‘A DESAFIADORA TAREFA DE CONVIVER COM FIBROMIALGIA’

Artigo do médico Dante Senra, publicado no VivaBem UOL,
em 26/10/2019.


Peregrinar por vários consultórios médicos em busca de alívio para o sofrimento tem sido a vida das pessoas acometidas por esse mal que a medicina desconhece a causa.

Exames que nada demonstram ainda fazem os indivíduos com fibromialgia serem rotulados como “exagerados e muitas vezes preguiçosos ou depressivos”. Embora possa estar ligada à ansiedade e depressão, não se sabe o que veio primeiro.

Trata-se de uma síndrome complexa e muitas vezes mal compreendida por quem convive com ela e até pela medicina.

É mais comum em mulheres em idade fértil (mas pode acometer qualquer gênero ou idade) e estima-se que acometa de 2 a 10% da população mundial.

Famosos como Lady Gaga e Morgan Freeman, acometidos pela doença, já deram diversos depoimentos contundentes sobre seu sofrimento.

No documentário “Five Foot Two”, de 2017, Gaga fala sobre sua dificuldade em encontrar tratamento e técnicas para controlar os sintomas. No mesmo ano, a celebridade cancelou sua participação no Rock in Rio, supostamente por conta das fortes dores causadas pela fibromialgia.

Já Freeman, em 2017, em declaração polemica, fala sobre legalização de drogas para controle da doença.

Fato é que se trata de uma doença cruel, de diagnóstico apenas clínico e, portanto, o diagnóstico depende da experiência do médico consultado. Com sintomas variados, pode acometer pessoas da mesma família e, portanto, pode haver, sim, um componente genético em sua gênese.

Sabe-se que o cérebro (e talvez os receptores cutâneos) interpreta os estímulos recebidos (um simples toque no corpo, como um abraço, por exemplo) de maneira alterada, aumentando a sensibilidade destes, causando dor e desconforto. O que não se sabe é por quê. Aí se desencadeia o quadro.

Quais são os sintomas?

O sintoma que predomina é a dor, que pode ser muscular, em articulações ou tendões e vem geralmente acompanhada de fadiga extrema (o indivíduo frequentemente acorda cansado), quadro que pode durar meses.

Esse quadro também pode vir acompanhado de perturbações no sono (em quase 90% das vezes), tais como insônia e apneia (noites mal dormidas podem piorar o quadro) e costumam se intensificar com o estresse e com temperaturas mais baixas.

O defeito típico do sono é se tornar superficial e/ou interrompido e, assim, frases como “acordo mais cansado do que deitei” e “parece que fui atropelado por um caminhão” são muito frequentes no consultório. Outro incômodo que costuma aparecer à noite é a chamada síndrome das pernas inquietas, na qual há necessidade de esticá-las ou mexe-las o tempo todo para aliviar o desconforto.

Dores de cabeça e problemas cognitivos como alterações da memória e dificuldade em se concentrar são também queixas bastante frequentes. Além de dormências e formigamento nas mãos e pés e até sintomas cardiológicos como palpitações, que podem estar presentes.

Isso sem falar dos distúrbios gastrointestinais como cólicas e até diarreias frequentes (síndrome do intestino irritável).

Como Tratar?

A aceitação da doença pelo próprio paciente e por quem convive com ele se tornam importantes desafios no dia a dia. Como não existe um padrão clássico de doença, também não existe um padrão referendado e indicado de tratamento medicamentoso para todos.

Não, a doença não é um transtorno de ordem psicológica, embora distúrbios emocionais se tornem quase sempre presentes pela difícil tarefa de conviver com ela, sem perspectiva de cura e com um grau exacerbado de sofrimento.

Mas embora nem todos os pacientes com fibromialgia apresentem depressão, ela hoje é considerada um fator agravante dos sintomas e precisa ser tratada. Em geral, inicia-se o tratamento da fibromialgia com antidepressivos.

Mas é possível conseguir períodos prolongados de calmaria, mesmo nas manifestações clínicas mais cruéis da doença, ou seja, a dor e a fadiga.

O alívio e controle da dor e a melhora da qualidade de vida são os objetivos fundamentais. Para isso, a melhor estratégia é a abordagem multidisciplinar sempre que possível, por médicos, psicólogos, nutricionistas e profissionais de educação física (sem esquecer a participação da família).

Esse grupo multidisciplinar, levando em consideração as características pessoais de cada indivíduo, deverá complementar o tratamento farmacológico (analgésicos, antidepressivos, relaxantes musculares, fitoterápicos e até homeopatia) com os não farmacológicos, como exercícios físicos, fisioterapia, massagens e técnicas de relaxamento (ioga e mindfulness, uma técnica de meditação que prega a atenção plena), dieta e acupuntura. Tais práticas (acupuntura, fitoterápicos, homeopatia), factíveis com um pouco de paciência e perseverança, foram incorporadas recentemente ao Sistema Único de Saúde (SUS) com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

Quero aqui ressaltar a importância de praticar exercícios físicos que tem sido considerada pelos reumatologistas (e endossada pelos pacientes) como uma das intervenções mais efetivas no tratamento da fibromialgia, sendo responsável por alivio considerável da dor e da fadiga. Obviamente individualizado, progressivo e evitando-se o alto impacto.

Grupos de apoio de indivíduos com a doença e até aplicativos para celulares e tablets discutem estratégias para lidar com as dores crônicas e fadiga, objetivando uma melhora na qualidade de vida.

Há inclusive um projeto de lei tramitando no congresso para promover aos diagnosticados o direito à dispensa do cumprimento de período de carência, para usufruir dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

É preciso falar muito sobre essa doença invisível aos olhos de quem não a sente, para que haja compreensão e mudança de comportamento da sociedade. Como dizia Shakespeare, “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.

Para ler na íntegra, acesse: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/danta-senrra/2019/10/26/a-desafiadora-tarefa-de-conviver-com-a-fibromialgia.htm

***

Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro do reumatologista mexicano Manuel Martínez-Lavín, reconhecido como autoridade na área da fibromialgia:

FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MG EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

‘PESQUISA DA USP CHEGA A TRATAMENTO INÉDITO PARA FIBROMIALGIA’

De Gabrielly Borges e Pedro Teixeira, da Agência de Inovação da USP,
publicado no UOL VivaBem em 11/05/2019

Existe um novo meio de combate à fibromialgia, criado e aplicado por pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, que conseguiu controlar a dor da fibromialgia em 90% dos pacientes. O tratamento é chamado de fotossônico e realizado a partir de um equipamento, considerado pioneiro no mundo, desenvolvido pela equipe que realiza a aplicação conjugada de ultrassom e laser terapêutico, de baixa intensidade. Tanto o protocolo da terapêutica como o aparelho utilizado são considerados inéditos.  Tradicionalmente, se apela à fisioterapia, realizada nos locais da dor, chamados de pontos gatilho ou tender point. O fotossônico, por sua vez, é aplicado em toda a palma da mão, sendo apenas três minutos em cada uma, duas vezes por semana. São necessárias dez sessões.

“O aparelho de ultrassom já é usado tradicionalmente na fisioterapia, em reabilitações. A propagação de ondas sonoras promove uma agitação e aquecimento nos tecidos biológicos, estimulando vasos sanguíneos, homogeneizando e melhorando a eficiência das ações metabólicas, enquanto o laser atua por meio da penetração da luz no nível bioquímico. Assim, desencadeia a liberação de endorfinas, inibindo a dor. Além disso, a emissão tem efeito regenerativo, como comprovado em diferentes casos de reabilitação, ou mesmo em cirurgias plásticas, na reposição de colágeno. A sobreposição dos dois métodos concilia os estímulos, gerando um resultado ampliado”, explica o professor Vanderlei Bagnato, diretor do IFSC ao Jornal da USP no Ar.

O físico conta que o método de tratamento da fibromialgia foi descoberto em um processo mais amplo. A empresa Finep buscou o IFSC para financiar uma pesquisa acerca de bisturis ultrassônicos. Como o Brasil não tem tecnologia na área, é obrigado a importar, resultando em um preço proibitivo das cirurgias laparoscópicas. Esse instrumental está em processo final e logo estará no mercado, mas o trabalho dos pesquisadores rendeu mais.

“O aprendizado desembocou no desenvolvimento de uma terapêutica para artrite e artrose, tanto em membros inferiores (principalmente joelho) como superiores (sobretudo mãos). Em um processo que já dura sete anos, mais de 500 pacientes já passaram por nós. O protocolo de ação teve muito sucesso, pessoas que não se locomoviam voltaram a ter um dia a dia independente. E, inspirados nisso, testamos o tratamento para a fibromialgia.” O professor relata que se trata de uma doença complexa, com diagnóstico difícil, que ninguém entende bem as causas. Os resultados foram novamente positivos, entre 60% e 70% tiveram um alívio muito bom da dor. Outra faixa reagiu em cerca de 50% ao tratamento, segundo os parâmetros de medição de incômodo. Isto é, conseguiu dormir mais facilmente e deixou de ter palpitação em certo lugar, mas ainda sente o quadro. E 10% não sentiram nenhum efeito. “São números expressivos, pois já tivemos muitos pacientes e a tendência é de melhora”, argumenta Bagnato.

Esses aparelhos estão em fase final de aprovação na Anvisa. Depois disso, essas inovações chegam de fato à sociedade. O professor salienta a importância do retorno dos profissionais, a partir do momento que têm essas ferramentas em mãos. Só assim se sabe o real efeito da pesquisa para o País, até para fora, dando a contrapartida necessária para a ciência também avançar. Além disso, o docente ressalta que todo cidadão do Estado de São Paulo, grosso modo do Brasil, tem a USP no seu dia a dia. “Seja por logística de transporte e construção civil, ou saúde, biotecnologia, novos fármacos, vacinas e até meio ambiente. Há um esforço geral de todas as universidades para contribuir.”

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/11/pesquisa-da-usp-chega-a-tratamento-inedito-para-fibromialgia.htm

***

.
Quer saber mais sobre fibromialgia? Conheça o livro:
.

FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MG EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

‘FIBROMIALGIA: NOVO TRATAMENTO REDUZ DOR DE PACIENTES’

………………………..Matéria da Agência FAPESP com o portal VivaBem, do UOL, publicada em 13/08/2018

Um novo equipamento, que permite a emissão conjugada de laser de baixa intensidade e ultrassom terapêutico, tem reduzido consideravelmente a dor de pacientes com fibromialgia.

Em vez de ser feita nos pontos de dor, a aplicação é realizada nas palmas das mãos, e está apresentando maior ação analgésica e anti-inflamatória. Como consequência da redução do mal-estar, os pacientes tiveram também melhora no sono, na capacidade de executar tarefas cotidianas e na qualidade de vida como um todo.

No artigo publicado no Journal of Novel Physiotherapies, pesquisadores do CEPOF (Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica) –um CEPID (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão) apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa  do Estado de São Paulo) — descrevem a aplicação concomitante de laser e ultrassom por três minutos na palma da mão de pacientes diagnosticados com fibromialgia, em um tratamento total de 10 sessões, duas vezes por semana.

No estudo, orientado por Vanderlei Salvador Bagnato, professor titular e diretor do IFSC-USP (Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo), 48 mulheres de 40 a 65 anos diagnosticadas com fibromialgia foram divididas em seis grupos de oito na Unidade de Pesquisa Clínica, parceria do IFSC com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos.

Três grupos receberam emissões de laser, ultrassom ou a conjugação de ultrassom e laser na região do músculo trapézio. Os outros três grupos tiveram como foco do tratamento as palmas das mãos.

Os resultados mostraram que o tratamento realizado nas mãos foi mais eficiente para os três tipos de técnicas, sendo que o tratamento com a combinação de laser e ultrassom ofereceu melhoras significativas aos pacientes.

“Os resultados da aplicação de ultrassom e laser conjugados nos pontos de dor, como o músculo trapézio, foram extremamente positivos, mas eles não conseguiam atingir as outras principais inervações afetadas pela doença. Já o tratamento na palma das mãos teve um resultado global, restabelecendo a qualidade de vida dos pacientes e, claro, eliminando a dor”, disse Juliana da Silva Amaral Bruno, fisioterapeuta e primeira autora do estudo.

De acordo com o estudo, a normalização de fluxo sanguíneo tanto periférico como cerebral a partir das áreas sensíveis das mãos promove, ao longo das sessões, a normalização do limiar de dor do paciente.

“É importante lembrar que isso não é uma cura, mas uma forma de tratamento em que não é necessário fazer uso de medicamentos”, disse Antônio Eduardo de Aquino Junior, pesquisador do IFSC-USP, um dos autores do artigo à Agência FAPESP.

………….

Para ler a matéria na íntegra, acesse:
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/08/13/fibromialgia-novo-tratamento-reduz-dor-de-pacientes.htm

***

Quer saber mais sobre fibromialgia? Conheça
……………………..

FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MS EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

‘ENTENDA A FIBROMIALGIA, SÍNDROME QUE FEZ LADY GAGA CANCELAR APRESENTAÇÃO NO ROCK IN RIO’

Cantora sofre de dor crônica nos quadris e, por isso, deve passar uma temporada longe dos palcos

RIO — A cantora Lady Gaga, principal atração do primeiro dia de Rock in Rio, anunciou nesta quinta-feira que não vai mais se apresentar no festival. Na semana passada, no lançamento do documentário “Gaga 5’2”, no Festival de Cinema de Toronto, a cantora já havia antecipado que passaria uma temporada longe dos palcos, para tratamento de uma dor crônica nos quadris, uma condição relacionada à fibromialgia.

De acordo com o reumatologista e professor da Uerj, Geraldo Castelar, a fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas, associadas a sintomas como fadiga, distúrbio do sono e intestino irritável:

– A fibromialgia é um distúrbio de regulação da dor, que não tem causa conhecida ou tratamento específico. O que entendemos é que os acometidos pela síndrome sentem mais dor que outras pessoas, e que situações de estresse são gatilho para a crise. Por isso, ela é frequentemente associada à ansiedade e depressão.

Pessoas com instabilidade emocional, explica o médico, tendem a apresentar o quadro com mais frequência. O diagnóstico é clínico, feito a partir da exclusão de outras possíveis causas para a dor generalizada observada por mais de três meses. Ainda segundo Castelar, embora a síndrome não cause debilidades físicas ou deixe sequelas, a fibomilagia provoca limitações na capacidade funcional durante as crises, devido à dor generalizada e intensa.

Texto de  Mariana Nicodemus, publicado em O Globo, em 14/09/2017. Para ler na íntegra, acesse:  https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/entenda-fibromialgia-sindrome-que-fez-lady-gaga-cancelar-apresentacao-no-rock-in-rio-21822480

***

Saiba mais sobre fibromialgia com o livro:


FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MG EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

‘5 MÉTODOS PARA CONTROLAR A DOR COM A MENTE’

Apesar de produzir uma sensação física, a dor vai muito além. Ela é fruto de uma relação do corpo e a mente, e é influenciada também por diversos fatores externos.

De acordo com a universidade americana Harvard Medical School, a maneira como se sente a dor tem a ver com as emoções, personalidade, estilo de vida, genética e as experiências anteriores.

Se a pessoa tiver sido exposta à dor durante um longo período de tempo, o cérebro pode ter sido modificado para receber sinais de problemas, mesmo quando eles não existem.

No caso da fibromialgia, uma doença em que o principal sintoma é uma dor generalizada que pode ser sentida por todo o corpo, o componente emocional tem um peso importante, segundo o Serviço Nacional de Saúde Pública do Reino Unido. O desconforto é contínuo: as sensações de dor, ardência e queima estão presentes constantemente, embora possam melhorar ou piorar em momentos diferentes.

Alternativa mais saudável

Uma maneira de lidar com condições crônicas, ou quase qualquer outra doença física, é mudar a percepção mental de dor. Isso aumenta o limite de tolerância e, assim, reduz a necessidade de medicamentos que podem causar efeitos colaterais e até mesmo dependência.

Por isso, a Harvard Medical School recomenda uma série de técnicas mentais para ajudar a combater a dor. Os estudos científicos mostram que estas terapias alternativas têm sido eficazes no alívio da dor de cabeça e a fibromialgia.

1) Atenção plena

“Esta técnica envolve basicamente focar no presente, sem julgamento”, diz o neurocientista Sara Lazar, Massachusetts General Hospital.
Para muitos, o primeiro impulso à dor é tentar se desligar de qualquer maneira. Ao usar a atenção plena para controlar a dor, no entanto, o que se busca é aproximar a sensação e aprender a conhecê-la “assistindo-a” objetivamente. A idéia é concentrar-se no momento em que ele você está vivendo, evitando preocupações passadas e futuras.
Tem-se que considerar os seguintes elementos: Onde começa o que se sente? Isso muda com o passar do tempo? Como você pode descrever?

2) A respiração profunda

Esta técnica é fundamental para o resto das alternativas que podem ser usadas para ajudar a controlar a dor.Trata-se de respirar profundamente por alguns segundos e depois expirar. Para ajudar a manter a concentração e ritmo da respiração, podem ser usadas palavras ou frases. Por exemplo, cada vez que você respira, você pode dizer “bem-vindo, relaxamento”. Ao expirar, “adeus, negatividade.”

3) Meditação e visualização

Neste caso, o processo inicia-se prestando-se atenção à respiração seguindo a técnica ensinada acima. Isso é feito em uma atmosfera de relaxamento completo, sem ruídos ou estímulos que possam distrair, como música de fundo. Além disso, você pode pensar em um lugar que está associado com tranquilidade, paz e prazer. Uma praia com o som das ondas. Pássaros cantando em uma paisagem bucólica. Se a mente se distrair e começar a pensar em outras coisas, traga de volta a imagem que causa tranquilidade.

4) Concentração e positividade

Escolher uma atividade que você goste é outra opção. Pode ser qualquer coisa que gera prazer: leitura de poesia, fazer caminhadas em espaços verdes, culinária ou dedicar-se à jardinagem. O objetivo é concentrar-se de forma absoluta no que você está fazendo e prestar atenção nos mínimos detalhes, observando como os sentidos reagem e quais são as sensações que você sente. Quando uma pessoa não está bem, muitas vezes pensa apenas no que não pode fazer. Direcionar a atenção para o que pode fazer ajuda a parar de pensar na dor. Ter um diário e registrar regularmente as razões ou coisas de que você gosta, é uma maneira de fazer isso, explica a professora de psiquiatria do Harvard Medical School, Ellen Slawsby.

5) Gerar a resposta de relaxamento

É o antídoto para o estresse que gera a dor. Permite controlar o aumento da frequência cardíaca e as reações do corpo, que entra em alerta com estresse. Neste caso, a primeira coisa a fazer é fechar os olhos e relaxar todos os músculos do corpo. Em seguida, prestar atenção na respiração. Se os pensamentos começam a aparecer, devemos recorrer à palavra “recarga” para voltar a concentrar na respiração. Neste processo, passaram-se de dez a 20 minutos. Posteriormente, permita o retorno dos pensamentos. Finalmente, abra os olhos.

Da BBC Brasil, publicado no UOL em 10/10/2016. Para ler na íntegra, acesse:
http://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/bbc/2016/10/10/5-metodos-para-controlar-a-dor-com-a-mente.htm\

***

 

Saiba mais sobre controle da dor com os livros:

..l…
10716VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL 

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life. 

…..
10640CONTROLE A DOR ANTES QUE ELA ASSUMA O CONTROLE
Autora: Margaret A. Caudill
SUMMUS EDITORIAL

O problema da dor mobiliza cada vez mais médicos, psicólogos e pesquisadores. Qual é o significado da dor? Que papel ela desempenha? É possível e desejável controlá-la? Estas são algumas perguntas que a autora, uma das pioneiras do estudo da dor, responde neste livro. Ela apresenta um programa de redução e controle de dores crônicas, com resultados comprovados, e fácil de ser seguido, apresentado de forma direta e detalhada. Um precioso instrumento para todos os que sofrem cronicamente de dores. Em formato 21 X 28 cm.

20058IMAGENS QUE CURAM
Práticas de visualização para a saúde física e mental
Autor: Gerald Epstein
EDITORA ÁGORA

As últimas descobertas da ciência comprovam que corpo e mente são indissociáveis, principalmente quando se trata de saúde. Neste livro, o dr. Gerald Epstein, baseado em sua prática como médico e terapeuta, ensina técnicas de visualização que ajudam a curar os mais diversos distúrbios, como depressão, asma, artrite, hipertensão, ansiedade e tensão pré-menstrual.

………
50108FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MG EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

 

REUMATOLOGISTA MEXICANO, AUTOR DA MG EDITORES, PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE FIBROMIALGIA NA UNIFESP

A UNIFESP promove no dia 14 de abril, terça-feira, das 9h30 às 16h30, o Seminário “Fibromialgia e dor crônica sem mistérios: uma visão integrativa”, que acontece no Anfiteatro Boris Casoi, na UNIFESP/Campus Vila Clementino. Um dos principais palestrantes do evento, que é gratuito e aberto ao público, será o reumatologista mexicano Manuel Martinez-Lavin, uma dos maiores especialistas no tema. Ele é autor do livro Fibromialgia sem mistérios, lançado em 2014 pela MG Editores.

50108A fibromialgia acomete entre 2% e 5% da população mundial, quase sempre mulheres. É uma dor difusa e crônica que migra por vários pontos do corpo. Como seus sintomas são muitas vezes confundidos com os de outras enfermidades, o diagnóstico é difícil e demorado. No livro, o reumatologista traz um alento para as pessoas que convivem com a doença. Apresentando os principais sinais e sintomas da fibromialgia, ele explica o motivo da tão frequente “confusão diagnóstica”, aponta as prováveis causas da doença e propõe linhas de tratamento efetivas.

Reconhecida como doença apenas nas últimas décadas, a fibromialgia produz múltiplos sintomas físicos e psicológicos. Dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios de sono, dificuldade de concentração, secura nos olhos e na boca, palpitações, endometriose, baixa imunidade e sensação de desalento são algumas das queixas mais comuns dos pacientes.

Na obra, Lavín mostra que a fibromialgia é uma doença complexa, que pode ser confundida com outras enfermidades, e desconhecida por muitos médicos e pela sociedade em geral. Além disso, os novos critérios para o diagnóstico, promulgados em 2010, são controversos. “Essa ignorância conduz inevitavelmente ao mau tratamento de uma multidão de pessoas que é vítima da enfermidade”, complementa. O alto custo econômico e social da doença ajuda a ampliar a falta de entendimento.

O Seminário

A programação completa do seminário pode ser acompanhada pelo site http://goo.gl/weN85F. Além do dr. Lavín, participam a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, a reumatologista Suely Roizenblatt, o psiquiatra Mário César Bazzarella, a psicóloga Elaine de Siqueira Sales, a jornalista Fernanda Soares Andrade e o obstetra Roberto Cardoso, que é autor do livro Medicina e meditação, também pela MG Editores.

Serviço

Seminário: “Fibromialgia e dor crônica sem mistério: uma visão integrativa”
Data: 14 de abril de 2015, terça-feira
Horário: das 9h30 às 16h30
Local: Anfiteatro Boris Casoi – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus Vila Clementino.
Endereço: Rua Botucatu, nº 821 (Bairro: Vila Clementino / 1º andar do Prédio da Oftalmologia), São Paulo.
Público-alvo: Médicos, profissionais de saúde, pacientes e familiares.
Perfil do evento: gratuito e aberto ao público em geral.
Informações: http://goo.gl/weN85F

Para saber mais sobre os livros da MG Editores, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1389/FIBROMIALGIA+SEM+MIST%C3%89RIO