‘MUSICOTERAPIA EM BEBÊS E GESTANTES AJUDA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL’

Daniel Garcia não tem nem quatro meses de vida e já é super familiarizado com o mundo da música. Isso porque a mãe, Nathalia Garcia, de 34 anos, fez musicoterapia desde o quarto mês de gestação.

As sessões de musicoterapia não envolvem apenas escutar canções, mas também inclui a manipulação de instrumentos, o canto e até mesmo a composição de músicas.

Nathalia conheceu a musicoterapia pelo marido, que fazia aula de canto há cinco anos: “Foi uma experiência positiva que não tinha noção que poderia ter na gravidez”.

Ela conta que no começo foi um pouco vergonhoso. “Eu não canto e toco e ele [o marido] sim. Foi mais difícil me entregar”, confessa. Mas, aos poucos, outras habilidades foram estimuladas: ela começou desenhando enquanto ouvia música e chegou até a compor duas canções para o filho, junto com o marido.

Benefícios

“A musicoterapia é um campo de estudo que trabalha com a experiência musical das pessoas”, explica Priscila Mulin, musicoterapeuta da escola de ensino musical Voice.

Nathalia nota que a relação do filho Daniel com a música é muito boa: “Percebo que ele gosta, se acalma e até se diverte”. O pequeno ouve de tudo, como a mãe, mas à noite ela prefere colocar músicas instrumentais para acalmar o bebê.

A musicoterapia pode ser feita durante a gestação, mas os efeitos vão muito além da gravidez. O principal deles é deixar a criança mais relaxada desde os primeiros meses de vida.

Segundo Priscila, cada um cria relações próprias com os sons do universo e isso começa quando ainda é um feto. Por isso o que os pais escutam influencia no comportamento das crianças. Alguns bebês podem se acalmar até com heavy metal se o costume de escutar esse tipo de música acontecia desde a gravidez.

Até para a mãe, a música pode trazer benefícios, como conta Nathalia: “Me deixou mais calma na gravidez e me fez cantar mais: hoje canto para eles as músicas que compusemos”.

Música depois do nascimento

Fora da barriga da mãe, o pequeno Daniel participou apenas de uma sessão de musicoterapia, aos dois meses e meio de vida, mas o resultado foi ótimo, de acordo com a mãe. “Eu fiquei bem surpresa: ele não chorou, ficou bem calmo e até dormiu no colo do professor. Já era um ambiente natural para ele”, afirma.

Lorena, de dois anos e sete meses, é mais uma criança adepta da terapia com músicas. Mas enquanto Daniel já frequentava as sessões desde a barriga de Nathalia, ela começou pouco depois de completar dois anos.

“Ela adora cantar e dançar”, diz a mãe de Lorena, Thania Rossi. Ela teve de procurar algo diferente das tradicionais aulas de dança e música porque Lorena ainda era considerada muito pequena para participar e acabou encontrando a musicoterapia.

Nas aulas, além do estímulo para cantar e desenvolver a expressão corporal, a criança também tem acesso a todos os instrumentos musicais e isso agradou a mãe de Lorena. “Quando ela tiver idade, ela escolhe para qual instrumento tem mais aptidão”, diz Thania.

Segundo a mãe, depois da musicoterapia, Lorena está dormindo melhor e ficou mais obediente às regras em casa e na escola. A musicoterapeuta Priscila Mulin explica que isso é esperado: “Tem o trabalho individual, mas costumamos trabalhar em grupos e todas as atividades são criadas para o desenvolvimento da criança. Têm jogos musicais em que elas decidem as regras, o que ajuda uma criança a lidar com a outra, saber ouvir e respeitar os desejos da outra”.

Texto de Fernanda Maranha, publicado originalmente no Delas (iG), em 18/03/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/filhos/2016-03-18/musicoterapia-em-bebes-e-gestantes-ajuda-no-desenvolvimento-infantil.html

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Para saber mais sobre o assunto , conheça os livros da Summus:

10340TEORIA DA MUSICOTERAPIA
Contribuição ao conhecimento do contexto não-verbal
Autor: Rolando Benenzon

A musicoterapia é uma técnica que explora a relação entre emoções e música dentro de um processo terapêutico. Neste livro, o Dr. Benenzon esclarece os fundamentos teóricos da musicoterapia, contribuindo para a orientação na formação de musicoterapeutas em nível universitário.
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10058MÚSICA E SAÚDE
Autora: Even Ruud

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Compilação de textos das conferências do Congresso de Musicoterapia (Oslo, 1985). Especialistas internacionais mostram as ligações entre a musicoterapia e outros campos do conhecimento, como a neurologia, a percepção corporal e a semiótica. O leitor encontra aqui reflexões e métodos sobre as diferentes formas de trabalhar com música em terapia.
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10054CAMINHOS DA MUSICOTERAPIA
Autora: Even Ruud

Este livro pretende esclarecer as relações entre a musicoterapia e os diferentes caminhos existentes na área da saúde mental e observar como estes diversos procedimentos estão vinculados a tendências filosóficas distintas.
10362O DESPERTAR PARA O OUTRO
Musicoterapia
Autora: Clarice Moura Costa

A partir de um embasamento teórico e de casos clínicos, a autora traça os objetivos e os limites da proposta psicoterápica apoiada na música. São mostradas as possibilidades de restauração dos processos de sociabilização e as reações dos pacientes.

 

 

‘MÚSICA ALIVIA A DOR NO TRABALHO DE PARTO’

A dor e ansiedade, habitualmente, aumentam com a evolução do trabalho de parto. Um estudo turco avaliou se a música pode ter impacto positivo nestes parâmetros.

Muitas mulheres experimentam dor e ansiedade a medida que o trabalho de parto progride. Especialmente se elas estão na primeira gravidez. Admite-se que até 60% das mulheres experimentam uma dor intensa e que 50% das mulheres em trabalho de parto não ficam satisfeitas com o alívio da dor após receberem analgésicos. Claro que quanto maior a  ansiedade maior é a sensação de dor. Logo, a dor do parto pode ser modificada por meio de mecanismos psicológicos e fisiológicos. Será que isso inclui o uso de música no trabalho de parto?.

Foi exatamente isso o que fizeram pesquisadores da Turquia. Eles realizaram um ensaio clínico para avaliar o efeito da música no trabalho sobre a dor e ansiedade, hemodinâmica materna, parâmetros fetal-neonatal e demanda de analgésicos no pós-parto em mulheres que estavam dando a luz pela primeira vez. Foram incluídas 156 parturientes, sendo que elas foram distribuídas aleatoriamente para um grupo que receberam música ao longo do trabalho de parto ou um grupo controle, sem música. A intensidade da dor e nível de ansiedade foram medidas utilizando uma escala visual analógica. Quanto aos resultados, as mães no grupo de musicoterapia tiveram um menor nível de dor e ansiedade em todas as fases do trabalho de parto. Mesmo a pressão arterial e frequência cardíaca materna destas mulheres apresentaram comportamento mais adequado. E finalmente, elas pediram menos analgésicos no pós-parto. Uma curiosidade: todas as mulheres no grupo de música claramente manifestaram o desejo de continuar a terapia de música até o nascimento do bebê.

A conclusão do estudo é que musicoterapia pode ser clinicamente recomendada como uma alternativa, segura, fácil, não invasiva e não medicamentosa para aliviar a dor e melhorar o bem-estar materno-fetal. Pelo jeito é o tipo de procedimento que tem tudo para agradar as mães, os bebês e até os obstetras.

(SDimavli et al. Effect of Music on Labor Pain Relief, Anxiety Level and Postpartum Analgesic Requirement: A Randomized Controlled Clinical Trial. Gynecol Obstet Invest 2014;78:244–250)

Texto publicado originalmente no blod do Dr. Alexandre Faisal, no UOL, em  30/04/2015. Pa lê-lo na íntegra, acesse:
http://dralexandrefaisal.blogosfera.uol.com.br/2015/04/30/musica-alivia-a-dor-no-trabalho-de-parto/

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Saiba mais sobre musicoterapia com os livros abaixo:

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Autora: Even Ruud

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MÚSICA AFETA AS EMOÇÕES E ATÉ AJUDA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS

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Você já passou pela experiência de colocar um som para relaxar, depois de um dia difícil? Ou de tocar uma música agitada ao chegar na academia, na tentativa de aumentar o pique? Se já fez isso é porque percebeu que os acordes são capazes de afetar as suas emoções.

Partindo dessa mesma premissa, surgiu a musicoterapia, cujo objetivo é pesquisar a relação do homem com os sons, para transformar esse conhecimento em métodos terapêuticos. “Já sabemos que a atividade musical envolve quase todas as regiões do cérebro”, explica a musicoterapeuta Maristela Smith, fundadora e coordenadora da área de musicoterapia do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Quando uma música emociona, por exemplo, a estrutura do cerebelo –que modula a produção e a liberação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina– é ativada, assim como a amígdala cerebelosa, a principal área do processamento emocional no córtex cerebral. Já quando acompanhamos uma canção, acessamos o hipocampo, responsável pelas memórias.

Por isso mesmo, a música é capaz de influenciar não só o estado mental como também o físico. “O corpo tem uma tendência a seguir o ritmo ouvido, tanto em sua velocidade, quanto em sua altura e intensidade”, diz Maristela. Consequentemente, os sons podem afetar as frequências cardíaca e respiratória, a pressão arterial, a contração muscular e até o ritmo do metabolismo. “Eles também podem ajudar a intensificar e a reduzir os estímulos sensoriais, como a dor”, explica a musicoterapeuta.

No combate ao câncer, por exemplo, o método já vem sendo utilizado, com bons resultados. “Nesse caso, a musicoterapia, além de trabalhar funções emocionais presentes, como a redução do estresse e da ansiedade, também contribui para o aumento dos circuitos neurais responsáveis pela diminuição da dor crônica”, declara Maristela.

Na Oncologia Pediátrica do Hospital da Criança Conceição e no Hospital São Lucas da PUC- RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), o trabalho com música rendeu uma melhoria de 74,8% no estado de ânimo das crianças hospitalizadas.

“A música tem um enorme potencial sobre o cérebro humano, principalmente no que diz respeito ao sistema límbico, o centro de sentimento e emoções do cérebro, e ao resgate da memória”, diz a musicoterapeuta Maria Helena Rockenbach, que conduziu a pesquisa.

De acordo com o musicoterapeuta David Maldonado, que se especializou em intervenções musicais em neuropediatria pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), os sons também podem contribuir para fortalecer o sistema imunológico.

“A música envolve a capacidade mental, emocional, física, social e fisiológica. Por isso, podemos recomendar a musicoterapia como coadjuvante no tratamento de quase todas as doenças”, diz.

Identidade sonora

No cérebro, a capacidade de uma determinada música atingir uma região ou outra está vinculada com o maior ou menor prazer da audição. Por isso, antes de iniciar um processo de musicoterapia, é importante traçar a Identidade Sonora do Indivíduo, também chamada de ISO.

“Cada pessoa tem um conjunto de sons e músicas que contam sua história, que fazem parte da sua vida. Esse conjunto é único, é como uma impressão digital. Na musicoterapia, acessamos elementos dessa identidade para resgatar situações vividas, desenvolver potenciais e dar novos significado a determinados conteúdos”, explica a musicoterapeuta Luciana Frias, responsável pela implantação da Musicoterapia no IMIP (Instituto de Medicina Integral de Pernambuco).

Essa investigação considera a música no contexto geral de vida do indivíduo e não apenas os sons que o agradam naquele momento. “A identidade sonora está intimamente ligada à história de vida, uma vez que a música perpassa toda a trajetória do ser, desde a vivência intrauterina até o seu momento final”, afirma Maristela.

Nessa pesquisa, os especialistas chegam às músicas capazes de despertar sentimentos positivos e negativos no indivíduo e, durante o tratamento, vão utilizar esses dados conforme a necessidade.

“Pacientes epilépticos são capazes de entrar em crise se ouvirem determinados sons, assim como pacientes depressivos ou eufóricos podem agravar o quadro dependendo da música que lhes chega aos ouvidos. Por isso é tão importante que o tratamento seja sempre feito por um musicoterapeuta”, explica Maristela Smith.

 

Matéria de Marina Oliveira e Thaís Macena, publicada originalmente no UOL, em 17/02/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2014/02/17/musica-afeta-as-emocoes-e-ate-ajuda-no-tratamento-de-doencas.htm

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Veja alguns livros da Summus nos quais você pode saber mais sobre musicoterapia:

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Musicoterapia
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MUSICOTERAPIA AJUDA JOVENS COM CÂNCER A LIDAR COM TRATAMENTO

Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.

Pesquisadores da Indiana University School of Nursing, em Indianapolis, nos Estados Unidos, acompanharam um grupo de pacientes com idades entre 11 e 24 anos enquanto participavam de um projeto que envolvia escrever letras, gravar música e selecionar imagens para fazer um videoclipe.

A equipe concluiu que os pacientes tornaram-se mais resilientes e melhoraram seus relacionamentos com a família e amigos.

O termo resiliência, nesse contexto, se refere à capacidade dos participantes de se ajustarem positivamente aos estresses e efeitos adversos do tratamento que estavam recebendo.

Segundo o site da American Music Therapy Association, musicoterapia é uma prática terapêutica em que profissionais qualificados usam música para auxiliar indivíduos a lidar com questões físicas, emocionais, cognitivas e sociais.

Efeito Positivo

Os participantes foram orientados por musicoterapeutas profissionais. O projeto, que durou três semanas, culminou na produção de videoclipes que, quando prontos, foram compartilhados com amigos e familiares.

Os pesquisadores concluíram que o grupo que participou do projeto de musicoterapia demonstrou mais resiliência e capacidade de suportar o tratamento do que um outro grupo que não recebeu musicoterapia.

Cem dias após o tratamento, o mesmo grupo relatou que a comunicação na família e os relacionamentos com amigos tinham melhorado.

“Esses ‘fatores protetores’ influenciam a forma como adolescentes e jovens adultos lidam (com o câncer e o rigoroso tratamento), ganham esperança e encontram sentido (para suas vidas) durante a jornada do câncer”, disse a líder do estudo, Joan Haase.

“Adolescentes e jovens que são resilientes têm a capacidade de superar sua doença, sentem-se em controle e autoconfiantes pela forma como lidaram com o câncer e mostram um desejo de ajudar o outro”.

Entrevistas com os pais dos pacientes revelaram aos pesquisadores que os videoclipes tinham produzido um benefício adicional, oferecendo aos pais uma melhor compreensão sobre como é a experiência de crianças que sofrem de câncer.

Estresse e Ansiedade

Uma das musicoterapeutas envolvidas no estudo, Sheri Robb, explicou por que música pode ter um efeito tão positivo sobre jovens lutando contra o câncer:

“Quando tudo parece incerto, canções que ele conhecem e com as quais se identificam fazem com que se sintam conectados”.

Segundo a ONG britânica Cancer Research UK, musicoterapia pode diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de câncer. A terapia também pode ajudar a aliviar alguns sintomas do câncer e efeitos colaterais do tratamento – mas não pode curar, tratar ou evitar doenças, inclusive o câncer.

Estudos anteriores que investigaram os efeitos da musicoterapia sobre crianças com câncer concluíram que a atividade pode ajudar a diminuir o medo e a angústia, além de melhorar os relacionamentos da criança com a família.

A portavoz de uma entidade que oferece apoio a adolescentes com câncer e suas famílias – o Teenage Cancer Trust – disse que é muito importante incentivar crianças com câncer a se comunicar e cooperar umas com as outras.

“Sabemos que ser tratado ao lado de outros (pacientes) da mesma idade faz uma diferença imensa, especialmente em um ambiente que permita que jovens com câncer ofereçam apoio uns aos outros”.

Da BBC, publicado no iG em 28/01/2014. Para ler na íntegra, acesse:
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-01-28/musicoterapia-ajuda-jovens-com-cancer-a-lidar-com-tratamento.html

 

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TERAPIAS COM CANTO E MÚSICA ALIVIAM TENSÕES FÍSICAS E EMOCIONAIS E CONTRIBUEM COM O TRATAMENTO DE DIVERSAS DOENÇAS

Há apenas 15 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a importância de inserir a musicoterapia nos centros multidisciplinares de saúde. Contudo, há séculos a música é utilizada com fins restauradores pelo homem.

Um dos registros mais antigos sobre o uso da técnica foi deixado pelo médico e filósofo persa Avicena (980-1031), que prescrevia canções, além de opiáceos, para aliviar a dor. Atualmente, há clínicas integralmente dedicadas ao método, além de hospitais que adotam, além da musicoterapia, a cantoterapia.

Segundo Meca Vargas, fundadora, coordenadora e docente do Antropomúsica, curso de formação em música com viés pedagógico e terapêutico, a técnica ajuda em casos de reumatismo, Parkinson, fibromialgia, esclerose múltipla, disfunções vocais e de fala, depressão, insônia, pânico, problemas respiratórios, entre outras disfunções.

Segundo a terapeuta, o efeito no organismo se dá pela vibração do som, que “desbloqueia o sistema nervoso, ativa o sistema glandular, leva ritmo ao sistema cardiopulmonar, libera tensões musculares e coloca em movimento o sistema metabólico-locomotor”.

Ação global

As reações são psicofisiológicas, como define Sheila Volpi, vice-coordenadora do curso de Musicoterapia da Faculdade de Artes do Paraná (FAP). “É comum associar a música somente ao sentido da audição, mas ela também é percebida pelo sistema tátil. Ao ser captada pelo corpo, provoca efeitos de natureza biológica e emocional, além de movimentos corporais”, diz.

Maristela Smith, fundadora e coordenadora dos cursos de graduação e pós-graduação em Musicoterapia e da Clínica-Escola das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), acrescenta que a técnica ainda estimula centros nervosos e proporciona um aumento nos níveis de neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio.

No consultório mantido pela FMU, são tratadas pessoas com problemas de comunicação e de relacionamento, além de portadores de patologias neurológicas. Segundo a especialista, além destas aplicações, também se nota um grande interesse por parte de hospitais e clínicas odontológicas em adotar o tratamento para diminuir a dor e o grau de estresse pós-cirúrgico.

Tratamento técnico e personalizado

Mesmo quem não apresenta qualquer disfunção pode fazer uso da terapia, que, nesses casos, assume uma função preventiva. Luisiana Passarini, do Centro de Musicoterapia Benenzon Brasil, cita, entre os benefícios, o fortalecimento do vínculo afetivo entre mães (incluindo gestantes) e bebês e a promoção do autoconhecimento entre adultos.

Seja qual for a indicação, cada caso envolve uma prescrição específica de melodias, escolhidas conforme o tratamento a ser realizado e as características físicas, mentais e sociais do paciente. Esse histórico também abrange o contexto cultural em que o indivíduo cresceu e vive atualmente, como ressalta Vargas. O mesmo procedimento vale para os trabalhos em grupo.

Não há restrição de estilos ou gêneros. O importante é que a música atue como um meio de transformação e jamais reforce a patologia. No caso da cantoterapia e das sessões que envolvem o uso de instrumentos sonoros, a composição também deve ser de fácil execução. “Nas ocasiões em que é priorizada a audição, pode-se usar um CD com orquestrações mais complexas”, complementa a especialista, que também é regente, cantora e violinista.

Como o trabalho é conduzido

Em média, as sessões duram entre uma hora e uma hora e meia. A sequência das ações depende de cada caso. “O paciente psiquiátrico, por exemplo, é recebido com um diálogo sobre as atividades da semana e, depois disso, realiza algumas atividades de motricidade, coordenação, pulso, respiração e concentração, entre outros”, esclarece.

Cumprida essa etapa, ele então é levado a se expressar por meio do canto ou dos instrumentos à disposição. Os portadores de patologias respiratórias, por sua vez, têm uma terapia mais focada em exercícios que trabalham especificamente o sistema respiratório.

Passarini ressalta que o tratamento pode ainda ser empregado em pacientes em coma. Reações como suor, ruborização da pele e arrepios são alguns dos parâmetros usados pelos profissionais para conduzir a sessão.

Indicações e acompanhamento

Em geral, Vargas afirma que são necessárias 12 sessões para que o indivíduo “mergulhe” na terapia e extraia dela uma parcela maior de benefícios. Apesar disso, a resposta dos pacientes ao tratamento varia de caso para caso.

“O terapeuta deve estar atento ao processo para perceber a evolução da pessoa e os limites de sua atuação. A alta é dada quando um estágio satisfatório é alcançado ou quando surge a necessidade de buscar outro caminho”, afirma.  Outra possibilidade é seguir com o tratamento visando manter a qualidade de vida, como afirma Passarini.

Para acompanhar o quadro, o especialista pode ainda contar com o apoio de familiares e de médicos envolvidos no tratamento. Smith explica que, na Clínica-Escola da FMU, há muitos encaminhamentos de neurologistas e psiquiatras, além de psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e enfermeiros.

Em outros casos, o trabalho multidisciplinar é feito em conjunto, no mesmo local. Passarini informa que os profissionais do instituto atuam em prontos-socorros infantis e Unidades de Terapias Intensivas (UTI) de hospitais de São Paulo.

Prática cotidiana x terapia

No cotidiano, o simples ato de ouvir músicas, cantar e tocar instrumentos pode proporcionar bem-estar para o organismo. Porém, os especialistas ressaltam que para que seja estabelecido um trabalho terapêutico, a presença de um profissional habilitado é fundamental.

“É preciso ter conhecimentos que possibilitem compreender os processos psíquicos, emocionais, físicos, biológicos, grupais que se apresentam durante as sessões”, finaliza Volpi.

Texto de Marina Kuzuyabu, publicado originalmente no UOL, no dia 29/12/2012. Confira aqui: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/12/29/terapias-com-canto-e-musica-aliviam-tensoes-fisicas-e-emocionais-e-contribuem-com-o-tratamento-de-diversas-doencas.htm

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