‘ANSIEDADE NÃO É TUDO IGUAL: CONHEÇA 10 SUBTIPOS QUE PRECISAM DE TRATAMENTO’

Matéria de Giulia Granchi, publicada originalmente no UOL VivaBem,
em 13/12/2018.

De forma geral, a ansiedade, considerada um fenômeno biológico, é necessária para a sobrevivência dos seres humanos e alguns animais. Ela nos ajuda a reagir em situações de perigo, ficar vigilante e atingir metas.

Quando ficamos com frio na barriga antes de uma apresentação no trabalho, por exemplo, e a situação é isolada, a ansiedade é considerada normal. Mas se o sentimento toma conta da mente de forma exagerada e começa a atrapalhar nas atividades diárias, devemos nos preocupar. São sinais que o quadro se tornou patológico, chamado de transtorno de ansiedade, e um aconselhamento profissional é necessário.

Mas se engana quem pensa que todos que sofrem de ansiedade têm o mesmo transtorno. De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, feito pela Associação Americana de Psiquiatria, existem 9 subtipos da doença, cada um deles com diferentes sintomas. Confira abaixo:

  1. Transtorno de ansiedade generalizada

Esse é o tipo o mais comum e frequente. É caracterizado por ansiedade e preocupação excessivas frequentes causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes por pelo menos seis meses. Para que ocorra o diagnóstico, o quadro precisa estar associado com três ou mais dos seguintes seis sintomas: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, cansaço, falta de concentração, irritabilidade, tensão muscular e dificuldade para adormecer.

  1. Mutismo seletivo

Ao se encontrarem com outros indivíduos em interações sociais, as pessoas com mutismo seletivo não iniciam a conversa ou respondem reciprocamente quando os outros falam com elas. O quadro é mais comum em crianças, mas pode persistir na vida adulta. As situações de relacionamento interpessoal são marcadas por forte sensação de ansiedade e os indivíduos costumam ser prejudicados em suas relações pessoais e desempenho acadêmico ou no trabalho. A dificuldade na fala também pode interferir na comunicação social, embora as crianças com esse transtorno ocasionalmente usem meios não verbais, como usar as mãos para se comunicar.

  1. Transtorno de ansiedade de separação

Assim como o mutismo seletivo, este transtorno é mais comum em crianças, mas existem adultos com o problema também. Ele é caracterizado pelo medo ou ansiedade excessivo em relação à separação por apego, podendo ser com uma pessoa, animais com objetos e até lugares, como a mudança de casa.  Quando separadas das figuras importantes de apego, as crianças diagnosticadas podem apresentar dificuldade em socializar, apatia, tristeza ou dificuldade de concentração. Dependendo da idade, elas também podem criar medos excessivos de animais monstros, escuro, ladrões, acidentes e outras situações que lhes dão a percepção de perigo. Os indivíduos com o quadro limitam suas atividades independentes longe de casa ou das figuras de apego –muitas vezes não querem realizar tarefas básicas como ir à escola ou supermercado sozinhos.

  1. Transtorno de pânico

É caracterizado por episódios de ataques de pânico recorrentes, cuja característica principal é um surto abrupto de medo ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e costuma durar até meia hora. Os sintomas incluem taquicardia, sudoreses, tremores, falta de ar, sensação de asfixia, dores no peito, náusea, tontura, calafrios, parestesias (anestesia ou sensações de formigamento), desrealização (sensações de irrealidade), medo de perder o controle ou “enlouquecer” e medo de morrer.

Apesar de serem pontuais, os ataques podem se repetir sem gatilhos específicos, o que costuma gerar ansiedade e preocupação para sair de casa em pacientes que sofrem do quadro. Confira dicas para lidar com um ataque de pânico.

  1. Fobias específicas

É o medo excessivo em situações específicas, como entrar em um elevador, encontrar um rato, estar próximo de janelas altas… A resposta de medo, ansiedade e estresse é automática nesses casos, que se repetem toda vez que o paciente não consegue evitar a situação. Mas o que diferencia esse quadro do medo comum é a intensidade exagerada dos sintomas. Por exemplo, se a pessoa tem fobia de injeções, ela não conseguirá nem deixar que outra pessoa aplique uma vacina ou medicamento nela dessa forma, e já apresentará sintomas de pânico. Uma pessoa que tem um medo não patológico de agulhas consegue lidar com isso de forma um pouco melhor.

  1. Fobia social

É o nome dado ao medo ou ansiedade exagerados de ser exposto a possível avaliação por outras pessoas em situações sociais. O desconforto vai além da fala em público: pessoas com o diagnósticos se sentem constrangidas e humilhadas simplesmente ao serem observadas em atividades comuns, como comer, beber e escrever. O grau e o tipo de ansiedade podem variar em diferentes ocasiões.

  1. Agorafobia

É quando o indivíduo tem medo ou ansiedade de espaços que, em geral, não consideram seguros. Nesses casos, a insegurança é desproporcional ao perigo do que realmente pode acontecer. Pacientes com esse quadro sentem medo de serem atacados, não conseguirem sair do local em que estão ou não serem socorridos, e passam a evitar lugares ou pedirem companhia.

  1. Transtorno de ansiedade induzido pelo uso de substâncias

Acontece pelo uso excessivo de substâncias como drogas (maconha, ecstasy, cocaína…), excesso de cafeína, álcool, medicamentos como opioide e anfetamina. Os pacientes diagnosticados com este subtipo de ansiedade têm suas atividades diárias prejudicadas por preocupações excessivas e até ataques de pânico que acontecem junto ou separadamente do uso das substâncias.

  1. Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica

O transtorno é desenvolvido por causa da descoberta (comprovada clinicamente) de uma condição de médica, incluindo diferentes doenças e alterações físicas. Os sinais podem incluir sintomas proeminentes de ansiedade ou ataques de pânico, que compromete o funcionamento social do indivíduo.

  1. Especificado e não especificado

Esta categoria é destinada aos casos que, apesar do sofrimento persistente e avassalador, não entram nos critérios das especificações dos subtipos acima, ou não acontecem a tempo suficiente para que ocorra o diagnóstico.

Fontes: Higor  Caldato, psiquiatra pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e  Luiz Vicente Figueira de Mello, médico supervisor do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria FMUSP e médico assistente pela Fundação Faculdade de Medicina.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/13/ansiedade-nao-e-tudo-igual-conheca-9-subtipos-que-precisam-de-tratamento.htm

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Tem interesse no assunto? Conheça o livro do psiquiatra e psicoterapeuta Breno Serson, especializado no tema:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘ANSIEDADE: SINTOMAS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS VÃO DE TAQUICARDIA A INSÔNIA’

………………… Texto parcial de matéria de Tatiana Pronin, publicada no portal VivaBem em 17/07/2018.

Todo mundo já teve essa sensação de que algo ruim pode acontecer, muitas vezes acompanhada por “batedeira no peito”, suor ou “embrulho no estômago”. A ansiedade é um estado que se parece muito com o medo e tem uma função importantíssima para a sobrevivência e adaptação ao ambiente. É o que nos permite lutar ou fugir, por exemplo, diante de alguém que não respeita a lei ou de um motorista que não viu o sinal ficar vermelho.

Além de motivos concretos para se preocupar, como assaltos, trânsito caótico, desemprego e doenças, cada indivíduo tem suas ameaças pessoais, ou “encanações”, que podem até não fazer muito sentido quando analisadas à luz da razão: se o filho não come verdura, não significa que vai adoecer. Se o marido chega tarde, não significa que tem uma amante. Algumas pessoas ainda chegam a passar mal, ou reagem de forma “desadaptativa”, a situações ou objetos que os outros consideram comuns ou até divertidos, como shoppings lotados, eventos sociais, aviões ou pontes.

Quando a reação é tão intensa que nos impede de se proteger e lutar de forma eficaz, é desproporcional ao estímulo ou torna-se crônica, há enorme sofrimento e perdas – é quando a ansiedade vira doença. Além do chamado transtorno de ansiedade generalizada (TAG), existem outros, como pânico, fobias e ansiedade social. O estresse pós-traumático e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) também são classificados como transtornos de ansiedade.

Prevalência

O Brasil ganhou o preocupante título de campeão de ansiedade no mais recente relatório sobre o tema publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 9,3% da população sofre com o problema de acordo com o documento, valor que é o triplo da média mundial, e supera de longe os Estados Unidos (6,3%). Assim como em outros continentes, as mulheres são as mais afetadas nas Américas: 7,7% sofrem de ansiedade, contra 3,6% dos homens.

Quando se considera o risco pessoal de sofrer com o problema, a proporção é mais alta: “Algo como 23% da população apresenta um transtorno de ansiedade ao longo da vida”, afirma Marcio Bernik, coordenador do programa de ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC/FMUSP). “Desses transtornos, os mais frequentes são as fobias, mais particularmente as específicas, que ocorrem muitas vezes na infância, como de insetos, altura e outras situações”, descreve. Em segundo lugar aparece a ansiedade (ou fobia) social, com quase 10%. Os transtornos de ansiedade generalizada (TAG) e de pânico têm prevalências menores.

Quais os sintomas de quem sofre de ansiedade?

As manifestações envolvem desde sensações subjetivas de medo e apreensão, além de pensamentos catastróficos e sintomas físicos. O corpo todo pode ser afetado pela liberação de substâncias como a noradrenalina e o cortisol, que ativam a atenção, aumentam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos para preparar o organismo para reagir. Sem perceber, a pessoa inala mais ar do que precisa (hiperventilação), o que piora tudo: “Diminui muito o nível de gás carbônico no sangue, acionando receptores que ficam nas carótidas e que mandam sinais equivocados ao cérebro”, relata Fernanda Sassi, médica do ambulatório de transtorno de personalidade e do impulso do IPQ – HC/FMUSP.

Sintomas psicológicos:

  • Apreensão
  • Medo
  • Angústia
  • Inquietação
  • Insônia
  • Dificuldade de concentração
  • Incapacidade de relaxar
  • Sensação de estar “no limite”
  • Preocupações com desgraças futuras
  • Pensamentos catastróficos, de ruína ou adoecimento

Sintomas físicos:

  • Sudorese
  • Falta de ar
  • Hiperventilação
  • Boca seca
  • Formigamento
  • Náusea
  • “Borboletas” no estômago
  • Ondas de calor
  • Calafrios
  • Tremores
  • Tensão muscular
  • Dor no peito
  • Taquicardia (coração acelerado)
  • Sensação de desmaio
  • Tonturas
  • Urgência para ir ao banheiro

Para ler a matéria completa, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/17/ansiedade-o-que-e-quais-os-tipos-os-sintomas-e-tratamentos-mais-eficazes.htm

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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
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‘ #SemFrescura: VIVE IRRITADO? ENTENDA O QUE O ESTRESSE FAZ NO SEU CORPO ’

Está sem conseguir dormir, irritado, no seu limite? Respire fundo: é estresse! Em tese, o estresse não é ruim. É uma reação normal do organismo. Ele prepara o corpo para encarar uma situação de perigo, em que você precisa “lutar ou fugir”. Como ao dar de frente com um leão.

Diante de um momento estressante, seu corpo produz hormônios que desencadeiam uma série de alterações. A pupila dilata, o coração acelera,

a glicose (combustível) no sangue aumenta e os músculos ficam prontos para agir. Isso é ótimo e garante sua sobrevivência, pois contribui para que não falte força e energia para “se livrar do leão”.

O problema é quando o estresse se repete dia após dia. Viver em estado de alerta pode gerar dores musculares e de cabeça; problemas no coração; e até perda de libido. Pois é, não faz sentido transar quando é necessário escapar de um leão… E o corpo não sabe diferenciar a tensão. Para ele, enfrentar um leão ou o trânsito é a mesma coisa.

Veja no vídeo acima como o estresse provoca essas e outras alterações no seu corpo. As informações foram levantadas com a ajuda de Fabio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo; Denis Bichuetti, professor de neurologia da Unifesp; Ricardo Martins Ouchi, psiquiatra do Hospital São Luiz; e Douglas Sato, neurologista do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.
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Matéria de Maria Júlia Marques, publicada originalmente no #SemFrescura do VivaBemem 16/04/2018. Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/16/semfrescura-vive-irritado-estresse-causa-dores-falta-de-libido-e-fadiga.htm

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Quer saber mais sobre estresse? Conheça alguns livros do Grupo Summus que falam sobre o assunto:

 

ESTRESSE
Esclarecendo suas dúvidas
Autor: Rochelle Simmons
EDITORA ÁGORA

Informações de caráter prático sobre este “mal do século” tão citado e pouco entendido. Descreve a natureza do estresse, técnicas de relaxamento e respiração, ensina a acalmar os sentidos e a gerenciar o estresse de forma positiva.
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PADRÕES DE DISTRESSE
Agressões emocionais e forma humana
Autor: Stanley Keleman
SUMMUS EDITORIAL

Este livro analisa as reações — choques, traumas, abusos, negligências — e como estes sentimentos e experiências dolorosos, passados ou presentes, são incorporados e alteram a estrutura das pessoas. Os estados mentais e emocionais possuem uma base anatômica, têm reflexos psicossomáticos e através da análise de casos o autor propõe exercícios para dissolver tensões profundas e reorganizar a ordem interior das pessoas.
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POR UMA VIDA DE VERDADE
Saúde, bem-estar e gerenciamento do estresse
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

Esta obra é uma coletânea dos principais artigos de Susan Andrews publicados entre 2006 e 2008 na revista Época, que abordam, entre outros assuntos, qualidade de vida, gerenciamento do estresse, a necessidade de levar uma existência mais calma e pacífica e os males do individualismo. Embora os escritos tenham quase uma década, os assuntos neles abordados continuam atuais e presentes na vida de milhões de pessoas. Entre as maneiras citadas pela autora – cuja linha de trabalho é baseada em sua experiência como psicóloga e educadora – de alcançar o bem-estar físico e emocional estão transformar os sentimentos negativos em energia positiva, resgatar o contato com a natureza, sentir o profundo prazer do altruísmo e da empatia, responder com mais flexibilidade às mudanças que acontecem ao nosso redor e converter o perigo em oportunidade para a transformação. Trata-se de leitura essencial a todos os que desejam viver de forma mais plena e feliz.
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STRESS A SEU FAVOR
Como gerenciar sua vida em tempos de crise
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

Você anda cansado, com dor de cabeça, tonturas, dores musculares, problemas de sono e emoções à flor da pele? Isso, você já sabe, é estresse. Impossível evitá-lo nessa era de incerteza em que vivemos. Para mudar essa situação, é preciso tomar novas atitudes e gerenciar seu estresse para usá-lo a seu favor. Uma maneira de fazer isso é desenvolver a capacidade de transformar a raiva, o medo e a depressão em energia positiva, encontrando assim o centro da estabilidade e da tranquilidade em si mesmo. Para ajudá-lo a alcançar tais objetivos, Susan Andrews desenvolveu uma linha de trabalho baseada em sua experiência como psicóloga, ambientalista e monja. Ela ensina técnicas que nos ajudam a responder com mais clareza e flexibilidade às mudanças aceleradas que acontecem ao nosso redor.
Edição revista.
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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘VOCÊ SABE COMO LIDAR COM AS FRUSTRAÇÕES E IRRITAÇÕES DO DIA A DIA?’

Saiba o que deixa as mulheres mais estressadas – e como mudar isso!

“O estresse é uma reação preparatória do organismo diante de um evento ou situação que exige uma adaptação significativa”, explica Moema Formiga, psicóloga junguiana e psicopedagoga.

Eis porque ele se tornou tão comum na nossa sociedade atual. O excesso de informação, as inúmeras preocupações e o ritmo de mudança extremamente acelerado ao qual somos submetidos todos os dias ajudam a fomentar sua propagação.

Prova disso são os elevados níveis detectados na população. No Brasil, por exemplo, o problema afeta 70% das pessoas, sendo que 30% estão em nível crítico, segundo dados da Internacional Stress Managemente Associations (ISMABR).

Os números alarmantes revelam que é preciso estar atenta aos vários sinais emocionais e físicos que o corpo dá quando algo não vai bem.

“Qualquer desconforto emocional é um indício. Desde um pequeno incômodo de que algo não está bem, até situações mais perceptíveis de mau humor, irritação e agressividade. Já os sintomas físicos envolvem dor de cabeça, insônia, tensão muscular, dores de estômago etc”, alerta a psicóloga e psicopedagoga.

Para não deixar que as pequenas irritações do dia a dia se tornem a última gota de um copo que, provavelmente, pode estar cheio, confira os conselhos que a especialista nos deu, baseados em depoimentos de algumas leitoras de Disney Babble.

Estresse no trânsito

“Sempre tento manter uma direção defensiva, mas me irrita muito ver que as pessoas dirigem como se estivessem dentro de um condomínio. Eu xingo mesmo, porque guardar rancor faz mal!”, diz Michele Kanashiro, 34 anos, designer, de São Paulo (SP).

Dica da especialista: “Tenha em mente que o trânsito é apenas um meio para te levar a algum lugar, não uma competição de quem ocupa mais espaço ou de quem vai mais rápido. Claro que situações que ofereçam risco físico nos assustam e estressam, mas todas as outras, se nos livrarmos desses sentimentos competitivos, tendem a ter pouco significado.”

Estresse com desorganização

“Algo que tem me incomodado bastante ultimamente é a desorganização. Mas o que mexe mais comigo é a minha própria falta de organização, porque antes eu não era assim. Fico triste, mas não consigo mudar”, lamenta Ana Lúcia Ribeiro, 54 anos, secretária, do Rio de Janeiro (RJ).

Dica da especialista: “Desorganização externa normalmente reflete uma desordem interna. Afinal, em um ambiente bagunçado, é difícil encontrar algo. Talvez esse seja o objetivo da desordem interna: impedir que você entre em contato com algo que lhe pareça desagradável. A dica é criar rituais de organização rigorosos, pelo menos para itens importantes, como chaves, documentos, cartões de banco etc. Deixe-os sempre no mesmo local e, se possível, mantenha uma agenda de compromissos. Vá aos poucos, sem tanta autoexigência – bagunceiros não gostam de ser controlados e costumam reagir com mais bagunça.”

Estresse com telemarketing

“Uma coisa que me deixa brava são aquelas ligações insistentes de empresas querendo me vender algo – principalmente quando se trata de banco. Meu humor se altera e acabo respondendo seca para quem está do outro lado da linha”, admite Maria Aparecida Granado Rodrigues, 59 anos, professora de português, de São José do Rio Pardo (SP).

Dica da especialista: “O conselho é simples: faça ouvidos moucos, faça-se de surdo. Espere a primeira pausa respiratória de quem te ligou e diga, calma e claramente: ‘Não estou interessada, obrigada!’ Repita a mesma expressão a cada nova ‘brecha respiratória’. Fique tranquila, pois você não estará sendo mal-educada e a pessoa rapidamente desistirá.”

Estresse com má educação

“Grosseria e má vontade. Fico muito incomodada quando alguém é mal-educado comigo, ou se entro numa loja e a pessoa me atende com aquela cara de poucos amigos. Situações assim estragam o meu dia e, depois, fico pensando nas respostas que eu poderia ter dado”, comenta Camila Luzzin, 31 anos, consultora de beleza, de São Bernardo do Campo (SP).

Dica da especialista: “Aqui temos uma situação de expectativas desproporcionais. Nós, enquanto consumidores, que estamos em um momento agradável, temos a expectativa de que todas as pessoas envolvidas na ação compartilhem desse ‘sentimento’. Só que nem sempre isso acontece, pois a vendedora pode estar enfrentando algum problema grave, ou até estar de TPM. Claro que faz parte da função dela o bom atendimento, mas se pudermos ser mais empáticos com o outro, no sentido de nos colocarmos em sua posição, parte de nossa frustração se esvai.”

Texto parcial de matéria publicada originalmente no portal Disney babble. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://disneybabble.uol.com.br/br/saude-e-bem-estar/voce-sabe-como-lidar-com-frustracoes-e-irritacoes-do-dia-dia

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20155STRESS A SEU FAVOR
Como gerenciar sua vida em tempos de crise
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

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Edição revista.

‘VALE A PENA VIVER SEM ESTRESSE?’

Todos nascemos com um nível de tensão esperado; sua falta é percebida de forma negativa

Estresse em excesso faz mal, ninguém duvida. Mas seria possível – ou conveniente – viver sem ele? Seria possível considerar, por exemplo, que entre as causas do definhamento das pessoas mais idosas está a falta de novidades e de solicitações externas?

A hipótese foi proposta pelo pesquisador Enrico Alleva, etólogo do Instituto Superior de Saúde, na Itália, onde estuda os mecanismos biológicos que estão na origem dos comportamentos animais.

Ele ressalta que há uma fase ontológica na vida da espécie e uma na do indivíduo em que se estabelece o nível de estresse que dele se espera, certo número de solicitações de que terá necessidade durante toda a vida. O sistema nervoso dos animais superiores é plástico e sujeito a modificações. Em alguns períodos do desenvolvimento há, porém, uma maior ou menor sensibilidade a essas mudanças. É estimulada então a produção de hormônios – por exemplo, a oxitocina ou o hormônio do crescimento – e são esses que marcam o cérebro e dão forma aos circuitos de reações aos estímulos que orientarão o comportamento do adulto.

Um adolescente que cresceu em um ambiente estimulante, rico de acontecimentos e emoções, tenderá a procurar essa mesma vivacidade quando adulto. A vida social, em particular, está associada às relações com a mãe e com o grupo primário; o adulto carregará a marca dessas relações até a velhice.

“Essa é a razão pela qual o estresse é fator importante para a qualidade de vida dos idosos”, explica Alleva. “A pessoa que vive sob certo nível de estresse ligado à presença de outras pessoas na casa, a atividades profissionais ou a uma vida social intensa sofre uma espécie de involução quando fica sozinha e sem obrigações.”

O médico Hans Selye foi o primeiro a usar, em 1936, a palavra “estresse” para indicar a “síndrome produzida por vários fatores nocivos”, em trabalho publicado na revista Nature. Poucos anos antes, entre 1910 e 1920, Walter Cannon havia introduzido o termo em fisiologia, transportando-o do jargão da engenharia. Stress, em inglês, significa “esforço, tensão”, e era usado principalmente por engenheiros para indicar a capacidade de resistência de uma ponte. Essa imagem se adaptava bem ao significado de estresse como resposta a mudanças: passagem de um ponto a outro, como através de um caminho mais ou menos resistente.

Não é de espantar, portanto, que os ingleses já usassem o termo no século 14. Mas a origem da palavra começa muito antes, no latim. No jargão popular, ditrictia significava aperto, angústia ou aflição. Os franceses a transformaram em détresse (também usado como sinônimo de angústia) e os italianos receberam de volta o neologismo que tem suas raízes no verbo strizzare. Na linguagem comum é sinônimo de cansaço, fadiga, ansiedade e preocupação, significados que acabam por trocar a causa pelo efeito. Esse equívoco não é raro em medicina.

O mesmo ocorreu, por exemplo, com o termo colesterol, entendido como algo nocivo e sintoma de doença, antes de ser reconhecido como um dos componentes indispensáveis das células e do metabolismo. O fato é que sem colesterol, assim como sem nenhum tipo de estresse, certamente nenhum de nós estaria aqui.

Matéria publicada no site Mente e Cérebro em maio/2016. Para lê-la na íntegra, acesse:
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/estresse_vale_a_pena_viver_sem.html

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Autora: Susan Andrews
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‘ESTRESSE: CONHEÇA O LADO POSITIVO’

Existem diversos graus de estresse e, como tudo na vida, as quantidades excessivas dessa sensação são nocivas para a nossa saúde. Porém, alguns estudos têm aparecido para tirar do estresse o estigma de vilão nessa história toda. Em 2012, um grupo de cientistas da University of Wisconsin-Madison (Estados Unidos) revisou os dados de uma pesquisa feita em 2006 pelaNational Health Interview Survey, e analisou os impactos do estresse na morte das pessoas. E chegaram à impressionante conclusão de que o estresse só causou um real impacto na saúde daqueles que acreditavam que ele era algo nocivo. Aqueles que não pensavam dessa forma não tiveram morte prematura decorrente dessa pressão.

Para alguns especialistas, tudo depende do estágio em que o quadro está. “Na primeira fase o corpo produz apenas adrenalina que dá força, vigor e energia deixando o organismo de prontidão para enfrentar as tensões que surgirem ao longo do dia”, explica a psicóloga Aretusa dos Passos Baechtold, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Campinas e psicóloga do Instituto Psicológico de Controle do Stress (IPCS). “No entanto os benefícios do estresse só serão válidos se ele não durar mais de 24 horas por adaptação ao estressor ou adaptação ao mesmo”, alerta.

Outra questão é que muitos dos fatores causadores de tensão são internos, por isso mesmo encarar o estresse como algo positivo os reduz. “Quanto mais o indivíduo conseguir ver que dificuldades aparecem para todos e cada uma delas são oportunidades para aprender novas formas de superação, melhor ele lidará com o estresse”, considera a psicóloga clínica Marisa de Abreu.

Mas está difícil encarar essa tensão toda como algo bom para você? Basta pensar que ela nada mais é do que um mecanismo de defesa do nosso corpo, que libera adrenalina para que as funções do nosso organismo se otimizem. Então os músculos se tencionam para o corpo poder fugir ou lutar, o coração e a respiração se aceleram para que mais oxigênio se espalhe pelo corpo e também para o cérebro, e até o suor está ai para que você se refresque.

Inclusive, o corpo se prepara para que depois os efeitos da adrenalina sejam atenuados. “O cortisol irá produzir uma série de reações metabólicas no organismo, que facilita sua adaptação ao impacto do estressor”, ensina o psicoterapeuta José Roberto Leite, fundador e diretor do Centro de Estudos em Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

POR NATHALIE AYRES, PUBLICADO originalmente no portal Minha Vida, em 09/10/2013. Para ler a matéria completa, acesse: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/galerias/16890-estresse-conheca-o-lado-positivo

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Se interessa pelo assunto? Conheça o livro “Stress a seu favor”, da dra. Susan Andrews:

STRESS A SEU FAVOR
Como gerenciar sua vida em tempos de crise
Dra. Susan Andrews

Já que evitar o estresse hoje é impossível, a Dra. Susan, que é monja, psicóloga e ambientalista, ensina como lidar com ele. Primeiro, ela explica ao leitor o que está acontecendo com seu corpo quando se estressa. Em seguida, ela ensina técnicas de relaxamento, respiração, massagem e meditação. O livro não é estressante, é ilustrado, e faz bem para o corpo e para a alma.