: gratuito e aberto ao público em geral.
Informações: http://goo.gl/weN85F

Para saber mais sobre os livros da MG Editores, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1389/FIBROMIALGIA+SEM+MIST%C3%89RIO