REPORTAGEM DA REVISTA ISTOÉ CITA O LIVRO “A TV NO ARMÁRIO”

A edição 2303 da revista IstoÉ, publicada em 15 de janeiro, deu destaque para o livro A TV no armário (Edições GLS), do jornalista Irineu Ramos Ribeiro. A reportagem, intitulada “Um personagem contra o preconceito” – capa da edição – mostra como a atuação do ator Mateus Solano, 30057na novela Amor à vida, colocou o debate sobre a homossexualidade nos lares brasileiros. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/nwpdNB.

Em pleno século XXI, os meios de comunicação ainda abordam a questão da homossexualidade de forma preconceituosa. Embora se esforcem para ser “politicamente corretos”, na prática, são incapazes de lidar com a diferença. Para Ribeiro, a mídia, em geral, aponta a sexualidade com deboche, discriminação e caricaturização. No livro A TV no armário, ele analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. “Está na hora de mudar de rumo”, afirma, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.

Fruto de ampla pesquisa, desenvolvida durante dois anos, incluindo também a observação de toda a programação de TV, a obra abre caminhos para problematizar a maneira pejorativa como a comunidade LGBT é retratada na telinha. Ribeiro mostra, em quatro capítulos, que os meios de comunicação ainda precisam percorrer um longo caminho para retratar as diferenças de gênero, ajudando a reafirmar a identidade gay e a construir um mundo onde a diversidade seja respeitada. “A TV tem dificuldade de se pautar por abordagens que informam sobre a amplitude que o tema sexualidade implica. A consequência disso é que acabam se restringindo à reprodução de enfoques que estimulam o preconceito”, complementa o autor.

Ao longo da obra, o autor discorre sobre o limiar dos gêneros, abordando questões como ambiguidade, identidade, sexualidade e formas de pensar. Fala sobre o desenvolvimento das identidades sexuais “proscritas” no decorrer do século XX e as relações de poder na mídia televisiva. Faz um breve histórico do movimento homossexual no mundo e de algumas de suas lutas até chegar à década de 1970, quando o gênero passa a ter uma conotação social ampla. “O conceito de gênero se refere à construção social e cultural que se organiza a partir da diferença sexual”, revela o autor.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1217/TV+no+arm%C3%A1rio,+A

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