‘NOVO ENSINO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA NO PAÍS DESTACA RESISTÊNCIA E CULTURA AFRO’

Implementação de lei que tornou obrigatória a temática no currículo é irregular entre estados e municípios

Matéria de Angela Pinho, publicada na Folha de S. Paulo,
em 19/11/2019.

Eles à noite ganham vida, mandam cartas para as crianças e, no final do ano, saem de férias  para voltar com novos objetos.

Os bonecos da família Abayomi estão no centro do trabalho pedagógico da Escola Municipal Nelson Mandela, no Limão (zona norte de SP), que atende crianças de 4 a 6 anos. O pai, Azizi, é um príncipe africano. A mãe, Sofia, é sua mulher e branca. O casal tem dois filhos miscigenados, um de cor mais clara e outro de uma mais escura.

A partir da história deles, construída em conjunto com as crianças, a escola aborda diversos temas relacionados às questões étnico-raciais, como o racismo, a explicação biológica para a diferença de cor da pele e outras.

A escola é uma das que transformaram seu currículo desde a sanção da lei que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afrobrasileira. Dezesseis anos após a legislação entrar em vigor, a implementação da medida ainda é irregular pelo país. As iniciativas existentes, porém, têm cada vez mais tentado mostrar uma história do negro que vai muito além da escravidão.

Ao analisar os planos de educação de todos os estados e de uma amostra de municípios do país para uma publicação do Conselho Nacional de Educação (CNE) de 2018, a cientista social Edilene Machado Pereira, doutora pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), constatou que os planos estaduais, em regra, contemplam o previsto na lei, com ações que viabilizem a efetiva implementação, como capacitação de professores e produção de material didático.

Nos planos municipais, porém, muitas vezes há menção à lei, mas sem indicação de ações que a tornem efetiva. Ela observou ainda que muitos dos documentos, tanto no âmbito estadual como municipal, têm redação semelhante.

Curiosamente, entre as regiões analisadas, destacou-se a Sul, que tem a menor proporção de população negra, com uma série de ações.

Para Ivan Siqueira, presidente da Câmara de Educação Básica do Ministério da Educação, isso se deve à consolidação do quadro de técnicos das secretarias de Educação dessa região.

“Muitos estados e municípios colocaram a lei no currículo, mas quando se vai ver o que de fato acontece, verifica-se que, em muitos, é letra morta”, afirma. “O país avançou nesse sentido, mas é preciso fazer mais.”

Doutora em educação pela USP e consultora do Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), Waldete Tristão corrobora a afirmação. Ela trabalha como formadora de educadores nessa temática. “Ainda nos surpreendemos ao chegar em instituições e secretarias e ver que, para muitos, esse é um assunto novo”, diz.

Nas escolas onde a lei saiu no papel, consolida-se cada vez mais a ideia de que falar em história e cultura afrobrasileira é ir muito além do período da escravidão, e enfatizar não só a opressão, mas também a resistência dos negros.

É o que ocorre na Nelson Mandela, que decidiu adotar esse nome por sugestão da própria comunidade escolar após um episódio traumático. Depois de começar a priorizar o tema, o muro do colégio amanheceu com uma pichação com uma suástica e a seguinte inscrição: “Vamos cuidar do futuro de nossas crianças brancas”.

A partir do episódio, em 2011, a escola decidiu aprofundar o trabalho, que todo ano é desenvolvido a partir de um tema.

Neste, cada sala ganhou o nome de uma mulher negra, como a cantora Dona Ivone Lara, a artista Lia de Itamaracá e a guerreira Dandara, mulher de Zumbi dos Palmares. As crianças pesquisam sobre elas e, a partir das descobertas, aparecem com perguntas, que vão do motivo de a cor da pele ser diferente de pessoa para pessoa e de por que algumas das homenageadas foram discriminadas. No segundo semestre, buscam saber mais sobre a própria história. Os pais também participam de muitas das atividades.

Como resultado, diz a coordenadora Marina Basques Masella, famílias que não se viam como negras passam a se reconhecer, e as crianças desenvolvem vocabulário para nomear as coisas em geral, e o racismo em particular, além de reconhecerem suas características físicas como referenciais de beleza, o que não acontecia antes para as negras.

Em vigor desde 2018, o currículo da cidade de São Paulo prevê que as crianças tenham contato com brinquedos e manifestações artísticas de origem africana ou afrobrasileira nas primeiras séries do ensino fundamental. Nas posteriores, o tema entra em cena em conteúdos de história e geografia, entre outras disciplinas.

Norteadora dos currículos das redes de ensino, a Base Nacional Comum Curricular também prevê a abordagem de cultura africana e da história do continente antes, durante e depois da escravidão.

A preocupação em ampliar o foco está presente também no ensino superior, que forma os futuros professores.

A tendência é privilegiar cada vez mais os atores africanos ao contar a história do continente, levando-se em conta a sua enorme heteogeneidade, diz Leila Leite Hernandez, professora de história da África na USP. Isso significa dizer quem eram os africanos, de onde vieram, o que faziam etc.

Ela explica que, ao se falar da servidão, há uma ênfase crescente na resistência dos negros, tanto na forma de rebeliões como em outras, como o trabalho lento e as fugas para o interior.

A nova abordagem abriu espaço para que as novas gerações aprendam na escola episódios como a Revolta dos Malês, levante de escravos muçulmanos na Bahia ocorrido em 1835.

Apesar dos avanços, Leila avalia que ainda é preciso mais. Na USP, pioneira na abordagem do tema no curso de história, a África é tema de apenas um semestre de disciplina obrigatória. E em outros espaços, nem isso.

“Em alguns lugares, a história da África continua sendo ensinada pelo marco da escravidão, que conta a história pela metade. É um problema tanto do ponto de vista da historiografia como da valorização da criança negra.”

Se conhecer o que passou é fundamental, ainda não é o suficiente, dizem educadores que trabalham com o tema.

“Não podemos nos ater ao passado. É preciso entender qual o legado da história dos povos africanos no Brasil nas relações cotidianas”, diz Manuelita Falcão Brito, superintendente de educação básica da Secretaria da Educação da Bahia. Por exemplo, compreender a relação entre escravidão e racismo e desigualdade.

O estado trabalha com o tema de forma transversal, com prioridade à formação de professores. Iniciativas das próprias escolas também são incentivadas.

Na rede particular, a prioridade à temática varia, ainda que a abordagem seja obrigatória, uma vez que está na BNCC.

Na região central de São Paulo, o Colégio Equipe é um dos que nos últimos anos passou a dar mais espaço ao assunto. Antes de se trabalhar a escravidão, a disciplina de história no ensino fundamental expõe aos alunos as diversas realidades africanas. Em uma parceria com a área de língua portuguesa, o tema é ampliado com a história em quadrinhos “Angola Janga”, de Marcelo D’Salete, que trata do quilombo de Palmares.

A ideia da escola é também ir além do passado. “Zumbi ainda é uma personalidade importante. Mas, mais do que personagens, a discussão caminha para atores sociais que atuam ainda hoje”, diz o professor de história Mauricio Freitas.

LIVROS PARA CONHECER MELHOR A HISTÓRIA DOS POVOS AFRICANOS

A África na Sala de Aula – Visita à História Contemporânea”, de Leila Leite Hernandez (Selo Negro, 680 págs., R$ 74 a R$ 81)

“Agbalá – um lugar continente”, de Marilda Castanha (Cosac Naify, 48 págs., a partir de R$ 17,90 na Amazon)

“Angola Janga”, HQ de Marcelo D’Salete (Editora Veneta, 432 págs., R$ 58 – R$ 89,90)

Coleção História Geral da África – dois volumes editados por Valter Roberto Silvério e disponibilizados para download gratuito no site da Unesco

“Coração das Trevas”, de Joseph Conrad (diversas editoras). A professora da USP Leila Leite Hernandez sugere aos adolescentes ler e emendar com o filme Apocalipse Now

“Histórias da Preta”, de Heloisa Pires Lima (Companhia das Letrinhas, 64 págs., R$ 35,90)

“Toques do Griô – memórias sobre contadores de histórias africanos”, de Heloisa Pires Lima e Leila Leite Hernandez (Melhoramentos, R$ 24,90 a R$ 49,60)

Fontes: Leila Leite Hernandez e Mauricio Freitas

Para ler na íntegra (apenas para assinantes da Folha de S. Paulo ou UOL), acesse https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/11/novo-ensino-de-historia-da-africa-no-pais-destaca-resistencia-e-cultura-afro.shtml

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Conheça o livro A África na sala de aula, de Leila Leite Hernandez, publicado pela Selo Negro Edições:

A ÁFRICA NA SALA DE AULA
Visita à história contemporânea
Autora: Leila Leite Hernandez
SELO NEGRO EDIÇÕES

Uma visão clara e abrangente da África contemporânea, que reúne questões polêmicas sobre o domínio europeu e a diversidade das lutas contestatórias até a formação dos Estados nacionais. Com rica pesquisa cartográfica, a obra interessa aos estudiosos de história, geografia, antropologia, ciência política e sociologia.
Edição revista.

KITS COM PREÇOS ESPECIAIS PARA PRESENTEAR!

O final de ano está chegando e livro é sempre uma ótima pedida para presentear. Pensando nisso o Grupo Summus preparou vários combos especiais.

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SELO NEGRO COMEMORA 15 ANOS

logo_selo_negroA coluna Babel, publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo no sábado, 29 de novembro, deu destaque para a Selo Negro Edições. A coluna informa que o selo do Grupo Editorial Summus, que está fazendo 15 anos, programa para 2015 o lançamento da edição revista e ampliada do livro Dicionário escolar afro-brasileiro, de Nei Lopes. Acesse o link para ver a nota: http://goo.gl/mMMim7

Partindo do pressuposto de que a igualdade social pode ser alcançada especialmente pela educação, Nei apresenta aos jovens o Dicionário escolar afro-brasileiro. 40029Em linguagem clara e acessível, na forma de verbetes, ele apresenta ao estudante brasileiro informações e dados sobre o universo dos afrodescendentes.

Militante de longa data e profundo conhecedor da cultura afro-brasileira, Nei conseguiu a proeza de unir sua erudição ao didatismo. “É um trabalho diferente em forma e conteúdo, pois traz informações mais pertinentes ao universo e à área de interesse do estudante, dando ênfase à luta contra o racismo no Brasil”, diz.

O maior objetivo da obra, segundo Nei, é elevar a autoestima do jovem afrodescendente, dando visibilidade às personalidades negras que tanto fizeram pelo país mas que foram esquecidas no conteúdo escolar. “Na minha infância, não havia referência ao negro brasileiro, não havia exemplos positivos. Eles existem e o repertório é grande. O jovem precisa saber disso”, afirma, lembrando que o momento atual, de reforma de currículos escolares, é propício para oferecer opções de literatura.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/9788587478290

Para conhecer todos os livros publicados pela Selo Negro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/selonegro/?editora=selonegro

PRÉ-ESCOLA DE SP USA BONECOS PARA DISCUTIR RACISMO COM ALUNOS

Racismo é o tema da aula e a sala parece pequena para a energia de 35 crianças de 4 e 5 anos na Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Guia Lopes, no Limão, zona norte de São Paulo. “Apartheid é quando o negro fica separado do branco”, explica uma das alunas no dia em que a reportagem do UOL visitou a escola.

Em outros tempos e em outras escolas, o 13 de maio, data da Abolição da Escravatura no Brasil, era data comemorativa a ser lembrada com direito à lembrança da Princesa Isabel e da Lei Áurea. Mas nessa escola, não. Porque a questão do negro na sociedade é tema de todo dia.

Na atividade, as duas professoras fazem perguntas sobre preconceito, racismo e a vida de Nelson Mandela. Os dedinhos para o alto mostram que a turma está afiada e todos querem falar o que aprenderam nas aulas anteriores. “Mandela foi presidente da África do Sul”, diz uma vozinha no fundo da sala. “Ele foi preso”, afirma outro aluno. “Ganhou o prêmio da paz”, acrescenta um garoto.

Mas não pense que todos os conceitos foram ensinados para os alunos de uma só vez. O debate sobre racismo faz parte das atividades pedagógicas de todas as turmas da Emei Guia Lopes desde 2011, quando a comunidade escolar adotou o personagem Azizi, um príncipe africano que virou o mascote da escola.

Lei 10.639/03

Esse foi o mote usado para montar um projeto pedagógico para a escola que atendesse à lei 10.639/03, que trata da inclusão do ensino de história e cultura afro-brasileira no currículo escolar. “Durante uma reunião, perguntei às professoras se havia preconceito entre crianças de 4 e 5 anos. Metade delas disse que não e a outra metade não sabia responder”, disse a diretora Cibele Racy.

A partir daí, Azizi foi incorporado ao cotidiano da Emei, que tem mais de 400 alunos, e protagonizou um dos primeiros debates sobre racismo com as crianças.”Perguntamos se ele podia casar com a Sofia [que é branca]. No começo, a maioria dos alunos disse que não, porque ele era negro e ela, branca”, conta Cibele.

A escola envolveu as famílias na discussão. Pais e mães participaram do debate contando como se conheceram e como começaram a namorar antes dos filhos nascerem. “No fim, os alunos concordaram que, se o Azizi e a Sofia se amavam, poderiam se casar”, explica a diretora.

Junto às discussões, professores começaram a trabalhar diferentes aspectos da cultura negra e até a tradicional festa junina foi substituída por uma comemoração afro-brasileira.

Beleza nas diferenças

No ano passado, os pequenos foram questionados como seriam os filhos do casal Azizi e Sofia. Discutiram sobre diferenças físicas e descobriram o que era melanina (proteína responsável pela pigmentação da pele). “Foi muito interessante, porque eles começaram a disputar quem tinha mais melanina”, conta Cibele.

Os filhos mestiços do casal Azizi e Sofia “nasceram” durante a última festa da escola (com direito a parto feitos pelos aluno) e foram integrados à comunidade escolar. Hoje eles possuem um espaço todo especial no pátio interno e diariamente visitam as salas de aula para ajudar professoras e alunos a falar de maneira lúdica sobre racismo e preconceito.

Em 2014, o tema escolhido para permear as discussões durante todo o ano foi a vida de Nelson Mandela, que no mundo de fantasia criado pelos alunos lutou contra o monstro do Apartheid e foi transformado em avô do príncipe Azizi. Com ele, vieram várias “crianças” –bonecos negros, orientais, brancos e deficientes que vão incitar outros debates em sala de aula.

Na semana passada, por exemplo, uma das turmas teve que votar no boneco que adotaria. O grupo discutiu e acabou escolhendo o garoto negro. “O branco é melhor do que o negro”, disse um menino durante o debate. A afirmação serviu de mote para uma pergunta: por quê? E, após uma conversa, ele pensou bem e corrigiu: “acho que tá errado [o que disse]”.

Revistas sem negros

Em outra turma, eles relembraram o que aprenderam sobre a vida de Mandela e o Apartheid. Foram unânimes em dizer que no Brasil não havia separação entre negros e brancos, já que eles dividiam a mesma mesa naquela sala de aula. Na próxima etapa da atividade, porém, tiveram que procurar cinco pessoas negras na mesma revista. “Professora, eu não encontro nenhum negro na minha revista”, reclamou uma das alunas.

“Percebemos que depois que começamos a discutir diversidade, os pais se aproximaram mais da escola. Recebemos pais homossexuais, crianças com deficiência e as famílias passaram a valorizar mais a beleza dos seus filhos”, diz a diretora. O hino adotado pela escola é uma música que diz “Ninguém é igual à ninguém, ainda bem”. Ainda bem.

Texto de Marcelle Souza, publicado originalmente no UOL, em 13/05/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/13/escola-publica-de-sp-usa-bonecos-para-discutir-racismo-na-pre-escola.htm

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Autora: Eliane Cavalleiro

Diversos olhares sobre o ambiente da sala de aula procuram captar os racismos presentes nesse cotidiano. Alguns dos assuntos que nos alertam para uma educação anti-racista são a revista especializada em educação, o livro infantil, o tratamento dado à África e outros.

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Dicionário escolar afro-brasileiro
Autor: Nei Lopes

Esta obra procura colocar ao alcance do público escolar, em linguagem mais acessível, informações mais pertinentes ao seu universo e à sua área de interesses, dando ênfase maior à luta contra o racismo no Brasil, por intermédio de suas organizações de militância e das iniciativas daí decorrentes. Referência imprescindível para estudantes e todos aqueles que desejam conhecer melhor a história do nosso país e resgatar a cultura africana que permeia nossas raízes.

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Candomblé e Umbanda
Caminhos da Devoção Brasileira
Autor: Vagner Gonçalves da Silva

Este livro procura fornecer ao leitor uma visão histórica do desenvolvimento das mais conhecidas vertentes das religiões afro-brasileiras. Indicando suas fontes com base no universo social e religioso do Brasil colonial, o autor se estende na análise das relações sociais, políticas e econômicas que se estabeleceram entre negros, índios e brancos e que redundaram no desenvolvimento dessas religiões. Um livro de leitura fácil dirigido ao grande público interessado no assunto.

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O estatuto da igualdade racial
Coleção Consciência em Debate
Autor: Sidney de Paula Oliveira

O Estatuto da Igualdade Racial reúne um conjunto de diretrizes para a igualdade de oportunidades e o combate à discriminação em virtude de raça/etnia. Além de abordar os dispositivos mais significativos do texto legal, esta obra analisa a importância do documento, os pontos que ficaram de fora quando de sua aprovação e as consequências desse marco fundamental para a igualdade racial no Brasil.

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Capoeira     (LANÇAMENTO!!!)
Uma herança cultural afro-brasileira
Autoras: Letícia Vidor de Sousa Reis e Elisabeth Vidor

Tida hoje como um dos símbolos da cultura brasileira, a capoeira sempre foi perseguida em nosso país, especialmente na passagem do Império para a República. Associado à vadiagem e à violência, esse jogo/dança/luta só deixou de ser considerado crime há pouco mais de 80 anos. Este livro retrata as origens sociais e culturais da capoeira e mostra como ela contribuiu para que os negros conquistassem e ampliassem seu espaço político e social no Brasil. Por meio da análise das modalidades regional e de angola, as autoras se aprofundam no estudo dos movimentos e da linguagem corporal da capoeira de forma didática e direta. Ilustrações e fotografias complementam a obra, contribuindo assim para o ensino de história e cultura da África e afro-brasileira, como preconiza a Lei n. 10.639/03.

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Mulheres negras no Brasil escravista e no pós-emancipação
Organizadores: Juliana Barreto FariasGiovana Xavier e Flávio Gomes

Como foi a participação das mulheres cativas na sociedade escravista e nas primeiras décadas da pós-emancipação? Como protestaram mirando a escravidão e contrariando a ideia de que aceitaram com passividade a opressão imposta? Os ensaios desta coletânea, que abrange os séculos 18 a 20, constituem um quadro amplo e fascinante das experiências das mulheres africanas, crioulas, cativas e forras.

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Enciclopédia brasileira da diáspora africana
Autor: Nei Lopes

Obra que reúne, num único volume, uma significativa massa de informações multidiscilplinares sobre o universo da cultura africana e afrodescendentes. Traz ao conhecimento de um público amplo assuntos até agora restritos a especialistas e de difícil acesso ao público leigo. Os verbetes, em ordem alfabética, abrangem uma vasta área de conhecimentos, incluindo personalidades, fatos históricos, países, religiões, fauna, flora, festas, instituições, idiomas, etc.

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Nei Lopes
Coleção Consciência em Debate
Autor: Oswaldo Faustino

Poeta, compositor, sambista, pesquisador e escritor, Nei Lopes é, antes de tudo, um brasileiro comprometido com sua terra e com a cultura de seu povo. Sua vasta obra intelectual e musical – hoje superior a 35 publicações e a 300 composições, individuais ou em parceria – constitui um rico acervo de informações e ideias sobre a cultura afro-brasileira, além de refletir de maneira magistral a luta antirracista. Esta obra faz parte da Coleção Retratos do Brasil Negro, que tem por objtivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra.

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A Legião Negra
A luta dos afro-brasileiros na Revolução Constitucionalista de 1932
Autor: Oswaldo Faustino

Este romance histórico conta a história do batalhão composto por afrodescendentes que lutou contra a ditadura de Getulio Vargas pleiteando uma Constituição para o Brasil. O narrador, um centenário ex-combatente, volta atrás muitas décadas para recordar personagens e fatos da Revolução Constitucionalista de 1932, na qual perdeu amigos, conviveu com heróis e covardes, conheceu a dor e a coragem.

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Racismo e anti-racismo na educação
Repensando nossa escola
Autora: Eliane Cavalleiro

Diversos olhares sobre o ambiente da sala de aula procuram captar os racismos presentes nesse cotidiano. Alguns dos assuntos que nos alertam para uma educação anti-racista são a revista especializada em educação, o livro infantil, o tratamento dado à África e outros.

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A África na sala de aula
Visita à história contemporânea
Autora: Leila Leite Hernandez

Uma visão clara e abrangente da África contemporânea, que reúne questões polêmicas sobre o domínio europeu e a diversidade das lutas contestatórias até a formação dos Estados nacionais. Com rica pesquisa cartográfica, a obra interessa aos estudiosos de história, geografia, antropologia, ciência política e sociologia.
Edição revista.

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ÁFRICA NA SALA DE AULA, A
Visita à história contemporânea
Edição revista.
Leila Leite Hernandez
Uma visão clara e abrangente da África contemporânea, que reúne questões polêmicas sobre o domínio europeu e a diversidade das lutas contestatórias até a formação dos Estados nacionais. Com rica pesquisa cartográfica, a obra interessa aos estudiosos de história, geografia, antropologia, ciência política e sociologia.

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CANDOMBLÉ E UMBANDA
Caminhos da Devoção Brasileira
Vagner Gonçalves da Silva
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ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA DA DIÁSPORA AFRICANA
Nei Lopes
Obra que reúne, num único volume, uma significativa massa de informações multidiscilplinares sobre o universo da cultura africana e afrodescendentes. Traz ao conhecimento de um público amplo assuntos até agora restritos a especialistas e de difícil acesso ao público leigo. Os verbetes, em ordem alfabética, abrangem uma vasta área de conhecimentos, incluindo personalidades, fatos históricos, países, religiões, fauna, flora, festas, instituições, idiomas, etc.

De R$ 171,90                     Por R$85,95
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LEGIÃO NEGRA, A
A luta dos afro-brasileiros na Revolução Constitucionalista de 1932
Oswaldo Faustino
Este romance histórico conta a história do batalhão composto por afrodescendentes que lutou contra a ditadura de Getulio Vargas pleiteando uma Constituição para o Brasil. O narrador, um centenário ex-combatente, volta atrás muitas décadas para recordar personagens e fatos da Revolução Constitucionalista de 1932, na qual perdeu amigos, conviveu com heróis e covardes, conheceu a dor e a coragem.

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MULHERES NEGRAS NO BRASIL ESCRAVISTA E DO PÓS-EMANCIPAÇÃO
Flavio Gomes, Giovana Xavier,  Juliana Barreto Farias (orgs)

Como foi a participação das mulheres cativas na sociedade escravista e nas primeiras décadas da pós-emancipação? Como protestaram mirando a escravidão e contrariando a ideia de que aceitaram com passividade a opressão imposta? Os ensaios desta coletânea, que abrange os séculos 18 a 20, constituem um quadro amplo e fascinante das experiências das mulheres africanas, crioulas, cativas e forras.
De R$ 79,90                        Por R$39,95
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SORTILÉGIO DA COR, O
Identidade, raça e gênero no Brasil
Elisa Larkin Nascimento
Livro que se insere na nova corrente de reflexões sobre o negro brasileiro. Colocando o problema da identidade no centro de sua análise, a autora mostra que a identidade não é apenas um conceito teórico, mas se manifesta concretamente na realidade social. O livro descreve a recusa dos afrodescendentes em ver sua identidade diluída em uma homogeneidade cultural ditada pela branquitude e pelo universalismo europeu.

De R$ 86,80                        Por R$43,40
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Amanhã, 3/9,terça-feira, tem livros de FONOAUDIOLOGIA em oferta!
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RÁDIO JOVEM PAN ENTREVISTA AUTOR DO LIVRO “O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL”

A Rádio Jovem Pan entrevista nesta segunda-feira, 22 de julho, o especialista em direito Sidney de Paula Oliveira, no programa Rádio ao Vivo. Ele conversa com os ouvintes sobre o livro
O Estatuto da Igualdade Racial, lançamento da Selo Negro Edições. Acompanhe o programa, que começa a partir das 22 horas, na frequência 620 AM em São Paulo ou ainda pelo site www.jovempan.uol.com.br.

Sancionado em 2010, o Estatuto da Igualdade Racial constitui o cerne da luta travada nos últimos anos em prol dos direitos dos negros. Fruto de intensos debates, o projeto de lei que originou o Estatuto previa diversas ações para assegurar oportunidades iguais a todos. No entanto, a lei aprovada ficou muito aquém das aspirações de seus idealizadores. O livro, que é o sétimo volume da Coleção Consciência em Debate, analisa as consequências da promulgação do Estatuto para as relações etnorraciais brasileiras. Fazendo um histórico das leis antirracistas, o autor reflete sobre os passos que ainda precisam ser dados na direção da igualdade.

Oliveira aborda em especial as discrepâncias entre o projeto de lei que originou o Estatuto e a lei propriamente dita. Ele revela as lutas de poder implicadas no debate sobre as cotas, os segmentos sociais favoráveis e contrários ao Estatuto e a histórica deficiência do Estado brasileiro no que diz respeito a assegurar os direitos dos negros. Para o autor, refletir sobre a temática de maneira crítica poderá contribuir para a sedimentação de uma sociedade mais igualitária.

“O objetivo é estimular a reflexão, o debate e a análise acerca de tema tão relevante, sobretudo para aqueles que se debruçam de forma incansável sobre as relações raciais no Brasil – em especial os negros, afrodescendentes e antirracistas”, afirma Oliveira. Segundo ele, num país tão diverso como o Brasil e tão em débito com sua população, notadamente a negra, são necessárias sucessivas gestões visando ao aperfeiçoamento da legislação e à criação de instrumentos legais que proporcionem o exercício da igualdade de oportunidades.

Dividida em sete capítulos, a obra mostra a necessidade de que Parlamento, militantes antirracistas, Poder Judiciário e movimentos sociais negros e os ligados aos direitos humanos façam uma reflexão contínua sobre as relações raciais no Brasil. No primeiro capítulo, o autor discorre sobre a expectativa dos movimentos sociais negros, além de abordar brevemente a legislação que tratou das relações raciais no país. Em seguida, ele enfoca alguns dispositivos introdutórios da Constituição Federal, que é emblemática do ponto de vista do direito formal.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1343/Estatuto+da+igualdade+racial,+O

AUTOR DO LIVRO “O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL” PARTICIPA DO PROGRAMA CBN MADRUGADA

O programa CBN Madrugada, da Rádio CBN, entrevista hoje17 de julho, o especialista em direito Sidney de Paula Oliveira. Ele falará sobre seu novo livro O Estatuto da Igualdade Racial lançamento da Selo Negro Edições. Acompanhe o programa, que começa à meia noite, na frequência 780 AM e nos 90,5 FM ou ainda pelo site www.cbn.com.br.

Sancionado em 2010, o Estatuto da Igualdade Racial constitui o cerne da luta travada nos últimos anos em prol dos direitos dos negros. Fruto de intensos debates, o projeto de lei que originou o Estatuto previa diversas ações para assegurar oportunidades iguais a todos. No entanto, a lei aprovada ficou muito aquém das aspirações de seus idealizadores. O livro, que é o sétimo volume da Coleção Consciência em Debate, analisa as consequências da promulgação do Estatuto para as relações etnorraciais brasileiras. Fazendo um histórico das leis antirracistas, o autor reflete sobre os passos que ainda precisam ser dados na direção da igualdade.

Oliveira aborda em especial as discrepâncias entre o projeto de lei que originou o Estatuto e a lei propriamente dita. Ele revela as lutas de poder implicadas no debate sobre as cotas, os segmentos sociais favoráveis e contrários ao Estatuto e a histórica deficiência do Estado brasileiro no que diz respeito a assegurar os direitos dos negros. Para o autor, refletir sobre a temática de maneira crítica poderá contribuir para a sedimentação de uma sociedade mais igualitária.

“O objetivo é estimular a reflexão, o debate e a análise acerca de tema tão relevante, sobretudo para aqueles que se debruçam de forma incansável sobre as relações raciais no Brasil – em especial os negros, afrodescendentes e antirracistas”, afirma Oliveira. Segundo ele, num país tão diverso como o Brasil e tão em débito com sua população, notadamente a negra, são necessárias sucessivas gestões visando ao aperfeiçoamento da legislação e à criação de instrumentos legais que proporcionem o exercício da igualdade de oportunidades.

Dividida em sete capítulos, a obra mostra a necessidade de que Parlamento, militantes antirracistas, Poder Judiciário e movimentos sociais negros e os ligados aos direitos humanos façam uma reflexão contínua sobre as relações raciais no Brasil. No primeiro capítulo, o autor discorre sobre a expectativa dos movimentos sociais negros, além de abordar brevemente a legislação que tratou das relações raciais no país. Em seguida, ele enfoca alguns dispositivos introdutórios da Constituição Federal, que é emblemática do ponto de vista do direito formal.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Estatuto+da+igualdade+racial,+O

DAGOBERTO JOSÉ FONSECA FALA SOBRE O LIVRO “VOCÊ CONHECE AQUELA?” EM ENTREVISTA À UNIVESP TV

O programa Livros 57 da UNIVESP TV, canal digital da TV Cultura, entrevistou o antropólogo Dagoberto José Fonseca. Na entrevista, que foi ao ar no dia 4 de julho, ele falou sobre o livro Você conhece aquela? (Selo Negro), lançado no final de 2012. Acompanhe a entrevista na íntegra: http://goo.gl/Qc0Ub.

Vivemos a era do politicamente correto, mas as piadas ainda servem de instrumento de preconceito, discriminação e marginalização. Se hoje os chistes procuram se enquadrar em uma falsa democracia racial, as chamadas “piadas de preto” continuam sendo disseminadas na surdina.

No livro, Fonseca cataloga diversas anedotas contadas no território brasileiro, interpretando-as à luz das relações raciais entre negros e brancos. Nesse percurso, ele descobre nas piadas novas e antigas manifestações sociais que ganham vida num universo engendrado pela produção cultural e pela história local, fazendo parte de um intercâmbio entre a língua, o poder, a força da palavra e de suas representações.

Trata-se de um estudo inédito nas ciências sociais visando analisar as mensagens transmitidas pelas piadas que difundem, consolidam e denunciam a existência do preconceito, da discriminação, da marginalização e dos estereótipos contra os afro-brasileiros na sociedade. Ao abordar o “racismo à brasileira” de modo amplo, o autor problematiza suas diferentes facetas partindo de piadas cujos protagonistas são os negros brasileiros.

Segundo Fonseca, as piadas racistas aparentemente diminuíram de intensidade, mas agora estão em ambientes mais reservados. “Além disso, muitos negros perceberam o ridículo a que eram submetidos e não deixam mais que zombem de si, de seus costumes e práticas culturais”, complementa o antropólogo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1320/Voc%C3%AA+conhece+aquela%C2%A7

 

SELO NEGRO APOIA WORKSHOP NO RIO DE JANEIRO

A Selo Negro Edições apoia o workshop GUARINI AMANI 2013. Organizado pela Africa Consulting em parceria com a Global Logística,  o evento tem como objetivo fornecer capacitação nos conteúdos curriculares sobre História da África e Culturas Afro-brasileira e Indígena. O workshop oorrerá no dia 15 de junho, das 8h30 às 17 horas, no Rio de Janeiro. Para mais informações, acesse: http://africaconsulting.wix.com/africaconsultingltda#!em-foco/vstc4=pr%C3%B3ximo-evento.