‘ANSIEDADE NÃO É TUDO IGUAL: CONHEÇA 10 SUBTIPOS QUE PRECISAM DE TRATAMENTO’

Matéria de Giulia Granchi, publicada originalmente no UOL VivaBem,
em 13/12/2018.

De forma geral, a ansiedade, considerada um fenômeno biológico, é necessária para a sobrevivência dos seres humanos e alguns animais. Ela nos ajuda a reagir em situações de perigo, ficar vigilante e atingir metas.

Quando ficamos com frio na barriga antes de uma apresentação no trabalho, por exemplo, e a situação é isolada, a ansiedade é considerada normal. Mas se o sentimento toma conta da mente de forma exagerada e começa a atrapalhar nas atividades diárias, devemos nos preocupar. São sinais que o quadro se tornou patológico, chamado de transtorno de ansiedade, e um aconselhamento profissional é necessário.

Mas se engana quem pensa que todos que sofrem de ansiedade têm o mesmo transtorno. De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, feito pela Associação Americana de Psiquiatria, existem 9 subtipos da doença, cada um deles com diferentes sintomas. Confira abaixo:

  1. Transtorno de ansiedade generalizada

Esse é o tipo o mais comum e frequente. É caracterizado por ansiedade e preocupação excessivas frequentes causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes por pelo menos seis meses. Para que ocorra o diagnóstico, o quadro precisa estar associado com três ou mais dos seguintes seis sintomas: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, cansaço, falta de concentração, irritabilidade, tensão muscular e dificuldade para adormecer.

  1. Mutismo seletivo

Ao se encontrarem com outros indivíduos em interações sociais, as pessoas com mutismo seletivo não iniciam a conversa ou respondem reciprocamente quando os outros falam com elas. O quadro é mais comum em crianças, mas pode persistir na vida adulta. As situações de relacionamento interpessoal são marcadas por forte sensação de ansiedade e os indivíduos costumam ser prejudicados em suas relações pessoais e desempenho acadêmico ou no trabalho. A dificuldade na fala também pode interferir na comunicação social, embora as crianças com esse transtorno ocasionalmente usem meios não verbais, como usar as mãos para se comunicar.

  1. Transtorno de ansiedade de separação

Assim como o mutismo seletivo, este transtorno é mais comum em crianças, mas existem adultos com o problema também. Ele é caracterizado pelo medo ou ansiedade excessivo em relação à separação por apego, podendo ser com uma pessoa, animais com objetos e até lugares, como a mudança de casa.  Quando separadas das figuras importantes de apego, as crianças diagnosticadas podem apresentar dificuldade em socializar, apatia, tristeza ou dificuldade de concentração. Dependendo da idade, elas também podem criar medos excessivos de animais monstros, escuro, ladrões, acidentes e outras situações que lhes dão a percepção de perigo. Os indivíduos com o quadro limitam suas atividades independentes longe de casa ou das figuras de apego –muitas vezes não querem realizar tarefas básicas como ir à escola ou supermercado sozinhos.

  1. Transtorno de pânico

É caracterizado por episódios de ataques de pânico recorrentes, cuja característica principal é um surto abrupto de medo ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e costuma durar até meia hora. Os sintomas incluem taquicardia, sudoreses, tremores, falta de ar, sensação de asfixia, dores no peito, náusea, tontura, calafrios, parestesias (anestesia ou sensações de formigamento), desrealização (sensações de irrealidade), medo de perder o controle ou “enlouquecer” e medo de morrer.

Apesar de serem pontuais, os ataques podem se repetir sem gatilhos específicos, o que costuma gerar ansiedade e preocupação para sair de casa em pacientes que sofrem do quadro. Confira dicas para lidar com um ataque de pânico.

  1. Fobias específicas

É o medo excessivo em situações específicas, como entrar em um elevador, encontrar um rato, estar próximo de janelas altas… A resposta de medo, ansiedade e estresse é automática nesses casos, que se repetem toda vez que o paciente não consegue evitar a situação. Mas o que diferencia esse quadro do medo comum é a intensidade exagerada dos sintomas. Por exemplo, se a pessoa tem fobia de injeções, ela não conseguirá nem deixar que outra pessoa aplique uma vacina ou medicamento nela dessa forma, e já apresentará sintomas de pânico. Uma pessoa que tem um medo não patológico de agulhas consegue lidar com isso de forma um pouco melhor.

  1. Fobia social

É o nome dado ao medo ou ansiedade exagerados de ser exposto a possível avaliação por outras pessoas em situações sociais. O desconforto vai além da fala em público: pessoas com o diagnósticos se sentem constrangidas e humilhadas simplesmente ao serem observadas em atividades comuns, como comer, beber e escrever. O grau e o tipo de ansiedade podem variar em diferentes ocasiões.

  1. Agorafobia

É quando o indivíduo tem medo ou ansiedade de espaços que, em geral, não consideram seguros. Nesses casos, a insegurança é desproporcional ao perigo do que realmente pode acontecer. Pacientes com esse quadro sentem medo de serem atacados, não conseguirem sair do local em que estão ou não serem socorridos, e passam a evitar lugares ou pedirem companhia.

  1. Transtorno de ansiedade induzido pelo uso de substâncias

Acontece pelo uso excessivo de substâncias como drogas (maconha, ecstasy, cocaína…), excesso de cafeína, álcool, medicamentos como opioide e anfetamina. Os pacientes diagnosticados com este subtipo de ansiedade têm suas atividades diárias prejudicadas por preocupações excessivas e até ataques de pânico que acontecem junto ou separadamente do uso das substâncias.

  1. Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica

O transtorno é desenvolvido por causa da descoberta (comprovada clinicamente) de uma condição de médica, incluindo diferentes doenças e alterações físicas. Os sinais podem incluir sintomas proeminentes de ansiedade ou ataques de pânico, que compromete o funcionamento social do indivíduo.

  1. Especificado e não especificado

Esta categoria é destinada aos casos que, apesar do sofrimento persistente e avassalador, não entram nos critérios das especificações dos subtipos acima, ou não acontecem a tempo suficiente para que ocorra o diagnóstico.

Fontes: Higor  Caldato, psiquiatra pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e  Luiz Vicente Figueira de Mello, médico supervisor do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria FMUSP e médico assistente pela Fundação Faculdade de Medicina.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/13/ansiedade-nao-e-tudo-igual-conheca-9-subtipos-que-precisam-de-tratamento.htm

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Tem interesse no assunto? Conheça o livro do psiquiatra e psicoterapeuta Breno Serson, especializado no tema:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

“TRANSTORNO DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES”, PELO PRÓPRIO AUTOR

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. “Transtornos de ansiedade, estresse e depressões”, recém lançado pela MG Editores, objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas. 

Confira no vídeo abaixo o que diz o autor da obra, o psiquiatra Breno Serson.

Saiba mais sobre o livro em:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1442/9788572551199

EDIÇÃO ESPECIAL DA REVISTA MENTE & CÉREBRO DESTACA O LIVRO “ENIGMA BIPOLAR”

A edição especial da revista Mente Cérebro – Quando o Cérebro e a Mente Adoecem – deu destaque para o livro Enigma bipolar, da MG Editores. O autor da obra, o psiquiatra Teng Chei Tung, assina o artigo “Transtorno bipolar, a doença da inconstância”, no qual afirma que o distúrbio bipolar é ainda uma doença cercada de preconceitos. Leia a íntegra: http://goo.gl/mvAOmF.

O transtorno bipolar é um distúrbio que afeta cada vez mais pessoas no mundo. Cerca de 10% da população convive com a doença. A falta de informação, entretanto, faz que a patologia seja descrita, muitas vezes, de forma caricata, como uma espécie de descontrole ou agressividade. À desinformação soma-se o preconceito, que parte tanto da sociedade quanto da classe médica. No livro Enigma bipolar – Consequências, diagnósticos e tratamento do transtorno bipolar , o psiquiatra, que há mais de vinte anos participa do Grupo de Doenças Afetivas (Gruda) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, assume a tarefa de desvendar os enigmas do transtorno bipolar.

Para cumprir esse objetivo, o autor esclarece pontos obscuros da patologia, como a complexidade do tratamento e a dificuldade de elaborar um diagnóstico correto. Ele também constrói um perfil das chamadas “doenças afetivas” e desmistifica o estigma do deprimido como pessoa sempre triste e incapaz, afirmando que, frequentemente, a insônia, o desânimo e a preguiça crônicos, que variam com o tempo, podem indicar um quadro de depressão ignorado pelo paciente e por aqueles que o cercam.

Em linguagem clara e abordando casos reais, Teng Chei Tung auxilia o portador da doença a enfrentar o problema. O psiquiatra responde no livro às principais questões sobre o distúrbio: possíveis causas, sintomas, tipos de tratamento, medicamentos disponíveis, consequências para a família, conceito de normalidade e até prevenção.

De acordo com o psiquiatra, a maioria dos pacientes não é diagnosticada como deveria e quase sempre é enquadrada como portadora de depressão unipolar. “Mesmo quando o diagnóstico está correto, diversos tratamentos úteis não são utilizados por falta de treinamento ou conhecimento”, afirma.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1061/Enigma+bipolar

PALESTRA DE LANÇAMENTO DO LIVRO “SEXUALIDADE SEM FRONTEIRAS”, EM 8 DE ABRIL

O psiquiatra Flávio Gikovate lançou seu novo livro pela MG Editores, Sexualidade sem fronteiras, com palestra na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. O evento foi realizado no dia 8 de abril de 2013, e você pode assistir à palestra na íntegra no vídeo abaixo:

Para saber mas sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1330/SEXUALIDADE+SEM+FRONTEIRAS

 

REVISTA PODER ENTREVISTA FLÁVIO GIKOVATE

Em entrevista à revista Poder Joyce Pascowitch, edição de junho, o psicoterapeuta Flávio Gikovate falou sobre competição, vaidade, ressentimento, insatisfação e medo da morte. Na reportagem, intitulada “No topo e em crise”, ele conta o que passa com os homens e mulheres mais poderosos do país, que frequentam seu consultório. Clique no link para ler a entrevista: http://goo.gl/m56BD

No último livro lançado pela MG Editores – Sexualidade sem fronteiras, Gikovate põe de lado velhos pontos de vista e crenças, fruto da tradição religiosa e dos preconceitos mais tradicionais, e traz para o centro do debate as variáveis que interferem na vida sexual.

O primeiro passo nessa jornada de volta à evolução é entender que o caráter lúdico do erotismo desvincula o sexo do compromisso social. Esse é o clima que deve prevalecer nas relações sexuais. Cada um de nós deve escolher e vivenciar os tipos de carícia – consentida – que mais lhe agradarem; cada um de nós deve ser livre para (re)direcionar os interesses eróticos da forma como bem nos aprouver. Só assim os rótulos se tornarão descabidos e desnecessários, e em vez de falarmos em hétero, homo, bissexualidade etc. falaremos em sexualidade.

“Minha proposta é de um mundo sem preconceitos (não só os de natureza sexual) no qual o sexo fosse verdadeiramente lúdico. Isso significaria tratá-lo como uma brincadeira em que não cabem cobranças, preocupações com o desempenho ou medo de fracasso, e na qual podemos considerar que tudo que é de consentimento recíproco é também legítimo”, afirma o psicoterapeuta.

Gikovate tem-se dedicado com mais afinco nos últimos anos a pensar sobre nossa condição de seres biopsicossociais, ou seja, indivíduos constituídos por ideias e ações tanto biológicas e psicológicas quanto decorrentes da educação e dos valores que recebemos ao longo da vida. “São tantas as variáveis implicadas em nosso futuro, do ponto de vista sexual – variáveis de caráter inato, determinadas pela nossa história de vida e também pelo contexto sociocultural em que vivemos, que tudo pode acontecer. É uma pena que essa liberdade não possa ser exercida, pois quando uma pessoa diz a si mesma ‘Eu sou heterossexual’ ou ‘Eu sou gay’ ela determina e delimita as fronteiras em que vai atuar”, diz.

Para saber mais sobre os livros do autor, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1330/SEXUALIDADE+SEM+FRONTEIRAS

ÉPOCA ENTREVISTA FLÁVIO GIKOVATE

Em entrevista à Época Online, publicada nesta segunda-feira, dia 8 de abril, o psicoterapeuta Flávio Gikovate, que acaba de lançar o livro Sexualidade sem fronteiras (MG Editores), afirmou que “no futuro, o que irá determinar a orientação sexual de uma pessoa será seu envolvimento sentimental”. Na reportagem, ele propõe uma vida sexual sem cobranças e sem rótulos. O importante, diz ele, é trazer o sexo para o domínio do amor, independentemente de qual gênero o parceiro seja. Leia a íntegra: http://goo.gl/XWZr6. No livro Sexualidade sem fronteiras, Gikovate põe de lado velhos pontos de vista e crenças, fruto da tradição religiosa e dos preconceitos mais tradicionais, e traz para o centro do debate as variáveis que interferem na vida sexual.

O primeiro passo nessa jornada de volta à evolução é entender que o caráter lúdico do erotismo desvincula o sexo do compromisso social. Esse é o clima que deve prevalecer nas relações sexuais. Cada um de nós deve escolher e vivenciar os tipos de carícia – consentida – que mais lhe agradarem; cada um de nós deve ser livre para (re)direcionar os interesses eróticos da forma como bem nos aprouver. Só assim os rótulos se tornarão descabidos e desnecessários, e em vez de falarmos em hétero, homo, bissexualidade etc. falaremos em sexualidade.

“Minha proposta é de um mundo sem preconceitos (não só os de natureza sexual) no qual o sexo fosse verdadeiramente lúdico. Isso significaria tratá-lo como uma brincadeira em que não cabem cobranças, preocupações com o desempenho ou medo de fracasso, e na qual podemos considerar que tudo que é de consentimento recíproco é também legítimo”, afirma o psicoterapeuta.

Gikovate tem-se dedicado com mais afinco nos últimos anos a pensar sobre nossa condição de seres biopsicossociais, ou seja, indivíduos constituídos por ideias e ações tanto biológicas e psicológicas quanto decorrentes da educação e dos valores que recebemos ao longo da vida. “São tantas as variáveis implicadas em nosso futuro, do ponto de vista sexual – variáveis de caráter inato, determinadas pela nossa história de vida e também pelo contexto sociocultural em que vivemos, que tudo pode acontecer. É uma pena que essa liberdade não possa ser exercida, pois quando uma pessoa diz a si mesma ‘Eu sou heterossexual’ ou ‘Eu sou gay’ ela determina e delimita as fronteiras em que vai atuar”, diz.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1330/SEXUALIDADE+SEM+FRONTEIRAS

GIKOVATE LANÇA O LIVRO “SEXUALIDADE SEM FRONTEIRAS” COM PALESTRA, NA LIVRARIA CULTURA, EM SÃO PAULO

A MG Editores e a Livraria Cultura (Conjunto Nacional – São Paulo) promovem no dia 8 de abril, segunda-feira, a partir das 19 horas o lançamento do livro Sexualidade sem fronteiras, de Flávio Gikovate. Entre 19h e 20h, no Teatro Eva Herz,  haverá palestra com o psicoterapeuta. A sessão de autógrafos acontecerá em seguida, em frente ao teatro, no piso superior da livraria, que fica na Avenida Paulista, 2073, São Paulo.

A revolução sexual iniciada no século XX ampliou o debate em torno da sexualidade, mas a verdade é que avançamos pouco nesse campo da existência humana. Na sociedade em que impera o consumo e a vaidade, homens e mulheres se perderam. A preocupação com o desempenho sexual, o número de relações por semana, a quantidade de orgasmos, a competência, a exuberância, o jogo de poder da sedução, em rotular quem é hétero e quem é homo, pauta a vida da maioria das pessoas. Esquecemos o trivial: liberdade e obrigação definitivamente não combinam quando o assunto é sexo. No livro Sexualidade sem fronteiras, Gikovate põe de lado velhos pontos de vista e crenças, fruto da tradição religiosa e dos preconceitos mais tradicionais, e traz para o centro do debate as variáveis que interferem na vida sexual.

O primeiro passo nessa jornada de volta à evolução é entender que o caráter lúdico do erotismo desvincula o sexo do compromisso social. Esse é o clima que deve prevalecer nas relações sexuais. Cada um de nós deve escolher e vivenciar os tipos de carícia – consentida – que mais lhe agradarem; cada um de nós deve ser livre para (re)direcionar os interesses eróticos da forma como bem nos aprouver. Só assim os rótulos se tornarão descabidos e desnecessários, e em vez de falarmos em hétero, homo, bissexualidade etc. falaremos em sexualidade.

“Minha proposta é de um mundo sem preconceitos (não só os de natureza sexual) no qual o sexo fosse verdadeiramente lúdico. Isso significaria tratá-lo como uma brincadeira em que não cabem cobranças, preocupações com o desempenho ou medo de fracasso, e na qual podemos considerar que tudo que é de consentimento recíproco é também legítimo”, afirma o psicoterapeuta.

“As pessoas que vivem de acordo com a sexualidade não têm compromisso com seu passado sexual e podem se movimentar dentro do espectro das possibilidades da sexualidade livres e isentas de qualquer norma ou preconceito. Elas se fixarão em determinado território tanto em função de suas convicções e deliberações racionais como em decorrência de outro impulso que, na prática, se sobrepõe ao erótico: o encantamento amoroso de ótima qualidade”, conclui.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1330/SEXUALIDADE+SEM+FRONTEIRAS

 

O ESPELHO MÁGICO

Editado pela primeira vez em 1973, O espelho mágico – Um fenômeno social chamado corpo e alma, da Editora Ágora, permanece atualíssimo e toca em um dos assuntos preferidos do saudoso psiquiatra J.A. Gaiarsa: a hipocrisia. Quem de nós realmente encara o espelho e se vê? Mostrando que a dicotomia entre corpo e alma é um dos maiores empecilhos à evolução humana, o autor nos faz perceber que o confronto com nosso eu, embora dolorido, é um dos caminhos para a mudança.

Primeiro título lançado com nova identidade visual depois da morte do psiquiatra, em 2010, a obra está na 14ª edição. Dividida em 24 capítulos ilustrados, chega ao leitor com o texto revisado, porém mantendo a fórmula de escrita bem humorada, característica marcante do autor.

O autoconhecimento, segundo Gaiarsa, é a chave para combater a hipocrisia. Para ele, em geral, nunca dizemos o que pensamos. “Porque queremos crer, porque precisamos crer que não mostramos aquilo que não fica bem, que não é elegante, que é mau ou feio”, afirma. Na opinião do psiquiatra, essa divergência entre o que se acredita estar mostrando e o que o outro vê gerou uma das dicotomias mais falsas de toda a história do pensamento humano – a noção de corpo e alma. Sendo que a alma é aquilo que acho que estou mostrando; e o corpo é aquilo que o outro vê.

Somente quando nos conhecermos melhor passaremos a agir de forma mais livre e espontânea, cobrando menos dos outros. “Quando olhamos [no espelho], fazemos a cara que nos apraz ou vemos a cara que nos convém. […] Sempre olhamos para o espelho com alguma intenção e, por isso, nada mais vemos fora dessa intenção. A intenção é um seletor de estímulos. Por isso o espelho não serve para nos mostrar nossa face, que, lembremos, é uma estranha face para nós”, afirma Gaiarsa.

A cegueira que temos em relação a nossa imagem e a influência que ela tem sobre as pessoas determina um tipo de jogo nas relações pessoais, segundo o psiquiatra. “A verdade simples é que ninguém esconde muito o que sente nem consegue disfarçar quando está disfarçando, mas como na própria classe todos usam o mesmo artifício e praticam o mesmo embuste ninguém denuncia ninguém. E a mentira de cada um subsiste à custa da mentira de todos”, afirma.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1333/ESPELHO+M%C3%81GICO,+O

DR. IVAN MARIO BRAUN FALA SOBRE DROGAS EM ENTREVISTA À RÁDIO CBN

O dr. Ivan Mario Braun, autor do livro Drogas – Perguntas e respostas (MG Editores), foi entrevistado neste domingo, dia 17 de fevereiro, pelo programa Revista CBN, da rádio CBN. Entre outros temas, ele explicou porque algumas pessoas têm mais propensão a se viciar em substâncias. Para ouvir a entrevista, acesse: http://cbn.globoradio.globo.com/programas/revista-cbn/2013/02/17/ALGUMAS-PESSOAS-TEM-MAIS-PROPENSAO-A-SE-VICIAR-EM-SUBSTANCIAS.htm

O que é vício? O que é dependência? Que drogas levam a abuso ou dependência? Por que algumas pessoas podem usar entorpecentes esporadicamente enquanto outras desenvolvem abuso ou dependência? Essas perguntas permeiam a vida de pessoas que se envolvem com as drogas direta ou indiretamente. No livro, o psiquiatra esclarece com objetividade as principais questões relacionadas ao assunto. A obra trata de maneira aprofundada sobre cigarro, álcool, cafeína, maconha, cocaína, anfetaminas, inalantes, heroína, anabolizantes e diversas outras substâncias, como o crack.

A intenção é oferecer informações mais completas, respondendo desde perguntas simples até questionamentos sobre composições químicas e tratamentos. “Tudo de maneira que o leigo entenda em uma consulta rápida”, explica dr. Braun. Partindo de sua experiência no Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, ele sintetizou na obra as perguntas mais comuns feitas por oitenta usuários e os familiares destes.

Para exemplificar a falta de conhecimento sobre o tema, o médico cita um caso de uso do ecstasy, quando uma pessoa teria morrido em razão do consumo da droga. “Vários autores acreditam que a morte, nesse caso, provavelmente ocorre por causa da associação da ingestão com exercício físico intenso (geralmente dança) em ambientes quentes e sem consumo adequado de água. A temperatura do corpo se eleva, e essa acaba sendo, possivelmente, a mais frequente causa de morte associada ao consumo de ecstasy”, explica o psiquiatra.

O livro traz dados sobre definições, causas, efeitos, tratamentos, recaídas, internações e pós-tratamento, além de informações adicionais sobre as drogas. O psiquiatra relata aspectos da intoxicação, da abstinência, do abuso e da dependência das substâncias com ações psicotrópicas, divididas em grupos como álcool, alucinógenos, anfetaminas e substâncias semelhantes, nicotina, cafeína, cocaína, drogas projetadas e outros, esclarecendo as dúvidas sobre cada um.

Outro objetivo da obra é complementar os conhecimentos dos profissionais de saúde não especializados em drogas. Segundo o médico, é importante que especialistas de outras áreas conheçam peculiaridades fundamentais para contribuir efetivamente com o tratamento.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1024/Drogas

 

‘POR QUE A COMUNICAÇÃO É TÃO DIFÍCIL’

Falar é algo que requer cautela, porque o que falamos quase sempre não coincide com o que o outro vai ouvir.

Segundo o filósofo Ortega Y Gasset, estamos todos condenados a uma “solidão radical”, justamente porque a comunicação é sempre precária.

Ouvir de verdade significa tentar se abrir para o argumento da outra pessoa, buscando não agir de modo radical ou crítico e, se for o caso, acoplar aquela nova ideia, em vez de simplesmente desqualificar aquilo que ouve.

Veja o que diz Flávio Gikovate sobre o assunto: