‘MARIA DA PENHA DE SP LUTOU DIA APÓS DIA CONTRA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA’

Matéria publicada no Catraca Livre, em 12/11/2019.

Vítima de violência doméstica, Maria da Penha Nascimento de Campos decidiu colocar seu então marido na cadeia quando descobriu que ele tentou abusar de uma das filhas do casal, que tinha apenas 4 anos de idade. Ao ver uma marca de sangue no lençol, a mulher, que era costureira na época, ficou desconfiada e decidiu investigar o que havia ocorrido.

Após o agressor ser preso, ela enfim se viu livre da violência que sofria diariamente e teve um novo propósito na vida: ajudar outras mulheres que passavam pelo mesmo. Em meio a seu envolvimento com projetos contra o racismo e a violência doméstica, Maria da Penha criou a Associação Fala Negão / Fala Mulher, em 1992, e se tornou referência como ativista na zona leste de São Paulo.

Assim como a Maria da Penha que dá nome à lei contra a violência doméstica (criada em 2006), a Maria da Penha da capital paulista também se destacou no enfrentamento deste problema. Ela faleceu em 2008, aos 58 anos, em decorrência de um câncer.

Em entrevista à Catraca Livre, sua filha, Ana Minuto, especialista em liderança feminina, conta que sua mãe se casou com seu pai sem o consentimento de ambas as famílias. “Eu era bem pequena e cheguei a ir ao casamento deles. Uma das minhas tias conta que meu pai era muito terrível e até meu avô falou que não era uma boa opção pra ela. Mas vivemos com ele até os meus 4 anos, quando ele tentou abusar de mim”, afirma ela, hoje aos 44 anos.

Segundo Ana, seu pai tinha um problema sério com bebida e, quando estava alcoolizado, ficava extremamente violento. “Não me lembro com clareza dessa questão da violência doméstica, mas recordo que minha mãe tinha muitas marcas pelo corpo, mesmo sem eu entender o que significava aquilo”, relata. Depois do abuso, Ana passou por exames e não sofreu nenhum impacto físico.

Contar com uma família estruturada como apoio foi essencial para que Maria da Penha e as três filhas tivessem estabilidade emocional para passar por esse doloroso processo. “Muitas mães vivem isso sem ter para onde ir. Minha mãe, graças a Deus, pôde voltar para a casa da minha avó que, junto com meu avô, tio e tia se organizaram para ajudá-la na nossa criação”, explica. “Então, minha infância foi muito positiva e muito feliz, apesar do ocorrido.”

A vida e o desenvolvimento de Ana Minuto e de suas irmãs foi atrelada ao mundo político. Desde crianças, ou melhor, desde quando estavam na barriga da mãe, elas participavam das atividades nas organizações. Na mesma época, Maria da Penha começou a frequentar escolas de samba, pois seu pai já era sambista, e virou rainha de bateria. Por causa da violência doméstica, ela começou a se envolver mais com a questão feminina e, a partir de então, ajudou a criar várias associações e projetos com foco no enfrentamento do machismo e do racismo, como a rede de combate à violência doméstica em Itaquera, na zona leste de São Paulo.

“Minha mãe desenvolveu esse trabalho para pensar em políticas públicas contra violência doméstica. Também foi uma das precursoras dessas casas que cuidam das vítimas de agressões. Fez, ainda, algumas viagens internacionais para debater essa questão, principalmente abordando a liberdade financeira. Mas ela só conseguiu sair dessa situação porque tinha alguém que a ajudaria. A maioria das mulheres se mantém no ciclo da violência, pois depende do marido e não tem uma família ou uma rede de apoio”, relata Ana.

Além do envolvimento com os projetos sociais, Maria da Penha teve um ativismo muito presente nos lugares onde o negro era (e ainda é) apagado, isso por meio da própria associação, do Carnaval e também em sua atuação política no núcleo das mulheres negras do PT (Partido dos Trabalhadores).

Associação Fala Negão / Fala Mulher

A ONG Fala Negão, Fala Mulher, localizada em Itaquera, zona leste da capital paulista, foi criada há 27 anos e, desde então, desenvolve projetos para promover a educação, a cidadania e o respeito à diversidade.

Entre as muitas iniciativas feitas pela instituição, é possível destacar os cursos de alfabetização, as oficinas de hip hop e balé, encontros para debater questões raciais, de gênero e de sexualidade, orientação jurídica a mulheres vítimas de violência doméstica e discriminação racial, passeios culturais, entre outras.

Ana Minuto chegou a ser diretora da associação quando a mãe faleceu, em 2008, cargo que ocupou por cerca de 6 anos. “Eu atuava na área de tecnologia, mas saí do meu trabalho para me dedicar ao projeto. Através dessa experiência eu resolvi, ainda, que não queria mais trabalhar registrada. Então, fiz um curso de coach, o qual me ajudou a entender como poderia mudar esse cenário.”

Hoje, a especialista não é mais responsável pela ONG, mas continua desenvolvendo trabalhos sociais e faz parte de projetos, inclusive como voluntária.

“Quando você está envolvida [na questão da violência] dificilmente consegue sair, e eu tentei, pois era muito doloroso, eram muitas histórias difíceis, mas estava no meu DNA. A nossa forma de fazer política hoje e a nossa forma de representatividade são diferentes. Eu sei que o conhecimento que adquiri com minha mãe e a partir dos meus trabalhos torna o mundo de algumas pessoas melhor, inclusive o meu”, relata.

Legado de Maria da Penha

Ao indagar sobre o legado deixado pela mãe, Maria da Penha, afirma que ele se deu em diferentes esferas. A primeira foi a de transmitir uma mensagem tão forte e verdadeira para as filhas, que até hoje atuam por um mundo melhor como ativista, cada uma da sua maneira.

Para além da influência sobre a família, ela deixou uma marca na sociedade, como referência de sua época. “Ela é um ícone na zona leste em relação a direitos humanos. Qualquer pessoa que já era adulta há 30 anos, principalmente se atuou nessa região, vai saber quem foi minha mãe e o legado que ela deixou.”

Violência doméstica

Para Ana Minuto, o maior desafio do combate à violência doméstica atualmente é o entendimento do que o problema significa, por causa da desinformação. “Eu fazia palestras em escolas e as professoras reclamavam muito que os meninos tinham uma tendência de ficar puxando o cabelo das meninas. Isso é violência. Então, quando eu ia falar no local que isso é uma violência, as meninas diziam: ‘Não, ele faz isso porque gosta de mim’”, explica.

É necessário desmistificar o que é violência doméstica, pois ela acontece de inúmeras formas, seja através de como o homem fala com a vítima, de como ele a trata na rua ou se não a deixa trabalhar, por exemplo. Até mesmo as mulheres, que vivem em uma sociedade machista, replicam esse tipo de pensamento, e, por isso, se acontecer algo do tipo em seus relacionamentos, elas acharão que é natural. “Tem meninas hoje de 20 e poucos anos que apanham todos os dias. As mães delas apanharam, as avós delas apanharam, então a violência é natural em suas vidas”, diz a especialista.

Segundo ela, a grande dificuldade é enxergar, dentro desta naturalização, o que é a violência, já ela não tem idade, etnia ou classe social. “A mulher mais pobre tem tendência maior a sofrer violência doméstica, mesmo porque existe uma questão dos corpos do nosso país, que vem de uma violência, a escravidão. A nossa baixa autoestima se deu a partir dessa questão de como nosso país foi colonizado. O maior desafio é eu, enquanto mulher preta, entender o que é a violência pra mim, uma vez que eu convivi com a violência a vida toda.”

Embora seja otimista ao refletir sobre o problema, a especialista em liderança afirma que há uma coisa específica sobre a qual as pessoas falam muito, porém, fica na falácia: o empoderamento feminino. “Não existe empoderamento feminino sem protagonismo. Empoderamento tem a ver com protagonismo, sobre o que eu tenho que fazer para sair de uma situação. Você se empoderar não é o suficiente para sair de uma situação de violência doméstica.”

Ana Minuto pontua que sua mãe foi protagonista, e, por isso, conseguiu colocar seu pai na cadeia, que era alguém que ela amava. “Ela sabia que se não fizesse nada as coisas não iam mudar. Esse é o desafio do nosso país: a gente sempre espera que alguém vai vir e salvar tudo. A violência doméstica tem que ser combatida todos os dias. Diversidade é o mesmo: não adianta fazer um encontro por mês, tem que viver a diversidade diariamente, senão nada muda.”

Tudo isso passa pela questão da emancipação financeira das mulheres, seja via empreendedorismo ou via emprego. “É preciso que as pessoas criem consciência e estabeleçam uma rede que fale sobre o assunto. Muita gente reclama que só se fala de diversidade e machismo agora. Só se fala porque é necessário. Se não precisasse, seria ótimo, pois não existiria”, finaliza.

Campanha #ElaNãoPediu

Nenhuma mulher “pede” para apanhar. A culpa nunca é da vítima. A campanha #ElaNãoPediu, da Catraca Livre, tem como objetivo fortalecer o enfrentamento da violência doméstica no Brasil, por meio de conteúdos e também ao facilitar o acesso à rede de apoio existente, potencializando iniciativas reconhecidas. Conheça a nossa plataforma exclusiva.

Para ler na íntegra, acesse: https://catracalivre.com.br/cidadania/maria-da-penha-de-sp-lutou-dia-apos-dia-contra-violencia-domestica/

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Tem interesse pelo assunto e quer se aprofundar? Conheça:

O FIM DO SILÊNCIO NA VIOLÊNCIA FAMILIAR
Teoria e Prática
Organizadoras: Tereza Cristina Cruz VecinaDalka Chaves de Almeida Ferrari
SUMMUS EDITORIAL

Os artigos aqui reunidos foram escritos por profissionais de centro de referência às vítimas de violência – CNRVV. O livro aborda temas como a retrospectiva da questão da violência, o modo de funcionamento de uma sociedade e as intervenções possíveis. É uma obra de grande importância para todos que lidam com esse tema devastador, mostrando que há, sim, saídas possíveis.


‘SEJA AMIGO DA SUA VOZ’

No dia 16 de abril é celebrado o “Dia Mundial da Voz”. A data, iniciada no Brasil em 1999, passou a ter expressão internacional a partir de 2003 com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

Saiba mais sobre a campanha da SBFa deste ano no site https://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/

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Neste Dia Mundial da Voz, conheça os livros do Grupo Editorial Summus sobre o tema:

ESTÉTICA DA VOZ
Uma voz para o ator
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Escrito de forma simples e objetiva, este livro promove um encontro entre o teatro e a fonoaudiologia, analisando a criação teatral do ponto de vista da voz e da fala. Abordando desde o processo respiratório até o aquecimento vocal, a obra é útil para profissionais da voz que atuam nas mais variadas áreas.

 

O PODER DA VOZ E DA FALA NO TELEMARKETING
Treinamento vocal para teleoperadores
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Atualmente, é fundamental que os operadores de telemarketing sejam capacitados, especialmente no que diz respeito ao treinamento fonoaudiológico. Este livro mostra que, se bem orientados, os teleoperadores serão mais produtivos e não terão problemas de saúde associados ao uso excessivo/incorreto da voz, além de sofrerem menos com o estresse diário. Obra dedicada a fonoaudiólogos, profissionais de RH, ergonomistas e médicos do trabalho.

 

TRABALHANDO A VOZ
Vários enfoques em fonoaudiologia
Autora: Léslie Piccolotto Ferreira
SUMMUS EDITORIAL

Este livro nos traz diversas abordagens no trabalho com a voz. Ensina a tirarmos o maior proveito da expressão pela voz, sem cansaços ou afonias, além de mostrar trabalhos relativos ao uso da voz no teatro, para professores e todos os que precisam da voz como instrumento de trabalho. Possui também capítulos de prevenção e tratamento dos diversos distúrbios da voz.

VOZ – PARTITURA DA AÇÃO
Autora:
Lucia Helena Gayotto
PLEXUS EDITORIAL

O ator em cena revela uma relação profunda entre seus recursos vocais e a situação vivida pelo personagem. Assim, a voz pode e deve interferir, modificar a situação e realizar-se como ação vocal. Para estudar essa ação vocal a autora criou uma partitura vocal para registrar os recursos vocais aplicados ao personagem, e, a partir daí, desenvolveu ferramentas para a elaboração da voz, em diferentes situações cênicas. O livro, fundamental na área teatral, amplia tais possibilidades, também para outros profissionais que utilizam a voz em seu dia-a-dia: conferencistas, locutores etc.

GRUPO SUMMUS APOIA MANIFESTO DO PORTAL 4DADDY

Carta endereçada à sociedade civil e ao estado

Muitos de nós quando pequenos sonhávamos fazer a diferença no mundo. Idealizávamos profissões como bombeiro, policial, astronauta ou jogador de futebol para ganhar a Copa do Mundo e fazer a felicidade do nosso país. Eu, por exemplo, quis ser Lixeiro. Achava bárbaro poder subir e descer do caminhão em movimento, além de poder ajudar a manter a cidade limpa, uma questão que sempre me incomodou desde criança. Uma profissão até hoje que valorizo muito.

Há também aqueles que viam a oportunidade de salvar o mundo se adquirissem superpoderes, como Superman, batman, Homem de Ferro, Flash, Homem-Aranha, entre outros.

Crescemos e, no mundo real, pouco daqueles sonhos e idealismos permaneceram vivos. A maioria de nós sobrevive entre o trabalho e a casa, o supermercado e a padaria, e, quem sabe, uma caminhada no parque de vez em quando.

Até nos tornamos pais! A paternidade é um dos caminhos para se revelar o que temos de mais profundo em nossa construção individual. Como pais vislumbramos a chance de preencher aquele anseio que, desde a infância, incita-nos a ser grandes. A paternidade não acontece somente na geração de uma nova vida, mas em toda formação desse outro ser humano. A cada fase da criança, há uma nova oportunidade de o pai se reinventar enquanto “CUIDADOR” e se melhorar como ser humano.

A importância da figura paterna

A paternidade e o envolvimento nas tarefas domésticas e de cuidado, independente de gênero, importam SIM! É o que revela o crescente conjunto de estudos produzidos no mundo inteiro sobre o tema ao longo das últimas duas décadas. Existem evidências claras sobre o impacto positivo do envolvimento do pai no cuidado, especialmente para a saúde materno-infantil, desenvolvimento cognitivo da criança, empoderamento da mulher, além de apresentar consequências positivas para a saúde e bem-estar dos próprios pais.

A ONG ProMundo lançou em 2016 o primeiro relatório Situação da Paternidade no Brasil , que também pretende  realçar a limitação desses dados e estimular a sua produção por agências do governo, instituições acadêmicas, pesquisadores independentes, ONGs e demais interessados.

Diz a Constituição Federal do Brasil, no Capítulo VII, artigo 266, parágrafo 7º: “Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.”

A construção do conceito de “paternidade responsável” exige uma desconstrução do modelo anterior (pai responsável = pai provedor) para uma visão moderna que ressalta o fenômeno na sua integralidade. A discussão em torno da promoção da paternidade e do cuidado também se relaciona diretamente com a luta pela superação das desigualdades entre homens e mulheres.

Desconstruindo um modelo

Estudos realizados por redes como Rede Nacional Primeira Infância e de Organizações como Instituto Papai, apontam que o investimento em políticas de valorização da paternidade e do papel do homem como cuidador tem o potencial de desconstruir um modelo dominante de masculinidade – patriarcal e machista – que reforça a desigualdade de gênero, abrindo caminho para a construção de outros modelos não violentos, baseados no afeto e no cuidado.

Na psicanálise, a função paterna, é um conjunto de funções/ações que podem ser exercidas por qualquer pessoa que assuma esse papel/figura perante a criança, independentemente do gênero e da sua ligação sanguínea.

Por esse motivo, a plataforma de formação paterna 4daddy levanta as bandeiras da paternidade ativa baseada numa criação afetiva, social e cidadã, e visa reposicionar a figura paterna nessa nova dinâmica.

Uma causa

Queremos aqui formalizar o nosso manifesto: #paternidaderesponsável – Um ato, um direito, uma escolha!

Um ato, pois queremos chamar a sociedade civil para “exercer” a função paterna baseada numa criação afetiva, social e cidadã de nossas crianças e adolescentes. Trata-se de atitude/ato social e político de conscientização.

Um direito, por que ser e ter um “pai” é um direito. Seja homem ou mulher, toda criança tem o direito de ter a figura paterna presente em sua vida. E todo(a) cuidador(a) adulto tem o direito e DEVER de exercer essa figura assistido(a) pelo Estado.

Uma escolha, já que as funções paternas e maternas podem ser exercidas por qualquer adulto que tenha sob sua responsabilidade uma criança e/ou um adolescente. Independente  do gênero ou orientação sexual, grau de parentesco biológico ou afetivo desse adulto. Ser pai, cumprindo suas obrigações legais, não é necessariamente exercer essa paternidade de forma afetiva e social. Ser cuidador, seja mãe ou pai, afetivo ou biológico, é uma escolha!

Apoie essa ideia, compartilhando esse manifesto! Convidamos a todos e todas, Estado, organizações privadas e públicas a se juntarem conosco para continuarmos construindo essa nova ideia. Estamos abertos para conversas e debates sobre o tema, e todos os assuntos a ele correlatos.”

 

Do Portal 4Daddy. Para acessar na íntegra: https://4daddy.com.br/carta-enderecada-a-sociedade-civil-e-ao-estado/

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

CADÊ O PAI DESSA CRIANÇA?
Autora: Elizabeth Monteiro
SUMMUS EDITORIAL

Pais ausentes, descomprometidos, perdidos em seus papéis. Nessa realidade contemporânea, se A culpa é da mãe, cadê o pai da criança?

Baseada em sua experiência clínica e em pesquisas diversas, Betty Monteiro aborda os conflitos familiares, os modelos inadequados de pais – ilustrados com casos clínicos – e dá sugestões para resgatar a identidade paterna e mostrar sua importância na formação dos pequenos.