FOTÓGRAFA CRITICA OBSESSÃO FEMININA POR BELEZA E PERFEIÇÃO COM IMAGENS CHOCANTES

“A fortuna gasta todos os anos com produtos e procedimentos de beleza prova que ainda somos pressionadas e submetidas aos regimes de beleza”, diz autora da série.

Retocar a raiz, passar na manicure, agendar um horário com a depiladora, cortar os carboidratos da dieta. Para muitas mulheres, o cuidado com a manutenção da beleza é uma das obrigações femininas.

Refletindo sobre essas imposições e os efeitos negativos sobre os aspectos psicológico e físico das mulheres, a fotógrafa e artista visual Jessica Ledwich criou a série “O Feminino Monstruoso”, com fotos e edições chocantes sobre os poderes da indústria da beleza.

As imagens editadas por Jessica formam uma representação sinistra dos rituais de beleza a que as mulheres se submetem, como manicure, depilação e bronzeamento artificial, entre outros.

“A ideia desse projeto foi mostrar um dos aspectos comportamentais mais bizarros do ser humano. Existe essa obsessão cultural gigantesca em relação à beleza e à perfeição, e um medo grande do envelhecimento, de um jeito que a identidade de uma geração de mulheres é moldada para se sentir assim. Quis explorar as rotinas e práticas de beleza delas”, explicou Jessica Ledwich em entrevista ao Delas.

A artista, nascida em Melbourn, na Austrália, confessa que também não está imune às pressões da sociedade sobre seu corpo e sua aparência.

“Estou exposta a essa mesma cultura e tenho consciência de como ela transforma o modo como você olha para si mesma e para os outros. Por ter essa consciência, consegui idealizar uma crítica a esses ideais por meio da arte”, acredita Jessica.

Segundo ela, é fundamental que as mulheres quebrem esse ciclo de imposições e se livrem dos estereótipos que as escravizam, não cedendo às pressões da mídia.

“Mas isso não está apenas nas mãos das mulheres. A sociedade, como um todo, precisa começar a se responsabilizar pelos estereótipos que promove”, reforça a fotógrafa.

 

Matéria publicada originalmente no iG. Para lê-la na íntegra e ver as imagens, acesse: http://delas.ig.com.br/comportamento/2014-05-20/fotografa-critica-obsessao-feminina-por-beleza-e-perfeicao-com-imagens-chocantes.html

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Se você se interessa pelo assunto, conheça o livro A beleza impossível, da Editora Ágora:

20048A BELEZA IMPOSSÍVEL
Mulher, mídia e consumo
Autora: Rachel Moreno
A quem interessa vender uma beleza inalcançável? De que maneira a mídia manipula nossa consciência em nome dos interesses do mercado? Quais são as conseqüências para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel Moreno responde a estas e outras perguntas neste livro vigoroso e crítico, apontando caminhos para que possamos nos defender dessas armadilhas.

REVISTA NOVA ENTREVISTA RACHEL MORENO

A edição de fevereiro da revista Nova teve a participação da psicóloga Rachel Moreno, autora do livro A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo, da Editora Ágora. A reportagem, intitulada “Cheia de razão”, fala do preconceito com as pessoas gordas. Para Rachel, os estigmas relacionados à gordura podem destruir a autoestima. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/UmA4rr

A mídia mexe diariamente com a auto-estima feminina. As beldades que posam para revistas e desfilam na TV formam um grupo seleto, mas, mesmo assim, esse padrão estético é cobiçado e desejado. Quem não se encaixa nele – a maioria das mulheres – sente-se excluída e humilhada e tende a aceitar qualquer sacrifício em nome da “beleza ideal”. 20048Diante desse quadro, cabe perguntar: como as mulheres chegaram a esse ponto, depois de tantas conquistas importantes no último século? Quais são as consequências dessa obsessão para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel Moreno responde a essas e outras questões no livro. Destinada a mulheres, maridos, pais e educadores, a obra é um alerta para os malefícios dessa imposição social e ensina a reconhecer os limites da ditadura da beleza.

Na obra, a autora trata, ainda, da possibilidade real de o excesso de vaidade se tornar um problema de saúde pública, dada a interferência da mídia, da publicidade e dos interesses do mercado na formação das crianças e adolescentes. “O ideal de beleza cria um desejo de perfeição, introjetado e imperativo. Ansiedade, inadequação e baixa auto-estima são os primeiros efeitos colaterais desse mecanismo. Os mais complexos podem ser a bulimia e a anorexia”, afirma Rachel, lembrando que mesmo as mulheres adultas podem ter sua estabilidade emocional afetada.

As brasileiras, segundo pesquisa internacional feita por uma multinacional da área de cosméticos, estão entre as que têm a autoestima mais baixa – muito provavelmente em consequência do modelo de beleza eurocêntrico e inalcançável para a realidade nacional. De acordo com o levantamento, elas se submeteriam a todo tipo de intervenção estética para se sentir belas.

“A mulher brasileira busca se aproximar da silhueta típica das europeias (mais longelíneas) ou das americanas (de seios mais fartos)”. Isso mostra o quão maléfica é a influência da mídia.  “As mulheres estão bastante desconfortáveis consigo mesmas. Desconfortáveis e provavelmente com sentimento de culpa. Uma geração com baixa autoestima. A quem serve isso?”, questiona Rachel.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1104/Beleza+imposs%C3%ADvel,+A

REVISTA ÉPOCA DESTACA O LIVRO “A BELEZA IMPOSSÍVEL”

A revista Época desta semana deu destaque para o livro A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo (Editora Ágora), da psicóloga Rachel Moreno. A matéria, intitulada “Conselhos para não seguir”, conta a história de três blogueiras americanas que defendem o politicamente incorreto para se dar bem na vida. Veja na íntegra: http://goo.gl/no0KjL.

A mídia mexe diariamente com a auto-estima feminina. As beldades que posam para revistas e desfilam na TV formam um grupo seleto, mas, mesmo assim, esse padrão estético é cobiçado e desejado. Quem não se encaixa nele – a maioria das mulheres – sente-se excluída e humilhada e tende a aceitar qualquer sacrifício em nome da “beleza ideal”. Diante desse quadro, cabe perguntar: como as mulheres chegaram a esse ponto, depois de tantas conquistas importantes no último século? Quais são as conseqüências dessa obsessão para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel responde a essas e outras questões em seu livro. Seu principal objetivo é alertar mulheres, maridos, pais e educadores para os malefícios dessa imposição social e ensiná-los a reconhecer os limites da ditadura da beleza.

Na obra, a autora trata, ainda, da possibilidade real de o excesso de vaidade se tornar um problema de saúde pública, dada a interferência da mídia, da publicidade e dos interesses do mercado na formação das crianças e adolescentes. “O ideal de beleza cria um desejo de perfeição, introjetado e imperativo. Ansiedade, inadequação e baixa auto-estima são os primeiros efeitos colaterais desse mecanismo. Os mais complexos podem ser a bulimia e a anorexia”, afirma Rachel, lembrando que mesmo as mulheres adultas podem ter sua estabilidade emocional afetada.

As brasileiras, segundo pesquisa internacional feita por uma multinacional da área de cosméticos, estão entre as que têm a auto-estima mais baixa – muito provavelmente em conseqüência do modelo de beleza eurocêntrico e inalcançável para a realidade nacional. De acordo com o levantamento, elas se submeteriam a todo tipo de intervenção estética para se sentir belas.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1104/Beleza+imposs%C3%ADvel,+A