‘7 FATOS QUE PROVAM O LADO BOM DA ROTINA PARA OS RELACIONAMENTOS’

Rotina nem sempre é sinônimo de tédio, chatice, monotonia. Bem dosada, traz tranquilidade para um casal ficar mais unido, enfrentar problemas e ganhar tempo para curtir os momentos a dois.

  1. A rotina não é a principal inimiga do sucesso de uma relação

Em geral, é apontada como vilã, mas são outras questões que promovem o distanciamento do casal: excesso de trabalho, problemas financeiros, divergências de objetivos, chegada de filhos, ciúme, mágoas. Se o relacionamento já está fragilizado, a rotina pode chamar a atenção para o problema e fazer com que os envolvidos tenham que encarar e lidar com a questão.

  1. Rotina não tem nada a ver com monotonia

Ter um dia a dia organizado não é sinônimo de uma relação monótona. Aliás, quanto mais disciplinado for o cotidiano de um casal, mais tempo os dois terão para curtirem bons momentos juntos. A distância emocional, a falta de comunicação e a ausência de carinho envenenam a rotina, levando as pessoas a entrarem em uma zona de conforto movida a pessimismo, pouca ação e baixo investimento na relação. Isso, sim, traz tédio, insatisfação constante e aprisionamento.

  1. A previsibilidade é saudável

Ao organizar a vida, a rotina pode nos ajudar a ganhar mais tempo de qualidade e abre espaço para fazer planos. Ela dá tranquilidade, evita ansiedade e combate a montanha-russa de sentimentos que uma vida muito dinâmica provoca. O relacionamento evolui melhor quando há uma rotina porque é menor a possibilidade de gerar expectativas frustrantes em relação aos compromissos mútuos.

  1. A sensação de pertença faz bem

A estabilidade amorosa permite que os dois se expressem sem receios e desenvolvam suas individualidades. É bom saber que há alguém com quem se pode contar e fazer planos em comum. Ter segurança na esfera amorosa ajuda a lidar melhor com os problemas em outros campos, como o trabalho e os conflitos familiares. O apoio quando um dos dois enfrenta algum perrengue estreita o vínculo e cria força para encarar o que quer que seja. Há mais ação e menos vitimização.

  1. Rotina é sinônimo de boa comunicação

As piadas internas, que criam intimidade e fortalecem o vínculo, provam dia após dia que o casal pode lidar com suas fragilidades e falhas com humor, que é um dos melhores antídotos contra a monotonia no relacionamento. Rir de histórias comuns traz leveza à relação. Outro benefício importante é as delícias proporcionadas pela comunicação só com o olhar, resultado de uma relação baseada em vivência, empatia, carinho e admiração.

  1. Uma vida agitada também tem suas armadilhas

Um cotidiano mais movimentado com festas, viagens e surpresas nem sempre significa uma vida emocionante. Na verdade, a busca por tanta animação pode ser uma forma de defesa. Um dos dois, ou ambos, não consegue encarar a realidade, vive fugindo e preenchendo o espaço para mascarar as insatisfações.

  1. Compartilhar é reconfortante

Ter uma rotina permite que o casal possa fazer atividades juntos que lhe tragam prazer e dissipem o estresse do cotidiano, seja assistir TV juntos, fazer academia, sentar à mesa para jantarem, conversar, desabafar, pedir conselhos, bater papo. Um relacionamento saudável necessita da rotina: é gostoso estar junto e ter hábitos. Há prazer em chegar em casa, conversar, dar e receber carinho, ter seu porto seguro para seguir em frente.
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Fontes: Triana Portal, psicóloga clínica e terapeuta de casal, de São Paulo (SP), e Vanda Lucia Di Yorio Benedito, psicóloga, coordenadora do Núcleo de Casal e Família na Clínica da SBPA (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica) e organizadora do livro “Terapia de Casal e de Família” (Ed. Summus).

 

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 03/10/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/10/03/7-fatos-que-provam-o-lado-bom-da-rotina-para-os-relacionamentos.htm

 

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Conheça o livro:
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TERAPIA DE CASAL E DE FAMÍLIA NA CLÍNICA JUNGUIANA
Teoria e prática
Organizadora: Vanda Lucia Di Yorio Benedito
Autores: Vanda Lucia Di Yorio BeneditoAurea Afonso M. CaetanoCláudia NejmeDeusa Rita Tardelli RoblesIrany de Barros AgostinhoIsabel Cristina Ramos de AraujoJane Eyre Sader de SiqueiraLiriam Jeanette EstephanoMaria Beatriz Vidigal Barbosa de AlmeidaMaria da Glória G. de MirandaMaria Silvia C. PessoaMarli TagliariOlga Maria FontanaSusan Carol AlbertAdriana Lopes Garcia

Este livro preenche uma lacuna existente na literatura da psicologia analítica no que se refere ao atendimento de casais. A coletânea aborda, entre outros assuntos, o histórico da abordagem no Brasil, a conjugalidade, o sonho como recurso terapêutico, o uso do sandplay e o processo de individuação.

‘SIGA 8 PASSOS PARA PERDOAR DE VERDADE UMA TRAIÇÃO E SEGUIR EM FRENTE’

Ser alvo de uma infidelidade provoca vários sentimentos: mágoa, raiva, ciúme, vontade de se vingar… Por amor, muita gente decide relevar uma traição, mas desculpa o par somente da boca para fora. No íntimo, o ressentimento continua crescendo, impedindo a pessoa de seguir em frente e reconstruir a relação. Conversar muito sobre o que houve e fugir de culpas inúteis são alguns dos conselhos para conseguir perdoar de verdade. Veja outros, se você quiser, de verdade, relevar e tocar a vida do casal adiante:

Não faça de conta que nada aconteceu

Varrer a sujeira para debaixo do tapete só ajuda a acumular mais pó. Se quer mesmo perdoar e seguir em frente, não se reprima. Ser traído é muito dolorido, mas ignorar qualquer tipo de emoção significa não curar verdadeiramente a ferida. Sentir raiva, culpa, mágoa, decepção, fracasso, vergonha e sensação de perda faz parte do processo luto. Dói, mas é uma dor necessária.

Esgote o assunto com o par

Entender o que levou a pessoa a trair é fundamental, inclusive para motivar e selar o perdão. Portanto, converse muito com a pessoa e elimine todas as dúvidas e fantasmas de sua cabeça. Falar sobre o assunto é doloroso, claro, mas transformá-lo em tabu é pior ainda. Ao tentarem entender o que levou à infidelidade é possível compreender o que falta (ou não) na relação e, assim, reinventá-la.

Evite buscar mais detalhes

Os dois conversaram a fundo sobre o assunto e você decidiu superar o chifre e continuar o romance? Ótimo, então nada de ficar repetindo na mente cada trecho da conversa ou, pior, ir atrás de detalhes e informações sobre a vida da pessoa com quem o par traiu você, por exemplo. Fuçar redes sociais e alimentar a imaginação com fantasias só vão reviver e prolongar o sofrimento. E mais: você corre o risco de se tornar uma pessoa obsessiva e até adoecer, além de comprometer o futuro da relação.

Não caia no jogo da culpa

Pare de se martirizar procurando entender como e onde você errou. Evite, também, acusar as outras pessoas de mau-caratismo, maldade e frieza, entre outras coisas. Em vez de buscar culpados para a infidelidade, encare a experiência como uma oportunidade de olhar a relação de modo diferente e de fazer ajustes.

Pare de jogar na cara

Se resolveu perdoar e seguir em frente, vire a página. Não traga a história à tona a todo momento, seja na forma de indiretas ou de ameaças. Não use o que aconteceu para manter o outro sob controle ou de lembrá-lo o quanto você sofreu.

Dê um voto de confiança

Voltar a confiar é fundamental. A vontade de fiscalizar cada passo do outro é grande, mas é uma armadilha. Se você usar o controle para sufocar uma pessoa, será muito difícil seguir em frente. Cuidado para não transformar sua relação em uma prisão e criar novos problemas.

Não torne o episódio um reality show

Se há a mínima chance de perdão, evite sair contando o que houve por aí, ainda mais para gente que não tem relação alguma com o ocorrido. Embora você esteja buscando acolhimento, acredite, essas pessoas não ajudarão em nada. Ou, pior ainda, ajudarão de forma torta, usando as próprias experiências como parâmetro para dar pitacos inúteis. E lembre-se: publicar desabafos nas redes sociais é uma exposição desnecessária. Bico calado e discrição são as palavras-chave se você quer mesmo dar uma nova chance ao amor.

Valorize o que é bom

Em um primeiro momento, pode parecer uma tarefa árdua. Mas assim que conseguir organizar as ideias e pensar com clareza, faça uma lista mental dos momentos agradáveis e desagradáveis, das situações de gratidão, cuidado e entrega versus as de frustração, mágoa e decepção. Se a parte boa for mais relevante do que a ruim, você terá condições de sentir motivação para perdoar.

Fontes consultadas | Luciano Passianotto, psicoterapeuta e terapeuta de casais; Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC–SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica, de São Paulo (SP), e Thais Rabanea, psicóloga

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 03/08/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/08/03/siga-8-passos-para-perdoar-de-verdade-uma-traicao-e-seguir-em-frente.htm

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Conheça a obra da Ágora que tem a psicóloga Marina Vasconcellos entre os coautores:

PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
AutoresDalmiro M. Bustos, Gisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina da Costa Manso VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. Mauro, Vivien Bonafer Ponzoni
EDITORA ÁGORA

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

‘9 VERDADES QUE OS TERAPEUTAS DE CASAIS GOSTARIAM QUE VOCÊ SOUBESSE’

Você tem medo de terapia de casal? Acha que recorrer a ajuda de um especialista é sinal do fracasso do relacionamento? Pois saiba que não é bem assim.

A terapia de casal existe para facilitar o diálogo entre marido e mulher, ajudando a solucionar conflitos não só quando as coisas vão mal. Veja o que mais os profissionais do ramo gostariam que você soubesse:

1 – O objetivo é unir o casal

O foco principal da terapia é manter o casal em sintonia. Se os parceiros estão brigando o tempo todo ou tendo dificuldade para resolver os problemas, mas ainda se amam, procurar um terapeuta para ajudar a discutir a relação é ótima saída.

2 – O objetivo também pode ser a separação

Em alguns casos, durante o processo de olhar para os objetivos, planos e questões de cada um, pode ser que o casal perceba que está tudo mesmo muito desalinhado. Os dois não têm energia para levar a relação adiante e o melhor é terminar. Nessas horas, a terapia de casal pode ser boa também para que a separação seja feita tranquilidade e menos dolorosa possível.

3 – Quanto antes começar, melhor

Não espere a situação ficar insustentável para buscar a ajuda. Se já existe uma questão difícil de resolver entre vocês e o diálogo não está fluindo, comece a terapia o quanto antes. Assim a solução pode ser mais fácil.

4 – O terapeuta é o juiz e não advogado

Muita gente vai procurar a terapia de casal esperando provar seu ponto. “Eu não estou certo?” é uma frase comum de se ouvir no consultório. Mas a função do terapeuta não é escolher um dos lados ou julgar os comportamentos e sim funcionar como um juiz, mediando a conversa.

5 – Falta de briga pode ser um sinal ruim

Vocês nunca brigam? Opa! Isso pode não ser sinônimo de um relacionamento bom. Pessoas discordam e conflitos são naturais ao longo da relação, mas se não existe discussão por eles, pode ser que alguém esteja se anulando e abaixando demais a cabeça. E isso nunca é legal.

6 – Se um não quer, dois não se resolvem

Não adianta nada forçar o outro a ir para a terapia de casal com você se ele não quer. O negócio só flui se as duas pessoas estiverem se dedicando e colocando suas energias no esforço de e melhorar a relação e resolver os conflitos.

7 – As sessões nem sempre são a dois

Em alguns momentos, acontece terapia individual para identificar questões que não são tão abertas a dois e depois trabalhar isso com outro.

8 – Não precisa falar tudo!

Tem gente que acha que porque é terapia, é hora de falar tudo que estava guardado. Mas lembre-se: o objetivo ali é unir e não brigar mais. Então não precisa despejar segredos ou pensamentos que não acrescentem e podem magoar o outro. Algumas coisas não precisam ser ditas.

9 – O resultado não é imediato

O tempo que se leva para ver o resultado da terapia de casal varia de acordo com os parceiros e a dedicação. Mas, como toda terapia, é um processo que leva um certo tempo para identificar a origem dos conflitos e trabalhar. Não vá esperando sair da primeira sessão com tudo resolvido!

Especialistas consultadas: Maria Cecília Veluk, coordenadora do curso de terapia de casal e família do Instituto Delphos; Cláudia Graichen, terapeuta de casais especialista em sexualidade.
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Matéria de Helena Bertho, publicada originalmente no UOL, em 04/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/06/04/9-verdades-que-os-terapeutas-de-casais-gostariam-que-voce-soubesse.htm

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Conheça os livros da Ágora sobre o tema dos quais Maria Cecília Veluk é coautora:

LAÇOS AMOROSOS
Terapia de casal e psicodrama
Organizadora: Maria Amalia Faller Vitale
Autoras:  Vanda Lucia Di Yorio Benedito, Gilda Castanho Franco Montoro, Júlia Motta, Laurice Levy, Lúcia Ferrara, Maria Amalia Faller Vitale, Maria Cecília Veluk Dias Baptista, Maria Regina Castanho França, Maria Rita Seixas, Marta Echenique, Elisa López Barberá

Coletânea de artigos de profissionais de primeira linha que vem sendo pensado e elaborado há anos, com o intuito de dar visibilidade ao trabalho psicodramático com casais ou famílias. Dois planos interagem nos escritos: o impacto de mudanças sociais que interferem na vida familiar e a contribuição de Moreno para a terapia de casal.
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PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autoras: Vivien Bonafer Ponzoni, Gisela M. Pires Castanho, Júlia Motta, Maria Amalia Faller Vitale, Maria Cecília Veluk Dias Baptista, Maria Cristina Romualdo Galati, Maria Rita Seixas, Marina da Costa Manso Vasconcellos, Marta Echenique, Mônica R. Mauro, Dalmiro M. Bustos

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

NOITE DE AUTÓGRAFOS DE “PSICODRAMA COM CASAIS” NA LIVRARIA DA VILA, SP

A Editora Ágora e a Livraria da Vila (Al. Lorena-São Paulo) promovem no dia 23 de agosto, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Psicodrama com casais. A organizadora da obra, Gisela Castanho, e os autores receberão amigos e convidados no piso térreo da livraria, que fica na Al. Lorena, 1.731, nos Jardins, em São Paulo.

Desde o começo do namoro, os casais formam um tecido relacional, que é a base do casamento. Esse tecido é feito de afetos, escolhas, reações e decisões. Cada relacionamento tem suas características, tecendo-se na convivência uma trama peculiar. O papel da terapia de casal é cuidar desse tecido, que às vezes fica esgarçado e quase se rompe. No livro Psicodrama com casais, lançamento da Editora Ágora, psicodramatistas compartilham suas experiências no atendimento de casais, indagando e refletindo sobre amor e conjugalidade. Organizada pela psicoterapeuta Gisela Castanho, a obra aborda temas como dificuldades sexuais, infidelidade, relações de poder, dinheiro, impasses e conflitos conjugais – todos sob a ótica moreniana e com base na prática clínica com casais em consultórios, instituições e comunidades.

Dividido em três partes, o livro tem 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas e vários exemplos de práticas clínicas. Questões como a difícil arte de viver a dois, a mulher ferida e a síndrome de Estocolmo, infidelidade e o dilema entre desejo e compromisso, terapia de casal e perda ambígua, a abordagem psicodramática das dificuldades sexuais e os problemas do vínculo conjugal na atualidade são apresentadas e avaliadas pelos especialistas.

Os casos apresentados pelos autores revelam que a terapia é solicitada em função de dificuldades consideradas insolúveis, pois os recursos do casal estão quase esgotados ao chegarem à sessão inicial. Cada um dos cônjuges pensa que a intervenção do terapeuta pode modificar a situação a seu favor e fica temeroso ao que lhe pareça desfavorável. As respostas do terapeuta são passíveis de ser deturpadas pela expectativa dos cônjuges. “Interessa a ambos influenciar o julgamento dele e, se puderem, tê-lo como aliado”, afirma Gisela.

Os exemplos ilustrados na obra mostram que a relação conjugal é um sistema que se auto-organiza e tem alto grau de estabilidade dinâmica. Dessa forma, sofre flutuações contínuas, múltiplas e interdependentes. “O casal saudável é um casal flexível”, diz a organizadora. Segundo ela, a terapia de casal busca desvelar a trama oculta das inter-relações pela qual os problemas se manifestam e bloqueiam a espontaneidade e a criatividade promotoras de saúde.

Para saber mais sobre a obra, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1443/Psicodrama+com+casais

Psicodrama com casais

 

AUTORES DE “TERAPIA DE CASAL E DE FAMÍLIA NA CLÍNICA JUNGUIANA” AUTOGRAFAM NA LIVRARIA DA VILA, EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Al. Lorena – SP) promovem no dia 28 de junho, quinta-feira, das 18h30 às 21h30, o lançamento do livro Terapia de casal e de família na clínica junguiana. A organizadora da obra, Vanda Lucia Di Yorio Benedito, e os autores recebem os convidados no piso térreo da livraria, que fica na Alameda Lorena, 1.731, Jardim Paulista, São Paulo.

Um dos temas mais controvertidos e em ebulição na sociedade atual, a família vem passando por grandes transformações, a partir de novos desenhos vividos no dia a dia, levando-se em conta laços de parentesco biológico e social, de afeto e de contratos formais e informais, entre outros. Diante desse variado leque de configurações, os psicoterapeutas somam esforços, compartilhando estudos e experiências com o intuito de suprir as demandas familiares. A coletânea Terapia de casal e de família na clínica junguiana – Teoria e prática reúne, entre outros temas, o histórico da abordagem no Brasil, a conjugalidade, o sonho como recurso terapêutico, o uso do sandplay e o processo de individuação.

Dividida em duas partes, a obra inclui a apresentação de casos clínicos acrescidos de reflexões das autoras. Temas clássicos na psicologia junguiana, como o trabalho com a sombra, as polaridades, a traição e a morte, também são analisados ao longo dos capítulos.

“O trabalho com casais e famílias ampliou meu entendimento do que Jung chamou de unilateralidade da consciência”, diz Vanda Lúcia. Segundo ela, esse campo terapêutico propicia o exercício da pluralidade, da incerteza, da relatividade, da aceitação das várias possibilidades de percepção, favorecendo assim a melhor integração do indivíduo na família e no casal. “Essa visão sistêmica promove a busca de contextos que podem ser entendidos como opostos entre si, de forma a ampliar nossa compreensão dos eventos”, explica a psicoterapeuta.

Para saber mais sobre a obra, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1414/9788532310125

Terapia_de_casal_e_de_família

‘11 SINAIS DE QUE ESTÁ NA HORA DE BUSCAR TERAPIA DE CASAL’

Observar cenas rotineiras do próprio casamento, que indicam a necessidade de um intermediário, pode evitar divórcio precoce

A comunicação não vai além do necessário, o casal evita se encontrar nos cômodos da própria casa e o sexo (quando ocorre) já está no modo automático.

Viver em um casamento em crise é desgastante e rende mágoas duradouras a todos os envolvidos. A terapia de casal surge então uma opção aos que buscam a mediação de um profissional antes de apelar para o divórcio.

Engana-se, no entanto, quem acredita que apenas longos matrimônios enfrentam crises. Experientes no casamento viram reféns do comodismo e aprendem a conviver com a falta de intimidade e o desinteresse. Não buscam ajuda e encaram a própria relação como um caso perdido, consequência de longos anos de convivência.

A psicoterapeuta Silvana Rangel, especializada em relacionamentos, conta que casais de 30 a 45 anos – ainda nos primeiros anos do casamento – são os que mais buscam ajuda. A mulher, segundo ela, é a primeira a oferecer a terapia de casal ao parceiro, como a última medida antes da separação.

“O que desengata a crise é a falta de intimidade. Para muitos homens é difícil assumir a fragilidade e buscar o confronto, por isso, se o diálogo não é mais produtivo, pode ser a hora de buscar um intermediário”, explica.

Veja a seguir os 11 sinais que revelam que está no hora de considerar a mediação de um profissional que ajude a entender e superar a crise:

1º Vocês não fazem programas juntos

Um casamento em crise não consegue passar despercebido por amigos e familiares. Sem intimidade, o casal decide ir sozinho a eventos sociais e até deixar de visitar a família do outro.

“Se houvesse intimidade no relacionamento, um se desdobraria pelo outro. Ir a eventos do companheiro é sinalizar cuidado, o zelo”, diz Silvana.

2º Ciúmes do trabalho

Vocês já não apoiam o crescimento do companheiro na vida profissional. Não existe competitividade dentro de um relacionamento. Se o assunto virou tema proibido dentro de casa, com falas como “ele(a) só se importa com o trabalho”, é hora de avaliar a natureza do problema. Tentar entender se o parceiro busca por atenção ou está com ciúmes das conquistas do outro. Muitas vezes uma das partes passa mais tempo no escritório para fugir do ambiente agressivo do lar.

3º Discussões pesadas e ofensivas

Deve ser um sinal vermelho quando brigas se tornam diárias e cada vez mais agressivas. O problema não é o que falamos, mas como falamos. Um dos dois quer pedir mais atenção e carinho, mas na hora da raiva solta: ‘você não presta nem para me dar carinho’. Assim, fica cada vez mais difícil de encontrar o ponto comum entre os dois.

4º Sexo ruim

O desejo pelo parceiro está quase extinto e as investidas cada vez mais raras. E quando ocorre a relação sexual, o ato já não é prazeroso. Especialistas garantem que a diferença é percebida pelos dois, mas como não há intimidade e diálogo a imaginação ganha força. O corpo está ali, mas a mente está longe cogitanto possíveis traições e  pensando nos problemas do casal.

5º Falta de planos

Deixar de planejar viagens é um mau sinal. Perceber que o parceiro está desmotivado e desiste de investir na relação pode derrubar a autoestima. Muitas mulheres não se sentem mais atraentes e começam rejeitar a própria aparência.

“A própria mulher sempre pensa que o problema está com ela. Vale nesse momento uma autoavaliação e perguntar a si mesmo se gosta do vê no espelho, como age e como poderia mudar a própria situação”, sugere a coach comportamental Anna Christina Araújo.

6º Vocês só falam sobre os filhos

A comunicação entre os dois está restrita, mas quando há diálogo o assunto é sempre o mesmo: filhos. Os dois passam a acreditar que seguem casados pelo “bem das crianças”, mas isso não é o recomendado. Levando em conta que muitos homens têm dificuldade de expressar os sentimentos e vulnerabilidade, portanto, cabe à parceira aproveitar o diálogo para questionar a relação e sugerir a terapia de casal.

7º Desrespeitar a família do outro

“Casei com você e não com a sua família”. O pensamento é repetido por muitos durante a crise. No entanto, a máxima é irreal e pode ainda agravar a situação do casal quando críticas são direcionadas à família do outro.

“Nós podemos enxergar o defeito da nossa família, mas é muito pior ouvir isso de outra pessoa”, conta a psicoterapeuta. Ambos precisam rever o relacionamento quando passam a falar “sua família” e não “nossa”.

8º Deixar de participar das atividades da escola dos filhos

Depositar uma responsabilidade no outro também é sinal de desinteresse e falta de parceria entre o casal. Normalmente, a mãe é associada como a parte responsável por acompanhar o rendimento dos filhos na escola. Mas isso nunca deve ser uma regra. É necessário dividir tarefas e reforçar o espírito de equipe dentro de casa.

9. Não perceber mudanças no visual

Erro cometido, na maioria das vezes, pelos homens. Em busca de melhorar a autoestima, mulheres podem apelar para um novo corte de cabelo ou uma roupa nova, por exemplo. Chegar a casa e não ser recebida por um marido atencioso derruba qualquer confiança.

“Tive um caso onde o marido não percebeu que a mulher havia trocado de carro. Eram casados há doze anos, mas tinham vidas separadas”, comenta Silvana.

10. Discutem pelas mesmas coisas

Todos os relacionamentos carregam assuntos por meses ou têm problemas que só são resolvidos quando uma das partes consegue ceder. Entre os temas mais contraditórios estão: situação financeira da família, como criar o filho e o jeito que o parceiro(a) dirige. Se entre o casal o consenso nunca apareceu, a melhor saída pode ser buscar ajuda profissional. Com sessões de medição, o terapeuta pode ensinar a ouvir o outro e encontrar um ponto de acordo.

11º Achar que o problema é sempre o outro

Você só poderá mudar a si mesmo. Não existe nenhuma forma milagrosa de mudar hábitos antigos do outro. Muitas vezes, a autoavaliação pode corrigir uma possível visão distorcida da realidade.

“Precisamos chamar a responsabilidade e entender que você também faz parte do processo. Ninguém destrói um casamento sozinho. Pessoas carentes, por exemplo, emanam energia de carência que acaba consumindo o outro”, garante Anna Christina.

Texto de Carolina Garcia, publicado originalmente no iG. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/amoresexo/2014-08-08/11-sinais-de-que-esta-na-hora-de-buscar-terapia-de-casal.html

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Se você quer saber mais sobre Terapia de Casal, conheça os livros:

10551AMOR CONJUGAL E TERAPIA DE CASAL
Uma abordagem arquetípica|
Autora: Vanda Di Yorio
Analisa as relações conjugais associando o referencial da psicologia analítica às técnicas psicodramáticas. A conjugalidade é vista como lugar possível para o crescimento da consciência e a entrada no processo de individuação. São identificados os mecanismos de projeção e as idealizações, oferecendo-se alternativas para as situações conflituosas arquetípicas. Para estudantes, profissionais e casais em busca do crescimento.

20884LAÇOS AMOROSOS
Terapia de casal e psicodrama
Organizadora: Maria Amalia Faller Vitale
Coletânea de artigos de profissionais de primeira linha que vem sendo pensado e elaborado há anos, com o intuito de dar visibilidade ao trabalho psicodramático com casais ou famílias. Dois planos interagem nos escritos: o impacto de mudanças sociais que interferem na vida familiar e a contribuição de Moreno para a terapia de casal.

20782VÍNCULO CONJUGAL NA ANÁLISE PSICODRAMÁTICA
Diagnóstico estrutural dos casamentos
Autor: Victor R. C. Silva Dias
A questão do vínculo conjugal ganha aqui uma análise profunda com orientação e sistematização para diagnóstico e critérios para indicação de psicoterapia de casal. Há ainda outros artigos sobre tópicos atuais como identidade sexual e perfil do cliente nesse final de século.