Detalhes do Livro
| ISBN | 9786555492019 |
|---|---|
| SKU: | 12201 |
| Edição | 1 |
| Ano | 2026 |
| Nº de Páginas | 208 |
| Formato | 1,09 × 14 × 21 cm |
Organizador(es): Karina Okajima Fukumitsu, Lilian Meyer Frazão
Autor(es): Alexandra Cleopatre Tsallis, Camila da Costa Olmos Bueno, Gisleide Maria de Sena, Graziela de Araujo Costa, Gustavo Alves Pereira de Assis, Karina Okajima Fukumitsu, Keyth Vianna, Lilian Meyer Frazão, Loíse Lorena do Nascimento Santos, Maria Cristina Frascaroli (Tsallis), Mariama Furtado, Teresinha Mello da Silveira
Nesta obra, a relação entre saúde e sofrimento é explorada como um dos eixos fundamentais da existência humana. Partindo da perspectiva gestáltica, o sofrimento não é reduzido a sintoma, mas compreendido como expressão de um existir que busca sentido e reorganização. Os capítulos articulam reflexões teóricas e relatos clínicos sobre temas contemporâneos como medicalização da vida, deficiência e interseccionalidade, relações amorosas e familiares, doenças crônicas, HIV/aids e psicoses. A obra evidencia a potência da Gestalt‑terapia diante das diversas dimensões do sofrimento humano. Trata‑se de um convite à ampliação da escuta clínica, com sensibilidade, responsabilidade e compromisso ético.
R$79,50
| ISBN | 9786555492019 |
|---|---|
| SKU: | 12201 |
| Edição | 1 |
| Ano | 2026 |
| Nº de Páginas | 208 |
| Formato | 1,09 × 14 × 21 cm |
É psicóloga, Gestalt-terapeuta e psicopedagoga. Doutora e pós-doutora em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), é mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (EUA). Coordena a Pós-Graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), e o Programa RAISE: Ressignificações e Acolhimento Integrativos do Sofrimento Existencial. É ainda cocoordenadora da Pós-Graduação Abordagem Clínica e Institucional em Gestalt-terapia da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul). Autora de diversos livros, é organizadora de Vida, morte e luto e co-organizadora da Coleção Gestalt-terapia: fundamentos e práticas (todos da Summus).
Uma das pioneiras na abordagem gestáltica no Brasil, é mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP), professora do Instituto de Psicologia da mesma instituição e docente do Departamento de Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae. Colaboradora em treinamentos de Gestalt-terapeutas no Brasil e no exterior, é autora de artigos em revistas e responsável pela tradução de artigos e livros de Gestalt para o português.
Leia o sumário e as primeiras páginas deste livro abaixo ou, se preferir, faça o download do PDF
Nas últimas décadas, o olhar hegemônico na saúde mental tem compreendido que o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) é o único instrumento para explicar o sofrimento emocional e psíquico do ser humano. Na contramão dessa tendência, a Gestalt‑terapia, com sua visão crítica, pode nos oferecer inúmeras contribuições teóricas e epistemológicas para discutir os processos de medicalização da existência.
Recorrendo aos estudos de psicopatologia fenomenológica e a outras áreas de conhecimento — como a filosofia, a epistemologia, a psicologia social, as teorias feministas e o pensamento decolonial —, Mariama Furtado tece reflexões críticas para problematizar as fronteiras entre o normal e o patológico. Com seu olhar sensível, acolhedor e respeitoso, ela inaugura uma nova perspectiva, que questiona a visão biologizante e neurocentrada dos chamados transtornos psiquiátricos. Como diz a autora, os Gestalt-terapeutas têm o compromisso histórico de jamais abandonar suas “origens progressistas e libertárias, que estão muito mais preocupadas com os modos de ser e estar no mundo do que com categorizar doenças e estereotipar padrões de saúde/normalidade”. Prefácio de Lilian Frazão.
Este volume apresenta diversos quadros disfuncionais ilustrados por casos clínicos em que o indivíduo, cujo funcionamento se apresentava interrompido, estava impedido de viver com qualidade e bem-estar. Desse modo, desmistifica a visão dualista de que “saúde” e “doença” são opostos, devendo a doença ser combatida a qualquer custo. Temas como psicose, bipolaridade, suicídio, adoecimento autoimune, automutilação, ansiedade, borderline, autismo, dependência química, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos alimentares e depressão são abordados segundo os referenciais da Gestalt-terapia, que consideram sobretudo o sofrimento humano.
Esta obra faz uma leitura ética, política e antropológica da teoria de base da Gestalt-terapia. Aborda, ainda, as diferentes vulnerabilidades que ensejaram o desenvolvimento de estratégias de intervenção psicossocial conhecidas como clínicas gestálticas: neurose, perversão, banalidade, psicose e sofrimento.
Neste nono volume, a Coleção Gestalt-terapia: fundamentos e práticas dá as boas-vindas à diversidade e à inclusão. Diversidade implica a apreciação da diferença integrada à mobilização de energia em direção à novidade. Inclusão, por sua vez, consiste na articulação de identificações nutritivas a fim de que a pessoa se sinta pertencente ao mundo. Com base em suas experiências clínicas e tecendo correlações com a perspectiva gestáltica, os autores aqui reunidos promovem reflexões que são semeadura fértil para transcender a violência e o sofrimento humano na atualidade. Seus compartilhamentos são intercâmbios necessários rumo ao respeito e ao desenvolvimento da dignidade existencial.
Assuntos abordados: amor, sexo e o vínculo dialógico; violência contra mulheres, vitimização secundária e acolhimento; clínica de pessoas em situação de refúgio; atendimento a pessoas em situação de rua; Gestalt-terapia e redução de danos no cuidado de pessoas que usam drogas; compromisso ético e político de uma Gestalt-terapia racializada; clínica gestáltica e a normatividade do campo; manejo de atendimentos emergenciais envolvendo suicídio.
Nas últimas décadas, a Gestalt-terapia vem crescendo substancialmente no Brasil. Em sua visão de mundo, os indivíduos são concebidos como seres em constante processo de desenvolvimento e crescimento, inclusive quando se defrontam com problemas existenciais. Assim, numa era em que o sofrimento psicológico chegou a limites inimagináveis, é papel da abordagem ajudar os clientes a adquirir awareness para que possam estabelecer melhores relações consigo e com o meio.
Nesta obra, Margaret Marras reúne temas que têm promovido extremo sofrimento na atualidade. A cada capítulo, os autores – renomados profissionais da área – nos confrontam com questionamentos sobre nossa forma de estar no mundo e nos fornecem subsídios para nossa tão necessária reflexão. Entre os temas abordados estão:
Assim, o conjunto desses capítulos torna esta obra interessante para Gestalt-terapeutas, estudiosos da psicologia e para o público interessado nos assuntos da contemporaneidade. Prefácio de Lilian Frazão.
Vivemos um processo de medicalização da existência. O sofrimento, os desânimos, as simples manifestações da dor de viver parecem intoleráveis em uma sociedade que aposta no bem-estar como meta. Num contexto que exalta os valores ligados à eficiência, à produtividade, ao bem-estar e à felicidade, o sofrimento passa a ser visto como uma patologia que precisa ser corrigida. Assim, um processo de contínua expansão dos diagnósticos vem trazendo para o campo da psicopatologia comportamentos, emoções e estados subjetivos anteriormente experimentados e concebidos como parte da condição humana, de modo que cada vez mais pessoas se tornam potencialmente portadoras de algum transtorno.
Constatando esses fenômenos tanto na clínica quanto no campo da pesquisa, Mariama Furtado problematiza o assunto e mostra que, ao tentar suprimir o sofrimento da experiência da vida, a medicalização acaba destituindo o próprio sujeito daquilo que diz respeito à sua singularidade e da possibilidade de instituir formas autênticas e criativas de viver.
Livro finalista do Prêmio Jabuti 2025.