‘ENSINO MÉDIO DEVE VISAR, MAIS QUE VESTIBULAR, O GOSTO PELO SABER, DIZ PESQUISADORA’

………………………..Texto de Lisandra Matias, publicado no Especial Escolha a Escola, da Folha de S. Paulo, em 08/09/2018

Silvia Colello afirma que formação de adolescentes não pode ser guiada apenas pela preparação para os exames

Mais do que preparar o estudante para o desafio do vestibular, escolas de ensino médio têm a missão de oferecer a ele formação humanística, para que possa se posicionar de modo ativo, ético e crítico no mundo.

Assim pensa a pedagoga Silvia Gasparian Colello, professora e pesquisadora da Faculdade de Educação da USP. Para ela, tão importante quanto ensinar é viabilizar o gosto pelo conhecimento, o prazer de aprender.

Qual o papel que o vestibular deve ter no ensino médio? A preparação para o vestibular é relevante, mas não pode ser a norteadora da formação dos adolescentes. A escola deve oferecer uma formação humanística e abrir a possibilidade para que o aluno seja produtor de conhecimento. Significa criar situações, como pesquisas e projetos, para que o conhecimento seja produto do trabalho intelectual e afetivo do estudante.

O que caracteriza esse aspecto humano e afetivo? O jovem tem que viver bem a etapa escolar em todos os seus aspectos —a aquisição de conhecimento, a organização do estudo, os relacionamentos interpessoais, os namoricos. Tudo isso responde ao aspecto da formação do humano, da constituição do sujeito que é social, aprendiz, pesquisador, afetivo e ético. Viver isso com intensidade é importante não só para a vida universitária e profissional, mas também para a constituição de si.

Qual o risco de um ensino focado demais no vestibular? Esse tipo de ensino se baseia na lógica do certo e do errado, como se o conhecimento fosse um pacote pronto. Mas sabemos que nenhuma ciência está acabada e que o conhecimento avança justamente pelas mentes brilhantes que têm uma postura inquisitiva frente ao mundo. Infelizmente, muitas vezes, as escolas abafam isso e impõem a cultura do silenciamento, do “cala a boca” e do ensino pré-formatado.

Mas isso também não ocorre devido à pressão dos pais, que desejam que seus filhos passem a todo custo? Sim, é o caso de escolas que se comportam como empresas e querem atender a demanda mais imediata do cliente. Confundir escola com empresa é descaracterizar a natureza do seu objetivo, que é a formação humanística.

Tenho visto jovens que entram na universidade, muitas vezes até bem colocados, mas que ingressam com falhas. Eles não sabem fazer pesquisa (estudaram com um método apostilado em que o conhecimento vinha pronto), têm dificuldades para trabalhar em grupo, dividir tarefas e de apresentar e defender suas ideias.

Muitas instituições preparam para o vestibular, mas não para a vida universitária, é isso? Sim, parece contradição. O ensino focado no vestibular tende a ser conteudista, feito na perspectiva do professor que detém o conhecimento e do aluno que não sabe. Mas, na universidade e na vida profissional, não vigora o saber doado, mas o construído, em que o estudante é o protagonista da sua formação.

Uma preocupação comum entre pais de adolescentes é o desinteresse dos filhos pelos conteúdos e até mesmo pelo colégio. Como reconquistá-los? Na adolescência, são muitos os fatores que atraem para uma vida extraescolar: a banda, a balada, a sexualidade, questões políticas etc. A escola tem, então, o desafio de recuperar seu sentido. Pode fazer isso abrindo espaço para que estudantes levem suas inquietações. Se esse jovem que está sendo atraído para o mundo chega à escola e a primeira coisa que ouve é sobre a proibição do celular ou da conversa entre alunos, a instituição está indo contra um aspecto muito importante para ele, mas que deveria ser compatível com a vida escolar.

Como ressignificar o vestibular para além das cobranças de sucesso? O vestibular pode funcionar como rito de passagem, momento para o estudante se perguntar o que quer da vida. Não só que curso vai seguir, mas quem quer ser e de que jeito quer viver. As escolas devem fornecer informações e ferramentas para ajudar nessa reflexão.

Qual o modelo ideal para concluir a educação básica? O papel da educação em geral, e do ensino médio em particular, é a formação do homem para a humanização e para o combate à barbárie.
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Silvia Gasparian Colello, 59
Formada em pedagogia com mestrado, doutorado e livre-docência pela Faculdade de Educação da USP, é professora e orientadora na pós da universidade, onde desenvolve pesquisas na área de ensino

 

Para ler na íntegra, acesse (para assinantes ou cadastrados) https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/09/ensino-medio-deve-visar-mais-que-vestibular-o-gosto-pelo-saber-diz-pesquisadora.shtml

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A pedagoga Silva Gasparian Colello tem quatro livros publicados pela Summus. Conheça suas obras:
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A ESCOLA E A PRODUÇÃO TEXTUAL
Práticas interativas e tecnológicas
Autora: Silvia M. Gasparian Colello

Como as crianças entendem o papel da escola? Como o vínculo que estabelecem com ela afeta a aprendizagem? Por que os alunos têm tanta dificuldade de se alfabetizar? Como compreender o ensino da escrita no mundo tecnológico? Em um momento de tantas inovações, de que forma lidar com os desafios do ensino e renovar as práticas pedagógicas?

Na busca de um projeto educativo compatível com as demandas de nosso tempo e o perfil de nossos alunos, Silvia Colello discute aqui como as condições de trabalho na escola podem interferir na produção textual, favorecendo a aprendizagem da língua. Para tanto, lança mão da escrita como resolução de problemas em práticas tecnológicas e interativas. Conhecer as muitas variáveis desse processo é, indiscutivelmente, um importante aval para a construção de uma escola renovada. Afinal, é possível transformar a leitura e a escrita em uma aventura intelectual?

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A ESCOLA QUE (NÃO) ENSINA A ESCREVER
Autora: Silvia M. Gasparian Colello

A fim de repensar as concepções acerca da língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, este livro levanta diversos questionamentos sobre a alfabetização como é praticada hoje nas escolas. Depois de analisar diversas falhas didáticas e tendências pedagógicas viciadas, a autora oferece alternativas que subsidiem a construção de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

 

TEXTOS EM CONTEXTOS
Reflexões sobre o ensino da língua escrita
Organizadora: Silvia M. Gasparian Colello
Autores: Teresa Cristina Fernandes TeixeiraSilvia M. Gasparian ColelloNilma GuimarãesMárcia Martins CastaldoMartha Sirlene da SilvaMaria de Lurdes ValinoMaria Aparecida Vedovelo SarrafGláuci Helena Mora DiasÉrica de Faria DutraAndréa Luize

Com o objetivo de discutir a alfabetização em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.

 

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Silvia M. Gasparian ColelloSérgio Antônio da Silva Leite

Neste livro, dois especialistas da Unicamp e da USP ampliam a compreensão do ensino da língua escrita. É possível alfabetizar sem retornar à cultura cartilhesca? Qual o papel da afetividade na alfabetização? Como sistematizar o trabalho pedagógico em sala de aula? Que paradigmas devem ser revistos no caso da aprendizagem escrita? Essas e outras perguntas são respondidas e debatidas nesta obra fundamental ao professor.

‘SÓ 2,4% DOS JOVENS BRASILEIROS QUEREM SER PROFESSOR’

                 .   …..     De Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo, reproduzido no UOL em 24/06/2018

Enquanto a maioria dos colegas de classe do ensino médio estudava para ser médico ou advogado, Henrique de Pinho José se imaginava dentro de uma sala de aula, ensinando Biologia. A vontade era tamanha que surpreendia os amigos e até mesmo os professores. José é uma exceção, já que no Brasil cada vez menos jovens querem seguir a carreira docente. Hoje, apenas 2,4% dos alunos de 15 anos têm interesse na profissão. Há dez anos, o porcentual era de 7,5%.

Os dados são do relatório Políticas Eficientes para Professores, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na média, os países avaliados também tiveram queda na proporção de alunos de 15 anos interessados pela carreira. O porcentual passou de 6% dos adolescentes para 4,2%. Segundo o estudo, a baixa atratividade da carreira se deve ao pouco reconhecimento social e aos salários.

Filho de pais que não tiveram a oportunidade de fazer faculdade, José conseguiu uma bolsa em uma escola particular no ensino médio e depois cursou Biologia e licenciatura. “Para famílias menos favorecidas, ser professor não é uma péssima ideia. Mas, na escola privada, os alunos são incentivados a irem para carreiras mais prestigiadas”, diz. Hoje, aos 25 anos, ele dá aula para crianças de 6 e 7 anos em uma escola municipal de Praia Grande, no litoral paulista.

No Brasil, são alunos como José que querem ser professores. O relatório indica que quanto menor a escolaridade dos pais, maior é a proporção dos interessados na carreira. Os dados mostram que a profissão é a escolha de 3,4% dos jovens filhos de pais que só concluíram o ensino fundamental. Entre os filhos de pais que cursaram até o ensino superior, o porcentual cai para 1,8%.

Desvalorização

Aluno do terceiro semestre de Letras do Instituto Singularidades, Maicon Ferreira, de 19 anos, lembra que foi desencorajado a seguir a carreira pelos professores da escola técnica onde fez o ensino médio integrado ao curso de Automação. “Muitos professores eram engenheiros e me aconselharam a escolher outra graduação. Eles diziam que quem dá aula ganha mal, é desvalorizado, passa por muito estresse. Mas eu sabia que era essa a carreira que queria seguir.

“De família de baixa renda, Ferreira conta que em casa sempre conviveu com problemas financeiros. Foi um projeto de Literatura, desenvolvido por um professor de Português, que o ajudou a seguir estimulado na escola. “Tive uma infância difícil, minha família sempre viveu com uma renda mensal per capita de no máximo R$ 300. Esse professor e o projeto fizeram com que eu me encontrasse, ganhasse autoestima. Quero ser esse professor para oferecer a outros alunos o mesmo que recebi.”

Para ler a reprodução no UOL, acesse: https://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2018/06/24/so-24-dos-jovens-brasileiros-querem-ser-professor.htm?cmpid=copiaecola

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

PROFISSÃO DOCENTE: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Sonia PeninMiquel Martínez

Partindo da premissa de que o trabalho docente se dá nos emaranhados de um contexto social e institucional, Sonia Penin, diretora da Faculdade de Educação da USP, e Miquel Martínez, diretor do Instituto de Ciências da Educação da Universidade de Barcelona, trazem elementos e perspectivas que enriquecem a análise da referida temática.

‘CONHEÇA PIAGET, BIÓLOGO QUE REVOLUCIONOU A PEDAGOGIA E INSPIROU O CONSTRUTIVISMO’

Em diversos campos do conhecimento, é comum encontrarmos importantes teóricos que não necessariamente faziam parte daquele meio. Na comunicação, por exemplo, Theodor Adorno é um nome muito conhecido e estudado, entretanto, o filósofo da Escola de Frankfurt não pode ser chamado de jornalista. Na pedagogia, por sua vez, a história se repete: o suíço Jean Piaget, nascido em 9 de agosto de 1896,  era formado em biologia, mas seus estudos influenciaram a criação de um renomado método educacional, o construtivismo.

Para entender as ideias de Jean Piaget, precisamos ter em mente a etimologia da palavra “aluno”. Pode não parecer, mas a linguagem é capaz de revelar sentidos muitas vezes implícitos na repetição exaustiva de expressão. No caso, a palavra “aluno”, do latim, a significa ausência, falta de; enquanto luno remete a “lumni”, que sugere “luz”. Ao pé da letra, o sentido da palavra é “aquele que não tem luz” e, assim, poderia ser “iluminado” pela ação do professor.

Durante muito tempo, as relações escolares estiveram baseadas nessa lógica, mas como explica Fernanda Batista dos Santos, formada em Letras e Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP), Piaget começou a compreender que “a criança não é uma ‘ tábula rasa ’, na qual apenas se depositam conhecimentos”, e que os processos de aprendizagem durante a infância são determinados por alguns fatores, ultrapassando a simples influência do professor sobre os estudantes.

Antes do biólogo suíço, as teorias sobre o conhecimento eram classificadas em racionalistas, pois defendiam que “o conhecimento humano vinha dele mesmo e de sua razão”, ou como empiristas, ou seja, relacionadas aos estudiosos que defendiam a aquisição do conhecimento através das experiências com o mundo, como salienta Luzia Estevão Garcia, formada em Letras e Pedagogia e mestre em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da USP (FEUSP).

Por meio da observação do crescimento de seus filhos, desde o nascimento até meados da adolescência, Piaget encontrou novos caminhos ao questionar: “como o ser humano é capaz de aprender?”, assim, a partir dessa premissa, elaborou a chamada Epistemologia Genética. Segundo explica o argumento do teórico, com o propósito de analisar as etapas do desenvolvimento infantil, a criança aprenderia através de suas interações com o meio, em uma troca constante entre o indivíduo e as experiências pelas quais ele passa, portanto.

A Epistemologia Genética

“Piaget não desenvolveu um método de ensino”, enfatiza Luzia ao explicar que um dos principais pontos da obra do biólogo, a Epistemologia Genética, é um estudo sobre os mecanismos de aprendizagem dos seres humanos. Ao identificar as características do crescimento infantil, o suíço traçou um “mapa do desenvolvimento da criança”, como exemplifica a pedagoga e psicopedagoga Ismênia Ribeiro de Faria.

1ª Etapa: Sensório-motora
– Até o 24º mês
Ênfase para a incorporação de elementos externos e desenvolvimento de suas capacidades motoras, como engatinhar

2ª Etapa: Pré-operatória
– Dos 02 aos 07 anos
Domínio da linguagem, formação de imagens mentais e imitação da realidade; destaque para a importância do mundo e exemplos concretos

3ª Etapa: Operatório-concreta
– Dos 07 aos 12 anos
Pensamento lógico e início da capacidade de abstração, porém, o “concreto” ainda é muito presente

4ª Etapa: Operatório-formal
– A partir dos 12 anos
Pensamento hipotético-dedutivo, autonomia e consolidação da personalidade

Ao dividir a infância em quatro faixas etárias, o biólogo mostra como a aprendizagem depende das possibilidades de cada etapa, ou seja, não é possível forçar uma criança a aprender algo antes do seu tempo . Ismênia ainda explica que “alguns pais não entendem, mas nós [educadores] não podemos introduzir um conteúdo antes que a criança esteja apta a entendê-lo”.

A partir deste “mapa”, as análises do estudioso se tornaram matéria-prima para o surgimento de um método educacional, o construtivismo . De acordo com Luzia, quando a pedagogia compreende que são as experiências com o mundo que constroem o conhecimento da criança, esta ideia muda a lógica da sala de aula e propõe uma nova forma de lidar com os alunos. Agora, os professores não são mais os ditos “detentores” do conhecimento, mas facilitadores, que guiam o aluno em sua própria jornada de aprendizado.

O papel do professor na sala de aula

“Ela [a criança] interage com o meio e aprende”, segundo Fernanda. Esta é a síntese do construtivismo, que não espera que o aluno seja um depósito de informações, mas que ele construa o conhecimento a partir de experiências. Assim, o educador passa a apresentar diversas situações para as crianças, que observam e, depois, recebem uma contribuição teórica do professor.

De acordo com a pedagoga Rosangela Milani Paes, um famoso modelo são as pequenas experiência realizadas nas aulas de ciências. Plantar o feijão no algodão e fazer com que os alunos acompanhem seu crescimento para depois compreenderem, a partir do professor, o processo da fotossíntese, é um bom e simples exemplo.

Além disso, a utilização do Material Dourado nas aulas de matemática une dois conceitos piagetianos, segundo Rosangela: a experimentação por meio das peças e o uso do “concreto”, tão importante nas primeiras fases de desenvolvimento, para que pequenas operações matemáticas sejam compreendidas.

Acompanhando a presença do professor, um importante componente das salas de aula não pode ser deixado de lado: o material didático. Por mais que o construtivismo seja um método muito difundido no Brasil, alguns aspectos do sistema brasileiro de ensino – como o vestibular – ainda perpetuam a ideia do aluno como receptor de conhecimento, o que é refletido em diversos livros e apostilas escolares.

A elaboração de um livro com os conceitos de Jean Piaget, segundo Santos, precisa de elementos que coloquem o aluno como “atuante em seu processo de aprendizagem”, por exemplo, com mecanismos que possam instigar o interesse da criança pelo assunto abordado. Longe do tradicional modelo de aula, em que o professor expõe o conteúdo e espera que os estudantes guardem as informações passadas, tal material deve priorizar a ação da criança , colocando o professor como um “guia” do processo.

Editora de materiais para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, Garcia explicou que a produção dos livros depende das exigências dos departamentos pedagógicos e comercial. “Este ano, por exemplo, encomendaram um livro para crianças de 2 anos, eu pensei logo em Piaget, em um livro cheio de texturas para o bebê explorar, sons diversos, nada de escrita. Mas eu ainda não sei como vai o livro ficar no final”, ilustrou.

Identificar o quanto a criança é inteligente e o seu papel de protagonismo durante a aprendizagem foi um dos grandes feitos de Jean Piaget, o que mostra a importância de sempre repensar as estratégias pedagógicas e as teorias que estão sendo colocadas em prática. Afinal, as transformações sociais e as novas descobertas acontecem a todo o momento, e assim, “o ato de ensinar deve ser reciclado, já que o mundo está em constante mudança ”, como explica Santos.

Artigo publicado no iG Educação em 09/08/2017. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2017-08-09/aniversario-jean-piaget.html

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Saiba mais sobre Piaget, com as obras da Summus:


O JUÍZO MORAL NA CRIANÇA

Autor: Jean Piaget

Obra pioneira de um dos maiores pensadores do século. A partir de entrevistas com crianças, o autor analisa as regras do jogo social e a formação das representações infantis: os deveres morais e as idéias sobre mentira e justiça entre outras. Fundamentalmente para psicólogos e educadores.

 

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM EM PIAGET E VIGOTSKI
A relevância do social
Autora: Isilda Campaner Palangana

Esta obra clássica, agora em edição revista, analisa os processos de aprendizagem e desenvolvimento humano à luz das teorias de Jean Piaget e Lev Semenovich Vigotski. Para tanto, Isilda Campaner Palangana examina os fundamentos metodológicos e as raízes epistemológicas dos postulados desses dois grandes mestres da psicologia da educação. Contribui, assim, para que se compreendam as convergências e divergências conceituais entre eles, sobretudo no que diz respeito ao papel da interação social na promoção da aprendizagem e do desenvolvimento das capacidades e funções psicológicas caracteristicamente humanas.

A CONSTRUÇÃO DO HOMEM SEGUNDO PIAGET
Uma teoria da educação
Autor: Lauro de Oliveira Lima

Este livro é uma leitura da obra de Jean Piaget do ponto de vista de sua aplicação ao processo educacional. O autor é o maior conhecedor e divulgador de Piaget entre nós, tendo difundido e posto em prática seus ensinamentos. Em 50 pequenos textos, são comentados os pressupostos de toda a visão de Piaget sobre a criança e a Educação, no esforço de construção de um adulto equilibrado, em condições de encontrar seu caminho na sociedade.


PIAGET, VYGOTSKY, WALLON

Teorias Psicogenéticas em discussão
Autores: Yves de La TailleMarta Kohl de OliveiraHeloysa Dantas

Três professores da Universidade de São Paulo, da área de psicologia do desenvolvimento e aprendizado, analisam substantivos em psicologia à luz das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon. Entre eles, os fatores biológicos e sociais no desenvolvimento psicológico e a questão da afetividade e da cognição.
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PIAGET PARA PRINCIPIANTES
Autor: Lauro de Oliveira Lima

O maior especialista em Piaget no Brasil remiu neste volume mais de 30 artigos e ensaios analisando em seus mínimos detalhes a obra do genial educador suíço em torno da criança, seu desenvolvimento e o adulto.

 

AUTORES DAS COLEÇÕES PONTOS E CONTRAPONTOS E NOVAS ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS AUTOGRAFAM NA LIVRARIA MARTINS FONTES, EM SÃO PAULO

A Livraria Martins Fontes (Av. Paulista-SP) e a Summus Editorial promovem no dia 30 de outubro, quinta-feira, o lançamento dos livros Ensino de matemática: pontos e contrapontos e Temas transversais, pedagogia de projetos e mudanças na educação. Das 19h às 20h, haverá uma apresentação das obras no auditório da livraria. Na sequência, acontece no térreo a sessão de autógrafos com a presença dos autores e organizadores, com encerramento às 21h30. A livraria fica na Av. Paulista, 509, São Paulo, próximo à estação Brigadeiro do metrô.

10953Ampliar e aprofundar a análise sobre a teoria e a prática do ensino da matemática, bem como suas dificuldades. Esse é o objetivo do livro Ensino de matemática: pontos e contrapontos. Além de apresentar diferentes e relevantes aspectos do ensino da matemática, o 11º volume da coleção Pontos e Contrapontos aborda tanto questões históricas quanto epistemológicas, sociais e políticas desse campo específico do conhecimento que tem impacto em todos os demais. Os professores Nílson José Machado e Ubiratan D’Ambrosio, mediados pela organizadora da coleção, Valeria Amorim Arantes, estabelecem um debate acadêmico em que analisam com profundidade questões cruciais e polêmicas relacionadas ao ensino da matemática.

10958Já o livro Temas transversais, pedagogia de projetos e mudanças na educação, segundo volume da coleção Novas Arquiteturas Pedagógicas, traz um profundo debate do professor Ulisses F. Araújo sobre os chamados temas transversais, articulados com a pedagogia de projetos e os princípios de interdisciplinaridade. Segundo ele, juntos, esses três elementos, podem apontar caminhos inovadores para a educação formal e uma ressignificação da prática docente. Nas últimas décadas, a sociedade vem passando por mudanças que impactam a sala de aula, o currículo das escolas e os próprios objetivos da educação. Para continuar ocupando o papel de destaque que a sociedade lhe destinou, a escola precisa inovar os conteúdos sem abrir mão dos saberes adquiridos ao longo dos séculos. O desafio é criar um modelo inclusivo e democrático.

 

Convite Ensino de matemática e Temas transversais

 

SILVIA COLELLO APRESENTA SEU LIVRO “A ESCOLA QUE (NÃO) ENSINA A ESCREVER”

A fim de repensar as concepções acerca da língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, A escola que (não) ensina a escrever levanta diversos questionamentos sobre a alfabetização como é praticada hoje nas escolas. Depois de analisar diversas falhas didáticas e tendências pedagógicas viciadas, a autora oferece alternativas que subsidiem a construção de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

Silvia Colello é formada em Pedagogia pela Faculdade de Educação da USP (Feusp), fez mestrado e doutorado nessa mesma instituição e nela atua como docente nos cursos de graduação e de pós-graduação. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal). Veja no vídeo a seguir o que ela diz sobre o assunto e a proposta de sua obra.

Para mais informações, acesse http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1313/Escola+que+(n%C3%A3o)+ensina+a+escrever,+A

QUAL É O MAIOR DESAFIO DA EDUCAÇÃO EM 2013?

A professora Silvia Colello, autora de A escola que não ensina a escrever (Summus Editorial), responde a questão em vídeo produzido pela revista Educação para a TV UOL. Professores, pesquisadores, representantes de movimentos sociais falam sobre os desafios da área. Assista a seguir:

 

Em seu livro, Silvia, que é professora da Faculdade de Educação da USP e coordenadora do Geal, (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento), chama a atenção para as falhas didáticas e as tendências pedagógicas viciadas nas escolas. Segundo ela, compreender esse processo é o caminho para a constituição de um sujeito “senhor de sua própria palavra” no contexto de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

Diante das metas de erradicação do analfabetismo e da necessidade de superar o baixo nível de letramento no país, o tema do ensino da língua escrita é sempre oportuno e o livro trata de um despertar pedagógico para o qual todos os educadores estão convocados. “Mais do que escrever corretamente, a alfabetização deveria proporcionar ao sujeito a oportunidade de se aventurar na língua para dialogar com os outros, libertar o pensamento e compreender o mundo”, afirma a autora.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Escola+que+(n%C3%A3o)+ensina+a+escrever,+A

Para conhecer todos os títulos da autora publicados pela Summus Editorial, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Silvia+M.+Gasparian+Colello

“A INDISCIPLINA NA ESCOLA É UM PROBLEMA DE TODOS NÓS”, POR SILVIA GASPARIAN COLELLO

A indisciplina nas escolas brasileiras é um fato. Alastrando-se em diferentes instituições e segmentos do ensino, a falta de limites, o desrespeito e as ocorrências de violência e vandalismo são queixas que se multiplicam entre pais, professores e gestores. Mas, afinal, de quem é o problema e como lidar com ele?

Quando a indisciplina é encarada como um monólito, ou seja, como um bloco de ocorrências uniforme e incompreensível, resta apenas o perverso jogo de culpabilização: as escolas criticam os pais “que não educam os filhos”; os professores incriminam os alunos “carentes e desequilibrados” e as famílias culpam o “ensino de baixa qualidade”. Muitos apontam para a “a crise de valores, um mal do nosso tempo”.

Nesses casos, pouco pode ser feito, exceto defender-se das acusações, conformar-se com o “inevitável” e remediar a situação em âmbitos específicos: o professor tenta controlar a classe, o aluno suporta o bullying dos colegas, os pais repreendem o filho rebelde. Cada um lidando solitariamente com a situação, como se o problema fosse pessoal. Pior que isso, nem sempre sabem o que fazer.

Se, por outro lado, a indisciplina fosse compreendida na sua complexidade, entendendo-se, em cada caso, a conjugação de fatores sociais, institucionais, pedagógicos, afetivos e relacionais, o desafio poderia ser enfrentado na parceria responsável entre famílias, escolas e poder público. Um enfrentamento capaz de lidar com a gênese do problema (e não só com seus efeitos), articulando o projeto educativo à formação ética dos alunos.

Assim, a disciplina deixaria de ser um requisito para a eficiência escolar, passando à meta do projeto pedagógico, tão legítima quanto ensinar conteúdos.

Enfrentar a indisciplina requer medidas conjugadas em diferentes planos de intervenção. Na esfera sociopolítica, cabe o investimento na valorização da vida, do trabalho, da educação e da escola.

No que tange a cultura, importa promover a democratização dos bens culturais, fomentando iniciativas de lazer, esporte e inserção social da juventude. No âmbito escolar, é preciso não só cuidar da formação dos professores, como também fortalecer o projeto pedagógico a partir de sólidas diretrizes para a formação humana.

A cooperação entre pais e educadores é, igualmente, indispensável para a reconfiguração da vida estudantil, pois a negociação de metas e linhas de conduta favorece a educação em valores e a conquista da postura crítica entre os alunos.

Sob essa ótica, talvez, a questão possa ser respondida de modo mais efetivo: a indisciplina na escola é um problema de todos nós.

Silvia Gasparian Colello é professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento.

Texto especial para a Folha de S.Paulo, publicado originalmente na revista em 29/1/2013. Para conferir, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1221627-opiniao-a-indisciplina-nas-escolas-brasileiras-e-um-problema-de-todos-nos.shtml

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Conheça os títulos da autora, todos publicados pela Summus Editorial:

A escola que (não) ensina a escrever
Autora: Silvia M. Gasparian Colello
A fim de repensar as concepções acerca da língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, este livro levanta diversos questionamentos sobre a alfabetização como é praticada hoje nas escolas. Depois de analisar diversas falhas didáticas e tendências pedagógicas viciadas, a autora oferece alternativas que subsidiem a construção de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

Textos em contextos – Reflexões sobre o ensino da língua escrita
Organizadora: Silvia M. Gasparian Colello
Autores: 
Teresa Cristina Fernandes TeixeiraÉrica de Faria DutraGláuci Helena Mora DiasMaria Aparecida Vedovelo SarrafMaria de Lurdes ValinoMartha Sirlene da SilvaMárcia Martins CastaldoNilma Guimarães Silvia M. Gasparian ColelloAndréa Luize
Com o objetivo de discutir a alfabetização em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.

Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Valéria Amorim ArantesSilvia M. Gasparian ColelloSérgio Antônio da Silva Leite
É possível alfabetizar sem retornar à cultura cartilhesca? Qual o papel da afetividade na alfabetização? Como sistematizar o trabalho pedagógico em sala de aula? Que paradigmas devem ser revistos no caso da aprendizagem escrita? Essas e outras perguntas são respondidas e debatidas nesta obra fundamental ao professor.

ELIZABETH MONTEIRO PARTICIPA DO QUADRO DIVÃ DO FAUSTÃO

A psicoterapeuta Elizabeth Monteiro, autora do livro A culpa é da mãe (Summus Editorial), esteve novamente à frente do quadro Divã do Faustão, comentando questões comportamentais. A participação foi no último dia 25/11, no programa Domingão do Faustão (TV Globo).

Para assistir a primeira parte do quadro, clique na imagem abaixo ou acesse http://tvg.globo.com/programas/domingao-do-faustao/videos/t/programa/v/deborah-secco-solta-o-verbo-no-diva-do-faustao/2260757/

Para assistir a segunda parte, acesse http://tvg.globo.com/programas/domingao-do-faustao/videos/t/programa/v/diva-do-faustao-deborah-secco-analisa-as-situacoes-do-quadro/2260762/

Nascida em 1949, Elizabeth iniciou sua carreira lecionando para crianças do ensino fundamental. Pedagoga, especializou-se em Psicopedagogia, tendo em seguida se formado psicóloga. Ao mesmo tempo que estudava e trabalhava, cuidava da família. Casada há quarenta anos com seu primeiro namorado, tem quatro filhos e, até agora, quatro netos.

Atriz e modelo nas horas vagas, trabalha em seu consultório particular, na cidade de São Paulo, atendendo crianças, adolescentes e adultos. Além do livro A culpa é da mãe, é autora de Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz (que será relançado em breve pela Summus) e de Criando adolescentes em tempos difíceis (Summus, 2009). Betty se define assim: “Não gosto de seguir ordens e muito menos de rotina. A maturidade que conquistei me autoriza a ser quem sou. Não tenho nada a temer e nem a esconder de mim”.

Para saber mais sobre os livros da autora, clique nas capas acima.

JOVEM PAN ONLINE ENTREVISTA AUTORA DE “A ESCOLA QUE (NÃO) ENSINA A ESCREVER”

Em face da realidade inquietante da educação no Brasil, a professora Silvia Gasparian Colello construiu uma obra literária que aborda a deficiência do ensino nas escolas.  “A Escola que (Não) Ensina a Escrever” trata deste tema importante para a sociedade. Com cerca de 14 milhões de analfabetos, o Brasil ainda sofre, em alguns locais, com a falta de infraestrutura necessária para uma educação básica. Confira a entrevista completa com Luciana Ferreira nos vídeos abaixo. 


Educação no Brasil – 1ª parte
Profª fala sobre a ideia do livro “A escola que (não) ensina a escrever”

Educação no Brasil –  2ª parte
Quais os vícios que levam a escola a não ensinar aos alunos
 

Educação no Brasil – 3ª parte
Saiba quais medidas podem ajudar a melhorar o ensino no país 
  

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1313/Escola+que+(n%C3%A3o)+ensina+a+escrever,+A