‘EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS É NECESSÁRIA PARA QUE O SEXO NÃO SEJA REPRIMIDO’

Artigo de Regina Navarro publicado originalmente em seu blog no UOL Universa,
em 09/01/2019.

Pesquisa Datafolha, feita com 2077 pessoas em 130 municípios, perguntou aos brasileiros sobre dois temas: educação sexual e discussão política em sala de aula. A conclusão foi de que 54% concordam com educação sexual nas escolas e 71% acreditam que assuntos políticos devem ser abordados.

Escolhi o primeiro tema para tratar aqui. A educação sexual nas escolas é fundamental, na medida em que contribui para evitar gravidez precoce, DSTs, homofobia e violência contra a mulher. O debate com os alunos pode contribuir, e muito, para a diminuição dos preconceitos e a maior aceitação da diversidade.

Desde cedo as crianças aprendem que todas as ofensas e xingamentos estão ligados ao sexo. A partir daí concluir que sexo é algo sujo e perigoso é o caminho mais comum. A consequência na vida adulta é a grande quantidade de pessoas que sofrem com seus medos, culpas, dúvidas, frustrações e disfunções sexuais.

O psicoterapeuta e escritor José Ângelo Gaiarsa dizia que sexo reprimido é liberdade reprimida e acrescentava: “O sexo é responsável pela maior perseguição na área dos costumes humanos e o maior mistério diante do óbvio. Todas as forças repressoras de todas as épocas se voltaram sistematicamente contra a sexualidade humana”.

Um bom exemplo é o que ocorreu, há pouco mais de um ano, quando 150 pais indignados fizeram um abaixo-assinado e o entregaram ao Ministério Público de Rondônia. Eles queriam a retirada de um livro escolar da 8ª série que tem ilustrações de um pênis, autoexame de mama e do órgão reprodutor feminino, na cidade de Ji-Paraná (RO).

Sem ser percebida como tal, a repressão sexual vai se instalando e condiciona o surgimento de valores e regras para controlar a sexualidade das pessoas. Tudo isso passa a ser visto como natural, fazendo parte da vida, o que causa grandes prejuízos.

Para ler na íntegra, acesse: https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2019/01/09/educacao-sexual-nas-escolas-e-necessaria-para-que-o-sexo-nao-seja-reprimido/

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Conheça alguns dos livros do já falecido psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa, mencionado no artigo:

 

AMORES PERFEITOS

Para J. A. Gaiarsa, um dos maiores críticos da família e da hipocrisia social que a cerca, o conjunto de regras que obedecemos desde que nascemos – regras essas que transmitimos a nossos filhos mesmo tendo sofrido com elas – só serve a um propósito: o da opressão. Neste livro, ele mostra que o amor não pode ficar restrito a determinadas amarras. Prepare-se para rever todos os seus (pre)conceitos sobre fidelidade, família, relacionamentos e felicidade.

 

SEXO: TUDO QUE NINGUÉM FALA SOBRE O TEMA

Como o próprio título indica, e sendo o autor quem é, este livro fala sobre intimidades, em linguagem permitida apenas com o espelho ou pessoas muito íntimas. A intenção era essa mesmo: ajudar o leitor a despir suas máscaras sociais e refletir com honestidade sobre sua própria sexualidade, que inclui o corpo a corpo e a afetividade.

 

EDUCAÇÃO FAMILIAR E ESCOLAR PARA O TERCEIRO MILÊNIO

Gaiarsa combate aqui a idéia de que o indivíduo nasce com aptidões mínimas de aprendizado. Ao contrário, a revolução pedagógica proposta pelo autor fundamenta-se em que toda criança, ao nascer, é um gênio potencial; aprender vai muito além de palavras; durante a infância são incutidas no indivíduo grande parte das perturbações mentais, psiconeuróticas e psicossomáticas que conhecemos. Obra indicada para psicólogos, educadores e leigos.

 

SOBRE UMA ESCOLA PARA O NOVO HOMEM

Aqui o autor ajuda a questionar (e demolir!) o sistema educacional brasileiro, que, segundo ele, é arcaico e reacionário. Educar significa conduzir, diz ele, e a escola não está cumprindo seu papel. Além de críticas, o livro traz idéias e propostas para humanizar o ensino e ajudar as crianças a se prepararem para um mundo diferente.

 

A FAMÍLIA DE QUE SE FALA E A FAMÍLIA DE QUE SE SOFRE
O livro negro da família, do amor e do sexo

Ardoroso defensor da criança em estado puro – ou seja, sem a intervenção maléfica dos adultos –, José Angelo Gaiarsa analisa nesta obra, em edição revista, como transformamos um ser pleno de possibilidades em um indivíduo mesquinho, preconceituoso e frustrado.

A fim de inspirar novas leis sobre a família e provocar no leitor reflexões sobre seu modo de agir diante dos filhos e da vida, o autor propõe o resgate do prazer, da amorosidade e da espontaneidade para aprimorar os relacionamentos. Afinal, diz ele, “a finalidade primeira de qualquer civilização amante da vida é empenhar-se por inteiro para que a geração seguinte seja definitivamente melhor, oferecendo a todo ser humano recém-nascido tudo de que ele precisa e todos de que precisa”.

 

PAULO BETTI CITA O LIVRO “TRATADO GERAL SOBRE A FOFOCA” EM ENTREVISTA À FOLHA

O ator Paulo Betti, que vai interpretar um blogueiro ressentido e fofoqueiro na próxima novela das 21h, na TV Globo, disse em entrevista ao caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, neste domingo (20 de julho), que leu o livro Tratado geral sobre a fofoca (Summus Editorial), do psiquiatra José Angelo Gaiarsa, que faleceu em 2010, como parte da preparação para viver o personagem. Leia a íntegra da entrevista: http://goo.gl/fLT75y

10003De forma altamente sugestiva, polêmica e séria, Gaiarsa descreve no livro a maneira como todos nós estamos envolvidos, tanto como vítimas quanto como agentes da fofoca.

Para falar do conceito da fofoca, ele apresenta, com segurança e desenvoltura, ideias da psicanálise, do existencialismo, da fenomenologia, da bioenergética, da biomecânica, da psicologia social e do biofeedback. Segundo ele, por meio da fofoca é possível compreender e explicar inúmeros fatos da vida social e psicológica.

A análise precisa e profunda do tema consegue mostrar que a fofoca é – possivelmente – a mais importante dentre todos os fatores que influenciam e modelam a personalidade e o princípio das instituições sociais.

Iconoclasta, irreverente e pioneiro, Gaiarsa era um dos mais conhecidos e respeitados profissionais do país. Em 54 anos de carreira, publicou mais de 30 livros, a maioria deles pela Editora Ágora.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/2/Tratado+Geral+sobre+a+Fofoca

Para conhecer todos os livrosde J. A. Gaiarsa publicados pelo Grupo Summus, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/gaiarsa/all/0

 

ÁGORA LANÇA EDIÇÃO REVISTA DE “AMORES PERFEITOS”, DE J.A.GAIARSA

José Ângelo Gaiarsa foi um dos maiores críticos da família e da hipocrisia social que a cerca. Para ele, um número enorme de regras que obedecemos desde que nascemos – e que transmitimos a nossos filhos mesmo tendo sofrido com elas – só serve a um propósito: o da opressão.

No livro Amores perfeitosque chega às livrarias em 17ª edição revista pela Editora Ágora – ,  ele mostra que o amor não pode ficar restrito a determinadas amarras e revela todos os seus (pre)conceitos sobre fidelidade, família, relacionamentos e felicidade. Gaiarsa, que faleceu em 2010, propõe uma nova forma de cooperação e união e defende: o amor é um só. Dividir e classificar os “tipos” de amor, segundo ele, condiciona os relacionamentos e seria consequência direta da intromissão da família nos envolvimentos afetivos: “Só o amor pode nos humanizar, e a família é o principal obstáculo à expansão do amor entre as pessoas”, avalia o autor.

Para Gaiarsa, a família monogâmica não se constituiu nem para a felicidade nem para a realização pessoal. “Para surpresa de muitos, o ambiente familiar – pai, mãe e filho – está longe de ser a melhor influência na formação da criança”. Escudando-se no objetivo de prover segurança, diz o autor, a família se põe sempre a favor do sistema vigente, fazendo-se a primeira e a mais fundamental instância repressora – a fim de preparar o ser humano para o mundo. Não raro, entretanto, isso acontece com pouco respeito ao amor individual e ao desenvolvimento global.

Com uma linguagem direta, o autor mostra as funções não reprodutoras da sexualidade e o quanto ela pode ser benéfica para a vida em sociedade. Entre outros exemplos, ele cita inclusive o comportamento dos animais. “Quanto mais diferenciado o grupo animal, maior a proximidade permanente entre machos e fêmeas, independentemente do cio. O sexo, mesmo entre os primatas, parece estar de algum modo se sublimando em contato carinhoso, carícia, aconchego e prazer”, de acordo com o autor. As vantagens são a presença de mais solidariedade, mais disposição para a cooperação e menos agressividade no grupo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1354/Amores+perfeitos

O ESPELHO MÁGICO

Editado pela primeira vez em 1973, O espelho mágico – Um fenômeno social chamado corpo e alma, da Editora Ágora, permanece atualíssimo e toca em um dos assuntos preferidos do saudoso psiquiatra J.A. Gaiarsa: a hipocrisia. Quem de nós realmente encara o espelho e se vê? Mostrando que a dicotomia entre corpo e alma é um dos maiores empecilhos à evolução humana, o autor nos faz perceber que o confronto com nosso eu, embora dolorido, é um dos caminhos para a mudança.

Primeiro título lançado com nova identidade visual depois da morte do psiquiatra, em 2010, a obra está na 14ª edição. Dividida em 24 capítulos ilustrados, chega ao leitor com o texto revisado, porém mantendo a fórmula de escrita bem humorada, característica marcante do autor.

O autoconhecimento, segundo Gaiarsa, é a chave para combater a hipocrisia. Para ele, em geral, nunca dizemos o que pensamos. “Porque queremos crer, porque precisamos crer que não mostramos aquilo que não fica bem, que não é elegante, que é mau ou feio”, afirma. Na opinião do psiquiatra, essa divergência entre o que se acredita estar mostrando e o que o outro vê gerou uma das dicotomias mais falsas de toda a história do pensamento humano – a noção de corpo e alma. Sendo que a alma é aquilo que acho que estou mostrando; e o corpo é aquilo que o outro vê.

Somente quando nos conhecermos melhor passaremos a agir de forma mais livre e espontânea, cobrando menos dos outros. “Quando olhamos [no espelho], fazemos a cara que nos apraz ou vemos a cara que nos convém. […] Sempre olhamos para o espelho com alguma intenção e, por isso, nada mais vemos fora dessa intenção. A intenção é um seletor de estímulos. Por isso o espelho não serve para nos mostrar nossa face, que, lembremos, é uma estranha face para nós”, afirma Gaiarsa.

A cegueira que temos em relação a nossa imagem e a influência que ela tem sobre as pessoas determina um tipo de jogo nas relações pessoais, segundo o psiquiatra. “A verdade simples é que ninguém esconde muito o que sente nem consegue disfarçar quando está disfarçando, mas como na própria classe todos usam o mesmo artifício e praticam o mesmo embuste ninguém denuncia ninguém. E a mentira de cada um subsiste à custa da mentira de todos”, afirma.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1333/ESPELHO+M%C3%81GICO,+O

REVISTA PAIS E FILHOS SUGERE LEITURA DE LIVROS DE GAIARSA

A edição de fevereiro da revista Pais e Filhos sugeriu a leitura de dois livros do psiquiatra José Ângelo Gaiarsa. Em A cartilha da nova mãe e Minha querida mamãe, ambos da Editora Ágora, ele fala da grande importância do papel materno. A obra do psiquiatra, que faleceu em 2010, ganhará nova identidade visual em 2013 e sairá também em formato digital. Para ler a reportagem da Pais e Filhos, acesse: http://goo.gl/Qa2zp

Os livros Minha querida mamãe e A cartilha da nova mãe são obras complementares, que trazem uma abordagem ampla da relação entre mães e filhos. Com seu habitual texto direto, vigoroso e cheio de humor, Gaiarsa enfrenta a mitologia familiar e faz questionamentos  sobre o velho e o tradicional papel da mãe, em busca de novos conceitos.

Gaiarsa expõe os problemas familiares habituais e mostra a evolução dos costumes, além de tratar da importância de os pais assumirem os maus sentimentos e as más intenções que experimentam diante dos atritos e irritações familiares. “Admitir esses sentimentos é a maior dificuldade da história. A mitologia familiar é tão angelical ou divina que não cabem diabinhos, raivas, ciumeiras ou invejas”, explica Gaiarsa.

O autor também apresenta um painel amplo e variado sobre o cotidiano, apontando caminhos para cada tipo de conflito. O objetivo é contribuir para que mães e filhos se conheçam melhor, estimulando a percepção, a comunicação e a satisfação nos ambientes familiares.

Para saber mais sobre os livros do autor, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//José+Ângelo+Gaiarsa