‘5 MITOS E VERDADES SOBRE PILATES QUE VOCÊ PRECISA SABER’

O pilates é um exercício físico bastante recomendado para quem quer cuidar do corpo e não é fã das academias convencionais

Apesar de ser uma atividade relativamente nova no Brasil, com 26 anos de atuação no país, o pilates já ganhou bastante popularidade e atinge cada vez mais adeptos. As aulas ajudam a melhorar a flexibilidade, a postura, o fortalecimento dos músculos e a emagrecer. Porém, alguns mitos sobre a atividade ainda circulam por aí, impedindo que muita gente conheça os benefícios da prática por preconceito ou falta de conhecimento. Outro ponto que pode pesar é o peço, já que para praticar pilates é preciso investir uma quantia considerável por mês. O preço médio, em São Paulo, varia entre R$ 200 a R$ 600 (semanal ou três vezes na semana), dependendo da região, e se as aulas são particulares ou em grupo. O educador físico Douglas Paiva, também fundador da Pure Pilates, respondeu pra gente algumas questões sobre o exercício.

Sobre os valores, ele comenta: “O pilates muitas vezes é visto como uma atividade cara porque é comparado às aulas de academia, em que muitas pessoas são atendidas pelo mesmo instrutor. Porém, as turmas são enxutas, com no máximo com três alunos, o que acaba tornando as aulas mais personalizadas e, consequentemente, com resultados mais satisfatórios. Além disso, se você comparar com uma sessão de fisioterapia, no caso de praticar pilates para reabilitação, o valor acaba se tornando justo. Outro ponto que deve ser levado em conta é o investimento na prevenção de doenças, que quando instauradas acabam saindo muito mais caro do que as sessões.”

Pilates é só alongamento? O Pilates também é alongamento mas não se resume a isso como muitas pessoas pensam. Grávidas não devem praticar Pilates A não ser que haja alguma recomendação médica em casos de gravidez de risco, Pilates pode e deve ser praticado por grávidas. Pilates é coisa de mulher Pilates é coisa de mulher, mas também de homem. Para começar, ele foi criado por um homem, Joseph Pilates, que aplicou a técnica nele mesmo, obtendo ótimos resultados. Até um tempo atrás os estúdios eram dominados pela classe feminina, culturalmente mais preocupada com a saúde e estética, mas de um tempo pra cá a realidade mudou. Idosos não devem praticar Pilates

O pilates é um ótimo aliado dos idos e deve sim ser praticado por quem não tenha restrição médica. Além de proporcionar mais autonomia e energia ao praticante, que geralmente possui limitações, previne doenças típicas da terceira idade.

Pilates solo e pilates em estúdio são a mesma coisa Não são, apesar de terem a mesma essência. O pilates solo não conta com o apoio de equipamentos e exige do aluno um controle maior, já que tudo depende da força do próprio corpo. Algumas vezes são usadas bolas ou outros acessórios para diversificar os exercícios. No pilates em estúdio existem os equipamentos para a realização das aulas, que permitem aumento de carga e personalização deacordo com o objetivo de cada um.Ambas atividades são benéficas, vale verificar qual delas mais se encaixa com o seu perfil.

Matéria publicada originalmente na Revista Viva Mais. Para acessá-la na íntegra: http://vivamais.uol.com.br/noticias/viva-saudavel/5-mitos-e-verdades-sobre-pilates-que-voce-precisa-saber.phtml

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Para saber mais sobre pilates, conheça os livros da Summus:

O CORPO PILATES
Um guia para fortalecimento, alongamento e tonificação sem o uso de máquinas
Autora: Brooke Siler

O método desenvolvido por Joseph Pilates prioriza os movimentos realizados sem aparelhos, utilizando o corpo como ferramenta única e para desenvolver força, resistência e flexibilidade. Neste livro, encontramos a sequência de movimentos fiéis às intenções originais de Pilates, com instruções e desenhos explicativos precisos e esclarecedores.

 

DESAFIOS DO CORPO PILATES
Na academia, em casa e no dia a dia
Autora: Brooke Siler

Um programa de condicionamento físico deve possibilitar força, flexibilidade e condicionamento cardiovascular. Partindo das práticas de Pilates no solo, descritas em O corpo Pilates, Brooke Siler demonstra neste livro de que forma esses objetivos podem ser atingidos em um mesmo programa de exercícios. Também propõe algumas formas de levar para o dia-a-dia, sob supervisão de um orientador, os princípios de controle corporal do Pilates.

‘CONHEÇA AS ORIGENS DO PILATES, PRÁTICA QUE BENEFICIA O CORPO E A MENTE’

Método que exige autocontrole e precisão foi criado por um alemão na primeira metade do século 20. Com a ajuda da mulher, ele desenvolveu a técnica que conquistou adeptos mundo afora.

Hoje mundialmente conhecido, o pilates envolve força muscular, autocontrole, consciência na respiração e filosofia de movimento. A complexa compilação de exercícios foi criada por Joseph Hubert Pilates, com o auxílio da esposa.

Nascido no ano de 1883 no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, Pilates teve uma infância marcada por problemas físicos e respiratórios, como asma, febre reumática e raquitismo. Já na juventude, ele se interessou pelo treinamento e fortalecimento do corpo, inteirando-se sobre ginástica, esqui, fisiculturismo, ioga e meditação.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Joseph Pilates passou um período detido e usou a reclusão para estudar a fundo o movimento dos animais e a prática da ioga e desenvolver sua própria metodologia. Detentos participavam dos sistemáticos exercícios, e há supostos registros de que eles sobreviveram ilesos à forte epidemia de gripe da época, além de demonstrarem ótima saúde apesar de confinados.

De acordo com a Associação Brasileira de Pilates, nesse período Joseph “usou as camas hospitalares e outros artefatos [cintos, lastros e molas] para fortalecer enfermos, desenvolvendo os primeiros protótipos dos aparelhos hoje conhecidos”.

Após a guerra, Pilates voltou para Alemanha, onde trabalhou como preparador físico, especialmente com policiais de Hamburgo e bailarinos. Por volta de 1925, ele emigrou para os Estados Unidos, e, na viagem, conheceu a enfermeira Clara Zeuner, sua futura mulher e parceira no desenvolvimento do método que se tornaria mundialmente famoso.

Em Nova York, Joseph Pilates abriu um centro de treinamento no mesmo prédio do New York City Ballet. A dedicação de Clara foi fundamental para organização de seu método, além de incrementá-lo para reabilitação corporal. Famosos dançarinos e coreógrafos da época tornaram-se adeptos, como Martha Graham e George Balanchine. A essa altura já estava integrada à “filosofia Pilates” a importância da dança e do movimento para o equilíbrio do corpo e da mente.

Joseph Pilates escreveu suas teorias e métodos em livros como “Sua Saúde e Retorno à Vida pela Contrologia”, nome pelo qual o inventor chamava a técnica. Ele também foi inventor de mais de 20 aparelhos especialmente desenvolvidos para a prática, que utilizam o peso do próprio corpo e exigem propulsão do usuário.

Depois do marido, aos 84 anos, Clara continuou a dirigir o estúdio do casal por dez anos, até morrer em 1977. A prática continuou através de seus pupilos, treinados ao longo de 50 anos.

Fortalecimento e consciência corporal

Como uma filosofia do movimento, os mais de 300 exercícios criados pelo casal Pilates promovem alinhamento mental e físico, consciência corporal e fortalecimento e alongamento dos músculos.

O treino tem como principais benefícios melhorias na circulação sanguínea, no condicionamento físico e na resistência respiratória e muscular. Os movimentos são feitos lentamente, exigindo atenção do praticante.

A contrologia passou a ser conhecida pelo sobrenome de seu desenvolvedor graças à popularização de publicações na década de 1980 que compilaram seus ensinamentos. Friedman e Eisen, por exemplo, sintetizaram seis princípios no livro “The Pilates Method of Physical and Mental Conditioning”: respiração consciente, concentração, controle, fluidez, precisão e centralização da força.

Deve-se reforçar que a difusão dos ensinamentos de Pilates adaptou-se às preferências de seus discípulos, gerando diferentes vertentes. Detalhes como aparelhos usados e nomenclatura dos princípios podem se diferenciar dependendo do difusor do método.

Popularização no Brasil

De acordo com a Aliança Brasileira de Pilates (Abrapi), a primeira pessoa a difundir a técnica no país foi a baiana Alice Becker Denovaro, abrindo um estúdio em Salvador no ano de 1991. Graduada em Dança pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Coreografia pelo California Institute of The Arts, Alice trouxe consigo dos Estados Unidos o primeiro aparato de pilates.

Cada metrópole brasileira teve seu próprio pioneiro, como a dançarina Ruth Rachou, em São Paulo, que trouxe o método para seu espaço de dança em 1993. Quatro anos depois, Elaine de Markondes começou os trabalhos em Curitiba, após participar de diversos cursos e workshops.

O crescimento da prática de pilates foi tamanho no país que Denovaro notou a necessidade de unificar os profissionais de pilates na Abrapi, sendo a primeira presidente da organização.

Criada nos moldes da associação americana Pilates Method Alliance, a Abrapi estabeleceu um parâmetro de qualidade para prática do pilates, produzindo um guia próprio listando os 300 exercícios catalogados pelos discípulos diretos de Joseph Pilates, assim como sua nomenclatura.

Texto de Danielle Rotholi Balensifer, da Deutsche Welle, publicado no UOL em 15/07/16. Para acessá-lo na íntegra: http://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/deutsche-welle/2016/07/15/conheca-as-origens-do-pilates-pratica-que-beneficia-o-corpo-e-a-mente.htm

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Autora: Brooke Siler
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Na academia, em casa e no dia a dia
Autora: Brooke Siler
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