‘8 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE COMO A CIÊNCIA VÊ A CURA GAY’

A liminar concedida pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, causou polêmica ao permitir que psicólogos ofereçam terapias de “reversão sexual” para pacientes gays, sem qualquer censura ou autorização do CFP (Conselho Federal de Psicologia).
O UOL esclarece como a ciência vê esse tema:

1 – A homossexualidade é considerada uma doença?

Não. Desde 1973, a Associação Americana de Psiquiatria excluiu a homossexualidade da lista de doenças listadas no DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

A OMS (Organização Mundial da Saúde) só tomou a mesma decisão em 1990, enquanto o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proibiu os tratamentos desde 1999.

Com a despatologização, o termo homossexualismo foi abandonado, já que o sufixo -ismo é muito usado para nomear doenças.

2 – Se não é doença, o que é?

Uma orientação sexual. Uma série de estudos mostraram que a homossexualidade não passa de uma variação de comportamento comum entre os seres humanos e que não implica em uma diferenciação que pode ser revertida com intervenção médica.

3 – E por que homossexuais procuram ajuda profissional?

Principalmente por causa do preconceito. Por crescer em uma sociedade heteronormativa, os homossexuais passam por um processo difícil de aceitar sua orientação sexual e assumir ela para a família e os amigos. Sem contar que ainda precisam lidar com o preconceito da sociedade em que vivem.

4 – O que fez os psiquiatras não considerarem a homossexualidade um distúrbio?

A classe médica desconsiderou a homossexualidade como distúrbio por dois motivos: uma série de estudos científicos e pela luta dos ativistas LGBT.

Em 1948, o biólogo norte-americano Alfred Kinsey publicou um estudo sobre o comportamento sexual do homem e tratou a homossexualidade como uma possibilidade, não como patologia. Em 1957, a psicóloga Evelyn Hooker também publicou um estudo em que comparou 30 homossexuais com 30 heterossexuais e não identificou qualquer distúrbio psicológico no grupo gay.

5 – E como se sabe que ser gay não é uma escolha?

Isso é demonstrado também por uma série de estudos comportamentais e biológicos. Um deles feito pelo neurocientista Simon LeVay encontrou uma evidência biológica de que os homens gays já nascem com essa orientação por conta de uma diferença na região do hipotálamo.

Um outro estudo citado pela APA (Associação Americana de Psiquiatria) avaliou 3.261 gêmeos com idades entre 34 e 43 anos e revelou que “análises quantitativas mostraram uma variação do comportamento atípico do gênero durante a infância e que a orientação sexual dos adultos é em parte devida à genética”.

Outra evidência observada pelo cientista belga Jacques Balthazat é que a exposição a certos hormônios durante o desenvolvimento fetal tem um papel importante na orientação sexual. O estudo concluiu que homossexuais foram expostos a atípicas condições endócrinas durante a gestação.

A Associação Americana de Psiquiatria diz que “a opinião preponderante da comunidade científica é que há um forte componente biológico na orientação sexual, e que interação genética, hormonal e fatores ambientais interagem na orientação de uma pessoa”.

6 – Um especialista, como um psicólogo, pode ajudar a fazer com que um homossexual vire heterossexual?

O papel do psicólogo não é “curar”, mas, sim, ajudar o paciente a buscar qualidade de vida em todos os aspectos, inclusive sexual. Após a decisão do juiz brasileiro, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) soltou uma declaração, dizendo que a homossexualidade não deve ser tratada.

7 – E o que provou que a cura gay não funcionava?

Os principais tratamentos focavam na apresentação de uma série de estímulos homoeróticos e, ao mesmo tempo, administração de substâncias que provocassem enjoos e nojo. Outras terapias, também violentas, eram administração de hormônios e eletroconvulsoterapia.

No entanto, uma série de estudos científicos desqualificou “esses tratamentos” por não terem material clínico suficiente de modificação na orientação sexual. Sem contar que uma série de estudos antropológicos também comprovavam que existiam gays entre outros povos, como gregos e indígenas. E esse comportamento era encarado com naturalidade entre esses povos.

8 – Quais as consequências de um “tratamento de reorientação sexual”?

Esse tipo de “tratamento” pode causar frustrações não só para o paciente, mas para seus familiares. Além de comprometer a saúde mental por aumentar o risco de depressão, suicídio e ansiedade.

Fontes: Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas); Carla Zeglio, diretora e psicoterapeuta sexual do INPASEX; Christian Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP; Edith Modesto, psicanalista e fundadora do GPH (Grupo de Pais de Homossexuais).

Matéria publicada originalmente no UOL Comportamento, em 23/09/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/09/23/8-perguntas-e-respostas-sobre-como-a-ciencia-ve-a-cura-gay.htm

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Conheça o livro de Edith Modesto, uma das fontes da matéria e autora das Edições GLS:

ENTRE MULHERES
Depoimentos homoafetivos

Este livro traz depoimentos de mulheres lésbicas e bissexuais de várias idades, profissões e classes sociais. Os temas são variados: relações familiares, juventude, religião, trabalho e preconceito. Trata-se do relato vivo da experiência de cada uma dessas mulheres, que deixaram todo o conforto emocional do mundo convencional para viver a dura vida de homossexual em um país tipicamente machista.

‘ALEMANHA INDENIZARÁ HOMOSSEXUAIS CONDENADOS APÓS A GUERRA’

A Alemanha vai indenizar 50.000 homens condenados por homossexualidade com base em um texto nazista que permaneceu em vigor muito tempo depois da guerra, anunciou nesta quarta-feira o ministro da Justiça, Heiko Maas.

“Nunca poderemos remover as abjeções cometidas em nome do Estado de direito, mas queremos reabilitar as vítimas”, prometeu em um comunicado o ministro social-democrata.

Ele anunciou uma lei especial que anula as condenações e prevê indenizações, a fim de poupar uma abordagem individual.

A principal associação alemã de gays e lésbicas, LSVD, instou o governo a agir antes das próximas eleições parlamentares de 2017 para “restaurar a dignidade das vítimas”.

A iniciativa “chega tarde, muito tarde”, lamentou o jornal Berliner Zeitung, notando que algumas das partes interessadas já “morreram há muito tempo”.

A gravidade do antigo artigo 175 do Código Penal alemão, adotado em 1871 e que condenava “os atos sexuais contra a natureza (…), seja entre pessoas do sexo masculino ou entre homens e animais”, foi reforçada por um texto nazista de 1935 que previa até dez anos de trabalhos forçados.

No entanto, a homossexualidade feminina nunca foi criminalizada, embora os nazistas tivessem considerado a questão várias vezes.

Mais de 42.000 homens foram condenados sob o Terceiro Reich, enviados para a prisão e alguns até para campos de concentração. Todos foram reabilitados por uma primeira lei de 2002, que também anulou as condenações de desertores da Wehrmacht.

Mas o artigo 175 foi mantido no pós-guerra, sendo o único vestígio legal da perseguição nazista, e levando a 50.000 novas condenações na jovem democracia da Alemanha Ocidental.

Estes processos ocorreram essencialmente até 1969, quando o artigo 175 retornou a sua versão anterior de 1935, mas o texto foi revogado em 1994.

Na Alemanha Oriental, o artigo 175 foi restaurado imediatamente após a guerra na sua versão original e foi abolido em 1968.

Texto da AFP-Agence France-Presse, publicado no UOL Notícias em 11/05/2016. Para acessá-lo: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2016/05/11/alemanha-reabilitara-homossexuais-condenados-apos-a-guerra.htm

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Para saber mais os chamados “triângulos-rosa”, conheça a história de Rudolf Brazda:

70013TRIÂNGULO ROSA
Um homossexual no campo de concentração nazista
Autores: Rudolf Brazda, Jean-Luc Schwab
MESCLA EDITORIAL

Identificados como “triângulos-rosa”, milhares de homossexuais foram enviados para campos de concentração pelo regime de Hitler. Rudolf Brazda, que recebeu a matrícula 7952, ficou preso em Buchenwald por dois anos. Conhecido como o último sobrevivente gay do campo, faleceu aos 98 anos, pouco depois de receber a medalha da Legião de Honra francesa, honraria suprema daquele país. No livro, ele faz um relato ímpar, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica e marcado pela dor e pela esperança de quem sobreviveu aos horrores do nazismo.

 

‘ESTUDO SUGERE QUE ASSUMIR ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA É MELHOR PARA O ALUNO’

Adolescentes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) que “saem do armário” quando estão na escola tendem a ter uma autoestima mais elevada e níveis mais baixos de sintomas depressivos ao chegar à idade adulta, em comparação com jovens que escondem sua orientação sexual. A conclusão é de um estudo conduzido pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

O trabalho, publicado no American Journal of Orthopsychiatry, é um dos primeiros a documentar os benefícios de se assumir a orientação sexual na escola, apesar do fato de muitos jovens sofrerem bullying por causa disso.

A equipe, coordenada pelo pesquisador Stephen Russel, analisou dados de uma iniciativa conhecida como Projeto Aceitação Familiar, que inclui pesquisas e intervenções promovidas pela Universidade do Estado de São Francisco para o bem-estar de crianças e adolescentes GLBT.

A pesquisa contou com 245 jovens brancos de 21 a 25 anos do projeto, que relataram ter sofrido bullying na escola por causa de sua orientação sexual, tendo saído ou não do armário. O grupo que assumiu a condição na escola apresentava uma autoestima mais elevada, mais satisfação com a vida e menos índices de depressão.

Russell comenta que adolescentes GLBT com frequência são orientados pelos adultos a manter sua orientação sexual em segredo, até para se protegerem de agressões e constrangimentos. Mas a pesquisa mostra que o conselho pode não ser o melhor para esses jovens a longo prazo, já que esconder algo tão importante sobre a própria identidade pode afetar a saúde mental.

Um dos fatos que incentivou Russell a fazer a pesquisa foi o caso de uma escola, na Flórida, que em 2008 foi processada por vetar a criação de um grupo de gays assumidos. Os diretores argumentaram que isso seria prejudicial aos próprios estudantes, e o pesquisador, na época, viu o quanto faltavam trabalhos para fundamentar a decisão da Justiça.

De qualquer forma, antes que qualquer adolescente tome a decisão de sair do armário, é preciso pesar bem os prós e os contras, pois nem tudo que é bom para a maioria é bom para todo mundo. Também vale a pena levar em consideração que alguns indivíduos demoram mais para definir sua orientação sexual do que outros.

Texto publicado originalmente no Blog do Jairo Bouer, em 10/02/2015. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2015/02/10/estudo-sugere-que-assumir-orientacao-sexual-na-escola-e-melhor-para-o-aluno/

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro Uma outra verdade, do psicólogo Claudio Picazio:

30058UMA OUTRA VERDADE
Perguntas e respostas para pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência
Autor: Claudio Picazio
EDIÇÕES GLS
A adolescência é, por si só, uma fase complexa. Porém, quando o jovem se descobre homo ou bissexual, as complicações aumentam. Especialista no atendimento desse público, Claudio Picazio aborda neste livro os problemas enfrentados pelos adolescentes LGBT e aponta soluções baseadas na ética e no resgate da dignidade.

Para conhecer todos os títulos do autor pelas Edições GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/claudio+picazio//all/0

29 DE AGOSTO, DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA

Faz 18 anos que a data foi instituída, desde que o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale) foi realizado em 1996 no Rio.

A data é séria e fala de combate a toda espécie de preconceito de gênero, da luta contra a discriminação e a opressão. Vários eventos estão acontecendo pelo Brasil para discutir políticas de direitos humanos e casos de sucesso.

O 1º Seminário Nacional de Lésbicas, organizado em 1996 pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (Colerj), teve um resultado simbólico: a letra L, de lésbicas, passou a fazer parte da sigla LGBT, firmando o compromisso do movimento homossexual com a pauta das lésbicas.

VangeLeonelParte das comemorações deste ano, na quinta-feira (28), em Brasília, a cantora paulistana Vange Leonel, morta aos 51 anos no último dia 14 de julho, recebeu uma homenagem. Além de cantora (Vange é a autora da música “Noite Preta”, tema de abertura da novela “Vamp”), ela era escritora e colunista. Escreveu os livros “Lésbicas”, “Baladas para as Meninas Perdidas” e “Grrrrls, Garotas Iradas”, além da peça teatral “As Sereias de Rive Gauche” e foi autora da coluna GLS da Revista da Folha, do jornal “Folha de São Paulo”.

Texto publicado no iGay em 29/08/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://igay.ig.com.br/2014-08-29/no-dia-da-visibilidade-lesbica-29-de-agosto-o-igay-da-a-sua-contribuicao.html

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Conheça alguns livros das Edições GLS para o público feminino:

30037BALADA PARA AS MENINAS PERDIDAS
Autora: Vange Leonel

Imagine se Peter Pan, Wendy e Sininho fossem lésbicas à solta na noite de uma metrópole, e a Terra do Nunca uma boate da moda cheia de meninas perdidas?
Numa divertida releitura da clássica história, o novo livro de Vange Leonel retrata a cena clubber de jovens lésbicas modernas com toques de romance, música eletrônica, filosofia, fantasia e muito, muito sexo. Imperdível.

30038HEROÍNAS SAEM DO ARMÁRIO, AS
Literatura lésbica contemporânea
Autora: Lúcia Facco

Os romances lésbicos produzidos atualmente não chegam a ter o status de subliteratura, porém de paraliteratura: costumam ser ignorados tanto pela crítica quanto pela academia. Para preencher essa escandalosa lacuna, Lúcia Facco, mestre em Literatura Brasileira pela UERJ, analisa cinco romances escritos por e dirigidos a lésbicas. O formato de seu trabalho já lembra um romance, construído na forma de cartas que a personagem envia a amigas e professores a respeito de sua orientação sexual. Leitura acessível, raro estudo teórico sobre o tema.

30052ENTRE MULHERES
Depoimentos homoafetivos
Autora: Edith Modesto

Este livro traz depoimentos de mulheres lésbicas e bissexuais de várias idades, profissões e classes sociais. Os temas são variados: relações familiares, juventude, religião, trabalho e preconceito. Trata-se do relato vivo da experiência de cada uma dessas mulheres, que deixaram todo o conforto emocional do mundo convencional para viver a dura vida de homossexual em um país tipicamente machista.

30054AS LÉSBICAS
Mitos e verdades
Autora: Stéphanie Arc

Este livro destrincha as ideias preconcebidas sobre lesbianismo que circulam em nossa cultura e as comenta à luz de informações recentes e objetivas. Os temas vão de preconceitos sobre identidade, até concepções sociais. A autora aborda ainda a mistura de conceitos populares errôneos, as causas para que tenham se difundido, exemplos históricos e o que se sabe hoje a respeito do lesbianismo.

Veja todos os livros da GLS: http://www.gruposummus.com.br/edgls/?editora=edgls

REPORTAGEM DA REVISTA ISTOÉ CITA O LIVRO “A TV NO ARMÁRIO”

A edição 2303 da revista IstoÉ, publicada em 15 de janeiro, deu destaque para o livro A TV no armário (Edições GLS), do jornalista Irineu Ramos Ribeiro. A reportagem, intitulada “Um personagem contra o preconceito” – capa da edição – mostra como a atuação do ator Mateus Solano, 30057na novela Amor à vida, colocou o debate sobre a homossexualidade nos lares brasileiros. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/nwpdNB.

Em pleno século XXI, os meios de comunicação ainda abordam a questão da homossexualidade de forma preconceituosa. Embora se esforcem para ser “politicamente corretos”, na prática, são incapazes de lidar com a diferença. Para Ribeiro, a mídia, em geral, aponta a sexualidade com deboche, discriminação e caricaturização. No livro A TV no armário, ele analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. “Está na hora de mudar de rumo”, afirma, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.

Fruto de ampla pesquisa, desenvolvida durante dois anos, incluindo também a observação de toda a programação de TV, a obra abre caminhos para problematizar a maneira pejorativa como a comunidade LGBT é retratada na telinha. Ribeiro mostra, em quatro capítulos, que os meios de comunicação ainda precisam percorrer um longo caminho para retratar as diferenças de gênero, ajudando a reafirmar a identidade gay e a construir um mundo onde a diversidade seja respeitada. “A TV tem dificuldade de se pautar por abordagens que informam sobre a amplitude que o tema sexualidade implica. A consequência disso é que acabam se restringindo à reprodução de enfoques que estimulam o preconceito”, complementa o autor.

Ao longo da obra, o autor discorre sobre o limiar dos gêneros, abordando questões como ambiguidade, identidade, sexualidade e formas de pensar. Fala sobre o desenvolvimento das identidades sexuais “proscritas” no decorrer do século XX e as relações de poder na mídia televisiva. Faz um breve histórico do movimento homossexual no mundo e de algumas de suas lutas até chegar à década de 1970, quando o gênero passa a ter uma conotação social ampla. “O conceito de gênero se refere à construção social e cultural que se organiza a partir da diferença sexual”, revela o autor.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1217/TV+no+arm%C3%A1rio,+A

MARILIA GABRIELA ENTREVISTA KLECIUS BORGES NESTA QUARTA, DIA 14 DE AGOSTO

O programa Gabi Quase Proibida, do SBT, apresentado por Marília Gabriela, entrevista nesta quarta-feira, dia 14 de agosto, à meia-noite, o psicólogo Klecius Borges. No bate papo, ele fala sobre homoafetividade, identidades sexuais, terapias de casais e do seu novo livro Muito além do arco-íris (Edições GLS). Veja programação no site da emissora: http://goo.gl/BqHBeh.

Será que os casais homossexuais têm os mesmos problemas de relacionamentos que os casais heterossexuais? As mesmas dúvidas, os mesmos dilemas, as mesmas preocupações? Para Borges, a resposta é simples: não. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro, o psicólogo começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

KLECIUS BORGES FALA SOBRE O PROJETO DA CURA GAY AO JORNAL DA CULTURA

O psicólogo Klecius Borges, especialista em terapia afirmativa e autor do livro Muito além do arco-íris (Edições GLS), concedeu entrevista ao Jornal da Cultura (TV Cultura), no dia 21 de junho. Ele falou sobre o polêmico projeto, batizado de Cura Gay, que foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Acompanhe a reportagem que começa aproximadamente aos 40 minutos: http://goo.gl/6Xv56

No livro Muito além do arco-íris, Borges apresenta uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa. Segundo o psicólogo, as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, diz ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações. Na obra, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

 

VEJA ENTREVISTA DO PSICÓLOGO KLECIUS BORGES À TV ESTADÃO

O psicólogo Klecius Borges, que acaba de lançar o livro Muito além do arco-íris (Edições GLS), esteve nos estúdios da TV Estadão na semana passada. Na entrevista, gravada em dois blocos, ele falou sobre Parada Gay, diretos homossexuais, preconceito e sexualidade. Assista ao vídeo da reportagem:

Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, Borges afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório pelos homossexuais. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Mesmo as questões ligadas à afetividade e à sexualidade, propriamente ditas, embora comuns a todos, não importando a orientação sexual, neste grupo apresentam peculiaridades, dilemas e desafios próprios de uma natureza de relacionamento fundada na duplicidade de gênero. “Mas por falta de modelos aceitos e reconhecidos no âmbito social, tais indivíduos se espelham ainda nos padrões e modelos heterossexuais”, complementa Klecius.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

Para conhecer o outro livro do autor, também publicado pelas Ediçõe GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1173/Terapia+afirmativa

 

AUTOR DO LIVRO “MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS” DÁ ENTREVISTA AO SITE IG

Em entrevista ao site IGay, o psicólogo Klecius Borges, autor do livro Muito além do arco-íris, que acaba de ser lançado pelas Edições GLS, fala sobre o comportamento do personagem Félix, da novela Amor à vida, da TV Globo, e sobre o seu livro. Leia a íntegra: http://goo.gl/pPpRw

Será que os casais homossexuais têm os mesmos problemas de relacionamentos que os casais heterossexuais? As mesmas dúvidas, os mesmos dilemas, as mesmas preocupações? Para o autor, a resposta é simples: não. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório.

O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro Muito além do arco-íris, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris