‘MULHERES CONTAM AS MAIORES CULPAS QUE SURGIRAM COM A MATERNIDADE’

Por mais injusto que possa parecer, o sentimento de culpa é algo que chega junto com a maternidade. Os motivos vão dos mais comuns, como os planos de parto e amamentação não saírem como o desejado, até aqueles que surgem depois do período de licença, como o fato de deixar o filho para voltar ao trabalho. Cada uma segue e lida com suas dores de uma forma.

E é bom que seja assim. Segundo Anna Mehoudar, psicanalista do Gamp 21 (Grupo de Apoio à Maternidade e Paternidade), ser mãe [e pai] é um aprendizado contínuo, que não termina no primeiro mês ou ano dos filhos.

“No começo da vida materna, a mulher precisa lidar com a ambivalência de ter nos braços algo que sempre quis (ou não necessariamente) e sofrer por tê-lo. O conflito psíquico está presente. Nesses momentos, o entendimento de que a figura dela como pessoa não se desfez com a chegada do bebê é essencial.”

Além disso, a especialista cita a pressão da sociedade, que idolatra a infância e faz a mãe se sentir culpada por não cuidar da criança da forma “ideal”. “É perfeitamente aceitável que os pais queiram dar tudo do bom e do melhor, mais do que tiveram e o famoso discurso de não cometer os erros daqueles que os criaram. Entretanto, não é possível ter controle de tudo e, muitas vezes, os planos não saem como previstos e o filho está ‘muito bem, obrigada'”.

Diante de todos esses embates, é preciso procurar ajuda, seja especializada, na terapia, ou em grupos para que encontre semelhantes.

A seguir, conversamos com cinco mulheres sobre as culpas que as acompanham na caminhada da maternidade.

Terapia me fez entender que não posso fazer o papel do pai

“Desde que meus filhos tinham 2 e 3 anos, sou separada do pai e me sinto muito culpada pela responsabilidade de cria-los sozinha. Preciso responder pela educação, valores e tudo o que tange a formação deles como ser humano, e não sinto que faço com excelência. Tento dividir esses conflitos com meu ex-marido, que só convive com as crianças de 15 em 15 dias, mas sou ignorada. Além dessa falta de apoio do pai deles, conto com a cobrança dos familiares. Quando me vi sem ânimo, paciência e descontando nos meus filhos toda essa frustração, comecei a fazer terapia. Estava enxergando o meu papel como ‘o chato’ da vida deles, mas, hoje, também com a ajuda de grupos relacionados à maternidade, consegui ampliar minha visão sobre o assunto. Sigo sem apoio e reconhecimento, mas entendi que não posso deixar de fazer o meu papel de mãe, mas que não sou o pai. A responsabilidade é dele e não devo me culpar pela atitude dos outros”, Daniela, 34, mãe de duas crianças, de 7 e 8 anos.

Minha filha estava abaixo do peso por minha culpa

“Ser mãe é a experiência mais legal e sofrida que o ser humano pode viver. É uma mistura de sentimentos. Ao mesmo tempo que amo minha filha de uma forma indescritível, já tive (e tenho) pensamentos de arrependimento por ter decidido tê-la. Então, no primeiro sorriso, vem a culpa de ter sentido isso. Eu não tive o parto que desejei, passei por uma cesárea depois de cerca de sete horas em trabalho de parto. Fiquei muito frustrada. Depois disso, quando ela estava com três meses, em uma consulta com o pediatra, descobri que meu leite não era o suficiente. Aquilo me arrasou. Minha filha estava abaixo do peso porque eu não era capaz de alimentá-la da maneira correta? Até hoje não consigo entender como tinha tanto leite, ouvia o choro e não percebia que era fome porque ela tinha acabado de passar mais de uma hora no peito. Acho que esse remorso seguirá para sempre, mas também penso que faz parte dessa loucura que é a maternidade”, Sandra, 32, mãe de uma menina de 2 anos.

Texto parcial extraído de reportagem de Thais Carvalho Diniz, publicada no UOL em 06/10/2017. Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/10/06/mulheres-contam-as-maiores-culpas-que-surgiram-com-a-maternidade.htm

 

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A psicanalista Anna Mehoudar é autora da Summus Editorial. Conheça seu livro:

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DA GRAVIDEZ AOS CUIDADOS COM O BEBÊ
Um manual para pais e profissionais

A gravidez e o parto são marcos na vida da mulher e da família. Neste livro, dedicado a pais e a profissionais de saúde, a psicanalista Anna Mehoudar aborda os aspectos clínicos e psicológicos da gestação e dos primeiros meses com o bebê. Voltada para o parto humanizado e a atenção global à gestante, a obra tem caráter prático e cobre uma vasta gama de assuntos, da mala a ser levada na maternidade à amamentação.

MATERNIDADE, TRABALHO E CARREIRA NO PROGRAMA PONTO DE ENCONTRO

RadioMEga Brasil OnlineNo programa Ponto de Encontro, da Rádio Mega Brasil Online, Vany Laube conversa com a psicopedagoga, psicóloga, escritora e mãe de quatro filhos, Elizabeth Monteiro, autora do best seller A Culpa é da mãe, da Summus, e do recém-lançado Viver melhor em Família, da Mescla Editorial.

Ouça:

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Para saber mais sobre o livro Viver melhor em família, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1438/9788588641440

Para conhecer todas as obras da autora, publicadas pelo Grupo Editorial Summus, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0

MÃE: QUANDO ACABA A TAREFA?

Reportagem do site iG Delas revela que ser mãe não tem prazo de validade, mas a tarefa materna precisa ir se adaptando às diversas fases da vida dos filhos. A psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro A culpa é da mãe (Summus Editorial), e outros especialistas opinam sobre o tema e dão dicas aos pais que estão passando dos limites. Leia a matéria na íntegra: http://goo.gl/OQbOqG

10803No livro A culpa é da mãe, Elizabeth relata suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Partindo das relações familiares na época de sua avó e passando pela própria infância, ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso.

Para convencer as mães sobre a importância de valorizar seus próprios métodos, Elizabeth conta sua experiência na difícil tarefa de criar quatro filhos. Com relatos emocionantes e muitas vezes cômicos, ela fala sobre a dor e a delícia da maternidade, mostrando que a perfeição não existe quando se trata de cuidar de crianças. “Recebo em meu consultório centenas de mães culpadas, perdidas e sofridas. Elas buscam uma receita milagrosa para criar os filhos e contam‑me seus dilemas. Muitas vezes vejo‑me em cada uma delas. Recordo‑me da infância dos meus filhos e das muitas bobagens e erros que cometi simplesmente por não saber, por estar cansada, cheia, impaciente e por ter sido uma mãe jovem e inexperiente”, conta a autora.

O livro traz histórias de três gerações de mulheres de uma mesma família, promovendo o acompanhamento e a comparação das mudanças ocorridas até os dias de hoje. Nos dois primeiros capítulos, a autora fala sobre sua avó e sua mãe, narrando atitudes e comportamentos relativos às respectivas épocas. O terceiro capítulo contempla suas experiências com os filhos, acompanhadas de um tratamento psicológico, que explica os fatos apresentados, contextualizando-os na atualidade e propondo algumas formas de lidar com situações semelhantes. Elizabeth aborda questões como culpa, limites, educação, bullying, emoções, violência, ciúmes, drogas, morte, sexualidade, separação, amizades e projetos de vida, entre outros.

Para saber mais sobre os livros da autora, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/summus/busca/Elizabeth+Monteiro/all/0

 

O RESGATE DA PRÓPRIA HISTÓRIA

A Revista do Correio, encarte do Jornal Correio Braziliense, publicou em março ampla reportagem sobre o livro Reencontro (Editora Ágora), de Denise Kusminsky. Na primeira parte, contou histórias de mães que decidiram doar seus filhos. Na segunda, a reportagem entrevistou os filhos dessas mães. Leia a íntegra dessa reportagem: http://goo.gl/pVVtdq

20113A história de Denise não é incomum. Diante da alternativa de abortar o filho na adolescência, milhares de adolescentes ainda optam pela vida. Uma parte enterra os planos de juventude e assume a maternidade; a outra, da qual Denise faz parte, entrega o filho para adoção. O que torna esse relato único é o ato de coragem. Coragem de vir a público depois de quase 40 anos e contar, pela primeira vez, detalhes do que viveu e ainda vive. Com dignidade, ela encarou os erros para seguir em frente. Quis o destino que ela reencontrasse o filho. Uma história verídica emocionante de mágoa e silêncio, mas também de luta, intuição e amor. Esse é o enredo do livro Reencontro.

“Trata-se de um desabafo e de um meio de organizá-lo em meu coração, além de ser um legado para que meus descendentes conheçam a minha versão de acontecimentos ocorridos tão precocemente na minha vida, mas que me acompanham até hoje”, afirma a autora.

Denise ficou grávida aos 18 anos, em 1975, em uma época de repressões que não provinham apenas da ditadura. Sexo era tabu. Jovem paulistana de classe média, vivia cercada do carinho dos pais e cheia de planos de vida quando encarou a dura realidade. O pai do seu filho, jovem como ela, sugeriu o aborto. Inicialmente, parecia o melhor a ser feito. Depois de percorrer algumas clínicas, no entanto, ela desistiu e preferiu lutar. Empenhada em preservar a vida do filho a qualquer custo, se viu obrigada a aceitar a única alternativa que se apresentou: entregar o bebê a outra família que teria melhores condições de criá-lo.

Sem que ninguém soubesse da gravidez, Denise foi levada à casa dos pais do médico que se encarregaria do parto. Ele também seria o responsável por entregar a criança à família adotiva. Para os amigos e familiares, Denise havia partido para uma viagem de intercâmbio aos Estados Unidos. Isolada, passou cinco meses de gestação acariciando a barriga e tentando dar ao filho um amor intenso, que pudesse compensar o que não poderia oferecer depois.

No dia 7 de setembro de 1975, Denise deu à luz. “Por toda a minha vida eu haveria de levar a lembrança daquele dia. Por anos e anos, bastava fechar os olhos para ouvir de novo aquele choro e reviver o desespero daquele instante”, conta. Para facilitar o rompimento, o médico optou pela cesárea. Segundo ele, o parto normal poderia criar um vínculo que não se pretendia naquele momento. Ele acreditava que a anestesia pudesse aliviar todas as dores. Ledo engano. De volta ao lar, Denise enterrou o assunto com toda a tristeza que ele carregava e decidiu retomar a vida. Casou, teve filhos, depois netos, mas não houve um único dia em que ela não se lembrasse do filho.

Movida pelo desejo de reencontrá-lo, cinco anos depois, contou ao marido o que se passara. Apesar de ter ficado abalado, ele a apoiou e pensaram na hipótese de reaver o menino na justiça. Os advogados, contudo, desaconselharam, afirmando que o melhor a fazer era deixar a criança em paz com a família que tão bem o acolhera. Como, de repente, uma criança já com 5 anos receberia uma mãe que nunca conhecera?

Era um pacto de silêncio que, a princípio, deveria durar para o resto da vida. Mas o destino foi contra. Em outubro de 2009, 34 anos depois, o filho de Denise decidiu procurá-la. O desejo que ela acalentou durante anos, enfim, se tornaria realidade. Um abraço forte, um pedido de desculpas e a certeza de que nada mais seria como antes.

“Foi um milagre tê-lo reencontrado, mas infelizmente não deu tudo certo, nem poderia ter dado. Qual foi a sua primeira palavra? Como era a sua voz? Eu nunca saberei. O tempo passou e não admite volta. Queria tê-lo levado na porta da escola em seu primeiro dia de aula. Ter beijado a sua testa desejando boa sorte. Não ensinei nada ao meu filho. Não temos fotos juntos. Mesmo assim uma vida inteira se passou e nos reencontramos. Temos o direito de ser felizes e de conviver como mãe e filho para sempre, ainda que de forma torta, diferente”, conclui Denise.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1334/REENCONTRO

ELIZABETH MONTEIRO PARTICIPA DO DOMINGO ESPETACULAR, DA TV RECORD

A psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz (Summus Editorial), participou do programa Domingo Espetacular, da TV Record. Ela falou sobre o comportamento das crianças que discutem com os pais. Assista à reportagem no vídeo abaixo:…..

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Falta de tempo, correria, excesso de trabalho, pouco dinheiro, medo de sair na rua… Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos pais modernos. O resultado? Crianças entediadas, desinteressadas, obesas, carentes e, ao mesmo tempo, sem limites. Como criar filhos em tempos tão difíceis? 10890Para Elizabeth – psicóloga, psicopedagoga e mãe de quatro filhos – participar mais da infância dos filhos é um ótimo estímulo para a saúde. E estar junto deles é fazer coisas que sejam também do interesse da criança. No livro, ela aborda os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil” – a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos.

Elizabeth defende a infância. Para tanto, ela mostra a importância do brincar e das brincadeiras. Ao longo do livro, dividido em 15 capítulos, a psicóloga aborda as diversas fases do desenvolvimento de bebês e crianças, dá dicas práticas sobre educação e comportamento, sugere inúmeras brincadeiras e fala sobre os desafios de criar filhos hoje. “Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização”, afirma. Para a autora, as famílias estão passando por várias transformações e as crianças não estão brincando como deveriam.

Segundo a psicóloga, brincar é o melhor remédio para uma criança. A maioria dos pais, diz ela, não imagina até que ponto as brincadeiras ajudam os pequenos e contribuem para que eles sejam adultos criativos e bem-sucedidos. Elizabeth explica também que a criança tem um mundo próprio. “Quanto mais próximos dela estivermos, mais depressa a ajudaremos a compreendê-lo, tomando o cuidado de não impor nossos padrões de adultos”, afirma. Ela esclarece ainda que a criança inicia o desenvolvimento de seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo que a mãe sente. Além disso, diz, o bebê continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo depois do nascimento.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1335/Criando+filhos+em+tempos+dif%C3%ADceis

Para conhecer todos os livros da autora pela Summus Editorial, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0

 

PARA O BEBÊ NÃO CHORAR

A edição de fevereiro da revista Viva Saúde entrevistou o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses, da MG Editores. A reportagem, intitulada “Para o bebê não chorar”, afirma que não há remédio milagroso para controlar o choro dos bebês. Paciência e observação são as melhores formas de evitar o desgaste. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/vuYiX8

Ter um filho é uma das experiências mais emocionantes da vida, mas também uma das mais assustadoras. As mães e os pais de primeira viagem muitas vezes se veem às voltas com problemas que não sabem resolver – e, por causa da inexperiência, acabam transmitindo uma ansiedade que prejudica o relacionamento com o bebê. 50054Como evitar as cólicas? De quanto em quanto tempo amamentar? Quando o recém-nascido pode sair à rua? Como saber se ele está se desenvolvendo corretamente? Por que o bebê não dorme à noite? Por que ele não para de chorar? Essas são algumas das perguntas que o pediatra responde no livro.

Baseada na experiência de mais de três décadas do autor como pediatra, a obra segue uma linha diferente de outros compêndios da área, que enfocam explicações técnicas e clínicas e só falam do “bebê-padrão”. “Os medos e receios de uma mãe, principalmente daquelas que vivem a maternidade pela primeira vez, são únicos. Portanto, o pior caminho é generalizar um problema”, afirma dr. Sylvio. O pediatra, segundo ele, deve ser alguém preparado para ouvir e lidar com a mãe, que tem dúvidas normais e perfeitamente compreensíveis.

Com informações claras, didáticas e tranquilizadoras para o dia-a-dia, o livro foi elaborado na forma de perguntas e respostas. “O objetivo é ajudar as mães a cuidar de seus filhos e estabelecer com eles uma relação de amor e confiança”, diz. Fácil de consultar, a obra pode ser lida de uma vez ou utilizada sempre que houver dúvidas a respeito de algum comportamento ou estado apresentado pelo bebê.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1122/Seu+beb%C3%AA+em+perguntas+e+respostas

 

‘O QUE VOCÊ PODE FAZER PELA AUTOESTIMA DA SUA FILHA’

Demonstrar autoconfiança e valorizar as atitudes e qualidades da garota acima da aparência física são os principais passos para criar uma adulta segura e feliz.

Em vez de se olharem juntas no espelho, conversarem olhando nos olhos uma da outra. A relação entre mãe e filha é determinante na formação da autoestima das meninas e, se focada nos sentimentos e no crescimento mútuo, possibilita, entre outros benefícios, que a garota cresça equilibrada e segura, rumo a uma vida adulta feliz.

“O exemplo da mãe, de como ela trata de suas emoções, como age quando está descontente com algo e como cuida de seu corpo, e principalmente a atitude dela ao ajudar a filha a lidar com suas próprias frustrações e medos, são decisivos para que a criança aprenda a lidar com seus sentimentos. São fatores que ajudam na construção e no fortalecimento da autoestima tanto da mãe quanto da filha, pois ambas se sentem capacitadas para enfrentar a vida e seus desafios”, afirma a psicóloga clínica e pesquisadora Patricia V. Spada, mestre e doutora em nutrição e pós-doutoranda em ciências da saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atuante nas áreas de vínculo mãe e filho, dinâmica familiar e obesidade.

O diálogo e a conexão, portanto, devem ir muito além da aparência. É assim que a bailarina e professora de dança Luciana Arruda faz com a filha Salomé, de dois anos. Como a menina nasceu em meio a ensaios e aulas, sempre foi paparicada pelas pessoas ao redor da mãe. “Percebi que desde cedo diziam ‘Que linda, e que olho lindo!’. Então comecei a falar com ela elogiando suas qualidades, ressaltando a criatividade e a inteligência. Digo sim que ela é linda, mas sempre em um conjunto: os olhos são verdinhos, e cheios de bondade e doçura. Quero que ela cresça sentindo que é amada e aceita pelas virtudes, não pela aparência”, conta.

Bonita, feia, gorda, magra

É normal mulheres adultas se queixarem por quererem perder “aqueles três quilinhos que estão sobrando”, mas há que se ter muito cuidado ao expressar isso diante das filhas. “Tudo que a mãe fala interfere na autoestima da menina. Ela ecoa o que a mãe, que é seu maior exemplo, demonstra”, explica a psicóloga clínica Thais Tinelo. Trocando em miúdos, se ouvir a mãe constantemente dizer que precisa emagrecer, a garota pode tomar como verdade que para ser bonita e feliz é necessário sempre se preocupar em perder peso.

“O papel da mãe é tentar desconstruir esses mitos de beleza e vaidade a que as mulheres são expostas o tempo todo. É evitar focar na estética, no ‘feio’ e no ‘bonito’, e dar valor ao que a filha tem de bom”, diz Thais.

Na visão de Patrícia, a questão de bonita ou feia e gorda ou magra deve ser abordada de acordo com o que a menina trouxer de dúvidas de suas relações externas, e não tratada como um assunto primordial. “Além de subjetivo, o conceito de beleza se desenvolve a partir da autoestima do indivíduo. Uma criança bem amada desde o útero provavelmente terá um conceito sobre si suficientemente consistente, interessante e positivo. A boa autoestima está infinitamente além do que é esteticamente estabelecido pelo social”, defende.

E os questionamentos aparecerão, especialmente perto da puberdade, uma vez que o bombardeio de informações sobre “o corpo perfeito”, “como perder cinco quilos em um mês” e “como turbinar seus seios” é uma realidade no dia a dia. Nessa hora, o já mencionado modelo de comportamento da mãe é fundamental.

É o caso na família da hostess Marcia Marin, mãe de Camila (dez anos), Gustavo (nove anos) e Valentina (dois anos). “Acredito que meu exemplo ajude a definir a segurança deles. A Camila demonstra preocupação com o corpo, por causa das amiguinhas da escola, e digo que ela está em fase de desenvolvimento, que até a adolescência o corpo vai mudando e que ela vai ficar igual à mamãe, se quiser. Ela entende e fica tudo bem”, conta.

Adeptos do estilo de vida alternativo gótico, Marcia e o marido deixam os filhos “livres para decidir o bonito e o feio pelo ponto de vista deles”. Ela ressalta, ainda, que as meninas e o menino são orientados da mesma forma, mesmo que Gustavo tenha uma postura mais despreocupada em relação à aparência.

Luciana vai pelo mesmo caminho com Salomé. “Ela ainda tem dois anos, mas absorve o mundo à sua volta, então procuro que o contato com essa loucura de padrões de beleza seja aos poucos. Quando peço para ela comer legumes, destaco a importância deles para a saúde, não para a forma física. Ser gorda ou magra faz parte da vida, e espero que minha filha seja feliz”.

A bailarina faz bem em ficar atenta a isso desde cedo, pois assim forma uma ligação com a filha e não precisará correr atrás de uma conexão às pressas quando as indagações aparecerem. “Se a família não tiver acesso a como lidar com as emoções de forma a dar um encaminhamento adequado e saudável a elas, podem aparecer sintomas como obesidade, anorexia, vigorexia, isolamento, depressão, baixo rendimento escolar, entre outros”, enumera Patrícia. “São um pedido de ajuda para descobrir ou encontrar sua identidade, o que está diretamente ligado à autoestima. Talvez este seja o momento de procurar a ajuda de um psicólogo”, sugere.

O perigo de criar “mini adultas”

Outro aspecto relevante na construção da autoestima da menina é a vaidade. Não é porque a mãe faz as unhas e se maquia que esses hábitos devam ser estendidos à filha em idades inadequadas. “A vaidade infantil adultizada é perigosa. Uma criança não tem que fazer as unhas aos quatro anos nem que passar batom e sombra com essa idade. Corre-se o risco de ela futuramente ter problemas com a imagem, não aceitar seu rosto sem maquiagem. A criança não precisa disso nesse momento”, argumenta Thais.

“Muitas vezes, as mães as tratam assim para viver o que não conseguiram viver, misturando a vida delas com a da filha”, analisa Patricia. Ela continua: “Tentam ‘forçar’ uma autoestima positiva, sem lembrar que a formação da filha passa antes pela possibilidade de vivenciar da forma mais genuína a infância. A natureza é implacável: se o indivíduo pular fases, a necessidade de vivê-las certamente aparecerá mais tarde, quando nem sempre é possível ou saudável tentar recuperá-las. O ideal é que a criança possa ser criança”.

Na prática, a orientação da mãe é fundamental. “Em vez de brincar de maquiagem, sugira uma brincadeira com peças de montar, com bola. O brincar independente do gênero liberta a menina da vaidade desnecessária e fortalece a autoestima”, recomenda Thaís, que considera os nove anos uma idade adequada para começar a “negociar um batom rosinha para ir a uma festa, um esmalte clarinho de vez em quando”. “As mães têm que dar tempo à infância, que já é tão curta. A menina que se aceita criança aceita melhor a chegada da adolescência e da vida adulta. Em resumo, ela se aceita melhor”, resume a psicóloga.

 

Matéria de Raquel Paulino, especial para o iG São Paulo, publicada em 09/11/2013. Para lê-la na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/filhos/2013-11-09/o-que-voce-pode-fazer-pela-autoestima-da-sua-filha.html

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Você sabia que a Ágora tem um livro que fala especialmente sobre isso? Conheça “É uma menina”, da psicoterapeuta e psicanalista americana Virginia B. Rutter:


É UMA MENINA

Como desenvolver a auto-estima de nossas filhas

Livro que orienta as mães no trabalho de ajudar suas filhas a crescerem confiantes e orgulhosas de sua feminilidade, dos primeiros dias de vida e ao longo de todas as outras etapas de seu crescimento. A autora dá idéias de atitudes práticas e pequenos rituais que podem ser introduzidos na vida cotidiana. É recomendado não só para mães, mas para todas as mulheres – avós tias, madrinhas, madrastas – que convivem intimamente com meninas.

 

JORNAL A TRIBUNA DESTACA O LIVRO “A CULPA É DA MÃE”

A edição de 27 de outubro da AT Revista, encarte do jornal A Tribuna (Santos), deu destaque para o livro A culpa é da mãe (Summus Editorial), da psicoterapeuta Elizabeth Monteiro. A reportagem, intitulada “Entre dois amores”, mostra como ainda é difícil conciliar carreira e maternidade. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/zoMvUH.

Quantas mulheres enfrentam o desafio de ser mãe sem ter aquele sentimento de fracasso e culpa rondando 24 horas por dia? Afinal, viver entre brigas, choros, fraldas, chupetas, além de cuidar da casa, do marido e dar conta do trabalho, não é bem o “paraíso”. É um cotidiano tão estressante que é raro encontrar uma mãe confiante e tranquila sobre o seu papel, sem idealizar a família perfeita. A maioria se sente perdida, e acaba se equivocando exatamente naquela que deveria ser uma de suas principais missões: a educação dos filhos.

No livro A culpa é da mãe, Elizabeth sentencia: a maternidade pode ser menos árdua e mais prazerosa. Para isso, as mães devem se permitir fazer o que consideram melhor para si e para seus filhos sem se guiar por regras ou modelos que, na maioria das vezes, não se adaptam ao seu modo de ser e à sua dinâmica de vida.

Para convencer as mães sobre a importância de valorizar seus próprios métodos, a psicoterapeuta conta sua experiência na difícil tarefa de criar quatro filhos. Com relatos emocionantes e muitas vezes cômicos, ela fala sobre a dor e a delícia da maternidade, mostrando que a perfeição não existe quando se trata de cuidar de crianças. “Recebo em meu consultório centenas de mães culpadas, perdidas e sofridas. Elas buscam uma receita milagrosa para criar os filhos e contam‑me seus dilemas. Muitas vezes vejo‑me em cada uma delas. Recordo‑me da infância dos meus filhos e das muitas bobagens e erros que cometi simplesmente por não saber, por estar cansada, cheia, impaciente e por ter sido uma mãe jovem e inexperiente”, conta a autora.

O livro traz histórias de três gerações de mulheres de uma mesma família, promovendo o acompanhamento e a comparação das mudanças ocorridas até os dias de hoje. Nos dois primeiros capítulos, a autora fala sobre sua avó e sua mãe, narrando atitudes e comportamentos relativos às respectivas épocas. O terceiro capítulo contempla suas experiências com os filhos, acompanhadas de um tratamento psicológico, que explica os fatos apresentados, contextualizando-os na atualidade e propondo algumas formas de lidar com situações semelhantes.

Elizabeth aborda no livro questões como culpa, limites, educação, bullying, emoções, violência, ciúmes, drogas, morte, sexualidade, separação, amizades e projetos de vida, entre outros.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1300/Culpa+%C3%A9+da+m%C3%A3e,+A

SITE ATMOSFERA FEMININA ENTREVISTA ELIZABETH MONTEIRO

O site Atmosfera Feminina entrevistou Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando filhos em tempos difíceis (Summus Editorial). Na entrevista a psicóloga, mãe de quatro filhos e avó de quatro netos, fala da superproteção e de outros fatores que influenciam na criação dos filhos. Acompanhe na íntegra pelo: http://goo.gl/PN2LM.

Falta de tempo, correria, excesso de trabalho, pouco dinheiro, medo de sair na rua… Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos pais modernos. O resultado? Crianças entediadas, desinteressadas, obesas, carentes e, ao mesmo tempo, sem limites. Como criar filhos em tempos tão difíceis? Para Elizabeth, participar mais da infância dos filhos é um ótimo estímulo para a saúde. E estar junto deles é fazer coisas que sejam também do interesse da criança. No livro, ela aborda os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil” – a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos.

A psicóloga defende a infância. Para tanto, ela mostra a importância do brincar e das brincadeiras. Ao longo do livro, dividido em 15 capítulos, a psicóloga aborda as diversas fases do desenvolvimento de bebês e crianças, dá dicas práticas sobre educação e comportamento, sugere inúmeras brincadeiras e fala sobre os desafios de criar filhos hoje. “Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização”, afirma. Para a autora, as famílias estão passando por várias transformações e as crianças não estão brincando como deveriam.

Segundo Elizabeth, brincar é o melhor remédio para uma criança. A maioria dos pais, diz ela, não imagina até que ponto as brincadeiras ajudam os pequenos e contribuem para que eles sejam adultos criativos e bem-sucedidos. Elizabeth explica também que a criança tem um mundo próprio. “Quanto mais próximos dela estivermos, mais depressa a ajudaremos a compreendê-lo, tomando o cuidado de não impor nossos padrões de adultos”, afirma. Ela esclarece ainda que a criança inicia o desenvolvimento de seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo que a mãe sente. Além disso, diz, o bebê continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo depois do nascimento.

Na obra, Elizabeth sugere brincadeiras que ajudam também na evolução da criança, desenvolvendo a atenção e o conhecimento do corpo, o fortalecimento da musculatura manual e digital, os sentidos e o reconhecimento do mundo, o desenvolvimento da criatividade e o domínio do corpo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1335/Criando+filhos+em+tempos+dif%C3%ADceis

Para ver todos os livros da autora publicados pela Summus, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/Elizabeth+Monteiro/all/0/0

 

ELIZABETH MONTEIRO FALA SOBRE A DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA EM ENTREVISTA PARA RECORD E GNT

A psicóloga Elizabeth Monteiro, autora dos livros Criando adolescentes em tempos difíceis, Criando filhos em tempos difíceis e A culpa é da mãe, todos da Summus Editorial, deu duas entrevistas recentes sobre o tema depressão na adolescência.  Acesse os links para ver as entrevistas do programa Domingo Espetacular, da Record, e Saia Justa, da GNT, respectivamente:  http://goo.gl/NaebO (minuto 2:33) e http://goo.gl/e9Vo6.

Numa época em que reina a falta de limites e os jovens são vistos como irresponsáveis, o diálogo entre pais e filhos é fundamental. Para Betty Monteiro, nunca foi tão importante dar exemplos. No livro Criando adolescentes em tempos difíceis, ela revela que o jovem precisa de modelos seguros para enfrentar a árdua etapa da adolescência. Já os pais devem parar de estigmatizar os filhos, oferecendo-lhes a oportunidade de mostrar seu valor. “O objetivo do livro é resgatar a dignidade do adolescente que é discriminado pelos próprios pais”, afirma a autora.

Baseada em sua experiência como psicóloga, psicopedagoga e mãe, a autora fala da necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, incentivar a autonomia deles. O amor parental não é estático. Ele muda com o tempo, conforme os filhos crescem. Por isso, segundo Elizabeth, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar os adolescentes.

O livro é resultado de um trabalho que durou seis anos. Nesse período, ela colheu experiências em seu consultório e observou, em diferentes lugares e momentos, o comportamento de pais e adolescentes. “Trata-se de uma constatação de tudo que eu vivo”, revela a psicóloga.

Sem fórmulas mágicas e com uma linguagem leve, a autora estabelece com pais e educadores um diálogo amplo e profícuo, abordando temas como sexualidade, irmãos, amizades, aprendizagem, futuro profissional e distúrbios físicos e psicológicos comuns na puberdade. Para mostrar a fragilidade do adolescente, ela incluiu na obra trechos de poemas de Fernando Rinaldi escritos quando ele tinha 16 anos. A autora acompanhou o desenvolvimento do jovem, que hoje tem 18 anos, desde a infância, quando ele já demonstrava paixão pela literatura.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1191/Criando+adolescentes+em+tempos+dif%C3%ADceis