MAPEAMENTO REVELA QUE MORTES POR CÂNCER VOLTARAM A CRESCER NO BRASIL

Nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer entre 2014 e 2015. No mundo, houve um aumento de 20% na incidência da doença na última década. Até 2030, são esperados mais 27 milhões de novos casos.

O número de mortes por tipos de câncer mais agressivos aumentou no país, depois de anos em queda, revela mapeamento da doença realizado pelo Inca. Entre as mulheres, o câncer de mama é o que mais mata. Já, entre os homens, o principal vilão é o tumor no pulmão. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura da doença.

O mapeamento mostra que entre os homens a taxa de mortalidade por câncer de brônquios e de pulmão estava em queda desde 2004, mas voltou a subir em 2012. Em dez anos, o número de mortes subiu 32%. Nas mulheres, o câncer de mama é o que mais mata e o de pulmão vem em segundo lugar. O índice de mortalidade das duas doenças cresceu de 2009 a 2012.

Segundo o instituto, em 2015 a previsão é de aproximadamente 576 mil casos novos da doença no país. O câncer de pele é o tipo com mais casos no Brasil, mas não é o que mais mata (182 mil casos novos).

Se você quer saber mais sobre o assunto, conheça o livro Câncer e prevenção, da MG Editores:

50102CÂNCER E PREVENÇÃO
Organizadores: Ricardo Caponero, Artur Malzyner

Voltado para leigos, este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar, explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Fundamental para pacientes, familiares, psicólogos, enfermeiros etc.

 

ONCOCHECKUP: SAIBA COMO E QUANDO FAZER EXAMES PARA PREVENÇÃO DO CÂNCER

90% dos cânceres são curados quando detectados em estágio inicial; oncologistas recomendam que, se há casos na família, os exames sejam feitos 15 anos antes

Como se sabe, o maior fator de risco para se ter um câncer é a idade avançar, o que explica boa parte do aumento dos casos no País. Mas, o que fazer enquanto isso? Não basta só torcer para que a doença passe longe. É possível, sim, se precaver.

Além de cuidar da alimentação e evitar maus hábitos como o fumo e o sedentarismo, o indicado é procurar um médico. Exames periódicos, chamados de oncocheckup, são necessários para afastar qualquer suspeita – e detectar qualquer alteração precocemente, já que muitos cânceres são silenciosos e vêm à tona apenas quando estão em estágio mais avançado.

“A pessoa tem que procurar um bom médico – um que converse bastante com o paciente, que fique com ele ao menos por uns 30 minutos e o examine dos pés à cabeça. E, com base nos fatores de risco da pessoa, o médico deve pedir os exames apropriados”, recomenda Ademar Lopes, cirurgião oncológico e vice-presidente do Hospital A.C. Camargo Cancer Center.

A hora certa de começar

Para as mulheres, o exame de papanicolau deve ser feito anualmente desde o início da vida sexual, já que detecta casos de câncer de colo do útero. A mamografia deve entrar no calendário a partir dos 35 anos. “Se fizermos diagnóstico precoce e tratamento apropriado, podemos curar 90% dos casos de câncer, a baixo custo e sem mutilação. Se for esperar identificar pelo exame de toque, o estágio já estará avançado”, explica Lopes.

No caso dos homens, o exame de toque que detecta o câncer de próstata deve ser feito anualmente a partir dos 45 anos.

Homens e mulheres devem fazer a colonoscopia a partir dos 50 anos. O exame, que detecta câncer no intestino, deve ser feito a cada cinco anos. “Quase 100% dos cânceres no intestino vem de um pólipo, que é uma verruguinha pedindo para ser retirada. O mais importante é que a pessoa portadora desses pólipos não sente nada”, explica Lopes, alertando para a detecção precoce. “Se o indivíduo já teve casos na família também, deve fazer os exames a cada 3 ou 4 anos. Se alguma alteração foi detectada, ele deve fazer o exame anualmente”, completa.

Em todos os tipos de câncer, o início dos cuidados deve ser antecipado se houver casos na família. A recomendação do vice-presidente do Hospital A. C. Camargo é que os exames comecem a ser feitos quando a pessoa tiver 10 ou 15 anos a menos do que tinha o familiar quando descobriu a doença. Isso significa que, se a mãe da paciente teve câncer de mama aos 40, ela deve fazer mamografia a partir dos 25, 30 anos de idade.

Atenção: alguns cânceres não têm diagnóstico precoce

Apesar de o oncocheckup ajudar na precaução e no adiantamento do diagnóstico, existem cânceres que burlam essa lógica. O câncer de pulmão, por exemplo, não é detectável ainda no começo, assim como o de pâncreas e ovários. Quando aparecem, já estão avançados.

A leucemia é outro exemplo. Surge do nada. A pessoa pode fazer um exame de sangue em um mês e estar com todos os resultados normais e, no mês seguinte, ser diagnosticada com a doença. “Não existe um exame que antecipe o diagnóstico. O anúncio são os sintomas como febre persistente, sangramento e cansaço”, explica Gilberto Colli, hematologista do Hospital do Câncer de Barretos. “A partir daí, um exame clínico e um hemograma confirmam a suspeita. A leucemia pode surgir de uma hora para a outra, independente se é criança, jovem ou idoso.”

Hereditariedade

Não basta ter tido um parente com câncer para concluir que é algo hereditário. Apenas de 8% a 10% dos cânceres são hereditários e um exame genético detalhado é capaz de identificar essa mutação de genes, para que a prevenção e identificação seja feita ainda cedo.

“Em alguns casos, se for identificado uma chance de ter câncer no intestino por razões genéticas, até uma cirurgia preventiva pode ser feita”, explica Sérgio Serrano, vice-diretor clínico do Hospital do Câncer de Barretos.

Nos casos de familiares que tiveram câncer a partir dos 50 anos, os descendentes, via de regra, não devem se preocupar com hereditariedade. O surgimento da doença, nesse caso, é creditado à idade, maus hábitos e outros fatores. Mas compensa, sempre, relatar ao médico e fazer o oncocheckup.

Prevenção é o melhor remédio

De qualquer forma, a prevenção é a saída mais concreta quando o assunto é câncer. Manter um estilo de vida saudável, fugir do sedentarismo e ter uma dieta rica em antioxidantes, que ‘reparam’ as células que sofreram mutação durante o dia, é a melhor forma de lutar para que essa doença se mantenha longe.

“Não fumar, não beber, se proteger contra o HPV, alimentar-se bem, não se expor excessivamente ao sol, manter um estilo de vida tranquilo com alimentos mais naturais e crus é muito importante”, explica Hezio Jadir Fernandes Junior, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia.

E, claro, não se esquecer de manter os exames em dia. “O problema acontece quando a pessoa faz o oncocheckup, sai tranquila e demora muito para voltar no médico de novo. Essa falsa sensação de segurança abre portas para cânceres silenciosos crescerem e não serem detectados no estágio em que já poderiam ser, dificultando a cura”, conclui Serrano.

 

Matéria de Elioenai Paes, publicada originalmente no iG São Paulo, em 18/01/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-01-18/oncocheckup-saiba-como-e-quando-fazer-exames-para-prevencao-do-cancer.html

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro “Câncer e prevenção”, da Ágora, organizado pelos médicos oncologistas Ricardo Caponero e Artur Malzyner:

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Voltado para leigos, este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar, explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Fundamental para pacientes, familiares, psicólogos, enfermeiros etc.

 

 

 

 

Para conhecer o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1350/C%C3%A2ncer+e+preven%C3%A7%C3%A3o

CÂNCER DE MAMA: MAMOGRAFIA E EXAME CLÍNICO REDUZEM TAXA DE MORTALIDADE

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres. Em 2012, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados 52.680 novos casos no Brasil. Em 2013, esse número deve chegar a 60 mil. A expectativa é de que uma em cada 7 mulheres tenha câncer de mama ao longo da vida. A prevenção continua sendo a principal aliada das mulheres na luta contra a doença.

Embora seja uma prática bastante indicada para detectar grandes nódulos, o autoexame não é mais recomendado como método preventivo. Isso porque ele implica um diagnóstico mais tardio do que os obtidos com exames de imagem. A sensibilidade de equipamentos como a mamografia e o ultrassom das mamas, por exemplo, permite detectar nódulos de dimensões tão pequenas quanto 0,2 ou 0,3 cm, que seriam imperceptíveis ao toque. Um estudo do Plano de Seguro-Saúde da Grande Nova York (HIP, em inglês) mostrou uma diminuição de 30% nos casos de morte nas mulheres submetidas ao rastreamento.

“Nessa área da medicina, o diagnóstico precoce é diretamente relacionado com o sucesso do tratamento. Com métodos mais sensíveis conseguimos diagnosticar com muita frequência casos que iriam ameaçar a saúde da mulher apenas muito mais tarde”, afirma o oncologista Artur Malzyner, organizador do livro Câncer e prevenção, lançado recentemente pela MG Editores. Na obra, Malzyner explica que o diagnóstico precoce em oncologia visa reduzir o risco de morte e possibilitar tratamentos com menor probabilidade de sequelas e outras complicações.

A partir dos 40 anos as mulheres devem ser submetidas a exames clínicos (palpação) feitos por médico ou enfermeiros treinados para detectar tumores superficiais de até 1 cm. O exame mamográfico (radiografia capaz de detectar nódulos pequenos de poucos milímetros) é indicado a cada dois anos a mulheres de 50 a 69 anos. Para mulheres consideradas de alto risco recomendam-se os exames anuais a partir dos 35 anos. 

Câncer e prevenção

Voltado para leigos, o livro Câncer e prevenção foi escrito por uma equipe multidisciplinar. A obra explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Conteúdo fundamental para pacientes, familiares, psicólogos e enfermeiros.

 

 

AUTORES DO LIVRO “CÂNCER E PREVENÇÃO” AUTOGRAFAM NA LIVRARIA CULTURA, EM SÃO PAULO

A MG Editores, a Clinonco e a Livraria Cultura do Conjunto Nacional promovem no dia 11 de setembro, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, o lançamento do livro Câncer e prevenção. Os organizadores da obra, os oncologistas Artur Malzyner e Ricardo Caponero, e os autores recebem os convidados no piso térreo da livraria, que fica na Avenida Paulista, 2073, São Paulo.

Estima-se que surgiram mais de 500 mil novos casos de câncer no Brasil em 2012. Considerada a segunda causa de morte no mundo, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares, a doença ainda é um enigma para a maioria das pessoas. Apesar do maior acesso à informação, inúmeras dúvidas continuam cercando o assunto. Para ajudar pacientes com câncer e familiares a prevenir e enfrentar a doença, uma equipe multidisciplinar composta por especialistas da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica, uma das pioneiras em oncologia no país e referência no tratamento humanizado, reuniu informações fundamentais sobre o tema, em linguagem simples e direta. O resultado está no livro Câncer e prevenção.

Dividida em quatro partes – “Noções gerais sobre a doença”, “Prevenção primária: é possível evitar a ocorrência do câncer?”, “Diagnóstico precoce” e “Tratamento” -, a obra aborda o câncer em todas as suas dimensões, desmistificando a doença e conscientizando a população acerca da importância de preveni-la.

Os autores tratam de assuntos como fatores de risco, alimentação e vida saudável, conduta durante o tratamento, fatores genéticos e importância do apoio clínico e psicológico ao paciente. Também tratam de questões polêmicas, como o uso de forno de micro-ondas, telefones celulares e potes plásticos e as cirurgias preventivas, como a feita nas mamas pela atriz Angelina Jolie e as que evitam o câncer de intestino e de ovário.

Cerca de 30% a 40% de todos os cânceres podem ser prevenidos com alimentação e estilo de vida mais saudáveis. Por isso, os autores chamam a atenção para a importância de focar a saúde, e não o câncer, e listam todas as possibilidades para quem deseja prevenir o mal. O estresse tem sido apontado como um fator desencadeante de câncer, visto que pode levar à exaustão física e emocional. Entretanto, estudos demonstram que mais importante que o fator estressante é a forma como se lida com ele.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//C%C3%A2ncer+e+preven%C3%A7%C3%A3o