‘CIÚME ENTRE IRMÃOS: SAIBA COMO LIDAR COM A RIVALIDADE’

Antes mesmo de nascer, o novo membro da família já causa um certo desconforto em quem, até então, era o centro das atenções, o rei do pedaço. Mas existem formas de evitar que o ciúme entre irmãos passe dos limites. Veja dicas que valem para diversas fases da convivência:

Não demonstre preferência por um filho ou outro

O Jeito que o pai ou a mãe gosta de cada filhote está relacionado à afinidade. É normal. O que não é legal é demonstrar preferência.

  • Nunca faça comparações entre eles – são pessoas diferentes. Viva!
  • Incentive a admiração mútua; elogie os pontos fortes de cada um. Todos nós temos pontos fortes e fracos.
  • Lembre-se que seu filho mais quieto também precisa de você, mesmo que não fique pedindo sua atenção e afeto.
  • Passar um tempo com cada filho, separadamente, é bom de vez em quando. Atenção exclusiva ajuda a amenizar a ciumeira.
  • Quando perceber uma situação de ciúme, tome uma atitude, intervenha antes que ela vire uma briga nova – e às vezes mais feia!
  • Se a coisa fugir um pouco do controle, e partir para a agressividade, tente canalizar o sentimento. Atividades artísticas (com argila, tinta, papel, cola, massinha etc.) podem ajudar a aliviar a raiva.
  • Dê exemplo da importância da amizade entre irmãos. Reforce isso sempre, fale dos seus irmãos, se for ocaso, ou de outras famílias.
  • Invente situações para que os irmãos trabalhem em grupo, tais como brincadeiras e jogos.
  • Não entre em pânico com as brigas. Elas fazem parte do desenvolvimento deles, ou melhor, de todos nós.
  • Nunca torne um filho responsável pelo outro. O mais velho não é babá!
  • A rivalidade entre os irmãos é encontrada até entre os animais irracionais. Nas famílias humanas, aparecem em vários níveis.

Quando o primeiro filho nasce, ele recebe 100% de tudo o que os pais podem proporcionar, dos “bens emocionais” aos materiais. Todos os cuidados e necessidades, assim como os momentos para criar vínculos amorosos… tudo pertence a ele.

Então, um “belo” dia, tudo muda, como dizem hoje: “o forninho cai”…

E detalhe: ninguém pediu a opinião ou a “permissão” do primogênito a respeito da chegada de um novo integrante, do irmão ou irmã.

O universo do papai e da mamãe não gira mais em torno do primeiro filho, que perde seu posto para sempre. O que fazer?

Incluir a criança nas atividades que envolvem o irmãozinho ou irmãzinha que ainda nem chegou ajuda.

Mas não impede que surja uma ideia na cabecinha do filho mais velho: “Eles gostam mais do bebê do que de mim”.

Movida por ela, a criança enciumada -e frustrada – pode até começar a agir de forma dissimulada, inclusive tentando machucar o novo filhinho, sabotando a rotina dele.

No entanto, existem aqueles que dizem claramente coisas do tipo “Não gosto desse bebê, quero que vá embora”, entre outras expressões de repúdio. E mesmo quando o nenê não está por perto, o irmão mais velho pode manter o comportamento agressivo de uma forma geral.

Alguns regridem, passando a falar de jeito manhoso, mais infantil, na intenção de retomar seu posto perdido de filho único.

É preciso agir! Os pais precisam fazer algo para frear essa competição ou ela poderá ser responsável por padrões negativos que podem durar a vida toda.

Quando nasce mais um filho, então, a coisa fica ainda mais complicada… Tudo será dividido por três.

A rivalidade, o ciúme entre irmãos é algo tão poderoso que, muitas vezes, compromete os papéis assumidos em uma família e até as profissões que escolhemos quando adultos.

Por exemplo: o grande interesse na vida de alguém pode ser justamente o oposto das escolhas feitas por um irmão.

É bem complexo, não é mesmo? Mas tem jeito…
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Artigo de Sandra Luthemburg, publicado originalmente em Mãe.blog.br. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://www.mae.blog.br/ciume-entre-irmaos-saiba-como-lidar/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro da Summus:

IRMÃOS SEM RIVALIDADE
O que fazer quando os filhos brigam
Autoras: Elaine MazlishAdele Faber

Das mesmas autoras de Como falar para o seu filho ouvir e como ouvir para o seu filho falar, este livro aborda, entre outros, os seguintes tópicos: como ajudar os irmãos a conviverem bem, como tratar os filhos de forma diferente mas com justiça, como libertar as crianças de rótulos e como agir positivamente no momento das brigas. E, o que é mais importante, os pais aprenderão a resolver conflitos de forma pacífica.

A VOLTA DOS ‘MORTOS VIVOS’

O que acontece se uma pessoa tida como morta subitamente reaparecer? E se o seu marido ou mulher já tiver se casado de novo?

Uma situação incomum surgiu em uma das novelas da Rede Globo, na qual personagens que foram dados como mortos após sofrerem um acidente de helicóptero retornam, vivinhos da silva. Se na ficção uma reviravolta como essa é capaz de causar muita confusão, na vida real não é diferente. O que acontece se a mulher ou o marido de um dos supostos falecidos ou falecidas tiver se casado de novo? Qual dos dois casamentos é válido, o primeiro ou o segundo?

Como sempre acontece, na vida real as coisas costumam ser bem mais complexas e demoradas do que na ficção. Para começar, antes de poder se casar de novo ou ter acesso aos bens do desaparecido, o cônjuge precisa recorrer à justiça para obter um documento chamado decretação de ausência. A decretação de ausência é necessária para aquelas situações nas quais a pessoa se encontra desaparecida, mas não existem evidências que indiquem sua possível morte – exemplo típico é a história do marido que saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou. Esse documento é concedido por meio de uma sentença judicial que estabelece a morte presumida do desaparecido, isto é, assume-se que ele morreu, embora seu falecimento não possa ser devidamente constatado.

Cabe lembrar que esse é um processo muito demorado, pois é preciso ter certeza de que não existe possibilidade concreta de que o desaparecido seja encontrado. E, mesmo após a obtenção da sentença, é necessário esperar um longo prazo até que a sucessão (o processo de inventário e partilha da herança) possa ser aberta, ou até que o estado civil do cônjuge possa ser modificado, o que lhe permitiria casar-se outra vez.

No entanto, se existirem fortes evidências de que o desaparecido esteja morto (por exemplo, ele foi vítima de um acidente aéreo e o corpo não foi encontrado, desapareceu em combate ou em razão de atividades políticas durante o período do regime militar), então é possível obter uma declaração de morte presumida sem a decretação de ausência. Isso facilita um pouco o processo, mas nem tanto. A declaração de morte presumida só será concedida depois que forem esgotadas todas as buscas pelo desaparecido ou dois anos após o término da guerra (para os que sumiram em combate).

Contudo, por mais remota que seja essa possibilidade, existe a chance de que uma pessoa que foi declarada “presumidamente” morta reapareça. E, é claro, a situação se complica ainda mais se, ao voltar, ele ou ela descobrir que seu cônjuge já se casou novamente. A lei não especifica o que acontece em casos como esses, e as opiniões dos juristas se dividem: para alguns, o primeiro casamento é o que vale e o segundo deve ser considerado nulo ou inválido. Para outros, é o segundo casamento que vale. Ou seja: a solução para esse dilema vai depender do entendimento, do bom senso e da sensibilidade do juiz.

*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 10/07/2017. Para acessar na íntegra:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-volta-dos-mortos-vivos/

 

Conheça os livros da autora:

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.
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HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

 

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

LANÇAMENTO DO LIVRO “O TEAR DA VIDA” NA LIVRARIA DA VILA (AL. LORENA/SP), NO DIA 20 DE JUNHO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Al. Lorena – SP) promovem no dia 20 de junho, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro O tear da vida – Reflexões e vivências terapêuticas, das psicólogas Jean Clark Juliano e Irene Monteiro Felippe. O evento será também uma homenagem a memória de Jean, que faleceu em 2016. Ela completaria 74 anos no dia 18 de junho. Irene e Luiz Juliano, viúvo de Jean, receberão amigos e convidados no piso térreo da livraria, que fica na Al. Lorena, 1.731 – São Paulo, SP.

Grande representante da Gestalt-terapia brasileira e referência na área da psicologia, Jean Clark Juliano sempre teve o dom da palavra. Além disso, com sua fé inabalável no ser humano, via no diálogo com o outro a chance de chegar ao conhecimento de si e do mundo. Delicada, alegre e interessada na vida, ela enfrentou bravamente a doença que a acometeu nos últimos anos, mantendo-se forte até o fim. Os textos que compõem o livro, últimos gestados pela autora, em parceria com a também psicóloga Irene Monteiro Felippe, falam sobre a procura da autorrealização e da necessidade humana de ser feliz, reconstruindo acontecimentos e significados às vezes sublimes, às vezes dolorosos.

Fruto de um trabalho de três anos, a obra traz pequenos relatos autobiográficos, contos, reflexões psicológicas e inquietações sobre o desenvolvimento e o mistério humanos. “Convidamos o leitor a se arriscar. Assim como Jean, o livro é uma busca de caminhos e um agradável convívio de encontros”, afirma Irene, que muitas vezes sentou ao lado de Jean em frente ao computador, trocando memórias.

A riqueza desse convívio produziu um rico diálogo intergeracional e abriu espaço para a criação de textos memoráveis, como “Uma casa de chá”. Baseado no prefácio ao livro A vida, o tempo, a psicoterapia (Summus, 2012), escrito pelo jornalista Thomaz Souto Corrêa, o conto mostra a necessidade que todos nós temos de encontrar um abrigo especial.

“Quando paramos um momento, por menor que seja, para tomar chá, saímos de nossa vida diária, aquela que não mostra o seu significado e fica eternamente na superfície. Mergulhamos na fumaça quente que sai da xícara e revemos todos os processos pelos quais passamos naquela vida íntima, peregrina, guardada com cuidado. Adentramos em uma busca pelo silêncio interior. Nossas sensações se regulam com o farfalhar das folhas e vamos apreendendo todas as etapas pelas quais passamos até chegar ali, àquela casinha, tomando aquele gole de chá especial.”

‘DIVÓRCIO CONFLITUOSO DOS PAIS PREJUDICA SAÚDE DOS FILHOS POR DÉCADAS, DIZ ESTUDO’

Quando as crianças vivenciam um divórcio ou separação conflituosa de seus pais, a situação parece prejudicar sua saúde por décadas, até a idade adulta, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (5).

O estudo, publicado na científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi feito com 201 adultos saudáveis que concordaram em ser colocados em quarentena, expostos a um vírus que causa o resfriado comum e monitorados por cinco dias.

Aqueles cujos pais se separaram e não se falaram durante anos eram três vezes mais propensos a adoecer, em comparação com aqueles cujos pais se separaram mas permaneceram em contato durante o crescimento das crianças.

Pesquisas anteriores mostraram que os adultos cujos pais se separaram durante sua infância têm um risco aumentado de ter a saúde mais fraca.

O último estudo mostrou que este risco maior de contrair doenças se deve se deve, ao menos em parte, a uma inflamação aumentada em resposta a uma infecção viral, segundo o artigo.

“As experiências estressantes no início da vida fazem algo com a nossa fisiologia e processos inflamatórios que aumenta o risco de uma saúde mais fraca e doenças crônicas”, disse Michael Murphy, associado de pesquisa de pós-doutorado em psicologia na Universidade Carnegie Mellon.

“Este trabalho é um avanço na nossa compreensão de como o estresse familiar durante a infância pode influenciar a susceptibilidade de uma criança a doenças 20-40 anos depois”, acrescentou.

O estudo também mostrou que os filhos adultos de pais que se separaram mas ficaram em contato não eram mais propensos a ficar doentes do que os filhos adultos de famílias intactas.

“Nossos resultados visam o sistema imunológico como um importante portador do impacto negativo a longo prazo do conflito familiar”, disse Sheldon Cohen, coautor e professor de psicologia.

“Eles também sugerem que os divórcios não são todos iguais, e que a comunicação contínua entre os pais amortece os efeitos deletérios da separação nas trajetórias de saúde das crianças”, completou.

Matéria publicada originalmente no UOL, em 05/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2017/06/05/divorcio-conflituoso-dos-pais-prejudica-saude-dos-filhos-por-decadas-diz-estudo.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

SOB FOGO CRUZADO
Conflitos conjugais na perspectiva de crianças e adolescentes
Autora: Maria Dolores Cunha Toloi
EDITORA ÁGORA

Partindo da ideia de que a saúde mental de crianças e adolescentes está diretamente ligada à convivência familiar saudável, Dolores Toloi mostra também que, tanto quanto o divórcio, a manutenção do casamento com alto nível de conflito é prejudicial aos filhos. Ao final, apresenta uma bem-sucedida proposta de sociodrama temático para lidar com esse público.

‘9 VERDADES QUE OS TERAPEUTAS DE CASAIS GOSTARIAM QUE VOCÊ SOUBESSE’

Você tem medo de terapia de casal? Acha que recorrer a ajuda de um especialista é sinal do fracasso do relacionamento? Pois saiba que não é bem assim.

A terapia de casal existe para facilitar o diálogo entre marido e mulher, ajudando a solucionar conflitos não só quando as coisas vão mal. Veja o que mais os profissionais do ramo gostariam que você soubesse:

1 – O objetivo é unir o casal

O foco principal da terapia é manter o casal em sintonia. Se os parceiros estão brigando o tempo todo ou tendo dificuldade para resolver os problemas, mas ainda se amam, procurar um terapeuta para ajudar a discutir a relação é ótima saída.

2 – O objetivo também pode ser a separação

Em alguns casos, durante o processo de olhar para os objetivos, planos e questões de cada um, pode ser que o casal perceba que está tudo mesmo muito desalinhado. Os dois não têm energia para levar a relação adiante e o melhor é terminar. Nessas horas, a terapia de casal pode ser boa também para que a separação seja feita tranquilidade e menos dolorosa possível.

3 – Quanto antes começar, melhor

Não espere a situação ficar insustentável para buscar a ajuda. Se já existe uma questão difícil de resolver entre vocês e o diálogo não está fluindo, comece a terapia o quanto antes. Assim a solução pode ser mais fácil.

4 – O terapeuta é o juiz e não advogado

Muita gente vai procurar a terapia de casal esperando provar seu ponto. “Eu não estou certo?” é uma frase comum de se ouvir no consultório. Mas a função do terapeuta não é escolher um dos lados ou julgar os comportamentos e sim funcionar como um juiz, mediando a conversa.

5 – Falta de briga pode ser um sinal ruim

Vocês nunca brigam? Opa! Isso pode não ser sinônimo de um relacionamento bom. Pessoas discordam e conflitos são naturais ao longo da relação, mas se não existe discussão por eles, pode ser que alguém esteja se anulando e abaixando demais a cabeça. E isso nunca é legal.

6 – Se um não quer, dois não se resolvem

Não adianta nada forçar o outro a ir para a terapia de casal com você se ele não quer. O negócio só flui se as duas pessoas estiverem se dedicando e colocando suas energias no esforço de e melhorar a relação e resolver os conflitos.

7 – As sessões nem sempre são a dois

Em alguns momentos, acontece terapia individual para identificar questões que não são tão abertas a dois e depois trabalhar isso com outro.

8 – Não precisa falar tudo!

Tem gente que acha que porque é terapia, é hora de falar tudo que estava guardado. Mas lembre-se: o objetivo ali é unir e não brigar mais. Então não precisa despejar segredos ou pensamentos que não acrescentem e podem magoar o outro. Algumas coisas não precisam ser ditas.

9 – O resultado não é imediato

O tempo que se leva para ver o resultado da terapia de casal varia de acordo com os parceiros e a dedicação. Mas, como toda terapia, é um processo que leva um certo tempo para identificar a origem dos conflitos e trabalhar. Não vá esperando sair da primeira sessão com tudo resolvido!

Especialistas consultadas: Maria Cecília Veluk, coordenadora do curso de terapia de casal e família do Instituto Delphos; Cláudia Graichen, terapeuta de casais especialista em sexualidade.
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Matéria de Helena Bertho, publicada originalmente no UOL, em 04/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/06/04/9-verdades-que-os-terapeutas-de-casais-gostariam-que-voce-soubesse.htm

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Conheça os livros da Ágora sobre o tema dos quais Maria Cecília Veluk é coautora:

LAÇOS AMOROSOS
Terapia de casal e psicodrama
Organizadora: Maria Amalia Faller Vitale
Autoras:  Vanda Lucia Di Yorio Benedito, Gilda Castanho Franco Montoro, Júlia Motta, Laurice Levy, Lúcia Ferrara, Maria Amalia Faller Vitale, Maria Cecília Veluk Dias Baptista, Maria Regina Castanho França, Maria Rita Seixas, Marta Echenique, Elisa López Barberá

Coletânea de artigos de profissionais de primeira linha que vem sendo pensado e elaborado há anos, com o intuito de dar visibilidade ao trabalho psicodramático com casais ou famílias. Dois planos interagem nos escritos: o impacto de mudanças sociais que interferem na vida familiar e a contribuição de Moreno para a terapia de casal.
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PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autoras: Vivien Bonafer Ponzoni, Gisela M. Pires Castanho, Júlia Motta, Maria Amalia Faller Vitale, Maria Cecília Veluk Dias Baptista, Maria Cristina Romualdo Galati, Maria Rita Seixas, Marina da Costa Manso Vasconcellos, Marta Echenique, Mônica R. Mauro, Dalmiro M. Bustos

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

‘NEM MAL-EDUCADA, NEM SEM LIMITE: VEJA COMO IDENTIFICAR A CRIANÇA HIPERATIVA’

A pedagoga paulistana Ellen de Carvalho Alves sofria ao ver a fama que o filho tinha ganhado na escola. Guilherme, na época com 5 anos, era uma criança impulsiva e, às vezes, até agressiva. Mesmo quando não estava envolvido em brigas entre os coleguinhas, acabava levando a culpa. “Lembro de uma festa de aniversário de um dos meninos da classe em que saiu uma discussão por causa de um brinquedo. Uma das mães logo gritou o nome do meu filho, mas ele estava ao meu lado o tempo todo, longe da confusão”, conta Ellen.

Embora o julgamento premeditado da outra mãe a tenha chateado, não a surpreendeu. Guilherme, em diversas ocasiões, fez jus ao rótulo de “o briguento do colégio”. Depois de procurar muita ajuda para entender o comportamento do filho, a pedagoga finalmente obteve um diagnóstico. Guilherme sofria de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Hoje, aos 7 anos e em tratamento, o garoto está se desenvolvendo muito bem, no mesmo ritmo de outras crianças de mesma idade. Mas, vez ou outra, a família ainda se depara com a discriminação. Crianças hiperativas muitas vezes são taxadas de mal-educadas e encrenqueiras.

Primeiros sinais do TDAH

O TDAH se caracteriza por sintomas como desatenção, inquietude e impulsividade, ou um misto de todas essas características. Isso acontece porque o cérebro dessas crianças apresenta alterações na região frontal, responsável pela atenção, organização, memória e autocontrole, entre outras funções.

Normalmente, os sintomas se tornam evidentes por volta dos 5 anos e tendem a acompanhar o indivíduo pelo resto da vida. “Como é um transtorno neurobiológico, o paciente já nasce com ele. Os sinais se tornam mais pronunciados de acordo com as demandas que surgem ao longo dos anos”, explica o neurologista Antônio Carlos de Farias, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR).

É normal que tanto os professores quanto os pais percebam as primeiras dificuldades da criança para manter o foco no período em que se inicia a alfabetização e os exercícios escolares se tornam mais desafiadores. “Nessa fase, a escola começa a propor atividades que exigem questionamento e persistência. Ainda assim, a criança precisa ser avaliada dentro de um contexto e a longo prazo, para descobrimos se não há questões biológicas (como dificuldade para ouvir ou enxergar, por exemplo) e emocionais (como mudança de escola, nascimento de um irmão ou separação dos pais, entre outros) por trás desse tipo de comportamento”, avalia a pedagoga Juliana Hanftwurzel, orientadora educacional da Escola Morumbi, em São Paulo (SP), que já recebeu diversos alunos com o transtorno.

Não é falta de limites

Por ser de origem genética, o TDAH independe do ambiente em que a criança nasceu e cresceu. O problema é que, ainda assim, ela pode ser taxada de mal-educada e os pais, de negligentes. “As pessoas, mesmo os mais próximos, acham que é falta de limites. Na minha casa, entretanto, sempre houve regras: tanto antes quanto depois do diagnóstico do meu filho. Cheguei mudá-lo de escola duas vezes, sendo que em uma delas sofri preconceito dos outros pais, até encontrar uma instituição que nos acolhesse e abraçasse a nossa causa”, desabafa Ellen, que ainda hoje tem receio de que o filho vá brincar na casa de amigos sem ela por perto.

Por outro lado, o ambiente pode ser decisivo para o diagnóstico e tratamento do indivíduo com TDAH. Nos primeiros anos de vida, claro, as crianças geralmente são mais inquietas. Com o amadurecimento do cérebro, entretanto, vão adquirindo capacidades que facilitam a convivência social. As crianças com TDAH tendem a apresentar mais problemas nessa área, especialmente as impulsivas. Existem parâmetros de desenvolvimento, usados por pediatras e educadores, para determinar as aquisições normais esperadas para cada idade.

“Mas somente uma avaliação médica detalhada pode determinar se a criança, de fato, tem o transtorno”, alerta o neurologista. Farias explica que o diagnóstico é clínico, ou seja, com base em uma análise detalhada do histórico da criança e alguns testes neuropsicológicos – levando-se em conta se há casos na família e a intensidade e a frequência dos sintomas, por exemplo.

Por isso, ainda que cada criança tenha um ritmo próprio, vale a pena investigar quando ela ficar muito aquém das expectativas para idade ou tiver dificuldades para se socializar. “Se não tratado, os sintomas do TDAH podem afetar o sono e o desempenho escolar. E, mais adiante, agregar comorbidades (ou seja, doenças relacionadas) como ansiedade e oscilações no humor. Por essa razão, adolescentes com o transtorno, quando não tratados, estão mais suscetíveis a evasão escolar e uso de drogas, por exemplo”, explica o neurologista.

A criança pode ter uma vida normal

A dentista Amanda Abreu desconfiou que a filha Sofia, hoje com 7 anos, poderia ter TDAH há pouco mais de dois anos. “Como meu marido tem o transtorno, sabia que ela também poderia apresentá-lo”, conta. Na época, a maior preocupação de Amanda, como de muitos pais, era certificar-se de que a menina teria uma vida normal ao crescer. “Será que vai conseguir estudar, ter uma profissão, ser independente?”, questionou-se.

Em Sofia, o sintoma predominante é a desatenção, o que gerou insegurança na menina a princípio. “Ela tinha medo de não aprender a ler e acompanhar os colegas, mas atualmente se sente mais confiante”, diz a mãe. De acordo com o neurologista Farias, não existe uma fórmula apenas para tratar a criança com TDAH. Em algumas crianças, é necessário trabalhar habilidades emocionais, enquanto em outras, questões de linguagem. Em alguns casos, também indica-se o uso de medicamentos à base de metilfenidato, entre outras associações.

“Tudo vai depender do tipo de sintoma, do grau do transtorno e do quanto ambos afetam a rotina da criança”, resume o neurologista. A escola e a família, obviamente, também têm papel fundamental no tratamento: o mais comum é que algumas adaptações sejam feitas para ajudar a criança a superar suas dificuldades. “Podemos fazer provas orais ou em ambiente livre de distrações, assim como mediar a comunicação dela com os colegas e propor que ele auxilie o professor a fim de se manter ocupado, entre outras adaptações. Em resumo, o trabalho da escola é ensinar a criança a lidar com os recursos que têm e não com os que faltam e, assim, mostrar que ela também pode aprender”, afirma a educadora Juliana.

O indivíduo com TDAH vai levar uma vida normal, sim. Os especialistas indicam uma boa dose de paciência para família, porém, isso não significa que a criança está livre de seguir as regras sociais. “Quando a Sofia está muito cansada, depois de um dia inteiro se esforçando para ser atenta e organizada, por exemplo, tende a desanimar. Mas aprendi que nessas horas o meu papel é ‘cortar’ o drama, pois deixar com que ela se faça de ‘coitadinha’ não ajuda em nada”, diz a mãe.

Ellen, mãe de Guilherme, também concorda em agir com firmeza, sem perder a ternura. “Muitas vezes, quando pergunto por que ele fez algo que não aprovamos, ele não consegue responder ao certo. Ou seja, agiu por impulso mesmo e não por falta de educação. É muito difícil, mas deixamos claro que estamos contra o TDAH, e não contra ele”.
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Matéria de Malu Echeverria, publicada originalmente no UOl, em 02/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/06/02/hiperativo-ou-mal-educado-conheca-os-sintomas-do-tdah.htm

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça os livros da Plexus:
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HIPERATIVIDADE
Como ajudar seu filho
Autora: Maggie Jones

Livro precioso para pais de crianças que sofrem desse aflitivo distúrbio. A autora fornece informação essencial sobre tratamentos convencionais, tratamentos alternativos, alimentação e dietas adequadas, cuidados específicos para as diversas idades. Mostra os passos práticos que os pais podem dar para compreender, apoiar e cuidar da criança, possibilitando à família inteira progredir de forma positiva.
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TDAH E MEDICALIZAÇÃO
Implicações neurolinguísticas e educacionais do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
Autoras: Rita SignorAna Paula Santana

Esta obra representa uma significativa contribuição a um debate que tem mobilizado pais, educadores, estudantes e profissionais de saúde: o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e a medicalização da educação. Medicalizar significa transformar aspectos de ordem social, pedagógica, cultural e afetiva em doença (transtorno, distúrbio). Partindo dessa realidade inquietante, Rita Signor e Ana Paula Santana mostram os problemas de deixar de lado o contexto social e a história de cada criança ao avaliá-la, apontando o papel da formação dos profissionais (de educação e saúde) na produção do chamado TDAH. Seguindo esse entendimento, as autoras questionam a qualidade do ensino no Brasil, o excesso de diagnósticos voltados ao campo educacional, os testes padronizados da área da saúde, o crescente consumo de medicamentos e as políticas públicas, entre outros fatores que legitimam o fenômeno da medicalização. Amparadas na perspectiva sócio-histórica, refletem sobre essas e outras questões neste livro corajoso e pioneiro, que conta também com dois estudos de caso que comprovam que a afetividade do educador e o trabalho interdisciplinar na escola podem mudar o futuro de muitos adolescentes e crianças.

 

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“OLHO FOI FEITO PARA DURAR 40 ANOS”: GLAUCOMA ATINGE 900 MIL NO BRASIL

“É uma doença assintomática, não dói. Com o tempo, esse nervo que leva as imagens ao cérebro, para a gente poder enxergar, vai sendo degenerado”, explica Emílio Suzuki, secretário-geral da SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma). O glaucoma atinge cerca de 3% da população brasileira acima dos 40 anos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A doença atinge 900 mil pessoas no país, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A doença é responsável, segundo estimativas do órgão, por 10% dos casos de cegueira.

“A pessoa vai perdendo a visão aos pouquinhos e, geralmente, a perda não é aguda, não é de imediato. Nem é central também. É periférica e lenta. Por isso, é muito difícil ser percebida nos estágios iniciais”, diz Suzuki. Daí a importância do diagnóstico precoce para a prevenção do glaucoma.

Ele explicou que o nervo óptico sofre degeneração que, em geral, ocorre por aumento da pressão ocular, e a pessoa não tem sintomas. Um dos fatores de risco para o glaucoma é a idade. Pessoas acima de 40 anos são mais suscetíveis à doença.

O sistema de drenagem ocular fica mais lento e falha com mais frequência em pessoas acima de 40 anos. “Quarenta anos é uma idade importante para ter, pelo menos, uma consulta básica ao oftalmologista por ano”, recomendou.

O glaucoma tem também uma característica genética e hereditária. Existe uma associação grande entre parentes, e a chance de desenvolver a doença é mais intensa entre irmãos. Segundo Emílio Suzuki, o fato de o pai ou a mãe ter glaucoma não condena o filho a ter glaucoma.

“E o fato de ninguém ter na família também não exclui você da possibilidade de aparecer. Mas os casos familiares te colocam no grupo de risco maior”. A incidência de glaucoma entre irmãos é, às vezes, de seis a nove vezes maior do que em uma pessoa que não tem ninguém na família.

O governo brasileiro tem um programa de assistência aos portadores de glaucoma. Quase 500 mil pessoas cadastradas no programa recebem remédios de graça, destacou o especialista.

Hipertensos e diabéticos devem estar mais atentos Têm mais chance ainda de desenvolver a doença os hipertensos e diabéticos, que apresentam muitas vezes problemas de vascularização do nervo óptico, além dos afrodescendentes.

Em relação a esses últimos, Suzuki disse que ocorre no mundo inteiro maior chance de os afrodescendentes terem glaucoma mais agressivo e avançado. No Brasil, a miscigenação da população aumenta a incidência da doença. Não se sabe ainda a razão de indivíduos da raça negra terem glaucoma, mas estima-se que é um fator ligado à genética. Por isso, a raça negra funciona como um fator de alerta e influencia muito no diagnóstico, afirmou.

A única maneira de descobrir o glaucoma é o médico oftalmologista, porque não é só a pressão do olho que está envolvida. No início da doença, não há sintomas. Crises de glaucoma agudo, em casos esporádicos e raros, podem deixar o olho vermelho.

Suzuki esclareceu, entretanto, que a vermelhidão do olho é sinal de uma gama infinita de doenças. “Pode ser uma simples irritação, uma conjuntivite, uma úlcera de córnea, uma uveíte. Por isso é o médico que vai saber se é glaucoma ou não. De maneira geral, não é.

Texto parcial de matéria publicada no UOL Saúde, em 26/05/2017, Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Leia a matéria completa em
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/05/26/olho-foi-feito-para-durar-40-anos-glaucoma-atinge-2-milhoes-no-brasil.htm

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GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

‘ORGASMO INDESCRITÍVEL: PRATICANTES DO SEXO TÂNTRICO REVELAM EXPERIÊNCIAS’

Estabelecer uma conexão profunda com o par, aplicar técnicas de massagem que estimulam o corpo todo ou simplesmente desencanar do orgasmo – colocando o foco no processo e não no objetivo a ser alcançado – são alguns dos segredos dos praticantes para atingir vários orgasmos seguidos, com ondas de prazer que podem durar horas.

  • Multiorgasmos e ondas de prazer que podem durar horas

Conheço a prática há mais de dez anos, já fiz três vezes o treinamento multiorgásmico para casais, em um centro especializado. No começo, a experiência foi difícil, pois o primeiro exercício é olhar no olho do parceiro e, nesse momento, muitos medos e ansiedades surgem. Mas, com o tempo, o sexo tântrico foi nos conectando mais e mais. A grande diferença entre a prática e o sexo tradicional é que você não tem o objetivo único de ejacular. O objetivo é conectar-se com a outra pessoa em um nível mais profundo. Isso permite que o casal tenha multiorgasmos e ondas de prazer que podem durar horas. Durante o sexo tântrico, sinto prazer quando sou tocada em várias partes e não apenas nos genitais e, no orgasmo, meu corpo todo vibra, porque está estimulado. É claro que não dá para fazer sempre, porque o ritual completo pode durar de três a cinco horas. Mas é possível aplicar algumas técnicas a cada vez que se faz amor, para ter uma experiência mais plena em todas as relações sexuais. (Renée Marie Adolphe, 42 anos, psicóloga)

  • Orgasmo é intenso e indescritível

A proposta é explorar todas as possibilidades de prazer entre um casal, desde experiências olfato-gustativas (onde o cheiro tem um papel central), até a exploração do tato por toda a extensão do corpo, culminando com manobras genitais. Eu e minha mulher conhecemos a prática em um curso de massagem, em 2013. Depois, participamos de vários workshops em um centro especializado em tantra. Com isso, acabamos ressignificando várias práticas que a gente já conhecia, como a própria penetração. No sexo tântrico, o prazer é muito maior, como também é muito mais profunda a conexão e a sintonia que se estabelece entre o casal. É possível sentir a energia vibrando no corpo do seu parceiro. Para nós, o ponto alto do sexo tântrico é a penetração passiva, quando o homem fica sem se movimentar e a estimulação do pênis ocorre por meio dos movimentos involuntários dos anéis vaginais. Assim, o casal chega junto a um orgasmo intenso e indescritível. (Milson Filho, 48 anos, economista)

  • Há a percepção do corpo e dos sentidos

O amor tântrico é diferente da experiência da sexualidade atrelada à fantasia e ao erotismo. Ele traz uma proposta de ampliação da percepção do corpo e dos sentidos, que torna a experimentação da intimidade entre o casal mais humana e muito mais satisfatória. Eu e meu marido começamos a estudar a prática em 2005 e ainda continuamos nosso processo de desenvolvimento, pois o tema é vasto. A principal diferença do sexo convencional para o tântrico é que, no segundo, não há pressa. Ambos os envolvidos não querem desesperadamente chegar a algum lugar, não querem acabar logo. Além disso, o que descobrimos em nossas pesquisas é que o orgasmo é um fenômeno que não está restrito ao pênis ou a vagina. No trabalho, há técnicas que despertam e expandem a bioeletricidade corporal, linkando todas as cadeias musculares ao reflexo orgástico. A experiência se torna mais intensa e duradoura, porque todo o corpo sente. É comum experimentar orgasmos de 20, 30, 50 minutos ou mais. (Patrícia Agra, 29 anos, terapeuta)

Texto parcial de reportagem publicada no UOL, em  23/05/2017. Para lê-lo na íntegra e ver todos os depoimentos, acesse: http://bit.ly/2qcLBlU

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TANTRA, O CULTO DA FEMINILIDADE
Outra visão da vida e do sexo
Autor: André Van Lysebeth
SUMMUS EDITORIAL

O autor revela para o Ocidente as técnicas de controle sexual há muito guardadas em segredo pelos iniciados nos cultos orientais. O tantra vê na repressão dos valores femininos, pela civilização patriarcal, a causa oculta da crise do mundo moderno. Ele afirma que só o culto da feminilidade e de seus valores pode trazer uma verdadeira mudança da sociedade. Trata-se de um livro belíssimo, em formato 21x28cm, com ilustrações e fotografia, incluindo um caderno inteiramente em cores.

‘PIADAS E MEMES AJUDAM A SOBREVIVER À CRISE POLÍTICA, DIZ LÍDER BUDISTA’

Quando foi chamada para fazer um livro sobre depressão, a Monja Coen Roshi, 69, tratou de escrever o mais rápido possível. Um dos principais nomes do budismo no Brasil, ela passou por duas depressões e percebeu que, ao mergulhar no assunto de novo, estava ficando para baixo. “Comecei a me sentir deprimida, não queria sair da cama. Aí terminei rapidinho”, conta, com um sorriso alegre, à repórter Letícia Mori.

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Nascida Cláudia Dias Baptista de Sousa, a brasileira conheceu o budismo em 1978, quando morava na Califórnia com o marido –um dos cinco que teve. Sua conversão foi imediata e anos depois ela foi ordenada no Japão. Nos anos 1990, tornou-se a primeira pessoa sem ascendência japonesa e a primeira mulher a ser presidente da Federação das Seitas Budistas do Brasil.

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Hoje é conhecida pela presença em eventos ecumênicos e pelo sucesso de seus vídeos na internet. Em época de crise, os convites para palestras em eventos e empresas tiveram um pico. “Me chamam porque as pessoas estão amedrontadas e não conseguem trabalhar”, diz.

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“Mas é claro! Estão com receio de perder o emprego, sem esperança de galgar uma posição melhor e sendo bombardeadas de notícias ruins o tempo. Aí aumenta a depressão, a síndrome do pânico”, diz ela, que vai lançar a obra “O Sofrimento é Opcional” nos próximos dias. Embora pouco retratadas no livro, suas experiências pessoais serviram de inspiração.

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Na primeira vez que teve depressão, aos 20 e poucos anos, ela chegou a tentar suicídio. Era jornalista. “Ficava muito perto da dor, dos problemas. Tinha um relacionamento amoroso complicado e a gente bebia muito. A vida era um drama profundo”, conta, suspirando e apertando os olhos. “Uma hora eu cansei e tomei um monte de remedinhos lá, mas não morri”, conta ela, que depois foi passar um tempo na Europa e chegou a ser presa por traficar LSD.

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Na última crise de depressão, anos depois de ter se convertido, o gatilho foi um problema com a comunidade japonesa tradicional no templo onde ela atuava, no bairro da Liberdade. “Fizemos um novo estatuto para brasileiros e mulheres poderem votar na eleição para a direção. Acharam que estávamos querendo tomar o templo.”

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“Foi um período difícil. Quando tinha folga eu só dormia. Eu pensava: essa realidade está feia, está ruim. Então não quero participar disso, quero fugir, quero sonhar. Foi um desencanto. Eu sentava para meditar e não conseguia ficar 5 minutos. Aquilo que seria um remédio, eu não conseguia tomar”, conta. “Grandes místicos cristãos também falam sobre isso: um momento na vida que a gente tem que atravessar esse grande deserto. Que você perde a crença, que você duvida de tudo.”

“Aí foram vindo certas forças. Um grupo de amigos me chamou para dar meditação. Ele me ajudou muito”, diz, apontando para a foto de um monge japonês na parede

–seu último marido, Shozan Murayama, que morreu há alguns anos. Foi depois desse episódio, quando tinha 50 e poucos anos, que ela montou o templo no Pacaembu –onde hoje recebe discípulos e mora com cinco cachorros.

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Um deles late ao fundo enquanto ela reflete: “Meu caso foi pontual, nem precisei tomar remédio. Mas às vezes é uma questão da mente, um desequilíbrio químico, e é preciso buscar ajuda profissional”, diz ela, reforçando que o budismo não substitui tratamento médico.

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Diz que é preciso cuidar para não chegarmos a esse ponto –aprendendo a lidar com o sofrimento. Critica a mídia por “mostrar sempre só o lado ruim da realidade”. “Os mentirosos, os ladrões e a sujeira têm muita visibilidade. E esquecemos as coisas boas. Não tem um país no mundo onde há políticos honestos? Soluções inteligentes para os problemas? O que podemos aprender com tudo isso?”

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“Se não vemos isso, só o que fica é essa sensação de impotência, essa desesperança. E aquela pessoa que achou dinheiro e devolveu? E a que ajudou quem tinha necessidade? Parece tão sem importância, mas nos lembra que a gente pode ser bom, pode se unir e cooperar. Porque, como diz o [teólogo] Leonardo Boff, ou nós ganhamos todos juntos, ou perdemos todos juntos.”

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“Olha essas brincadeiras lúdicas, engraçadas”, diz, se referindo aos memes e piadas na internet sobre a gravação em que o presidente Michel Temer fala de propina. “Diz aqui: para que vou ver Netflix? A ficção não consegue competir com a realidade”, lê, rindo. “São leves. Nos ajudam a lidar com a indignação.”

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Diz que os “mentirosos e ladrões” precisam responder na Justiça, mas que ficar com raiva não vai resolver. E conta uma parábola: “Buda encontrou um monge que tinha sido torturado e perguntou o que foi pior: o frio, as dores, o desespero, a escuridão? O monge respondeu: ‘o pior foi que, por um instante, quase deixei de sentir compaixão pelos meus torturadores'”.

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“Não é fácil sentir compaixão, pena, da miséria espiritual dessas pessoas. Mas bom não é aquele que está julgando, pedindo vingança, ou que está delatando. Quem assumiu dizendo que é o salvador da pátria também está envolvido com as mesmas coisas.”

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“O único jeito de acabar com essa violência é se ela for compensada com a não-violência. Tem gente escolhendo um vilão e querendo matá-lo. Que horror! A mudança só vai vir se cada um de nós aprender a viver coerentemente com nosso princípios éticos. Quando eu me transformo para o bem, eu transformo a sociedade.”

Publicado na Folha de S. Paulo, em 22/05/2017. Para acessar na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2017/05/1885736-piadas-e-memes-ajudam-a-sobreviver-a-crise-politica-diz-lider-budista.shtml

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Conheça toda a trajetória de Monja Coen com o livro:

MONJA COEN
A mulher nos jardins de Buda
Autora: Neusa C. Steiner
MESCLA EDITORIAL

Neste livro, história e ficção se misturam para contar a trajetória da Monja Coen, primaz fundadora da comunidade Zen Budista do Brasil. Como muitos jovens da geração baby boom – os nascidos no pós-guerra –, buscou independência e liberdade, viveu seu tempo, carregou sonhos e utopias e fez sua escolha. Esta história interessa a todos que carregam um quê de inconformismo e uma vontade de soltar as amarras.

‘FAMÍLIAS E ESCOLAS DEVEM FICAR MAIS ATENTAS À POSTURA CORPORAL DAS CRIANÇAS’

Compre este livro com desconto no site da Livraria da FolhaPedro, senta direito, menino!”; “João, olha seu tênis desamarrado, você vai cair.”; “Lena, você tropeçou de novo! Olhe por onde você anda!”; “Mariana, você vai ficar com dor no pescoço com todo esse tempo olhando para o celular”.

Frases como essas, que ouço sempre e que, provavelmente, você também já ouviu ou disse, caro leitor, nos apontam para uma questão com a qual temos tido pouco cuidado na atualidade: a relação das crianças e adolescentes com o próprio corpo.

Vamos observar os mais novos um pouco? Vemos crianças correndo sem muita direção e sem se preocupar por onde andam e correm e que, por isso, esbarram uns nos outros e em adultos. Constatamos que não sabem se sentar adequadamente nos diferentes locais que frequentam: da mesma maneira que sentam em casa, relaxados, sentam-se também na escola, no cinema, no restaurante, em qualquer local público, enfim.

E como elas se machucam por levar tantos tombos! Pequenos acidentes poderiam ser evitados com mais organização corporal e maior domínio da relação do corpo das crianças com o espaço por onde circulam.

E os adolescentes? Justamente no período em que o corpo passa por rápidas transformações que exigiriam adaptações graduais, alguns se dedicam a atividades que pouco exigem do corpo, que parece ficar esquecido, e outros exageram nas atividades físicas e até usam suplementos alimentares por causa da dedicação a algum esporte ou em busca de um corpo invejável e cobiçado segundo os modelos que são levados a eles. Isso quando não sentem vergonha de seu corpo!

A habilidade que muitos deles têm nas mãos é uma coisa incrível! Os jovens que jogam exercitam tanto os dedos, que estão conectados com o que eles veem na tela, e chegam a alcançar uma velocidade enorme nos movimentos, tamanha é a coordenação que ganham. Em compensação, a postura corporal global, que adotam quando jogam, em geral não é positiva para a saúde deles, e eles pouco se dão conta disso.

Talvez, devido à informalidade de nosso tempo, estejamos andado desatentos em relação a essa questão corporal dos mais novos. Entretanto, devemos nos ocupar mais disso, porque conhecer o próprio corpo é condição importante para uma saudável relação consigo mesmo, com o ambiente e com os outros. Estar atento às necessidades do corpo, às expressões dele, ao que ele comunica, propicia um melhor desenvolvimento e conhecimento de si e, consequentemente, oferece condições para que o autocuidado seja efetivamente praticado. E como o autocuidado é importante para a vida!

A organização corporal de crianças e adolescentes, porém, não é responsabilidade apenas das famílias. A escola deveria entrar como corresponsável nessa questão. Entretanto, poucas a contemplam em seu planejamento, já que se ocupam exageradamente dos conteúdos escolares. Os pais deveriam perguntar à escola o que ela pratica nesse sentido além de dizer “Senta direito na carteira, menina/o!”.

Pais e educadores que desejam incluir a educação corporal na formação de seus filhos e alunos contam com a valiosa ajuda que o livro “Mapas do Corpo“, de André Trindade, oferece. Nele você vai encontrar, caro leitor, mais do que ideias a esse respeito. Dezenas de atividades que colaboram para a boa postura e para uma harmoniosa relação com o corpo são sugeridas. Boa leitura!

Texto de Rosely Sayão, publicado em sua coluna na Folha de S. paulo, em 16/05/2017. Para acessar na íntegra: http://livraria.folha.com.br/livros/fisioterapia/mapas-corpo-andre-trindade-1353811.html?tracking_number=1411

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Saiba mais sobre a obra, que tem prefácio por Rosely Sayão:

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MAPAS DO CORPO
Educação postural de crianças e adolescentes
Autor: André Trindade

Este livro resume a experiência de mais de 25 anos de André Trindade como psicomotrista e psicólogo. Profundamente ligado à área do movimento, o autor domina magistralmente a arte de orientar crianças e adolescentes a adquirir e manter uma boa postura. Dividida em sete partes, a obra trata, entre outros temas, da linguagem corporal, da pele, dos ossos, músculos e articulações e do que ele denomina “Mapas do corpo” – conjunto de referências capazes de determinar distâncias, direções e ligações entre as partes do corpo, a fim de facilitar o movimento coordenado.

O objetivo de André é que professores – não apenas os de educação física – e pais auxiliem crianças e adolescentes a conhecer o próprio corpo e relacionar-se de modo saudável com o ambiente. Em cada uma das partes citadas o autor, generosamente, compartilha conosco dezenas de atividades para estimular a boa postura, a flexibilidade, a autoconfiança, o prazer da brincadeira. Com reflexões profundas, ele mostra que as novas tecnologias trouxeram muitos benefícios, mas também problemas, como o isolamento, a desestruturação postural e a entrada precoce no mundo adulto. Totalmente ilustrado com desenhos e belíssimas fotografias, o livro é um convite – sem broncas nem lições de moral – para que nós, adultos, repensemos a maneira como lidamos com crianças e adolescentes.