PARA COMPREENDER A FÚRIA DAS RUAS

Em junho de 2013, a população foi às ruas protestar. Um movimento surpreendente, com um caráter absolutamente inédito. No dia 15 de março de 2015, a manifestação se repetiu. Atos contra o governo reuniram 1,7 milhão de pessoas no Brasil, sendo 1 milhão apenas em São Paulo, segundo a Polícia Militar. Diante da magnitude dos eventos, cabe perguntar: há semelhanças entre os dois? Para o cientista político Rubens Figueiredo, organizador do livro Junho de 2013 – A sociedade enfrenta o Estado, as diferenças são enormes.

“Em 2013, a economia não ia tão mal, a presidente Dilma Rousseff tinha uma aprovação altíssima nas pesquisas e não existia, no horizonte visível, algo que indicasse um protesto daquelas dimensões. Em 2013, tinha o estopim (o aumento das passagens de ônibus). E os manifestantes queriam mais ação do governo, com demandas generalizadas: saúde (hospitais com padrão FIFA), educação, transportes, menos corrupção etc.”

Figueiredo lembra que agora não há um estopim. “O que temos é uma ideia mais amadurecida e o grito é “Fora Dilma!”. O que era difuso antes, segundo ele, agora ficou concentrado. “Em 2013, não houve sinais de que poderia acontecer algo naquela dimensão. “Agora, tivemos o panelaço e a presidente sendo vaiada ostensivamente na Feira da Construção, em São Paulo.

Em 2013, a maioria dos manifestantes era jovem. Em 2015, todas as faixas etárias protestaram. Em suma, em 2013 foi emoção. Agora, é sentimento.”

Junho de 2013 

10979No livro Junho de 2013, lançado no final de 2014 pela Summus Editorial, expressivos intelectuais brasileiros comentam as surpreendentes manifestações de junho de 2013. A obra é uma contribuição para o aprofundamento da análise daquela que foi, provavelmente, a mais complexa e difusa manifestação popular de que se tem notícia no Brasil. Os 10 capítulos contemplados no livro foram escritos, quase todos, no segundo semestre de 2013 e refletem o clima da mais absoluta surpresa que tomou conta da sociedade. “É como descrever um furacão sendo levado pelo vendaval”, diz o organizador.

Bernardo Sorj, Denis Rosenfield, José Nêumanne Pinto, Marcelo S. Tognozzi, Ney Figueiredo, Roberto Macedo, Rogério Schmitt, Rubens Figueiredo e Túlio Khan trazem à tona um tema que abalou o status quo da política brasileira. Buscando compreender um dos movimentos sociais mais surpreendentes dos últimos tempos no Brasil, eles analisam a questão econômica, o papel das redes sociais, as reações das autoridades e o papel dos jovens na política moderna.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1394/JUNHO+DE+2013

 

RÁDIO CBN ENTREVISTA RUBENS FIGUEIREDO, ORGANIZADOR E COAUTOR DE “JUNHO DE 2013”

10979Rádio CBN entrevista Rubens Figueiredo, organizador e um dos autores de Junho de 2013 – A sociedade enfrenta o Estado, da Summus. Os movimentos de junho de 2013 foram uma das mais importantes manifestações populares da história brasileira. Além disso, apresentaram um caráter absolutamente inédito. Não tiveram uma causa, como nas diretas‑já e no impeachment de Collor. Não foram convocados por instituições representativas tradicionais, como partidos, sindicatos e grêmios estudantis. E surpreenderam porque não existia no horizonte nada que indicasse uma movimentação social tão intensa. Acompanhar essas manifestações extraordinárias, tentar identificar suas causas, analisar a questão econômica, o papel das redes sociais, as reações das autoridades e a atuação dos jovens na política moderna são os objetivos deste livro, escrito por um time de expressivos intelectuais brasileiros.

Ouça abaixo a entrevista:

 

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1394/JUNHO+DE+2013

 

 

AUTORES DO LIVRO “JUNHO DE 2013” AUTOGRAFAM NA LIVRARIA CULTURA DO CONJUNTO NACIONAL, EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria Cultura (Conjunto Nacional – São Paulo) promovem no dia 21 de outubro, terça-feira, das 18h30 às 21h30, o lançamento do livro Junho de 2013 – A sociedade enfrenta o Estado. Os autores, Bernardo Sorj, Denis Rosenfield, José Nêumanne Pinto, Marcelo S. Tognozzi, Ney Figueiredo, Roberto Macedo, Rogério Schmitt, Rubens Figueiredo (organizador) e Túlio Khan, receberão os convidados no piso térreo da livraria, que fica na Av. Paulista, 2073, São Paulo.

Esse grupo de renomados intelectuais e jornalistas brasileiros trazem à tona um tema que abalou o status quo da política brasileira. Buscando compreender um dos movimentos sociais mais surpreendentes dos últimos tempos no Brasil, os intelectuais analisam a questão econômica, o papel das redes sociais, as reações das autoridades e o papel dos jovens na política moderna.

Os movimentos de junho de 2013 foram uma das mais importantes manifestações populares da história brasileira. Além disso, apresentaram um caráter absolutamente inédito. Não tiveram uma causa, como nas diretas-já e no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Não foram convocadas por instituições representativas tradicionais, como partidos, sindicatos e grêmios estudantis. E foram surpreendentes porque não existia no horizonte nada que indicasse uma movimentação social tão intensa.

Organizada pelo cientista político Rubens Figueiredo, Junho de 2013 é uma contribuição para o aprofundamento da análise daquela que foi, provavelmente, a mais complexa e difusa manifestação popular de que se tem notícia no Brasil. Os 10 capítulos contemplados no livro foram escritos, quase todos, no segundo semestre de 2013 e refletem o clima da mais absoluta surpresa que tomou conta da sociedade. “É como descrever um furacão sendo levado pelo vendaval”, diz o organizador.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1394/JUNHO+DE+2013

Junho de 2013