TERAPIA ESPECIALIZADA EM ‘LUTO COMPLICADO’ GANHA ESPAÇO NO PAÍS

Texto de Sabine Righetti publicado originalmente no Equilíbrio e Saúde, da Folha de S.Paulo. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://folha.com/no1781223

Confira algumas dicas de leitura no final da matéria.

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Há sete anos, a publicitária Mariane Maciel, 38, estava se recuperando da perda da mãe, vítima de um câncer havia poucos meses, quando teve sua vida transformada mais uma vez. Seu noivo, Leo, estava entre os 228 passageiros do avião da AirFrance que caiu na costa brasileira.

Ele tinha vindo da França, onde fazia um doutorado, para formalizar o pedido de casamento a Mariane.

As duas perdas consecutivas fizeram com que a publicitária procurasse uma terapia de luto –especialidade da psicologia que visa ajudar a pessoa a processar sua perda. A modalidade, dizem especialistas, cresce no Brasil.

“Quando comecei a trabalhar com isso, ouvia piadinhas. As pessoas me perguntavam: mas luto não é normal? Pode ser ou pode não ser”, diz a psicóloga Maria Helena Franco, criadora, há 20 anos, do Laboratório de Estudos do Luto na PUC-SP.

“Tínhamos poucos pacientes no começo. Hoje, temos lista de espera”, diz.

No caso de Mariane, foram cinco meses de terapia de luto. Primeiro, com dois encontros na semana; depois, um. Ela procurou a clínica de psicologia especializada Quatro Estações, em São Paulo.

Nas sessões, fazia exercícios, recebia indicações de leitura e falava bastante.

“Aos 30 anos, meus amigos ainda não tinham lidado com perdas como as minhas”, diz a publicitária. “Você se vê sozinho e pressionado para ficar bem logo.”

Não é todo enlutado, porém, que “precisa” da terapia de luto. Quem perdeu seus entes de maneira repentina ou em situação de violência pode se beneficiar mais da abordagem. Pode ser o caso também de quem sofre o chamado luto complicado –o antigo “luto patológico”.

Segundo Luciana Mazorra, especialista no atendimento a enlutados da Quatro Estações, o luto é uma oscilação entre o sofrimento da perda com momentos em que a pessoa segue a vida. “Quando o indivíduo fica preso no sofrimento e não consegue seguir a vida, o luto é complicado.”

A proposta do terapeuta varia de acordo com o caso. Um dos exercícios envolve a criação de uma caixa de lembranças da pessoa que morreu, conta Luciana. Mas, para quem se sente desconfortável, há outras propostas.

A também publicitária Rita Almeida, 56, fez terapia de luto e terapia convencional –que já fazia antes– após a morte de seu filho, Paulo, 28, há quatro anos. Ela recebeu a notícia pelo telefone. O filho estava trabalhando em Londres. “As pessoas não querem falar sobre morte”, diz. “A terapia de luto me ajudou a entender o que eu estava sentindo. Você descobre formas de conviver com a dor.”

O luto das mães também é bastante valorizado –incluindo a perda gestacional.

“Haverá momentos de muita tristeza ao longo da vida”, diz Ana Beatriz dos Santos, psicóloga do HC da USP e membro do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP.

Mães que perderam seus filhos costumam ser ativas em grupos de ajuda. Rita ajudou a criar o “Vamos falar sobre o luto”, site que reúne histórias de enlutados e é comandado por sete amigas com diferentes experiências –incluindo Mariane.

“Há uma espécie de cerco do silêncio. Quem sofre, quem está doente ou por perto evita falar sobre o assunto”, diz Ana Beatriz. Para quem está convivendo com enlutados, a indicação é estar por perto e ouvir sempre que a pessoa quiser falar a respeito.

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Para saber mais, conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o tema, incluindo alguns com a participação da psicóloga Maria Helena Franco, citada na matéria:

AMOR E PERDA 
As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

Amor e luto são duas faces da mesma moeda: não podemos amar sem temer a perda do ser amado. Neste livro, Colin Parkes traz uma nova visão sobre o apego, o amor e o luto. Ele aborda a perda de pais, filhos ou cônjuges na vida adulta, explica o mecanismo de isolamento por que passam os enlutados e mostra maneiras de oferecer apoio. Leitura imprescindível para estudantes e profissionais das áreas de psicologia, psiquiatria e sociologia.

 

CONVERSANDO SOBRE O LUTO  
Autores: Maria Aparecida de Assis Gaudereto MautoniEdirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

Embora a morte seja nossa única certeza, ela se tornou um fenômeno mitificado e temido. Este livro se propõe a ajudar as pessoas a lidar melhor com momentos de tanta angústia. Por meio de depoimentos, orientações e reflexões, ele nos ajuda a perceber que o sofrimento causado pelo luto e os questionamentos que vivemos são comuns a todo ser humano.

 

FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS  
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
SUMMUS EDITORIAL

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

 

LUTO  
Estudos sobre a perda na vida adulta
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

Muitas vezes as pessoas sentem-se desorientadas quando perdem um parente ou um amigo querido. O estudo do sentimento de perda e do luto tem ocupado, na última década, um espaço considerável no campo da psicologia. O autor, um dos pioneiros dessa área, desenvolve novas e atualizadas teorias que ajudam a entender as raízes do pesar e do sofrimento causados pelo luto. É uma abordagem baseada na sua experiência clínica, que apresenta propostas concretas para minimizar os efeitos emocionais e psicológicos da perda. Indicado para médicos, clérigos, psicólogos e advogados que lidam com o assunto, e também para pessoas que se interessem em entender melhor esta situação emocional.

 

LUTO  
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Ursula Markham
EDITORA ÁGORA

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, vamos ter de lidar com a perda de alguma pessoa querida. Alguns enfrentarão o luto com sabedoria inata; outros, encontrarão dificuldades em retomar suas vidas. Este livro ajuda o leitor a entender os estágios do luto, principalmente nos casos mais difíceis como os das crianças enlutadas, a perda de um filho ou, ainda, os casos de suicídio.

 

LUTO MATERNO E PSICOTERAPIA BREVE  
Autora: Neli Klix Freitas
SUMMUS EDITORIAL

A perda de um filho é um dos acontecimentos mais difíceis de aceitar, pois nenhuma mãe espera enterrar um filho. O livro focaliza as manifestações do luto em mães que perderam seu filho ainda jovem, pelo câncer, ou por uma doença repentina e fatal. A obra identifica e analisa o luto materno através de uma abordagem terapêutica individual e faz uma extensa revisão sobre psicoterapia breve, de orientação psicanalítica, apresentando vários casos com suas avaliações psicológicas.

 

MATERNIDADE INTERROMPIDA   
O drama da perda gestacional
Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer. Estará a sociedade civil consciente da fragilidade da maternidade e do vigor desse sono eterno que nos desvincula da existência? Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que enfrentaram o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade que, silenciosa, clama por ser ouvida. Prefácio de Maria Helena Pereira Franco.

 

O RESGATE DA EMPATIA 
Suporte psicológico ao luto não reconhecido
Organizadora: Gabriela Casellato
SUMMUS EDITORIAL

O tema do luto não sancionado é pouco abordado na literatura clínica. Neste volume, profissionais da área de saúde preenchem essa lacuna tratando de temas como prematuridade, infidelidade conjugal, aposentadoria, morte de animais de estimação, perda de familiares por suicídio e, o luto de cuidadores profissionais. Estratégias para lidar com a perda e os transtornos psiquiátricos decorrentes dela também fazem parte da obra.

‘AMIGAS CRIAM PROJETO PARA FALAR SOBRE O LUTO E LIDAR COM A DOR DA PERDA’

Em um período de um ano, entre 2008 e 2009, a publicitária Mariane Maciel, 38, perdeu a mãe e o namorado. Foi quando percebeu que falar sobre luto ainda é um tabu. Em 2014, reuniu-se com seis amigas que também conviviam com a dor da perda para compartilhar a ideia de criar o projeto “Vamos Falar sobre o Luto?”.

Todas tinham a sensação de que a sociedade ainda não está preparada para lidar com o tema. “Há muito espaço para ser feliz, as redes sociais são prova disso. Quando você fica grávida ou vai comprar um apartamento novo, pode ir atrás de várias revistas e sites sobre o tema. Mas e quando morre alguém, o que você faz?”, questiona Mariane.

As sete amigas passaram a realizar pesquisas e a conversar com especialistas e ainda receberam mais de 170 histórias de pessoas que responderam a seus formulários. Em uma campanha de “crowfunding” (financiamento coletivo) –encerrada em 21 de agosto–, o projeto arrecadou R$ 43.504 para construir uma plataforma de conteúdo, lançada em 12 de janeiro. A iniciativa também tem uma página no Facebook.

“É um espaço para divulgação de textos, cursos, livros, para discutir sobre o tema e mostrar que todos passam pelas mesmas coisas”, diz Mariane.

A psicóloga e publicitária Fernanda Figueiredo, 42, outra integrante do grupo, conta que, quando enfrentou a doença e a morte do pai, em 2010, vítima de câncer, também percebeu que havia muita dificuldade para lidar com a morte. “O objetivo do projeto é confortar quem teve a experiência de perda e, ao mesmo tempo, abrir os olhos de quem ainda não passou por isso, para que essa pessoa consiga amparar quem está no processo.”

A importância de falar sobre o luto

Para a publicitária Amanda Thomaz, 33, que enfrenta a perda do pai, a experiência do luto é muito solitária. “É o momento mais delicado e difícil da vida e, ao mesmo tempo em que existe um intenso barulho interno e um turbilhão de pensamentos e sentimentos, há um grande silêncio externo e a ausência de troca e de referências.”

Para a administradora de empresas Gisela Adissi, 40, que perdeu um primo no acidente aéreo da Air France, em 2009, ouvir as histórias de outras pessoas a ajudou a compreender que a perda faz parte da vida. “Entendi também que não se trata de superar o luto, mas, sim, de aprender a viver essa nova etapa.”

Para Rita, participar do projeto permitiu que ela ampliasse sua compreensão sobre a experiência da morte do filho. “Hoje falo sobre isso com tranquilidade e sem desconforto. Consigo encontrar um sentido para tudo que vivi e ainda vivo, que é a possibilidade de ajudar outras pessoas que passam pela mesma coisa. Tudo isso me conecta ainda mais ao meu filho e a tantos outros queridos que tenho lá em cima.”

O que ajuda e o que piora

Para Rita, tudo depende da fase do luto. Em um primeiro momento, o de maior fragilidade, ela diz acreditar que o ideal é ouvir –de verdade– e ter paciência. “Muitas vezes, a pessoa pergunta, mas não quer escutar a resposta. Não precisa perguntar, mas, se fizer isso, esteja preparado para ouvir.”

Mariane conta que é comum que as pessoas se afastem do enlutado por conta do constrangimento de não saber o que dizer. “Por favor, não desapareça depois dos primeiros 15 dias. Quem sofre o luto corre o risco de ficar muito sozinho, muito fechado.”

Para a jornalista Cynthia de Almeida, 59, que perdeu o filho Gabriel há 14 anos, quando ele tinha 20, estar presente, pronto para acolher e ajudar no que a pessoa enlutada precisar, é muito mais confortador do que qualquer palavra ou tentativa de injeção de ânimo.

“Não diga que o tempo vai curar –porque não é verdade–, não diga como a pessoa deve reagir. Não banalize ou subestime a dor do luto. Não importa se o outro perdeu um avô ou um filho. O luto não tem hierarquia e quem sofre precisa dessa compreensão”, diz Cynthia.

Falar sobre quem morreu não é necessariamente triste e pode ajudar quem está sofrendo com a perda. “Amo quando alguém fala do meu pai, de algo que ele gostava ou fazia. Uma vez li um texto que dizia: ‘estarei vivo até a última pessoa pronunciar o meu nome’. É isso o que sinto quando alguém fala dele.”

Texto de Andrezza Czech, publicado originalmente no UOL, em 14/01/2016. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/01/14/amigas-criam-projeto-para-falar-sobre-o-luto-e-lidar-com-a-dor-da-perda.htm

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Se você quer saber mais sobre o tema, conheça os livros do Grupo Summus a seguir:

20116
CONVERSANDO SOBRE O LUTO

Autoras: Maria Aparecida Mautoni, Edirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

 

20712


LUTO – Esclarecendo suas dúvidas
Autora:
Ursula Markham
EDITORA ÁGORA

 

10499


AMOR E PERDA – As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

 

10639
LUTO – Estudos sobre a perda na vida adulta

Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

 

10750


LUTO MATERNO E PSICOTERAPIA BREVE
Autora:
Neli Klix Freitas
SUMMUS EDITORIAL

 

20060
MATERNIDADE INTERROMPIDA – O drama da perda gestacional

Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

 

 

É SAUDÁVEL MANTER ONLINE O PERFIL DE ALGUÉM QUE JÁ MORREU?

Acessar o perfil para matar as saudades é normal, mas levar para o mundo virtual a relação que tinha em vida com o falecido é o mesmo que negar a morte, diz especialista. 

Casamento, separação, mudança de país, de emprego, nascimento e morte. Nas redes sociais, temos atualizações em tempo real sobre o que acontece na vida de amigos próximos ou conhecidos distantes. Em tempos de vida online 24 horas por dia, sete dias por semana, o que muda na forma como lidamos com a morte?

“As redes sociais possibilitam uma nova maneira de se relacionar tanto com o enlutado quanto com a pessoa que faleceu” diz Regina Szylit, líder do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto da USP. Segundo a pesquisadora, quem perde um ente querido pode usar o perfil online do morto como uma maneira de matar as saudades, mantendo a pessoa próxima.

Quando uma pessoa morre, ela deixa para trás, além de pertences e histórias, os rastros de uma vida construída também online. O que acontece então é incerto. A política muda de acordo com o site.

“Em alguns casos, o assunto não é nem abordado no contrato com o usuário”, explica Evan Carrol, idealizador do The Digital Beyond, site dedicado a esclarecer sobre o tema.

Mausoléu online 

No Facebook, existem algumas opções. Apresentando documentos que comprovem o óbito, a família pode entrar com um pedido para que o perfil seja apagado ou para que a página se transforme em um memorial. Neste segundo caso, o perfil se mantém intacto, mas não pode mais ser adicionado como amigo, nem fazer novas postagens. Outra opção, que não conta com o aval da rede social, é algum familiar assumir o perfil do falecido e passar a postar em nome dele.

Segundo a psicóloga Valéria Tinoco, do instituto especializado em luto Quatro Estações, a tentativa de manter ativos os laços com o falecido é natural.

“As pessoas demoram certo tempo para entender que aquela pessoa morreu mesmo e não está mais ali”, diz.

“Num primeiro momento, é comum as pessoas ficarem, por exemplo, ouvindo um recado deixado pelo morto na caixa de mensagens do telefone. Isso é normal”.

A especialista, no entanto, não vê validade na opção por manter ativo o perfil online de alguém que morreu, assumindo o lugar que era ocupado pela pessoa em vida.

“Hoje, como muitas relações são virtuais, fica tentador transpor para o virtual uma relação com o falecido. Isso, no entanto, é uma negação da morte”.

Valéria explica que o luto é um processo de adaptação ao mundo sem aquela pessoa querida que se foi. Neste processo, o enlutado terá basicamente dois movimentos: a aceitação da perda e a recuperação. De acordo com a psicóloga, a manutenção da página do falecido prejudica justamente esta retomada da própria vida.

Para Carrol, a resolução deste problema moderno passa por uma atitude simples.

“Sem saber a vontade do falecido, a família tenta adivinhar o que aquela pessoa gostaria que acontecesse”, sugere.

“Eu incentivo todos a, em vida, refletirem sobre o assunto e a confidenciarem seu desejo a alguém da família”.

Texto de Rafael Bergamaschi, especial para o iG São Paulo. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/comportamento/2014-08-05/e-saudavel-manter-online-o-perfil-de-alguem-que-ja-morreu.html

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Se você quer se aprofundar no tema, conheça os livros:

10708FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
SUMMUS EDITORIAL

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

10639LUTO
Estudos sobre a perda na vida adulta
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL 

Muitas vezes as pessoas sentem-se desorientadas quando perdem um parente ou um amigo querido. O estudo do sentimento de perda e do luto tem ocupado, na última década, um espaço considerável no campo da psicologia. O autor, um dos pioneiros dessa área, desenvolve novas e atualizadas teorias que ajudam a entender as raízes do pesar e do sofrimento causados pelo luto. É uma abordagem baseada na sua experiência clínica, que apresenta propostas concretas para minimizar os efeitos emocionais e psicológicos da perda. Indicado para médicos, clérigos, psicólogos e advogados que lidam com o assunto, e também para pessoas que se interessem em entender melhor esta situação emocional.

10499AMOR E PERDA
As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL 

Amor e luto são duas faces da mesma moeda: não podemos amar sem temer a perda do ser amado. Neste livro, Colin Parkes traz uma nova visão sobre o apego, o amor e o luto. Ele aborda a perda de pais, filhos ou cônjuges na vida adulta, explica o mecanismo de isolamento por que passam os enlutados e mostra maneiras de oferecer apoio. Leitura imprescindível para estudantes e profissionais das áreas de psicologia, psiquiatria e sociologia.

20116CONVERSANDO SOBRE O LUTO
Autor: Maria Aparecida de Assis Gaudereto Mautoni, Edirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

Embora a morte seja nossa única certeza, ela se tornou um fenômeno mitificado e temido. Este livro se propõe a ajudar as pessoas a lidar melhor com momentos de tanta angústia. Por meio de depoimentos, orientações e reflexões, ele nos ajuda a perceber que o sofrimento causado pelo luto e os questionamentos que vivemos são comuns a todo ser humano.

RÁDIO GLOBO ENTREVISTA COAUTORA DE “CONVERSANDO SOBRE O LUTO” NESTE SÁBADO, DIA 27

O programa Manhã da Globo, da Rádio Globo, entrevista a psicóloga Maria Aparecida Mautoni neste sábado, dia 27 de julho, a partir de 11h. Ela falará sobre seu livro Conversando sobre o luto (Editora Ágora). Acompanhe a entrevista pela frequência 1100 AM em São Paulo ou ainda pelo site: www.radioglobo.com.br.

A perda de um ente querido pode ser uma experiência devastadora. Num tempo em que o fato de sentir tristeza é visto com maus olhos, fica cada vez mais difícil lidar com a morte e falar sobre ela. O fato de não expressar a dor, porém, pode trazer graves consequências aos enlutados. O livro traz alguns depoimentos e inúmeras dicas para lidar com a perda. Ao longo da obra, Maria Aparecida e a psicóloga Edirrah Gorett Bucar Soares, especialistas em luto, abordam a teoria do apego, explicam como falar sobre a morte com as crianças, oferecem orientações para superar a perda de forma saudável e propõem reflexões a médicos, psicólogos e cuidadores.

“Consideramos fundamental dividir experiências – principalmente porque somos profissionais que convivem com a morte do outro e, em consequência, com a perda”, afirmam as autoras. Em linguagem simples e direta, o livro é dirigido a todos aqueles que perderam um ente querido e a profissionais de saúde que lidam com a morte no cotidiano. “O luto é um processo solitário e individual. Nosso objetivo é ajudar a iluminar o caminho da elaboração do luto das pessoas que estão na escuridão e dar pistas sobre o caminho aos enlutados, a suas famílias e aos profissionais da saúde”, complementam.

Dividida em seis capítulos, a obra aborda questões como apego e perda, a maneira de ajudar os enlutados, o luto da criança, além de morte e luto no contexto hospitalar. Segundo as autoras, em pleno século 21, são poucos os pais que conseguem dizer a seus filhos que a morte é inevitável e irreversível. Os educadores também demonstram dificuldades de explanar em sala de aula o tema morte, sendo o assunto considerado tabu até nos hospitais. Segundo as autoras, é preciso conversar sobre morte de forma esclarecedora. “Para ajudar as crianças após a perda, é preciso oferecer carinho, compreensão, amor, respeito, acolhimento e escuta”, afirmam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1344/Conversando+sobre+o+luto

 

CBN ENTREVISTA AUTORA DO LIVRO “CONVERSANDO SOBRE O LUTO”

A psicóloga Maria Aparecida de Assis Gaudereto Mautoni, coautora do livro Conversando sobre o luto, lançamento da Editora Ágora, participa do programa CBN Madrugada, da Rádio CBN, nesta terça-feira, dia 16 de julho. O  programa começa à meia noite. Ouça a entrevista na frequência AM 780 ou FM 90,5 em São Paulo, na rede afiliada espalhada pelo Brasil ou ainda pelo site www.cbn.com.br.

Em linguagem simples e direta, o livro é dirigido a todos aqueles que perderam um ente querido e a profissionais de saúde que lidam com a morte no cotidiano. Dividida em seis capítulos, a obra aborda questões como apego e perda, a maneira de ajudar os enlutados, o luto da criança, além de morte e luto no contexto hospitalar.

Segundo as autoras, em pleno século 21, são poucos os pais que conseguem dizer a seus filhos que a morte é inevitável e irreversível. Os educadores também demonstram dificuldades de explanar em sala de aula o tema morte, sendo o assunto considerado tabu até nos hospitais. O livro mostra que é preciso conversar sobre morte de forma esclarecedora. “Para ajudar as crianças após a perda, é preciso oferecer carinho, compreensão, amor, respeito, acolhimento e escuta”, afirmam.

Ao falar sobre apego e perda, as psicólogas explicam que desorientação, choque e medo de enlouquecer são reações frequentes nos enlutados. Segundo elas, o melhor apoio costuma vir de outras pessoas que também sentiram a dor da perda. Elas mostram ainda o que é o luto, como se dá o seu processo e as reações mais comuns, e afirmam que não chorar faz muito mal. “Não esconda dos outros suas lágrimas, pois elas não são sinal de fraqueza”, dizem as autoras.

Elas revelam ainda que pesquisadores da Universidade de Minnesota que estudam o choro nos adultos descobriram dois importantes neurotransmissores nas lágrimas, indicando que chorar pode ser um escape químico para reduzir o estresse emocional. A pesquisa demonstrou que, em geral, as pessoas sentem-se melhor depois de chorar. O estudo comprovou também que as mulheres choram cinco vezes mais que os homens.

Para saber mais sore o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1344/Conversando+sobre+o+luto

 

 

ÁGORA LANÇA “CONVERSANDO SOBRE O LUTO”

A perda de um ente querido pode ser uma experiência devastadora. Num tempo em que o fato de sentir tristeza é visto com maus olhos, fica cada vez mais difícil lidar com a morte e falar sobre ela. O fato de não expressar a dor, porém, pode trazer graves consequências aos enlutados. O livro Conversando sobre o luto, lançamento da Editora Ágora, traz alguns depoimentos e inúmeras dicas para lidar com a perda. Ao longo da obra, as psicólogas Edirrah Gorett Bucar Soares e Maria Aparecida de Assis Gaudereto Mautoni, especialistas em luto, abordam a teoria do apego, explicam como falar sobre a morte com as crianças, oferecem orientações para superar a perda de forma saudável e propõem reflexões a médicos, psicólogos e cuidadores.

“Consideramos fundamental dividir experiências – principalmente porque somos profissionais que convivem com a morte do outro e, em consequência, com a perda”, afirmam as autoras. Em linguagem simples e direta, o livro é dirigido a todos aqueles que perderam um ente querido e a profissionais de saúde que lidam com a morte no cotidiano. “O luto é um processo solitário e individual. Nosso objetivo é ajudar a iluminar o caminho da elaboração do luto das pessoas que estão na escuridão e dar pistas sobre o caminho aos enlutados, a suas famílias e aos profissionais da saúde”, complementam.

Dividida em seis capítulos, a obra aborda questões como apego e perda, a maneira de ajudar os enlutados, o luto da criança, além de morte e luto no contexto hospitalar. Segundo as autoras, em pleno século 21, são poucos os pais que conseguem dizer a seus filhos que a morte é inevitável e irreversível. Os educadores também demonstram dificuldades de explanar em sala de aula o tema morte, sendo o assunto considerado tabu até nos hospitais. Segundo as autoras, é preciso conversar sobre morte de forma esclarecedora. “Para ajudar as crianças após a perda, é preciso oferecer carinho, compreensão, amor, respeito, acolhimento e escuta”, afirmam.

Ao falar sobre apego e perda, as psicólogas explicam que desorientação, choque e medo de enlouquecer são reações frequentes nos enlutados. Segundo elas, o melhor apoio costuma vir de outras pessoas que também sentiram a dor da perda. Elas mostram ainda o que é o luto, como se dá o seu processo e as reações mais comuns, e afirmam que não chorar faz muito mal. “Não esconda dos outros suas lágrimas, pois elas não são sinal de fraqueza”, dizem as autoras.

Elas revelam ainda que pesquisadores da Universidade de Minnesota que estudam o choro nos adultos descobriram dois importantes neurotransmissores nas lágrimas, indicando que chorar pode ser um escape químico para reduzir o estresse emocional. A pesquisa demonstrou que, em geral, as pessoas sentem-se melhor depois de chorar. O estudo comprovou também que as mulheres choram cinco vezes mais que os homens.

Segundo as psicólogas, mesmo sabendo que a morte é um fenômeno natural e a única certeza da vida, aceitá-la ainda é um processo difícil. “Lutamos contra a morte, procuramos nos proteger dela ou impedir que aconteça. No entanto, assim como temos a expectativa da vida, devemos ter da morte, pois assim estaremos preparados para aceitá-la”, dizem as autoras. Elas abordam também os vários tipos de morte, como em casos de doença, aquelas que ocorrem inesperadamente, por suicídio e por violência, entre outros.

Na avaliação das autoras, no segmento de menor poder aquisitivo, as pessoas liberam com mais facilidade a dor da perda. Choram, gritam, falam em voz alta, xingam se for preciso, e essas reações as fazem se sentir mais aliviadas. Já nas classes mais privilegiadas, as pessoas são mais reservadas, muitas vezes fazendo uso de medicamentos para controlar a dor emocional. Não lhes é permitido expressar os sentimentos, o que dificulta o processo do luto. “Diante da perda, devemos compartilhar a nossa dor com amigos e familiares, pois assim podemos minimizá-la”, complementam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1344/Conversando+sobre+o+luto

 

LUTO É TEMA DE ANÁLISE PUBLICADA PELA FOLHA DE S. PAULO

A jornalista Claudia Collucci deu destaque para o livro Luto – Estudos sobre a perda na vida adulta (Summus Editorial), de Colin Murray Parkes, em análise publicada no jornal Folha de S. Paulo, nesta terça-feira, dia 29 de janeiro.

A análise, intitulada “Luto ensina que as pessoas que morrem fazem parte da nossa vida”, foi escrita em razão da tragédia de Santa Maria (RS), onde 231 jovens morreram em um incêndio na madrugada de domingo, dia 27. Segundo Claudia, com base na teoria do Colin Parkes, há pelo menos quatro etapas a serem percorridas no processo de luto: aceitar a realidade da perda, elaborar a dor da perda, ajustar-se a um ambiente onde está faltando a pessoa que morreu e, finalmente, continuar vivendo sem a pessoa amada. Leia:  http://goo.gl/PE5zE

O estudo do sentimento de perda e do luto tem ocupado, na última década, um espaço considerável no campo da psicologia. No livro Luto – Estudos sobre a perda na vida adulta, Parkes, um dos maiores especialistas do mundo sobre o tema, desenvolve novas e atualizadas teorias que ajudam a entender as raízes do pesar e do sofrimento causados pelo luto. É uma abordagem baseada na sua experiência clínica, que apresenta propostas concretas para minimizar os efeitos emocionais e psicológicos da perda. Indicado para médicos, clérigos, psicólogos e advogados que lidam com o assunto, e também para pessoas que se interessem em entender melhor esta situação emocional.

Para conhece o outro livro de Colin Murray Parkes, Amor e perda, também editado pela Summus acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Amor+e+perda